sábado, 21 de novembro de 2009

O músico Cláudio Jorge envia Zumbi ao CDL. Ei-lo:

Valeu Zumbi!!!!
Com este grito encerramos na madrugada do dia 20 o show feito em homenagem a Luiz Carlos da Vila promovido pela Prefeitura de Nova Iguaçu.
Milhares de pessoas na praça, dezenas de artistas amigos do Luiz, todos cantando e se emocionando, mesmo fora do palco. Tudo do jeito dele, com muita alegria, samba e cerveja gelada.
Valeu Zumbi, saudação cunhada pelo Luiz no samba enredo da Vila Isabel de 1988, deve estar sendo gritada muitas vezes por este país afora nestas comemorações do dia da Consciência Negra. Neste momento em que escrevo estou em Mauá., São Paulo para atuar num show de praça, na banda do Martinho da Vila, numa comemoração deste dia de festa.
Gostaria de escrever aqui algumas coisas relativas ao assunto. Estou sem tempo, mas não posso deixar passar em branco este dia sem dizer que sou a favor das cotas, que o racismo no Brasil é muito louco por ser um país de miscigenados, que as lutas para acabar com o preconceito e a descriminação não deveriam ser lutas só dos negros, mas de todos os brasileiros, entre outras coisas.
Aproveito o dia para saudar a todos aqueles que vieram trabalhando até aqui por uma sociedade brasileira mais fraterna em relação as diferenças e anexar a este blog um belíssimo depoimento que recebi de um amigo onde Chico Buarque fala sobre as questões raciais no Brasil. É isso. Valeu Zumbi.

http://www.youtube.com/watch?v=sD2sjAw9mlM&feature=player_embedded

Paulo Roberto Falcão: trapaça instintiva de Henry

O visitante mais perigoso

O Cruzeiro é o visitante mais indesejado do Brasileirão. É a única equipe que ganhou mais pontos fora de casa do que diante de sua torcida. Dos 55 pontos que ostenta na tabela, 28 foram conquistados nos domínios dos adversários. O Atlético Paranaense, apavorado com a proximidade do rebaixamento, tentará mudar esta escrita hoje.

Tendência de Luxemburgo e Adilson Batista

Parece claro que a dupla Gre-Nal já tem treinadores para 2010: Wanderley Luxemburgo no Inter, Adílson Batista no Grêmio. Terão eles a cara dos respectivos clubes?

O francês Thierry Henry, do Barcelona, divulgou ontem um comunicado dizendo que o mais justo seria um novo jogo entre a Irlanda e a França, para definir a vaga para a Copa. Na última quarta-feira, ele garantiu a classificação da França ao ajeitar a bola com a mão antes de dar o passe para seu companheiro marcar o gol de empate, que eliminou a Irlanda. Ontem, também, a Fifa negou oficialmente o pedido dos irlandeses para que seja realizado um novo jogo. Apesar da irregularidade escancarada pelas câmeras de televisão, mas fora do alcance da visão do árbitro no momento do lance, a França vai mesmo à Copa.

O interessante deste debate é a posição do jogador, que não aceita ser chamado de trapaceiro. Ele justifica: “Eu disse isso no dia e vou dizer de novo que controlei a bola com a mão. Eu não sou trapaceiro, nunca fui. Foi uma reação instintiva diante de uma bola que estava muito rápida e em uma área cheia de jogadores. Sinto muito.”

Parece sincero

Mas não faltará quem diga que o mais honesto teria sido parar o lance, acusar a própria irregularidade na hora, para não induzir o árbitro a erro. É fácil de dizer isso, mas, no calor de um jogo decisivo, tal atitude se torna quase impossível. Registro “quase” porque recentemente, num jogo do campeonato romeno, o atacante Costin Lazar, do Rapid Bucareste, admitiu no momento do lance que o pênalti marcado sobre ele não aconteceu. E o juiz voltou atrás. Mas foi uma raridade tão grande que ganhou destaque mundial.

A verdade é que está criado um impasse em relação ao lance de Thierry Henry. De nada adianta o jogador ser sincero e admitir sua falta se o erro não pode mais ser reparado. Por isso, defendo a presença de mais um auxiliar do árbitro atrás do gol, apenas para conferir lances de área.

Libertadores

A rodada do fim de semana do Brasileirão pode apontar os dois primeiros classificados para a Libertadores. Se o São Paulo ganhar do Botafogo, já estará na Libertadores. Se o Flamengo vencer o Goiás, e o Cruzeiro não garantir os três pontos neste sábado contra o Atlético Paranaense, serão dois os garantidos no G-4 por antecipação.

Deu no jornal gaúcho Zero Hora

Morre Celso Pitta aos 63 anos de idade

Trajetória conturbada

Morreu na noite desta sexta-feira (20/11/2009) o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Ele lutava contra um câncer no intestino e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. O velório ocorre neste sábado, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O advogado do economista, Remo Battaglia, disse ao portal G1, nesta manhã, que as disputas judiciais contribuíram para agravar a doença do ex-prefeito.

"Ele mesmo disse isso, que sem dúvida isso foi mais um ingrediente todos esses dissabores, problemas e disputas judiciais. Inclusive, quando ele (Pitta) estava lutando contra a doença, ele passou por isso", afirmou o advogado, citando como exemplo a prisão domiciliar pela qual passou este ano por falta de pagamento da pensão alimentícia da ex-mulher, Nicéia Pitta.

O ex-prefeito chegou a ser preso em julho do ano passado, durante a Operação Satiagraha, mesma ocasião em que também foram detidos o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas. Em novembro de 2008, ele teve a prisão decretada por falta de pagamento da pensão à ex-mulher. Em abril deste ano, ele obteve um Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, permitindo que cumprisse prisão domiciliar.

À época, ele afirmou que deixou de pagar a pensão a sua ex-mulher, Nicéia Pitta, devido a perdas de contratos por ter tido o nome envolvido na Operação Satiagraha.

De acordo com o Estadão, o primeiro emprego de Pitta foi como contínuo do IBGE. Vindo de uma família de classe média do Rio de Janeiro, Pitta se graduou pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em economia pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, com curso de Administração Avançada em Harvard, nos Estados Unidos. Trabalhou por muitos anos como executivo de várias empresas. Uma delas, a Eucatex, da família Maluf. Em março de 1987, Pitta foi convidado por Roberto Maluf, irmão do ex-prefeito Paulo Maluf, para ser diretor financeiro da Eucatex. Pitta trabalhou por 10 anos na empresa.

Secretário de finanças
Por causa da morte de José Augusto Savasini, Pitta assumira o cargo de secretário municipal das Finanças da gestão de Paulo Maluf (PPB) na prefeitura de São Paulo. Um dos primeiros problemas da administração Pitta/Maluf começou com a compra de 823 toneladas de frango congelado pela Prefeitura. O negócio favorecia as empresas A'Doro Alimentícia e Obelisco Agropecuária.

