sexta-feira, 28 de agosto de 2009

41 Mulheres na Exposição do Correio da Lapa 2/3

VEJA VOCÊ AÍ

parte 2 de 3

41 Mulheres na Exposição do Correio da Lapa


O Correio da Lapa capturou imagens que as próprias mulheres com as quais este blogue-jornal se relaciona via Twitter botaram no microblog das 140 batidas. Ou seja, as 41 fotos abaixo foram escolhidas pelas próprias.

Num relance, tem-se uma visão antropológica de uma forma de se apresentar. A maioria dessas mulheres é do Brasil e tem alto grau de instrução, não fora isso não estariam aqui nesses bordejos de informação e vaidade que é o Correio da Lapa.

Grato pela presenças de todas, torcendo para que outras botem logo uma fotinha naquele quadradinho do Twitter, quadradinho que é uma forma um tanto desprezada de comunicação nesse universo do minimalismo digital.

As fotos a seguir foram clonadas todas no mesmo padrão, as diferenças de qualidade e tamanho são intrínsecas a elas, quase nada havendo de edição neste ato de exibi-las. Até a ordem abaixo seguiu rigorosamente uma fila indiana, mecânica, de copia-e-cola, sem qualquer valoração espacial/especial. (Por Alfredo Herkenhoff)


Melisande Poato


Aline Silva



Adryana BB

Elza Padua



Andrea Dias

Zoujunxi


Janice Beasley



Isabel Coutinho

Andreia Napoleão (Sininho)


Victoria Murte


Cecília da Fonte




Regina Zappa



Regina Lacerda




Martha Pagy

41 Mulheres na Exposição do Correio da Lapa 3/3

VEJA VOCÊ AÍ

41 Mulheres na Exposição do Correio da Lapa

3/3 - última parte


O Correio da Lapa capturou imagens que as próprias mulheres com as quais este blogue-jornal se relaciona via Twitter botaram no microblog das 140 batidas. Ou seja, as 41 fotos abaixo foram escolhidas pelas próprias.

Num relance, tem-se uma visão antropológica de uma forma de se apresentar. A maioria dessas mulheres é do Brasil e tem alto grau de instrução, não fora isso não estariam aqui nesses bordejos de informação e vaidade que é o Correio da Lapa.

Grato pela presenças de todas, torcendo para que outras botem logo uma fotinha naquele quadradinho do Twitter, quadradinho que é uma forma um tanto desprezada de comunicação nesse universo do minimalismo digital.

As fotos a seguir foram clonadas todas no mesmo padrão, as diferenças de qualidade e tamanho são intrínsecas a elas, quase nada havendo de edição neste ato de exibi-las. Até a ordem abaixo seguiu rigorosamente uma fila indiana, mecânica, de copia-e-cola, sem qualquer valoração espacial/especial. (Por Alfredo Herkenhoff)


Graça Carpes





Rosana Perin



Monica Montone




Cláudia Noronha





Lúcia Guimarães



Helena Aragão




Lica Cecato



Sonia Barreto



Adriana Barsotti



Rosane Serro



Juliana Hollanda, a Jupy e também Juju



Ruth Lopes



Marsharubia



Alyne Costa

Palocci, um inocentado. STF dividido e culpado. Brasil envergonhado

Ministro Marco Aurélio lamenta arquivamento da denúncia contra Palocci
Segundo magistrado, MP foi munucioso ao apresentar indícios da quebra de sigilo

Um dos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar pela abertura da ação criminal contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), Marco Aurélio Mello lamentou hoje que a denúncia do Ministério Público por quebra de sigilo não tenha sido admitida pelo Supremo. Alegando falta de provas, o relator Gilmar Mendes votou pelo arquivamento da denúncia contra o ex-ministro, e foi acompanhado pelos colegas Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Marco Aurélio Melo discorda do argumento:

— Poucas vezes me deparei com uma denúncia tão minuciosa. Houve um trabalho de garimpagem antes, e o Ministério Público, na peça apresentada, foi minucioso. Ele procurou revelar em bom português a existência dos indícios, inclusive com dados fáticos, como encontros e horários, mas não convenceu a maioria.

