sábado, 26 de dezembro de 2009

Fotografia da Árvore de Natal na Lagoa: 360 graus


Para ver uma imagen da Lagoa Rodrigo de Freitas com a árvore do Bradesco por meio de tecnologia de rotação abarcando, dizem, 360 graus: conferir em>

http://ayrton.com/360/fs/pages/foto_360_graus_da_Arvore-de_Natal_da_Lagoa_2009.html

Caso Sean em editorial da Folha de S. Paulo

David Goldman e Bruna Bianchi (pais de Sean Bianchi Goldman) em foto de 1999

Editorial do jornal Folha de S. Paulo

Não foram poucas as opiniões jurídicas prevendo que o desfecho do caso do menino Sean seria precisamente o que se deu. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, cassou a liminar concedida apenas cinco dias antes por seu colega Marco Aurélio Mello suspendendo a entrega do garoto ao pai americano. A família brasileira de Sean indicou ontem estar inclinada a não apresentar recurso no STF.
Conclui-se assim uma longa e penosa novela, em que os interesses da criança ficaram em segundo plano. O primeiro capítulo da disputa se deu quando a mãe, Bruna Bianchi, brasileira residente nos EUA, veio em férias ao Brasil acompanhada do filho – com a devida autorização do pai, David Goldman. Sean ainda contava quatro anos de idade (hoje tem nove).
Pouco tempo depois da chegada, Bianchi avisou Goldman de que não retornaria aos EUA. A partir daí, caracterizou-se a retenção do menino no país contra a vontade do pai, que recorreu à Justiça. Bianchi casou-se novamente no Brasil e morreu em 2008 no parto da filha com o marido brasileiro.
Desde então a família do padrasto prolongou o caso o quanto pôde nos tribunais. A Justiça e o Direito brasileiro, como se sabe, oferecem copiosas oportunidades para a procrastinação. A decisão final tarda tanto que, mesmo correta, de certo modo sempre falha.
Brasil e EUA são signatários da Convenção de Haia sobre Sequestro Internacional de Crianças, de 1980. O tratado prevê a restituição imediata do filho indevidamente subtraído ao convívio de um dos pais.
O retorno de Sean aos EUA, portanto, era dado como certo. Adiar o desenlace por quatro anos só terá dificultado a readaptação do garoto a seu lar original.

O Caso Sean na visão de Alberto Dines

Uma história de amanhã
Por Alberto Dines *

http://today.msnbc.msn.com/id/26184891/vp/34591306#34591306

O caso deveria ser decidido pela justiça brasileira, a legislação internacional favorecia a devolução ao pai americano, mas sob o ponto de vista humano esta não foi a melhor decisão para a tranqüilidade emocional e o desenvolvimento psicológico de S.G. de 9 anos.
Prevaleceram no Supremo Tribunal Federal (STF) os argumentos ditos “técnicos” e nos EUA as pressões de uma mídia sensacionalista, assanhada pelo espetáculo e pela bandeira “Sean é nosso”. O governo americano sossegou, dona Hillary mandou dizer que está entusiasmada e agora pode implementar sua política de boa-vizinhança. Nossos magistrados estão certos de que cumpriram os ritos, as leis e convenções e agora podem lavar as mãos. Sempre lavam as mãos.
Ao longo da encarniçada batalha judicial em torno do seu destino ninguém procurou saber o que se passava na alma desta criança que em quatro anos sofreu uma incrível sucessão de traumas: perdeu a mãe jovem, vivia ameaçado de ser separado da irmã recém-nascida, dos avôs maternos e do pai adotivo que lhe ofereciam carinho. Impossível saber o que Sean sente em relação ao pai que conhece tão pouco e ao ambiente onde nasceu, agora tão distante.
A promessa do advogado da família Bianchi de que a transição não será “traumática” é confortante. Porém tardia. Sobretudo, imponderável e imprevisível. Ninguém pode adivinhar o que significa exatamente uma transição não-traumática para uma criança já tão traumatizada e sobressaltada.
Esta é uma história sem vilões e sem vencedores, na qual todos perderam alguma coisa. Sean, mais ainda. Infelizmente, não há tribunal para julgar fados, os que tramaram esta história foram especialmente perversos. As partes tiveram as suas razões, exerceram plenamente os seus direitos e prevaleceu o que se convencionou chamar de Justiça. Impossível evitar uma sensação de melancolia pelo desfecho e uma grande dose de angústia pelo que ainda não aconteceu. Um pequeno “trailer” foi oferecido nesta quinta-feira, no Rio, na sede do consulado americano, quando se processava o primeiro lance de uma “transição não-traumática”.
A jurisprudência foi certamente enriquecida, as obsessões da mídia podem ser momentaneamente controladas por juízes prudentes, responsáveis, mas a literatura e o cinema estão à espreita, vorazes. “Kramer vs. Kramer” é um paradigma que clama por um remake. Assim também a parábola do rei Salomão que maliciosamente pretendia resolver a disputa entre duas mães cortando a criança ao meio. Em algum momento aparecerá no kindle a história de um casal jovem, charmoso, fotogênico, marcado pela tragédia, cujo filho gerou uma crise diplomática entre dois enormes países. Tão diferentes e tão iguais.
A espetacularização desta triste história pode demorar alguns anos, mas Sean Bianchi Goldman ficará muitos anos privado do direito elementar da normalidade e da privacidade. Se na escola preferir o futebol ao baseball será notícia, se o pai voltar a casar será manchete. Se fizer alguma opção pelo judaísmo dos parentes paternos ou pelo catolicismo dos maternos, isto será trombeteado pelo twitter (ou pela “rede social” que o substituirá dentro em breve).
Mesmo protegido pelo falso anonimato das iniciais S.G., está fadado a ser assunto - de TV, das revistas de celebridades, da imprensa (amarela, marrom ou cor de salmão). Cada retorno do menino ao Brasil será um evento, cada período de férias, um tormento. A civilização papparazzi não esquece, imune à amnésia e à síndrome de Alzheimer.
Sean será um filho diferente, irmão diferente, vizinho diferente, aluno diferente, criança diferente. Sean necessita de solidariedade, desde que silenciosa. Precisa de proteção, desde que à distância. Precisa de integração, agregação, soma – chega de subtrações e perdas. Num mundo onde a infância está sendo sistematicamente abreviada, a de Sean corre o risco de ser ainda mais curta. Cabe ao mundo juntar-se para preservá-la. Nesta barulheira infernal, como?
Estas exigências no plano moral não deveriam constar das sentenças ? Meritíssimos não sofrem, nada lhes dói. Esqueceram que foram crianças.

* Texto avistado no site ÚltimoSegundo

Registro de Natal. Feliz 2010!

Eu, Alfredo, e João, um dos três filhos...

Boas Festas!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Correio da Lapa e Correio do Brasil no caso Sean

(Leia ao fim desta edição de Natal um editorial do Correio da Lapa com críticas a Fátima Bernardes e William Bonner pelas críticas às bordoadas que a mídia americana deu no Brasil por causa deste caso, que ganhou proporções de escândalo mundial e exibiu a nossa injusta Justiça)

O bom senso soterrado pela mesquinharia

Por Gilberto de Souza
Editor-chefe do Correio do Brasil, jornal diário do Rio de Janeiro

A hipocrisia pequeno-burguesa que permeou o caso do menino Sean Goldman é o retrato exato da sociedade que os grandes meios de comunicação querem fazer com que a maioria dos brasileiros acredite existir. Uma questão pacífica, ou que desta maneira deveria ser compreendida, que é o direito de um pai criar seu filho, na falta da mãe, foi transformada em um espetáculo circense de péssima qualidade, movido pela ambição estereotipada da família materna do garoto, amparada em editoriais velados, ora lacrimosos, ora nacionalistas, dos meios tradicionais de comunicação.

Ao invés de cederem ao sentimento universal que embasa o pátrio poder, como foram obrigados após cinco longos anos de uma disputa desgastante e cheia de mágoas para ambos os lados, os familiares maternos de Sean envolveram-se em um torvelinho que os cegou, em meio à disputa de egos e à sensação de posse sobre os destinos de um ser humano que, por força dos fatos, não está no Brasil, mas nos EUA, ao lado do pai, uma vez que a mãe não mais existe nesse mundo.

Diante do drama causado pela contenda familiar, que a mais ninguém deveria interessar senão às almas envolvidas em tal lastimável episódio, uma grande rede de televisão, seguida de perto por seus tentáculos na imprensa escrita e falada, transformou a coisa toda em mais uma de suas novelas. Mas, ao contrário das demais peças, que exportam o cotidiano gerado na imaginação do roteirista, essa do menino Sean é real. David Goldman, pai, não é personagem dos folhetins apresentados após o jantar, nos lares brasileiros. É pai. Queria – e, claro, conseguiu – ter o filho de volta.

Os Goldman, assim como os norte-americanos que acompanharam o noticiário, pela versão deles do conglomerado televisivo que nos cerca, viram as pretensões inadequadas dos Bianchi tomar um vulto simplesmente absurdo e, de novo, impossível não lhes vir à mente a figura da República das Bananas, onde uma questão que qualquer corte de Justiça, no menor condado daquele país, decide em uma semana, assumir ares de uma justa constitucional, passível de solução apenas na Suprema Corte do Brasil. Ridículo espetáculo, tolos atores, todos, desde os envolvidos diretamente, os juízes que avaliaram o processo, nós, brasileiros, que pagamos por isso.

A questão é tão clara aos olhos do bom senso que, ainda na volta para casa, o pai de Sean diz, em entrevista (não para os meios de comunicação brasileiros), que os avós maternos serão bem-vindos aos EUA sempre que quiserem ver o neto e, de maneira alguma, pretende colocar qualquer obstáculo a outro direito natural das pessoas: O de encontrar seus entes queridos. Isso, no entanto, não tem graça para os abutres do jornalismo-espetáculo que, por sorte, nossos leitores jamais encontrarão no Correio do Brasil. O curso natural da vida, no entanto, tende a mostrar para a opinião pública deste país que não se faz novela com a vida alheia. Não se deve, por força da ética, usar o que é de caráter privado, íntimo, familiar, como fonte de notícias para aumentar a audiência, vender mais jornal, faturar com publicidade em cima da privacidade e dos sentimentos humanos.

Esta questão é tão cínica, tão mesquinha, que somente é possível se promover tal carnaval extemporâneo e bisonho se as famílias envolvidas forem ricas, brancas e bem-educadas, gente alimentada com bastante proteína durante os seis primeiros anos de vida, integrantes dos mesmos círculos onde os comensais são influentes nas instâncias da Justiça por onde tramitou o processo e nos meios de comunicação onde o caso assomou até ares de uma disputa comercial entre dois países, como se chegou a sugerir. Ora, o chanceler Celso Amorim deve estar às gargalhadas, da mesma forma que a secretária de Estado, Hillary Clinton, diante o novo Festival de Besteiras que Assola o País (Febeapa), de que tanto falava Stanislaw.

Quero ver se alguns desses canais de informação que se prestaram a tal mesquinhez subiriam o Morro do Alemão em busca, aí sim, de matérias de superação humana, de sofrimento real, causado pela violência e pela miséria a que são submetidos milhões de brasileiros, por força de um sistema econômico pensado e gerido pelos atores loiros, gordinhos e corados, que voam em jatos particulares, rumo à Disneylândia. Aí não tem graça. Isso, para eles, não é notícia: Os entrevistados por vezes não têm dentes, não sabem falar o português correto, aparecem ao fundo ora barracos, ora valões. Enfim, a nesga de realidade triste e sórdida em que este país ainda chafurda pode sujar os comportados lares dos poucos e poderosos integrantes da classe média alta que ainda mandam nessa nação.

Que vergonha!

O pai David sozinho e o padrasto Lins e Silva entregando Sean na Av. Presidente Wilson, diante do Consulado dos EUA no Centro do Rio de Janeiro


Correio da Lapa comentando a notícia

Padrasto e avó brasileira não têm perdão

E Bonner e Fátima Bernardes merecem umas críticas sim

Endossamos integralmente o conteúdo do artigo acima do colega Gilberto de Souza.

E foi estranha a crítica do casal 20 do Jornal Nacional, William Bonner e Fátima Bernardes, ao jornalismo americano que caiu de pau no Brasil. Fomos condenados ainda pelo constrangimento de Sean diante do Consulado americano no Rio. Fátima e Bonner, excelentes jornalistas, foram infelizes ao criticar a mídia ianque, no caso, por exibir o rosto do menino na saída do Brasil, como se exibir fosse algum constrangimento ou ilegalidade lá.

