sexta-feira, 20 de março de 2009

Ulisses, poeta prolixo, deita falação sobre álcool


Ulisses mandou este email:

Às vezes um porre causa mais do que ressaca...

Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade

A invenção da primeira bebida alcoólica ainda é um mistério. Algum gaiato pré-histórico deve ter deixado algumas frutas em um recipiente, natural ou fabricado, e depois de alguns dias, após a sobra ter fermentado, ele, morto de fome, resolveu beber ou comer o pastiche. Percebeu então que, além de matar a fome, foi tomado por uma sensação maravilhosa de leveza e irresponsabilidade. A largada estava dada!

Um trago aqui, outro ali, e os rumos da história começaram a ser alterados.

No lançamento da Panda Books, o escritor Ulisses Tavares conta muitas histórias envolvendo o consumo excessivo de álcool, resultado de muita leitura e pesquisa, mas sempre com um olhar sarcástico e uma linguagem bem-humorada.

Conta que Oxalá estava bêbado quando criou os homens; que macacos gostavam também de tomar um porre, que passarinhos chegaram a beber a água que acreditávamos que eles nunca beberiam; que Alexandre, o Grande perdeu a guerra contra a garrafa; que não foi o exército turco quem venceu a Áustria em 1788 e sim a cachaça; que F. Scott Fitzgerald foi um grande escritor, grande frasista, grande bom-vivant, grande atormentado e grande bebedor; que o fundador do AA, Bill Wilson, parou de beber, mas continuou com os cigarros, as amantes e o LSD; que os guarda-costas de JFK confessaram ter passado a noite anterior ao dia 20 de novembro de 1963, na gandaia, até as 5 horas da manhã e descuidado da segurança do presidente, que mesmo ameaçado de morte pediu que retirassem a capota do carro que desfilaria pelas ruas de Dallas para que os “babacas do Texas” vissem a beleza de Jackie, sua mulher; que o escritor Jack London não gostava de beber, mas seu alter ego John Barleycorn bebia pelos dois; que o FDP Al Neuhart, além de seduzir amigos, enganar inimigos e criar o mais vendido e polêmico jornal dos Estados Unidos, o USA Today, foi um excêntrico bebedor de martínis; que a McLaren contratou um babá especial para controlar as bebedeiras do corredor finlandês Kimi Raikkonen; e que Edgar Allan Poe quando bebia citava livros e autores que nunca existiram, inventava citações em idiomas incompreensíveis e, mais grave, acreditava em suas próprias mentiras.

E ainda vai conhecer curiosos campeonatos e tradições, como na cidade de São Cristovão, no interior de Sergipe, onde havia um torneio para ver quem bebia mais. Foi provado que oito garrafas de cachaça era o máximo que o competidor conseguiria beber. Infelizmente, nos últimos quinze anos os vencedores não receberam o prêmio porque a maioria entrou em coma alcoólica e morreu.

Leia sem moderação

Sobre o autor:

Ulisses Tavares tem 106 livros publicados para crianças, jovens e adultos, em diversos gêneros e assuntos. É também jornalista, dramaturgo, compositor, roteirista de televisão, publicitário, professor de pós-graduação e historiador heterodoxo. De bêbado público a alcoólico anônimo, pesquisa aquilo que duas doses acima do normal podem fazer na história da humanidade.