terça-feira, 2 de abril de 2019

quarta-feira, 13 de março de 2019

Suzano, pane on Facebook and the victory of the bolsonarismo






The Suzano massacre escapes the pattern of madmen acting individually and killing themselves or being killed in the end of a terrorist operation. It fades from the standard because it was a premeditated act collectively. Only two have entered school, but this amounts to a collective. It was a political attack centered on exhibitionism of the current sameness in the networks, mainstream media and discourses of hatred.


The two young men killed the same, mostly young people. They attacked an  institution that already is under attack by the managers of the coup d'etat that took to the Planalto a defender of militias, groups of extermination and speeches of hatred, arms and selective prosecution. The cuts of Guedes and the banks fall on education, health, work, old and poor.


Pop terrorists, in the not-popular sense, but with iconography of meme, dolls, caricatures of celebrities, cartoons, heroes of action films, anarchism, etc, are replicas of media power today in a poorly disguised conjunction between mainstream media and languages sophisticated attacks from the Analytica Cambridge lineup of Steve Bannon and Roger Stone for Brexit, Trump, Bolsonaro and more. The two boys -17 and 25 years old -  reproduced the violence of the new times reducing quality and investments in education, youth, health, they were attacking their equals, young people in that transit between childhood and adult life.


Even if they were said to be anarchists, atheists, communists or capitalists, the two sought the targets more like themselves. They have bloodyly portrayed the real effects that the policies of the regime imposed by the rigged election are producing in a slow but steady way: the aggravation of all that is horror: hunger, poverty and hopelessness.


In this sense, the two young terrorists only illustrate, without knowing what they were doing, the economic and cultural policies of the anti-national coup.

The first American inhabitants, the natives, had spears, bows, arrows, tacapes, rims and blowpipes. They knew no gunpowder or beasts, a primordial weapon in the evolution of the archery. The two pop terrorists did not bring or use any utensils that referred to the original people on our floor. The two young minds only exalted what was imposed upon them: hatred of themselves. There were not two suicides in the Raul Brasil School episode. Raul refers to the playful bohemian jargon of vomiting. Brazil is the ember, the wood of the stick that gives good red dye. The two vomited blood. Each pierced body was one more suicide. A dozen, a little more, a little less, were successive suicides by proxy. The two young terrorists acted as early militiamen. They cleaned. They swept down the floor, or into the mysterious land of homesickness, young students who most likely saw the same movies, the same news programs, played the same games, received the same messages via WhatsApp, Feicis and Instagrams.


Immediately after the attack on Suzano was reported, Facebook entered a kind of pane worldwide. The reason for so much slowness and so many errors in posts and accesses has not yet been clarified. But it is possible to speculate that the tool that so much political evil has been producing in various societies has been affected by its own mechanisms of algorithmic self-defense. We all know that issues such as suicide have low visibility, the Face reduces or almost nullifies the post with the theme of martyrdom. Since there were two suicides, and since there was the natural commotion of Internet users wanting to find out about the affair in the school, the search for Suzano and the tool to conceal the subject may have produced this pane.


But beyond the phenomenon of two young memes with a  38 revolver, cheap loaders, a medieval beast, skull masks and other items of American pop iconography, the terrorist attack occurred as a mirror image of our ignorance, our stupidity, our epidemic of hatred and misinformation. Had they escaped suicide and possible execution by the police, the two young terrorists could possibly be declared unmanageable, crazy ones.


In Norway, some five years ago, a young supremacist, armed with a rifle and a mega-bomb produced from phosphates and other agricultural inputs, was arrested and sentenced to a mere 20 years imprisonment, something apparently insignificant, since he almost killed and wounded two hundred people. Take a good life in prison. He believes that he acted correctly in the name of his conscience.


Likewise, these two terrorists in SP probably acted thinking they were doing the right thing, the good thing for them. Every young man they killed was a salvation in their brains shattered by their elders teaching them to hate.

Relatives and friends of the two young terrorists will exclaim in amazement. Why, he was kind of weird, kind of extravagant, but we never imagined he could do something so ugly.




The ugly is beautiful today in the world. Did the two young men come into the school if they found them, taokey? The two unconsciously gave the answer that the coup makers are asking the Brazilians. Kill yourselves. But do not keep us from continuing to destroy social democracy, or labor, or wellfare state, nothing to dream about China and the nine hundred million Chinese attended by Chinese welfare, nothing to dream about Beijing with a local health SUS serving one billion three hundred millions of Chinese.


Here is Brazil. Who the fuck autocratic man is Jair, taokey?



Suzano, pane no Facebook e a vitória do bolsonarismo


A chacina em Suzano foge do padrão de loucos agindo individualmente e se matando ou sendo mortos no desfecho de operação terrorista. Foge do padrão porque foi ato premeditado coletivamente. Apenas dois entraram na escola, mas isso equivale a um coletivo. Foi um atentado político centrado em exibicionismo da mesmice vigente nas redes, grande mídia e discursos de ódio.


