terça-feira, 12 de outubro de 2010

A ameaça a João Gilberto no Facebook e a disputa entre Serra e Dilma

Antonio Miranda A que ponto chegamos: João Gilberto, gênio da música e orgulho do Brasil, acaba de ser ofendido e ameaçado de morte - às 22:33h do dia 10.10.2010 - por um fake petista, codinome Cláudio Meira - cujo perfil já desapareceu do FB - porque "ousou" criticar a agressividade da Dilma no debate. Serra acaba de ganhar um ilustre apoio. Nós, a certeza de que o lulofascismo só tende a ficar mais extremista. Pobre de nós!
Ontem às 02:23 · ·
    • Philippe Sacramento Lulofascismo? E a ditadura do empresariado que sempre houve durante o governo do PSDB ? eu sou anti tucano e anti petista..
      Ontem às 02:29 · · 1 pessoaCarregando...
    • Joanna Art Meu Deus acabo de ler, sinto, sinto muitissimo, que coisa absurda essa?precisamos acalmar Joãozinho, ele não pode passar por isso, stress é muito prejudicial à saude! Estou indignada mais uma vez...cada hora é um tipo de ameaça? nao ha respeito? Precisamos tomar cuidado aqui nesse espaço, ha que ser seletivo na hora de adicionar pessoas, bloquear esses inconsequentes, covardes. Estou revoltada, triste, chocada com tudo. Antoninho! Tenha uma boa noite querido. Paz e Luz a todos nós!
      Ontem às 02:34 · · 2 pessoasCarregando...
    • Antonio Miranda
      Lulofascismo, sim. Também tenho sido vítima dele. Acaso não tenho o direito de votar livremente? Não me consta, Philippe, que nenhum empresário tenha a qualquer tempo ameaçado o João Gilberto de morte. Fiz um registro indignado e você, nada... solidário ao João, quer discutir ideologia uma hora dessas??!
      Abraço, Joanninha. Vai ser daí pra pior. Lamentável. Todo carinho e solidariedade ao João.
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      Ontem às 02:44 · · 3 pessoas3 pessoas curtiram isto.
    • Philippe Sacramento
      Meu deus.... foi só um idiota qualquer. A internet tá cheia dessas pessoas. O que precisa fazer é que o João entenda a pequenez da coisa, ao invés de inflar mais ainda.
      E nem sabemos ainda a identidade da pessoa que o ameaçou, se de fato... tm uma ligação com o PT.Ver mais
      Ontem às 02:47 ·
    • Antonio Miranda Só hoje, tive que excluir dez do meu perfil, que não aceitam eu ter votado na Marina e ter migrado pro Serra no segundo turno. O nome dessa patrulha é fascismo. Aos 17/18 anos combati a ditadura militar, fui preso, processado e levei porradas na luta pela democracia, pela anistia, pela constituinte, pela liberdade de expressão. Respeito a opção de todos e exijo respeito para as minhas. Infelizmente, Philippe, nem todos pensam e agem assim. Os ânimos estão acirrados e francamente não vejo eleitor do Serra ameaçando ninguém. Lamento.
      Ontem às 02:53 · · 8 pessoasCarregando...
    • Joanna Art
      Senhor, NÃO quero ver nosso mestre sofrer com essas coisas agora, ele que tem tanto carinho e respeito por todos nós ...que tristeza, ele nao merece isso de forma alguma...que lamentavel é esse acontecimento. Estarei pedindo a Deus pra que ...ele descanse em paz essa noite, que possa ter calma, paz no coração, cada hora é uma coisa que acontece com ele? tudo por conta de certos dementes nesse FB, ha que tomar cuidado por aqui, nunca pensei que algo tão horrivel pudesse se passar. Lamento!! Lamento!!!precisamos ajudar Joãozinho, acalmar seu coração Antoninho agora, JÁ! Beijos no seu coração E TODA SOLIDARIEDADE AO NOSSO MESTRE!!!!!Ver mais
      Ontem às 02:54 · · 1 pessoaCarregando...
    • Philippe Sacramento
      Antonio, eu respeito a sua decisão pelo Serra. e me baseio naquela frase de montesquieu "posso nao concordar com nenhuma palavra do que voce diz, mas eu darei a vida pra que voce possa dar a sua opiniao"
      mas vc n pode culpar o PT, porque al...gum eleitor da Dilma fez burrada.
      é injusto.
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      Ontem às 02:55 · · 1 pessoaCarregando...
    • Claudia Corbisier Você nunca ter visto Antônio, não quer dizer que não haja! eu já vi, já sofri ameaças, e sei de gente do que está sendo comprada pelo PSDB pra fazer esse tipo de baixaria.
      Ontem às 03:01 ·
    • Antonio Miranda
      É o conjunto da obra: Zé Dirceu incitando os petroleiros baianos a radicalizar o "futuro" governo Dilma; Franklin Martins armando o bote pra censurar a imprensa; corrupção na Casa Civil aparelhada pelo braço direito da Dilma (ela e o Lula, ...claro, não viram nada, não sabem de nada); a arrogância do Lula querendo exterminar partidos e a opinião pública; o uso descarado da máquina do governo (pelos meus cálculos, só no primeiro turno as viagens e comícios do Lula custaram R$ 1,2 bilhão, por baixo); esquema de corrupção na Telebrás e na Petrobras etc, etc. E ainda querem calar minha boca e decidir meu voto!Ver mais
      Ontem às 03:02 · · 3 pessoasCarregando...
    • Antonio Miranda Olha, Cláudia e Philippe, agradeço os depoimentos, mas vou dormir. Estou exausto e triste. Só vim manifestar meu apoio ao João, no meu espaço virtual. Não tenho condições de debater uma hora dessas. Boa noite aos dois. Fiquem bem.
      Ontem às 03:05 · · 3 pessoas3 pessoas curtiram isto.
    • Claudia Corbisier Boa noite, durma bem
      Ontem às 03:06 · · 1 pessoaCarregando...
    • Philippe Sacramento boa noite, antonio.
      Ontem às 03:07 · · 1 pessoaCarregando...
    • Joanna Art Boa noite querido, fique em paz, bom descanso, amanha será um novo bright, great day. paz e amor sempre Toninho!!!! Sweet dreams!!!!
      Ontem às 03:17 · · 1 pessoaCarregando...
    • Nilza Bellini tá cheio de gente doente
      há 21 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Hugo Gaspar
      Nessa eleição, principalmente, as pessoas estão se atacando gratuitamente, de forma imatura, inclusive os candidatos a presidente (os 2 líderes nas pesquisas principalmente, pessoalmente ou via acessores, em off ou não ) Eu por exemplo ten...ho amigos que gosto muito e não deixarei de gostar, familiares, sogra e outros que votam diferente de mim e para falar a verdade tudo vira motivo de brincadeira ( crítica, falo do tom ) e piadas nos almoços de domingo. Mas em hipótese alguma alguém ataca pessoalmente, isso sim imperdoável, como o lunático acima fez com o João.Ver mais
      há 19 horas · · 2 pessoasCarregando...
    • Atelier Simone Meriguetti
      É isso aí, Hugo! Esse é o espírito da coisa. As pessoas esquecem que nosso atual regime político é o democrático. Cada um tem o direito de expor sua opinião. Sem se esquecer de que, nosso direito termina quando começa o do outro. Tenho vist...o pessoas agredindo verbalmente amigos de longa data por causa de Serra, Lula, Dilma...eles nem sabem que nós existimos...eles estão mais preocupados em "garantir" o deles e ponto final.Jamais abalaria os direitos à liberdade de expressão do meu próximo e a minha própria, para favorecer qualquer político.
      O Antônio sempre sábio...saiu da conversa na hora certa! Abs meninos!
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      há 18 horas · · 2 pessoasCarregando...
    • Hugo Gaspar
      é Simone, o Antonio é light, gentil e maduro, mesmo tendo posicionamentos definidos.