Ora, a legislação brasileira proíbe sim exposição de menores em situações de vexame ou que cause danos. Mas estava mais do que claro que os danos psicológicos no menino já haviam sido causados. No re-encontro com o pai, Sean estava começando a ser salvo. Aquele constrangimento foi o último e já superado. O constrangimento ali era do Brasil. Queremos ver o menino feliz voltando ao Rio de Janeiro daqui a alguns anos para rever amigos e ver o Brasil jogar no Maracanã em 2014. Já nem importa agora saber em que ritmo vai rolar a superação psicológica do menino, mas toda vez que Sean puder ser visto numa situação positiva, como foi o rejúbilo para milhões de americanos, e milhões de brasileiros, rejúbilo mundial ao ver reparada uma injustiça, a carinha do garoto tem mais é de ser mostrada. Se isso foi ilegal pelo estatuto de menores, reformemos a nossa lei, que anda atolada na morosidade e na falta de bom senso.

E ainda na noite do dia 24, Bonner naTV Globo insistiu em chamar pelo menos uma vez o David Goldman de pai biológico de Sean. Bonner não havia compreendido ainda que David é simplesmente pai. O adjetivo biológico só serve para casos de desídia, abandono completo para que outros criem uma criança, ou casos em que se insinua uma dúvida, seja esta causada por desconhecimento da existência do filho, ou desconhecimento da paternidade em decorrência por exemplo de sequestro não elucidado, como foi o caso do menino Pedrinho, roubado na maternidade pela maluca da Vilma do Planalto Central.

Naquele caso, sim, o pai se tornou biológico pela dor do desaparecimento desde o dia do nascimento do menino, pela distância, pelo seu aparecimento já quase homem, e aí sim, e mesmo assim, o jovem adolescente logo se assumiu como filho. E o pai, que era então biológico, se tornou imediata e simplesmente o pai de Pedrinho.

David nunca se tornou pai biológico, sempre foi o pai que teve o filho quase roubado de vez pela avó e pelo padrasto.

O vexame brasileiro, graças a Deus, terminou neste caso. O sofrimento da avó brasileira é compreensível. Mas ela e o padrasto não têm perdão. Desonraram o bom senso internacional, a Convenção de Haia, e, pior, ainda contaram, num caso de sequestro, ou outro nome qualquer para definir o caso, com o apoio de um magistrado do SupremoTribunal Federal, aquele mesmo ministro que mandou o banqueiro Alberto Cacciola passear por mais de cinco anos na Europa.

Por Alfredo Herkenhoff

Correio da Lapa deseeja Feliz Natal a todos, sem excluir ninguém, nenhuma das inúmeras pessoas desamparadas pela legislação brasileira ou que sequer conheçam seus pais biológicos.

Uma festa de rua em 24 de dezembro de 2009

Foto tirada pela produtora e desinger Isabella Sabóia, filha de João Sabóia, que aparece de pé com camisa vermelha. À esquerda, o videomaker Edmilson Sartori; à direita, eu, Alfredo, e ao meu lado, meu filho João Nunes Herkenhoff, ao lado do colega Rafael, de bonè, e ambos são chegados a uma culinária refinada... Homens felizes estao cada vez mais atuantes na cozinha!

Feliz Natal, Boas Festas, Feliz 2010!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sean Goldman com o verdadeiro pai, Feliz Natal!


Editorial pró Sean e David!

O consulado americano informou que ofereceu entrada de carro pelo lado, mas a avó e o padrasto que afrontaram legislação, bom senso e acordos internacionais, teriam preferido estacionar o carro com o menino Sean Goldman do outro lado da rua da missão diplomática no Centro do Rio de Janeiro. Os adultos com isso propiciaram um teatro midiático, provocando um último constrangimento num imbroglio em que o garoto de nove anos sempre foi à vitima. Triste despedida.

Anos atrás, o menino Pedrinho, sequestrado na maternidade pela maluca da Villma, optou aos 18 ou 19 anos a viver com a mãe o o pai vedadeiros, e aqueles sim poderiam ter sido chamados de pais biológicos, porque nunca mais puderam ver o filho desde o dia do nascimento. Mas chamar o pai David Goldman de pai biológico, como faz a midia brasileira, é a parte que cabe a um mau jornalismo no caso enerrado neste 24 de dezembro de 2009.

A avó na pele impossível de mãe escreveu carta patética a Lula, sugerindo que o Brasil afrontasse leis nacionais e internacionais. Apelo desumano, que até se compreende por partir de uma mulher que perdeu entes queridos hoje, e há um ano e meio, morte da filha quando pariu uma neta. A avó ainda choramingando, como se o neto tivesse sido vendido...! Meu Deus! Quanta bobagem no meio do seu verdadeiro sofrimento! Ela foi mal orientada ou orientou mal o padrasto, um advogado querendo atropelar a lei?

Sean Goldman seria um menino anormal se não quisesse pemanecer com a vovó que lhe dava carinho e atenção. Agora o garoto receberá atenção e carinho do pai, do avô, da comunidade judaica, dos cristãos que estão na Casa Branca, enfim, de toda uma sociedade rica e poderosa e que estava escandalizada com o Judiciário brasileiro no meio dessas tentativas absurdas de um advogado no papel de padrasto desejoso de afrontar as leis e, por isso, agindo como mau advogado e mau padrasto.

Daqui a alguns anos, Sean vai continuar torcendo pela Seleção Brasileira, mas talvez acabe gostando também de baseball e do basquete da NBA. Nos EUA, Sean correrá menos riscos de morrer assassinado como as 7.600 pessoas que perdem a vida todo ano no Rio de Janeiro.

A devolução de Sean ao seu pai salvou o meu Natal.

Feliz Natal para todo o Mundo, para cada família, incluindo as que estão tristes com a perda do menino e as que têm uns membros bobalhões, gente que chegou a escrever na internet que a mãe de Sean, a Bruna, teria sido assassinada no parto em agosto de 2008. Quanta cretinice rolou inutilmente, apenas aumentando os eventuais danos psicológicos que o garoto agora vai ter de começar a superar!

Feliz Natal, Gilmar Mendes! O presidente do Supremo - não me simpatizo nada com ele nem com a maioria dos outros ministros - agiu espertamente e dentro da lei. Cassou a liminar do colega Marco Aurélio na hora exata. A ordem de Gilmar em tese poderá ser revogada pelo plenário do egrégio tribunal, mas como o Sean Goldman já partiu, não teria efeito nenhum. O Supremo, apesar de tantos erro em 2009, não parece ter vocação para imitar o padrasto e a vovó.

Feliz Natal, David e Sean!

Por Alfredo Herkenhoff

Lula, Homem do Ano, diz Le Monde. Feliz Natal!

Lula é o homem do ano para o jornal francês Le Monde

(AFP) –

PARIS — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido o "homem do ano" pela redação do jornal francês Le Monde porque, segundo a publicação, "aos olhos de todos encarna o renascimento de um gigante".

"Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento", afirma a revista semanal do Le Monde na edição desta quinta-feira.

"O presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais", acrescenta.

"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina", afirma a revista ao explicar a escolha de Lula como "personalidade do ano 2009".

"A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", afirma a reportagem assinada por Jean Pierre Langellier, correspondente do jornal no Rio de Janeiro.

"Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional".

"Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito", afirma o artigo, acompanhado por fotografias de Lula no Brasil e no exterior, incluindo uma ao lado do presidente americano.

Lula foi o primeiro presidente da América Latina recebido por Barack Obama na Casa Branca.

Líder dentro do G20, aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e primeiro sócio comercial da China são algumas conquistas na política externa, lembra o jornal francês.

"Longe ficou a época em que o sindicatista Lula com gorro proletário e microfone na mão gritava: 'Fora FMI'. Hoje não é mais o FMI que ajuda o Brasil, e sim o contrário", acrescenta.

Mas o balanço também revela um "lado obscuro".

Lula reduziu a pobreza e milhões de brasileiros passaram à classe média, "mas o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo (...) didivido entre um sul rico e dinâmico e um norte arcaico e deserdado".

E entre os temas pendentes são citados uma educação primária e secundária "medíocres", um sistema de saúde "deficiente", uma burocracia "pesada", a polícia "ineficaz" e uma justiça "preguiçosa".

O jornal espanhol El País declarou há algumas semanas Lula como a "personalidade do ano" e a revista britânica The Economist dedicou um número especial ao Brasil, com uma capa mais que eloquente: o Cristo Redentor, uma das imagens emblemáticas do Rio de Janeiro, decolando como um foguete rumo ao espaço.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Brasil entrega Sean ao pai e encerra o vexame

Caso Sean Goldman

Por Henrique Porto *

Jornalistas fazem plantão em frente ao hotel em Copacabana

STF decidiu na terça-feira que menino deve ser entregue ao pai.
Entrea marcada para quintaf-eira às 9h da manhã

O americano David Goldman, pai do menino Sean, de 9 anos, permanece na tarde desta quarta-feira (23) sem sair do hotel onde está hospedado em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Desde cedo, jornalistas da imprensa nacional e internacional fazem plantão em frente ao prédio. Um carro do consulado dos Estados Unidos também está no local.


Segundo Ricardo Zamariola, advogado de David Goldman, o americano está feliz com a decisão do STF, que suspendeu na terça a liminar que garantia a permanência do garoto no Brasil. Em entrevista à rede de TV americana NBC, o americano declarou que o Brasil "terá um futuro melhor honrando o império da lei”.


Desde a noite de terça-feira, quando saiu a decisão do ministro Gilmar Mendes, David Goldman não falou com a imprensa. Um deputado americano, que acompanha David Goldman, disse que o americano vai levar o menino para os Estados Unidos assim que encontrá-lo.

Avó diz que está chocada

A avó materna de Sean Goldman, Silvana Bianchi, disse, na tarde desta quarta-feira, que está “chocada, triste, decepcionada e envergonhada” ao comentar, em entrevista ao G1, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determina que a criança seja entregue imediatamente ao pai biológico, o americano David Goldman.


Este é o seu primeiro desabafo à imprensa, depois de divulgar uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado da família, Sérgio Tostes, disse nesta quarta que não pretende recorrer. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou também nesta quarta que o menino seja entregue até as 9h de quinta (24) no Consulado dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro.


Na semana passada, de acordo com a notícia, o senador do Partido Democrata Frank Lautenberg, de Nova Jersey -mesmo estado do pai de Sean-, havia apresentado uma moção suspendendo a votação em retaliação ao Brasil, por conta da disputa pela guarda do menino.

“Não esperava que meu neto seria trocado num acordo econômico. Por enquanto, não pretendo fazer nada, diante disso. O meu país, o país do Sean, já que ele é brasileiro nato, vendeu uma criança”, afirmou. “Ele está sendo posto para fora do país”.

'Estão separando dois irmãos', diz Silvana

Silvana Bianchi disse que vai passar o pior Natal de sua vida. “Estão separando dois irmãos”, disse ela, se referindo à outra neta, Chiara, de 1 ano e 3 meses”.
Um dos desapontamentos de Silvana foi não terem permitido ao garoto manifestar sua vontade de ficar com a família brasileira ou seguir com o pai para os Estados Unidos.

“Foi negado o direito de ele falar. A gente está numa democracia, mas respirando a lei da mordaça. A fala dele seria fundamental”, acrescentou. A avó do menino também reagiu de forma negativa à mensagem que divulgou abertamente ao presidente Lula e não obteve nenhuma resposta. “Estou decepcionada, muito revoltada. É meu neto. Merecia mais respeito, uma explicação”, concluiu.

* Avistado no site G!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Carlos Gardel foi um homossexual enrustido?

Coluneta Temporã

Por Alfredo Herkenhoff

Afinal, terá sido Carlos Gardel um gay enrustido?


Ando meio parado com o nosso CDL por causa de uma empreitada, um livro, um instant book, talvez pornográfico, talvez mero erotismo, talvez nem nada. Mas para dizer que estou vivo, segue um comentário em torno do que ando ouvindo enquanto escrevo algo que provisoriamente se intitula "Kasparov do Motel":

Carlos Gardel e suas sete viúvas...

"Carlos Gardel antes era puto, maricón, porém "despues que murió", virou "el mas grande de todos", cantando a cada dia melhor. E a gente fica brincando de uma estranha situação no céu de Gardel com suas sete viúvas. O rei da milonga gostava só de cantar e de corrida de cavalo. Dizia que não podia nem ser contra o divórcio porque por sua profissão era contra o casamento. E o mundo, reverenciando o mestre, nunca mexeu com essa falta de mulheres à sua volta. Talvez fosse misógino. Mas que importa? Gardel deixou como viúvas as maiores canções do tango, como Mi noche triste, Adiós muchachos, Mi Buenos Aires querido, Por una cabeza, Esta noche me emborracho, Soledad e El día que me quieras.

