sábado, 21 de janeiro de 2012

Eike Batista Verdades e mentiras sobre O X da Questão (4/12)



 A julgar pelo levantamento da Forbes, edição de 2007, estando Eike Batista ausente naquele ano da lista dos seres humanos com mais de 1 bilhão de dólares no bolso, ele deveria, no máximo, possuir na ocasião 999 milhões 999 mil e 999 dólares, entre bens e sonhos. Não importa. Eike Batista era um zero, uma inexistência na edição de 2007. Se não aparecia, não existia. Não era bilionário.  Ou então a revista Forbes estava errada ou não teve argúcia para ver que já havia um bilionário a mais dando sopa no mundo.
 Em seu livro autobiográfico, cheio de conselhos para quem sonha enriquecer, Eike Batista afirma que acumulou o primeiro bilhão de dólares ao longo de 20 anos, ou da virada da década de 1970 para 1980 até o início do Século XXI. Fez isso localizando ouro, não barras, mas minas inteiras, as maiores. E uma vez equacionados os problemas de logística e asseguradas as avaliações dos veios auríferos, Eike as revendia para grandes empresas mineradoras. Num passe da mágica: ele ganhava muito e estas empresas, também. 
Mas o fato é que só no início de 2008 (a Forbes sempre lança a lista dos mais ricos no fim do inverno de Nova York) Eike Batista apareceu pela primeira vez na lista dos afortunados do mundo e logo de cara com mágicos 6 bilhões e 600 milhões de dólares. Donde se conclui que, em 2007, um ano antes daquela crise financeira nos EUA, o filho de Eliezer Batista, que presidiu uma das maiores empresas de mineração do mundo, a então estatal Vale do Rio Doce, acumulou em média uma riqueza de meio bilhão de dólares a cada mês, ou no mínimo um total de 5 bilhões 599 milhões e 999 dólares no período em que se tornou “bi” pela primeira vez.
 Em 2009,  Eike Batista passou a ser o bilionário de número 61 do mundo, aparecendo com 7 bilhões 600 milhões no bolso ou na Forbes. Donde se conclui que acumulou fortuna com média mensal pequena, de apenas cerca de 80 milhões de dólares por mês ao longo do ano da crise.  Em 2010, a Forbes diz que Eike Batista tinha 27 bilhões de dólares, isso significando que acrescentou à fortuna, em um ano, mais 20 bilhões, ou, noutras palavras, ganhou 1 bilhão 500 milhões de dólares a cada mês. Em 2011, sempre como o oitavo mais rico do mundo, Eike Batista aparece na revista com fortuna de 30 bilhões de dólares, ou seja, no ano anterior enriqueceu apenas mais 3 bilhões de dólares, isto é, botou no seu cofre mágico, a cada mês, a bagatela de 250 milhões. (continua)

Eike Batista Verdades e mentiras sobre O X da Questão (5/12)



