segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
JB - Memórias de um secretário : um tributo ao jornalista Araújo Neto
Segue um capítulo:
Árvores e impérios, tributo a Araújo Neto
Ano 2000! Chega de Roma a triste notícia: o correspondente Araújo Neto perdeu a mulher, Maria Eunice, depois de longa batalha contra o câncer. Maria Eunice Gonçalves Araújo nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e jamais esqueceu a pequena cidade capixaba que acaba de reeleger o prefeito Teodorico Ferraço, construtor de, entre outras coisas, um chafariz de 20 metros de altura, no centro da Praça Jerônimo Monteiro, sob alegação de que, além da beleza, a escultura em ferro borrifaria o ar calorento com finíssimos jatos d'água, trazendo frescor para todos, além da redução da temperatura média de um lugar que rivaliza com Teresina e Corumbá em matéria solar.
Em Corumbá, os filhos da PUC do Rio, a caminho do Trem da Morte para conhecer o legado do Império Inca em Cuzco e Machu Pichu, logo notaram que o principal ponto de encontro era o bebedouro fiberglass borrifando água gelada na agência do Banco do Brasil.
A vitória de Bush Filho sobre Al Gore, apesar do mico imperial, da apuração inconclusa dos votos, apesar de exibir uma faceta que parecia opereta exclusiva da Itália mais fanfarrona e principalmente do pior da América Latina, não despertou dúvidas sobre a lisura do pleito, pelo menos a ponto de despertar ódio e levar democratas a pegar em armas contra o sistema eleitoral americano. Pode-se dizer que houve falha nas formas de votação, mas não má-fé. E o xerife vencedor empalmou o poder com um estilo ranger, texano, Casa Branca como DP do mundo.
Se a CNN se precipita nas projeções, por que o Ibope não pode antecipar erros também? Muito bem se portou na questão floridiana o prefeito eleito Cesar Maia, comedido, sem extravasar opiniões de afogadilho que pudessem atrapalhar a recontagem e as decisões da Suprema Corte em Washington. A virada de Cesar Maia em cima do candidato Luiz Paulo Conde, apoiado por Anthony Garotinho, se deu nos últimos dias que antecederam o pleito e pegou os primeiros clichês de diversos jornais, no dia da votação, prevendo que ganharia o candidato que perdeu. Aliás, só o JB cravou a vitória de Cesar Maia na primeira edição.
Entre impérios que vão e vêm, entre políticos com vocação imperial, nunca é demais lembrar que Nero foi um urbanista. Reformou Roma inteirinha. Depois, entediado, tacou fogo em tudo.
Araújo Neto tem muita história para contar sobre Maria Eunice, Jornal do Brasil e Urbi et Orbi. Todos sabem do profissional sagaz, desde quando era chefe de reportagem antes de se tornar o correspondente que abrilhanta a imprensa mandando histórias do Quirinale e Vaticano há décadas.
Mas o que falar dos Gonçalves, lá de Cachoeiro? Chiquinho Gonçalves, o pai de Maria Eunice, era advogado. Fez história. Conservou a história de uma pequena cidade. Construiu um casario, onde Maria Eunice viveu os primeiros anos de vida, entre frondosas jaqueiras, abieiros, fruta-pão, mangueiras, sapotizeiros, e sabe-se lá mais o quê, na Rua Coronel Monteiro, diante de um morrinho onde vivia a pintora primitiva Isabel Braga, cunhada de Rubem Braga, num lugar que era um verdadeiro paraíso de plantas e bichos. Falar hoje dos cronistas Rubem e o irmão Newton Braga seria covardia.
Maria Eunice, já doente, me perguntou se o pé de sapoti ainda estava lá.
Maria Eunice é a doce saudade da pequena cidade do Rei Roberto Carlos. Segundo Danuza Leão, num comentário de TV, tempos atrás, aquela região capixaba parece estar no centro de um pedaço da terra com um magnetismo misterioso. Este fenômeno faria brilhar talentos. Ela própria, como a saudosa irmã Nara, é uma prova disso. Filhos de Danuza, a artista Pinky Wainer e o falecido repórter Samuca idem, que também por lá não nasceram, mas conviveram sob influência do tal magnetismo.
E Romildo Gonçalves, o tio de Maria Eunice que operou a perna de Roberto Carlos menino, num dia de festa na cidade? Dizem que não era o mais inteligente de uma família de vários médicos, mas quem disse que o cirurgião mais brilhante, e mais importante na vida de um menino-rei, precisa ser o mais teórico dos irmãos?
Não é preciso nascer em Cachoeiro de Itapemirim para compreender as raízes, basta passar por lá, como o pai de Chico Buarque, Sérgio que lá, numa vilegiatura, colaborou com um pequenino jornal diário, chamado O Progresso. Durou 11 meses, em meados da década de 1920, esse mergulho no interior. O jovem Sérgio voltou para a cidade grande, deixando lá, além da saudade, o apelido carinhoso de Dr. Progresso, que ele ganhou dos colegas e gráficos, com os quais pitava cigarro, bebia cachaça e exclamava para a Lua uma frase então inédita: “O amor é lindo!”. Depois escreveria Raízes do Brasil.
Mas, falar dos anos 20, de uma cidadezinha, na aurora de um novo milênio! Francamente... Melhor seria dizer que Sérgio, não apenas o Buarque de Hollanda, mas o Bermudes, da Rua Ary Lima, ao lado do casario dos Gonçalves, é tão importante para o Brasil, e quiçá para a Academia Brasileira de Letras, quanto mulher foi Maria Eunice para Araújo Neto...
Um belo dia, uma igreja americana comprou o morrinho, tirou todas as árvores do tempo do pai de Isabel Braga, derrubou a casa construída pelos antepassados de Isabel, gramou o terreno inclinado onde brincara Isabel e construiu um pequeno templo. Uma ermida horrorosa, concorda o jornalista Edson Braga e concordaria a saudosa mãe Isabel.
Os Gonçalves se uniram aos Monteiro, dos políticos Bernardino e Jerônimo, governadores capixabas. Os Jerônimos foram empreendedores, desses que abrem estrada, desses que viram nome de rua no Leblon, políticos lembrados nos nomes de praças em todas as cidades do Espírito Santo. Do clã surgiu uma safra de profissionais liberais, como a repórter Cláudia Montenegro, do JB, e seu pai, o pediatra Lauro Monteiro, que um dia salvou aqui no Rio o filho do premiado José Gonçalves Fontes, colega de Araújo Neto, mas cujo sobrenome é só mera coincidência com a linhagem de Maria Eunice.
A verdade é que todos, os Gonçalves, os nomes e os amores se entrelaçam ibericamente, e Maria Eunice perguntava em Roma se ainda viviam as árvores cultuadas pelo velho Dr. Chiquinho, o pequeno imperador da Rua Coronel Monteiro...