      É assim que tem que ser !

      Fico pensando que quem se apaixona visceralmemente e perde a autocrítica da própria paixão, por uma tese, uma ideologia ou até um ...time de futebol quer mais é uma muleta para justificar sua própria vida e suas frustrações.Ver mais
      há 18 horas · · 3 pessoasCarregando...
    • Beatriz Romaniuk Pereira Até que ela iria matar criança ela escutou, ela que acaba de ser avó. Tudo tem limite.
      há 18 horas ·
    • Atelier Simone Meriguetti O Antônio é um gentleman! Disse bem, Hugo. Por causa desses radicalismos é que existem os crimes passionais. O indivíduo começa a achar que as idéias, as preferências, ...enfim, que só ele sabe das coisas, só ele tá certo, então, esse posicionamento resulta em obssessão. Um obsecado só enxerga a sí próprio. Bom dia, amigo!
      há 18 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Hugo Gaspar Debate Dima e Serra na Band...Eu votaria no Boechat, por Emar Batalha rsrsrsrsrsrs...concordo!
      há 18 horas · · 1 pessoaAtelier Simone Meriguetti curtiu isto.
    • Eliézer De Albuquerque Tavares
      Não sei o que cada um entende por liberdade de opinião, mas por conta de uma pessoa destemperada você esta chamando todos os apoiadores de Dilma de lulofacistas, você acha isto justo? Se não me engano já vi outro termo usado por você de “pe...tralhas”, e confesso que já usei um outro termo “tucanalha”, que daqui pra frente não usarei mais, pois tenho certeza que a maioria filiada ou eleitores do PSDB é gente digna como a maioria absoluta dos brasileiros. Se um dirigente ou representante de um partido teve alguma atitude não Republicana, ele deve ser culpabilizado, e não aqueles que não tiveram nenhum envolvimento com o fato. Seria bom que todos mudássemos o tom e o endereço das críticas.Ver mais
      há 18 horas · · 2 pessoasCarregando...
    • Hugo Gaspar Concordo com o Eliézer, então porque eu voto na Dilma, quase 50% do eleitorado brasileiro que vota no Serra é de gente menor ? Claro que não, aliás voto Dilma e posso me decepcionar, não gostar, o que será natural...como quem vota no Serra também. É da política. Essa coisa não pode virar fanatismo de jeito nenhum.
      há 18 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Hugo Gaspar quanto as expressões do Antônio, Eliezer, tenho absoluta certeza que ele não generaliza. Elas tem endereço certos e definidos, é para enfatizar seus argumentos...mas vc chamou atenção para uma coisa correta : também não brincarei mais com coisas relacionadas ao Serra e tucanos de forma ofensiva ( tb já brinquei) deixa para o debate rsrsrsrsrs ainda temos alguns pela frente.
      há 18 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Hugo Gaspar Caro amigo Antonio, é pautar a concepção que temos de uma pessoa pelo candidato em que ela vota ou pela religião que ela professa não é recomendável. Se 100% das pessoas fizerem uma retrospectiva e se auto avaliarem por quem elas votaram nos últimos 10 anos, se sentirão culpadas por isso, e os analistas irão ganhar a maior grana para curar depressão e sentimento de culpa de milhões por aí....rsrsrsrsrsrs é só começar a lembrar : votamos e brigamos por cada porcaria esses anos todos né ? valeu a pena agredir alguém por eles ?
      há 18 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Beatriz Romaniuk Pereira Eliézer De Albuquerque Tavares e Hugo Gaspar: Parabéns!!! Palavras com bom senso e lucidez.Precisamos de mais respeito e perder mais tempo discutindo idéias para a evolução do nosso país.
      há 17 horas · · 1 pessoaAtelier Simone Meriguetti curtiu isto.
    • Gilza Araujo Araujo Não é correto nenhum tipo de perseguição nesse nivel ou em qualquer outro. Mas Joao Gilberto pode ser considerado gênio da música , mas ogulho do Brasil (vírgula), pra mim ele não é orgulho nenhum. Eu o acho extremamente antipático em suas apirações públicas. E não o conheço pessoalmente nem para entrevistas. Cá pra nós: agressividade? E a antipatia dele? Ele já deixou de cumprir seu compromisso em casa de show em SP pq achou que tinha um, unzinho apenas, canal de som fora do tom deixou milhares de pessoas com seus ingressos na mão.
      há 17 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Carlos Walker Tonico, isso tá me cheirando tucano, amigo do JG, criando fake para incriminar petistas...guerra é guera.... e o pior:guerra entre iguais...
      há 16 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Beatriz Romaniuk Pereira O pior que é a mais pura verdade.
      há 16 horas · · 2 pessoasCarregando...
    • Hugo Gaspar
      é a mais pura verdade "guerra entre iguais"
      ontem no debate fiquei pensando : pô já pensou se eu começar a
      olhar para quem vota no Serra com suspeição porque um amigo dele , tesoureiro da sua campanha, fugiu com milhões ? ou um simpatizante...
      do Serra olhar para quem vota na Dilma com desconfiança por causa
      da Berenice ? surreal...
      Virou guerra civil ?
      On Seg 11/10/10 12:05 , Facebook
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      há 15 horas via Resposta por e-mail · · 2 pessoasCarregando...
    • Mario Chimanovitch Blackwolf A canalha petista intimida e chega lermbrar as SA do Ernest Rohm
      há 10 horas ·
    • Sylvia Abaurre Um funcionário da campanha ter roubado 4 milhões é bem diferente do filho de Erenice plantado no planalto roubando muitos milhões. Porque uma coisa é dinheiro da campanha do Serra e outra coisa é dinheiro público, meu , seu , nosso...
      há 9 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Sylvia Abaurre
      Essa tentativa de transformar tudo em farinha do mesmo saco não funciona. Não com pessoas inteligentes.
      Eu analiso dados, números, falas e tendências. Sou radicalmente contra esses emails idiotas que dizem que Dilma não pode entrar nos Eua,... que tem uma amante processando, essas coisas. Ridículo. Obvio que o Serra é mais preparado, obvio que o psdb tem mais gestão, controla muito mais as entregas e o uso do dinheiro público. 15% de pac é ridículo, isso é sucesso? Em qualquer empresa um dirigente desses já teria sido posto no olho da rua. É por isso que eu voto em Serra, eu quero os dos tostões do meu imposto bem geridos e não no bolso de banqueiros ou de filhos de Erenice.
      E patrulha, eu chuto.
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      há 9 horas · · 1 pessoaAtelier Simone Meriguetti curtiu isto.
    • Ana Paula Nascimento Santos Morei muitos anos no Rio de Janeiro, no mesmo prédio do João Gilberto. É um cara super da paz, simpático e gentil. E tem mais é que ser exigente no que diz respeito ao seu trabalho. Desrespeito com público é artista que não se importa com qualidade, som e etc porque chega lá e tasca um play back!
      há 9 horas · · 2 pessoasCarregando...
    • Atelier Simone Meriguetti
      De tantas coisas que tenho visto, ouvido e lido nos meios de comunicação, não vi, ouvi e li, nada ainda, que se comparasse com o texto acima da Sylvia Abaurre. Entendo que seu texto é a síntese de uma justificativa inteligente e concisa, d...os motivos pelos quais vota no Serra. Não só concordo como assino embaixo! Trabalho muito pra ver o meu dinheiro no bolso de qualquer um.
      E pra chutar patrulha Sylvia, me chama que eu vou!
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      há 8 horas · · 1 pessoaSylvia Abaurre curtiu isto.
    • Armando Mesquita Neto e agora à pouco, estava eu no post de uma querida amiga, quando uma imbécil eleitora 13 veio com cobras e lagartos pra cima de mim, pq comentei o fato ocorrido com o joãozinho....falei o seguinte: fulana, não vou discutir, principalmente pq vejo de fato o que é vc, ou seja: nada..facista..!!!!!...tem cada uma__afff..>
      há 7 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Dalvinha Costa
      Isso é absurdo!A que ponto chegamos? Ameaçar uma pessoa totalmente do bem, e de idade.Um ídolo um mágico da nossa música por causa de uma política suja, sem ética.Meu Deus isso é o fim do mundo.Estou arrasada,Claudio Meira? Não tem como dá ...queixa? tentar saber quem é??? Eu fico preocupada pois o João Gilberto tem idade e merece todo o nosso respeito.Eu estou apavorada, o vai ser da nossa vida? Esses loucos quase um regime nazista.É inadimissível.Como pode??? Eu fui deletada de vários amigos por dizer que nunca votaria no PT.E não voto nem sob tortura.Quando Lula assumiu o governo minha mãe disse, ele não saí mais, vai ser um Fidel.E ela tinha razão.Fazem uma campanha suja,de disse me disse....um horror.Se essa mulher ganhar o que vai ser da gente.Se ousaram mexer com o João???? Nossa foram longe demais.E pior essa pessoa nem coragem de mostrar a cara tem é um covarde! Como todos eles! João desculpe a nós brasileiros que gostamos de você.Conte com a gente!!!abraços.Ver mais
      há 6 horas · · 1 pessoaCarregando...
    • Rubinho Pereira
      Armando, amigo!!!
      Minha total solidariedade ao querido João, sem dúvidas, irmão!!!
      Agora, não se pode assegurar tratar-se mesmo de um petista, o agressor, não é? Claro que bem poderá ter sido um serrista, estimulando essa idéia de que petist...as são terroristas, que essa idéia bem serve aos interesses de serra... Afinal, fake é fake e pelo efeito que aparentemente provocou, conseguiu provocar, de fato de fato, ele foi amigão de serra... .
      Não acho que eu seja um fascista e confesso, tenho menos estômago para voltar no serra do que para seguir na Dilma...
      Abraço de paz!!! Namastê!!! Amor!!!
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      há 4 horas ·