Vamos ouvir Mi Buenos Aires querido, de 1934, um ano anos da morte do artista na pista do aeroporto de Medellin, Colômbia, num choque de aviões....




E a letra da canção:


Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habra mas penas ni olvido.
El farolito de la calle en que naci
fue el centinela de mis promesas de amor,
bajo su inquieta lucecita yo la vi
a mi pebeta luminosa como un sol.
Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver,
ciudad porteña de mi unico querer,
y oigo la queja
de un bandoneón,
dentro del pecho pide rienda el corazón.

Mi Buenos Aires
tierra florida
donde mi vida terminaré.
Bajo tu amparo
no hay desengaños,
vuelan los años
se olvida el dolor.
En caravana
los recuerdos pasan
como una estela
dulce de emoción,
quiero que sepas
que al evocarte
se van las penas
del corazon.

Las ventanitas de mis calles de arrabal,
donde sonrie una muchachita en flor;
quiero de nuevo yo volver a contemplar
aquellos ojos que acarician al mirar.
En la cortada mas maleva una canción,
dice su ruego de coraje y de pasion;
una promesa
y un suspirar
borro una lagrima de pena aquel cantar.

Mi Buenos Aires querido...
cuando yo te vuelva a ver...
no habra mas penas ni olvido...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papas da Língua e Adriana Calcanhoto (Sorte)

Música Sorte, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, sucesso nos anos 80 na voz de Caetano Veloso e Gal Costa. Esta versão do Século XXI também é muito boa...

Livro: Divulgação. Distribuição. Cigarra. Formiga

Pensando o livro como mercadoria *

Não é de hoje que a confusão entre esses dois temas me toma tempo para explicar o que é um e o que é o outro. Invariavelmente, um autor novo me pergunta:
- Você também faz divulgação dos livros?
Antes de responder que sim, tenho que tomar cuidado para perguntar o que ele entende por "divulgação", e a revelação vem, em seguida:
- Você os coloca à venda nas livrarias?
Aí eu tenho que parar a conversa e dizer que as duas não são a mesma coisa: divulgação não é distribuição de livros, mas sem a divulgação, não adianta distribuí-los, porém, mesmo divulgando, nem sempre as livrarias aceitam a distribuição dos nossos lançamentos.
- Por quê?
Divulgar é anunciar o lançamento de um livro, contratar um assessor de imprensa, e conseguir notas nas editorias de cultura, uma chamadinha numa coluna social, ou em sites da internet, mandar convites virtuais e impressos, ligar para os amigos dizendo que está lançando um livro. Divulgar é tudo o que importa, avisar a Deus e o mundo que o livro existe e que já pode ser comprado.
Pergunta seguinte:
- Onde?
Aí temos de explicar que autores novos ficam todos juntos num lugar só para ver se crescem, como numa estufa, todos muito quentinhos, para que as raízes tão incipientes criem força no solo.
- ...?
Não é nada disso. A distribuição dos livros é a parte mais dolorosa depois do lançamento, a mais trabalhosa, a mais onerosa e a mais lenta. Sem um distribuidor (ou mesmo com ele), temos de abrir caminho dentro das livrarias, conhecer o livreiro, o vendedor, o caixa, o segurança, a compradora, frequentar esse espaço sagrado onde os livros se reúnem.
Distribuição é o trabalho de formiguinha, enquanto a cigarra (a divulgação) canta. Ou seja, uma não existe sem a outra, como na fábula, mas só divulgar não adianta, e querer distribuir sem divulgar não funciona.
Na ausência de uma divulgação eficaz, o melhor jeito é colocar a boca no trombone e avisar todo mundo que se conhece que tem livro novo na praça. Mas se conseguirmos uma notinha, entrar na agenda de lançamentos, ou a foto da capa do livro nas sugestões do Prosa & Verso ou do Ideias... Que alegria!
Distribuir requer os instrumentos certos, os conhecimentos dentro das livrarias, e muita, muita paciência, porque mesmo depois de entrar em dez livrarias, é preciso verificar se o livro vendeu, checar o estado dos livros, fazer os acertos... Isso eu digo como pequena editora que tem que cuidar tanto do livro quanto da venda e consignação das nossas edições.
O acerto é incerto. Nem sempre temos a certeza de receber ou sequer de vender, mas a mágica acontece. A insistência faz com que descubramos quais as melhores livrarias e onde devemos consignar (ou não) os nossos livros.
O tempo é o melhor conselheiro. Há dez anos venho fazendo isso e ainda estou aprendendo o caminho que me leva à vitrine de uma livraria, à relação dos mais vendidos, aos mais clicados no site de vendas.
O livro começa como ideia e termina como produto de venda e objeto de comércio. O livreiro e o divulgador só veem o livro como mercadoria.
E é como mercadoria que temos que pensar nosso livro, senão ele não vende. E se quisermos vendê-lo, vamos ter de entender um pouco melhor essa mecânica que faz com que as pessoas saiam de casa ou cliquem num mouse para comprar o nosso livro.
É uma luta e uma vitória, todos os dias.

* Por Thereza Christina Rocque da Motta
Rio de Janeiro, dezembro de 2009 -

http://ibislibrisbooklog.blogspot.com/

Domingo Zero neste CdL

No domingo, futebol de mulheres, Marta, e no sábado, Barcelona contra Estudiantes de La Plata. E nada além de um novo livro.
Curto e talvez se alongue...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Tipos de Mulher com foto delas by Rodrigo Molina

Deu no blog Olhares Fotografias Online esta bela foto de uma noitada carioca, com o registro de Rodrigo Molina, acompanhado do poema Tipos de Mulher, uma graçola deste nosso Correio da Lapa, tendo merecido o conjunto intitulado RESUMO duas dezenas de comentários. Então revejamos o poema inspirado talvez no belo samba do querido amigo Toninho Geraes interpretado magistralmente por Martinho da Vila, aquele Já tive mulheres... (Por Alfredo Herkenhoff)
Endereço do blog de Olhares é
http://br.olhares.com/mulheres_foto3272396.html

RESUMO

"TIPOS DE MULHER"
por Alfredo Herkenhoff

Só gosto de dois tipos de mulher
brasileira e estrangeira
verde ou amarela
gorda ou magricela
A que ninguém ama
A que todo mundo quer
A nobre e a plebéia
A crente e a atéia
A estagiária e a gerente
a mulher fria, a envolvente
Só gosto de dois tipos
Mulher que se arruma depressa
Mulher que perde a hora
A que ri à toa e a que chora
A que não me tem, mas me namora
Mulher que leva na brincadeira
Ou leva tudo a sério, pistoleira
Verdadeira ou mentirosa
Horrorosa, porém gostosa
Mulher que rala muito
Mulher que vive à toa
Só gosto de dois tipos
A boa e a muito boa
Gosto da bem amada
E da mal falada
Daquela que ninguém viu
Da prostituta mais vil
Carinho tipo guerra civil
Gosto da mulher casada
Da mais fogosa tarada
Da que respeita o marido
Da que faz o dono ficar moído
Só gosto de dois tipos de mulher
Da que aparenta ser honesta
e da que me dá o benefício da dúvida
Gosto da mulher de rabo de cavalo
E da que ostenta o rabo largo
Da mulher do beijo doce
Mulher do beijo mais amargo
Da que cai dentro porque é bamba
E daquela que nem gosta do samba
Gosto da mulher que dança bolero
Da mariposa que voa, quero-quero
Mulher que nada fala
mas não se cala
Da aflita que não grita
Ou da calma que se esgoela
Da que tem ciúme dele
Da que tem ciúme dela
Da que me ama antes de me ter
Da que só me ama depois de meter
Gosto da ex e da futura
Da mocréia e da formosura
Mulher do tipo leveza
Beleza do tipo grossura
Só gosto mesmo de dois tipos:
meu bem e amém
Gosto da mulher mais pobre
Gosto da mulher mais rica
Daquela que nunca vem
Da que o tempo todo fica
Seja a mais esbelta
seja a mais atarracada
Qual bola de bilhar
cada uma, uma tacada
É um eterno rala e rola que embola
dias frios e quentes, infernais
A regra é clara: respeitar os rivais
Mas nunca temer a concorrência
Entre a viadagem e a abstinência
Se o prazer é uma loucura
Pego fogo com a ternura
Se o gozo, uma vertigem
Tomo banho de fuligem
Posso dizer que curto uma vida amena
Rimando loura com morena
italiana azeda com pretinha
pela felicidade da vizinha
Qual a mais carnívora flor
que encontra um dia quem a devore
o desejo guarda traços de fragilidade
mesmo se a paixão furiosa não for maldade
Nesta busca para saciar a fome de prazer
Existe um tempo de irritabilidade
Pois antes que este tempo me derrube
digo claro e profundo o que penso da dor:
Só gosto de dois tipos de mulher
A que tem prisão de ventre e a que faz cocô
Sou fã de toda zoeira
Bate-papo, bobagem ou besteira
Só gosto de dois tipos de mulher
A que só com você se declara
E a que jamais se declara
Gosto sim da mulher que jura gostar
Nada tenho contra quem
não me faz mal no meu harém
As diversas formas do bem-querer
são mais misteriosas que o Além
E quanto mais eu me enchafurdo
mais eu morro de saudade
É sim, só gosto de dois tipos
buscando amor nesta cidade
Mulher inteligente que empacou
Mulher que deu mais do que Pelé fez gol
Gosto daquela que dá duro
E que faz sexo seguro no escuro
E daquela que dá sempre mole
E apesar de tanto bole-bole
Não sou de galinhagem
É uma de cada vez
O taxímetro tem milhagem
A verdade não tem talvez
Gosto que me enrosco
no céu, na terra, avião no ar
Peixe na praia, sereia no mar
Mas é uma de cada vez
pra batata não assar
Admiro quem se admira
Joana, Maria, Clara e Mira
Depois de tanta mentira
só me resta dizer uma verdade
Eu só gosto de você
porque só você me deixa à vontade

Comentarios

Esta foto foi comentada 134 vezes

  1. Mário
    Mário em 2009-12-11

    Belíssima foto! Excelente mesmo! Bom click. *****

  2. Tiago Lopes
    Tiago Lopes em 2009-12-10

    Fantástica... muito bem consguida!

  3. Paulo <span class=Limões" title="Paulo Limões" class="photo">
    Paulo Limões em 2009-12-01

    Gostei do momento, da frescura destas idades.. e da forma como a fotografia foi capturada!! porque não a cores??

  4. <span class=Fatima Joaquim" title="Fatima Joaquim" class="photo">
    Fatima Joaquim em 2009-12-08

    Gostei

  5. Susana <span class=Alvarez" title="Susana Alvarez" class="photo">
    Susana Alvarez em 2009-12-02

    Um momento espectacular! Viva a alegria! Bj.

  6. <span class=Josi" title="Josi" class="photo">
    Josi em 2009-12-03

    Grande registro, a foto passa um ar de felicidade contagiante. Belo resumo. Parabéns!

  7. NUNO SAMPAIO
    NUNO SAMPAIO em 2009-11-30

    um belo olhar,parabéns.

  8. Bruno Castro
    Bruno Castro em 2009-12-04

    Uma verdadeira obra de arte! ***** \m/

  9. Cristóvão  Oliveira
    Cristóvão Oliveira em 2009-12-03

    excelente registo!

  10. <span class=paulalface" title="paulalface" class="photo">
    paulalface em 2009-12-01

    Fantastica Imagem - 8*******************

  11. <span class=Luis Augusto Jungmann Andrade" title="Luis Augusto Jungmann Andrade" class="photo">

    belas

  12. <span class=nuno gonçalo soeiro borges" title="nuno gonçalo soeiro borges" class="photo">

    Fotografia & Texto fantásticos ambos com muita dinâmica a imprimir movimento e a guiarem o nosso olhar pela escrita de palavras e imagens a fora a resultarem numa satisfação e preenchimento da alma humana. Lovejoydivision.

  13. <span class=vitor novo" title="vitor novo" class="photo">
    vitor novo em 2009-12-09

    Excelente registo*****

  14. Francisco Bom
    Francisco Bom em 2009-12-01

    Perfeito Foto/Texto 5 *

  15. Laura <span class=Sa" title="Laura Sa" class="photo">
    Laura Sa em 2009-12-01

    Resumo e trabalho belisimo abraço***********

  16. <span class=antónio m. j.martins" title="antónio m. j.martins" class="photo">
    antónio m. j.martins em 2009-12-04

    Como eu gosto desta imagem........5 estrelas mas devia de poder dar muitas mais estrelas..

