quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A diva catalã e a diva carioca juntas cantando o mio babbino caro
Tradução da Velha ópera
Tradução moderna no Rio de Janeiro:
O mio babbino caro,
mi piace, è bello, bello.
Vo'andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
Babbo, pietà, pietà!
Oh, paizinho querido
Eu amo ele, ele é um gato
Quero ir no Shopping comprar um anel
Eu vou na H Stern
comprar o anel
Sim, eu quero ir lá
E se meu amor não valesse nada
Eu preferia ir ao vão central da Ponte Rio Niterói
pra me jogar no mar da Baía de Guanabara
Estou angustiada, atormentada
Meu Deus, eu preferia morrer
Papai, tenha piedade, piedade
Papai, piedade, piedade!
Papai me empresta o carro
Bidu Sayão tendo ao fundo Monserrat Caballé...
Tradução moderna no Rio de Janeiro:
O mio babbino caro,
mi piace, è bello, bello.
Vo'andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
Babbo, pietà, pietà!
Oh, paizinho querido
Eu amo ele, ele é um gato
Quero ir no Shopping comprar um anel
Eu vou na H Stern
comprar o anel
Sim, eu quero ir lá
E se meu amor não valesse nada
Eu preferia ir ao vão central da Ponte Rio Niterói
pra me jogar no mar da Baía de Guanabara
Estou angustiada, atormentada
Meu Deus, eu preferia morrer
Papai, tenha piedade, piedade
Papai, piedade, piedade!
Papai me empresta o carro
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Trânsito da Lagoa em Ipanema ao Humaitá num take único
Documentário do trânsito carioca com um rock anglo-saxônico, uma balada afro latina e um chorinho mágico! Três pérolas na manhã de 2 de dezembro de 2013, com tempo nublado e a árvore do Bradesco vista de relance mais parecendo uma cabana de índio no meio da Lagoa Rodrigo de Freitas.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
Zeca Pagodinho e Sérgio Sampaio: Policia, Bandido, Cachorro e Dentista.
Zeca Pagodinho vai participar de um disco tributo só com sambas do saudoso Sérgio Sampaio. Em principio, Pagodinho vai interpretar esta música:
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Supremo Momento
http://www.youtube.com/v/gzcjZM27l_g?version=3&autohide=1&autohide=1&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=SM9Mss4ZMLMXZysQcAhyMw&feature=share
Supremo manda prender, e Joaquim e Gilmar não entenderam que estava mandando
Não fui provavelmente o primeiro a noticiar na internet a prisão dos mensaleiros, o fim de fato de Processo do Mensalão AP 470, mas eu poderia ter sido o primeiro a dizer o óbvio que nem Joaquim Barbosa estava compreendendo: ele estava ganhando a unanimidade desde o primeiro voto do juiz Luiz Roberto Barroso pela imediata expedição de ordem de cumprimento de pena, o fato consumado, o jargão deles de "transitado em julgado", do Roma Locuta Causa Finita, e ele, o JB, fez uma lambança emocional pouco depois das oito da noite, na mesma linha que ele faz, que ele vem fazendo, mas todos lá fazem, ele JB achava que estava perdendo quando ele era unanimidade, velharada é foda, JB estava fazendo história achando que a história estava sendo adiada, que o Supremo estava abdicando do direito de definir, de finalizar, de mandar prender, ele JB fazendo lambança na mesma linha do Gilmar Mendes por FH Nomeado esperneando contra detalhes técnicos sem compreender a unanimidade do sim, dos 11 dizendo: vamos sim prender os réus condenados. Esperei o fim da sessão, com certa dó dele, do JB, ele ganhando a unanimidade sem compreender que estava ganhando, ele achando que estava sendo vencido no essencial, que é ordem de prisão para todas as condenações não alcançadas pelos últimos recursos protelatórios. Esperei até 9h da noite, quando anunciei aqui nesta ferramenta antes da sessão do colegiado em Brasília acabar: URGENTE: O SUPREMO MANDOU TODO MUNDO COMEÇAR A CUMPRIR AS PENAS.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
URGENTE: O SUPREMO ORDENA PRISÃO DOS CONDENADOS DO MENSALÃO
QUINTA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO DE 2013: 9H DA NOITE:
- URGENTE: O SUPREMO ACABA DE DECIDIR, POR UNANIMIDADE, A EXPEDIÇÃO DE ORDEM DE PRISÃO DE TODOS OS CONDENADOS A PENAS DE RECLUSÃO DE LIBERDADE, COM EXCEÇÃO DO DEPUTADO JOÃO PAULO CUNHA.Sessão foi confusa, tudo se esclarecendo no fim: Barbosa foi voto vencido apenas no detalhe dos embargos infringentes cujos pedidos de admissibilidade ainda não foram apreciados pelo colegiado do Supremo. Apenas as condenações sobre as quais há infringentes protocolados uma sentença ainda não é caso considerado encerrado, ou seja, no jargão deles, ainda não é transitado em julgado.Barbosa no fim estava meio perdido, falando em chicana, agressivo, sem compreender que havia unanimidade principal no seu voto de mandar prender os reus condenados nos crimes sobre os quais não cabem mais recursos.´A maioria vai pra prisão nas próximas horas. Sexta-feira é feriado nacional e não se prende. OU vai preso amanhã ou só na segunda-feira...