Segundo Marco Aurélio, o processo ainda estava em uma fase embrionária, quando não se poderia concluir-se pela culpa ou responsabilidade de qualquer um dos acusados.

— Tínhamos apenas que indagar se o crime estava revelado, e evidentemente houve o crime porque se quebrou o sigilo e se divulgou na imprensa — considera.

Livre das denúncias de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, quando era ministro, Palocci poderá concorrer ao governo de São Paulo ou até à presidência em 2010.

Quanto aos outros dois denunciados, a maioria votou pela abertura de ação penal contra o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, que responderá na Justiça de 1ª Instância e poderá ter o processo suspenso, caso concorde em cumprir a prestação de serviços à comunidade, conforme proposta do MPF. Já no caso do jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, houve um empate que levou ao arquivamento do processo.

Ministro Marco Aurélio lamenta arquivamento da denúncia contra Palocci
Segundo magistrado, MP foi munucioso ao apresentar indícios da quebra de sigilo

Um dos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar pela abertura da ação criminal contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), Marco Aurélio Mello lamentou hoje que a denúncia do Ministério Público por quebra de sigilo não tenha sido admitida pelo Supremo. Alegando falta de provas, o relator Gilmar Mendes votou pelo arquivamento da denúncia contra o ex-ministro, e foi acompanhado pelos colegas Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Marco Aurélio Melo discorda do argumento:

— Poucas vezes me deparei com uma denúncia tão minuciosa. Houve um trabalho de garimpagem antes, e o Ministério Público, na peça apresentada, foi minucioso. Ele procurou revelar em bom português a existência dos indícios, inclusive com dados fáticos, como encontros e horários, mas não convenceu a maioria.

> Ouça a entrevista do ministro Marco Aurélio à Rádio Gaúcha

Segundo Marco Aurélio, o processo ainda estava em uma fase embrionária, quando não se poderia concluir-se pela culpa ou responsabilidade de qualquer um dos acusados.

— Tínhamos apenas que indagar se o crime estava revelado, e evidentemente houve o crime porque se quebrou o sigilo e se divulgou na imprensa — considera.

Livre das denúncias de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, quando era ministro, Palocci poderá concorrer ao governo de São Paulo ou até à presidência em 2010.

Quanto aos outros dois denunciados, a maioria votou pela abertura de ação penal contra o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, que responderá na Justiça de 1ª Instância e poderá ter o processo suspenso, caso concorde em cumprir a prestação de serviços à comunidade, conforme proposta do MPF. Já no caso do jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, houve um empate que levou ao arquivamento do processo.
FONTE- JORNAL ZERO HORA

ENTREVISTA DO MINISTRO À RÁDIO GAÚCHA

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=74135&channel=232&forceWmEmbed=true

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Correio da Lapa com champanhe!



Seis meses de folia!

Il Maestro Paolo Conte, o maestro, professor, mestre, regente, pai, está dentro da alma e dentro dela vai ficar pra sempre...
Imperdível...




Alfredo pensa e não dispensa: Seis meses na fronteira da loucura, seis meses no hospício, coisa do repórter José Leal, anos 50 e 60, E logo depois, o Tim Lopes, que seria morto covardemente quando fazia uma dessa chamada "reportagem vivida", já lá atrás dava mostras da própria índole, e ainda no Jornal do Brasil, escreveu uma matéria que era mais ou menos intitulada assim: Mangueira vista de dentro.


Sérgio Sampaio cantando por inspiração do suicida Torquato Neto, que lhe revelou as agruras de uma internação. E assim nascia a música que Luiz Melodia também gravou: fui internado ontem na cabine cento e três, no hospital do Engenho de Dentro, só comigo tinham dez. Estou maluco da ideia, guiando carro na contra mão, saí do palco fui pra plateia, sai da sala e fui pro porão.