  17. <span class=VODEVIL PARANOIR" title="VODEVIL PARANOIR" class="photo">
    VODEVIL PARANOIR em 2009-12-01

    ahaha!! sao como as galinhas lol ! boa foto!*****

  18. <span class=Lagrymata" title="Lagrymata" class="photo">
    Lagrymata em 2009-12-01

    ehehehe suas doidas! :D

  19. <span class=Johnny" title="Johnny" class="photo">
    Johnny em 2009-12-01

    grande trabalho, não podemos viver sem elas, pois não??

  20. <span class=Xan C." title="Xan C." class="photo">
    Xan C. em 2009-12-05

    Excelente imagem!

  21. <span class=sergio" title="sergio" class="photo">
    sergio em 2009-12-01

    !*****!

  22. daniel camacho
    daniel camacho em 2009-12-02

    grande apanhado :)

  23. maria helena  santos
    maria helena santos em 2009-12-01

    Um registo excelente com um RESUMO fantástico!!!!

  24. MaGaGek
    MaGaGek em 2009-12-01

    E q belas mulheres......excelente!

  25. Pedro Nuno Silva
    Pedro Nuno Silva em 2009-11-30

    Muitas...só podia resultar numa fotografia lindissima:)Luz muito boa

  26. Tony Ferreira
    Tony Ferreira em 2009-12-04

    Belo trabalho...

  27. GustaCarreiro
    GustaCarreiro em 2009-12-02

    Maravilha de foto... P&B mto bem feito!! 5*

  28. António Costa
    António Costa em 2009-12-01

    Um grande retrato, e um lindo olhar, parabens

  29. Helena Rafa
    Helena Rafa em 2009-12-05

    ena tantas :)

  30. Jorge Sequeira
    Jorge Sequeira em 2009-12-01

    Excelente registo. Fantástico resumo! Magnífico momento.

  31. Onossorefugio
    Onossorefugio em 2009-12-06

    Excelente!!!!

  32. Jose Cerejeira
    Jose Cerejeira em 2009-12-01

    Simplesmente excelente...!

  33. José Brito
    José Brito em 2009-12-01

    Bom trabalho 5**********

  34. Diana Zaragoza  Amador
    Diana Zaragoza Amador em 2009-12-08

    Adoro este registo! Muito bom mesmo! Parabéns! 5*

  35. José Barral
    José Barral em 2009-12-03

    Muito bem executado este trabalho!! Parabéns, linda foto.************

  36. IRLIN
    IRLIN em 2009-11-30

    MARAVILHOSA! MARAVILHOSAS! *********

  37. filo ladeira
    filo ladeira em 2009-12-05

    MAGNIFICA *********** Bom fim de semana Bjs

  38. jaguarandi
    jaguarandi em 2009-12-03

    bem expressiva! e que beleza de resumo, só brasileiro para escrever assim, adorei:)

  39. Filipe P Neto
    Filipe P Neto em 2009-12-01

    Um verdadeiro tributo à mulher. Um olhar fantástico!

  40. Suzanna
    Suzanna em 2009-12-02

    Excelente!

  41. Dina Sércio
    Dina Sércio em 2009-12-01

    Olá Rodrigo excelente trabalho!!! OBG :-):-) ***** abçs amigo

  42. Lilia
    Lilia em 2009-11-30

    Excelente trabalho !!! *****

  43. João Carlos da  Silva Ramos

    essência e glamour. excelente sentido de oportunidade. muito boa. um abraço.

  44. Carlos Lopes  Franco
    Carlos Lopes Franco em 2009-12-02

    ...cheguei (o Rodrigo) e elas extravazaram de alegria. Excelente foto. Abraço

  45. Mvalente
    Mvalente em 2009-12-03

    Excelente e belo registo!!

  46. Pedro Corage
    Pedro Corage em 2009-12-01

    mas que grande registo, nao tenho palavras para descrever o que sinto,muitos parabens!!!

  47. Fidalgo Pedrosa
    Fidalgo Pedrosa em 2009-12-03

    ..lindas..

  48. jaime
    jaime em 2009-11-30

    Mais um trabalho de grande qualidade! Parabéns!

  49. mrsuigeneris
    mrsuigeneris em 2009-11-30

    Está fabulosa. Um belo momento.

  50. Meira
    Meira em 2009-11-30

    maravihoso resumo e belíssima imagem. abraços, meira

  51. João José Lopes
    João José Lopes em 2009-11-30

    bom registo, composição, luz

  52. Miguel Duarte
    Miguel Duarte em 2009-11-30

    Grande Click

  53. ana de sousa
    ana de sousa em 2009-11-30

    Um coração de emoções com uma verdade verdadeira, só gosto de você, porque só você me entende! Grande e bem elaborado, gostei pra valer, valeu cara.
    Abraço de Portugal e um meu

  54. Jorge
    Jorge em 2009-11-30

    Simplesmente excelente 5*****

  55. benjamim camara  leandro medeiros

    fantastica luz excelente muito bom v abraço

  56. Mafalda
    Mafalda em 2009-11-30

    Obrigada :) bela imagem e o conjunto... foto, título, resumo estão excelentes!!! 5*

  57. dilvandro  mendonca da silva

    Mas tem muita gente que não gosta,rsrsrsr, valeu---5*

  58. Júnia
    Júnia em 2009-11-30

    Belo olhar sobre a noite carioca e sobre as mulheres, gostei. E o seu time, heim? Agora leva!!! rss Meu Cruzeiro talvez entre para o G4, ainda tenho esperanças...

    Resposta de Rodrigo Molina em 2009-11-30

    No domingo que vem, "é nóis!". No sapatinho, na humildade, mas "é nóis"! E o cenário perfeito seria com o São Paulo perdendo a vaga no G4 na última rodada....hahahaha...Quem sabe dando lugar para o Cruzeiro? beijos cariocas!

  59. Patrícia
    Patrícia em 2009-11-30

    Que belo momento

  60. (¯`·:.Hugo Tinoco.:·´¯)

    Excelente olhar

  61. Lili Vieira
    Lili Vieira em 2009-11-30

    Que maravilha, gosto de momentos assim!!!

  62. Hernâni Faustino
    Hernâni Faustino em 2009-11-30

    cool

  63. PAULO  CESAR  MELGES
    PAULO CESAR MELGES em 2009-11-30

    LINDO TRABALHO RODRIGO ********

  64. Lagartinho
    Lagartinho em 2009-11-30

    são sempre lindas........... (ehehe)

  65. Marco Dores
    Marco Dores em 2009-11-30

    Já dizia o "Pensador"... He, he,he ... elas existem... Você me entende... Parabéns pelo excelente registo . Abraço.

    Resposta de Rodrigo Molina em 2009-11-30

    entendo. Abração, amigo

  66. Miguel Oliveira
    Miguel Oliveira em 2009-11-30

    Um foto captada de uma forma extraordinaria! 5* Parabéns Rodrigo! Abraço

  67. maria joão netto  de almeida

    GRANDE REGISTÃO

  68. Xanadu
    Xanadu em 2009-11-30

    Adorei a foto que cresceu imenso com texto tão bonito....

  69. laila setton
    laila setton em 2009-11-30

    BELA RODRIGO....A NIGHT CARIOCA

  70. Renato Lourenço
    Renato Lourenço em 2009-11-30

    Momento muito bem captado.

    Resposta de Rodrigo Molina em 2009-11-30

    Obrigado, Renato! Abraço!

  71. Paulo Miguens
    Paulo Miguens em 2009-11-27

    Xiça..!
    Isto é que foi um texto e vontade de escrever. O que certamente irei fazer, mas antes quero dizer que tenho a certeza que o conjunto todo, imagem e texto são de qualidade personalizada.
    Forte Abraço Rodrigo e bom fim_de_semana.

  72. Jorge Correia
    Jorge Correia em 2009-11-29

    Gostei do resumo. A foto está fantástica. Parabéns. Boa semana.

  73. DaviD GaLdiNo
    DaviD GaLdiNo em 2009-11-27

    |*****| - e TeM aLGo MeLhor? rs

  74. Zélia Vaz
    Zélia Vaz em 2009-11-28

    :) Belo resumo e excelente fotografia. Gosto desses momentos: registrados e vivê-los. Muito bom, amigo, muito bom!!!

  75. Nancy 2° Galería
    Nancy 2° Galería em 2009-11-28

    lindo P&B !!!! mujeres todas juntas!!!! divirtièndose!!! linda foto amigo!! 5*

  76. Carlos Neves
    Carlos Neves em 2009-11-29

    Excelente execução

    Resposta de Rodrigo Molina em 2009-11-30

    Obrigado, Carlos!

  77. Manuel Araújo
    Manuel Araújo em 2009-11-29

    Party ;) , grande foto |*****|GP

    Resposta de Rodrigo Molina em 2009-11-30

    obrigado, amigão!

  78. João Monteiro
    João Monteiro em 2009-11-28

    Espectaculo de trabalho Molina. 5*

  79. Jose Vaz
    Jose Vaz em 2009-11-28

    Que bela fotografia!!!

  80. getulio
    getulio em 2009-11-27

    BELAS

  81. vitor tripologos
    vitor tripologos em 2009-11-29

    excelente momento

  82. Ines
    Ines em 2009-11-29

    captada no momento certo

  83. João Correia
    João Correia em 2009-11-29

    A nossa essencia. bom click

Brasil, um país que se fortalece entre 2003 e 2010

Sete anos de governo Lula servem para consolidar a convicção de que o Brasil mudou definitivamente -- a era dos pacotes e das mágicas na economia deu lugar a um país sério e com perspectivas reais de sucesso econômico


O presidente Lula: no lugar das palavras de ordem, a razão

Foto de Keiny Andrade/Agência Estado/AE

Um país que se fortalece

Por J.R. Guzzo (Revista Exame)

Com quase sete anos do presente governo já passados, e pouco mais de um ainda pela frente, o Brasil não se tornou uma economia de primeira classe, como imagina a propaganda oficial -- nem poderia mesmo se tornar, pois não houve tempo para isso. Não existe país desenvolvido com 50% da população desprovida de acesso a redes de esgoto, 70% das estradas de rodagem sem condições sequer razoáveis de tráfego, índices de qualidade educacional baixíssimos, índices de criminalidade altíssimos, irracionalidade sistêmica na administração pública e tudo o mais o que já se sabe há tanto tempo, e que há tanto tempo não muda. Mas é igualmente claro que a economia brasileira deixou o pior para trás. O pior ficou para trás quando se abandonou definitivamente, a partir dos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90, toda uma história de gerir a economia do país com os métodos, os processos de decisão e a atitude mental de um culto evangélico.

Veio, e ficou, a convicção de que os governos podem ter prioridades, práticas e ideias políticas diferentes -- mas que são obrigados, sob pena de extermínio eleitoral, a cumprir diretrizes econômicas que façam sentido. Para isso, têm de permanecer dentro de um espaço de racionalidade com limites estritamente definidos. É o que o presente governo, na essência, vem fazendo desde 2003; parece pouco provável que mude no tempo que ainda lhe resta.

A grande realização do Brasil nos últimos anos é ter deixado de ser um país economicamente inviável. É o contrário disso, hoje -- e a menos que apareça um consenso de que deve caminhar para trás e reencarnar-se como a piada que era, com inflação de 80% ao mês, conformismo com a miséria e incapacidade de sintonizar-se com o progresso mundial, o Brasil vai se colocando cada vez mais como um candidato real ao sucesso econômico nos próximos anos. Pode superar a França e a Inglaterra como a quinta maior economia do mundo entre 2015 e 2025, conforme observou há pouco a revista The Economist, e continuar tirando milhões de cidadãos da pobreza. Tem perspectivas reais de um avanço inédito na indústria de petróleo e toda sua vasta cadeia produtiva. Sua posição como um dos mais competitivos e eficazes fornecedores internacionais de alimentos tem tudo para se fortalecer ainda mais. O Brasil continuará tendo vantagens decisivas para abastecer o mundo de matérias-primas. Com crescimento continuado de pelo menos 5% ao ano, o que é uma estimativa moderada, estará a caminho de construir um mercado interno efetivamente significativo -- o que vai gerar escala, eficiência, diversidade e outros fatores críticos para o avanço da produção. O país tem diante de si, em suma, possibilidades de transformação maiores e mais realizáveis do que em qualquer outro ponto de sua história econômica.

