terça-feira, 13 de abril de 2010

Diamond, ouro em pó, tesouro que a traça não rói

ARTE DE TEAR AS ARTES: HÁ VAGAS
































Dilma e Serra em editorial do jornal O Globo


Hora das propostas de Serra e Dilma

Com o lançamento da pré-candidatura tucana de José Serra à Presidência da República, depois de o PT já ter sacramentado o nome de Dilma Rousseff, indicação de Lula para sucedê-lo, a campanha de 2010 entra em novo estágio, em que se espera a primazia do confronto de ideias, propostas, sobre tentativas de golpes da baixa política e jogadas de marketing desprovidas de qualquer conteúdo.

Dilma e Serra têm origem comum, na resistência de esquerda à ditadura militar. A ex-ministra, oriunda de grupos armados, e vítima dos porões do regime; o ex-governador de São Paulo, presidente da UNE em 64, exilou-se no Chile, onde escapou de ser fuzilado no Estádio Nacional, no golpe de Pinochet.

Apesar de todo o discurso político-eleitoral, não se vislumbra uma volta ao passado a partir das urnas de 2010, possibilidade que também não esteve presente em 2002. Nesse sentido, o Brasil dá mostra de maturidade institucional, característica de regimes republicanos sedimentados: não é devido à possibilidade da chegada da oposição ao poder que se esperam mudanças radicais.

Mesmo porque a oposição de hoje foi situação entre 1994 e 2002, período em que se instituíram as bases da estabilidade econômica, sensatamente preservadas por Lula ao vencer em 2002.

A festa tucana em Brasília, no sábado, indicou que o PSDB decidiu assumir seu passado, o que não fizera no segundo turno de 2006, quando, de maneira equivocada, se acabrunhou diante da pecha de "privatista" bradada por Lula, e não soube mostrar as enormes vantagens do desmantelamento de monopólios estatais.

Nem irá, como também ficou claro, esconder o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, símbolo de um período de reformas as quais conseguiram o feito histórico de debelar a superinflação crônica, de que se beneficiariam todos, inclusive Lula e sindicatos hoje no poder.

Ao assumir a candidatura num evento em que, com Aécio Neves à frente, o PSDB deu importante demonstração de unidade, Serra, que se mantivera em silêncio diante de todo o foguetório lulopetista na fase em que o presidente usou e abusou do cargo e da máquina pública para promover a candidata, passa a dividir com Dilma espaços antes monopolizados.

Além de trazer o saudável contraditório para esta fase prévia à formalização das candidaturas pelas convenções partidárias, a chegada do ex-governador de São Paulo ao embate eleitoral permite que se comece um real e objetivo debate sobre propostas concretas de governo.

No seu discurso, Serra tratou de apontar alvos conhecidos: falta de investimento em infraestrutura, na educação básica, ética na política, gastança, corporativismo e aparelhamento da máquina pública.

E ainda fez rápida referência ao setor externo da economia, ligado de maneira umbilical à taxa de câmbio, tema inflamável e diante do qual Serra foi dissidente mesmo no governo FH.

Dilma se diz estatista e Serra não pode ser tachado de "neoliberal". Nenhum dos lados defende o "Estado mínimo". Por trás do lema tucano do "Brasil pode mais" há algum protagonismo do Estado; e a visão de Dilma está exposta no projeto de mudança do modelo de exploração do pré-sal, inspirado no dirigismo geiseliano. Chegou a hora de, sem artifícios e tergiversações, estes temas serem esmiuçados pelos candidatos.

(Avistado via blog do Noblat)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Post do Passado

vazio do presente

Flagrante do FaceBook de Alfredo Herkenhoff

Control C, Control V

Mais um mural da série Nudez...

Nudez Política Collor e Lula

Uma certa Geração 80. Este Augusto Herkenhoff, do "distante" ano de 1983, é de minha propriedade... 65cm X 65cm...

Acho que discordo da ideia de fazer desta lourinha a candidata a vice na chapa da Dilma. Não porque a beldade esteja armada ou use roupa vermelha a realçar preferência e paixão, mas porque fui informado de que a pontaria dela não é nada boa.



Pedófilo pulou fora da Papuda e com papo de emprego atraiu pivetes para a morte a pauladas. Brasília, 50 anos comemorando o crescimento das cidades-satélite, 50 anos de vexame: começou com JK estuprando o Rio. Depois vieram as maluquices, a ditadura e os 300 Arrudas...Vá ao DF, veja a arquitetura, mas não converse com o pessoal de terno e gravata.

Nudez da Esperança

Você sabia que José Serra já morou no coração da boemia carioca, na Lapa, ao tempo de ditadura?

Dilma negou que tenha se referido ao fato de Serra ter se exilado no Chile quando disse que não foge quando a situação fica difícil

Nudez Gulosa

Peixe grande engole peixe pequeno, famoso desenho de Peter Bruegel, metáfora renascentista da fome, da gula, da cobiça, da furia que é a mesma dos dias de hoje

repostando outro comentário do dia: Hoje imagino o Face como um Lago Encantado onde podemos jogar iscas sem anzois, ou anzóis sem isca, e, de qualquer forma, podemos até mergulhar com arpões, e, nas águas transparentes do acesso imediato, peixes não resistem e se deixam apanhar pela visceralidade digital. Peixes não puxam carroça...