Quem for cético não se sentirá errado por constatar que nunca viu nada do empresário Eike Batista tão grandioso assim. Ah! Eike possui minas de carvão na Colômbia, minas no Chile, mas quem já foi lá ver o que há nesses grotões? Eike vai produzir com a IBM o software das futuras extrações de petróleo nas lonjuras abissais abaixo da camada de sal. Ah! Ele se associou a chineses e japoneses e vai produzir Ipad na Zona Franca de Manaus! Ah! Eike vai..   Ah, ele vai... Ah! Eike Batista está fazendo um mega porto em São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro, mas até hoje por ali não levou nem trouxe nenhum grão de nada. Sim há fotos na web mostrando um projeto em construção, um gigantesco píer de atracação. Ah, mas Eike trouxe para visitar o canteiro de obras o presidente da Hyundai, a indústria gigante da Coreia, indícios de planos para um polo de estaleiros no Norte fluminense. Os coreanos já deram uns milhõezinhos ao Eike como se quisessem marcar território: sim, vamos trabalhar com você. Vamos transferir a tecnologia da precisão na indústria naval mas queremos garantia de fatias do mercado. Ah! Eike  é o dono da litorina Curitiba-Paranaguá, aquele trem que percorre despenhadeiros da Serra do Mar no Paraná, mas esta ferrovia existe desde o Século XIX. Ah! Eike vai refazer a linha férrea para que o carioca ou o turista possa ir no trenzinho de Dom Pedro II até a Serra de Petrópolis no fundo da Baía de Guanabara. Ah! Eike vai despoluir a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas, vai tornar o Rio de Janeiro, além de belo, mais limpo. Ah! Eike é apaixonado pelo Rio! Somos todos. Sim, Eike comprou o belo Hotel Glória, colosso de 1922 diante da Baía de Guanabara! Que faça bom proveito! A reforma do prédio segue firme, mas, por favor, não destrua o Teatro Glória no térreo. Comprou por 25 anos o grande e belo edifício do Flamengo no Morro da Viúva. Ótimo negócio para Eike. Eike firmou contrato de venda de petróleo com a Shell, petróleo que o empresário descobriu na Bacia de Campos. Mas não extraiu ainda nenhum barril. Os primeiros estão emergindo agora neste verão de 2012...
 Temos sim – Eike Batista é nosso, como um ícone do empreendedorismo brasileiro – ricos mais palpáveis: uns começam vendendo cerveja, outros, televisão, outros, celulares, outros, ferro, aço, carro, entretenimento. Mas não vemos Eike Batista vendendo nada de concreto, parece que está só comprando lanchas, jatinhos, trenzinhos, hotéis. Há um lado lúdico no que se pode visualizar da fortuna de Eike Batista. Mas o empresário vende sim, inventa projetos, vende projetos e seduz adeptos, ou sócios, vende sociedade, vende ações, numa verdadeira estratégia de bola de neve. Compra uma concessão e multiplica seu valor. Diz-se que num único dia ele ganhou mais de 10 bilhões de dólares. Terá arrumado dez parceiros, ou dez corporações, cada uma lhe dando um bilhão por acreditar na viabilidade de uma concessão? Sim, por mais arrojado que seja um investidor, só bota um bilhão no Grupo EBX, a nave-mãe das empresas de Eike Batista, se tiver garantia de que, em algum momento futuro, na hora de assinar o cheque, o produto poderá de fato ser extraído da terra, seja o oil and gas do Pré-sal, seja o ouro selvagem da Amazônia, o carvão guerrilheiro da Colômbia ou o potássio peronista nos Pampas ou o níquel ou o cobre não na Patagônia chilena, mas do deserto de Atacama. (continua)

Eike Batista Verdades e mentiras sobre O X da Questão (6/12)