O mérito do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta caminhada é ter entendido que decisões de política econômica podem variar de ênfase, de escolhas e de objetivos, mas destinam-se ao desastre quando abandonam a lógica e tentam mudar realidades apenas com base em crenças, desejos e palavras de ordem. Nestes sete anos o governo não baixou um único pacote. Atravessou uma tempestade financeira mundial sem tomar qualquer medida inspirada no pânico. Aumentou o salário mínimo, em termos reais, em 45% de março de 2003 para cá, sem causar com isso nenhuma disparada na inflação. Tornou o Brasil um grande polo para os investimentos internacionais. Construiu reservas de 235 bilhões de dólares, manteve a inflação domada e não se meteu em nenhuma confusão. É muito e, sobretudo, é o certo. Por isso mesmo, é tão importante neste momento distinguir o que são conquistas reais e o que é a megalomania crescente do governo quando julga a si próprio e dá por resolvidos todos os problemas passados, presentes e futuros do Brasil. Acreditar nisso é a melhor maneira de manter todos eles, e por muito tempo, sem solução.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lula Cop-15: um discurso arrogante e cascateiro

BRAVA GENTE! BOAS FESTAS! FELIZ ANO NOVO!


A fala de Luiz Inácio Lula da Silva na sessão plenária de debate informal na 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-15), em Copenhague:

"Senhor presidente, senhor secretário geral, senhores e senhoras chefes de Estado, senhores e senhoras chefes de governo, amigos e amigas.

Confesso a todos vocês que estou um pouco frustrado. Porque há muito tempo discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar. Pensando em contribuir para a discussão nesta conferência, o Brasil teve uma posição muito ousada. Apresentamos as nossas metas até 2020.

Assumimos um compromisso e aprovamos no Congresso Nacional, transformando em lei, que o Brasil, até 2020, reduzirá as emissões de gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9%, baseado em algumas coisas que nós consideramos importantes: mudança no sistema da agricultura brasileira; mudança no sistema siderúrgico brasileiro; mudança e aprimoramento da nossa matriz energética, que já é uma das mais limpas do mundo, e assumimos o compromisso de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020.

E fizemos isso construindo uma engenharia econômica que obrigará um país em desenvolvimento, com muitas dificuldades econômicas, a gastar até 2020 US$ 166 bilhões, o equivalente a US$ 16 bilhões por ano. Não é uma tarefa fácil, mas foi necessário tomar essas medidas para mostrar ao mundo que, com meias palavras e com barganhas, a gente não encontraria uma solução nesta Conferência de Copenhague.

Tive o prazer de participar ontem à noite, até às duas e meia da manhã, de uma reunião que, sinceramente, eu não esperava participar, porque era uma reunião onde tinha muitos chefes de Estado, figuras das mais proeminentes do mundo político e, sinceramente, submeter chefes de Estado a determinadas discussões como nós fizemos antes (ontem), há muito tempo eu não assistia.

Eu, ontem, estava na reunião e me lembrava do meu tempo de dirigente sindical, quando estávamos negociando com os empresários. E por que é que tivemos essas dificuldades? Porque nós não cuidamos antes de trabalhar com a responsabilidade com que era necessário trabalhar. A questão não é apenas dinheiro. Algumas pessoas pensam que apenas o dinheiro resolve o problema. Não resolveu no passado, não resolverá no presente e, muito menos, vai resolver no futuro. O dinheiro é importante e os países pobres precisam de dinheiro para manter o seu desenvolvimento, para preservar o meio ambiente, para cuidar das suas florestas. É verdade.

Mas é importante que nós, os países em desenvolvimento e os países ricos, quando pensarmos no dinheiro, não pensemos que estamos fazendo um favor, não pensemos que estamos dando uma esmola, porque o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento pela emissão de gases de efeito estufa feita durante dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro.

Não é uma barganha de quem tem dinheiro ou quem não tem dinheiro. É um compromisso mais sério, é um compromisso para saber se é verdadeiro ou não o que os cientistas estão dizendo, que o aquecimento global é irreversível. E, portanto, quem tem mais recursos e mais possibilidades precisa garantir a contribuição para proteger os mais necessitados.

Todo mundo se colocou de acordo que precisamos garantir os 2% de aquecimento global até 2050. Até aí, todos estamos de acordo. Todo mundo está consciente de que só é possível construirmos esse acordo se os países assumirem, com muita responsabilidade, as suas metas. E mesmo as metas, que deveriam ser uma coisa mais simples, tem muita gente querendo barganhar as metas. Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade nos últimos períodos.

Todos nós sabemos que é preciso, para manter o compromisso das metas e para manter o compromisso do financiamento, a gente, em qualquer documento que for aprovado aqui, a gente tem que manter os princípios adotados no Protocolo de Kyoto e os princípios adotados na Convenção-Quadro. Porque é verdade que nós temos responsabilidades comuns, mas é verdade que elas são diferenciadas.

Eu não me esqueço nunca que quando tomei posse, em 2003, o meu compromisso era tentar garantir que cada brasileiro ou brasileira pudesse tomar café de manhã, almoçar e jantar. Para o mundo desenvolvido, isso era coisa do passado. Para a África, para a América Latina e para muitos países asiáticos, ainda é coisa do futuro. E isso está ligado à discussão que estamos fazendo aqui, porque não é discutir apenas a questão do clima.

É discutir desenvolvimento e oportunidades para todos os países. Eu tive conversas com líderes importantes e cheguei à conclusão de que era possível construir uma base política que pudesse explicar ao mundo que nós, presidentes, primeiros-ministros e especialistas, somos muito responsáveis e que iríamos encontrar uma solução. Ainda acredito, porque eu sou excessivamente otimista. Mas é preciso que a gente faça um jogo, não pensando em ganhar ou perder. É verdade que os países que derem dinheiro têm o direito de exigir a transparência, têm direito até de exigir o cumprimento da política que foi financiada. Mas é verdade que nós precisamos tomar muito cuidado com essa intrusão nos países em desenvolvimento e nos países mais pobres. A experiência que nós temos, seja do Fundo Monetário Internacional ou seja do Banco Mundial nos nossos países, não é recomendável que continue a acontecer no século XXI.

O que nós precisamos... e vou dizer, de público, uma coisa que eu não disse ainda no meu país, não disse à minha bancada e não disse ao meu Congresso: se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro também para ajudar os outros países. Estamos dispostos a participar do financiamento se nós nos colocarmos de acordo numa proposta final, aqui neste encontro.

Agora, o que nós não estamos de acordo é que as figuras mais importantes do planeta Terra assinem qualquer documento, para dizer que nós assinamos documento. Eu adoraria sair daqui com o documento mais perfeito do mundo assinado. Mas se não tivemos condições de fazer até agora - eu não sei, meu querido companheiro Rasmussen, meu companheiro Ban Ki-moon - se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até a hora de agora. Não sei.

Eu acredito, como eu acredito em Deus, eu acredito em milagre, ele pode acontecer, e quero fazer parte dele. Mas, para que esse milagre aconteça, nós precisamos levar em conta que teve dois grupos trabalhando os documentos aqui, que nós não podemos esquecer. Portanto, o documento é muito importante, dos grupos aqui.

Segundo, que a gente possa fazer um documento político para servir de base de guarda-chuva, também é possível fazer, se a gente entender três coisas: primeiro, Kyoto, Convenção-Quadro, MRV, não podem adentrar a soberania dos países - cada país tem que ter a competência de se autofiscalizar - e, ao mesmo tempo, que o dinheiro seja colocado para os países efetivamente mais pobres.

O Brasil não veio barganhar. As nossas metas não precisam de dinheiro externo. Nós iremos fazer com os nossos recursos, mas estamos dispostos a dar um passo a mais se a gente conseguir resolver o problema que vai atender, primeiro, a manutenção do desenvolvimento dos países em desenvolvimento. Nós passamos um século sem crescer, enquanto outros cresciam muito. Agora que nós começamos a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício.

No Brasil ainda tem muitos pobres. No Brasil tem muitos pobres, na África tem muitos pobres, na Índia e na China tem muitos pobres. E nós também compreendemos o papel dos países mais ricos. Eles, também, não podem ser aqueles que vão nos salvar. O que nós queremos é apenas, conjuntamente, ricos e pobres, estabelecer um ponto comum que nos permita sair daqui, orgulhosamente, dizendo aos quatro cantos do mundo que nós estamos preocupados em preservar o futuro do planeta Terra sem o sacrifício da sua principal espécie, que são homens, mulheres e crianças que vivem neste mundo.

Muito obrigado."


Correio da Lapa comentando:

Lula é Papai Noel da Silva

O discurso de Lula é uma peça de publicidade, com menções a gastos de US$ 166 bilhões, ou 16 bi ao ano. Parece número de político anunciando programa de casa própria pro povão. Números ao léu. O microfone, qual papel, aceita tudo. Mas na Dinamarca não tem disso não. O eleitorado lá é mais instruído. Aqui, até 2020, vamos destruir fauna e flora, rios assoreados. Peixes que meu pai viu no Rio Itapemirim e que meus filhos não podem mais ver. Vi os últimos. Até 2020 o Brasil vai extinguir milhares de microecossistemas, arruinando a natureza. Esse papo de aquecimento global está esfriando. O eixo da Terra é que ameaça desestabilizar o clima. O bom senso já foi para o brejo seco. Muito frio em Copenhague. Os políticos do Mundo fazendo propaganda. Mas Lula, mais uma vez, se excedeu. O desmatamento da Amazônia prossegue célere. E nas grandes cidades, também célere prossegue a matança de gente pobre, na maioria jovem, negra, mulata e desempregada ou subempregada. O Brasil só está dando certo na novela das 8, no circo midiático das celebridades vaidosas com soap opera e vidinha sexual exposta para uma curiosidade mórbida que pode ser compreendida como uma espécie de má vontade construtiva nacional em expansão. Brasil! Terra adorada de 200 milhões de seres ávidos por bezerros de ouro! Rio de Janeiro! Uns 40 shopping centers e Umas Oitocentas Favelas! E Lula falando mal de dinheiro, que dinheiro não resolve. Então entra para uma igreja evangélica e doa seus pecados a Deus e o dízimo aos telecaptadores. Dinheiro sempre resolveu. Dinheiro só não resolve questões espirituais, mas é, até o momento, a ferramenta que ergue e destrói coisas belas. Nosso querido presidente usou um tom áspero e arrogante, como se o inferno fosse o outro, o estrangeiro. Lula falando em sacrifício parece piada. Vai aumenta a ajuda ao Haiti? Ou à corruptíssima Angola? Bonachão! Só faltou o gorro de Papai Noel! Clima Rousseffiano! Ciro Gomes vem aí! O desmatamento só pára na Amazônia com muito dinheiro. E Lula só vai eleger Dilma por causa da gastança. O povo está adorando consumir e comer mais. Os rios do Brasil estão mais para Tietê do que Tocantins. Tá ligado? Lula foi um rio que passou na minha vida. Lula, o Papai Noel do PT. Lula o ET do Congresso. Lula, o único articulador, o unigênito criador de Dilma e de Rousseff. Lula, o vitorioso da Eleição Transfer. Eu Sou Dilma. Chances dos dois carecas são quase nulas, Ciro, o Calvo, Serra, o Calvíssimo, alvos fáceis. Ecologia é papo de 1%. Palavras explodem com a força dos defensivos agrícolas. Estarão até os pardais ameaçados de extinção? Não, como os políticos, os mentirosos abundam em cada esquina. País de pássaros ladrões, animais assassinos e carrapatos corruptos. Meu café esfriou como a Dinamarca. Lula Hamlet, o fundador da dinastia Silva. A filharada aprendendo rapidinho. A arrogância fazendo escola entre os súditos. Eu sou a arrogância de dizer sem pensar, pensando o que não digo por dificuldade dilmaniana de concatenar. Dilma, a que não aprendeu a sorrir, apesar dos esforços e dos fonoaudiólogos. Dilma, a chefe de Carlos Minc de fato. Minc, Marta, Marmota, Mar Morto. O Atlântico se despede afundando no nosso litoral cada vez menos piscoso. E ainda botam a culpa no Seu Ozônio. Coitado do Seu Carbono. Pelo menos ele faz teatro da composição poliédrica, presente na borbulha do champanhe e reinando solitário na molécula do diamante. O Brasil já conhece o Brasil. Lula fala, quem pode vai ao shopping, quem não pode, escolhe uma das 900 favelas (Ih! Já aumentou?) no Rio de Janeiro para matar ou morrer. Apagão sem causa, Lobão andaluz, crítica sem causa, apenas obscenamente se expondo para permitir outras críticas aqui e em Copenhague. O absurdo de avançar está afrontando a realidade. O Brasil é um caldeirão de agulhas. Hoje penetram num menino de dois anos de idade. Amanhã, no Congresso Nacional. A corrupção é um câncer que circula na seiva da mentira e se reproduz numa estranha competição para ver quem espeta e rouba mais o dinheiro do governo, dinheiro que parece infinito, enquanto a carga tributária vai se transformando numa carga explosiva, uma bomba social. Então vamos comemorar. Feliz 2010! E que 2011 chegue mais depressa! Tim! Tim!