Os terroristas pop, no sentido não de popular, mas de iconografia de bonecos, deboches, caricaturas de celebridades, cartoons, heróis de filmes de ação, anarquismo etc, são réplicas do poder midiático hoje numa conjugação mal disfarçada entre a grande mídia e as linguagens sofisticadas dos ataques cibernéticos na linha da Analytica Cambridge de Steve Bannon e Roger Stone propiciando vitórias a Brexit, Trump, Bolsonaro etc. Os dois rapazes de 17 e 25 anos reproduziram a violência dos novos tempos reduzindo qualidade e investimentos em educação, jovens, saúde atacando seus iguais, jovens naquele trânsito entre a infância e a vida adulta.

 Mesmo que se dissessem anarquistas, ateus, comunistas ou capitalistas, os dois buscaram os alvos mais parecidos com eles mesmos. Exibiram, de forma sangrenta, os efeitos reais que as políticas do regime imposto pela eleição fraudada está produzindo de modo lento, mas constante: o agravamento de tudo que é horror: fome, pobreza e desesperança.


Nesse sentido, os dois jovens terroristas apenas ilustram, sem ter noção do que estavam fazendo, as políticas econômicas e culturais dos golpistas antinacionais.


Os primeiros habitantes americanos, os indígenas, tinham lanças, arcos, flechas, tacapes, bordunas e zarabatanas. Não conheciam a pólvora e nem as bestas, um primórdio de arma automática na evolução do arco-e-flecha. Os dois terroristas pop não trajaram e nem usaram nenhum utensílio que remetesse aos povos originais do nosso chão. Os dois jovens mentecaptos apenas exalaram o que lhes foi imposto: o ódio a si próprios. Não houve dois suicídios no episódio da Escola Raul Brasil. Raul remete no jargão brincalhão da boemia a vomitar. Brasil é a brasa, a madeira do pau que dá boa tintura vermelha. Os dois vomitaram sangue. Cada corpo perfurado foi um suicídio a mais. Uma dúzia, pouco mais, pouco menos, foram sucessivos suicídios por procuração. Os dois jovens terroristas agiram como milicianos precoces. Fizeram uma limpeza. Varreram para baixo do chão, ou para o misterioso terreno das saudades, jovens estudantes que, muito provavelmente, viram os mesmos filmes, os mesmos programas noticiosos, jogaram os mesmos games, receberam as mesmas mensagens via WhatsApp, Feicis e Instagrams.

 Imediatamente depois de noticiado o ataque em Suzano, o Facebook entrou numa espécie de pane mundialmente. Ainda não se esclareceu o motivo de tanta lentidão e tantos erros nas postagens e nos acessos. Mas é possível especular que a ferramenta que tanto mal político vem produzindo em várias sociedades tenha sido afetada por seus próprios mecanismos de autodefesa algorítmica. Todos sabemos que temas como suicídio têm baixa visibilidade, o Face reduz ou quase anula a postagem com o tema do martírio. Como foram dois suicídios, e como houve a natural comoção de internautas querendo se inteirar do caso na escola atacada, a busca sobre Suzano e a ferramenta para esconder o tema talvez tenha produzido essa pane.


Mas, para além do fenômeno de dois jovens memes armados de arminha 38, loaders baratos, uma besta medieval, máscaras de caveira e outros itens da iconografia do pop norte-americanizado, o atentado terrorista ocorreu como um espelhamento de nossa ignorância, nossa estupidez, nossa epidemia de ódio e desinformação. Tivessem escapado do suicídio e de uma eventual execução por parte dos policiais, os dois jovens terroristas possivelmente seriam declarados inimputáveis, loucos de pedra.

 Na Noruega, uns cinco anos atrás, um jovem supremacista, armado de fuzil e de mega bomba produzida a partir de fosfatos e outros insumos agrícolas, foi preso e condenado a meros 20 anos de cárcere, algo aparentemente ínfimo, posto que matou e feriu quase duzentas pessoas. Leva uma boa vida na prisão. Acredita que agiu corretamente em nome de sua consciência.


Do mesmo modo, esses dois terroristas em SP provavelmente agiram pensando que estavam fazendo a coisa certa, a coisa boa para eles. Cada jovem que matavam era uma salvação em seus miolos destroçados pelos mais velhos lhes ensinando a odiar.







Os parentes e amigos dos dois jovens terroristas vão exclamar pasmo. Ora, ele era meio esquisito, meio extravagante, mas jamais imaginamos que pudesse fazer algo tão feio assim.

O feio é lindo hoje no mundo. Os dois jovens entraram na escola se achando os tais, taokey? Os dois deram, inconscientemente, a resposta que os golpistas estão solicitando aos brasileiros. Matem-se. Mas não nos impeçam de continuar destruindo a social democracia, ou trabalhismo, ou wellfare state, nada de sonhar com a China e os novecentos milhões de chineses atendidos pela Previdência chinesa, nada de sonhar com Pequim com um SUS local atendendo a 1 bilhão e trezentos milhões de chineses.

Aqui é Brasil. Quem manda nessa porra é o Jair, taokey?



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