O empresário Fuad Lutfalla, cunhado de Maluf, era dono da A´Doro. Sylvia Maluf, mulher do então prefeito Paulo Maluf, era dona da Obelisco. As transações com títulos públicos para pagar precatórios durante a gestão resultaram na obtenção de R$ 2,1 bilhões da União, dos quais R$ 1,8 bilhão não foi destinado a pagar precatórios, como determina a lei, segundo a CPI da Dívida Pública da Câmara Municipal de São Paulo. Essas operações teriam beneficiado corretoras de valores e bancos que participaram de transações, além de particulares e agentes públicos.

Apadrinhado por Maluf
Em 1996, Paulo Maluf lançou seu secretário de finanças como candidato a prefeito de São Paulo. “Se Celso Pitta não for um bom prefeito, não votem mais em mim”, repetiu Maluf na televisão, lendo o script do publicitário Duda Mendonça. Dois anos depois, na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, apareceu no vídeo dizendo que, ao contrário do que prometia seu aval, Pitta não estava fazendo um bom governo.

Prefeito
Eleito com 3.178.330 votos em 15 de novembro de 1996, 57,37% do total, Pitta assumiu o cargo com 73% dos paulistanos esperando que a cidade estaria melhor do que no último ano de governo de Paulo Maluf. Com uma dívida de cerca de R$ 1 bilhão herdada de seu antecessor e alvo de denúncias de irregularidade na emissão e colocação dos Títulos Públicos de São Paulo no mercado financeiro, o prefeito de São Paulo cortou a verba de investimentos, serviços e manutenção da cidade para tentar controlar a crise financeira. O resultado dessa decisão administrativa foi o acúmulo de lixo nas ruas, calçadas, parques públicos e a invasão do mato sobre as praças e jardins.

Processos
Pitta já havia sido condenado em 1ª instância a 4 anos e 4 meses de prisão pela emissão irregular de precatórios quando ainda era secretário de Finanças de Paulo Maluf. A gestão Pitta ainda ficou marcada pela Máfia dos Fiscais, esquema de extorsão a donos de imóveis e ambulantes, que levou à cassação de dois vereadores. Ainda surgiram denúncias de desvios no Plano de Atendimento à Saúde (PAS), nomeação de fantasmas no governo e irregularidades com empresas de lixo. Pitta foi afastado do cargo por 19 dias em 2000, acusado de usar a Prefeitura para beneficiar empresário que lhe emprestou dinheiro. Ele foi reconduzido pela Justiça. Não tentou reeleição e fracassou na campanha a deputado federal.


Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

Morre na Itália o travesti Mendes Paes, a Brenda

O travesti brasileiro Brenda, pivô de um escândalo que causou a renúncia do governador da região italiana de Lazio, Piero Marrazzo, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira no pequeno apartamento em que vivia, em Roma. Ainda não se sabe em que circunstâncias a morte ocorreu. O corpo foi encontrado carbonizado por bombeiros, que atenderam a um chamado de incêndio, e não aparentava sinais de violência. O travesti estava seminu. Também foram achadas duas malas prontas e uma garrafa de uísque. O resultado da autópsia é aguardado.

Uma das hipóteses cogitadas pelas equipes de investigação é de que Brenda tenha inalado fumaça. O travesti esteve no centro de um escândalo sexual que custou o cargo do governador de Lazio, um ex-jornalista de 51 anos que integra o Partido Democrata (PD), a principal força de centro-esquerda italiana. O caso veio à tona no mês passado, quando quatro policiais foram presos por tentarem extorquir o político. Marrazzo teria de pagar 80 mil euros em troca de um vídeo no qual ele próprio havia sido flagrado na companhia de travestis.

"Mataram-na, não sei quem. [Ela] Estava mal psicologicamente e queria voltar para o Brasil. Agora precisamos encontrar quem fez isso", disse Bárbara, outro travesti brasileiro que era amigo de Brenda. Bárbara disse que se encontrou com Brenda na noite de ontem. Os dois beberam uísque em um estacionamento.

O Ministério Público de Roma investiga a hipótese de homicídio. Um detalhe significativo que chamou a atenção da polícia foi o computador de Brenda, que teria sido jogado no interior do vaso sanitário, em uma aparente tentativa de danificá-lo.

No dia 2, ao prestar depoimento, Marrazzo admitiu ter saído duas vezes com Brenda. Agentes da polícia desconfiam que o travesti brasileiro poderia fazer parte de um amplo esquema de chantagem com base em vídeos e fotos comprometedores, do qual Marrazzo teria sido apenas uma das vítimas.

Outro fato que agrega mais mistério ao caso é a morte, ocorrida no dia 12 de setembro, de Gianguarino Cafasso, traficante de drogas que fornecia cocaína a Brenda e demais travestis. Ele foi vítima de overdose de heroína.

De acordo com um programa de TV italiano, o verdadeiro nome do travesti é Wendell Mendes Paes. Ele completaria 32 anos na próxima semana.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grande queda na venda avulsa dos jornais

Por Carlos Castilho - Carta Maior - de São Paulo
(Artigo publicado originalmente no site Observatório da Imprensa)

Fala-se muito na crise das publicações impressas, como jornais e revistas, mas quando se analisa os dados reais percebe-se que a situação é muito mais grave do que imaginamos e que a busca por novos modelos de negócios é ainda mais urgente do que se previa.

Quando você descobre que a Folha de S.Paulo, considerada um dos três mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancas em todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Em outubro de 1996, a venda avulsa de uma edição dominical da Folha chegava a 489 mil exemplares.

Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC) a Folha é o 24º jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto, atrás do Estado de S.Paulo, em 19° lugar e O Globo, em 15° lugar. Somados os três mais influentes jornais brasileiros têm uma venda avulsa de quase 96 mil exemplares diários, o que corresponde a magros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009.

São números muito pequenos comparados ao prestígio dos três jornalões, responsáveis por boa parte da agenda pública nacional. Globo, Folha e Estado compensam sua baixa venda avulsa com um considerável número de assinantes, o que configura a seguinte situação: Os três jornais dependem mais do que nunca das classes A e B, que são maioria absoluta entre os assinantes, já que a população de menor renda é a principal cliente nas compras avulsas em bancas.

Esta constatação não é nova, mas ela aponta um dilema crucial: As classes A e B são aquelas onde a penetração informativa da internet é mais intensa. Nesta conjuntura, o futuro de O Globo, Estado e Folha depende umbilicalmente das classes média e alta, o que levou a uma disputa acirrada para saber qual deles interpreta melhor a ideologia destes segmentos sociais.

O atual perfil da imprensa brasileira mostra que os três grandes jornais nacionais agarram-se à classe média para manter assinantes e influenciar na agenda política do país, mesmo com tiragens reduzidíssimas, correspondentes a menos de 5% da média da venda avulsa nacional.

Nos últimos nove meses houve uma pequena recuperação nos índices de venda avulsa do Globo, Estado e Folha em 2009. O IVC registrou um crescimento de 5,5 % em relação aos quatro últimos meses do ano passado. É um aumento bem acima da média dos 97 jornais auditados pelo IVC, cuja venda avulsa diária total subiu insignificantes 0,27% no mesmo período. Mas a recuperação tem que ser vista num contexto de patamares muito baixos e que não garantem a rentabilidade futura dos jornais.