Maria Eunice era prima da saudosa Heleninha Gonçalves, incentivadora de bordões irreverentes e que, no Rio, fechava bares cantarolando: “Morena boa lá de Cachoeiro...”. Deixava o cantor Luiz Melodia de olhos arregalados, curioso com a canção falando lá da terra do amigo Sérgio Sampaio, da Rua Moreira, exatamente do lado da chácara onde um dia viveu Isabel Braga... Um dia, quem sabe, Melodia, que tão bem interpreta as canções de Sérgio Sampaio, ainda haverá de gravar Morena boa lá de Cachoeiro... A composição é de Pedro Caetano, um desses autores que, de repente, deixam a cidade grande e vão viver uma temporada em terras capixabas.
Retirado o rascunho acima de minhas anotações pessoais, torna-se imperioso acrescentar que foi incluído neste livro como homenagem emergencial ao agora também saudoso Araújo Neto.
O mundo é pequeno e parece que vai ficando menor. Uma das netas de Sérgio Buarque de Hollanda, Sílvia, nasceu em Roma. O berço usado pelo casal Chico Buarque e Marieta Severo foi presenteado a Araújo Neto e Maria Eunice. Nele, embalaram a caçula Mariana, nascida em 1974 na capital italiana.
Triste na viuvez, o correspondente foi abandonado em Roma pelo Jornal do Brasil, que o demitiu depois de quatro décadas de dedicação integral. Araújo, que foi correspondente em Lisboa, de meados dos anos 60 até 1968, quando seguiu para Roma, não tinha nenhuma outra renda, nem riqueza, além das quatro filhas, Vera e Luciana, jornalistas, Carmen e Mariana. Essas agressões do moderno gerenciamento devem ter feito mal à Condessa Maurina Pereira Carneiro, esteja onde estiver.
O jornal O Globo tomou a atitude digna de contratar o velho colega, às pressas, em outubro de 2001, num verdadeiro desagravo. Mas Araújo Neto adoeceria pouco depois, em março de 2002, derrame com sequelas físicas. E morreria um ano e meio depois, em 3 de junho de 2003.
Por ocasião da morte, Carlos Lemos, amigo de 40 anos, lembrou, em entrevista a O Globo, que Araújo era “um caráter extraordinário”, com “a isenção e a frieza que caracterizam os grandes jornalistas”.
Araújo Neto, Fontes e Oldemário morreram pobres, mas com dignidade, numa época em que o querido JB, que eles tanto amaram, mal conseguia depositar o FGTS até dos seus mortos e vivos mais queridos.
Nascido no Amazonas, mas carioca por morar no Rio desde a infância, Araújo Neto era mangueirense, rubro-negro apaixonado, autor de livros e grandes reportagens sobre futebol. Escreveu Drama e glória dos bicampeões (1962), que assinou a quatro mãos com Armando Nogueira. Cobriu Copas do Mundo desde a competição no Chile. Esteve em Cuba, em 1959, ano da revolução, e cobriu todos os papados desde João XXIII. Seu legado também está a merecer uma consolidação em livro.
José Gonçalves Fontes dizia que, muitas vezes, fechada a edição do JB, iam todos os colegas para algumas libações boêmias, tempo de terno, gravata e bonde. Mas, ainda assim, não faltavam brincadeiras como a chamada “barata voa” em que o sapato de um jovem Sérgio Cabral, engravatado, era jogado de mão em mão, entre gargalhadas do motorneiro pelos trilhos da Rua 7 de Setembro, num divertido recreio com Armando Nogueira, Carlos Lemos, Oldemário, Fontes, Araújo Neto, Wilson Figueiredo e outros, no amanhecer da profissão, com o jornal ainda quentinho saindo da rotativa no Centro do Rio.
A tristeza que Araújo Neto sentiu com a ruptura imperial do Jornal do Brasil só é menor da que sentiu com a perda de Maria Eunice. Que o lamentável episódio de demissão, tão deselegante, sirva, pelo menos, de aviso a qualquer um que se aproxime da imprensa.
Francisco Pedro Araújo Neto ficou tão abalado com as duas perdas que desabafou a frustração a amigos. Perdera a esperança de que jornalistas pudessem “ser bem educados, cordiais e gentis uns com os outros”. Morreu nessa ilusão. Jornalistas podem ser sim gentis, como Luis Fernando Veríssimo, que o homenageou conferindo-lhe o título de embaixador plenipotenciário do Brasil junto a corações de pessoas de boa vontade na Cidade Eterna.
***** Como sou o autor deste instant book de 430 páginas sobre o Jornal do Brasil, posso vender o exemplar por R$ 38, nisso já incluido o frete. Na Livraria da Travessa, cobram 70 reais...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Por que considero fraco o samba mangueirense sobre Nelson Cavaquinho
O samba-enredo é fraco!
Nelson do Cavaquinho, o Nelson Cavaquinho, neste 2011 que se avizinha, faria 100 anos se vivo estivesse. O grande compositor é o homenageado como tema do enredo da Estação Primeira no carnaval que vai rolar em março. Estive na quadra no dia da escolha do samba - o vencedor É de uma dupla: um mangueirense e um paulista. Claro que o samba dá pro gasto, não escutei os derrotados direito. Mas, francamente, é um samba fraco. Todos os concorrentes , seguindo orientações da sinopse para a confecção do desfile, usaram e abusaram de citar e embolar versos dos clássicos de Nelson Cavaquinho. Destaco a seguir alguns versos do samba vencedor, que é todo na primeira pessoa, como se Nelson estivesse vivo cantando a própria biografia, ou como se cada folião, cada simpatizante da escola ou cada mangueirense fosse o próprio homenageado. Destaco para explicar por que considero o samba fraco - para além do fato de ter uma melodia igualmente fraca: a letra trai uma marca de compositor: a simplicidade. A letra tem laivos de auto-elogio que não constam na obra do mestre amigo da maravilhosa Beth Carvalho.
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Tatuei em meu caminho
Seletas obras musicais”
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Sonhei que folhas secas cobriam meu chão
Pra delírio dessa multidão
impossível não emocionar”.
Nelson nunca teve essa arrogância. Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Se te encantei com o meu talento
Acabo te vendendo uma canção”.
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
(...) teu samba
Ninguém vai calar...”
Vou torcer de novo pra Verde e Rosa, mas o samba é fraco mesmo. Que história é esse de ninguém vai calar? Quem já pensou em calar o samba da querida Mangueira?
E no fim do samba-enredo, o verso na primeira pessoa ainda nos obriga a imaginar Nelson cantando assim:
“chorei ao voltar para minha raiz”.
Voltar? Nelson depois que conheceu a Mangueira se enraizou de forma única, é do mesmo nível do fundador Cartola. Sim, o samba-enredo de 2011 é fraco, mas vamos torcer, que vai que dá pro gasto....
Nelson Cavaquinho cantava se acabando na melhor poesia, cantava a mais simples, cantava belamente com sua voz chorosa, assim:
“Quando piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas de minha
Estação Primeira, não sei
Quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando”...