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Tomás no Camarote
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Heitor Pereira, poeta, artista, filho do Geraldo Pereira Nota 10
http://www.youtube.com/v/GWPufUvNuBY?version=3&autohide=1&autoplay=1&attribution_tag=iOnLBEYvK0kDceajt_s1-w&autohide=1&showinfo=1&feature=share
sábado, 2 de novembro de 2013
Expulso do Inferno
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Missa de 7º dia do jornalista Maurício Azêdo, presidente da Associação B...
http://www.youtube.com/v/u-6EbJB3N1Q?autohide=1&version=3&feature=share&attribution_tag=OokNdJo3__ApXBL63lQnLw&autohide=1&showinfo=1&autoplay=1
Entre muitos outros, quase duas centenas, velinhos, muitos velhinhos, estavam lá o velho vascaíno carioca Sérgio Cabral, o velho ministro amazonense Bernardo Cabral irmão de um brasileiro assassinado, a velha filha única do velho patrono divorceiro Nelson Carneiro, a velha bela cachaceira que diz besteira ao se dizer patrona do Aterro do Meu Mengão e, sem eira nem beira, entre muitos outros, estavam lá que nem eu o flamenguista Ancelmo Gois e a querida que não sei pra quem torce , mas que desde a adolescência é a sempre elegante e a linda perua jornalista Yacy Nunes dos melhores perfumes, sim, estavam lá todos eles, todos nós estávamos lá, e nunca deixaremos de estar lá, ou aqui, este lugar onde mora o respeito, onde, a admiração, onde, o trabalho, onde a saudade...
Entre muitos outros, quase duas centenas, velinhos, muitos velhinhos, estavam lá o velho vascaíno carioca Sérgio Cabral, o velho ministro amazonense Bernardo Cabral irmão de um brasileiro assassinado, a velha filha única do velho patrono divorceiro Nelson Carneiro, a velha bela cachaceira que diz besteira ao se dizer patrona do Aterro do Meu Mengão e, sem eira nem beira, entre muitos outros, estavam lá que nem eu o flamenguista Ancelmo Gois e a querida que não sei pra quem torce , mas que desde a adolescência é a sempre elegante e a linda perua jornalista Yacy Nunes dos melhores perfumes, sim, estavam lá todos eles, todos nós estávamos lá, e nunca deixaremos de estar lá, ou aqui, este lugar onde mora o respeito, onde, a admiração, onde, o trabalho, onde a saudade...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
A surfista modelo Bianca Alves e a música Coca-Cola chegou
http://www.youtube.com/v/DJoh-P1PGGs?version=3&autohide=1&showinfo=1&autohide=1&autoplay=1&feature=share&attribution_tag=L1y7LCZF2_lttYtugTyokw
sábado, 26 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Dondinho, Celeste e Pelé
Rei Pelé, Pai Dondinho
Daqui a dois mil anos, tempos imemoriais
Esquecerão de todos nós, mas de Pelé, jamais
É uma história que nunca fica antiga:
O Rei e a bola, uma relação sempre amiga
Andy Warhol vaticinou que no futuro
A fama de Pelé só irá aumentar
Pepe Gordo declarou com perícia,
Que "Pelé nasceu para ser notícia"
Edson Arantes do Nascimento
Predestinado a se tornar monumento
Pai Dondinho ensinou muito do que o filho fez
Cabecear de olho aberto e ver o gol mais certo
Pai Dondinho cinco vezes marcou
De cabeça numa só partida
Pelé repetiu a façanha da pessoa mais querida
O menino aos 10 anos viu chorar o pai
Na triste vitória do Uruguai
E pra consolar Dondinho o filho prometeu
Agüenta firme, meu velho: aquele caneco ainda vai ser seu