sábado, 9 de outubro de 2010

De Márcio Braga para Hélio Paulo Ferraz, crise na era Patrícia

Caro Helio Paulo,

... Peço desculpas se o ofendi com minha carta. Não era essa a intenção e
espero que isso não abale nossa amizade.

Sinceramente, não entendi o porque do cunho tão pessoal de suas
declarações. A questão é política e você sabe disso, antes de me manifestar
publicamente, o procurei para cobrar seu compromisso com a causa rubro-negra.


Sempre fui leal e nunca o ataquei pessoalmente, mesmo quando você
abastecia os jornais de notícias maliciosas, em especial o meio jornalista
Renato Mauricio Prado, câncer da imprensa esportiva, ou financiava a ação de
indivíduos inescrupulosos como Mano e Capitão Leo.

O Flamengo é maior que todos nós, Helio.

É preciso grandeza para compreender que o maior desafio é aproveitar o
potencial de cada um, construindo a unidade, respeitando as diferenças.


É por isso que minhas gestões sempre foram marcadas pela participação
das mais diversas correntes do Flamengo.

Você, Patrícia, Kleber, Veloso, Helal, Delair, Plínio, Dunschee, Michel
e todos os grandes nomes do clube são exemplos e testemunhas disso.


Essa união pelo Flamengo foi decisiva em todos os títulos que
conquistamos e, não por acaso, a maioria esmagadora deles foi nas gestões em
que eu estava na Presidência.

Todas as vezes que o convoquei para servir ao Flamengo, você o fez.


Está na hora de mostrar serviço novamente.

O clube está um caos e você não pode fugir para Passárgada, Miami, Nova
Iorque, Disney ou traçar um destino particular diferente.

Você elegeu a Patrícia e o Capitão Leo. Agora precisa salvar o Flamengo
desta turma.

Nós contamos com você!

Saudações Rubro-Negras,

Rio de Janeiro, 5 de outubro de 2010



Marcio Braga

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Radio Mec e um debate sobre imprensa, eleição, censura, democracia

Nesta sexta-feira,8 de outubro,  às 11h05 da manhã, estarei num bate-papo ao vivo no programa Atualidades, na Radio MEC Am , 800 no dial, apresentação de Cadu Freitas.Mas nesta sexta quem vai apresentar é a Elisa Magalhães, pois o Cadu foi dar um pulo em Sampa. Na mesa conosco, representante do Sindicato dos Jornalistas do Rio e um da OAB. 
Tema: direito de informação, liberdade de imprensa, denúncias, politicagem, censura, eleição, democracia.... Da pra ouvir ao vivo também no site radiomec.com.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estadão e o último texto de apoio a Dilma

O jornalista Xico Sá disse para seus seguidores no Twitter que o Estadão não demitiu Maria Rita Kehl, apenas proíbiu que ela escreva sobre política. Só psicanálise. Eis o que a psicanalista e articulista do Estado escreveu no sábado, véspera da eleição:

Dois Pesos

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Dumbrosck e a crise do Flamlengo com Patrícia e a saída de Zico

Aviso à Nação 
e aos adversários de sempre:
 
O ex-presidente Delair Dumbrosck estará no programa do CNT,  domingo, dia 3 de outubro, às 21.30h, analisando a atual crise do Flamengo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Festa na Lapa: Bailão da Democracia, missa de mês dançante para o JB

Colegas de aventura no JB e de leituras emocionais

Uma festa carioquésima pra todo mundo que, tendo partido ou não, se comprometa a comemorar a democracia apartidariamente, todo mundo que queira dançar e descobrir como a Lapa vale a pena numa sexta-feira, esta próxima, dia 1º de outubro, alta confraternização, o Bailão da Democracia, o limiar entre o instant movie e o jornalismo digital, ou o documentário digital, esta faceta do cinema em que o roteiro perde, muitas vezes, o sentido original diante do processo de filmagem em tempo real, de surpresas não ficcionais... Mas as performances da festa não vão atrapalhar o lado dancing do encontro... Boate? Ou Restaurante Capelinha? Capelão, Av. Mem de Sá, a partir das 20h,  com imagens do engenheiro cinéfilo Antônio Carlos Siqueira, hoje à frente da TV Mangueira, a Estação Primeira na Internet em tempo real, e ainda visuais da Bienal de SP recém-inaugurada numa montagem de João Sabóia, que também documentou lembranças do adeus ao JB impresso, fora das bancas desde 1º de setembro. Além dos abraços, a "missa" de 30 dias dançante do jornal-escola. Agende-se. A entrada é praticamente de graça: apenas dez reais até meia-noite. Depois, pula para 15 ou 20 pratas. É para pagar telão, projetor, dez caixas de som, luzes de pista, carrapetas para craques como o DJ Dom Carlos...  Haverá compensações.... Sorteios de seis exemplares do livro JB – Memórias de um Secretário – Pautas e Fontes. Vale a pena reservar o direito ao conforto e às emoções... O precinho lá dentro é até meio salgado, mas o bolinho de bacalhau é ótimo... E numa festa assim, tão especial, o DJ vai musicar conforme a vibração da galera. Táxis em profusão, a 20 metros da porta do Capela. Segurança total. A Lapa nos espera numa festa juntando elegância e descontração. É bom ir de táxi acompanhado e voltar melhor ainda.