Nudez Nuclear

Nudez Política Arruda e Serra

Nudez Política Arruda e Dilma

Nudez Negra Alek Wek

Nudez Negra Malana

Nudez Negra Oprah

Arruda acaba de ganhar a liberdade. Serra no rádio: “O governo FH vai ser julgado pela história, assim como o governo Lula. Esta eleição tem a ver com o futuro. O Lula não é candidato, nem FH. Nem Collor e Sarney, que apóiam a Dilma, são candidatos”.

Oprah Winfrey, a mulher mais poderosa dos EUA (junto com Michele Obama), sofreu estupro, teve filho adolescente que logo morreu e até hoje
mal fala com a mãe. Se apaixonou por um homem que a abandonou por racismo. Resenha de Maurizio Molinari no jornal italiano
Stampa, avistado no excelente site Dagospia. A biografia es...tá bombando de véspera. Lançamento é amanhã. Frisson e medo na midia americana. Autora, Kitty Kelley, é a rainha do ramo das não-autorizadas.

Via MIa Fashion... Mamma Mia, ma dove andiamo? Al mare? Allo shopping? Che roba fantastica! Dopo il surfing in Piazza Santos Dumont, abbiamo la vera prudenza carioca. Caraca!. Em caso de enchente, quebre um orelhão e faça dele um barco-cesta para salvar o Moisés que existe dentro de cada náufrago...



Hoje imagino o Face como um Lago Encantado onde podemos jogar iscas sem anzõis, ou anzóis sem isca, e, de qualquer forma, podemos até mergulhar com arpões, e, nas águas transparentes do acesso imediato, peixes não resistem e se deixam apanhar pela visceralidade digital. Peixes não puxam carroça...

Vagner Love está jogando mais do que Adriano...

Eu, moderamente Mengão que sou, estou pensando cá com meus botões que a Nação não tem medo nenhum do fuiebol do Botafogo, mas teme de forma levemente mística o mago Papai Joel Santana e seu talismã, Caio de Volta Redonda. No mais, o Botafogo será campeão ou tetra vice. Como Joel é farto em titulos regionais, talves mereça o tetra tetânico.

Aí... Empresta a tua maquininha digital pro juiz rever o lance e confirmar que Mengão daqui p/ frente é só porrada. Vamo de tetra tri e vamo ficar em 1º no grupo da Libertadores, tá ligado?

Oprah Winfrey:biografia; estupro, racismo e ódios



Kitty Kelley conta tudo sobre Oprah Winfrey

Vem aí mais um campeão de audiência: 500 mil livros já vendidos por antecipação na Amazon.com. A mulher mais poderosa da mídia americana esculpida pela pena cruel da escritora mais especializada em celebridades do mundo. Oprah viveu uma história de amor frustrado por racismo, por ser negra. Oprah chegou a morar com o cara, que se tornaria um famoso produtor de TV. Ele a abandonou no meio da noite. Saiu da cama e nunca mais voltou. Depois ele se arrependeria. A autora fez quase 800 entrevistas. E os outros famosos de talking show nos EUA ainda não sabem como tratar do lançamento, se convidar pessoas para reverberar o caso, já que Oprah é poder total na mídia.

A tara de Oprah por comida de quinta categoria, a junk food; a amizade dela com a família Obama; todos os segredos da mulher que mais fatura dólar no universo da fama, segredos de uma mulher que entra na intimidade de seus convidados naqueles talking shows, mas que sempre se manteve super reservada sobre a sua própria vida cheia de dramas e incompreensões.

Os detalhes estarão disponíveis a partir de amanhã com o lançamento de " Oprah, a Biography". Escreveu a história não autorizada a rainha do ramo, Kitty Kelley, que já espezinhou a privacidade de gente como Jacqueline Kennedy, Liz Taylor, Nancy Reagan e Sinatra. Este chegou a insinuar que convidaria um pistoleiro mafioso para matar a escritora. Oprah sofreu estupro, teve filho adolescente que logo morreu e até hoje mal fala com a mãe. Resenha de Maurizio Molinari no jornal italiano Stampa, avistado no excelente site Dagospia.

Para ler a resenha, em italiano, clicar no link >
http://www.dagospia.com/rubrica-1/varie/articolo-14678.htm

Depois da Páscoa de 2010, petróleo disparando

Petróleo em disparada resume desafio ao planeta

Na semana pós-Páscoa, os preços do petróleo deixaram para trás a marca dos US$ 80 por barril, registrando cotações que não eram vistas desde outubro de 2008 e dando a impressão de que o patamar de US$ 90 não demorará muito para ser alcançado. A demanda mundial pela commodity, embora tenha diminuído durante a fase mais aguda da crise econômica e esteja aumentando agora, não varia em igual proporção e muito menos na mesma rapidez com que o valor do barril se modifica, nem para cima e nem para baixo. Ou seja, as largas variações de preços verificadas nas bolsas de mercadoria estão longe de reproduzir ao pé da letra o que ocorre no mundo físico. Fica evidente que o componente especulativo na formação do preço é altíssimo, o que já foi, inclusive, tema da coluna. Existe sim, entretanto, o fator relacionado ao crescimento consistente da procura, que, além de eloquente, é bastante representativo de uma questão crucial que o planeta enfrenta, há algum tempo. Este problema pode estar, disfarçadamente, no âmago da própria crise: o de como lidar, sustentavelmente, com a emergência de países superpopulosos como China, Índia, Indonésia e Brasil, entre outros. B-2
(Fonte, Jornal do Commércio - Rio de Janeiro)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Água: Caos: Cabral, Paes, Lula, Dilma e Garotinho


Editorial

A desgraça da política

na desgraça das chuvas do Rio



Reflexão: a propagada não cai bem quando vidas se perdem entre pessoas mais humildes. No Brasil, não há um mínimo de organização de plano de emergência. Sobra empáfia. E esta se diluiu na tragédia. Tão pífia a empáfia que a tragédia nem mereceu tanta atenção do presidente Lula em meio ao estupor de cidadãos plugados na notícia de um Rio de Janeiro estuprado desde o tempo de JK, violentado pelo próprio, o primeiro pedófilo da carioquice. Rio, que perdeu para a Bahia os royalties de planos de emergência.