Dilma Rousseff COP-15 e o Hino de Vanusa

ESQUECEMENTO GLOBAL

A ministra ministrando: "O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sutentável".



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Happy Holidays Alfredo. From Obama

Marketing de Obama personaliza mensagem de fim de ano. Como integrante da lista de interlocutores virtuais, eis que me chegou, via e-mail, uma simpática propaganda de Boas Festas de Barack Obama e seus correligionários:


http://holiday.barackobama.com/?fname=Alfredo

Paraense é assim...

Rita Ferradaes Beleza, com toda a sua morenice, enviou o texto que agora vai com foto que cliquei para o Correio da Lapa que veio malhado antes de nascer:

"Tem coisas que só paraense, seja ele de nascimento ou por adoção, sabe o que é: passar numa esquina, e salivar só de sentir o cheiro do tucupi, ou da maniçoba, empinar papagaio do cobra; ou fazer pacientemente, com talinhas de palmeira e papel de seda uma curica pra os filhos brincarem. Paraense joga peteca, não bolinha de gude, tem seguro contra as mangas que quebram os pára-brisas dos carros, pena que não tem seguro pra cabeça, eu mesma já fui alvo delas... Paraense conhece mato, marés, conta estória do boto, moço bonito, mas com um pitiú de peixe, mas que mesmo assim, encanta as moçoilas mais desavisadas nas noites de lua cheia, não sabe o que é pitiú? O paraense sabe! Paraense é carinhoso, chama todo mundo de mano, mana, maninho, fica logo amigo faz almoço, jantar, põe logo dentro de casa, eita povo hospitaleiro! Fala se não é ?. Por aqui tomamos açaí pra dormir a sesta, com farinha d'água ou de tapioca, com açúcar ou sem, com charque, pirarucu ou sem nada só ele purinho, bom que só! Tomamos banho de rio, barrento como o Guamá ou a baía de Guajará, de rio azul transparente como o Tapajós, de Igarapé Gelado de bater o queixo de frio. Paraense tem alto verão em julho quando a maioria do Brasil morre de frio e nós por aqui bronzeadérrimos, acentuando a beleza de nossa morenice! Festa é com a gente mesmo! Em todo o canto tem um violão, uma música legal, um carimbó, uma guitarra, um treme terra, botando todo o mundo pra dançar. Paraense quando não tem nada pra fazer vai pra beira do rio ver o pôr do sol vermelho e os pôpôpos passarem, quando está estressado vai pra Salinas, Marapanim, Algodoal, Mosqueiro, Marajó, Ajuruteua ou ata uma rede na sacada de casa e fica lá de pezinho pra fora esfriando a cabeça. Somos índios, místicos, curandeiros, mas também com toda essa energia de águas e mata não poderia ser de outro jeito! Paraense vai ao Ver-o-Peso, compra ervas, faz chá, garrafadas, banho de cheiro uma delícia! Curas de corpo e de alma. Ao mesmo tempo temos o privilégio de ter as bênçãos da Nazica, com toda a intimidade que eu, como paraense, tenho pra chamá-la assim. Minha Santinha, que em outubro sai toda linda fazendo todo o mundo, paraense, turista, brasileiro e gringo engasgar de emoção. Somos orgulhosos por sermos assim essa mistura morena, brejeira e gostosa, por sermos autênticos, pela cultura que temos, por nosso sangue índio que a tantos outros se misturou e que a nós nos faz muito, mas muito especiais"!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Adriano e os grandes artilheiros do Flamengo


Da equipe do site oficial do Flamengo

Na década, Imperador só fez menos gols em um ano do que Edílson, que marcou 28 em 2001

Craque voltou em grande estilo à Gávea


Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2009, o Imperador Adriano conseguiu, em seis meses de clube, igualar o feito de Renato, em 2006, ao marcar 19 gols em uma temporada. Esta é a segunda maior marca de um único jogador pelo Flamengo nos anos desta década. O jogador só ficou atrás de Edilson, que marcou 28 vezes em 2001. Vale lembrar que o maior artilheiro do Flamengo nos anos 2000, no total, é Obina, que balançou a rede 47 vezes.

O retorno de Adriano ao Flamengo foi fundamental para o hexacampeonato brasileiro conquistado pelo clube no último dia 6 de dezembro, na vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio. O Imperador foi um dos grandes nomes da arrancada e foi decisivo em diversas partidas na competição. Por isso, o Imperador já entrou para a história do clube.

Além de ter conseguido igualar os números de Renato na temporada 2006, ele foi o terceiro jogador do Rubro-Negro a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro. O jogador igualou o feito de Zico, em 1980 e 1982 (com 21 e 20 gols, respectivamente), e de Nunes, em 1981 (com 16 gols). Dos 58 gols assinalados pelos atletas rubro-negros em 2009, o atacante estava em campo quando 46 deles aconteceram e participou de nada menos que 70% destes lances. Em números absolutos, contando todos os tentos, a colaboração também é muito significativa: 55% dos gols passaram pelos pés de sua maior estrela.

O Imperador retornou ao Flamengo para voltar a sorrir, mas fez muito mais do que isso: colocou também sorrisos na boca dos 35 milhões de rubro-negros apaixonados, que vibraram com seus gols e com o título brasileiro.

Os gols de Adriano: Flamengo 2 x 1 Atlético-PR (1 gol), Flamengo 4 x 0 Inter (3 gols), Flamengo 2 x 2 São Paulo (1 gol), Flamengo 1 x 2 Palmeiras (1 gol), Flamengo 2 x 2 Botafogo (1 gol), Flamengo 2 x 1 Santos (1 gol), Goiás 3 x 2 Flamengo (1 gol), Flamengo 1 x 0 Corinthians (1 gol), Flamengo 3 x 0 Sport (2 gols), Flamengo 3 x 0 Coritiba (1 gol), Flamengo 2 x 0 Fluminense (2 gols), Flamengo 1 x 0 Botafogo (1 gol), Flamengo 1 x 0 Santos (1 gol), Flamengo 3x1 Atlético Mineiro (1 gol), Flamengo 2 x 0 Náutico (1 gol). Clique aqui para assistir aos gols do craque.

Cinco maiores artilheiros da década – Obina - 47 gols (7 gols em 2005 + 16 gols em 2006 + 9 gols em 2007 + 15 gols em 2008), Renato - 46 gols (14 gols em 2005 + 19 gols em 2006 + 13 gols em 2007), Edílson - 44 gols (28 gols em 2001 + 16 gols em 2003), Léo Moura - 34 gols (7 gols em 2005 + 2 gols em 2006 + 5 gols em 2007 + 13 gols em 2008 + 7 gols em 2009) e Ibson - 33 gols (10 gols em 2004 + 1 gol em 2005 + 6 gols em 2007 + 15 gols em 2008 + 1 gol em 2009). Confira a lista completa aqui.

Cinco maiores artilheiros da história – Zico, com 509 gols, Dida, com 264 gols, Henrique, com 216 gols, Romário, com 204 gols e Pirilo, também com 204.

Cinquentinha Brasília 50 anos na cueca: créu no Rio

Símbolo do Tesouro contra o Samba do Avião. Chega de Novidade! Mentira e Solidão dos Altos Funcionários Públicos. Mentira e Pernas Curtas. O Avanço Social se Aproxima da Capital Federal com as Verdades das Cidades-Satélites, 33 agulhas no menino torturado aos dois anos de idade. Arruda e Recesso do Valhacouto Distrital. Corja da Caixa 2. Trogloditas do Século XXI. Assassinos Engravatados. Ralé da História. Amigos da ADA, Administração Dos Amigos. Gentalha que Fede a Cafonália. Parasitas Perfumados. Chulezeiros da Ética. Verminose Blindada Com Recursos Jurídicos! Verminose Cidadã! Boas Festas Senhores da Cracolândia Política Nacional! Estupradores do Dinheiro dos Tributos. Feliz Natal Anal para Todos os Ladrões do Brasil!
São os votos contra do Correio da Lapa!

Pai paga ao tráfico para que não dê droga ao filho

Deu no Zero Hora

Funcionário público aposentado paga os traficantes para que não vendam crack ao filho

Humberto Trezzi e Ronaldi Bernardi | humberto.trezzi@zerohora.com.br ronaldobernardi@zerohora.com.br

Aos 52 anos, o empresário Roberto chorou ao descobrir que o vício havia domado o mais novo de seus dois filhos, Leonardo. Um metro e setenta e cinco “de pura inteligência”, segundo o orgulhoso pai, um aplicado estudante de Direito com 21 anos de idade. O “guri”, como a família o chama, não fraquejou para uma droga qualquer. Fuma de tudo e cheira de tudo. Principalmente crack e cocaína. O pai percebeu logo. Reconheceu os sinais: a agitação constante, a falta de concentração, os olhos avermelhados, os objetos de valor sumindo da casa.

Foi como um tiro. A vida de Roberto ia bem. Funcionário público aposentado, ele ainda recebe uma renda mensal pelo aluguel de um terreno. Mora em uma casa de dois andares, piscina, com sala de piano e sala de estudos, além de sete quartos. Cercada com muros altos e gradeados, ainda recebe a proteção de quatro cães.

Aí veio o crack “e tomou de assalto” o guri, descreve o pai extremoso, daqueles que nunca negou colégio e faculdade particular aos filhos.

O mais inusitado é a forma como Roberto encontrou para tentar afastar Leonardo das drogas. Ele paga os traficantes para que não vendam crack ao filho. Oferece o mesmo valor da “pedra”, desde que eles não coloquem o produto na mão do jovem. E eles aceitam.

– Gastei R$ 15 mil com ele num ano, um carro zero em um ano e meio. Só nessa vidinha de pagar dívidas contraídas em função da droga, subornar bocas de fumo, financiar tratamento em clínicas privadas – recorda Roberto.

O empresário repete as palavras que o próprio traficante disse ao seu filho, quando Roberto foi buscá-lo na boca de fumo pela quarta vez:

– Vai te embora, guri. Tu é de família boa, estudante, tem futuro. O que tá fazendo aqui, se perdendo na vida?

O traficante virou informante do pai desesperado. Cada vez que Leonardo pisa na vila, o telefone de Roberto toca. É um vaposeiro (vendedor varejista de droga), avisando que o guri está mendigando uma dose de crack pela vizinhança. Aí Roberto pega seu carro do ano e vai na boca de fumo, arrasta o filho pelo braço e, com o outro, paga pela droga não usada. R$ 20, R$ 50, varia conforme o traficante e conforme a fissura do filho. Tem dias em que ele consome cinco pedras de R$ 5, outros dias são 10.

O traficante também denuncia quando Leonardo está na boca de fumo rival, na mesma vila. Os amigos não se espantam. Jeito de surfista, fala mansa, Roberto conhece as drogas. Filho de policial civil, foi usuário quando era jovem em Alvorada. Parou aos 35 anos, “naquelas promessas de Réveillon”.

Jovem está internado em fazenda terapêutica

Agora pai, Roberto teme perder o filho para as drogas. Magro, quase franzino, perdeu a paciência ao saber que o filho tinha trocado por droga um abrigo recém-presenteado, no valor de R$ 200. Entregou por R$ 5 numa boca de fumo.

Leonardo viu o pai irromper furioso na casa que funciona de quartel do tráfico. Exigiu a jaqueta, o traficante não quis, ele se atracou a socos com o criminoso e o deixou sangrando no chão. Arrastou a jaqueta e ainda um óculos escuro que o filho tinha deixado ali, em outra ocasião. A valentia teve um custo. O bandido está atrás de Roberto. O empresário, para se defender, comprou um revólver e circula armado pela cidade. A paz virou loteria.