A carreira de Dondinho
O joelho interrompeu
E Pelé surgiu garoto,
atleta no apogeu
Exemplo de aplicação
talento e treinamento
Exemplo de campeão
por dedicação e juramento
Chutava com as duas pernas, infernizava a zaga
Corria como um cavalo, driblava, driblava
Ninguém sabe exatamente quantos gols Pelé fez
Se 1281, 1282 ou 1283
Mas o Rei Pelé não seria ninguém
se a mãe, Dona Celeste,
não fosse maravilhosa também
Ela sempre rezou para que, no gramado,
o filho jamais tivesse o joelho estropiado
É uma alegria saber que, no futebol,
Pelé era poesia
Na vida, entre o bem e o mal,
Edson, um cidadão normal
Com a bola em jogo, Pelé foi profecia
Jogou tudo o que pôde, tudo o que a gente queria!
(Texto e voz by Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Nova edição do livro do Jornal do Brasil
De Alfredo Herkenhoff
Recebi hoje mais mil
exemplares do livro Jornal do Brasil – Pautas e Fontes - Memórias de um
Secretário, um reprint da edição de 2 mil lançada no segundo semestre de 2010,
exatamente no dia em que o JB foi às bancas pela última vez.
O exemplar na Livraria da Travessa custa 70 reais. Sim. Caro. Mas a casa
me solicitou livros três vezes e três vezes esgotou. Vou avisar que chegou. Mas
antes disso aviso a colegas de internet que na venda direta a compra sai bem em conta
porque estou a fim de torrar. Um exemplar vendo a 35 reais, um ótimo presente este livro com 430 páginas de papel extra bright,
muitas histórias e belas fotos, homenagens especiais a profissionais como
o fotógrafo Evandro Teixeira e os repórteres Oldemário Touguinhó, José
Gonçalves Fontes e Araújo Neto, entre outros cobras...


A seguir, links remetendo ao JB e ao livro, que também é uma ferramenta para quem quer conhecer um pouco dos bastidores da imprensa e o relacionamento entre mídia e sociedade.
Mas antes segue um texto
de Nilo Dante sobre o livro, que é um instant book. E tendo sido este
colega o primeiro leitor, ainda nos originais, suas observações acabaram
entrando no próprio livro não como um prefácio, mas como mais uma das dezenas
de contribuições. Na verdade o livro é um arremedo do próprio jornal, com as
visões de todos nós formando uma edição para sorrir e chorar. E claro, o livro
tem muito de manual para jovens interessados nos lances de comunicação de
massa...
Impressões de Viagem
Impressões de Viagem
(Não morra antes)
Nilo Dante*
Pautas & Fontes reflete a jornada de Alfredo Herkenhoff através do fascinante universo que foi, um dia, a redação do Jornal do Brasil.
O relato é caudaloso e emocionado. Não se isenta da nostalgia. Mas passa ao largo da amargura, embora o autor tenha sido testemunha e vítima do naufrágio a que foi conduzido o antigo colosso da imprensa brasileira.
Herkenhoff não se aprofunda nas águas da debacle empresarial. Nem se detém na insensatez das causas ou no estelionato dos efeitos, ambos por demais conhecidos. Seu facho de luz prefere a galáxia infinita de um grande jornal (ainda que em declínio) e seus habitantes siderais.
Manejando habilmente o estilo anotações-de-repórter, o autor produz uma viagem voluptuosa. Não se obriga à cronologia. Embriaga-se na emoção. Ao fim da travessia, ancora seu turbilhão pessoal em profunda (e merecida) reverência aos dois colegas de profissão que mais o impressionaram: José Gonçalves Fontes e Oldemário Touguinhó.