(Por Alfredo Herkenhoff – Correio da Lapa)
Nelson do Cavaquinho, o Nelson Cavaquinho, neste 2011 que se avizinha, faria 100 anos se vivo estivesse. O grande compositor é o homenageado como tema do enredo da Estação Primeira no carnaval que vai rolar em março. Estive na quadra no dia da escolha do samba - o vencedor É de uma dupla: um mangueirense e um paulista. Claro que o samba dá pro gasto, não escutei os derrotados direito. Mas, francamente, é um samba fraco. Todos os concorrentes , seguindo orientações da sinopse para a confecção do desfile, usaram e abusaram de citar e embolar versos dos clássicos de Nelson Cavaquinho. Destaco a seguir alguns versos do samba vencedor, que é todo na primeira pessoa, como se Nelson estivesse vivo cantando a própria biografia, ou como se cada folião, cada simpatizante da escola ou cada mangueirense fosse o próprio homenageado. Destaco para explicar por que considero o samba fraco - para além do fato de ter uma melodia igualmente fraca: a letra trai uma marca de compositor: a simplicidade. A letra tem laivos de auto-elogio que não constam na obra do mestre amigo da maravilhosa Beth Carvalho.
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Tatuei em meu caminho
Seletas obras musicais”
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Sonhei que folhas secas cobriam meu chão
Pra delírio dessa multidão
impossível não emocionar”.
Nelson nunca teve essa arrogância. Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
“Se te encantei com o meu talento
Acabo te vendendo uma canção”.
Nelson Cavaquinho jamais cantaria um verso assim:
(...) teu samba
Ninguém vai calar...”
Vou torcer de novo pra Verde e Rosa, mas o samba é fraco mesmo. Que história é esse de ninguém vai calar? Quem já pensou em calar o samba da querida Mangueira?
E no fim do samba-enredo, o verso na primeira pessoa ainda nos obriga a imaginar Nelson cantando assim:
“chorei ao voltar para minha raiz”.
Voltar? Nelson depois que conheceu a Mangueira se enraizou de forma única, é do mesmo nível do fundador Cartola. Sim, o samba-enredo de 2011 é fraco, mas vamos torcer, que vai que dá pro gasto....
Nelson Cavaquinho cantava se acabando na melhor poesia, cantava a mais simples, cantava belamente com sua voz chorosa, assim:
“Quando piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas de minha
Estação Primeira, não sei
Quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando”...
(Por Alfredo Herkenhoff – Correio da Lapa)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Arte e mercado, tanto faz
Tela de Augusto Herkenhoff, Rio de Janeiro, 1983
Arte e mercado, tanto faz
A qualidade de uma obra de arte e o preço da obra nem sempre andam de mãos dadas. O que faz uma tela pequena, um óleo, ser arrematada por 20 milhões e, no mesmo leilão, um outro trabalho, também a óleo, mas bem maior, ser adquirido por apenas 10 milhões? As explicações variam, mas ninguém, nenhum especialista, diz que a reposta é um mistério, ou se diz que é, não sabe qual. A formação de preço no mercado de arte decorre de uma série de fatores, subjetivos e objetivos.
Ao ouvir essa conversa, fiquei matutando: quem esse cara pensa que é? O dono da verdade do mercado? Mais um enganador? A pequena aula de marketing e história da arte prosseguiu, e não consegui me afastar da mesa onde se dava o bate-papo. Seguem pinceladas...
Valoriza um artista o número de exposições em espaços nobres, grandes galerias e museus e outras instituições sem fins lucrativos. Valorizam o artista o número de exposições individuais e coletivas e as retrospectivas. O número de obras que um artista produz. A raridade sempre foi fator de valorização. A quantidade de obras de um artista em coleções públicas e privadas. A distinção da importância de cada tipo de coleção: há instituições particulares mais importantes do que coleções públicas, mas, em princípio, estar no acervo de uma grande coleção sempre conta ponto. O número de vezes que determinado artista, obra, ou fase de determinado artista, é tema de textos ou mereceu citação. A importância das publicações vale ponto de valorização. A badalação do artista por formadores de opinião, idem. O reconhecimento do artista por outros artistas, idem. O autor dos textos, os críticos, historiadores, curadores e escritores valem pontos na curva ascendente dos preços da obra de arte.
Os preços dos leilões também sinalizam para uma atualização de cotações. A atuação do marketing, da publicidade e os interesses escusos tanto podem valorizar quanto desvalorizar uma obra, uma fase ou a cotação geral de determinado artista.
Sim, livros, autores, resenhas e simples citação podem, também, significar desvalorização, se aqueles forem decadentes ou desprezíveis.
Ao contrario da maioria das manifestações artisticas, as artes plásticas guardam resquícios de elitização histórica. As obras podem ser vistas nas exposições, nas galerias e nos museus, mas, para os mais ricos do mundo, interessa especialmente a obra única dentro de casa, o óleo dos melhores nomes. A elevação dos preços produz uma espiral estratosférica que os catapulta, criando uma disputa particular entre os mais ricos e poderosos do mundo.
Os prêmios também são faca de dois gumes: tanto podem desvalorizar como vulgarizar determinado artista.
Há ainda os marchands convictos de que a valorização de uma obra depende não exatamente de um mistério, ou um complexo de fatores, mas de uma circunstância também nebulosa: o sorriso de quem tem diante do que não tem. Este sorriso ocorreria mil vezes a cada segundo, sem que quase ninguém jamais note o toque de Midas. São os sorrisos que levam determinados trabalhos de arte a valer milhões.
Tal qual barra de ouro, qual diamante maior e mais puro, o artista é objeto de consumo, espelho da vaidade, pretexto para uma competição, o personagem do ano, o jatinho de última geração, a Ferrari de estimação. O artista é o objeto da valorização, raramente o sujeito. O artista, coitado, é a parte mais sensível do mistério da convertibilidade entre o trabalho de arte e o dinheiro. O artista – maravilha! – sabe que está acima dessas valorizações e outras questiúnculas. Acima, ou abaixo, tanto faz. (Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa).
Navio e chuva de rosas no Rio de Janeiro
Pintura de Augusto HerkenhoffAcrílica sobre tela, 1.20 x 1.80, 2010
Marco Rodrigues Que chova rosas de paz sobre o Rio de Janeiro! Adoro vc. Abs.
29 de novembro às 15:29 ·
Teresinha Ximenes Carneiro Gostei muito deste trabalho: inspirador e no tempo certo!
Chuva de rosas... Parece até milagre de Santinha...
Grata por me incluir.
Fico imaginando uma exposição com varias rosas sobre esta cidade maravilhosa...
30 de novembro às 14:23 ·
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Oupação do Morro do Alemão, Beltrame e Wikileaks
Muita gente nunca acreditou que os narcotraficantes do Complexo do Alemão tivessem lançado uma campanha de terror queimando carros sem gente para mostrar insatisfação com a UPP. Tivessem mesmo querido isso, não teriam apoiado Dilma e Cabral em outubro e teriam "lançado" a campanha do terror piropata antes das eleições. E aí, em vez de... bolinha na careca do Serra, teríamos realmente um imbroglio. Agora, com novas informações secretas da diplomacia americana vazadas pelo Wikileaks, sabemos um pouco mais: Não, nada foi por acaso...
