segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Falando mal de Brasília


Falando Bem Mal de Brasília com seu Imenso Senado

O general João Batista Figueiredo, presidente do Brasil, declarou uma vez que Brasília era uma coisa de país maluco, cidade construída com cimento transportado de avião, logo cimento, produto barato e pesado. Brasília é uma pirâmide, uma façanha, uma corrente de felicidade, empreiteiros enriqueceram e sustentaram vários políticos, tornaram-se políticos. Brasília é um avião, um plano piloto, os dois lados da urbe são duas asas, asas mesmo, cidade em forma de carlinga, um cilíndrico corredor, um charutão de Fidel Castro. Brasília arrebentou com a sorte do Rio de Janeiro e, como se não bastasse, fez mal a si própria. A capital perdeu a esperança, não é mais terra promissora. As cidades satélites são o retrato real do Senado Federal, milhões de brasileiros em verdadeiros cortiços, guetos não controlados e nem contemplados pelas verbas que José Sarney amealha para valorizar a educação nas pequenas cidades do interior do Maranhão e do Amapá. Brasília não tem esquina. O bate-bapo é sempre pago pelo dinheiro produzido longe da capital. Dinheiro de impostos sustentando um valhacouto patriótico do PQLN, Partido do Que eu Levo Nisso. (Por Alfredo Herkenhoff)

Em tempo: youtube: Duas canções do amigo e saudoso capixaba Sérgio Sampaio tendo um a delas Brasilia como tema e título, e outra fazendo contraponto com as imagens d oMST numa passeata no Capital.

Brasília
Composição: Sérgio Sampaio
Interprete: Anastacia (que desafinou um pouquinho, mas vale a pena ouvir...)



Quase que ando sozinho por todos os bares
Freqüento lugares, namoro suas filhas, Brasília
E posso dizer que começo a voar
Sossegado em seu avião
E mesmo com o ar desse jeito tão seco
Consigo cantar no seu chão

Quase que me sinto em casa em meio a suas asas
E "dáblius" e "eles" e eixos e ilhas, Brasília
Cidade que um dia eu falei que era fria
Sem alma, nem era Brasil
Que não se tomava café numa esquina
Num papo com quem nunca viu

Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília

Ver o que há, Paranoá
Lago de sol, noite, lua
O olho do amor desconhece a armadilha
Assim vim ver Brasília

Quase que me sinto bem distraído em suas quadras
Tão bem arrumadas com suas quadrilhas, Brasília
Concreto plantado no asfalto do alto
O céu do planalto onde estou
Aqui na cidade dos planos
Conheço um cigano que não se enganou


Brasil! Cuba! América Central! A luta socialista é internacional!
Estribilho do MST

Labirintos Negros
de Sérgio Sampaio, na voz do próprio