 Abração à Família JB e à galera animada que esquenta os dias de hoje e as noites cariocas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A ressureição do Flamengo e a morte de Deni de Lima:

  Depois de vender oito exemplares ontem do meu livro "JB – Memórias de um secretário, Pautas e Fontes" (só o colega Coriolano Gatto me comprou cinco, um autografado), decidi fazer uma coisa diferente além de xingar Zico e pedir que o Galinho vá pro Vasco, Fluzão ou Fogão. Fui ao Bar da Feira e avisei ao dono: nada de cerveja: hoje não gasto nada aqui, mas é pra espantar Pai Mineiro e o urucubaca atribuída a Bruno e Eliza Samúdio. Fui ao Mercadinho da Rua Bambina e comprei um quilo de azeitona preta, grega, graúda, comprei duas garrafas de vinho - um português e um argentino. Comprei seis pães e uma pasta alouette de queijo e ervas finas a R$ 4,99. Voltei pro boteco em frente ao Hospital Samaritano. Disseram que tinha maionese no meio. A mesa de cinco colegas sorvendo cerveja adorou a fartura. Bebi garrafa e meia. E o Mengão ganhou. Todo mundo compreendeu que o vinho que só eu bebi tinha lavado a inhaca.

Não contente de todo, fui espairecer na Lapa. Já era uma da madrugada. E lá soube que tinha morrido o querido poeta mangueirense Deni de Lima, descendente do grande Osório, outro baluarte do Morro de Mangueira. Em Mangueira, quando morre um poeta.... Peguei mais um táxi e fui sozinho pra Visconde de Niterói. Ao lado da quadra, no Centro Cultural Cartola, reverenciei o grande pequeno Deni. Não vai mancar nunca mais. Estava sozinho num amplo salão, como um bom morto, extrema solidão. Apenas duas mulheres na vigília, sentadas, a 30 metros do caixão. As cumprimentei dizendo: eu precisava vê-lo.  Deni, que sempre foi agitado, improvisava versos e fantasias, morreu de AVC aos 49 anos. Há uns dez, Zeca Pagodinho tentou salvá-lo, mandando-o a um spa para um “rehab”. Mas não adiantou. Deni não queria emplacar 50. Emplacou todas. Foi uma honra tê-lo conhecido. Em três ocasiões, um carnaval e duas feijoadas na quadra de teto retrátil, pude usufruir de uma poética rara, uma sensibilidade malandramente infantil. 


Salve Deni! Viva Mangueira! Viva o Flamengo! Viva o Rio de Janeiro.

sábado, 11 de setembro de 2010

Entrevista com autor de JB - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes

O autor Alfredo Herkenhoff (à esquerda)  com o articulista Wilson Figueiredo,
um emblema do melhor Jornal do Brasil 
(Foto de Wladimir Wong, que também trabalhou na Avenida Brasil 500)   


O livro Jornal do Brasil – Memórias de um secretário – Pautas e Fontes, de Alfredo Herkenhoff,  foi lançado em 31 de agosto de 2010, data da última edição impressa do diário centenário, que desde 1º de setembro existe apenas em versão digital na internet. O livro, de 436 páginas, é uma edição autoral em parceria com a Talento & Expressão, empresa de comunicação e marketing do jornalista Fábio Lau. No lançamento para colegas da profissão, como aconteceu na Lapa, Rio de Janeiro, o exemplar foi comprado a R$ 40. Nas livrarias e bancas de jornal, o preço oscila entre RS 60 e R$ 70.

 Que história é essa de livro instantâneo?

O livro é uma imitação de um jornal, desde a sua capa, quem tem o famoso L dos classificados que durante décadas marcou a primeira página do JB, também chamado Jornal da Condessa. Mas em vez de notícias recentes, Pautas e Fontes relata tempos de uma história centenária. O livro foi editado como um jornal: correria contra o relógio, tensões, troca de fotografias na última hora, risco e busca de qualidade de modo a servir também de pretexto para a confraternização no dia do adeus às bancas.

Com quem trabalhou?

Embora livro instantâneo, dois terços contemplam produção minha, solitária, em duas fases: meados dos anos 90 e entre 2004 e 2006. E a partir do anúncio do JB de adeus às bancas, em julho, esses guardados ressurgiram como uma oportunidade - muito por instigação de Fábio Lau. Nessa reta final, trabalhei direto com este colega no fechamento e na conceituação da edição, cortando e depurando textos antigos. E nas últimas três ou quatro semanas, trabalhamos direto no contato direto e ainda no telefone e no email para reunir depoimentos e selecionar manifestações de colegas sobre o fim do JB impresso em diversos meios, blogs, jornais, revistas, redes sociais.

Como você dividiu os capítulos?

 Não dividi, não há propriamente capítulos. Há reflexões e noticias, algumas recentíssimas, outras do século 19. São cerca de 180 tópicos, reproduções, depoimentos antigos diversos. Exemplos: uma entrevista com a primeira condessa, a Regina Araújo Pereira Carneiro, a  emoções recentes, como as  de Wilson Figueiredo, ex-braço direito de Dr. Nascimento Brito (dono do JB), manifestando esperança de que a instituição sobreviva nessa fase 100% digital. O livro contém de reproduções de análises, como a de Alberto Dines estimando que o JB morreu sem epitáfio, a linhas chorosas, declarações de amor e saudades de dezenas de colegas. Mas também conto casos de barrigas (erros) e furos de reportagem. Casos acontecidos no JB e noutros jornais. O livro não trata o JB com vanglória, nem conta a sua história cronologicamente. São flashes, momentos pessoais, sofrimentos e rejúbilos, momentos históricos, edições extras, crises, greves, decadência. Este conjunto é permeado ainda de várias passagens de puro didatismo, livro para estudantes, assessores de comunicação e leitores em geral. Como um mosaico de uma redação, o livro faz homenagens especiais a grande nomes super premiados que passaram pelo JB, como os saudosos Oldemário Touguinhó, José Gonçalves Fontes e Araújo Neto, além de homenagens especiais aos fotógrafos vivos Evandro Teixeira e Nilton Claudino. E na última hora, pintou uma homenagem comovente a Tim Lopes: um texto que seu filho Bruno escreveu, lembrando da infância com o pai, escreveu agora em 21 de agosto. Fechamos o livro dia 22 e entregamos na segunda-feira no dia 23 de agosto.à Zit Gráfica e Editora, que prestou serviço apenas de impressão.

Por que decidiu fazer o livro? Há quanto tempo vem trabalhando nele?