Deu na Folha agora há pouco:
07/12/2010
Aos EUA, Rio previu ação traumática no Alemão
Folha de S.Paulo
RIO - Documentos secretos feitos pelo Consulado dos EUA no Rio afirmam que, em encontro reservado, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, antecipou que faria a operação de tomada do Complexo do Alemão e previa uma ação com "violência traumática". O texto cita encontro do cônsul Dennis W. Hearne com o secretário de Segurança em 22 de setembro de 2009, em que este dizia que o Complexo do Alemão estava "totalmente fora de controle do Estado".
O despacho aponta que Beltrame informou que a ocupação seria no início de 2010. "Talvez assemelhando-se mais a batalhas em Fallujah [cidade iraquiana] do que a operação convencional de uma polícia urbana", anotou Hearne. Beltrame se queixou do aumento do número de armas de uso militar feitas nos EUA, desviadas de exércitos da Colômbia, Bolívia e Paraguai e que terminam no tráfico.
Em outro despacho, Hearne cita encontro com o superintendente de Planejamento Operacional da Polícia do Rio, delegado Roberto Alzir, em outubro de 2009. Alzir diz que Cabral definiria até janeiro se pacificaria cinco favelas menos populosas ou se focaria a ação em uma grande. Dizia ser "improvável" que o aparato necessário para a tomada do Alemão fosse formalizado antes do Carnaval de 2010.
Cabral optou pelas Unidades de Polícia Pacificadora em favelas menos populosas. Os documentos fazem parte de lote de telegramas dos EUA divulgados pela ONG WikiLeaks.
A estratégia das UPPs no Rio tem pontos em comum com as ações das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão (Limpar, manter e construir), informa o cônsul em despacho de 30 de setembro de 2009, intitulado "Doutrina da Contrainsurgência chega às favelas do Rio".
Mico na premiação do futebol no Rio de Janeiro em 2010
Conca sem Lula
Não havia como a festa de ontem à noite no Municipal não ser ótima.
Mas quase que a estragaram. Roteiro pecou em momentos cruciais.
...Excesso de Corinthians na hora errada. Vaias merecidas para Andrés
Sanchez. Este sim a presença mais idiota de um centenário sem ter nada
a comemorar. E o dirigente corintiano ainda agrediu frontalmente os
tricolores. E por que tanto salamaleque com o Coritiba cuja torcida
protagonizou uma das cenas mais vergonhosas da história dos estádios
brasileiros? E o balé pífio! Vinhetas globais com máscaras
carnavalescas. Parecia coisa da Copa na África do Sul. Faltou
compreensão de que o ponto alto merecia pompa e circunstância: Lula e
Conca juntos. Mas Conca recebeu o troféu das mãos de um diretor da
Globo. A homenagem ao Corinthians deveria ter sido menor e ocorrido no
começo da festa, não no auge. Marketing atropelou o bom senso. Gente
analfabeta pode ter se perguntado diante da TV: afinal: quem foi o
campeão? Fluzão ou o Curingão? Pontos altos: homenagem aos
tricampeões. Show de Marcelo Adnet. Já os apresentadores globais,
ambos alvinegros cariocas, deram à cerimônia um clima de mais um
enlatado. Estavam ali não por merecimento de belos atores que são,
belos, não, excelentes, estavam por erro de concepção. Apesar de tudo
valeu a pena. Hoje, claro, a TV aberta, e mesmo as fechadas como Sport
Tv e outras das Organizações, mostram o material devidamente editado,
corrigindo esses vacilos do roteiro, terríveis vacilos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Jorginho do Pandeiro faz 80 anos e é homenageado em show no Rio
Assanhado, de Jacob do Bandolim, com Armandinho e Jorginho
Maravilhoso Email de Gerdal José de Paula
Prezados amigos
Líder do regional Época de Ouro (para o qual veio, em 1972, a convite do saudoso violonista César Faria, pai de Paulinho da Viola, na retomada da atividade do grupo, cessada logo após a morte do fundador, Jacob do Bandolim, em 1969), Jorge José da Silva, o Jorginho do Pandeiro (foto abaixo), carioca de Santo Cristo, bairro da região central do Rio, é um dos mais novos octogenários da praça e, em razão disso, lembrado para merecida homenagem com show do conjunto, nesta segunda-feira, 6 de dezembro, às 21h, no Centro Cultural Carioca (Rua do Teatro, 37 - tel.: 2242-9642 - ao lado do João Caetano). À data redonda do aniversariante junta-se para a função bem ritmada desse encontro festivo no CCC a razão permanente da sua correção profissional e da longevidade expressiva das suas platinelas na MPB, em instrumento que toca com exemplaridade e personalidade desde a adolescência, quando, para quebrar o galho de um amigo do seu irmão Lino, cavaquinhista (o violonista Ademar Nunes, ligado a outro violonista, líder de regional, Rogério Guimarães, e que precisava de um pandeirista), Jorginho iniciou carreira, em 1944, na Rádio Tamoio. Música e músicos, por sinal, seriam notas predominantes na família - é ainda irmão do saudoso e magistral sete-cordas Horondino Silva, o Dino; pai de Jorge Filho (também do Época de Ouro, ao cavaquinho) e Celsinho Silva e avô de Eduardo Silva (do Regional Carioca, filho de Celsinho, ambos pandeiristas), além de primo de um também saudoso e respeitado cavaquinhista, Tico-Tico, e filho de um violonista amador que gostava de chamar os amigos para tocar em casa, em reuniões bem animadas e até mesmo dançantes. Substituindo Gílson de Freitas, ingressou em 1956 no famoso Regional do Canhoto (um cavaquinhista que tocara, poucos anos antes, em regional igualmente histórico, comandado pelo macaense Benedicto Lacerda), somando o brilho individual ao de bambas do porte do acordeonista Orlando Silveira, do flautista Carlos Poyares e dos violonistas Jaime Florence (Meira) e Dino (seu já citado irmão, também egresso da formação do Benedito) em grande número de apresentações nos chamados anos dourados da radiofonia nacional.
De um pouco de si e da sua relação com o pandeiro o próprio Jorginho fala e dá demonstração no primeiro dos "links" abaixo, acompanhado de Celsinho Silva e de um admirador de prestígio e colega de percussão, Marcos Suzano. Nos dois "links" seguintes, respectivamente, é visto com o Época de Ouro e o bandolinista baiano Armandinho (revelado nacionalmente aos 15 anos por Flávio Cavalcante em "A Grande Chance", na TV Tupi), executando "Assanhado", e, com outros nomes da nossa fina flor instrumental, "Bole-Bole", ambas bons-bocados autorais do repertório de delícias do mestre Jacob.
Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
Um abraço,
Gerdal
sábado, 4 de dezembro de 2010
Morre o médico do Flamengo Giuseppe Taranto
Morreu neste sábado, 4 de dezembro de 2010, o Dr. Giuseppe Taranto. Durante anos, foi médico do futebol do Flamengo com inesquecíveis serviços prestados por sua competência e dedicação ao clube.Dr. Taranto faleceu de complicações cardíacas e seu corpo está sendo velado Salão Nobre do Clube, no segundo andar.