Mas Roberto teve, nas últimas semanas, momentos de alegria. Foi quando o filho decidiu, por conta própria, buscar ajuda numa fazenda terapêutica. Leonardo está internado em Sapucaia do Sul, carpindo de sol a sol, contando os minutos longe da droga, como quem se benze ao conseguir mais um minuto longe de Satanás. É a terceira vez que o jovem tenta se livrar do prazer que escraviza. Nas outras duas, médicos o doparam, para esquecer a fissura do crack. Ficou longe por 30 dias, numa. Por 45 dias, na segunda tentativa. Voltou à pedra.

As idas e vindas em busca do filho drogado ajudaram a branquear o cabelo de Roberto. Nessa entrevista, concedida ontem a Zero Hora, o empresário desabafa, se lamenta, alterna momentos de comemoração e de frustrações. E detalha a tortura que é lutar contra a epidemia do século.

***

Na tarde de ontem, nas proximidades da orla do Guaíba, o funcionário público aposentado de 52 anos conversou com Zero Hora e relatou o drama que está vivendo com o filho mais novo.

Confira trechos da entrevista :

Zero Hora – Como começou o seu drama?

Roberto – É mais que um drama, é uma novela. Vi os sinais. Ele andava sempre agitado. Chamei num canto e prensei, falei que conhecia os sintomas. Ele negou, minha mulher não queria acreditar. Aí achamos cocaína. Os amigos que circulavam com ele admitiram que, na faculdade, rolava droga direto. Eles tinham até um esconderijo onde guardavam pedra e fumavam. Foi um choque. Chorei. Desconfiava que ele fumava maconha desde os 16 anos, o que ele me confirmou. Mas crack? Embrabeci. Aquilo é um sumidouro de dinheiro, de saúde, de tudo. Depois me acalmei e fui à luta. Levamos ele pelo braço duas vezes até psiquiatras, indicados pelos serviços públicos de saúde. Eles deram remédio. Na primeira vez, o Leonardo dormia 18 horas por dia, direto. Ficou sonado, meio abobalhado. Achamos que estava bem, suspendemos a medicação. Ele voltou ao crack em seguida. Começaram a sumir coisas em casa. Minha mulher só tem agora as joias que consegue carregar no braço. As outras ele vendeu tudo – e tinha muita herança de família. O guri, que é meigo, vivia brigando com a namorada. Ela largou o Leonardo. Aí ele piorou, se jogou de cabeça na droga, vendia até a roupa do corpo. Começou a fumar pitico, que é uma mistura de crack e maconha, um lixo que andam vendendo por aí.

ZH – E o senhor ia atrás?

Roberto – Sempre. Levava e trazia da faculdade. O guri tava como num presídio semiaberto... Com liberdade vigiada. Na fissura pela droga, ele pulava do segundo andar, em casa, à noite, para percorrer as bocas-de-fumo. Descobriu até como burlar o alarme infravermelho e sair sem acionar o sinal sonoro. Um artista. Todo drogado é artista, no mau sentido.

ZH – Como surgiu a ideia de pagar os traficantes?

Roberto– Puro desespero. Começou quando ele vendeu um relógio caro na boca de fumo, por uma ninharia em droga. Aí fui lá, falei com o vapozeiro (varejista da droga), paguei R$ 50 e resgatei o relógio. Acertei com o cara: da próxima vez que o Leonardo aparecer, tu me avisa, te dou R$ 20. E aí começou essa roda-viva. Até o vendedor de crack tem pena do guri. Uma vez ele deu um sermão no Leonardo, na minha frente. Disse: “tu é um guri de presença, de boa família, estudante. Cai fora dessa, pra ti não vendo mais, olha o desespero do teu pai”. O Leonardo chorou. Mas, noutro dia, estava em outra boca de fumo. Aí o traficante começou a me avisar quando o guri aparecia na vila, pedindo crack para os outros malandros, concorrentes daquela boca.

ZH – Foi aí que o senhor lutou com o traficante?

Roberto – Pois é. Ignorei com o cara. Mas, na hora, não pensei em nada disso. Foi porque o guri vendeu um abrigo de R$ 200 que eu e a mãe dele tínhamos presenteado, no fim de semana. Em dois dias, a roupa sumiu. Aí mandei buscar. Ele confessou que estava na boca de fumo. Fui lá, dei R$ 10 pro vapozeiro e mandei que fosse resgatar o abrigo com o traficante. O traficante não entregou, disse que valia mais. Aí me deu uma coisa, entrei na casa e enchi o sujeito de soco. Ele era grandão, mas peguei de surpresa. Arranquei o abrigo e saí fora. Agora estou me incomodando. O traficante anda com uma dupla, atrás de mim. Tive de comprar uma arma, um revólver 38. Ele não vai me pegar desprevenido. Acho que vai desistir.

ZH – E se não desistir?

Roberto – Paciência...Meus filhos são tudo para mim. Fiz burradas, mas hoje estou bem de vida. Eles não vão estragar as vidas deles. Aliás, o mais velho tá muito bem, obrigado. Sinal de que nem tudo está perdido. Vou dizer uma coisa: pai não vê que o filho usa droga porque não quer. A gente quer se enganar, todo pai é assim. Mas a droga está na escola, nas festas, na casa dos amigos deles.

ZH – Onde está o Leonardo, agora?

Roberto – Numa fazenda terapêutica. Dando duro. Carpindo. Cavando buraco. Plantando. O objetivo é voltar a valorizar as coisas simples da vida, o suor. Voltar a ter domínio sobre si mesmo. São três meses iniciais, nove meses ao todo. Nove meses porque simboliza o renascimento da pessoa. Se conseguir ficar um ano afastado das drogas, ele é diplomado. É difícil, 90% dos dependentes recaem. Leonardo já recaiu duas vezes. A saída, agora, é afastá-lo das antigas companhias. E arranjar trabalho para ele.

ZH – O senhor não acha errado subornar criminoso? Que conselhos o senhor dá?

Roberto– Sempre fui bonachão com os filhos, dava tudo. Dizem que isso não é bom. Sei que subornar não é a melhor saída, mas estou desesperado. Não me arrependo. E conselho não dou, faço é um apelo, às autoridades: olhem para o drama das drogas. Gastem dinheiro na prevenção e, também, em tratamento. Se são 55 mil viciados em crack no Rio Grande do Sul, pode multiplicar por 10 esse número para ver quantas pessoas são atingidas. Coloca nessa conta os pais, tios, irmãos. Todos têm a vida transtornada pelo dependente. Sofrem com ele. Se endividam com ele. Se enterram com ele. E, quem sabe, voltem a sorrir com ele.

Dia em Memória às Vítimas do Holocausto

Em Memória às Vítimas do Holocausto

Com a presença de rabinos e das principais lideranças da comunidade israelita, o prefeito Gilberto Kassab sancionou nesta segunda (14/12) o Projeto de Lei 129/09 que institui um Dia Municipal em Memória às Vítimas do Holocausto. Tornou-se a Lei 15.059. A cerimônia foi realizada na sede da Prefeitura.

Em seu discurso, o vereador Floriano Pesaro, autor da lei, lembrou a história de sua família, que também foi vítima dos horrores da Guerra. “Em abril de 1939, meus avós judeus Humberto Pesaro e Gabriela Cohen Pesaro tiveram que partir às pressas da Itália e embarcaram no primeiro navio, com meu pai, Giorgio, na época com 3 anos de idade, nos braços”, afirmou. Outras famílias Camerine, Muscati e Bolafi também vieram para o Brasil. Floriano ressaltou que, naquela época, todos já sofriam com as leis raciais na Itália, como mostrou em seu livro “1938 – um raio de céu azul. As leis raciais na Itália” a escritora Edda Bergman, que, por sinal, veio no navio com Giorgio. “A perseguição aos judeus foi implacável. Não é possível esquecer”, afirmou Floriano.

Com a sanção, o Dia Municipal em Memória às Vitimas do Holocausto passa a ser comemorado anualmente em 27 de janeiro, com homenagens e eventos de divulgação. A data já é celebrada mundialmente desde 2005, quando foi instituída pela Assembléia Geral das Nações Unidas. No dia 27 de janeiro de 1945 ocorreu a libertação dos presos do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.

"O Holocausto foi um período terrível da História da Humanidade. Essa data é a oportunidade de termos, na cidade de São Paulo, um dia especialmente destinado à reflexão", afirmou o prefeito Kassab.

Sobrevivente de Auschwitz, Ben Abraham, presidente da Sherit Hapleitá, disse que devemos sempre “aprender com o passado, para viver o presente e enfrentar o futuro com cabeça erguida”. “Cabe aos jovens este trágico legado para que nunca se permita que o holocausto aconteça de novo”, afirmou, emocionado.

Boris Ber, presidente a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), também reiterou a importância de a humanidade nunca esquecer o holocausto. “A comunidade israelita de São Paulo está muito satisfeita pelo dia municipal em memórias às vítimas do holocausto. “Não devemos permitir que o holocausto se repita.”

Para Claudio Lottenberg, presidente da CONIB e do Hospital Albert Einstein, o holocausto é o “exemplo mais palpável da intolerância humana”. O secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Walter Feldman, elogiou a iniciativa do vereador Floriano Pesaro, pela luta em preservar as lembranças do holocausto.

Ao final da cerimônia na Prefeitura, os presentes acenderam a 4Ş vela da Festa das Luzes (Chanuká), enquanto o rabino Henrique Begun fazia uma bênção em hebraico.

Todos somos iguais perante a internet

Para além das semelhanças genéticas dos gêmeos, somos iguais como ateus, crentes, agnósticos e à toas. Somos iguais na finitude e na memória. Todos somos judeus. O prefeito Gilberto Kassab e o vereador Floriano Pesaro são gêmeos paulistanos no esforço de mostrar. Os chargistas Chico e Paulo Caruso, gêmeos também no esforço de mostrar. As quatro louras nas fotos exalando lascívia e simpatia, as crianças negras nas roupinhas iguais dos pés às cabeças, apenas com olhares diferences mas igualmente distraídos, os meninos digitais com a camisa estampando o humor de seus pais. Este blogue-estapafúrdia Correio da Lapa, irmão do site que ainda não nasceu, embora vá nascer como mais um igual. Alfredo Herkenhoff, irmão de iguais com os quais não tem conseguido mais falar. Sim, todos somos iguais.


Carta de Floriano Pesaro sobre Holocausto

Dia Municipal em Memória às Vítimas do Holocausto


Por Floriano Pesaro, vereador e autor da Lei 15.059

O calendário judaico é uma lição de História: Pessach conta sobre o
Êxodo do Egito; Purim conta sobre os judeus na Diáspora (sob jugo do
Império Persa); Sucot relembra sobre os 40 anos no deserto; Iom
Haatzmaut comemora a história da criação do Estado de Israel. Se o
povo judeu é denominado o Povo do Livro, pode também ser considerado o
povo da História. A memória é parte integrante da sua identidade e
elemento fundamental de sua continuidade.

Elie Wiesel sempre admirou a resiliência do povo judaico. Wiesel, o
“mensageiro para a humanidade”, considera que a persistência
multimilenar deste povo deve-se ao seu desejo característico de
lembrança. A Hagadá de Pessach frisa a necessidade de recordar e
manter viva a memória coletiva: “ve higadetá le binchá“ e contarás a
teu filho". Na mesma narrativa, adiante, o texto recomenda de forma
veemente: “Em toda geração deve o homem considerar a si mesmo como se
tivesse saído do Egito”.

Pois bem, a tradição nos ensina a contar e sentir a história da
escravidão, para que não sejamos mais escravos. Consequentemente, só
poderemos evitar outro Holocausto se nos dedicarmos a propagar a
lembrança daqueles que sofreram com a atrocidade nazista.

Minha família também foi vítima dos horrores da Guerra. Em abril de
1939, meus avós judeus (Humberto Pesaro e Gabriela Cohen Pesaro)
tiveram que partir às pressas da Itália e embarcaram no primeiro
navio, com meu pai, Giorgio, na época com 3 anos de idade, nos braços.
Outras famílias Camerine, Muscati e Bolafi também vieram para o
Brasil. Todos já sofriam com as leis raciais na Itália, como mostrou
em seu livro “1938 – um raio de céu azul. As leis raciais na Itália” a
escritora Edda Bergman, que por sinal veio no navio com o meu pai. A
perseguição aos judeus foi implacável. Não é possível esquecer.

Hoje, aqui, eu, a comunidade judaica e políticos de bem como o
Prefeito Gilberto Kassab viemos para fazer valer a História, para mais
uma vez exaltar a necessidade de recordar, estamos aqui para que
nossos pequenos, nossos jovens e nossos adultos tenham dias
demarcatórios que os façam lembrar até onde a loucura de uns e a
indiferença de muitos podem levar a Humanidade.