Como já respondi, comecei há décadas e vi a oportunidade de concluir em semanas como um pretexto para reunir jornalistas que hoje atuam nos grandes meios de comunicação do Brasil. Eu já tinha experiência de livro instantâneo: Livro do Jobi (badalado bar, no Rio), que propiciou uma grande celebração da urbanidade no Leblon e levou aquele antigo boteco a se tornar um bistrô de luxo com preços proibitivos a muitos coleguinhas. O aspecto instantâneo de um livro é fórmula pouco explorada no Brasil e embute riscos e benefícios: uma publicação a jato é garantia de pequenas falhas, como as de digitação, com revisão apenas parcial sem tempo para pegar tantos descuidos, algumas falhas terríveis como datas e nomes, outras são mero exagero, mas, em contrapartida,  edição instantânea é garantia de intensidade, emoção com legitimidade,  livro  que nasce com um marketing da comemoração em torno de uma data especial, ou de um acontecimento, bom ou ruim, mas que desperta grande interesse, seja histórico, seja social.

Entre as inúmeras histórias de bastidores do JB, quais você destacaria no livro?

O instante em que Pelé, de terno a gravata, abraça o repórter Oldemário Touguinhó totalmente nu, num quarto de hotel em Caracas. Rolou testemunha.  O dia em que um executivo do jornal telefonou de um iate em Angra dizendo que o corpo de Ulisses Guimarães tinha sido encontrado e que o JB devia noticiar no segundo clichê na edição de domingo. O secretário Roberto Pimentel Ferreira se negou a inserir versão sem comprovação e foi aplaudido no dia seguinte. Mas na agência JB, uma repórter inexperiente (foca) acatou o furo do patrão e perdeu o emprego horas depois. Produzi, a partir de titititi de meus chefes, um diálogo que imaginei possível entre o gestor do JB e sua mais famosa colunista. Ele se surpreendendo com o pedido de demissão quando se preparava para dizer a ela que o salário seria cortado à metade.

 Entre os depoimentos que você colheu, quais destacaria?

Há depoimentos pequenos e impactantes como o do jornalista e escritor João Máximo (autor da biografia de Noel Rosa), lembrando de um almoço com o correspondente Araújo Neto, em Roma, e dizendo que não consegue falar da morte do JB com bom humor. Há um texto denso de Nilo Dante (recordista em chefiar grandes jornais no país), que estuda a circulação dos principais diários desde meados dos anos 90, com queda generalizada. Este texto propicia reflexões sobre o futuro da mídia e do jornalismo digital a caminho da predominância nas próximas décadas.

Quantos anos você trabalhou no JB? Em que período?

Vinte anos em dois períodos.  De 1981 a 1987. Fui redator internacional, secretário noturno, ou gráfico, copydesk da 1ª página etc. E de 1991 a 2005, secretário, chefe de reportagem, redator momentâneo em editorias de política, economia e esportes, em situações como Copa, eleições e pacotes anti-hiperinflação. Fui colunista do Caderno B em 2003 e depois por dois anos operei fora da redação, no marketing, editando cadernos especiais dos últimos grandes seminários promovidos pelo JB.

Como avalia o fim da venda do JB em bancas?

Num certo sentido, algo previsível, tiragem em queda livre.... 15 mil ao dia nos últimos meses, encalhe e falta de investimento em bons profissionais da reportagem. Vejo o caso com tristeza.  Nos últimos anos, a saída de grandes nomes do JB, como Joaquim Ferreira dos Santos, Verissimo, Xexeo, Zuenir, Ancelmo e outros foi se dando passo a passo com um clima de morte anunciada no redação então apelidada de Titanic. Lembro que Carlos Drummond de Andrade dizia que não há nada mais triste ou melancólico do que a morte de um grande jornal. Ele se referia ao Correio da Manhã, que fechou em 1974 e onde trabalhou por quase 20 anos. Em seguida, o poeta trabalharia uma boa temporada no JB. Mas, a sentimento serve para qualquer grande jornal.

Qual a importância do JB para o jornalismo brasileiro?
O JB viveu seus anos dourados a partir de meados da década de 50 até meados dos anos 80.  Uma de suas grandes marcas aconteceu no período ditatorial quando, a partir do AI5, em 1968, soube marcar posição pela redemocratização. A Maurina Dunshee de Abranches, segunda mulher do conde Ernesto Pereira Carneiro, promoveu uma revolução plástica no matutino a partir de 1956, abrigando os principais escritores e artistas do país em suas páginas.

Na sua opinião, o fim do JB nas bancas é um caso isolado ou uma tendência do jornalismo do futuro?

De junho de 2009 para cá, três jornais diários deixaram de ir às bancas: Tribuna da Imprensa, Gazeta Mercantil e JB.  Não será isso uma tendência?

O que mais, Alfredo?

Conto casos de passagem envolvendo donos de jornais e chefes de redação. Mas nenhum deles denigre a honra de ninguém. O livro não é um ajuste de contas, não é nenhum Tribunal de Nuremberg da mídia carioca . O livro acima de tudo humaniza o trabalho em jornal.

E sua presença na PUC nesta segunda-feira, 13 de setembro de 2010?

 Se deve a convite de professores com quem trabalhei no JB. Tenho um amor pelo Jornal do Brasil semelhante ao amor que tenho pela PUC, onde me formei em 1976. A propósito, eu queria pedir desculpas por ter permitido que uma frase saísse publicada na orelha deste Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes. Está dito: a leitura deste livro vale mais do que um semestre em faculdade de Comunicação. Mas não é verdade. O exagero foi apenas uma ferramenta agressiva de marketing para destacar aspectos didáticos do livro. Em respeito a milhares de estudantes e professores, mil perdões, são falhas assim que tornam um livro instantâneo um ‘mal necessário’. Mas espero sim que o livro ajude universitários a pensar no rumo profissional que estão prestes a dar em suas vidas. Por isso estamos iniciando na PUC um ciclo de debates acadêmicos sobre mídia impressa, passado e futuro, havendo já quase dez encontros pré-agendados em outras faculdades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas e São Paulo. Talvez desses encontros surja alguma novidade editorial.
Fim

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PARA COMPRAR O LIVRO

Segue a conta para depositar R$ 40 mais R$ 5 de tarifa de impresso... Em caso de envio por Sedex, depositar R$ 62 (ou R$ 40 mais R$ 22 de expedição e embalagem). Neste caso, o livro segue depressa e com autógrafo.

Bradesco
Agência 2753
Conta poupança nº 1002113-8
Nome do correntista: Pinheiro Lau
CPF 826375717-72

Email para mandar aviso de depósito e endereço para remessa:

alfredoherkenhoff@gmail.com

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Emilia Silveira, Prêmio Esso no JB, por descoberta de criminoso nazista

(Foto by Wladimir Wong).


Na próxima 2-feira, 13 de setembro de 2010, três turmas de estudantes de Comunicação da PUC-RJ estarão reunidas para que eu e colegas professores palestremos sobre jornalismo impresso e novas midias digitais. De minha parte, informo que é o primeiro evento de um ciclo de quase dez já pré-agendados (SP, ES, MG) para bater papo, confratern...izar e vender o livro "JB - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes", lançado seis dias atrás no Capela, Lapa.

Na foto, à espera do autógrafo, Emília Silveira, baluarte estonteante do JB de Outrora, Prêmio Esso de Reportagem por descobrir, no Brasil, de um grupo de nazistas e entre eles um super criminoso de guerra - Gustav Franz Wagner - procurado internacionalmente.  Obrigado, Emilia!

Relembrando o caso via Wikipedia rapidinho:

O criminoso era um guarda da SS alemã, conhecido como "Carniceiro de Subibor" (onde foram mortos mais de 200 mil judeus) que, fugindo da Alemanha no pós-Guerra, viajou para o Brasil e aqui morou ilegalmente, em São Paulo. Em 1978, Gustav Wagner é reconhecido, mas o governo brasileiro se recusou a extraditá-lo, mesmo com Alemanha, Áustria e Israel pedindo por sequestro e assassinato. Viveu no Brasil com o pseudônimo de Günther Mendel.