Será cremado no Cemitério do Caju.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Adolescentemente, Doce Vida na Beira do Mar
Adolescentemente

Maratimba
Carioca
És nativa
com orgulho
da beira do mar
És minhoca
és da terra
qu’em se plantando
tudo dá
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Noel Rosa, seminário e show, de graça, hoje, 29 de novembro de 2010
Noel Rosa: um carioca de 1910
Em homenagem ao centenário de Noel Rosa, comemorado este ano, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ) realizam o seminário Noel Rosa: um carioca de 1910, no próximo dia 29 de novembro, das 10h15 às 18 horas, no auditório da FCRB. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail seminario@mis.rj.gov.br ou através do telefones (21) 2389-4631. As vagas são limitadas e aqueles que preencheram a ficha de inscrição receberão um certificado de participação no encerramento do evento.
Noel Rosa, considerado um dos mais importantes compositores da música popular brasileira, faria 100 anos em 11 de dezembro de 2010. Apesar de ter falecido aos 27, o músico deixou um legado formado por mais de 300 canções, além de uma contribuição fundamental para a legitimação do samba como gênero representativo do País. Mais do que uma comemoração e uma lembrança, o seminário "Noel Rosa: um carioca de 1910" tem como objetivo promover um debate entre pensadores da cultura brasileira que abordarão vários aspectos de sua obra; sua infância numa época marcada pelo conservadorismo; suas parcerias; o auge de sua carreira entre outros assuntos.
Na mesa que compõe o evento estarão nomes como do escritor e pesquisador Nei Lopes; do historiador e jornalista Sérgio Cabral; dos biógrafos João Máximo e Carlos Didier; do escritor Carlos Sandroni, do professor Antônio Martins de Araújo e do pesquisador Omar Jubran. Ao final da programação, a partir das 18 horas, Cristina Buarque e Henrique Cazes interpretarão músicas de Noel Rosa, como "Com que Roupa", "Jura" e "Feitiço da Vila", além de algumas originárias da famosa polêmica entre o compositor e Wilson Batista.
:: Programação
10h15 – Abertura
10h30 às 12h30 – Mesa I: Um jeito carioca de ser
Os trilhos do samba – Nei Lopes
Noel, sambista de raiz – Carlos Didier
Língua e estilo de Noel Rosa – Antônio Martins de Araújo
Coordenação: Ana de Hollanda
14h30 às 15h30 – Mesa II: O legado de Noel
Gêneros musicais cariocas – Sérgio Cabral
Discografia de ouro – Omar Jubran
Coordenação: Rachel Valença
15h45 às 17h45 – Mesa III: Noel em pauta
Noel e Vila Isabel – João Máximo
Aspectos musicais da obra de Noel Rosa – Carlos Sandroni
Coordenação: Rosa Maria Araujo
18h – Sem Tostão, show de Cristina Buarque e Henrique Cazes
domingo, 28 de novembro de 2010
Há 50 anos :principais fatos no Rio de Janeiro e no Brasil em 1960
Principais fatos no Rio
e no Brasil em 1960
1960 é marcante por ser a data da inauguração de Brasília. O país empossava no mesmo ano Jânio Quadros como sucessor de JK. O recém-criado Estado da Guanabara empossava o governador Carlos Lacerda.
Principais fatos no mundo polarizado
Kennedy empossado, corrida espacial e armamentista. Guerra Fria. Fidel se converte ao comunismo. Nasce a Opep. Independência de uma dúzia de países na África.
Em meio às tensões da Guerra Fria, os Estados Unidos empossaram em 1960 John Kennedy na Casa Branca. Na polarização das superpotências, os Estados Unidos lançavam em 1960 o primeiro satélite meteorológico. Travava-se uma corrida armamentista e, subitamente, também se intensificava a corrida espacial. Kennedy prometeu que Washington botaria o homem na Lua antes de Moscou. A IBM lançou no mesmo ano o primeiro computador eletrônico IBM: o RAMAC 305.
Em 1960, pouco mais de um ano depois de chegar a Havana como chefe da revolução contrária à ditadura de Batista, mas apenas como um rebelde romântico, Fidel Castro anunciou ao mundo que abraçava o marxismo-leninismo hasta la muerte... O apoio de Moscou à Ilha agravou as tensões entre as duas superpotências nucleares.
Economia mundial
1960 marcou a fundação, em Bagdá, da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que se tornaria peça influente no mercado por duas décadas pelo menos. O Egito dava início à construção da barragem de Assuã, no Rio Nilo, com apoio de engenheiros russos, da antiga União Soviética.Povos pobres da África e sonhos de liberdade em 1960
Em 1960, por exemplo, os portugueses prenderam Agostinho Neto, que viria a ser o presidente de Angola na década de 1970. Portugal, travando guerras coloniais, inaugurava vários unidades militares nas províncias ultramarinas ainda sob seu controle em 1960.
Léopold Sédar Senghor era eleito presidente do Senegal. Mais tarde ganharia um Prêmio Nobel. E em Portugal, sob a ditadura de Salazar, fugia da cadeia o comunista Álvaro Cunhal também em 1960.
Esportes
Ayrton Senna faria 50 anos se vivo estivesse em 2010.
Neste mesmo ano, nasciam jogadores expresivos como o zagueiro Mozer e o atacante Careca, ambos vitoriosos no Brasil e no exterior. Também nasceu em 1960 outro mito: Diego Maradona.
Neste mesmo ano, nasciam jogadores expresivos como o zagueiro Mozer e o atacante Careca, ambos vitoriosos no Brasil e no exterior. Também nasceu em 1960 outro mito: Diego Maradona.
Beleza e moda
A norte-americana Linda Bement eleita Miss Universo. A argentina Norma Gladys Cappagli foi eleita Miss Mundo.
Feliz Meio Século de Vida!
Parabéns para você por completar 50 anos de vida nesse 2010! Então Parabéns Maitê Proença, Carla Camurati, Chris Couto, Felipe Camargo, Marcos Breda, Linda Fiorentino, Aécio Neves, Marcelo Deda, Léo Jaime, Tony Bellotto, Príncipe Naruhito, José Luis Rodríguez Zapatero, Antonio Banderas, Gilberto Kassab, Sarah Brightman, Sean Penn, Takashi Miike, Hugh Grant, Jean-Claude van Damme, Lídia Brondi, Kenneth Branagh, Tato Gabus Mendes, Eva Tamargo.