Em compensação os jornais locais e populares ocupam um espaço cada vez maior na mídia nacional. Dos dez jornais com maior venda avulsa, segundo dados do IVC, nove são claramente populares, voltados para as classes C e D. Destes, dois são de Minas Gerais, um do Rio Grande do Sul, cinco do Rio e dois de São Paulo. Somados eles chegam a uma venda avulsa diária média de 1.401.054 exemplares, ou seja 64,5% de todos os jornais auditados entre janeiro e setembro do ano passado.

O jornal Super Notícia, de Belo Horizonte, vende em bancas, em média, 290.047 exemplares (13,47% de todos os jornais auditados pelo IVC) - o que corresponde a cerca de 13,2 vezes a circulação avulsa da Folha de S.Paulo, em todo o país. Números que indicam uma clara tendência do mercado da venda avulsa de jornais no sentido das publicações populares, regionais, com apelo sensacionalista.

Isto também significa que os grandes jornais, tradicionais vitrines da agenda nacional, dependem, hoje, mais do prestígio herdado do passado do que do fluxo de caixa. A sua principal matéria prima, a notícia, perdeu valor de mercado em favor da opinião. Um prestígio que ainda alimenta uma receita publicitária compensadora, principalmente no setor imobiliário, de supermercados e revendas de automóveis, mas cujos dias também estão contados porque a migração destes segmentos para a internet é cada vez maior.

O conglomerado Globo aposta cada vez mais nos jornais populares regionais e segmentados - como o Extra, no Rio. Talvez busque inspiração no caso do Lance!, um jornal esportivo que vende, na média diária, 124 mil exemplares em bancas e jornaleiros. No sul, o grupo RBS aposta no Diário Gaúcho, o terceiro em vendas avulsas no ranking nacional do IVC e 8,4 vezes maior do que a do carro chefe do conglomerado, o jornal Zero Hora.

Carlos Castilho é jornalista.

Fernando Pamplona e a descoberta de Zumbi

Acadêmicos do Salgueiro, desfile de 1960, no Rio de Janeiro




Há 50 anos,
o Salgueiro descobria
Zumbi

e o Quilombo dos Palmares

Ramiro Costa
No site SZRD Carnavalesco em 20/11/2009

Em 1960, o Salgueiro começou a contar uma história que não estava nos livros escolares. A Academia do Samba trazia à Avenida Rio Branco - local dos desfiles na época - a saga do Quilombo dos Palmares, principal local da resistência negra contra a escravidão no país, localizado na área que hoje pertence ao estado de Pernambuco. E colocava em evidência, a vida de seu líder, Zumbi. O SRZD-Carnavalesco ouviu o autor do enredo "Quilombo dos Palmares", Fernando Pamplona. Ele deu à escola tijucana seu primeiro título e deixou no Salgueiro, uma marca de uma agremiação inovadora e vanguardista.

- Ninguém tinha explorado a história do negro. Vi que a cultura negra não era retratada pelos próprios negros. Ele não exaltava sua história. E tínhamos poucos documentos sobre isso. Fiz a pesquisa com dois livros da Biblioteca do Exército. Os livros sobre a escravidão foram queimados pelo Rui Barbosa, não temos quase nada sobre isso. Alguns documentos estão apenas em Portugal - conta Pamplona sobre a medida do então ministro da Fazenda, Rui Barbosa, em 1890, que mandou incinerar todos os papeis, livros e documentos relativos à escravidão.

O decreto do ministro visava proteger o Tesouro do país contra pedidos de indenizações de ex-escravistas pelos efeitos da Lei Áurea, mas boa parte da história se perdeu. No entanto, o Salgueiro relembrou a vida de Zumbi, trazendo ainda uma nova estética para o carnaval. Pela primeira vez, o negro contaria sua própria história, com fantasias mais simples, sem utilizar tecidos finos, como cetim ou seda pura. Mas a tarefa de convencer os componentes do Morro do Salgueiro não foi nada fácil. Acostumados a desfilarem com fantasias luxuosas, muitos não gostaram da inovação de Pamplona. "Você tem vergonha de ser negro?", perguntava o carnavalesco aos foliões.

- Não gosto de dizer que realizamos um resgate. Resgate é um termo meio bancário. Parece que estamos tirando algo e colocando em outro lugar. Mas posso dizer, que Zumbi foi o primeiro grito de liberdade do Brasil. Sempre gostei de cultura popular, desde a época do meu primário no Acre, onde morei por conta do meu pai. Quando era jurado em 59 e vi o Salgueiro contando sobre Debret (Viagem Pitoresca através do Brasil - Debret), fiquei encantado. Dei notas máximas pra escola e no ano seguinte me chamaram - conta Pamplona.

O clássico samba de Noel Rosa de Oliveira e Anescarzinho ajudou a escola durante o desfile e transformou a passagem do Salgueiro naquela ano como antológica. No entanto, a escola tijucana dividiu o campeonato com Portela, Mangueira, Unidos da Capela e Império Serrano. Após perder no dia da apuração para Portela, o Salgueiro entrou com um recurso e depois de um acordo, cinco escolas levaram o título, mas apenas um desfile entrou na história.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fred, o craque do Fluminense, e a geopolítica

Fluminense e ventos alíseos no 2 a 1 na virada nos acréscimos. Paraguai com Argentina, toda punição é pouca. Obina brigando com um colega pelo erro no gol contra o Palmeiras em frangalhos na derrota frente ao Grêmio por 2 a 0, dirigente alviverde fracassado e ele mesmo punido e punindo os dois jovens mal preparados. Obina não é melhor que ETô, Etoh! Obina é jovem baiano, é bom atacante, mas o Palmeiras se escondeu tanto no erro das últimas oito semanas... E ao lado do Estádio Olímpico, mais ao sul, no Uruguai, o time da casa ganhou a vaga da Fifa diante da Seleção da Costa Rica, ante uma torcida com roupa escura de frio diante de um Brasil a 43 graus, véspera de feriado de Zumbi. O Flu matou não apenas o Cerro Porteño, mas a Comebol, ou Conmebol, e os tijolos, as pedras do primeiro jogo, as babaquices do Paraguai de sempre protagonizaram o vexame. Maracanã, quatro anos de obras mágicas, túneis. Paraguai, punição total. Risca do Mapa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Congressistas, vamos evitar repetir o voto

Há um exagero evidente na peça. Há congressistas que são pessoas honradas e merecem re-eleição. "Ninguém" é um exagero. Faltam mulheres, parece que não atingem nem dez por cento do Legislativo. A maioria do Congresso fede.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Arte e política no Rio de Janeiro e em NY

A cantora Wanda Sá, a Rainha da Bossa Nova, com o garçom João Paiva, no Jobi de uns três ou quatro anos atrás (Foto by Alfredo Herkenhoff)


Arte, trabalho e política *

Hoje à noite, no Rio de Janeiro, depois do show de Marceu Vieira, Tuninho Galante, Roberto Menescal e Wanda Sá, vou direto para o Aeroporto embarcar direto para Nova Iorque. Vou participar de um seminário envolvendo arte e política, no Bookforum, The New School.

Sei que o avião só vai decolar na hora e se tornar uma realidade se não houver um novo apagão, se não jogarem uma pedra no meu veículo, como a de 25 quilos que matou horas atrás a Dona Irene Moreira da Silva Pereira, Irene que não ria enquanto morria, Moreira da Silva que não teve malandragem para salvar o Pereira da dinastia afro-cristã-nova. Morreu Irene, Irene dormia e morria. Sobrevivi à última bala perdida.