         Eike Batista tem um barco, o Pink Fleet, que pode ser visto na Marina da Glória, outra concessão sua, diante do Hotel Glória, mas é insignificante perto dos mais belos iates do mundo. Puxa! Dê uma olhada no iate do russo Abramovich! Puxa, veja o jatão de Abramovich! Temos certeza de que estamos errados com essa desconfiança sobre a fortuna de Eike Batista, que vive cercado de globais, príncipes árabes, pilotos aéreos, pilotos náuticos, esportistas, mas isso é pouco. Talvez ele não seja tão rico assim. O que ele já fez até hoje parece ainda pouco mesmo para quem invadiu a revista Forbes pela primeira vez só  no ano de 2008.
Eike Batista nunca terminou a universidade. Chegou a estudar metalurgia na Alemanha, mas caiu fora antes da metade do curso para mergulhar fundo atrás de minas de ouro no início. Ele escreveu com Roberto D’Ávila que vendia seguro de porta em porta na Alemanha. Que tipo de seguro? De vida ou plano de saúde? Apólices de 100 mil dólares. Cada venda lhe rendia 400 dólares de comissão. Nessa mesma ocasião, Eike também vendeu diamantes para joalheiros europeus, mas ele diz que agia apenas como um dealer, sim, de novo comissões.
 Eike largou os estudos na Alemanha para se embrenhar na Floresta Amazônica. Ele disse que em um ano ou dois comprou mais de 60 milhões de dólares em ouro. Levou até um tiro nas costas de um garimpeiro que lhe devia e não gostou de ser cobrado nem de um xingamento de Eike Batista. Mas como pode um estudante vendendo carnê da Amil na Alemanha fazer girar 60 milhões de dólares em um ano e meio, tudo isso aos 23 anos de idade, na virada da década de 1970 para 1980? Essa brincadeira perigosa lhe rendeu 6 milhões de lucro. Quem financiou o filho de Eliezer Batista? Capitais da Inglaterra e da Holanda? Esses dois países são exímios exploradores do subsolo alheio. Não há diamante no chão dos Países Baixos. Mas os diamantes estão nos palácios nos dois lados do Canal da Mancha, estão nas cabeças coroadas. Engenheiros desses dois países dispõem de recursos tecnológicos, possuem satélites para ver a riqueza de longe.
Em seu livro, Eike diz que dois joalheiros amigos no Rio de Janeiro, Aaron e Mendel, lhe emprestaram 500 mil dólares para o primeiro mergulho na terra de ninguém chamada garimpo quando ele voltou da Alemanha para ficar rico. Na primeira incursão, Eike conta que foi roubado e que os dois amigos voltaram a lhe emprestar meio milhão de dólares. Também nos primórdios Eike conta que recebeu ajuda do empresário Olavo Monteiro de Carvalho. (continua)

Eike Batista Verdades e mentiras sobre O X da Questão (7/12)



 Aos que duvidam de sua fortuna, por ser constituída de concessões e contratos esperançosos em torno destas, ou sócios interessados na futura exploração de petróleo, ou carvão, ou bauxita, manganês, portos e navios, Eike Batista, sempre exibindo a fama, diz: “As pessoas nunca tiveram a paciência de ver os projetos que a gente faz amadurecer. Todo mundo sempre falava que a gente tinha uma empresa de papel”.
O petróleo não começou a jorrar, mas Eike Batista, associado com a Shell, começou a perfurar quase 80 poços em Campos. Como em cada três perfurações surge um poço comercial, pode-se estimar que o empresário terá dezenas de poços altamente  comerciais dentro de dois a quatro anos. E está fácil atrair a Noruega porque o Mar do Norte secou. Lá em cada dez perfurações, só um poço é levemente comercial.
Acionistas individuais, empresas brasileiras e estrangeiras e o governo brasileiro estão capitalizando o EBX com base na convicção ou esperança de que as empresas que compõem esse grupo vão deslanchar nos próximos anos. Eike Batista planeja baixar o custo da infraestrutura do Brasil, notadamente o gargalo da logística, o transporte aos navios dos produtos primários de todo tipo, os agrícolas como soja e os minerais como... Eike descobriu imensas jazidas de ferro e já vendeu 20% desta concessão para os chineses...
Sim, vão acabar aquelas exportações encarecidas pelos atrasos da burocracia e dos engarrafamentos, aquelas tristes paralisações de caminhões enfileirados tumultuando as estradas que levam aos portos de Santos e Paranaguá.
 Um mega projeto ao Norte do Rio de Janeiro, fazendo uma cidade nascer na sombra da velha São João da Barra, é o mega porto de Açu, a ser inaugurado daqui a uns três anos, provavelmente, quando Eike Batista estiver comemorando a sua conquista no lugar mais alto das maiores fortunas do planeta. (continua)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Wilman Villar aceitou em Santiago a fome que veio de Havana

CUBA URGENTE
Tirem-me tudo, menos a liberdade
Viva Willman Villar e Viva São Sebastião!