Imagerns de galera do JB: Ruth de Aquino e Luiz Morier

Duas belas feras do melhor jornalismo do país e figuras queridas do meu coração: a repórter e editora Ruth de Aquino e o fotógrafo super Prêmio Esso Luiz Morier... Obrigado pela presença e pelas boas memórias...

(Click by Wladimir Wong)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Paulo Herkenhoff no lançamento do livro Jornal do Brasil - Pautas e Fontes

Foto no lançamento do livro "Jornal do Brasil, Memórias de um Secretário, Pautas e Fontes": o crítico e curador Paulo Herkenhoff na fila para cumprimentar o autor, seu irmão Alfredo Herkenhoff. Click by Wladimir Wong, Capela, Lapa, em 31/08/2010.

Dono da Zit Gráfica na festa do livro JB - Memórias - Pautas e Fontes

O dono da Zit Gráfica e Editora Ltda, José Carlos Meneghetti, cumprimenta Alfredo Herkenhoff no lançamento do livro Jornal do Brasil - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes", no Capela, Lapa, Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 2010. Na ocasião, o empresário, que apenas imprimiu o "instant book", previu o seguinte para o autor: "Este é apenas o segundo dos muitos livros seus que pretendo publicar".(Foto by Wladimir Wong)
Sorrisos!

Estrangeiros investem em comunicações no Brasil

Deu no blog Todamídia, da Folha/Uol:

Portugueses, espanhóis,
ingleses nos portões

Depois de lançar "Brasil Econômico" e "Meia Hora" em São Paulo e comprar "O Dia", "Meia Hora" e "Campeão" no Rio, além de preparar um jornal em Brasília e iniciar negociações com a Band para televisão, a coluna de Ricardo Boechat informa que o grupo português Ongoing agora "estuda ocupar o espaço deixado pelo "Jornal do Brasil' com um novo diário para as classes A e B no Rio, para encarar 'O Globo'".

Segundo o Radar de Lauro Jardim, os planos do Ongoing, que está trocando de presidente no Brasil, de Carmelo Furci para Rafael Moura, "braço direito de Nuno Vasconcellos", carregam "tinturas fortemente megalomaníacas", até "projetos de infraestrutura e telecomunicações".

Não está sozinho. Segundo Boechat, o grupo espanhol Prisa, que edita o jornal "El País" e jornais latino-americanos, segue investindo em sua editora Objetiva, que "nos últimos tempos contratou Luis Fernando Verissimo, João Ubaldo Ribeiro e Carlos Heitor Cony" e agora tirou Ana Maria Machado da editora Record, "depois de 30 anos".

E a coluna Mônica Bergamo publica que o grupo londrino Time Out "terá edições mensais sobre São Paulo e o Rio". Ambas em inglês, mas produzidas e vendidas no Brasil, a "Time Out São Paulo" começa a circular em novembro e a versão carioca no Carnaval de 2011.

Escrito por Nelson de Sá

Lúcia Hippolito na CBN fala com Herkenhoff sobre livro e Jornal do Brasil

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn-rj/2010/09/06/LIVRO-MEMORIAS-DE-UM-SECRETARIO-PAUTAS-E-FONTES-CONTA-O-COTIDIANO-DAS-REDACOES-EM.htm

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O adeus ao JB: um enterro ao estilo de Nova Orleans

Texto do jornalista Jorge Antonio Barros no Globo Online:

Mais de 24 horas depois ainda estou me recuperando da ressaca afetiva que é assistir à morte de um jornal que foi um patrimônio histórico, político e cultural de um país. A felicidade é que o "enterro" do Jornal do Brasil, ontem de manhã, virou uma cerimônia fúnebre ao melhor estilo de Nova Orleans, com muita conversa, emoção, abraços, reencontros, almoços dos colegas e, à noite, prosseguiu na festa de lançamento do livro de Alfredo Herkenhoff (Memórias de um secretário - pautas e fontes), que me brindou com uma dedicatória inesquecível, na qual me chamou de "eterno estagiário do JB". Chorei.
Apesar da perda fiquei orgulhoso de fazer parte da equipe de um jornal que reservou nada menos que duas páginas para contar a história do fim do JB em papel, em elegante reportagem de Paulo Thiago de Mello, redator da economia, sentado aqui praticamente do meu lado. Thiago achou até leitores com mais de 80 anos, que se uniram aos jornalistas e ex-funcionários do JB na Cinelândia. Cerca de 150 pessoas foram até lá participar do Dia de Afeto ao JB, que se transformou num encontro inesquecível. Queria ter feito essa reportagem, mas estava emocionado demais, vendo rostos antigos e personagens que já nem sabia estarem vivos, como Carlos Alberto Teixeira, o redator da seção de cartas do JB, onde dei meus primeiros passos em direção ao jornalismo, como assíduo missivista.
Ao final do encontro, o grupo posou para fotos na escadaria da Câmara dos Vereadores. Na hora "h" ainda consegui me afastar para fazer imagens para um vídeo que ainda estou editando. A foto é histórica porque reuniu num só lugar o maior número de integrantes de várias gerações de jornalistas, que nasceram, cresceram ou já chegaram grandes no JB. Vi Celina Cortes, Mônica Freitas, Fernanda Pedrosa, Sandra Chaves, Rose Esquenazi, Iara Cruz, Débora Dumar, Joelle Rouchou, Elisa Ramos, Gloria Alvarez, Teresa Cristina Levy, Ana Lúcia Madureira de Pinho, Márcia Penna Firme, Beth Marins, Maria Alice Paes Barreto, Aguinaldo Ramos, Evandro Teixeira, Humberto Borges, Antonio Athayde, Mário Pontes, José Emílio Rondeau, Orivaldo Perin, Ancelmo Gois, Alberto Jacob, Rogério Reis, Maurício Menezes, José Luiz Alcântara, Zé Sérgio, Israel Tabak, Sérgio Fleury e José Silveira - prestes a completar 80 anos - entre tantos outros. Leo Schlafman chorou.
O melhor da manifestação - que não foi protesto contra nada - foi justamente a capacidade que os ex-funcionários do JB tiveram de não se calar em casa, diante da tragédia. Foram para a rua manifestar seu afeto pelos amigos, velhos e novos companheiros, que em algum momento de suas vidas contribuíram para a história do Jornal do Brasil. Esse episódio, para nós deste blog, que acompanhamos a questão da segurança pública, guarda uma pequena lição, mas fundamental para o exercício da cidadania e da democracia. Temos que nos unir mais para estarmos sempre prontos a ir às ruas, seja para manifestar nossa dor, nosso drama, mas também resgatar nossa própria história. Foi um gesto simples que, tenho certeza, com o passar do tempo vai comprovar a sua importância.

Youtube: Jornal do Brasil - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes

LAPA, RIO DE JANEIRO, EM 31 DE AGOSTO DE 2010 ÚLTIMO DIA DE VERSÃO IMPRESSA DO JB
REÚNE JORNALISTAS DE VÁRIAS GERAÇÕES





João Saboia
Via Celular - Imagens da Noite de Autógrafos do livro Jornal do Brasil - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes, do jornalista Alfredo Herkenhoff, no Capela - Lapa, Rio de Janeiro. Trilha sonora: "Rossinando", CD do SIX http://www.joaosaboia.com/
Duração:4:46


Marcelo Serra
eu acredito em EVANDRO TEIXEIRA, eu acredito em ALFREDO HERKENHOF.....

