sexta-feira, 27 de junho de 2014

Pour Naomi Campbell

quarta-feira, 11 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

Musica da Copa... In my lips In that way It's getting better







Paradise
I love you
Night & Day
I see and say
Something is there
Somewhere
in the universe
In my lips
In that way
It’s getting better
Better
Better
Better
Have a nice trip
but come back soon
cause I am down here
waiting for you
Brazilian..
American way
 I wanna drink a cup
of tea
Café
Café

domingo, 1 de junho de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Um russo que nos conhece bem e rala para nos conhecermos mais


“Sou um daqueles russos que leem José Martí e Mario Benedetti no original”


Por Elena Nóvikova, da Gazeta Russa

   

Nascido em Havana, filho de funcionários da câmara de comércio soviética, Sergey Brilev é vice-diretor do canal estatal "Rossiya" e, agora, diretor do Instituto Bering-Bellingshausen para as Américas (IBBA).


O principal objetivo da organização não governamental baseada em Montevidéu é estreitar os laços entre Rússia e América Latina, sejam eles econômicos ou culturais. Para tanto, a instituição quer promover um maior conhecimento mútuo dos principais mecanismos de integração regionais dos quais esses fazem parte: o Mercosul e a União Aduaneira.

A primeira reunião do IBBA está marcada para o dia 14 de julho na capital uruguaia. Sergey Brilev falou à Gazeta Russa sobre os planos para o instituto:

Você é conhecido na Rússia principalmente por ser vice-diretor do canal estatal "Rossyia", pelo qual entrevistou Pútin, Obama, Bush, Tony Blair e David Cameron, entre outros. Onde fica a América Latina no meio disso tudo?

Realmente, as pessoas me associam mais com a agenda do hemisfério Norte. Mas não podemos esquecer de dois pontos: em primeiro lugar, a Rússia pertence geograficamente ao Norte, mas tem uma agenda mais parecida e próxima às dos países em desenvolvimento do hemisfério Sul, e compartilha pontos em comum com esses não só na economia, como até no modo de pensar. Além disso, sou, tecnicamente, um latino.

Por que tecnicamente?

Sou russo, considero-me moscovita, mas nasci em Havana e cresci entre Quito e Montevidéu.

Não foi uma escolha sua, em outras palavras...

Foi e não foi. Meus pais trabalharam na América Latina dos anos 1970 até os anos 1990. E eu sempre tive um profundo e constante interesse na região. Fiz muitas entrevistas com os presidentes de países latino-americanos: Bachelet, Chávez, Sanguinetti, Ortega, Morales, Correa e outros. Além disso, escrevi dois livros sobre a América Latina e inúmeros artigos científicos. E sim, sou um daqueles russos que leem obras de José Martí e Mario Benedetti no original.

O que é Bering-Bellinsghausen?

Bering e Bellinsghausen foram dois marinheiros russos dos séculos 17 e 19, respectivamente. Foram eles que completaram o mapa do Hemisfério Ocidental, das Américas: do Alasca à região antártica de Bellinghausen. As letras que formam a abreviatura da nossa organização, IBBA, parecem formar o desenho de um barco com asas. É preciso deixar que os ventos da contemporaneidade movam essas asas...

E quais são esses ventos?

Gostaria de citar um exemplo específico: o conhecimento da comunidade empresarial russa sobre a legislação das zonas francas do Mercosul. Mencionei o assunto durante conversas com diversos empresários russos que já operam no mercado sul-americano e percebi que eles nada sabem sobre os benefícios desses regulamentos. E a maioria deles não têm analistas especializados em assuntos regionais. Vêm para a América do Sul como para Europa ou Estados Unidos.

Por outro lado, os sul-americanos também não sabem sobre a existência da nova União Aduaneira, formada por Rússia, Bielorrúsia e Cazaquistão. Um dos objetivos do IBBA será apresentar orçamentos a empresas privadas e publicar relatórios detalhados elaborados pelos melhores especialistas nessa agenda. O relatório inicial será apresentado durante a primeira conferência do IBBA, em 14 de julho, em Montevidéu.

Como empresários que participam de fóruns como Davos não sabem sobre esses projetos?