Esse par de ases da reportagem surgiu anos dourados da mídia brasileira, que começou no big bang dos anos 50 e acabou nos anos 1980, durante o vendaval falimentar que atingiu o Jornal do Brasil. Na década de 1990, no rastro da estabilidade econômica trazida pelo fim da inflação, ampliou-se o poder aquisitivo da classe média e os jornais brasileiros alcançaram as maiores circulações da história. Por uma dessas contradições difíceis de explicar, aquilo funcionou como uma senha perversa para o mergulho das grandes circulações no despenhadeiro da rejeição, por motivos que se verá em instantes.
Fontes e Touguinhó descendem, em linha direta, dos grandes repórteres que
marcaram os anos 40, 50 e 60. Vejo-os como dignos sucessores de Joel Silveira,
Samuel Wainer, Rubem Braga, Caio Júlio César Vieira, Carlos Lacerda, Edmar
Morel, David Násser (a estrela máxima da constelação), Ubiratan de Lemos,
Luciano Carneiro, José Leal, Geraldo Romualdo da Silva e outros expoentes do
ofício em que a memória não me socorre.
Você – como o próprio Herkenhoff se refere ao leitor – haverá de identificar várias faces de um caleidoscópio cintilante, a partir do antes mencionado estilo anotações-de-repórter.
A face mais comovente se encontra menos nas páginas que na alma do livro. No escancarado amor de Herkenhoff pela profissão. Na alegria vital com que sempre a exerceu - desde repórter novato, na extinta Última Hora, até secretário de Redação e cronista brilhante no Jornal do Brasil. Em numerosas ocasiões, pude testemunhar sua combatividade na atualização do jornal do dia seguinte que ele finalizava admiravelmente na Secretaria da Noite.
Lembro bem do cenário porque tive o privilégio de conviver com Herkenhoff nas edições do JB que produzimos entre 2002 e 2003. Um curto tempo de promissão em que, com perdão da imodéstia, a circulação da “folha da Condessa” disparou 30% em um mês, dando-me — e ao Ricardo Boechat, que estava no comando da arrancada, ao Nelson Hoineff, ao Vicente Senna e ao Jacques Nogueira, artífices também daquela decolagem — a ilusão de que o jornal iria se livrar da tenda de oxigênio e arremeter, enfim, rumo ao horizonte azul
Para ler na íntegra o Impressões de viagem, clique neste link:
http://vrawerianow-2.blogspot.com.br/2010/12/impress%C3%B5es-de-viagem-por-nilo-dante.html
Você – como o próprio Herkenhoff se refere ao leitor – haverá de identificar várias faces de um caleidoscópio cintilante, a partir do antes mencionado estilo anotações-de-repórter.
A face mais comovente se encontra menos nas páginas que na alma do livro. No escancarado amor de Herkenhoff pela profissão. Na alegria vital com que sempre a exerceu - desde repórter novato, na extinta Última Hora, até secretário de Redação e cronista brilhante no Jornal do Brasil. Em numerosas ocasiões, pude testemunhar sua combatividade na atualização do jornal do dia seguinte que ele finalizava admiravelmente na Secretaria da Noite.
Lembro bem do cenário porque tive o privilégio de conviver com Herkenhoff nas edições do JB que produzimos entre 2002 e 2003. Um curto tempo de promissão em que, com perdão da imodéstia, a circulação da “folha da Condessa” disparou 30% em um mês, dando-me — e ao Ricardo Boechat, que estava no comando da arrancada, ao Nelson Hoineff, ao Vicente Senna e ao Jacques Nogueira, artífices também daquela decolagem — a ilusão de que o jornal iria se livrar da tenda de oxigênio e arremeter, enfim, rumo ao horizonte azul
Para ler na íntegra o Impressões de viagem, clique neste link:
http://vrawerianow-2.blogspot.com.br/2010/12/impress%C3%B5es-de-viagem-por-nilo-dante.html
Video em cima de uma fala do Boechat sobre o JB produzido por Ed Sartori
http://www.youtube.com/watch?v=YCvDJS70sXU
Vídeo da festa de lançamento do livro do JB na Lapa produzido por João Saboia
http://www.youtube.com/watch?v=4_fnBXuv0_c
http://www.youtube.com/watch?v=YCvDJS70sXU
Vídeo da festa de lançamento do livro do JB na Lapa produzido por João Saboia
http://www.youtube.com/watch?v=4_fnBXuv0_c
domingo, 15 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vejo amanhecer de Noel Rosa gravado como rock na sexta-feira 13 do Rock ...