Wilman Villar morreu ontem com apenas 31 anos de idade. Morreu porque queria algo bem complexo, liberdade. Mas Wilman a queria em Cuba, um país que ignora uma máxima universal que diz: “Tirem-me tudo, menos a liberdade”. Wilman morreu 50 dias depois de iniciar greve de fome. Wilman havia sido condenado a quatro anos de prisão, acusado de desordem pública e desacato a autoridade. Wilman foi preso quando liderava um protesto político.

Triste Cuba, o último presépio socialista, um Natal sem ceia, que Wilman já jejuava à hora da Missa do Galo, um presépio em que, em vez de José e Maria com o filho ungido na manjedoura, tem Fidel Castro e Raul como ditadores siameses diante de mais um inocente, um Jesusritinho na pele de Wilman, o inocente que não teve dúvidas: melhor morrer diante desses dois que não sabem o que fazem. Morreu em 19 de janeiro de 2012, véspera do Dia de São Sebastião, outro que morreu por não aceitar a falta de liberdade, por não aceitar a ausência do direito de professar uma fé diferente da professada pelos dirigentes do seu tempo, morreu no ocaso do Capitólio romano. Wilman e São Sebastião morreram por motivos semelhantes. Wilman aceitou em Santiago de Cuba a fome que veio de Havana. Sebastião aceitou em Milão as flechas que vieram de Roma. A ambos, o meu respeito. Para ambos, a minha admiração. (Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, 20 de janeiro de 2012)

(Na foto, parentes pegando o corpo de Wilman Villar)

Boninho e Bial se ferraram. Veja o novo cenário no caso Daniel e Monique

Bial e Boninho se ferraram: o Ibope estava baixo. Eis o novo cenário:
 Se Daniel é estuprador, a Monique, ou a sua mãe, não importa, há grana, há uma ação civil pública, criminal pública, mas nesse caso a vítima, a estuprada, vai merecer uma vultosa indenização, e a Justiça, ao arbitrá-la, vai considerar o marketing decorrente desse tipo de televisão. O BBB tinha ferramentas para salvá-la a tempo. A casa não é um castelo, é um celofane cheio de seguranças a segundos de qualquer ambiente. 
Se Daniel não é estuprador, este jovem, com uma boa banca de advogados, vai arrancar uma fortuna da Globo, não tem nada a ver com um milhão e meio de reais, sim, estamos prestes a ver a maior indenização da história do Judiciário no Brasil. É uma piada aqueles 100 milhoes de dólares que o Palácio do Planalto deu no fim do século passado a uma Rádio Tupi de Recife (na verdade deu ao conglomerado sempre combalido do legado louco de Chatô-Rei-do Brasil). Daniel vai descobrir que a Justiça é capaz de morder mais do que um meio de comunicação. 
O advogado de Daniel está se precipitando. Quer uma coletiva agora e tirá-lo do Brasil. A hora é de silêncio obsequioso. Daniel já foi suficientemente aniquiliado, eliminado, desmoralizado, assassinado em sua honra etc e tal. 
Jesus! Madonna mia! Não adianta a Globo ter excelentes advogados. Quanto mais achar que passará relativamnte impune, mais a Justiça vai arbitrar mais alto. O real, a moeda está forte, o Brasil está falando americano, isto é, falando dólar.... Temos uma causa hollywoodiana. Estamos diante de um caso exemplar, uma Escola Base em escala planetária. 
Se Daniel, em vez de gestos pélvicos, tivesse feito uma agressão explícita, tivesse dado um tapa para "acordar a sua vítima", tivesse dado uma porrada mesmo, não daria a segunda. Em dez segundos, seguranças atrás da parede fina daquela cristaleira sexual teriam invadido o quarto.
Mas ninguém salvou Monique de um estupro no breu completo do BBB, nem ela mesma reagiu ao esquema cruel que aparentemente a protege com gravação em infra-vermelho. Jovens frágeis. Fragole fresche...
(Por Alfredo Herkenhoff, postado originalmente no Facebook em 19 de janeiro de 2012)