É uma ironia, mas em lugares como Davos, russos e sul-americanos se reúnem para discutir a agenda global, mas quase não falam da própria agenda. Eles sabem mais sobre a União Eeuropeia e o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio do que sobre os projetos de seus próprios países. Falta um formato bilateral, e é preciso criar um fórum especial para tanto.

Além dos projetos voltados ao empresariado, em que áreas atuará o instituto?

Já iniciamos, em nome do IBBA, dois projetos relacionados à área de História. O primeiro será a organização de eventos comemorativos do 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, e o segundo, uma conferência com historiadores russos e latino-americanos sobre cooperação durante a guerra.

Houve trabalho conjunto entre Rússia e América Latina na Segunda Guerra Mundial?

É disso que trata meu último livro, “Os Aliados Perdidos”. Mais de 50% do açúcar consumido na URSS durante a guerra, por exemplo, era importado de Cuba. Então, diziam que isso era parte do Lend-Lease, ou seja, o programa de empréstimos norte-americano, mas, na verdade, o açúcar era cubano. Outro exemplo foi a defesa dos submarinos soviéticos no Pacífico, que foi efetuada pela Força Aérea hondurenha em 1942.

Quais outros projetos serão realizados pelo IBBA?

Tentaremos estrear na América do Sul três ou quatro filmes russos produzidos pelo meu canal. São documentários de interesse geral relacionados às explorações geográficas atuais, além do filme "Stalingrado", que foi a grande estreia do ano passado e contou com a participação de grandes estrelas russas e alemãs. A legendagem está em fase de finalização.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Será que posso votar e eleger João Vicente Goulart presidente do Brasil?



Eu gostaria de ajudar a eleger João Vicente Goulart 
para a Presidência da República Federativa do Brasil.
 
  Eleger o filho de João Goulart seria um desagravo monumental do país pelo golpe de 1964, golpe que compreendo como consequência da polarização da Guerra Fria, consequência da radicalização das esquerdas excitadas com a Revolução Cubana, consequência da radicalização das forças conservadoras, que já tinham sido abortadas na primeira tentativa de derrubar um presidente eleito na base da mesma presunção de culpa, em 64 a invenção de que Jango fosse comunista,  em 54, a de que Getúlio soubesse  do Gregório no mar de lama, o atentado a Lacerda em Copacabana .Vingou nas duas situações o domínio do fato, como vinga agora no Supremo também sob influência de uma mídia que, já mais calejada, promove edições de olho numa possível reviravolta que tire Dilma do poder e recoloque no Planalto  quem já por lá esteve por muito tempo.

Golpe de 64 que compreendo ainda como consequência também de medo até da Igreja Católica, que do púlpito  insuflou fieis a se levantar contra o governo federal. E claro, medo de Washington de que a moda cubana se alastrasse.
 
 Nesse balanço dos 50 anos do golpe, militantes  e professores dizendo que o golpe não contou como apoio do povão, apenas da classe média e dos poderes liberais e conservadores presentes na classe política e nos grandes meios de comunicação, exatamente como hoje... Mas vejo que a massa, na ocasião do golpe, estava simplesmente alienada ou anestesiada pela mídia.  E sim, houve as passeatas conservadoras maiores em São Paulo,mas houve também em muitas dezenas de cidades, houve até no Meu Pequeno Cachoeiro...

Por isso concordo que o golpe foi civil e militar. E Jango, ao recusar a fidelidade do setor sulino do Exército, evitou um banho de sangue inútil. Nesse sentido, ele foi um herói, um herói em silêncio, como Getúlio também foi em silêncio, ao se matar de forma premeditada. A carta-testamento bem escrita, datilografada, revisada até por aquele assessor, como  é mesmo nome dele, é  Lourival?

Bem, só não vou votar em João Vicente em duas situações: Se a vitória da Dilma Rousseff estiver ameaçadíssima por essa campanha que apenas começa a rolar na grande mídia e, se, claro, o Carlos Lupi, na chefia do PDT, conseguir impedir que o filho de João Goulart saia candidato.