Vejo amanhecer
Vejo anoitecer
E não me sais
Do pensamento, ó mulher!
Vou para o trabalho
Passo em tua porta
Me metes o malho
Mas que bem me importa
Vejo anoitecer
E não me sais
Do pensamento, ó mulher!
Vou para o trabalho
Passo em tua porta
Me metes o malho
Mas que bem me importa
Amanhece e anoitece
Sem parar o meu tormento
Por saber que quem me esquece
Não me sai do pensamento
Já não durmo, já não sonho
De pensar fugiu-me a paz
No passado tão risonho
Que não volta nunca mais
Sem parar o meu tormento
Por saber que quem me esquece
Não me sai do pensamento
Já não durmo, já não sonho
De pensar fugiu-me a paz
No passado tão risonho
Que não volta nunca mais
De esperar a minha amada
A minh'alma não se cansa
Pois até quem não tem nada
Tem ainda a esperança
Esperança nos ilude
Ajudando a suportar
Do destino o golpe rude
Que eu não canso de esperar
A minh'alma não se cansa
Pois até quem não tem nada
Tem ainda a esperança
Esperança nos ilude
Ajudando a suportar
Do destino o golpe rude
Que eu não canso de esperar
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Eduardo Saboia, eis o homem
O caso Roger Pinto
Vinte horas atrás, saudei a participação do senador Ricardo Ferraço na operação secreta para tirar um asilado político do Brasil da nossa Embaixada em La Paz. Agora, ante os fatos divulgados pela grande mídia, surge a necessidade de saudar em escala exponencialmente maior a figura do diplomata Eduardo Sabóia, que estava na função de encarregado de negócios na missão brasileira na capital da Bolívia e que foi , segundo ele próprio, o mentor maior da operação humanitária.
Parabéns Eduardo Sabóia! Parabéns Ricardo Ferraço! Parabéns a todos que tiveram participação nesse episódio político,
Teço essas considerações e de imediato me remeto ao saudoso primo Augusto Estellita Lins, o mais jovem a entrar no Itamaraty e em cuja casa vivi por mais de ano, em Roma., quando ele servia na Embaixada do Brasil junto à Santa Sé. Augusto Estellita Lins, mesmo nome do irmão da minha avó materna vovó Aurora, o tio Augusto Emilio Estellita Lins, ou simplesmente tio Lins, e mesmo nome do meu irmão pintor, o Augusto Emílio hoje um Herkenhoff morando em Petrópolis, enfim., teço, essas considerações porque vejo dignidade e tradição nesse tipo de ação.
Nas relações internacionais tudo é linguagem estudada para evitar desentendimentos que podem conduzir a mal-entendidos e, numa cachoeira de vacilos, conduzir a crises de linguagem, conflitos e mesmo guerras. Há de se ter modos no relacionamento entre representantes políticos de nações, sejam vizinhas, sejam distantes geograficamente ente si.
Embaixador é o representante de um chefe, seja premier, presidente ou rei. Fala e decide em nome do chefe. Isso era mais forte quando se andava de navio e não existia telefone. Hoje é ainda representante, mas com a informação em tempo real na Era Digital o cargo de embaixador perdeu valor, virou quase um agente cultural ou um apaniguado curtindo um cabide de emprego de luxo. Isso na média universal. Na crise, o embaixador ainda tem seu valor de representante do nosso chefe político e, por extensão, representante de todos nós enquanto um povo.
Em alguns momentos de crise, dois países ficam sem embaixador, e seus interesses são negociados por uma outra embaixada, uma missão diplomática que se relaciona bem com os dois países que não se relacionam bem. Em alguns momentos de crise, dois países, mesmo sem embaixador, negociam numa tradição de crise: em vez de embaixadores, esses dois países têm encarregados de negócios.