O governador Sérgio Cabral revelou na quinta-feira que recebeu oferta de ajuda de vários governos estaduais, mas que só iria aceitá-la em caso de necessidade. Ora, em plena sexta-feira, várias artérias da capital continuam interditadas, como Alto da Boa Vista, Grajaú-Jacarepaguá etc etc. Cabral, calmaria dos janotas deslumbrados.

Só na quinta-feira Cabral finalmente teve disposição, saco ou agenda, para, de helicóptero, ir a Niterói, dar coletiva ao pé do Morro do Bumba. Bimba! Estava protegido por uma centena de soldados na grande operação! Meia horinha desconfortável!

Um dos sinais mais emblemáticos de que o governo do Rio é uma área de risco para os mais humildes, a maioria, é o fato de as emissoras de televisão não terem encontrado nenhuma imagem aérea do Morro do Bumba anterior à avalanche de lixo antigo, dor e chorume. E 30 horas antes da avalanche, um primeiro deslizamento no meio do morro havia matado cinco ou sete pessoas. Uma escavadeira da equipe de socorro foi soterrada no segundo e gigantesco deslizamento no Bumba. Ou seja, mesmo com tantos mortos, os meios de comunicação não conseguiram agenda para enviar cinegrafistas e fotógrafos que documentassem o morro antes da grande avalanche. Por que? Por excesso de casos semelhantes. A Globo recorreu ao Google, mapa e satélite, para exibir uma ideia do que era o Bumba antes do último big bang de abril de 2010.

Só em Niterói foram dezenas de deslizamentos graves. Dizer que só aceitará ajuda de for preciso foi um absurdo de Cabral que mostra a realidade do seu descaso, que também é de Lula, o Grande. Dez equipes da defesa civil para centenas de graves problemas simultâneos, com mortes e paralisação da metrópole. Mas não precisa de ajuda de emergência de outros estados? Rio das Pedras, Moro dos Prazeres, 30 bairros, alagamentos persistentes dias depois do tsunami vertical. E não precisa de ajuda?

Em Brasília, ontem, a ex-ministra Dilma Rousseff e o presidente Lula comemoravam o apoio do PC do B à campanha petista nas próximas eleições. Literalmente festejavam caindo num forró fora de época, música e dança num momento de luto na ex-capital tão desprezada. O Brasil tem direito de se sentir envergonhado dos governos brasileiros, com tanta burocracia e agilidade zero diante do caos das chuvas.

Lula virou o Calígula do bem. Cabral, o almofadinha de helicóptero. Eduardo Paes, o porta-voz do óbvio. Nenhum dos três é culpado por tanta água, mas eles não souberam armar um socorro maciço e imediato.

O que Ibsen Pinheiro ainda não fez com o Rio surrupiando os royalties, os três fizeram com a lentidão das respostas. Tivessem compreendido a grandeza da dor dos mais pobres, teriam usado jatos para trazer em poucas horas cães farejadores e bombeiros de todas as capitais mais próximas do Rio de Janeiro, como BH, SP, Curitiba e até Porto Alegre etc. Seria o socorro mais imediato. Lula teria dado ordem às Forças Armadas para ajudar na desobstrução de artérias. Cabral teria interditado os aeroportos do Rio para priorizar os voos de socorro - o Haiti é aqui -, e o prefeito teria podido dizer palavras menos tristes nas inúmeras entrevistas que concedeu no desenrolar da tragédia.

A bem da verdade, Eduardo Paes foi também vítima, não apenas de prefeituras anteriores, mas vítima do próprio governo federal nesta triste semana que vai entrar para a história como um capítulo da vergonha nacional. Lula sempre odiou Eduardo Paes desde o Mensalão, quando o atual prefeito era depurado e vivia na CPI a desancar pela TV os petistas até hoje no poder. Mas Eduardo Paes poderia ter sido mais incisivo com o uso dos meios de comunicação. Isso é so mais um exemplo. Paes preferiu ficar dando depoimentos pessoalmente. Só 24 horas depois, na quarta-feira, a prefeitura usou o spam MSN das operadoras de celular para enviar avisos e informações sobre o caos. Deveria ter feito isso já na manhã de terça, como aliás este Correio da Lapa sugeriu já na própria manhã do primeiro dia da grande tragédia.

São incontáveis os casos de gente soterrada e deslizamentos que por muito tempo não receberam o devido socorro imediato. O 199 ficou mudo. O iatista Grael que o diga ao salvar mãe e bebê e nada ter podido fazer com o pai preso agonizando nas ferragens do carro.

Apenas a propaganda da política e da mídia não perdeu o seu ritmo alucinante nem no meio da tempestade. E envergonhada, preferiu valorizar discussões sobre remoção de favelas e politicas habitacionais, em vez de reconhecer que o poder público não tem agilidade na hora do socorro maciço. Políticos não assumem culpa de nada, nunca, só acusam e alardeiam. Deu pena a cara de tacho do prefeito de Niterói. Favela no Lixão. Dinamite pura.