Seresteiro, que faz um sexteto, cantou inúmeros bimestres, cantará mais ouvindo Los Hermanos.

Estou doido pra ficar maluco; pra ser doido é preciso ter muito juízo. O Correio da Lapa pede passagem contra muitos juízos e juízes.

Saudades do poeta Luiz F. Papi, missa de Sétimo Dia Nesta Data Querida: Dizia o mestre e amigo: sabe que bebe, por que faz mal? O poeta Papi brincava: fumar faz mal ao bolso. Com esta frase curta e absurdamente verdadeira, desmontava, com a arimética do imprevisto, a informação maciçamente divulgada dos malefícios da nicotina.

Uma pétala é uma pétala é uma pétala é um petardo.

Crateras nas pedras portuguesas na calçada entre a Biblioteca Nacional e a esquina da Presidente Wilson. Em plena Avenida Rio Branco, além da escuridão à noite, o caos do calçamento roto, como tem sido rota a falação de choque de ordem, que atinge muito mais os mais fracos, os ambulantes, camelôs e botequins.

Quem não guenta vai embora, O O Ô!
Alegria toda hora, meu Amor
Vamos brindar, tintim
Vamos curtir, tintim
Carnaval é esta beleza
Carnaval é isso aí

(Primeira parte de um samba)
 
Hoje cerca da metade do conteúdo dos grandes jornais é produzida por assessoria de imprensa, serviços de comunicação do governo, de instituições em empresas, além de celebridades e partidos políticos, quando não dos próprios políticos mais poderosos. Está difícil outra leitura senão uma bem seletiva.

Os grande jornais estão viciados em tomar dinheiro do governo federal e do Sistema S. A internet está derrubando a tiragem da maioria dos grandes jornais do Brasil, com poucas exceções como o Zero Hora de Porto Alegre.

Mas quem está preocupado com tiragem? Isso é segredo de Estado que IVC nenhum vai revelar na integridade do fenômeno.

Huffington Post, um jornal exclusivamente digital, bombando na internet, e o Correio da Lapa é leitor assíduo deste veiculo norte-americano que mescla notícias com prazer e outras surpresas. Todo dia as dez melhores fotografias clicadas no mundo inteiro, apenas um exemplo. Claro, tudo objetivamente subjetivo. O Huffington tem conteúdo próprio, e é também um exímio clonador, clona e registra que a notícia está saindo ali e acolá. O que faz o Google com seu motor RSS se não clonar tudo, em tempo real, sem nem empregar quase ninguém?

Noticiar a notícia, com comentários próprios, é um jornalismo tão avassalador que fica ridículo pretender conter via medidas judicias. Não à toa o Supremo está liberando propaganda nas eleições de 2010 na internet. Se proibisse, pagaria mico. Cada leitor é eleitor e jornalista. Elias Maluco, assim que sair da cadeia, será um repórter tuiteiro.


Seis meses ralando 10, 12 e até 15 horas por dia, lendo e escrevendo, relendo e re-escrevendo, num processo de moto contínuo, telas e livros, Paganini pagando os pecados da desafinação do meu mundo, meu mercado.

Delírios e deambulares que antes eram um plano de isolamento hoje é uma miríade de surpresas pinçadas, condensadas, expandidas e comentadas.


E este trabalho levemente pesado se dá com audição de muita música, e ora estamos mais felizes, nós e as músicas, porque o Youtube está diretamente conectado com o sistema de som maior, um possante amplificador Sony de quase mil dólares. E fica mais divertido descobrir que temos à disposição dezenas de milhões de arquivos, vídeos, músicas de todos os tempos, todo tipo, uma pandora inimaginável nem na origem da mitologia, o grande Aleph nem imaginado pelo Jorge Luis Borges. O Panóptico tão estudado por Foucault virou lunetinha.