O encarregado de negócios é um tipo de embaixador em situação especial, de crise. E a crise pode estar no pais de origem deste diplomata ou no país para o qual ele é designado a servir. Mas não importa a situação: o encarregado é um nome aparentemente menor porque o poder que o nomeia está fraco em seu próprio país ou porque o seu próprio país está irritado com o país para onde ele é enviado.
Os EUA podem ficar sem relações diplomáticas com uma nação, por exemplo, o Irã, Washington pode ter uma missão diplomática amiga ou neutra para cuidar de negócios por exemplo no Irã, uma Suíça da vida, ou pode, numa aproximação, ter uma missão diplomática em tempos de crise com um encarregado de negócios em vez de ter um embaixador.
A questão da linguagem diplomática é importante. Este cargo, esta função que é a de um embaixador, exibe uma situação: ou o país onde o encarregado vai servir está com sérios problemas com relação ao país que envia tal funcionário, ou o país que o envia também não está bem politicamente para enviar um embaixador. A figura do encarregado de negócios é uma figura crítica, é emergencial, independe de formalidades e protocolos, independe de confirmações das forças políticas que sustentam o Poder Executivo. O encarregado é o nome que o chefe de uma sociedade envia à outra na marra, sem rituais de aprovação nem na origem nem na capital onde o funcionário nos representará.
A Bolívia não tem um embaixador do Brasil em La Paz porque está em crise. A Bolívia é criticamente pobre desde a origem. Mas não tem embaixador porque nesta quadra da história La Paz está fazendo uma lambança especial. Brasília não nomeia um embaixador para dizer, de forma insinuosa a la Paz, que não está gostando do que ocorre na Bolívia com relação aos interesses brasileiros.
A experiência da Bolívia nas relações exteriores é de derrota. Perdeu um mar para dois países, Chile e Peru. A experiência do Brasil é vitoriosa e respeitosa, nossas amplas fronteiras não foram desenhadas por conquistas militares, imperiais ou políticas, mas por sedução, por convívio. Tordesilhas era uma fragilidade imaginária. Amapá e Acre são realidades econômicas e culturais brasileiras.
O Brasil nunca quis um palmo de terra alheia. O Brasil cresceu porque estendeu a mão, a palma da esperança. Seja um de nós, e vamos falando português. Portugal, a nossa origem, é pequenininho. O Brasil é pequenininho, surgiu no mapeamento colonial antes de Cabral na cidade espanhola de Tordesilhas, foi batizado com nome de ilha,. mas cresce, cresce na dor, na violência interna, cresce na vontade imensa, cresce na esperança, infinita. Cresce porque estende a palma da esperança.
A Bolívia não cresce porque nasceu da morte incaica. Os antigos andinos caminhavam sem conhecer sequer a roda, que dirá a pólvora dos espanhois. E a Bolívia nação, mescla de incas e europeus, nasceu de um sobrepujamento, nasceu neste ressentimento das violências infligidas à região. Quanto mais a Bolívia sonha em ser forte, mais fraca fica.
Dois episódios à guisa de ilustração: um das últimas horas outro de meses atrás: um adolescente que gostava de futebol e um senador que se destacava na oposição ao governo bolivariano de Evo Morales...
O adolescente foi assassinado com um tiro de foguete sinalizador que entrou por um olho e atingiu o cérebro. O torcedor corintiano que matou não foi identificado. Um menor de idade no Brasil assumiu a autoria de disparo, mas a Bolívia manteve 12 torcedores brasileiros encarcerados por meses a fio. Que Justiça foi aquela? Que Justiça a nossa, lenta e cruel, cheia de filigranas e procrastinações?
O senador refugiado na embaixada do Brasil enfrentava 20 acusações, todas tão perfeitas quanto as que mantiveram os 12 torcedores presos. O regime bolivariano rasga contratos, e nem precisamos conhecer as acusações contra o senador Pinto Molina para ver o quão frágeis devem ser.