 
 Mas votar  nele é uma necessidade que vem do fundo da minha consciência. E nessa levada, imagino que se, milagrosamente, a candidatura de João Vicente  explodisse, como a de Barack Obama explodiu via internet em 2008, as ruas do Junho em Chamas sorririam como há muitas décadas não sorri. Sonhar não custa nada... As ruas soariam vitoriosas...

O Brasil anda meio triste, as Olimpíadas estão por um fio, o Maracanã virou um espaço fashion, não
 há mais negritude na arquibancada. Ninguém fala em enfeitar as ruas a seis semanas do início do Mundial. Tudo muito estranho. Só João Vicente parece não perder a calma, parece sim que ele herdou foi a serenidade do pai.
 (Por Alfredo Herkenhoff)

sábado, 26 de abril de 2014

Eleição de 2014: Piadas, Verdades e Esperança

João Vicente Goulart está no Chile e desembarca neste sábado à tarde, 26 de abril de 2014, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Chega com disposição, está animado pelas reflexões desses 50 anos do golpe de 1964 a encarar Carlo Lupi, o chefe do PDT,  e sair candidato ao Palácio do Planalto pela sigla trabalhista fundada por Brizola.

 Leia na coluna à direita o editorial

Piadas, Verdades e Esperança 





João Vicente tinha sete anos de idade quando seu pai, o presidente João Goulart, foi derrubado pelo  golpe de Estado em 1964.
E no exílio, o menino começou a descobrir que seu pai tinha sido vítima de mentiras e radicalismos tanto da direita quanto da esquerda. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

João Vicente Goulart se anima a disputar a sucessão de Dilma Rousseff



Será que dá?

João Vicente Goulart, em conversa informal com os amigos mais chegados, vem manifestando interesse em desafiar o chefe do PDT, Carlo Lupi, e sair candidato à sucessão de Dilma Rousseff  por esta sigla fundada por Leonel Brizola ao fim do seu exílio no início da década de 80. Esta informação foi dada pelo militante José Francisco Rodrigues,  que é filho do falecido coronel de Exército Dagoberto Rodrigues, exilado em 1964 por seu apoio incondicional ao presidente João Goulart e seu cunhado Leonel de Moura Brizola.  

Embora se lançando candidato a candidato a presidente do Brasil, João Vicente sabe, presumo eu, que suas chances são mínimas. Mas sabe também que ninguém faz uma bela caminhada sem dar o primeiro passo.

O primeiro é superar Lupi, uma liderança inventada por Brizola.  Lupi era um jornaleiro e que terminou como ministro do Trabalho defenestrado subitamente por Dilma Rousseff depois que uma empresária o denunciou por cobrar propina. Hoje Lupi acusa a sua acusadora, mas a pecha colou e desde então ele ficou mal falado nas ruas do Rio de Janeiro, do tipo mais um desses políticos em quem não podemos confiar. Mas Lupi não dá nenhum sinal de humildade dentro do PDT. E não podendo ele mesmo ser candidato, talvez descubra que seu melhor candidato é ninguém.

João Vicente Goulart

Formado em filosofia e tendo exercido apenas um mandato de deputado, João Vicente tem se dedicado a restaurar a verdade em torno de seu pai, João Goulart, o único ex-presidente do Brasil a morrer fora do país, na condição de exilado. Por isso mesmo, João Vicente, de 57 anos de idade,  preside o Instituto João Goulart.

 Entre tantas mentiras envolvendo 1964, segundo João Vicente, está a de que seu pai fosse comunista, como acusava a grande mídia insuflando a opinião pública e os militares a uma quebra institucional, mentira  que seu pai fosse um frouxo, como acusavam os militantes de agremiações comunistas que, na ocasião, defendiam, com outros radicais, a implantação de reformas na marra, mesmo com a derrocada do Congresso Nacional.