A Internet é a revolução em curso. Nada mais ridículo do que aquela frase de Vladimir Lênin: não existe liberdade de imprensa sem liberdade de fornecimento de papel. A questão é ambiental. Os grandes jornais se perpetuam graças à internet, promovendo com seus portais de alta qualidade e dinâmica a tal leitura partilhada, leitura ritual, fenômeno que se preserva mesmo com o enfraquecimento do hábito de ler exemplar impresso na celulose do arvoredo.

Mas discutir canudo de faculdade de comunicação, exigência de diploma, associação de classe, sindicatos? Obama neles. Obama usou a internet e bombou entre os brancos de olhos azuis. Foram estes que o elegeram, não os nove por cento da minoria negra e massacrada nos Estados Unidos.

Obama é a internet pós-racial. Make a donation, donate now. Noticias e interação mesmo depois de empossado na Casa Branca. Um mailing list com dezenas de milhões de pessoas que não botam jamais que é um spam, é noticia, são novidades e fotografias, tudo quentinho em primeira mão. O Correio da Lapa é assinante do serviço gratuito do Tio Obama, antes e depois da posse.

Mas hoje, entre Pepino di Capri, Silvana Mangano, Monica Montone e outras surpresas, descubro um colega dizendo que é balela essa história de descrever o Rio de Janeiro como terra da informalidade. Na Avenida Rio Branco, ninguém usa bermuda. Ou melhor, bermuda no Centro é o uniforme do camelô.


Já em Copacabana, numa portaria de um edifício qualquer, uma mulher sai num vestido longo para uma cerimônia ou uma festa, enquanto outra entra de biquíni, a praia estava ótima e já estamos no lusco-fusco. As duas quase se esbarram. São amigas e acham tudo aquilo natural. O longo e a nudez, tudo total.

Cada lugar do Rio de Janeiro tem seus códigos rígidos. O Rio não é nenhuma exceção. A violência carioca que tanto se exibe na mídia tem estatística semelhante a de outras metrópoles brasileiras, mas aqui dá ibope. E se fosse tão ruim morar no Rio de Janeiro, não haveria tanta gente, milhões vivendo na maior felicidade, apesar da falta de grana.

A mesma coisa vale para o casamento. Se fosse tão ruim, não haveria tanto divórcio.


Mas hoje é festa, Champagne! A Papi, sete dias, seis meses, e o soneto do poeta com um tintim no ritmo de Dom Pérignon na casa que está bombando em Botafogo, a Ovelha Negra, na Rua Bambina! (Texto de Alfredo Herkenhoff)

Borbulha ou bolha sangrada
na maceração da uva
do espumante sobrenada
em toneis e lembra chuvas
de pergaminhadas gotas
buriladas no cristal
de um colar de contas soltas
no orvalho celestial
a sublimar-se no casco
de garrafas tamponadas
com rolha e arame... E vê-las
no cândido culto a Baco
lava almas sideradas
E o resto é beber estrelas

Carta do infartado Resposta de médico Y e amigo Z

Stent

Infarto agudo do miocárdio

Stent Dores no Peito Primeiros Socorros Dicas Transplante Vida Normal Sexo e Saudades


Tudo aqui abaixo é real:

From: L.T. Peixoto
Subject: Notícias

Prezados amigos

Sofri sim um infarto, pelo menos de acordo com o registro no prontuário médico. Na tarde do sábado, 25 de julho, senti dores fortes no peito e fui correndo para o hospital. Lá o médico, entre outras providências, logo me recomendou o cateterismo, que fiz, e no mesmo ato, constatada a necessidade, fiz também angioplastia em uma das três coronárias, que estava com 99% de obstrução.