Curiosidades sobre os que se foram 50 anos atrás:
Personalidades mortas em 1960: o escritor Albert Camus, o físico russo pai do projeto nuclear de Moscou, Igor Kurchatov, o político e engenheiro Octávio Mangabeira.Nem tudo foi festa em 1960
Grande terremoto do Chile. Enchente no Piauí, acidente aéreo sobre a Baía de Guanabara, matando dezenas de integrantes da banda de música que vinha para a visita ao Brasil do presidente Eisenhower.A música popular em 1960
Elvis Presley termina o serviço militar e ressurge com enorme sucesso nos palcos dos EUA. Começa a carreira dos Beatles com o show em Hamburgo, Alemanha. Frank Sinatra lança o LP Life n’ easy. A banda de rock The Supremes inicia carreira. Ella Fitzgeld lança Hello Love!.Prêmios Nobel de 1960
Física - Donald Arthur Glaser; Química - Willard Frank Libby; Medicina - Sir Frank Macfarlane; Burnet, Peter Brian Medawar; Literatura - Saint-John Perse; Paz - Albert John Luthuli. Compilação por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Violência no Rio de Janeiro em novembro de 2010 e Adeus Fifa
No dia 3 de março, um texto (no link) mostrava que a UPP com propaganda não garante a Copa de 2014 nem os Jogos de 2016. Hoje rola esse terrorismo cor de rosa (fogo sem sangue), com jovens marginais mandando um sinal ao Estado: pode continuar com as UPPs, mas que estas obedeçam a critérios que não impeçam o comercio internacional, pois do contrário podemos fazer o vermelho...
http://correiodalapa.blogspot.com/2010/03/ao-queimar-gente-rio-pode-perder-jogos.html
http://correiodalapa.blogspot.com/2010/03/ao-queimar-gente-rio-pode-perder-jogos.html
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Boemia carioca: 38 fotos clicadas por Alfredo Herkenhoff
Correio da Lapa com fotos do autor no mural do Facebook: veja agora:
http://www.facebook.com/photo.php?pid=1758134&l=f7adcd9b05&id=1066759728
http://www.facebook.com/photo.php?pid=1758134&l=f7adcd9b05&id=1066759728
MEDIOCRIDADE
Vingou a mediocridade. O velho finge que é novo, mas nunca foi juvenil, ambicioso, contrata criança e tangencia a pedofilia, tudo artificial, péssimo teatro, e o pessoal de Brasilia dá ibope, quando melhor seria encarcerá-los todos, o velho e o pessoal de Brasíia... Estamos no pior do mundo, sobram sobras, migalhas da globalização, o velho confia na burrice, incluindo a da minha querida mãe, mas o tempo, a história, não o absolverá. O velho é uma mistura de esquerda e direita, um misto fedorento de Fidel Casrto Com Silvio Santos.
(Por Alfredo Herkenhoff)
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Banco Nacional: só 2 são condenados, já no PanAmericano....
http://limiaretransformacao.blogspot.com/2010/11/panamericano-mais-um-rombo-que-pode.html
Deu no Monitor Mercantil
A Justiça Federal do Rio confirmou nesta quinta-feira [11/11/2010] a condenação de Eduardo e Fernando Magalhães Pinto - filhos do ex-controlador do Banco Nacional, Marcos Magalhães Pinto - pelo crime de gestão fraudulenta. A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região absolveu outros 13 ex-diretores do banco condenados em 2002 a três anos e seis meses de reclusão na primeira instância e transformou a condenação dos Magalhães Pinto de gestão temerária em gestão fraudulenta. O caso é mantido sob segredo de Justiça. Se o acórdão não for publicado até o próximo dia 25, a condenação estará prescrita. O advogado da família Magalhães Pinto, Nélio Machado, anunciou que vai recorrer da decisão.
O caso guarda semelhanças com o escândalo do Banco PanAmericano por ter se iniciado com a identificação de um rombo contábil.
Deu no Monitor Mercantil
A Justiça Federal do Rio confirmou nesta quinta-feira [11/11/2010] a condenação de Eduardo e Fernando Magalhães Pinto - filhos do ex-controlador do Banco Nacional, Marcos Magalhães Pinto - pelo crime de gestão fraudulenta. A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região absolveu outros 13 ex-diretores do banco condenados em 2002 a três anos e seis meses de reclusão na primeira instância e transformou a condenação dos Magalhães Pinto de gestão temerária em gestão fraudulenta. O caso é mantido sob segredo de Justiça. Se o acórdão não for publicado até o próximo dia 25, a condenação estará prescrita. O advogado da família Magalhães Pinto, Nélio Machado, anunciou que vai recorrer da decisão.
O caso guarda semelhanças com o escândalo do Banco PanAmericano por ter se iniciado com a identificação de um rombo contábil.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
NOVIDADES DO MERCADO: OS TABLETS CHEGANDO
Notícias colhidas na internet e clonadas agora:
Os tablets acabaram de chegar, mas já conseguiram impactar negativamente as vendas de notebooks. Cerca de 28 milhoes de pessoas planejam comprar um tablet nos próximos 5 meses e a previsao é de que, até 2014, o salto nas vendas de iPads e similares seja de cerca de 1000%
Um novo paradigma na forma de trocar informações invadirá o mercado nacional nos próximos meses. Liderados pelo iPad, da Apple, uma avalanche de tablets promete entrar na briga pela preferência dos consumidores que buscam convergência tecnológica. A previsão dos especialistas é a de que vantagens como mobilidade extrema, tela sensível ao toque e conexão à internet 24 horas por dia farão com que, a médio prazo, a nova ferramenta abale o domínio dos notebooks e dos netbooks. Já os tradicionais desktops passarão a ter o uso cada vez mais restrito.
A operadora TIM anunciou, no final da semana passada, que começará a vender o Samsung Galaxy Tab no dia 19 de novembro por R$ 2.280. O valor poderá ser parcelado em 12 vezes sem juros. O dispositivo vem acompanhado de capa protetora, fone de ouvido Bluetooth e cabo USB.
O Galaxy Tab, que pode ser definido um misto de tablet e celular, roda a versão 2.2 do sistema operacional Android. A tela é de 7 polegadas, e o aparelho conta com Wi-Fi e possui slot para cartão SIM, para acesso à internet via 3G e utilização como telefone.
O aparelho já está sendo vendido no Brasil desde o dia 4 de novembro, por cerca de R$ 2,7 mil.
O Natal está chegando. E as vendas de PCs devem acelerar. Certo? Quer dizer, depende. Segundo o instituto de pesquisas americano Gartner isso vai depender dos tablets. Segundo o levantamento da empresa as vendas de computadores nos Estados Unidos no terceiro trimestre caiu mais de 7% em relação ao mesmo período. Os número preocupam, pois era esperado um crescimento de 12 por cento nas vendas.
As vendas de laptops, especialmente os netbooks, também foram afetadas e caíram depois de dois anos de subidas constantes. Nesse caso, a culpa também é dos tablets. Não que esses dispositivos estejam vendendo tanto assim, já que o único modelo disponível até o momento é o iPad. O problema parece ser a espera pelos lançamentos dos tablets da concorrência.
É que muita gente está de olho nos novos tablets que serão lançados no fim do ano e início de 2011. Antes de comprar um novo PC ou um netbook, essas pessoas querem ver os tablets de perto.
Os tablets acabaram de chegar, mas já conseguiram impactar negativamente as vendas de notebooks. Cerca de 28 milhoes de pessoas planejam comprar um tablet nos próximos 5 meses e a previsao é de que, até 2014, o salto nas vendas de iPads e similares seja de cerca de 1000%
Um novo paradigma na forma de trocar informações invadirá o mercado nacional nos próximos meses. Liderados pelo iPad, da Apple, uma avalanche de tablets promete entrar na briga pela preferência dos consumidores que buscam convergência tecnológica. A previsão dos especialistas é a de que vantagens como mobilidade extrema, tela sensível ao toque e conexão à internet 24 horas por dia farão com que, a médio prazo, a nova ferramenta abale o domínio dos notebooks e dos netbooks. Já os tradicionais desktops passarão a ter o uso cada vez mais restrito.