O seminário no auditório Tishman (66 W. 12th Street, New York), na próxima sexta-feira, 19 de novembro de 2009, envolve arte e política. A Nova Escola fez o convite prometendo um encontro para investigar questões como as mudanças na mão-de-obra americana, como o trabalho pode ser recompensado com um mínimo de justiça numa economia pós industrial e como os direitos do trabalhador podem ser preservados.

Vou para Nova York de olho em Pequim e Copenhague. Na China, Obama e Jintao falando grosso, como os dois maiores poluidores do planeta. Obama meio tímido, pela primeira vez recebendo um tratamento não-estelar. A China está tratando Obama como um presidente sem tantos poderes. Os dois chefes prometeram surpresinha na Dinamarca, onde o Brasil ecológico vai de Lula, Carlos Minc e Dilma Rousseff cheios de números e arrogância. O estilo é Minc, o alvo é Dilma na Sucessão. A despoluição são números para bem depois. Mas o Brasil exala otimismo, e isso é positivo num encontro que estava fadado para ser um fracasso.

Mas em Nova York a discussão no Bookforum se pergunta: diante da roda crise econômica, o trabalhismo americano arregaça as mangas e parte para uma reforma. Como está hoje a organização do trabalho? Os trabalhadores americanos reduziram suas expectativas a fim de competir no mercado mundial? Os trabalhadores americanos já se perguntam se podem se unir a detentores de postos de trabalho em países para onde corporações dos Estados Unidos exportaram inúmeros empregos? Ou os americanos estariam condenados a competir em meio a uma tendência decadente com relação a perdas de direito, incluindo o de se organizar? A grande maioria dos trabalhadores americanos terá sido abandonada por Washington? Num mundo interligado em todos os níveis, será cada um por si?


Os ilustres participantes do seminário são Kim Bobo, especialista em trabalho e religião e autor do livro O roubo de salários na América, e também, do estudo Por que milhões de trabalhadores americanos não estão sendo pagos e o que fazer sobre isso?

Thomas Frank, ensaísta, fundador e editor da Baffler e colunista contratado do Wall Street Journal e autor do livro Como os conservadores ganharam o coração da América.

Thomas Geoghegan, advogado trabalhista de Chicago, autor do livro Te vejo no tribunal, mas de que lado tu estarás?

Andrew Ross, que leciona na New York University e escreveu o livro Bacana se você conseguir um bom emprego: vida e trabalho em tempos precários.

A moderação na mesa fica a cargo do editor do Bookforum, Chris Lehmann. O evento tem participação do Centro Vera List for Art and Politics.

Ainda sobre o show desta terça-feira, dia 17, no Teatro Carlos Goomes, lembrar que Wanda Sá e Menescal têm histórias incríveis de sucesso e aventuras, incluindo gravação em estúdio no dia do golpe de março/abril de 1964...

Vou viajar pensando na crônica A família Silva, de Rubem Braga, Dona Irene e Luiz Inácio. Um dia todo mundo se reencontra.

* Por Alfredo Herkenhoff

Correio da Lapa nas asas da Pan Air

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Marceu, Menescal, Wanda Sá e Tuninho Galante


Amigos, nesta terça-feira, 17 de novembro de 2009, Marceu Vieira e Tuninho Galante fazem show no Teatro Carlos Gomes, na Prala Tiradentes, Rio de Janeiro, pelo projeto Sete Em Ponto, com Roberto Menescal e Wanda Sá, os padrinhos do espetáculo.

Menescal e Wanda Sá trabalham juntos desde o início dos anos 1960 e, de lá pra cá, construíram um trabalho muito consistente na história da música brasileira. Fazem parte de seu repertório grandes clássicos da bossa nova, revigorada pelas comemorações de seus 50 anos.

Os compositores Galante e Marceu, mais conhecidos como produtor e músico, o primeiro, e jornalista, o segundo, têm investido, nos últimos dez anos, numa parceria de música e letra (assim mesmo, com esta divisão) já gravada por artistas como Nilze Carvalho, Ana Costa, Mariana Baltar e Clarice Magalhães, entre outros. Mas o que há em comum entre Menescal & Wanda e Galante & Marceu para justificar este show?

Há algumas coincidências. Menescal teve como parceiro mais constante Ronaldo Bôscoli, jornalista. Marceu Vieira também é jornalista de ofício, além de compositor. Roberto Menescal é guitarrista, arranjador e produtor. Tuninho Galante, idem. Ambos, Galante e Menescal, têm seu próprio selo musical.

Menescal, durante bom período da vida, afastou-se do dia a dia da música para se dedicar ao trabalho de executivo (na Polygran). Galante, também, dedicando-se aos ramos de comunicação e futebol.

O caminho dos dois se entrelaçou, inicialmente, em 1986, quando Galante, então guitarrista e arranjador da cantora Fátima Guedes, foi responsável pelo arranjo de "Bye, Bye, Brasil", de Menescal e Chico Buarque. A música fez grande sucesso na época.


Em paralelo ao trabalho com Marceu Vieira, Galante toca uma carreira instrumental e, nela, tem um projeto chamado "O Músico que Virou Música", no qual compõe temas dedicados a alguns músicos. Um dos temas compôs, livremente, há uns três anos, dedicado a Roberto Menescal.


Quando surgiu agora a possibilidade de Galante e Marceu escolherem padrinhos musicais, o nome de Menescal surgiu naturalmente, em função de todas estas “coincidências”.


No repertório, os grandes clássicos da bossa nova do próprio Menescal, além de músicas de Galante e Marceu que fazem parte do CD que acabaram de gravar e ainda em fase de mixagem. A música em homenagem ao padrinho, "Jardim do Menescal", será executada pela dupla pela primeira vez.

Telefones para contato
Tuninho Galante 21 9480 4687.


Mais sobre Tuninho Galante e Marceu Vieira

Tuninho Galante e Marceu Vieira compõem juntos desde 2000. Em nove anos de parceria, fizeram mais de 100 músicas. Já foram gravados por artistas como Nilze Carvalho, Ana Costa, Mariana Baltar, Luciane Menezes e Clarice Magalhães, que brilham na Lapa carioca.

Tuninho Galante é violonista, arranjador e produtor de grande experiência. Já atuou como músico, produtor e arranjador em discos de artistas como Fátima Guedes, João Nogueira, Beth Carvalho, Marlene, Wilson Moreira, Candeia, entre outros. Nos anos 1990, montou uma produtora fonográfica e lançou o CD "Embaixada do samba". O disco lhe rendeu o Prêmio Fiat daquele ano e lançou sambas importantes, como "Nas asas da canção", de Ivone Lara e Nelson Sargento. Em 2005, Tuninho dirigiu e produziu o CD "Roda de samba no Bip Bip", com participações estelares do mundo do samba, como Aldir Blanc, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Valter Alfaiate e Elton Medeiros, entre outros. Compõe ainda trilha para cinema (recentemente, compôs as dos documentários "Outras verdades" e "Panair do Brasil"). Atualmente, é dono do selo Cedro Rosa, pelo qual lança ainda este ano o CD de estreia de Clarice Magalhães, cantora e percussionista da Lapa, e finaliza, como diretor musical, os projetos de um documentário em longa-metragem e um CD sobre partido alto, também com grandes nomes desta vertente carioquíssima do samba.