Há uns cinco anos, sei lá, o regime pró Hugo Chavez de Evo Morales quase gerou uma guerra civil, contrapondo bolivianos da agropecuária que moram nas partes baixas, amazônicas e quase mato-grossenses aos andinos pobres e maltrapilhos. Sem me estender, Hugo Chavez de uma feita comprou em Moscou 100 mil fuzis Kalachnikov. Para que? Enfrentar americanos? Enfrentar colombianos? Enfrentar brasileiros? Não. Comprou para mostrar aos próprios venezuelanos que a revolução bolivariana é para os próprios venezuelanos se lascarem mesmo. Há uns cinco anos, quando a oposição ensaiou sair às ruas, também surgiu um clima de guerra civil em Caracas...
No Brasil com a Justiça lenta que só reza pela constitucionalidade nas questões pontuais envolvendo maiorais, neste Brasil sem hospitais decentes e sem escolas decentes para as crianças, num pais com jovens nas ruas dando sinais claros de impaciência diante do vandalismo cotidiano da classe política, “importar” cinematograficamente um senador estrangeiro, tirá-lo de uma montanha sem leis, trazer um político empresário da parte baixa da Bolívia, um homem acusado de fazer exatamente o que ele acusa o governo de fazer, de estar associado ao narcotráfico, soa quase uma temeridade. Já ouvimos vozes assim: temos tanto político safado e ainda vamos alimentar mais um corrupto?
Mas, não, a operação que tirou um preso político adoentado do cárcere em que foi transformada a nossa embaixada é um ato humanitário, vi isso na primeira noticia no Google news. Saudei o senador Ricardo Ferraço pelo seu envolvimento, sem ainda saber nada que o mentor da fuga fora o próprio o encarregado de negócios, o ministro Eduardo Sabóia operando, aparentemente, à revelia do “chanceler” sem pasta, o plenipotenciário bolivariano Marco Aurélio Garcia, aquele que desserviu a Lula e não sei o que faz com Dilma, que vai dando pequenas guinadas nas relações internacionais antes tendendo a simpatias com loucos mundo fora como aquele ex-presidente iraniano enlouquecido de xiitismo.
Eduardo Sabóia honrou o próprio nome e honrou a tradição do Brasil em receber gente de todas as partes do mundo, gente de todas as dores do mundo. E os que o ajudaram, autoridades e servidores humildes, igualmente honraram a que nos resta de brasilidade. Pensar no próximo, um estrangeiro, num momento em que o Brasil está tateando passos convulsivos para apressar a sua própria justiça, eivada de leniência e marasmo.
Amanhã, pasmo, posso descortinar o governo Evo Morales abrigando alguns réus condenados do mensalão, se estes entenderem que uma temporada na Bolívia será menos pior do que uma temporada num presídio brasileiro reformado às pressas para recebê-los.
Alguns dos condenados do mensalão foram perseguidos políticos, alguns foram acusados e corretamente condenados por causa da política, fizeram política, mas caíram nas pequenas tentações, roubaram merrecas. Alguns ali ajudaram de forma fundamental a diminuir a fome no Brasil e com isso salvaram milhões de crianças carentes.
Mas isso é outra história. A fome diminuiu muito no governo FH. Diminuiu muito mais no governo Lula. E a Fome voltou a ameaçar no governo Dilma por causa da inflação que o IBGE não capta com eficiência. Cai o preço do tomate que virara diamante e voltou a ser tomate nas sazonalidades. Mas o inhame no Rio de janeiro há seis meses.está a mais de 4 reais o quilo Desde o início do ano um quilo de farinha de mandioca no Rio de Janeiro custa três vezes mais que um quilo do trigo imp ortado da Argentina ou dos Estado Unidos.
O Plano Real/FH/Lula deu macarrão e celular. Mas os brasileiros agora querem a macarronada e o fim da conversa fiada. A rua chegou, e Roger Pinto Molina, Eduardo Sabóia. Ricardo Ferraço, Cristóvam Buarque, enfim, quaisquer autoridades serão bem-vindas se quiserem chegar a elas como cidadãos comuns, exigindo mudanças, mudanças drásticas.Pinto Molina, como refugiado, não pode fazer política, mas pode ajudar a sonhar.
Eduardo Saboia escreveu drasticamente um capítulo na história do Brasil diante da covardia do regime bolivariano e da lentidão do governo em Brasília. Agiu de acordo com a própria consciência.
Parabéns Eduardo Sabóia. Você acaba de ganhar o meu voto. Vem pra rua!
Alfredo Herkenhoff, Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2013
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