Foi colocado o "stent", uma prótese de aço que, introduzida na região afetada da artéria, expande-a, desobstruindo a passagem do sangue. Trata-se de procedimento que desde 20 anos atrás substitui em muitos casos a ponte de safena ou de mamária, sendo muito menos agressivo. A parte mais complicada é a punção feita para introdução do cateter, na região da virilha, pois o procedimento é realizado com o uso de anticoagulantes, e há um grande risco de hemorragia no local. Para evitar o risco, o paciente fica 16 horas seguida deitado de costas, praticamente imóvel, sem poder tomar remédio contra a dor ou para dormir. Esta, no meu caso, foi a parte mais dolorosa, pois você começa sentir dor nas costas e tem que agüentar.

Mas quando saí da UTI e fiz o ecocardiograma, ficou constatado que o coração não ficou nem um pouco necrosado, de modo que, a menos do grande susto, hoje estou bem melhor do que antes. Já recomecei com as caminhadas, por enquanto 30 minutos por dia, e iniciei uma dieta alimentar.

Durante 90 dias tomarei um remédio para facilitar a formação de um tecido epitelial envolvendo o stent (processo ao final do qual o stent não é mais visto como um corpo estranho pelo organismo), e após isso todo o susto será passado.

Vou logo dando um conselho. Se começar a sentir dores no peito, principalmente se ela aumentar quando estiver de pé, corra para o médico. E trate de evitar ficar de pé, pois a dor vem e com ela a falta de oxigênio no coração, o que pode significar lesão do órgão.

No hospital espere a maca ou cadeira de rodas, em vez de se deslocar a pé. Dona Maria, durante o trajeto para o hospital, não me deixou parar de tossir. Não há comprovação de que isso funcione, mas parece que alguns médicos, na dúvida, recomendam. É isso aí. A qualquer hora devo ir a ver vocês, e então nos encontraremos.
Um abraço
LTPeixoto

Resposta de um amigo em nome da turma do botequim

Meu caro L.T.


Estamos torcendo firme para que você fique muito bem e muito melhor após o grande susto. Fico contente que tenhas parado de fumar, conforme me falou pelo telefone. Torcemos por você e venha logo que possível nos ver. Um grande abraço de todos amigos de nosso grupo.

Francisco E.


Resposta - carta aberta - de outro amigo da turma e que é médico:


Meu caro amigo

O Físico Poeta Infartou. Já está bem!
Aqui eu falo com autoridade, pois meu mestrado e doutorado são em fisiologia cardiovascular. O infarto agudo do miocárdio, desde a implantação desta técnica de stent, deixou de um bicho de 7 cabeças. Quanto o paciente é prontamente atendido, e os stents são implantados. è como se fosse uma troca de pneus velhos: trocou, zera a quilometragem. Disto você não morre mais não.

Você e eu até podemos até morrer de amargura do Governo Lula, mas não deixemos nossos corações ser abalados por esta tragédia que se abateu sobre o Brasil. Trocou os pneus agora vida nova. Já pensou se você tivesse um infarto do pênis? Agradeça ao criador que o órgão agravado tem muita peça de reposição.

Já existe transplante de pênis também. Mas você já pensou ficar penetrando nas pobres vaginas com o órgão de um defunto. Já pensou em você ficar gozando com o pau do outro? Já pensou você brochar com o pau do outro? A quem atribuir o fracasso?

FH

Juliana Hollanda, poesia e pastel

A poetista Juliana Hollanda, que também gostaque a chamem de Jupy e de Juju, e um pastel quente que parece delicioso numa noite do movimento anárquico Ratos Di Versos... Aliás, daqui a pouco tem mais tertúlia dos Ratos e de outras tribos pelos quatro cantos do Rio de Janeiro (Foto by Alfredo Herkenhoff).

Paolo Conte, una vecchia rumba



Gli impermeabili
Ao vivo, com
Paolo Conte

Mocambò...

serrande abbassate
pioggia sulle insegne delle notti andate
...devo pensarci su... pensarci su...
ma dipenderà... dipenderà...
...quale storia tu vuoi che io racconti?...
...ah!... non so dir di no, no, no... no... no...