Marceu Vieira, além de compositor, é jornalista e autor de alguns livros. Trabalhou no "Jornal do Brasil", na "Tribuna da Imprensa", nas revistas "Veja" e "Época", e hoje é o segundo de Ancelmo Gois em sua coluna no "Globo". Como jornalista, ganhou um Prêmio Esso por equipe, em 1988, e um Prêmio Imprensa Embratel, em 2001. Como escritor, publicou "Nada não e outras crônicas" (Editora Mauad, 1999); "Betinho, no fio da navalha" (com Franklin Martins, Fernando Molica, Emir Sader e Suely Caldas, Editora Revan, 1996); "Bip Bip, um bar a serviço da alegria" (com Francisco Genu e Luiz Pimentel, Edição Independente, 2001); e "Jornalistas que valem + de 50 contos" (coletânea de vários autores, Editora Casa Jorge, 2006). Como letrista, concentra sua produção mais constante na parceria com Tuninho Galante.

Mercedes compra a Brawn e vem com tudo na F1

Deu na Reuters

A atual equipe campeã de Fórmula 1, a Brawn GP, vai competir como Mercedes Grand Prix na próxima temporada depois que a montadora alemã anunciou a compra da escuderia, nesta segunda-feira, juntamente com a venda de sua participação na McLaren.

O presidente do conselho da Daimler, Dieter Zetsche, cuja empresa controla e Mercedes, disse que Ross Brawn continuará como chefe da nova equipe e acrescentou que a montadora também continuará fornecendo motores para a McLaren até o fim da temporada de 2015.

"No modificado ambiente da F1, enfrentaremos a concorrência na principal categoria do automobilismo a partir de agora com nossa própria equipe Silver Arrows", explicou.

A Mercedes tinha 40 por cento da McLaren, mas a equipe, que venceu o campeonato de 2008 com Lewis Hamilton, afirmou separadamente que concordou em comprar de volta sua parte até 2011.

A Mercedes não comentou quem seriam os pilotos da Brawn, apesar de parecer certo que Nico Rosberg se juntará ao time depois de deixar a Williams. O campeão pela Brawn este ano, Jenson Button têm conversado tanto com a McLaren como com a Brawn.O acordo de compra dá a Mercedes participação majoritária na Brawn juntamente com a empresa de investimento de Abu Dhabi Aabar, que comprou 9,1 por cento da Daimler em março.

As duas combinadas terão 75,1 por cento da Brawn, com a Daimler detendo 45,1 por cento. Não foram revelados os detalhes financeiros.

"A Brawn passou por uma incrível jornada nos últimos 12 meses", disse Ross Brawn em comunicado.

"De lutar pela sobrevivência a forjar fortes relações com a Mercedes-Benz High Performance Engines, vencer tanto o campeonato de pilotos como o de construtores, e agora aceitar a oferta da Aabar e a Damiler pela nossa equipe, que nos garantirá o futuro".

A Mercedes e a McLaren têm sido parceiras desde 1995, mas a relação passou a ficar tensa com a determinação da McLaren de imitar a rival Ferrari como montadora de carros esportivos, além da equipe de corrida.
fim


Moral do Correio da Lapa:
Rubinho Barrichello ficou de fora da jogada...

Ciência e Religião na Arte Contemporânea

Columbia College Chicago presents Dis/Believer: Intersections of Science and Religion in Contemporary Art

November 16, 2009 - February 13, 2010
Reception: November 19, 2009,
5pm – 8pm

Glass Curtain Gallery, Columbia College Chicago
1104 S Wabash Ave, Chicago, IL 60605

Lula enlouquece e não se culpa por apagão


Correio da Lapa no programa
semanal Café com o Presidente
em defesa de Dilma,
cada vez mais próxima de Chávez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que é preciso aguardar "com cautela" as investigações sobre a causa dausa do blecaute da última terça-feira.

Lula afirmou que o blecaute que deixou 60 milhões de brasileiros sem luz não foi "nos moldes" do registrado em 2001. Na época, segundo ele, o país apresentava dois problemas distintos: dificuldade na geração de energia elétrica e ausência de linhas de transmissão.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Presidente, mudando de assunto, 18 estados brasileiros foram atingidos pela interrupção do fornecimento de energia elétrica nestas áreas. Como o governo está procedendo para verificar as causas deste blecaute?

Presidente: Veja, a primeira coisa que nós precisamos explicar a sociedade brasileira, Luciano, é que nós não tivemos um apagão nos moldes que tivemos em 2001. Porque em 2001 tinham dois problemas, não tinha geração de energia e não tinha linha de transmissão. Nós, agora, temos muita geração e temos muita linha de transmissão. Ora, o blecaute que aconteceu, na verdade, foi um incidente que até agora as informações que nós temos pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pelo Ministério de Minas e Energia é de um curto-circuito que deu numa torre em Itaberá, São Paulo. Olha, nós sabemos que tem a turma do eu acho, todo mundo agora quer encontrar um culpado. O presidente da República, com muita cautela, tem que esperar que haja toda a investigação possível para que a gente possa, quando anunciar à opinião pública definitivamente, a gente tenha a verdade e somente a verdade para informar ao povo brasileiro. O que eu posso garantir ao povo brasileiro que vamos trabalhar de forma muito intensa para que a gente evite que incidentes como esses voltem a acontecer no Brasil.

Apresentador: Muito obrigado presidente Lula. E até a próxima semana.

Presidente: Obrigado à você, Luciano, e amanhã já estarei no Brasil. Um abraço.

Correio da Lapa na graçola e na chacota confirma:
Lula, o Louco, é o Maior Mentiroso,
MM, Matéria de Memória


Quem inventou a lâmpada foi Thomas Edison, não foi Lula, quem construiu Itaipu, a maior usina do mundo, foi a ditadura militar, não foi Lula, quem produziu o apagão no governo Fernando Henrique foi a incompetência, foi a burocracia, a seca, não foi o PT por mera oposição, e quem produziu o apagão da semana passada, mais grave do que o blecaute da era tucana, não foi Lula, mas os seus auxiliares. O recente blecaute foi mais grave do que o de FH porque ocorreu dez anos depois, num período de águas fartas e cascatas, idem.

Noventa e cinco por cento das lâmpadas acesas na França têm energia gerada por usinas nucleares. A França não faz pacto com São Pedro. FH não tinha água, tinha incompetência estratégica. Lula tem água e incompetência setorial. Como disse a serena revista inglesa Economist, Lula tem sorte. E como me disse uma vez o amigo saudoso Oldemário Touguinho, Pelé lhe contou o seguinte segredo: "Se não tiver sorte no começo, vai fazer falta depois". Lula tem um imenso pênalti e vai cobrar no último minuto, o goleiro não é o Bruno do Flamengo, o goleiro somos nós.