E na cobertura jornalística, a Globo demorou um pouquinho a enxergar a grandeza da pauta. O jornalismo da rede do bispo, a Record, fugiu do padrão global que tanto imita e preferiu mostrar de forma até desordenada a realidade, mas mostrar com dinâmica os ratos, orelhões servindo de pequeno bote, a sujeira, o ambiente fétido, verdadeiro, tudo ao vivo, com a dor e a imagem feia dos flagelados, maltrapilhos e chorosos. Já a Globo estetizou a dor, perfumou o caos com o seu padrão global, glamourizou-o, adocicou-o, exibiu só flagelados bonitos.

A população tem a sua parcela de responsabilidade. Só na Praia de São Conrado, na manhã de quinta-feira, uma cena de ficção milenar: cerca de 10 mil a 15 mil garrafas pet, na água e na areia, o plástico na grande maioria vindo da favela da Rocinha, que mistura tudo: baile funk, PAC 1, PAC c 2, narcotráfico, forró, sub-bairro-favela, como o Laboriô e outros desmatamentos da Mata Atlântica, entre queixumes e lágrimas com Coca Cola, lixo e sangue dos desabamentos gerais.

Tudo rotina, só a propaganda não perdeu o ritmo alucinante mesmo em meio ao caos dessas horas de tanta aflição extra, enquanto Garotinho festeja os afagos de Dilma, que não vê grande diferença se Cabral continua governando o Rio de Janeiro ou se o menino de Campos retorna e nos entorna de vez na lama e nas trevas de sua arrogância cheia de fé, avidez e incompetência.

Estamos perdidos: Flamengo 2, Universidad 2. Empate com sabor de derrota. Libertadores? Onde? Eu morro no Bumba, morremos.

Por Alfredo Herkenhoff


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dilma, por todos os erros, pode aprender a ganhar

Lula foi infeliz nas palavras, qual Ramsés III. Cabral é hors concours. E
Eduardo Paz, ó guerra, o prefeito disse ao vivo: a Barra é a área mais
sacrificada, aliás, repetiu isso ao longo da quarta-feira...Mas, na
Barra, nenhuma morte, nenhum deslizamento, nenhum desabastecimento,
só hiper mercados. Eles - Lula, Cabral, Dudu Paz, Dilma - e Serra também -
veem só impostos, ICMS, pré-sal, sangue e batata. Pobre não é nem
batata. Pobre é voto. E eu sou de direita. Eles são de esquerda? Ora,
Fidel, se você fosse do Bem, não fuzilava sumariamente adolescente.
Você ferrou o céu e as inclemências da natureza, inventor do paredão. Você, guerrilheiro de Sierra
Maestra, inventou o inferno da mentira, fuzilou a própria alma, mijou
na própria juventude. Você virou um facínora apaixonado pelos próprios
atos. Seu heroísmo virou aquele de Herodes, rei da matança de toda a garotada
bíblica e latina. A História não te absolverá. Você matou o garoto da igualdade
que havia dentro de uma geração e dentro de você, agora ditador, velho pit bull.
Em tempo: Serra e Dilma, a mesma coisa. FH e Mensalão, o mesmo
caldeirão. Podem espalhar, amores meus: o eleitor não confia em
ninguém. Eu ainda voto em Dilma. Ela fez tanta bobage no passado que o
futuro pode absolvê-la. Tenho medo de biografias bonitas e de carecas
paulistas e paulistanos alienígenas. Dilma, a minha eterna
adolescente, careca do câncer, sorriso difícil no programa da Luciana
Pop Gimenez! Dilma, a dancinha rebolation no Pânico na TV! Dilma,
tantos erros, está na hora de acertar, tem esta hora. Só não voto nela
se Lula continuar atrapalhando. Ele criou a imposição. Ele inventou o
fantasma. Queria cristianizá-la? Mas ela tem a dor e a esperança. Ela,
o fantasma que se humaniza. Eu tiro de letra a morte do medo quando
ela diz que oposição é turrice, estagnação. Fico mais leve quando ela
adverte em tom de ameaça: os inimigos são perigosos. Sorrio quando ela
faz o discurso do medo, teme a oposição tucana. Dilma, você só não
ganha se não mudar. Mas já está mudando. Você é um poste que tem o meu post.
Você, pavilhão da esperança como Lula também já foi, não é a futura
presidente do Brasil, mas a futura secretária particular de 55 milhões
de vitoriosos eleitores.
Alguém perguntaria? Afinal, Alfredo enlouqueceu? Não. Apenas tenho
modos e tensões. Dilma, a pessoa que errou tudo antes de ter a chance de aprender a ser amada como a primeira mulher presidente do Brasil.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Jane Fonda, antes e depois da cirurgia plástica



Jane Fonda antes da plástica

Atriz, de 71 anos, disse no Larry King que não gostou da repaginada nos olhos, nariz e queixo. Ela está prestes a se casar pela quarta vez, noiva do produtor Richard Perry...

Emergência no Rio: tsunami que cai do céu

CAlamidade carioca! Pense na internet e celular como ferramenta criativa de socorro!

Emergência no Rio: chuva é tsunami q cai do céu. Paes, Cabral, Lula, Dilma e Serra: Uni-vos! Marinha e pára-quedistas das 3 Forças ARmadas, é hoje o dia! Coordenação e atividade1 Emergência!