...e ricomincerà...
come da un rendez-vous...
parlando piano tra noi due...


Scendo giù
a prendermi un caffè...
...scusami un attimo...
passa una mano qui, così,
sopra i miei lividi...
...ma come piove bene su gl' impermeabili...
...e non sull'anima.



"Appunti di viaggio", 1982


C'è stato un attimo che tu
mi sei sembrata niente,
è stato quando la tua mano
mi ha lasciato solo e inesistente,
hai volteggiato e sei tornata qui,
l'orchestra è andata avanti
e, poi, nessuno ha visto niente

E abbiam ripreso a masticare
questa vecchia rumba,
ci siam sorrisi e salutati
e siam rimasti in pista,
e ci è sembrata sempre grande
questa nostra danza mezza dolce e mezza armara
e siam rimasti in gara.

Dancing...

I ballerini che lo fanno
un po' per professione,
un po' per vera vocazione
han passo di ossessione
e sanno bene che l'azzardo
è lieve come il leopardo
e san che tutte le figure
han mille sfumature.
Se nel mio passo hai avvertito
un'inquietudine e un grande inchino,
ero vicino a una città lontana
tutta di madreperla, argento,
vento, ferro, fuoco
e non trovavo qui nessuno
per parlarne un poco.

Dancing...

Si, sono sempre più distratto
e anche più solo e finto
e l'inquietudine e gli inchini
fan di me un orango
che si muove con la grazia
di chi non è convinto
che la rumba sia soltanto
un'allegria del tango.

Flamengo, mal, vende 500 mil camisas em 2 meses


Imaginem vocês se o Flamengo estivesse bem...

Só com a eliminação do rubro-negro pelo Fluminense, ontem à noite no Maracanã, mais umas 10 mil camisas do Mengão devem ser compradas hoje. Caraca, uma vez Caraca, Caraca até Morrer...


O maior contrato de patrocínio esportivo do futebol brasileiro já mostra resultados surpreendentes: a Olympikus, marca esportiva oficial do Flamengo, vendeu em pouco mais de dois meses 500.000 camisas do clube. A Olympikus é a maior marca esportiva do país, com aproximadamente 15 mil pontos de venda e distribuição nacional. Com este potencial, a marca já havia comercializado mais de 200 mil camisas em sistema de pré-venda um mês antes do lançamento oficial do contrato, em 1º de julho deste ano.

“O patamar de meio milhão de peças em apenas dois meses só mostra a grandeza do Flamengo e o potencial represado da nossa marca”, afirmou Delair Dumbroski, presidente em exercício do time rubro-negro.

O relacionamento entre a Olympikus e o Flamengo foi acompanhado por um pacote de inovações e grandes investimentos, à altura do clube com a maior torcida do mundo. A Olympikus resgatou tradições do clube no design de camisas, lançou produtos casuais baseados em pesquisas junto aos torcedores e ao mercado e criou novos canais de comunicação com a torcida.

E ainda há muitas inovações a caminho. O Flamengo deve ganhar em breve uma megaloja com 1.300 m² para toda linha de produtos oficiais e licenciados e a Olympikus vai participar também na construção do Museu da Gávea, um sonho antigo, que vai dar aos torcedores um museu com estrutura de grandes clubes estrangeiros e vai dar ao Rio de Janeiro mais um cartão postal.
“Desenvolvemos um grande projeto de relacionamento para unir a maior marca do país e a maior torcida de futebol do mundo. Para nós é um grande orgulho e um grande prazer fazer parte desta história”, definiu Tullio Formicola Filho, diretor de Marketing Esportivo do Grupo Vulcabras/azaleia, responsável pelo relacionamento entre a Olympikus e o Flamengo.