Alfredo Herkenhoff
Fabio Lau! Bruno, Tania Malheiros e Adilson Gonçalves! Parabéns e muito obrigado por existirem e resistirem!


Fabio Cola
Acabei que nao te dei um abraço, passei lá com o Hernani V!!
Abraçao e parabéns pelo Livro, pena ja ter acabado quando fui comprar!!


Alfredo Herkenhoff
Adilson gONÇALVES fez fotos de inúmeros reencontros na festa da família JB! Bela surpresa! Tantos flagrantes! Parabéns!

Antonio Carlos Gomes Siqueira
Os depoimentos ficaram muito interessantes. Preciso que você veja. Me ligue para combinarmos.


Deborah Dumar
meu caro amigo. seu livro já nasceu best- seller. foi uma delícia reviver o ambiente do JB, o pique diário e a excelência exigida da redação. que grande escola! obrigada por me incluir entre os coleguinhas citados. bjks.

Arnaldo Bloch
Alfredo, preciso falar contigo urgente. Meu email é arnaldo@oglobo.com.br


Ana Claudia Costa

Fala Alfredo! Pena que não pude ir mas já vou comprar o livro e ver as histórias maravilhosas que com certeza você conta no livro. Parabéns pela obra prima!
Onde está vendendo o livro? Não achei nos sites

Maurício Tambasco
Tô devorando sua obra-prima! Estou orgulhoso por vc ter lembrado d mim no livro, OK? E minha mãe, tb... Ah, a noite d autógrafos no Capela foi um sucesso, viu? Abs e fik c/ Deus!!!


Gilberto de Souza
Meu caríssimo Herkenhoff. Parabéns pelo livro. Nosso jotinha foi embora, mas os correios tão aí, da Lapa e do Brasil. Grande abraço. Gilberto.


Jan Theophilo
Te mandei uma mensagem, estou em SP e nao tive como ir no lancamento.


Maristela Trindade
Me mandas-te algum aviso?
Só vi vc reclamar do flamengo perder!
Bobagem! Com um livro na manga!
Bem, para mim, tudo ficou no ar e eu também não ando muito internáutica mas, afirmo ue foi uma falha sua pois SEMPRE DISSE QU VC SABIA O QUE DEVERIA FAZER COM TANTOS PENSAMENTOS ULULANTES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No mais, é que espero que tenho sido um SUCESSO!
Ouvi muito carinho a repeito do ser quarto filho, no pouco tempo em que estive por aí.
Se tivesse conseguido assimilar...
O importante é BOA SORTE E MUITA, MUITA INSPIRAÇÃO E MAIS LANÇAMENTOS!
Carinho,
Maristela


Itala Maduell
Emoções. Alfredo, obrigada pelas suas memórias, nossa memória coletiva. Livro histórico. Encontro histórico.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O livro "Jornal do Brasil - Memórias de um secretário - Pautas e Fontes"

Uma hora e meia depois de pegar os primeiros 20 exemplares na Zit Gráfica e Editora, assino o primeiro autógrafo para Evandro Teixeira, aqui visto pela lente de João Saboia (à direita), que este emprestou a maquineta a Heitor Silveira para fazer o flagrante do penúltimo dia.... Parece fininho, mas o livro tem 430 páginas e pesa 530g. Lançamento na noite deste 31 de agosto de 2010, último dia de JB impresso... Agora a esperança é digital. (Alfredo Herkenhoff, à esquerda).


No link acima o aúdio do programa do Cadu, na Rádio Mec, que foi ao ar na manhã deste 31 de agosto de 2010, com 45 minutos de papo com Mauricio Azêdo, João Batista Abreu e Alfredo Herkenhoff.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lançamento do Livro Pautas e Fontes, Jornal do Brasil, memórias

Lançamento não é exatamente no Nova Capela, mas no seu anexo, segundo andar e primeiro, enfim, espaço para 300 pessoas e, se contar o velho restaurante - a cozinha é uma só, as duas casas têm ligação direta interna... Então dá pra mais de 400 leitores. No segundo andar, haverá coisas eletrônicas e violões, música, microfone, DJ Janot e sambistas.. Sei lá... Não sei... Na primeira horinha rola uma BLP, boca livre parcial, vinho, cerveja e bobaginha,,, Depois acaba e é cada um por si  com seu cartão de consumo, passeando pra baixo e pra cima e consumindo... de preferência na aba alheia, num cartão alheio... Até o livro poderá ser comprado via cartão... E detalhe, R$ 40 é só no lançamento pros colegas... Depois aumenta o preço... R$ 55 ou R$ 60...  Mas não estou acopanhando isso de perto não... O comando está com o amigo jornalista Fábio Lau, que muito ajudou no livo, com ideias, textos e apoio de comunicação...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

LULA, A JABULANI DO FUTURO, CHICO CARUSO, O REI DA FAMÍLIA JB

ÚLTIMA SELEÇÃO DA DITADURA E A JABULANI DO FUTURO 
 
"JORNAL DO BRASIL - MEMÓRIAS DE UM SECRETÁRIO - PAUTAS E FONTES", DIA 31 DE AGOSTO, NOITE DE AUTÓGRAFOS, GURUFIM COM DISTRIBUIÇÃO DO ÚLTIMO EXEMPLAR IMPRESSO DO JORNAL DA CONDESSA, QUE ANTECIPA O CICLO DAS BANCAS E SE RESTRINGE AO DIGITAL,
NUM SALTO MORTAL PARA O FUTURO... 
QUEM VIVER, LERÁ...
DESENHO DO AMIGO CHICO CARUSO, THE BEST EX-JB!
 
PArece que o original deste desenho foi perdido num táxi ou roubado por um taxista anos atrás... 
Viva o digital que salva tudo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tributo à Imprensa

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Obras no Maracanã começam agora dia 16 de agosto de 2010

As obras de adequação do Maracanã para a Copa de 2014 começam na próxima segunda-feira. Segundo o secretário de Obras, Hudson Braga, a decisão tomada na reunião entre os diversos órgãos do governo estadual e as empreiteiras encarregadas do projeto de transformação do estádio foi a de fechar, a princípio, apenas o anel inferior. Braga garantiu que isso vai permitir que o estádio continue aberto, mantendo a segurança do torcedor.
Essa primeira fase de obras deve durar 50 dias e haverá reuniões permanentes de avaliação, para definir os próximos passos. Entretanto, garantiram os secretários de Obras e de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, as empresas que compõem o consórcio Maracanã Rio 2014 (Andrade Gutierrez, Odebrecht e Delta) comprometeram-se a manter o prazo definido pela FIFA para a entrega da obra, em dezembro de 2012.
- As obras começam na próxima semana e, dentro de 20 dias, teremos uma página na internet para que a população possa acompanhar o andamento das obras, com cronograma, fotografias e a situação das obras em tempo real. Essa é uma forma dos brasileiros poderem estar junto nessa empreitada – frisou Braga.
Márcia Lins, ao ser questionada sobre a diminuição do gramado, ressaltou que essa exigência está no caderno de encargos da FIFA. Hoje o Maracanã possui o tamanho máximo permitido a estádios e, após as obras, ficará dentro do padrão do órgão internacional. Ela alertou, ainda, que as obras farão com que a capacidade de público do estádio passe para 45 mil pessoas, havendo também a redução do estacionamento.