Emergência no Rio: a tragédia se configurou: é carioca: não é mais enchente, é tsunami que desce do céu. Toque de recolher já.

Turmas de socorro no Grande Rio não dão conta nem de chegar a locais de tragédias e alagamentos. Deslocamento parado. Ponte interditada.

Tsunami no Rio: Transporte zero entre as zonas Norte, Sul e Oeste p/ o Centro, entre si e vice=versa. Toque de recolher informal: o 199 está mudo l

Artistas e outros campeões de redes sociais - twitter, FB, orkut etc, uni-vos! Enchente no Rio de proporções desconhecidas Tsunami cai do céu

Empresas de telefonia, spam pls para avisar quem dormiu desavisado e quer sair com medo de perder o emprego ou de arrumar algum.

Operadoras de estradas: Dutra, BR 101, Rio Santos, Região Serrana, favor brecar tudo que vem p/ o Rio. Ponte e Niterói-Manilha paradas.Caos!

Rio Calamidade,. Tsunami cai do céu. Chuva diminui um pouco ao amanhecer, mas o toque de recolher é uma realidade de fato.!

Mensagens do Correio da Lapa no Twitter e no FaceBook:

Que chuva é essa no Rio de Janeiro? É brasileira


Ai de ti, governantes cariocas! Que diferença faz se a foto é de hoje ou de ontem, se do Rio ou de São Paulo, se do fim da tarde, ou do início da manhã? Os políticos botam a culpa em S. Pedro. Saco plástico nos bueiros, entupimentos hidráulicos e mentais, sanear não da visibilidade, nem inauguração festiva, nem eleitoral. Cidade-MarMarromDi-Bosta, cheia-de-prantos-mil!


Uivai, mancebos, e clamai, mocinhas, e rebolai-vos na cinza, porque já se cumpriram vossos dias, e eu vos quebrantarei. E os badejos e as garoupas estarão nos poços de teus elevadores, e os meninos do morro lançarão suas linhas dos altos do Babilônia E os pequenos peixes que habitam os aquários de vidro serão libertados Por que rezais em vossos templos, fariseus? Acaso não conheço a multidão de vossos pecados? Fragmentos de Rubem Braga?

22h de segunda-feira: telefonei ao restaurante da Lapa para armar o que combinara com colegas: e o que temi se confirmou. Ouvi a notícia: A Avenida Mem de Sá aqui é uma enchente.
Que pena! Mais uma vez cantaremos Cidade Maravilhosa no turbilhão da desídia dos administradores que se sucedem na democracia das incompetências. Foi um rio que sujou o outro e o afogou na impossibilidade.

Berenice Seara, do jornal Extra, comenta que Sérgio Cabral tá fulo com Dilma por causa da aliança com Garotinho. Dilma, no 1º dia de campanha, foi ao congresso do Partido da República (PR), cujo chefe Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes, quer ser governador do Amazonas. Garotinho, também do PR, quer o lugar de Cabral e pôs a visita de Dilma ao partido no seu blog. Cabral parece confuso com seus sonhos de re-eleição e os apoios de Dilma.
Me pergunto: se Garotinho cair no 1º turno, vai fechar com Cabral? E Gabeira? vai conseguir chegar ao 2º turno?

Por Alfredo Herkenhoff
Mais Face Book do que Blog CdL...

domingo, 4 de abril de 2010

Celebridades como gatas em pele de tamborim

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 1

Jennifer Lopez...

... parece grávida no cor brown do cetim, mas mesmo assim eu queria sua pele para tamborim. Atriz, cantora, dançarina, estilista e produtora de TV. A gata é a descendente de latino-americanos mais rica nos EUA.

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 2

Angelina Jolie...


hiper-tri-sexual, atriz mais cara, mãe natural mais adotadora, prestadora de bons serviços comunitários, amante de picas e facas, estrela com jeito de felina cibernética, e é verdade sim: o mundo queria a sua pele para tamborim

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 3

Beyoncé é

a gata com a fartura na ilharga de todas as ancas mentais, primeira na linha de sucessão do Império do Pop Pós Michael Jackson. Eu também queria a sua pele para tamborim


Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 4

Scarlett Johanson


é atriz nova-iorquina considerada mais elegante de Manhattan e a mais sexy do mundo pela mídia mexeriqueira. Só por isso, que não é pouco, vive aceitando convites como modelo para estrelar campanhas de grifes do tipo Vuitton, Dolce & Gabbana, Calvin Klein, L'Oreal e Moët & Chandon. Getúlio Cortes também queria a pele dela para tamborim.

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 5

Charlize Theron é

modelo e atriz sul-africana, com um histórico de traumas em família e sucesso desde os 15 anos. Tem Prêmio Oscar e intensa atividade humanitária. Joga no time das estrelas que são conscientes da importância do carnaval e da necessidade de doar pele para o tamborim.

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 6

Michelle Pfeiffer
é top model que reinou nos anos 80 e hoje parece uma espécie de mistura de Gisele Bündchen com Brigitte Bardot. Vive como atriz a caminho do mereceido repouso de gata errante com toda a discrição. Mas ainda dá no couro, ainda tem aquela pele para o tamborim.

Gatas Mais Famosas do Telhado Pop 7

Raquel Welch

explodiu nos anos 60, espécie em extinção, como o pequinês, ou extinta como o banlón. A atriz substituiu celebridades como Marilyn Monroe, Bardot e mesmo Liz Taylor. Descendente de boliviano, sobrinha de um ditador em La Paz - Tejada –, Raquel Welch é meio pioneira do pop pornô-light. Getúlio Cortes também queria a pele dela para o tamborim.