Problemas visuais no Gmail, na internet e no livro sobre Wilson Figueiredo

O novo visual do Gmail ficou pior do meu ponto de vista bem pessoal. As linhas meramente gráficas e as linhas das caixas ficaram mais finas e mais claras, cinzas, um grisê tendendo ao branco, quase uma invisibilidade. Pois detesto letras cinzas e azuis ou azuladas, prefiro o preto nanquim. Ah se o Gmail permitisse ou me ensinasse a mudar a espessura da linha e a cor... O contraste entre o preto dos caracteres com as linhas finas e antinanquim das caixas prejudica o foco da minha visão e compreensão. Aliás, duas pragas na internet: a datação e os textos cinzas, amarrronzados e azulados... Viva o pergaminho! Viva o nanquim! Datação? Sim. Um texto devia sempre ter sua data claramente expressa dentro dele ou numa das extremidades, início ou fim. Hoje você vai pesquisar ou ver algo passado e perde tempo para descobrir o tempo da confecção. Os sites e portais não ajudam. Estes têm a data sempre atualizada, mesmo guardando o enorme legado desses primeiros anos digitais. E para além do Gmail, o Brasil vai mal de design no campo editorial. Livros terrivelmente desenhados, como o que a FSB produziu para homenagear o nosso querido Wilson Figueiredo. Aquilo é um acinte ao bom senso. (Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2012)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB Urgente: Daniel e Monique, ou ele está morto ou vai ficar milionário

  Estupro? Como? Não há provas!

Daniel na cova do BBB bebeu e roçou. O que fez  no fim da festa da noite de sábado foi visto por assinantes e pelos guardiães que, por trás dos vidros, além de dispor de câmeras, vigiam a casa 24 horas por dia. São psicólogos a seguranças da Globo, havendo portas para que tenham acesso em segundos a qualquer ambiente do presídio erótico, paraíso das vaidades e ambições. 

 Na manhã de domingo, chovia indignação contra o que teria sido um estupro, uma avalanche nas ferramentas Twitter, FB, Youtube etc. A Globo passou ao largo dessa gritaria inicial e editou a cena com Pedro Bial concluindo depois do programa Fantástico: "O amor é lindo". 

 Mas a indignação cresceu. Na segunda-feira, patrocinadores, que estavam assustados com a baixa audiência do BBB, passaram a se preocupar com a bola de neve contra o programa na internet.  A Justiça entrou em ação suspeitando de estupro.

 E o programa que incensa, entre outros produtos, o álcool e o automóvel, esses dois itens que produzem no Brasil quase 100 mil mortes por ano, deu uma guinada, não se sabendo se por pressões do marketing, do MP, da polícia ou das ferramentas sociais da web.

 Instala-se uma ação pública: é o Estado investigando Daniel sob suspeita de que se trata de um estuprador.
 Ele nega que tenha estuprado. A escuridão era total. O filme em infra-vermelho não permite que o telespectador tenha noção do que seja o breu absolutamente completo. Há mulheres que ficam caladinhas na hora H. Mas os que ficam atrás dos vidros da casa dispõem, além das câmeras, pontos de audição capazes de detectar até os mais ínfimos suspiros não captados nem pelo Pay per view. Se não  intervieram com alarme sonoro (que obviamente não teria sido transmitido pela TV ao vivo), ou se não abriram a porta e simplesmente mandaram o rapaz parar, é porque não julgaram que se tratasse de estupro. E Pedro Bial, horas depois, iria coroar o vídeo verde com a famosa frase: "O amor é lindo".

 A expulsão de Daniel na noite de segunda-feira significa que  a Globo, com todos os recursos que tem in loco, acatou a tese da aparência que levou milhares de internautas a se manifestar condenando o jovem modelo negro a julgar por um video de Youtube.