Hoje viemos comemorar o caráter cosmopolita de nossa cidade São Paulo,
que se insere nos propósitos das Nações Unidas, determinando
oficialmente uma data, o 27 de Janeiro, como Dia em Memória às Vitimas
do Holocausto.

Nada mais pertinente do que escolher o dia 27 de janeiro como o Dia em
Memória às Vítimas do Holocausto. Foi nesse dia, há quase 65 anos, que
ocorreu a libertação de Auschwitz e foi, a partir da libertação dos
campos de concentração, que o mundo começou a ter noção da enormidade
da barbárie cometida.

É no aniversário desta libertação que nós devemos lembrar
especialmente das vítimas deste período de exceção e de loucura
humana, em que a razão deixou de existir. É a recordação da
bestialidade, através de suas imagens, testemunhos e eventos
comemorativos como este que sancionamos hoje, que será o veículo para
evitar que as pessoas esqueçam.

Quando o Supremo Comandante das Forças aliadas, General Eisenhower,
encontrou as vítimas dos campos de concentração, ficou absolutamente
estupefato pelas cenas inimagináveis de desumanidade e então
determinou como fundamental o registro da tragédia, para que a memória
se eternizasse.

Ele disse:

"Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem
testemunhos - porque, em algum momento ao longo da história, algum
idiota vai se erguer e dizer que isto nunca aconteceu".

A comunidade judaica, vítima primordial deste episódio da erosão da
humanidade, tem sido incansável em fazer lembrar ao mundo o desastre
do Holocausto. Quando teve que conciliar a enormidade da barbárie para
tentar explicar a inexplicável morte de 6 milhões de judeus no período
da nacional-socialista, o amargo sentido dessa verdade impulsionou
esta valente comunidade a buscar um caminho.

Foi então que o compromisso bíblico para com a lembrança ganhou ainda
mais significado. A lembrança do Holocausto, os relatos e depoimentos
dos sobreviventes, o registro de todas as vítimas, este é o caminho
para que honremos os sacrifícios acontecidos.

Hoje, reafirmamos que SIM, vamos fazer o possível e o impossível para
que TODOS lembrem e conscientizem o mundo. Só assim poderemos prevenir
uma próxima tragédia de proporções outrora inimagináveis.

Pelos milhões assassinados nos guetos e nos campos de concentração.
Pelos que vagaram pelos bosques e pelos que se esconderam em sótãos e
em porões.

Pelos que buscaram refúgio no seio de outra religião ou pelos que
esqueceram seu Deus. Pelos que perderam sua casa, sua dignidade e sua
esperança.

Pelos que foram enforcados publicamente para que todos vissem e
temessem. Pelos que foram sujeitos a experimentos nas mãos de bestas
selvagens chamadas de médicos ou cientistas.

Pelos que morreram de fome e de sede, sufocados até a morte em vagões
de carga ou nas câmaras de gás, mortos a tiros, enterrados vivos, ou
cremados.

Pelos que santificaram o nome de Deus e do povo de Israel,
recusando-se a se render, lutando até a morte. Pelos que permaneceram
vivos para reviver os horrores, dia a dia, momento a momento.

Hoje, viemos dizer NIZCOR! Nós nos lembraremos das vítimas de ontem
para que não existam mais infames genocídios no amanhã.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Natal, religiões, fumo, birita e amigo oculto



Dando na Web para relaxar...

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 01 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal... Sinta- se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de 'Festa de Final de Ano'. A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação. Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral. Teremos outros tipos de música para seu entretenimento. Felizes agora? Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... Você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa 'Exclusivo para AA', vocês não serão mais anônimos... Como faço então? Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que $20,00 é muito pouco para um presente. NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso? Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta. Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida. Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos. O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar. Nossas profundas desculpas. Esqueci de alguma coisa?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS FILHOS DA PUTA QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA.
Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO CARALHO
Vegetarianos! ?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de merda ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, foda-se! Então, como alternativa, seus putos, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais
distante possível da tal 'churrasqueira da morte' - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de merda, incluindo tomates hidropônicos da casa do caralho & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo no cu. Ah, espero que vocês todos tenham uma bosta de festa de final de ano! E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí. Escutaram?
A Vaca, diretamente da puta que os pariu.
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Dr. Vitor Pacheco - Diretor de Recursos Humanos INTERINO
COMUNICADO PARA TODOS OS funcionários
Data: 10 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress. Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro. Boas Festas,
Victor

A festa
gorou,
mas a
sugestão
de
presente
continua
no
futuro

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Parabéns, Oscar Niemeyer - 102 anos em 2009

Esta terça-feira, 15 de dezembro, aniversário de Oscar Niemeyer - completando 102 anos de vida -, marca também a estreia do site oficial do arquiteto, numa produção da Caos! Design. O endereço é show de bola em três dimensões e outros quitutes digitais.

Segue o link para os fiéis curiosos deste Correio da Lapa:

http://www.niemeyer.org.br/main.html

Aécio Neves. Marina Silva. Serra. Dilma Rousseff

O governador mineiro Aécio Neves disse no Rio de Janeiro que ainda não se definiu pela candidatura ao Senado nas eleições do ano que vem. Ele desmentiu informações publicadas no fim de semana de que teria comunicado ao comando do PSDB sua desistência de disputar a Presidência da República. “Li notícias nos jornais, mas não há nenhuma decisão tomada, até porque se, no mês de janeiro, o partido optar por me dar condições de construir a candidatura, obviamente serei candidato à Presidência”, afirmou, após participar de almoço com empresários fluminenses, na Firjan. Aécio lembrou que, caso o PSDB não se defina até o mês que vem, vai disputar o Senado por Minas Gerais. Ele cobrou do partido pressa na definição de um nome na corrida presidencial, para que novas alianças possam ser negociadas.
Já em Copenhague, dividindo o mesmo teto, três dos pré-candidatos ao Planalto em 2010 transformaram o impasse nas negociações do clima numa prévia da disputa eleitoral. Em coro, o governador José Serra (PSDB-SP) e a senadora Marina Silva (PV-AC) defenderam que o Brasil contribuísse com US$ 1 bilhão para um fundo de combate à mudança climática. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reagiu: “US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha”. Para a chefe da delegação brasileira na conferência, uma eventual contribuição do Brasil a um fundo global não ajudaria a promover acordo em Copenhague. “O que acho complicado é que a gente faça só gesto”, disse. “Não vamos cair em propostas fáceis e pura e simplesmente mercadológicas, estamos tratando de coisa séria.” Por pouco, Dilma Rousseff não passou parte da tarde lado a lado com Serra e Marina numa sala pequena e lotada da delegação brasileira. A ministra mandou o colega Carlos Minc (Meio Ambiente) substituí-la em evento promovido por empresários antes mesmo de ficar presa em reuniões com outros negociadores da conferência do clima. Marina Silva desconversou sobre uma competição entre os candidatos ao Planalto pela bandeira do desenvolvimento sustentável, apesar da semelhança do discurso em Copenhague: “Não é uma questão de competir, é questão de persistir”. Já Serra se recusou a responder qual pré-candidato seria mais comprometido em combater a mudança climática. Em conferência, Dilma Rousseff cometeu um ato falho. Antes de defender enfaticamente investimentos no meio ambiente, disse: “O meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”. Em suas falas na conferência do clima, Marina destacou a contribuição no combate ao desmatamento e na pressão para que o governo fixasse metas oficiais de corte de emissões. Serra também chamou a atenção para o corte de 20% nas emissões de gases de efeito estufa em São Paulo, anunciado recentemente e classificado pelo governador ontem como “o principal programa climático do hemisfério sul”.

Enquanto isso, o fantasma de Toulouse-Lautrec pinta e borda na Lapa da Vida.

Giuseppe Ungaretti, a morte não-anunciada


Giuseppe Ungaretti nasceu na terra do livro e morreu qual epopeia, borboleta do lirismo latino na diversidade europeia.

Quisera ser lembrado
depois da partida

Mas o gol da vitória do último suspiro
A história só foi uma leve despedida

A distância, o tempo e o ignoto o enterraram

Quando dei por mim
a sua notícia chegou velha

Entristeci com o atraso

Ainda assim reverenciei a sua morte
Toda morte é um instante singular
Plural é a saudade
Inútil, a saudade

Biscoito fino
Toulouse Lautrec
Orelha de Van Gogh

Te vejo logo mais na quina da eternidade

Por Alfredo Herkenhoff

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lula saúda o Flamengo Hexacampeão em 2009

O presidente Lula sem a sucessora Dilma Rousseff recebeu jogadores, integrantes da comissão técnica e diretores do Flamengo, hexacampeão em 2009. Lula ganhou duas camisas oficiais e levantou a taça, dizendo que será a nova contratação da equipe da Gávea.Lula não quis vestir a camisa rubro-negra porque é corintiano. O presidente recebeu o zagueiro Ronaldo Angelim, os meias Wellington e Lennon e o artilheiro, Adriano, o Imperador, eleito o craque do campeonato, Andrade, o técnico, o presidente Márcio Braga, e a presidenta eleita Patrícia Amorim. O vice José Alencar atribuiu a vitória do Flamengo à garra e às cores do clube: "Sabe por que o Flamengo é preto e vermelho? Preto é carvão, é energia, e vermelho é fogo, que é um símbolo da energia. O Flamengo é forte".

Estátua na cara de Berlusconi nocauteia oposição


Dizem que os estadistas merecem uma estátua. Berlusconi, dias depois do Non B-Day, recebeu uma estatueta de bronze no rosto. O agressor, um desajustado mental, chama-se Massimo, um parente distante de César Tartaglia. Seu golpe, premeditado ou não, atingiu mais a oposição do que os conservadores do Cavaliere de tantos escândalos. A direita fala em terrorismo, quando só se sabe que o clima de ódio atingiu o ápice no frontal do símbolo midiático de uma política de preconceitos raciais.

Diversamente de Bush, que se esquivou de uma sapatada, o líder italiano não tinha como evitar o cruzado com luva de bronze, no souvenir mais popular da catedral de Milão. O Duomo é encimado por uma outra estátua que, na réplica em miniatura, assemelha-se a uma agulha. Massimo Tartaglia, com duas fotos neste Correio da Lapa, é o pivô de um distúrbio social. A solidariedade à vitima ensanguentada não a exime de desprezo por sua governança que mistura performance midiática, suruba na mansão Vila Certosa na Sardenha e suspeitas de que a Máfia tem seus vínculos na elegância do Cavaliere. Acusações nebulosas recheadas de prostitutas de mil euros a noite.




Berlusconi, qual guerreiro árabe, saiu do carro minutos depois de ser atingido. E antes que em segundos os seguranças o botassem de volta na limusine a caminho do São Rafael, deixou claro que o Youtube é dele. Tartaglia foi apenas uma gota de ilusão envenenando o jardim da oposição. Milão nem sempre dita a moda. Às vezes, importa a violência, repete os mesmos chavões do desespero político.
Se não há palavras lúcidas num gesto de um maluco psicótico, sobram possibilidades de compreensão do seu terrorismo individual. Qual manifestante árabe arremassando sapato, o protesto violento do italiano de 42 anos de idade entra para a História como mais um sinal de que onde tem fumança tem fogo. O chefe do governo de Roma mostrou que não está blindado. O Homem de Ferro sangrou no choque com um metal mais macio. A tentativa de homicídio irrigou a ideia de que não adianta bater o tempo todo. Mas, como vítima, Berlusconi nocauteou a oposição e agora caminha rapidinho para a beatificação, qual mártir do Século XXI, o Século das Luzes da Corrupção.
Por Alfredo Herkenhoff

Flamengo: Hexa de Lan ante São Judas Tadeu


Meu filhote peludo TerereSan (o salsicha) na charge do tio Lan, também no desenho com seu filhote Bakunin, agradecem a São Judas o Hexacampenato do Flamengo.
Saudações rubro-negras
Marilene Dabus

domingo, 13 de dezembro de 2009

A rosa e a couve-flor, spam na web

Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Que petulância te chamarem de Flor!
Veja sua pele: é áspera e rude, enquanto a minha é lisa e sedosa.
Veja seu cheiro: é desagradável e repulsivo, enquanto o meu perfume
é sensual e envolvente...
Veja seu corpo: é grosseiro e feio, enquanto o meu é delicado e elegante.
Eu, sim, sou uma flor!


E a couve-flor respondeu:
-HELLOOOOOU, QUERIDAAAA!!! ACORDAAAAAAA!!!
De quê adianta ser tão linda, se ninguém te come ? Hã?