Por Alfredo Herkenhoff
Correio da Lapa: 2010 - Feliz Páscoa
fonte das imagens: jornal Huffington

sábado, 3 de abril de 2010

Lula na visão de Ferreira Gulllar é um espertalhão

A CARA DO CARA

(*) Artigo de FERREIRA GULLAR, na Folha de S. Paulo de 28/03/10

Teríamos que ver Lula não como o estadista que pretende ser, e sim como um espertalhão?

Devo admitir que, de algum tempo para cá, a personalidade de Lula tornou-se para mim motivo de surpresa e indagação. Trata-se, sem dúvida, de um personagem inusitado na história política do país. Contribui, para isso, obviamente, sua origem social, a condição de líder operário que, embora pouco afeito aos estudos e à leitura, chegou à mais alta posição que alguém pode alcançar no Estado brasileiro.

A trajetória que ele percorreu é, no entanto, compreensível, se se levam em conta os fatores que determinaram o processo político brasileiro durante os anos do regime militar. A repressão que a ditadura exerceu sobre os trabalhadores organizados, alijando dos sindicatos às lideranças surgidas do getulismo e do janguismo, propiciou o surgimento de uma liderança sindical, desvinculada tanto do peleguismo quanto dos comunistas que, por isso mesmo, prometia uma nova era na luta dos trabalhadores.

A figura principal desse movimento era Luiz Inácio Lula da Silva que, envolto nessa aura, fez renascer a esperança de velhos militantes incompatibilizados com o comunismo soviético, como também o entusiasmo de uma nova geração que se inspirava na Revolução Cubana. Não por acaso, Lula passou a usar a mesma barba que caracterizava as figura de Fidel e Guevara.

Enquanto durou a ditadura militar, ele e seu partido, o PT, mantiveram-se na luta pela restauração da democracia, ao lado do partido de oposição e de outras forças de esquerda. Finda a ditadura, Lula e seu grupo começaram a mostrar sua verdadeira face: tornaram-se adversários de todos os governos que se formaram, a partir de então. A própria Constituição de 1988 não contou com seu apoio, pois se negou a assiná-la.

De 1990 a 98, Lula fracassou em três tentativas de eleger-se presidente da República. Em 2002, deu um ultimato ao PT: para perder de novo, não se candidataria e, com isso, o partido abriu mão da postura radical, permitindo a Lula, inclusive, adotar como vice um empresário e comprometer-se com a política econômica de FHC, que haviam combatido ferozmente. Eleito, Lula repeliu a aliança com o PMDB e aliou-se a partidos menores, que seriam comprados com o mensalão. Quando o escândalo estourou, disse que não sabia de nada e obrigou seus auxiliares mais próximos a assumirem a culpa. Depois, os absolveu e, recentemente, afirmou que o mensalão foi fruto de uma conspiração contra seu governo. Não houve.

A coragem de fazer tal afirmação, quando a denúncia daquelas falcatruas foi feita pelo procurador-geral da República e aceita pelo Supremo Tribunal Federal, é quase inconcebível em alguém que ocupa a Presidência da República. Mas esse é o Lula que, após assumir o governo, afirmou nunca ter sido de esquerda e, enquanto abre o cofre do BNDES à grandes empresas, alia-se ao antiamericanismo de Chávez e Ahmadinejad e abraça-se a Bush, a Fidel e Sarkozy. Dá seu apoio às eleições corruptas do Irã e se nega a reconhecer o presidente legitimamente eleito de Honduras.

Mas nada chocou tanto a opinião pública, dentro e fora do Brasil, quanto sua afirmação de que é inaceitável que alguém se deixe morrer numa greve de fome. E, como se não bastasse, comparou os prisioneiros políticos, condenados por delito de opinião, aos criminosos comuns, presos por roubar ou matar. O ministro Amorim tentou defendê-lo, dizendo que Lula, por já ter feito greve de fome, estava agora fazendo uma autocrítica. Na verdade, Lula fingiu fazer greve de fome, em 1980, pois, como se sabe, comia escondido. Não se trata, pois, de autocrítica, mas da tentativa de desqualificar quem demonstrou a grandeza moral que ele não teve. Teríamos que vê-lo, não como o estadista, que pretende ser, e, sim, com um espertalhão, capaz de qualquer coisa que sirva a seus objetivos?

Seria, talvez, simples demais afirmar que sim. No entanto, como entender sua atitude, na visita recente ao Oriente Médio, quando se ofereceu, publicamente, para mediar o conflito entre judeus e palestinos, tarefa já entregue a um “quarteto” de alto nível composto pelos EUA, a comunidade europeia, a Rússia e a ONU? Como era de esperar, o oferecimento foi rejeitado pelos dois lados.

Lula certamente não contava com isso, mas, esperto como é, tampouco se julgaria capaz de resolver tão complexo problema. O que lhe interessava era posar de estadista preocupado com as grandes questões mundiais. É o mesmo cara que inaugura obras não concluídas e acha que só um retardado mental faz greve de fome para valer.