- É preciso que as pessoas tenham consciência disso e dêem prioridade ao transporte público, assim como entendam que as obras irão garantir um estádio moderno e melhor para todos. Os torcedores também devem ficar atentos à diminuição da capacidade do estádio – lembrou Márcia Lins.

O presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno Junior, disse que haverá um isolamento do estádio dos outros equipamentos do complexo esportivo – Maracanãzinho e Parque Aquático Julio Delamare -, para que a população possa continuar a utilizá-los com segurança. No caso das obras, apenas os trabalhadores terão acesso à área que estará sofrendo a intervenção.

- Vamos usar tapumes reforçados e contamos ainda com a colaboração do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, para evitar qualquer tipo de problema – concluiu Moreno.
(Fonte, assessoria de imprensa do governo Sérgio Cabral)

domingo, 8 de agosto de 2010

Batata de Zico está assando, Corinthians 1 a 0 no Flamengo despedaçado

Zico, Feliz dia dos Pais! Muita paz em família. Ponto.


 Mas no futebol, não há paz não. Sua batata está assando. Sim, saudades de você quando jogava no Flamengo, você e o time maravilhosos. Mas este currículo glorioso de maior artilheiro na História do Mais Querido não lhe dá prerrogativas de tratamento excepcional como dirigente, cartola, técnico etc.
 Não. Você sofreu muitos traumas fora do Flamengo e os carrega de forma terrível, e parece um traumatizado que não reconhece isso.
 Você não fez uma história bacana na Seleção. Não que a culpa tenha sido sua. Nada de satanizar nem individualizar responsabilidades. Nada. Mas você é traumatizado e isso atrapalha a sua função no futebol brasileiro fora das quatro linhas.
Uma visão psicanalista explica isso. Na Seleção, perdeu três Copas: Argentina, Espanha de Paolo Rossi e México do pênalti desperdiçado durante o jogo. Tudo bem que depois da prorrogação você bateu e fez o seu na eliminação pela decisão lotérica. Mas o trauma é indelével e parece que vem se agravando com os anos.

 Você faz bem para a Seleção do Japão, fez bem para o futebol da Turquia, mas hoje para o futebol do Brasil, não. Hoje para o Flamengo, fora das quatro linhas, parece que também não.
 Vejamos: você ajudou Zagalo a cortar Romário na França, nos preparativos, por contusão. Romário ainda na Europa chorou zangado e triste, dizendo que poderia ficar que dava tempo para se recuperar.
 Mas você, talvez com medo inconsciente de que Romário fosse bicampeão (e o Baixinho vestia o Manto Sagrado), preferiu cortar o artilheiro mais frio que o Brasil teve nas últimas décadas, o matador calmo na hora de finalizar diante do mundo inteiro com o coação na mão. Pois bem, antes que Ronaldo passasse mal nas horas que antecederam a final contra a França, Romário já estava jogando com a camisa do Flamengo, numa partida contra o Internacional pela antiga Sul-Americana, que depois viária a atual Mercosul. O Flamengo foi campeão, ainda que Romário tenha saído da Gávea antes do fim daquela competição.
 Mas Zico, você ficou duas décadas fora do Flamengo depois de nos dar tantas glórias. Fez time e escolinha na Barra da Tijuca. Sempre foi admirado como nosso maior goleador.
 Voltou, porém, num momento infeliz.  Elegemos uma parlamentar parecida com Roberto Dinamite, ela foi uma bela atleta, e ele o vascaíno que tirou Eurico Miranda do poder ainda no primeiro turno do Brasileiro de 2008 e levou o Gigante da Colina para o fundo do abismo da segunda divisão. Quem levou foi Dinamite, apesar da propaganda mentirosa dizer o contrario. Ele tomou o poder a duas ou três rodadas do encerramento do Primeiro Turno.
 Patrícia Amorim, ao chegar, diante do Hexa, em vez de blindar o time, botou gente para fazer o circo pegar fogo, boquirrotos, quebrou o sentimento de grupo, mandou os campeões para longe do verão carioca, mandou todos sofrerem pré-temporada no pior interior de São Paulo em janeiro, Deixou que se criasse um turbilhão de conversa fiada, fofocas pela imprensa, rachou as lideranças.
 Muitos craques sempre foram farristas. Adriano e Wagner Love não são exceção (este só chegou depois de Hexa) e ambos são importantes apenas pelo que jogam bem, não pelo mau gosto de suas festas, baile funk, amizades nas comunidades cariocas de onde emergiram, sobrevevivendo à pobreza e à violência.
O caso do goleiro Bruno é outra história. Que pague pelos crimes pelos quase venha a ser condenado. E ponto. Mas nada disso mancha o Flamengo coisa nenhuma.
 O torcedor está se lixando para Bruno, Adriano e Zico. Tudo passado. A crise que incomoda pe o desmonte do time Hexa. O que preocupa foi a frase horrorosa, a pior da sua vida, Zico, dizer que a conquista do hexa foi prejudicial ao Flamengo. Ali você ostou todo o seu trauma em letra de forma, escandiu a sua turrice, seu moralismo de meia patoca dizendo que jogador vai ter que ser bozinho fora da Gávea.
A crise é esse quadro que Patricia criou em poucos meses. Você e ela parecem blindados.Você num cargo no qual se acha imune a fracassos. Se o time for mal quem cai é o técnico, fica o comandante de fato.
 Os treinadores do Flamengo virando joguetes.  Todo esse circo armado para o compra-compra, o vende-vende, e o Flamengo se dando mal nas mãos desses procuradores, aves de rapina da juventude desamparada pelos clubes.
 A crise de Adriano, cabecinha de criança, que nem Garrinha, e de Wagner Love, por gostar de bunduda em baile funk no meio da favela com traficantes, nada disso tem a ver com jogar mal ou bem.
 Então, Zico, pense que o Flamengo vai de mal a pior desde que Patricia chegou e você aceitou abrir mão de tanto sucesso no exterior para também vir ganhar dinheiro na Gávea.
 Pode ficar chateado. Sou apenas mais um torcedor. O que penso muita gente também pensa. Esse time que perdeu agora para o Corinthians é fraco, é um arremedo, um desmanche de procuradores, é o preço que o Flamengo está pagando por eleger Patricia, é o preço que a presidente está pagando por se aceitar candidata dessa turma anti-Hexa e a favor do Fla-Só-Vitrine.
 O Flamengo, depois do 1 a 0 deste domingo, já está a quatro pontos da zona de rebaixamento.  Se o Flamengo rodar para a Série B, Patricia vai botar a culpa em Adrianao, Wagner Love e Bruno? Você, Zico,  pode botar a culpa nos técnicos que começar a demitir, mas a torcida que ama o Galinho de Quintino pode botar a culpa de novo no seu destino de não fazer bem ao futebol do Flamengo depois de ter saído do time.
Tudo bem, amanhã o Flamengo começa a ganhar a primeira de uma série de seis ou sete consecutivas, e  retiro tudo isso que eu disse, tudo que torci, palavras que distorci para botar o dedo na ferida e aplacar a dor. Mas hoje vale o escrito.  Como torcedor, vejo que a tristeza é da Nação, mas a culpa é só de duas pessoas até agora: Patrícia e Zico.

(Por Alfredo Herkenhoff, numa pausa nos trabalhos febris em plena contagem regressiva do livro "Memória de um Secretário do Jornal do Brasil, a sair em 31 de agosto")

domingo, 1 de agosto de 2010

Dez anos da morte de José Gonçalves Fontes

Foi em 31 de julho de 2000