Lula, Getúlio Vargas e Dom Pedro II, os três maiores estadistas do Brasil. O primeiro reinou com a escravidão. Getúlio mal sabia o que seus facínoras faziam com Luiz Carlos Prestes, Olga Benário e outro espancados nas celas fétidas da sua ditadura. Lula viaja, está sempre no exterior, nunca faz visita de surpresa aos miseráveis humilhados e ofendidos nas filas de hospitais sem bons médicos nem equipamento. Lula imita FH até na vaidade. Prefere os tapetes vermelhos. Lula não gosta de ver a realidade de milhões de pessoas que o admiram, mas que continuam penando na tragédia dos péssimos serviços prestados pelo Estado brasileiro.

Se eu fosse mulher, eu votava no Aécio Neves. Como não sou, vou de Dilma Rousseff, mas se ela se apaixonar por Hugo Chávez, alisto-me como voluntário para enfrentar o Solano Lopes do Orinoco.

Por Alfredo Herkenhoff

Correio da Lapa na defesa de Lula, e que este tenha um julgamento justo...

domingo, 15 de novembro de 2009

Milhões no Apagão e a maior usina do mundo

Luiz Pinguelli Rosa

“Não é só o acidente, são também as consequências”

Por Queila Ariadne *

O que fez a maior hidrelétrica do mundo parar e deixar mais de 100 milhões sem luz? Itaipu não parou, ela foi desligada porque a linha de transmissão caiu. Por que isso aconteceu não está explicado. A linha de transmissão de Itaipu para o Sudeste não deu passagem à corrente elétrica. São três linhas; uma entrou em colapso e as outras duas, não sei por que cargas d’água, também caíram.

O apagão revela vulnerabilidade do sistema de energia brasileiro?
O que aconteceu é a prova da vulnerabilidade. O sistema não deve cair desse jeito, a energia de tantas cidades. Não sabemos onde essa vulnerabilidade está, mas temos que pedir para que apure.

Mas o que aconteceu?
A gente imagina algumas coisas como uma manobra errada, um programa de computador errado, alguma ação não otimizada em alguma parte. Mas não é só o acidente, são também as consequências. Caiu uma linha de transmissão e caiu o Brasil todo, ou quase. Metade, pelo menos. A dimensão do acidente é o problema. Tem que fazer um alinhamento para não deixar o acidente se propagar tanto.

O que fazer para evitar que o problema se repita?
Tem que ter um sistema mais inteligente no sentido de ser capaz de circunscrever efeitos de um acidente. Mas primeiro tem que descobrir o que aconteceu para saber como evitar repetição. É um problema de engenharia elétrica, não é um problema de energia. Água nós temos.

É grave o Brasil ser tão dependente de energia de hidrelétricas e, principalmente, tão dependente de uma única usina, a de Itaipu? Não é hora de investir mais em energias alternativas?
É sempre bom ter outras fontes de energia, mas não é muito grave sermos dependentes de Itaipu não. A gente pode ter uma boa performance, o Canadá tem um sistema parecido com o nosso e funciona muito bem.

Qual a explicação para alguns Estados serem terem sido tão mais afetados pelo apagão do que outros?
Em Minas Gerais, por exemplo, a Cemig explica que, assim que viu a queda de energia, solicitou ao ONS autorização para liberar o seu excedente. A explicação da Cemig pode orientar um tipo de procedimento que poderia ter sido adotado em outros casos, mas não sei direito o que ela falou. Agora, em relação aos Estados, pode ter algumas particularidades, ou então pode ter sido casualidade mesmo. O sistema se propagou de certa forma e foi para um lado e não para outro.

Qual a lição que fica?
Cidades maiores devem ser mais protegidas do que as menores porque os efeitos são mais graves, pois ela têm mais prédios, mais hospitais, linhas de metrôs, as pessoas ficam presas. Acima de tudo, é preciso proteger os grandes centros urbanos. Isso é uma forma inteligente de fazer uma gestão do problema.

O apagão revela falta investimentos?
Certamente uma coisa se liga à outra. Mas não creio que seja falta de investimento, no sentido de fazer ligações. O Brasil está bastante interligado e reforçou sua interligação. Em 2001, não havia as linhas que temos hoje. Eram duas. Faltava a terceira linha e faltou capacidade de ligação entre o Sul e o Sudeste. Hoje, não é isso. Há uma instabilidade elétrica. Ou seja, o mundo todo dedica atenção a esse problema.
Publicado em: 15/11/2009


* Avistado pelo Correio da Lapa em
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=126741

sábado, 14 de novembro de 2009

Brasil: 40 mil balas encontradas por ano. E 2014?

Editorial para os Mortos no Poder das Balas Perdidas

Desde a invasão americana no Iraque, em 2003, os Estados Unidos perderam 4 mil 223 soldados, dos quais 3 mil 369 desde que Saddam foi preso. E desde que Obama chegou à Casa Branca, 134 soldados americanos foram mortos naquele país babilônico.

Pois desde que Sérgio Cabral chegou aos Palácio Guanabara, o número de brasileiros mortos a tiros no pequeno Estado do Rio de Janeiro é infinitamente maior. Apenas no ano de 2007, a polícia, oficialmente, registra a morte de 1.260 pessoas em confrontos com ela, a imensa maioria na região metropolitana do Rio de Janeiro. Há ainda mortos em situações mal explicadas, engordando estatísticas que não envolvem os dados oficiais da polícia. A maioria dos quase 7 mil brasileiros assassinatos anualmente no Rio de Janeiro é cosntituída de gente humilde, pobre e preta.

Pernambuco, terra de origem de Lula, Espírito Santo, com a Grande Vitória exibindo taxas escandalosas de homicídio, e o nosso Rio de Janeiro são lugares que nos envergonham, terra onde não dá para comemorar nenhum avanço social.

Quarenta e tantos mil brasileiros assassinados num único ano... No Vietname, os americanos perderam quase 60 mil soldados em cerca de dez anos de guerra.

Donde se conclui que tanto faz o governo, o partido, o presidente, se príncipe ou operário, a política está errada. Sérgio Cabral se elegeu prometendo mudanças. Mudou as estatísticas, agravou-as...

Pelo amor de Santa Pelônia, postei outro dia que fontes ligadas ao Financial Times de Londres haviam mencionado, no mocó, off the records, um Plano B para retirar o Rio de Janeiro da condição de sede olímpica. A Fifa é entidade amiga, e 2014 parece Copa garantida na Cidade Maravilhosa. O Brasil, o Rio em particular, deu provas de que pode receber o Mundo, como fez na Eco Rio em 1992, e depois com uma outra reunião de cúpula, a ibérica, uns dez anos atrás, e com os Jogos Pan-Americanos de 2007.

Mas nada de confiança excessiva. Na década de 1980, a Fifa retirou a Colômbia da condição de sede do Mundial de 1986 apenas uns dois anos antes da realização do evento, que acabou transferido para o México em 1986.

Atenção governantes: o helicóptero, o apagão, as estatísticas e a ameaça aos grandes aviões comerciais pousando como pombas da tragédia no Rio de Janeiro de Balas Encontradas... Isso não é brincadeira... Só o senador Cristovam Buarque parece ter um discurso mais afinado. O Brasil precisa reduzir a distribuição de bolsa-esmola e bolsa-propaganda para a grande mídia e enfrentar a verdade da sua estrutura em pandarecos no campo da Educação e da Saúde.