A operadora TIM anunciou, no final da semana passada, que começará a vender o Samsung Galaxy Tab no dia 19 de novembro por R$ 2.280. O valor poderá ser parcelado em 12 vezes sem juros. O dispositivo vem acompanhado de capa protetora, fone de ouvido Bluetooth e cabo USB.
O Galaxy Tab, que pode ser definido um misto de tablet e celular, roda a versão 2.2 do sistema operacional Android. A tela é de 7 polegadas, e o aparelho conta com Wi-Fi e possui slot para cartão SIM, para acesso à internet via 3G e utilização como telefone.
O aparelho já está sendo vendido no Brasil desde o dia 4 de novembro, por cerca de R$ 2,7 mil.
O Natal está chegando. E as vendas de PCs devem acelerar. Certo? Quer dizer, depende. Segundo o instituto de pesquisas americano Gartner isso vai depender dos tablets. Segundo o levantamento da empresa as vendas de computadores nos Estados Unidos no terceiro trimestre caiu mais de 7% em relação ao mesmo período. Os número preocupam, pois era esperado um crescimento de 12 por cento nas vendas.
As vendas de laptops, especialmente os netbooks, também foram afetadas e caíram depois de dois anos de subidas constantes. Nesse caso, a culpa também é dos tablets. Não que esses dispositivos estejam vendendo tanto assim, já que o único modelo disponível até o momento é o iPad. O problema parece ser a espera pelos lançamentos dos tablets da concorrência.
É que muita gente está de olho nos novos tablets que serão lançados no fim do ano e início de 2011. Antes de comprar um novo PC ou um netbook, essas pessoas querem ver os tablets de perto.
Ficha Limpa, Jader, Sarney, Jackson, Supremo, anulações, caos
A lei da Ficha Limpa causou mais confusão do que depuração do processo eleitoral. Os nossos juizes deixaram concorrer candidatos na condição de sub judice. E assim, no Pará, o mais votado no pleito para o Senado, o atual deputado federal Jader Barbalho, e o terceiro mais votado, Paulo Rocha, tiveram seus registros de candidatura negados. O total de votos dos dois supera 50% dos votos válidos e são considerados nulos... E a lei diz que quando mais da metade é de nulo, deve ser realizada nova eleição. A barafunda afunda a imagem do Judiciário. Jader, cuja sorte ficou empatada em 5 a 5 no Supremo, aguarda decisão do magistrado substituto de Eros Grau, que se aposentou meses atrás, com a sua vaga se estendendo de modo a permitir esses empates curiosos. A verdade machuca. O Ficha Limpa apenas ampliou o poder dos magistrados de enfiar os pés pelas mãos, de humilhar, mesmo que sem intenção, ou bem intencionados, milhões de votos dados a candidaturas autorizadas por juízes na ocasião do pleito. Quem devia cassar o Ficha Suja era o eleitor, que troca voto por mariolas e outras promessas vãs e fartas em campanhas eleitorais. O Judiciário devia "caçar" os corruptos. Como está, não faz nem uma nem outra. Não consigo saber se no Maranhão, onde o govrnador Jackson PDT foi cassado pelo Supremo e substituído pela belezura da Rosenana Sarney, se o médico vitimado pela lei é menos ou mais ficha limpa do que a filha do ex-presidente. Do mesmo modo na Paraíba, onde foi cassado o jovem governador Cassio Cunha com base em denúncias de que propiciou um mini-bolsa-família, 4 milhões de esmolas ou 30 e poucos mil cheques para famílias pobres, mas com muitos votos. Do ponto de vista da ajuda, o que Cassio fez uma vez o governo Lula fez o tempo inteiro, 11 bilhões de reais ou mais apenas num ano em bolsa-familia, só que esta devidamente autorizada pelos legisladores e juízes. Enquanto isso, Sarney Ficha Limpa segue impávido representando os lídimos eleitores do Amapá. E cá no Rio de Janeiro, responda depressa, sem pesquisar: quem são os nossos três senadores hoje em Brasília, dois deles em fim de mandato? Tenho o pressentimento de que o Ficha Limpa, sucesso de público, de abaixo-assinado, foi apenas um rio que passou na nossa fantasia de limpar o galinheiro esquecendo que os galos continuam reinando e cantarolando no terreiro. Serão os nossos magistrados, na sua ampla minoria, tão emblematicamente honestos como a maioria dos nossos candidatos eleitos? Especulações... Democracia é isso. Vote mal, vomite bem.
( Por Alfredo Herkenhoff)
( Por Alfredo Herkenhoff)
Regulação: Brasil inicia luta contra concentração na mídia
Por S. Barreto Motta
Em boa hora, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, trouxe ao debate a experiência internacional sobre mídia. Num país em que políticos como a família Magalhães, na Bahia; Collor de Mello, em Alagoas; e o clã Sarney, no Maranhão, têm em suas mãos as repetidoras da TV Globo, algo precisa ser feito. No seminário de Brasília, o presidente da Entidade Reguladora para Comunicação Social (ERC) de Portugal, José Alberto Azeredo Lopes, colocou os pingos nos iis. Garantiu que a regulação das atividades de comunicação social não restringe a liberdade de imprensa. Disse que, na verdade, a regulação é fundamental para que haja liberdade de expressão num país. "Grande parte das competências do regulador são para a proteção da própria liberdade de imprensa", afirmou Lopes. Para ele, a existência de um órgão de regulação de conteúdo é "algo banal, que faz parte de um conceito de democracia". (...)
Íntegra do artigo no Montor Mercantil, neste link>
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=87653http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=87653
Em boa hora, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, trouxe ao debate a experiência internacional sobre mídia. Num país em que políticos como a família Magalhães, na Bahia; Collor de Mello, em Alagoas; e o clã Sarney, no Maranhão, têm em suas mãos as repetidoras da TV Globo, algo precisa ser feito. No seminário de Brasília, o presidente da Entidade Reguladora para Comunicação Social (ERC) de Portugal, José Alberto Azeredo Lopes, colocou os pingos nos iis. Garantiu que a regulação das atividades de comunicação social não restringe a liberdade de imprensa. Disse que, na verdade, a regulação é fundamental para que haja liberdade de expressão num país. "Grande parte das competências do regulador são para a proteção da própria liberdade de imprensa", afirmou Lopes. Para ele, a existência de um órgão de regulação de conteúdo é "algo banal, que faz parte de um conceito de democracia". (...)
Íntegra do artigo no Montor Mercantil, neste link>
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=87653http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=87653
domingo, 7 de novembro de 2010
Confraternização Rio-SP com noite do livro do JB e fotos de Evandro Teixeira

O Posto 6 aproxima afetivamente a gente descolada que das mais diversas partes do Brasil vem cavar a vida em São Paulo e aqui descobre o point na Vila Madalena como um lugar de ouro para a melhor confraternização com o pessoal da cultura paulistana. Gente que descobre e neste point é descoberta por aqueles que não trocam Sampa por cidade nenhuma.