 João Goulart, ou simplesmente Jango, era profundamente legalista. Quando os militares não quiseram a sua posse na condição de vice depois da renúncia de Jânio Quadros em 1961, João Goulart, conciliando, aceitou a implantação a toque de caixa do regime parlamentarista. Depois veio o plebiscito que lhe restituiu formalmente o poder presidencialista. Mas, de fato,  nunca teve tanto poder. Governou por pouco tempo tendo como pano de fundo a Guerra Fria, a Revolução Cubana, a interferência norte-americana temendo que o exemplo de Fidel Castro se alastrasse, o medo da burguesia brasileira mal acostumada com o descaso com a coisa pública, a oposição da maioria no Congresso, o massacre diuturno de todos os grandes meios de comunicação pregando o golpe, e até a oposição da Igreja Católica temerosa com um possível avanço do comunismo na esteira de um governo apoiado por sindicalistas, universitários e pequenos segmentos militares e de profissionais liberais.

 Joâo  Goulart não quis reagir com o uso da força como lhe garantia a Constituição porque teve a sagacidade de compreender que as forças que o estavam derrubando eram infinitamente superiores aos segmentos que o apoiavam. 

 Desferido o golpe militar, João Goulart evitou recorrer ao setor do Exército disposto a defendê-lo porque isso só iria gerar um banho de sangue, quiçá uma guerra civil. Jango mandou sua família logo para o Uruguai, mas permaneceu clandestinamente no Brasil até que o deputado Ranieri Mazzilli assumisse a Presidência como o nome escolhido provisoriamente pelos golpistas, ainda que congressistas tivessem declarado a vacância do cargo pela ausência do mandatário. Mas João Goulart estava em território brasileiro naquele momento do 2 de abril.

 No seu trabalho à frente do Instituto João  Goulart, João Vicente tem se mostrado simples e didático, não poupa críticas ao modo como os grandes meios de comunicação, ainda que perdendo cada vez mais influência para a internet,  ditam verdades que não se confirmam.  

 João Vicente recentemente disse que, por exemplo, para se eleger um deputado federal por São Paulo, um candidato precisaria dispor de algo em torno de 6 milhões de reais. Uma vez eleito, esse parlamentar em Brasília vai pensar no povo ou na grana que se gastou para a sua eleição e no lucro que esse investimento pode gerar no balcão de negócios em que se transformou o Congresso Nacional?

 Bem, fiquemos com o trecho dessas considerações do João Vicente acerca da triste política dos nossos dias, palavras dele em entrevista concedida em março passado, na qual tratava dos 50 anos do golpe que derrubou seu pai, então atacado por mentiras de todos os lados:

  "Eu digo sempre que nossa obrigação como seres humanos é constantemente nos mantermos como seres políticos, mas não necessariamente seres eleitorais em um país onde nossos congressistas são vistos como escórias diante da opinião pública. E por que? Assim será, enquanto não fizermos uma profunda reforma política, onde possamos eleger verdadeiros representantes de nosso povo para que nos representem, para que nos dirijam, para que conosco construam uma alternativa clara às necessidades sociais e não pessoais. Até lá, não teremos dignidade e nossos representantes serão meros bonecos a serviço de seus financiadores.Não é possível que para se eleger um deputado em São Paulo se necessite de R$ 5 milhões, ou R$ 6 milhões. Eu não tenho esse dinheiro e para obtê-lo teria que vender minha atuação parlamentar para aqueles que me financiarem. Votar contra os interesses do povo caso estes atinjam, contrariem os interesses dos financiadores. Por isso temos aí as bancadas da bala, bancada ruralista, bancada da medicina, bancada dos evangélicos, bancada disto e daquilo. Este não é o parlamento que sonho. Lamentavelmente, os partidos políticos querem manter seus privilégios e aqui no Brasil ainda são classificados como de direito privado, o que é um absurdo quando um cidadão filiado quer questionar o comportamento de seu dirigente.O debate político se transformou em debate eleitoral; o de questionamento ideológico em balcão de negócios de espaços televisivos à venda; o doutrinário em aprendizado de coligações espúrias para fazer o número suficiente de deputados federais que dê aos dirigentes partidários o acesso ao Fundo Partidário; os sonhos de ideologização democrática, em traições e armadilhas de conchavos pela manutenção do poder pelo poder. Algo tem de ser mudado. Quem sabe rever dentro das reformas de base, e também fazer uma reforma eleitoral ampla para dignificar os mandatos e para que nossos parlamentares sejam orgulho de nossa população”. (Por Alfredo Herkenhoff)