O resto é vaidade da galera mamando nas tetas do Estado de burocracia, mordomias e ineficiência.

A quem recorrer? De quem correr primeiro?

A mentira, dizia Quintana, é a verdade que esqueceu de acontecer.

Os mortos são o esquecimento dos vivos que logo terão a mesma sorte, a mesma morte cruel, covarde e politicamente previsível... Quem viver, morrerá. Quarenta mil balas encontradas. Ave Cesare, os mortos a tiros te saúdam!

Apagão Não! Gerador de Energia Portátil: R$ 479

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- Carregador de bateria: 12V / 8.3 A
- Alerta de nível de óleo: SIM
- Função inteligente de ajuste da rotação: Ajuste conforme carga
- Protetor de sobrecarga: SIM
- Dimensões aproximadas do produto: 33x41x34cm (AxLxP)
- Peso líq. aproximado do produto: 20,5kg
- Garantia do fornecedor: 6 meses para uso residencial e 3 meses para uso comercial.
Garantia (Meses): 6

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rio 2014, Rio 2016, Agenda

Programa

Luciano Peixot Sent:

1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro publico. Ninguém será preso ou indiciado.

2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira;


3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “barão de coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no ultimo carro alegórico vestido de tochas douradas representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria”.


4. Haverá um concurso pra nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”.

5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.


Abertura dos jogos
...


1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra em urgência pro carnavalesco da Beija flor.


2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana pra comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha.


3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua ecorrer ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê GALVAO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO.


4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em inglês de merda elogiando o povo carioca, e ao final vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.

5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.


6. Durante o Hino Nacional Brasileiro a platéia vai errar a letra, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.


7. Uma brasileira vai ser filmada varias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira jogos pintada na cara. ela posará pra Playboy sem o top e sem o shortinho, e com a bandeira pintada na bunda.


8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico ele dirá que não se lembra direito do fato.


9. 74 passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do rio ao mundo: a bala perdida, o trafico, o funk e a favela.


10. Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vai continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.

11. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por
uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.


12. Adriane Galisteu posará pra capa de CARAS ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB.


13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tirosdisparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do maracanã por “dois real”.


Durante os jogos...

1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.


2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-exBBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.

3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 74.

4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação, a Hebe vai dizer que eles são “uma gracinha” ao posar mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.


5. A seleção brasileira de futebol comanda por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para seleção de Sumatra.

6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.


7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.


8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 74º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê : JARDIM MATILDE NA VEIA.


9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em slow motion e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.


Após os jogos ...


1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô pra pagar as despesas que teve pra estar nos jogos e não obteve patrocínio.


2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras besteiras.

Editorial do Apagão Brasileiro em 2009


O Apagão de Dilma e Lula

O Corcovado fechado à noite

Sintoma de uma crise que não se sabe quão grande é *




O assunto está encerrado, afirmaram Dilma Rousseff e Edison Lobão em coro de propaganda. Dez dias antes do Apagão, Dilma Rousseff, noutra propaganda, um programa de rádio, afirmou que não havia risco de desastre tipo 1999 porque o governo Lula fez planejamento. Diante do ridículo, Dilma reapareceu para se desmentir, e a coisa ficou ainda mais esquisita. Originalmente, ela tinha dito que havia uma certeza: não haveria Apagão. Dez dias depois, a certeza é que não haverá racionamento. Esqueceu de dizer que o Santo Chaveiro molha, mas não é planejador, senão não haveria tanta enchente. Dilma distorceu as próprias palavras, confiando na própria arrogância, confiando na facilidade de se mentir ao povão e confiando na docilidade da grande imprensa, esta irrigada sim, mas de verba de publicidade oficial.

Um dia depois deste Grande Apagão de 2009, o ministro da Energia, senador maranhense Edison Lobão, uivou em tom de propaganda: o caso está encerrado porque a luz foi restabelecida depressa e já sabemos que a causa foi intempérie.

Lula, numa propaganda mais maluca ainda, afirmou que nunca neste país alguém investiu tanto em transmissão de energia elétrica quanto ele em seus sete anos de mandato. Disse Lula que ele investiu 30% com relação a tudo que se investiu em 123 anos.

Que numero maluco é este, o 123? Lula botou no saco do desprezo energético todos os governos do Brasil, incluindo o imperador Pedro II que só foi derrubado pela verdade do golpe de estado em 1889, ou derrubado 120 anos atrás.

Aliás, foi em 1889 que o Brasil criou a primeira hidrelétrica, uma pequenina em Minas Gerais. Portanto, estamos comemorando agora 120 anos da entrada do Brasil na geração de energia elétrica através da queda d'água.

A lâmpada de Thomas Edison comemora neste 2009 seus 130 anos de invenção. No Brasil, Campos foi a primeira cidade a ter iluminação pública. Depois, salvo engano, Rio de Janeiro e Cachoeiro de Itapemirim, em 1903. O número 123 deve ter sido dado a Lula por um estagiário de uma agência de comunicação social qualquer, extraído às pressas de uma pesquisa qualquer na internet.

No século XIX eram sistemas de poucas lâmpadas. Em Campos, apenas 39 lâmpadas. Mas Lula diz que fez mais do que Dom Pedro II, Floriano, Getúlio, Fernando Henrique etc, ou seja, está apenas mantendo o estilo de propaganda que beira o ridículo, o tal "nunca neste país".

Ninguém quer lembrar a fábula do alfaiate que planejava a roupa luxuosa do rei, o rei está nu. Mas o planejamento do governo Lula está virando uma clara escuridão. Dilma está nua.

A propaganda do governo não vale nada, por fraqueza, mas o povo gosta de Lula. Por isso, o presidente precisa se acercar de melhor assessoria para que o ridículo das peças não contamine as chances de Dilma.

Vale lembrar que o PT foi o partido que mais se deu bem ao explorar o Grande Apagão de FH em 1999 e o racionamento que surgiria lodo depois.

No mesmo momento em que Lula, Dilma e o amigo de Sarney na pasta das Minas e Energia cometem esses exageros, o INPE desmente a possibilidade de que raios e ventos tenham causado o Apagão. O Instituto de Pesquisas Espaciais pode estar errado, sim. Mas Lula, Dilma e Lobão não podem estar errados, erraram sim e vergonhosamente.

Mas Lula, no clima de carnavalizar a mentira em nome de Dilma, afirma que o Mensalão foi uma mentira, que o Valério Doce foi um veneno amargo que os tucanos infiltraram na base aliada, com aquela fartura de R$ 50 mil para todo mundo no Congresso amigo.

O dinheiro na cueca foi uma mentira?

O Mensalão do senador tucano Azeredo quando era de Minas o governador? Outra mentira?

Sete é tido como o número de mentiroso ou de mentira. Será?

A importância de se saber a causa do Apagão não deve ser usada partidariamente em campanha eleitoral, mas vai, infelizmente. O tema é grave demais para ficar nesse rame-rame. Falta de luz é troço sério. Mentir nessa área derruba sonhos de vitória, atropela candidaturas.