Carnaval polêmico nas notas 9,2 e 8,7 da Sapucai

Atriz Paola Oliveira, mera ilustração

A seguir este Ce-dê-éle (CdL, Correio da Lapa) posta três textos produzidos e exibidos pelos sites cariocas Pentimento e Tribuneiro, a cargo respectivamente de Marcelo Moutinho e Carlos Andreazza, com duras críticas aos modos como o Carnaval no Rio de Janeiro é gerenciado, numa parceria entre a Liesa, o braço do jogo do bicho na indústria do turismo, e a prefeitura do Rio de Janeiro. Esta engenharia foi consolidada na administração Cesar Maia.

Em 2009, mal chegado ao Palácio da Cidade, o prefeito Eduardo Paes nada pôde fazer de muito concreto ou novidadeiro com relação à maior festa do Rio de Janeiro. Mas, agora, Carnaval de 2010 batendo à porta, o novo prefeito, no primeiro ano de seu mandato, e em tese tem mais sete pela frente, está com a faca e o queijo na mão, tendo apoio do governador Sérgio Cabral que, por sua vez, tem um aliado no bolso, o presidente Lula. Portanto, nunca antes um Carnaval carioca esteve tão vinculado, numa sintonia fina, com todos os poderes: Presidência da República, Executivos Estadual e Municipal e Jogo-do-Bicho/Liesa.

Qualquer injustiça ou coisa que der errado, no Império do Rei Momo em 2010, não será por culpa do folião. Sem entrar no mérito das duras críticas contidas nos próximos três takes clonados, ressalte-se que quem os produziu não aceitou a degola, na Sapucaí de 2009, da gloriosa escola de samba Império Serrano de tanta beleza e tradição, mas que atravessa uma quadra de dificuldades: falta de grana e desprezo da turma da contravenção que controla tudo, dos ingressos ao esquema vergonhoso de notas com décimos.

Apuração suspeita na Sapucaí com notas de "décimos de décimos"

A propósito, nota com décimos é uma fórmula ridiculamente tosca de iludir gente simples com números. Porque uma escola que leva nota 9,2 num quesito está, na verdade, sendo eliminada, levando de fato uma nota 2, ou seja, o 9,2 equivale a oito pontos de diferença com relação à nota 10 da outra agremiação que foi programada para ser vitoriosa.

O sistema de décimos é uma forma, ou fórmula, de iludir; ninguém tem dúvida disso, mas ninguém consegue mudar. Fosse sistema de notas inteiras, de 1 a 10, um julgador não teria coragem de sair dando nota 1 e nota 2 para a Serrinha, União da Ilha ou Mangueira. Com este sistema, se três ou quatro jurados, mal intencionados ou numa articulação, derem notinhas simpáticas para algumas grandes coirmãs, tipo nota 9,3, ou nota 8,8, pronto, estão eliminando aquela escola.

O sistema de décimos é uma forma enganosa de dar a impessão de que 9,2 é algo perto de nota 10, ou uma notinha fraca mas longe do zero. Pscolgia de ladrãozinho. Nota 9,2 é na verdade nota 2, pertinho do zero, é o massacre. É coisa de Senado Federal, uma aritmética medonha e sem ética. E assim, três ou quatro jurados, num rodízio, num disfarce, podem facilmente ser responsabilizados pelo resultado de sempre: só ganham o primeiro lugar as escolas ricas e abençoadas ou ungidas naquele ano pelos podres poderes da Liesa.

Pelo visto, Eduardo Paes vai repetir Cesar Maia dando uma de Pôncio Pilatos.

Uma última observação: este blogue-jornal CdL posta sem endossar o que posta. Aqui é tudo reflexo de outras reflexões. Vamos ler e refletir os próximos textos logo abaixo (Por Alfredo Herkenhoff):

Carnaval no Rio de Janeiro - Eduardo Paes 1 de 3


Carnaval 1 de 3 - Sites Pentimento e Tribuneiro


A licitação da carochinha e o prefeito cagão



Escrito em 25 de agosto de 2009 - Site/blog Pentimento, de Marcelo Moutinho, escritor e jornalista apaixonado pela Império Serano


É fundamental a leitura da análise que o Carlos Andreazza publicou hoje, no site Tribuneiros, sobre o Edital de Licitação da Prefeitura para "selecionar" o responsável pela organização do carnaval dos próximos quatro anos. Sob o disfarce de realizar a tão ansiada moralização, o documento expõe de forma patética a postura covarde de Eduardo Paes ante os bandidos da Liesa.