Teme a era pós-Lula.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Crônica da Sexta-Feira da Paixão de 2010

A morte às 15h
e a eternidade dos instantes heróicos


O Botafogo foi eliminado da Copa Brasil pelo Santa Cruz na quinta-feira santa por motivos óbvios: o time jogou pior do que o visitante no Engenhão e perdeu a partida por 3 a 2. Ao conseguir quase no finzinho o empate que lhe garantia vaga nas oitavas, o Fogão saiu de si e tentou vencer, sem necessidade. Empreendeu correria como se aquele 2 a 2 não bastasse. O mago Joel Santana não conseguiu dar nenhuma ordem tipo cera, cai-cai, catimba, cadenciar a bola e o ritmo do jogo. Aliás, Joel só é diferenciado em disputas regionais. Quando a competição é nacional, o histórico do técnico não ajuda, não existe.

A ministra Dilma Roussef deixou o cargo na Casa Civil chamando oposicionista de "viúva da estagnação" e de gente que "tem medo". Posso imaginar que gente pretendendo o poder em Brasília seja pessoa que não tem medo de ser amante da arrogância.

Sobre minoridade penal, os sinais de uma dupla no poder lá longe dão uma ideia da gravidade do problema da violência e da política. A onda de assassinatos, dias atrás, não decorreu de tirinhos da máfia, mas de mulher-bomba, duas delas, talvez virgens. A promessa da dupla Putin e Medeved de punir responsáveis pelos atentados no metrô de Moscou é mera retórica. O Kremlin informou nessa Semana Santa que uma das terroristas tinha apenas 17 anos de idade. Cometesse tal barbárie no Brasil, a dimenor pegaria poucos meses de recolhimento para uma falsa re-socialização e a reentré nas ruas do caos.

A derrota do Botafogo lembrou a eliminação do Flamengo na Libertadores em 2008: perdia de 2 a 0, no Maracanã, mas o resultado ainda garantia a vaga. Os rubro-negros partiram loucamente para o ataque, tentando reduzir o vexame. Mas aquele 2 a 0 tinha o mesmo efeito de uma vitória do Mengão por 8 a 0. Aquela derrota ainda era uma classificação. Mas o time foi na euforia até levar o terceiro no finzinho e cair fora. Cabañas marcou os três, o hat trick, e depois levaria um tiro na cabeça. Teve neguim que gostou.

Sexta da Paixão: a morte de Cristo às 15h, entre dois ladrões. Religiões pregam sacrifício. Abraão não apunhalou o filho Jacó porque Deus interrompeu no último instante, reconhecendo que o ser humano O reconhecia como senhor da vida e da morte. Cristo morreu para salvar a humanidade. Flagelos, jejuns, martírios. O conceito de sacrifício está presente em todos os pontos do planeta. Mas com a internet, as avaliações estão cada vez mais críticas à ideia de que o sacrifício seja um bom preceito. Será o sacrifício uma forma de heroísmo? Sim, mas apenas heroísmo mental, misteriosamente religioso.

E assim, de linha em linha, ressurge a imagem de um sargento que, à paisana, numa tarde de lazer no Jardim Zoológico de Brasília, viu que as ariranhas selvagens estavam matando uma pessoa que caira no espaço errado dos animais. O soldado se atirou à cova apenas para salvar uma vida inocente em troca da sua. Foi estraçalhado pelas lontras assassinas. Recebeu homenagens post mortem. Seu gesto de sacrifício o tornou um mártir moderno, sacrifício instintivo, mais forte do que todos os pecados que por ventura tenha cometido antes daquela hora final.

Os políticos brasileiros, na imensa maioria, não se sacrificam por nada. Viramos a terra da propaganda prometida.

A ideia de sacrifício me remete à ideia de perdão. Perdoar é um sacrifício. Cristo, ao morrer entre dois ladrões, recebeu sinais de ambos. Um debochava. O outro, apavorado com tantos crimes que cometera, pediu ajuda e acreditou naquele que lhe disse pregado à cruz que naquele mesmo dia o céu veria a entrada de um ladrão arrependido e abençoado. O outro ladrão caçoava, se você é o filho de Deus todo poderoso tira a gente daqui. O outro, emocionado com a revelação, pôs-se a chorar. Não chorou por dor nem medo, chorou por causa do sacrifício de Cristo. Jesus, naquela hora final em que sacrificava a própria vida de pessoa humanamente divina, fazia um sacrifício adicional: perdoar, como Deus divinamente humano, o ladrão que, mesmo arrependido e ganhando as graças, precisava ser batizado de forma a escapar do limbo do eterno esquecimento. Padre Vieira, num dos seus sermões, observou que o bom ladrão chorou por ordem divina para que as suas lágrimas se transformassem no milagre das águas do batismo e do perdão.

A Igreja Católica, entre as cristãs, é a que mais abertamente dialoga com paradoxos, os seus gerenciais, pedofilia, Torquemada, Inquisição, e com os outros, o relacionamento com a criação artística e o mistério do perdão súbito. As evangélicas modernas são pragmáticas: aqui se faz, aqui se paga. Se não paga aqui, paga na eternidade do quinto dos infernos. A católica, não. Nesta você pode pecar com contumácia, mas se morrer em estado de graça, tem lugar garantido no Reino dos Céus. Não é religião contabilista. Já foi. Já pecou muito com bulas e indulgências monetárias. Prevaleceu uma leitura da Bíblia que avisa: a morte vem como o ladrão, sem avisar.