 A menina Monique afirmou que houve mão naquilo e aquilo na mão, mas não um intercurso consumado. Ele disse que houve consentimento. Posteriormente, ela diria que se Daniel encaixou enquanto ela dormia, seria sinal de que se trata de um mau-caráter.  Ela não usou a palavra estupro. A jovem Monique não acordou e foi tomar correndo uma chuveirada como fazem todas as mulheres estupradas. Numa de suas declarações, ela disse literalmente que estava morrendo de tesão quando foi para  o escurinho do edredon.
 O rapaz foi expulso com a pecha de estuprador. Sua carreira está diante de uma encruzilhada.  Ou ele está morto moralmente ou ressurge com a ajuda de um bom advogado para arrancar alguns bons milhões da Globo.

 O delegado pegou calcinha, cueca, lençol  e edredon para ver se há esperma. Mesmo que haja não provará nada. Todos os rapazes se masturbam sob o edredon.  Há um rosário de depoimentos sobre esta verdade. Edredon é o único ponto cego ao alcance das virilhas.

 Monique não se deixou investigar nas suas vergonhas. Ela já tomou vários banhos de piscina. Está limpinha. O caso só não é arquivado a curto prazo porque se trata de ação pública e envolve vaidades e causas, delegados, procuradores, advogados, peritos, apresentadores de TV, ongs feministas etc. Mas o caso será inexoravelmente fadado ao arquivamento por falta de provas.

 Além do que será o fato mais grave, seja estupro ou linchamento moral de Daniel, o caso envolve uma tremenda vacilação da Globo, que foi uma ao longo do domingo e completamente outra na noite de segunda-feira. A Globo linchou Daniel e agora pode ter de arcar com o custo da impossibilidade de se produzir prova concreta válida para a Justiça.

 Esse filme verde só serve para internautas e gente que odeia a emissora do Jardim Botânico ou odeia este programa do Projac.  O rapaz  provavelmente está sendo mantido num hotel. Daniel tem de cumprir contrato. Não pode falar em outras emissoras. Pode até voltar ao programa, que era o de menor audiência da série e deu um salto gigantesco no Ibope.  Sim, há uma chance de Daniel e a Globo voltarem a se entender.

 Mas volte ou não o rapaz, o programa vai continuar o que sempre foi: BIG BONEY BILAU & CHANA$

  Por Alfredo Herkenhoff, depois de assistir a um debate com ex-BBBs 
no programa da Dani na Rede TV na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro de 2011
   

     

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Feliz 2012! Bom Carnaval! Feliz Páscoa! Tecnologia Wireless

Há cinco anos, morreu um amigo e nao tive coragem de retirar seu nome da lista de endereços do meu Gmail. Meses atrás, morreu uma colega e também não retirei seu nome. O que significará tudo isso? Será uma forma de manter lembranças mais próximas? Desaprendi a chorar. Manter os nomes dos mortos me dá a sensação de que continuam por aí. Lá na frente, todos seremos não apenas saudades, mas conjunto arqueológico, sítios digitais para escavações impensaveis nos dias de hoje.
(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Crítica da ombudsman da Folha - Amaury Ribeiro fala do livro Privataria Tucana




Crítica interna

(de 15/12/2011 - Vazamento do texto da ombudsman Zuzana Singer, da Folha de São Paulo ocorreu na internet hoje, 16, sexta-feira...)


ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Amaury lançou o livro

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ama me ama como minha mãe que me fez fazendo amor



Aos nossos pais

Alfredo Herkenhoff

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 de dezembro de 2011 Dia do Samba



Conexão Jornalismo - Homenagem ao Dia Nacional do Samba

Texto e narração de Fabio Lau à frente do programa Conexão, que o jornalista produz no Rio de Janeiro, desde o primeiro semestre deste ano. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira ao meio-dia pela Rádio Metropolitana AM 1090.