Paes, que havia prometido enfiar a mão nessa cumbuca, deixa cair a máscara (vê-se, hoje, retrospectivamente, que aquela campanha eleitoral suja era sintomática). E mais uma vez, assim como vem acontecendo desde o governo César Maia (de triste lembrança), o poder público se coloca de joelhos, reafirmando a falta de coragem (o cagaço mesmo) e a disposição em se manter conivente com a contravenção e o crime. Choque de ordem? Isso é pra camelô. Com gente grande, não se mexe. Falta coragem. Falta vergonha na cara.

Em seu texto, Andreazza desvela, um a um, os tópicos do edital da carochinha. E adianta o que todos nós já sabemos: o vencedor está escolhido de véspera, e será a própria Liesa.

Silvana Mangano & Monica Montone, le belle

Silvana Bella
Mangano Bella
Silvana Mangano Bella

Nasceu num 21 de abril, no distante 1930. Foi Miss Italia em 1947 e se casou com o diretor Dino De Laurentis em 1949, vivendo com ele até morrer em 16 de dezembro de 1989. A atriz Silvana Mangano trabalhou em filmes como Teorema, Black Eyes, Dune, For Love One Dies, The Decameron, Oedipus Rex, Barabbas, A Branded Woman, The Tempest, Ulysses, Bitter Rice e The Last Judgment.

Monica Montone, veramente italiana

E assim se passaram seis meses

Uma italiana, quando é bonita, ja é, é bonita de+, totalmente de+, e numa terra de Monica Vitti, Claudia Cardinale e Sofia Loren, não se pode brincar com a beleza.

Outro dia, li no twitter de Monica Montone, poetisa, atriz e cantora que tem um excelente site, que esta jovem foi elogiada por Afonso Romano de Sant'Anna, meu bom professor na PUC-Rio, assim, meio como quem não diz nada, que nome dela parecia de artista italiana. Affonso, casado com uma italiana, também bela e bela escritora, Marina Coslassanti, sabia muito bem o que estava dizendo. Em homenagem às italianas do Mundo e especialmente a esta bela escritora e bailariana paulista-carioca Montone, da turma do Claufe Rodrigues, este Correio da Lapa, comemorando hoje seis meses de existência em tempo real, day by day, sem faltar jamais com pelo menos uma Senhora Surpresa a cada edição, saúda a quinta-feira gorda no Rio de Janeiro prenhe de saraus e lançamentos literários, um belo hoje, um eterno hoje... E elege Monica Montone como a Mais Linda Fina Flor Deste Dia.
Parabéns pelo site, Monica... Confiram no>
http://www.finaflormonicamontone.com

La Montone no click de Patriccia Landim

Tu sei bella, bella di piu, bella come io non ho mais visto nessun'altra, solo al cinema, ma allora sei insieme a loro, ad elle che cantano, ballano e fanno la gente sorridere e piangere, ma se piangi, io piango con te... perche sono parte di questi minuti... Ah! La Canzone... Cittá delle donne, Cidade dos Sonhos... Il Corriere della Lapa é oggi, e ogni giorno, lo stesso punto misterioso: un amore, cosi subito, forza del destino, ciò che fà muovere il sole e tutte le stelle... Grazie mille, bel giorno, e tão bom estar à toa na vida querendo dar aula de italiano para a própria memória, dileta discípula, forse sorella, da emoção... E falando nisso, nada melhor do que ouvir Paolo Conte, qualquer canção, para compreender o que se diz hoje na Itália: Azzurro, il pomeriggio é troppo azzuro e lungo...