Este Correio da Lapa não julga, apenas reflete ocasionalmente esses gritos inesperados: o heroísmo que salva, o sacrifício que perdoa, bençãos que pintam também sem nenhuma indicação prévia, pequenos milagres do cotidiano.
Por Alfredo Herkenhoff

Personalidade de Dourado: brinquedo assassino


Quem é o BB 10? Eis a Caixa Preta
(Spam recebido pelo Correio da Lapa)

Certa vez Dourado em um pequeno acesso de furia socou o chão tanto mas tanto que descobriu a camada do pré sal;

Dourado uma vez chutou um cavalo no queixo. Nasciam as girafas;

Acha que foi Moisés que abriu o mar Vermelho? Engano seu! Foi um Megatom_cruzado_de Direita de Dourado;

Certo dia, o Diabo desafiou Dourado para uma luta. Desde então, o Diabo não existe mais;

Dourado em um acesso de fúria dispara vários socos e chutes no ar... Assim deu origem aos furacões;

Dourado disputou queda de braço com Super-Homem. Quem perdesse, usaria cueca por cima da calça para sempre...;

O pulso do Dourado é medido na escala Richter;

Chuck Norris completou 70 anos e fez um único pedido: cumprimentar o seu mestre, Dourado;

As lágrimas do Dourado curam o câncer. O problema é que ele é tão macho que não chora nunca. Nunca!

Dourado contou até o infinito. Duas vezes.

A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir a entrada do Dourado naquele país. Ela falhou miseravelmente;

Uma vez Dourado comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro;

Wilt Chamberlein declarou já ter dormido com mais de 20.000 mulheres em toda sua vida. Dourado chama isso de uma "terça-feira monótona";

Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Dourado falou "Diga 'por favor'.";

Dourado não lê livros, ele os encara até conseguir toda a informação que precisa;

Dourado jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado e ganhou;

Dourado pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido;

Certa vez Dourado em sua academia deu um soco tão rápido que quebrou a velocidade da luz, voltou no tempo e atingiu um navio chamado Titanic;

Quando urina, Dourado pode facilmente perfurar titânio.

Dourado não usa sal de frutas. Ele usa antraz.

Depois das Tsunamis, Dourado prometeu que não vai mais lavar suas havaianas no mar.

Toda vez que Dourado encara uma nuvem ela chora...

Feliz Páscoa!

Ele é um baixinho careca, nascido em Niterói como só quem nasce lá entende, e por isso eu não, e, como você, conserva um nome alpino, suíço - haja mistura - e que, jovem, sonhou com um mundo melhor, e que, agarrando oportunidades, conseguiu seu primeiro emprego pelas mãos de um conservador, nosso amigo comum Nilo Dante, e que, oh filigranas, pelas mãos mundanas de Ibrahim Sued, amigo de Nilo, começou a tomar gosto pelo que é bom e raro. Tentou ser marchand, ascendeu, virou o principal colunista do jornal O Globo, e ainda âncora matinal da TV como hoje é o seu sucessor Renato Machado. Quantas vicissitudes... Arraigou-se o jovem comunista, Partidão mesmo, a hábitos enquanto caminhava a calvicie, olhos claros, nunca reparei se azuis ou verdes, mas fulgurantes, e tome de fazer filhos. Só em Sampa, mais dois. E entre os hábitos adquiridos, um bom admirador secreto de vinho. Não sei se a amizade é só convivio, ou capacidade de defender quem foi massacrado pela grande mídia que o celebrizou. Ele tem um lado ingênuo, coisa de quem foi comunista. É um romântico que não se sabe assim. Pegou fama ruim, mas nunca duvidei de sua honestidade. Execrado pelas Organizações Globo, demitido de todos os cargos numa nota de três linhas na primeira página do jornal, manteve o convívio de quem se radicou no Leblon, tipo libação com o ex-guru Bonifácio Sobrinho. Hoje ele é ponte aérea. Perdi contato. Mas onde vai parar isso? Não sei, ele é um homem que espalha aos montes o sobrenome que também é o seu, faz filhos... Creio que são sete ou oito... Amanhã será mais... Filhos são como palavras, engendramos... Feliz Páscoa é o que te deseja Herkenhoff, uma única família que se desintegra na multiplicação de espantos e reflexões. Somos da mesma família Silva! Não sei em quem votar... Oh, nem estou preocupado com isso... Isso é uma outra história, a minha, a sua, a de todo mundo, mas quem se importa? Bom dia!

Por Alfredo Herkenhoff

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Uma reflexão sobre câncer


Câncer, além de ameaçar a vida de uma pessoa, também deprime, mas os diagnósticos são cada vez mais precisos. Vive-se um bom tempo. O adjetivo bom é terrivel. Os percentuais de cura são crescentes, mas os números incomodam. Quando começa a doer é que o sinal de perigo está dado. Qual o ânimo? Protagonista ora está mal... Teve recaída? Vem a intensificação espiritual. Paciente tem a dor ontológica do tempo, da passagem, o outro lado, a morte. Surgem ou retornam as religiões, os medos, o fim, a eternidade, as culpas. Há pacientes de câncer, entretanto, que encaram a morte anunciada com humor, debocham dela e revelam as coisas mais picantes do passado. Há períodos do tratamento em que pacientes abraçam a euforia, uma opção mais luxuosa, fazem revelações mais picantes do passado. A vida terminando numa memória turbilhonada como cinema. Um minuto, e fui. Surpresas em inventários e testamentos. Como contextualizar os momentos finais de cada paciente? Câncer, praticamente todo mundo vai ter um dia. Somos em tempos diversos pré-paciente, paciente, pós-paciente, impaciente e cadáveres.
Por Alfredo Herkenhoff