A propósito, quatro jornalistas cariocas, tendo todos chefiado o Jornal do Brasil, a saber: Alberto Dines, Walter Fontoura, Paulo Henrique Amorim e Ricardo Boechat, hoje vivem felizes em São Paulo. Trocaram a Cidade Maravilhosa e adotaram a Cidade Que Não Pode Parar com afeto e dedicação. Estão todos devidamente convidados para a confraternização. O livro inclui dezenas de depoimentos de jornalistas sobre o fim do ciclo impresso do JB, que desde setembro se limita a aparecer na versão digital na internet.
Alfredo Herkenhoff foi colunista do Caderno B, tendo trabalhado por 20 anos no chamado Jornal da Condessa em cargos diversos: de secretário a chefe de reportagem. O “instant book”, de 430 páginas, livro que há poucas semanas começou a chegar apenas às melhores livrarias do Rio de Janeiro com o preço de R$ 70 o exemplar, será oferecido na noite de lançamento a R$ 40.
Deu no jornal Alef
(que tem 150 mil assinantes em dezenas de países)
Alfredo Herkenhoff vai lançar “Memórias de um secretário – pautas e fontes” na terça-feira (dia 09 de novembro), às 19h, no Posto 6 (Vila Madalena, São Paulo). Ele convida: “A comunidade judaica faz parte dessa história do JB com grandes nomes, notadamente Alberto Dines, Nelson Hoineff, Leo Schlafman e os meus queridos amigos Rose Esquenazi e Israel Tabak”.
A Rainha Elizabeth e o Rei Pelé
Internautas de todo o Brasil!
O Bar Poto 6, Vila Madalena, coração da boemia paulistana, armou um tremendo coquetel para promover uma confraternização entre pessoas de boa vontade, encontro de colegas da imprensa de diversas origens, em especial das duas maiores cidades do país. E nessa próxima terça-feira, 9 de novembro de 2010, a partir das 19h, o Posto 6, leia-se, Fernando Costa Neto, dublê de jornalista e barowner, será o nosso anfitrião. A Devassa entrou com o chope pra nós free of charge. Na ocasião, será exibido um data show de Evandro Teixeira, com o melhor que produziu este que foi o principal fotógrafo do Jornal do Brasil nos 50 anos em que lá trabalhou. Evandro saiu da casa dias antes de o JB dar adeus às bancas, em setembro passado.
Além da mostra com cento e tantas fotos de Evandro, haverá o lançamento do meu livro "JB - Memórias de um secretário - Pautas e Fontes". Estarei lá de caneta em punho. Se você puder aparecer sei que vai gostar. Se tiver gente conhecida em Sampa, passe essa informação.
Houve um tempo em que se via pipocar em jornais e rodas de bate-papo uma suposta rivalidade entre Rio e São Paulo. Quanta bobagem! De jornalistas cariocas que chefiaram o JB, hoje, por exemplo, quatro deles vivem em Sampa: Alberto Dines, Ricardo Boechat, Paulo Henrique Amorim e Walter Fontoura. Trabalhei com três deles. Espero que todos estejam lá para uma inesquecível confraternização.
E Sampa está oforecendo ainda, vale sempre lembrar - e por isso visitar, a Bienal, o Salão do Automóvel e o Museu da Palavra... Uau!
Até lá e um grande abraço... Conto com você!
Alfredo Herkenhoff
Fotos de Evandro Teixeira, fim do Torneio Rio-São Paulo, Maracanã, 1968. A foto em que aparece Pelé é uma das que compõem o livro "Memórias de um secretário", 430 páginas, R$ 40 no lançamento.
2020, o ano dos tablets; fim do ciclo dos jornais impressos
Agora estou pensando que 2010 que vai findando (com Espanha campeã do mundo, Dilma Rousseff no poder, Barack Obama sob pressão no Congresso em Washington e a crise financeira de 2008 ainda longe de terminar, com a globalização comendo empregos ou postos formais de trabalho na velocidade da luz) será um ano marcado pelo advento ou popularização do tablet, a prancheta eletrônica que embute tudo a um toque de dedo: telefone, livros, jornais, transações bancarias, TV, GPS, tudo rápido, portátil, o mundo na tela da prancheta na mesa de um bar, como vi outro dia com o colega Marcelo Moreira, entre uma gole e outro de scotch, vi como ele tirou uma dúvida sobre o indio parceiro de Robison Crusoe, o Sexta-feira, alvejado no litoral brasileiro, na nádega, por um flecha envenenada. Sexta-feira caiu na asneira de saudar a baianada nativa balançando o rabo na mureta do convés do navio. Deu-se mal. E tudo isso no Baixo Gávea. 2010 é sim o ano do tablet. A mais moderna das geringonças está chegando ao Brasil este mês a preço abaixo de 2 mil reais, oferta da Tim já fornecendo a navegação ambulante. Satélites na estratosfera e o mundo em nossas mãos, nossos olhos, ouvidos e corações. O ciclo dos jornais impressos está chegando ao fim. O JB já deu adeus às bancas. Estima-se que estarão sepultados por volta de 2030 ou 2040 como o telegrama já o está de há muito. Não vão desaparecer de todo. A metáfora a seguir é de Nilo Dante: jornal impresso será como cavalo, ainda existem os quadrúpedes nos jockey clubs das grandes cidades, mas deixaram de funcionar como transporte de massa. Uns poucos jornais impressos resistirão, caros, caríssimos, para uma elite, mas já não terão mais influência alguma sobre o eleitorado.(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Esses três estão rindo de que? De quem os vê? Claro que não. Só riem.
O chargista Chico Caruso, o fotógrafo Antônio Lacerda e o jornalista Alfredo Herkenhoff: noites cariocas...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Depois da eleição, Feliz Natal!
Agora que a eleição acabou, posso dizer a verdade sem falsas promesas de nada: orquídea pra quem é de orquídea, espumante pra quem é de espumante, ou como dizia Zózimo Barroso do Amaral: enquanto houver champagne, haverá esperança! Tim! Tim!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Huffington Post & Dilma Rousseff
No Huffington Post, jornal 100% digital criado cinco anos atrás, a matéria sobre a vitória de Dilma gerou, em poucas horas, cerca de 300 comentários, na grande maioria de norte-americanos... Formam um bom quadro sobre o que pensam dos EUA, do Brasil e do Mundo...
http://www.huffingtonpost.com/2010/10/31/brazils-rousseff-poised-t_n_776609.html
Acordei neste dia de todos os santos rindo com este video e com alguns twitters sobre o domingo 31, tipo este de eleitores do Rio de Janeiro: Na Barra da Tijiuca, Jose Serra teve 69%. Em Bangu, Dilma ficou com 75%.
A comparação tucana de Hitler com Lula neste video é engraçadassima. E agora que o falso perigo careca já passou, podemos rir do bigodinho do passado e da tomografia do futuro do pretérito imperfeito....
E Bom Dia, Dilma, Salve, Salve minha presidenta!
(Por Alfredo Herkenhoff)
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