A propaganda exagerada do governo Lula ameaça se tornar ridícula. Todo mundo gosta de ver o presidente lançar, como fez no começo deste ano, ao lado da Dilma, aquela campanha de casa popular, prometendo fazer 1 milhão 500 mil casinhas. O papel aceita tudo. A verdade, quase nada.

Plano de casa própria lançado de afogadilho, sem discussão ambiental nem orçamentária, tudo só choque de mídia.

O uso abusivo da propaganda por parte de Lula, Dilma e outros ministérios começa a se transformar num risco eleitoral.

Devagar, Seu Lula, se rolar outro grande blecaute as chances de Dilma passam a correr perigo de alta voltagem.

O excesso de sucesso mostrado na propaganda do governo está se tornando uma bomba de fragmentação ridícula.

Um pouco de verdade, mesmo que doa, é tudo que o eleitorado do presidente operário quer e merece. A semana não foi só negativa. O mesmo INPE, que desmentiu a causa oficial do Apagão, mostrou redução na taxa de desmatamento na Amazônia. A sóbria revista inglesa Economist botou o Brasil na capa dizendo que ruma para se tornar a quinta potência econômica dentro de 40 anos.

A foto da capa da Economist é um Cristo Redentor transformado num foguete decolando no alto do Corcovado. O monumento, agora oitava maravilha moderna do Mundo, antes era aberto à visitação pública 24 horas por dia. Atualmente, fecha às 19h exatamente. Às 18h30, eles fecham o pequeno comércio local. Motivo? Falta de segurança. Mas como se a favela deflagrada mais próxima do Corcovado fica a dois quilômetros de distância?

Para quem quer e merece ser sede da Fifa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, é questão de honra voltar a deixar o monumento do Cristo aberto 24 horas por dia. A infraestrutura está toda lá. Empregos seriam criados. Em noites quentes de verão, seria um belíssimo passeio subir o morro do Cristo. Deixar fechado o Corcovado à noite por motivos de segurança, em plena era do governador Sérgio Cabral, é mais um sinal de fracasso, sinal de muito barulho e pouco avanço concreto na questão de violência, desemprego, insegurança e falta de confiança. Abrir o Corcovado 24 horas por dia é um pequeno passo para simbolizar essa vontade de vencer a desordem do banditismo e seus fuzis automáticos. Abrir o Corcovado 24 horas por dia é dar boas-vindas ao Mundo em 2014.

* Por Alfredo Herkenhoff
Correio da Lapa em ritmo de Brasil Grande e Mesquinho

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Lista das 67 pessoas mais poderosas do mundo

A Revista Forbes divulgou a lista das 67 pessoas mais poderosas do mundo (uma personalidasde para cada 100 milhões de habitantes do planeta). Ei-la:
Segundo a revista, a lista é elaborada seguindo quatro parâmetros: a influência da pessoa sobre muitas outras pessoas; a quantidade de recursos financeiros controlados por ela; em quantas áreas a pessoa pode ser considerada poderosa e, finalmente, se o escolhido efetivamente utiliza seu poder.

Diante destas justificativas --e do fenômeno Obamania que ainda persiste um ano após a eleição americana--, a escolha de Obama para liderar a seleção parece óbvia.

"Preside a maior potência do mundo, a economia mais inovadora e dinâmica, comandante-em-chefe dos militares mais poderosos do planeta; tem um dedo em um arsenal nuclear contendo mais de 5.000 mísseis; chefe de Estado da superpotência do mundo; seus democratas tem a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado", lista a revista ao justificar a escolha. E encerra: "recentemente ganhou um Prêmio Nobel da Paz, aparentemente por ser de maneira geral maravilhoso".



1 Barack Obama
2. Hu Jintao
3. Vladimir Putin
4. Ben S. Bernanke
5. Sergey Brin and Larry Page
6. Carlos Slim Helu
7. Rupert Murdoch
8. Michael T. Duke
9. Prince Sultan bin Abdul Aziz Al Saud
10. William Gates III
11. Pope Benedict XVI
12. Silvio Berlusconi
13. Jeffery R. Immelt
14. Warren Buffett
15. Angela Merkel
16. Laurence D. Fink
17. Hillary Clinton
18. Lloyd C. Blankfein
19. Li Changchun
20. Michael Bloomberg
21. Timothy Geithner
22. Rex W. Tillerson
23. Li Ka-shing
24. Kim Jong Il
25. Jean-Claude Trichet
26. Masaaki Shirakawa
27. Sheikh Ahmed bin Zayed al Nahyan
28. Akio Toyoda
29. Gordon Brown
30. James S. Dimon
31. Bill Clinton
32. William H. Gross
33. Luiz Inacio Lula da Silva
34. Lou Jiwei
35. Yukio Hatoyama
36. Manmohan Singh
37. Osama bin Laden
38. Syed Yousaf Raza Gilani
39. Tenzin Gyatso
40. Ali Hoseini-Khamenei
41. Joaquin Guzman
42. Igor Sechin
43. Dmitry Medvedev
44. Mukesh Ambani
45. Oprah Winfrey
46. Benjamin Netanyahu
47. Dominique Strauss-Kahn
48. Zhou Xiaochuan
49. John Roberts Jr.
50. Dawood Ibrahim Kaskar
51. William Keller
52. Bernard Arnault
53. Joseph S. Blatter
54. Wadah Khanfar
55. Lakshmi Mittal
56. Nicolas Sarkozy
57. Steve Jobs
58. Fujio Mitarai
59. Ratan Tata
60. Jacques Rogge
61. Li Rongrong
62. Blairo Maggi
63. Robert B. Zoellick
64. Antonio Guterres
65. Mark John Thompson
66. Klaus Schwab
67. Hugo Chavez



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana "Forbes" e divulgado nesta quinta-feira (12).


O ranking completo, com 67 nomes, traz ainda o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que é o maior produtor mundial de soja, na 62ª posição.

A lista é encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelos presidente da China, Hu Jintao, e pelo premiê e ex-presidente russo Vladimir Putin.

O presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, é considerado pela revista o 4º homem mais poderoso do mundo.

Segundo a revista, a compilação da lista tentou responder a questões como que influência as pessoas têm sobre outras, o controle que elas têm de grandes recursos financeiros e o poder que elas têm em múltiplas esferas.
Perfis

A revista justifica a escolha de Lula como 33º de sua lista dizendo que ele "governa o maior produtor de alimentos do mundo, o maior exportador de açúcar, de suco de laranja, de café, de carne e de frango".

A Forbes comenta que seu "projeto de estimação" é a exploração dos vastos campos de petróleo na costa brasileira, "tornando o país o número 1 no mercado de carbono projetado em US$ 125 bilhões".

No perfil que faz de Blairo Maggi, por sua vez, observa que ele ajudou a fazer da soja o principal produto de exportação brasileiro, mas que foi acusado de desmatar a floresta amazônica, pelo que recebeu o prêmio "Motosserra de Ouro", da ONG Greenpeace, em 2005.

Apesar disso, a revista observa que ele mudou sua imagem com os ambientalistas ao conseguir reduzir dramaticamente o desmatamento no Estado e ao defender uma compensação financeira para que os agricultores não desmatem a floresta.

Lula aparece no ranking pouco acima de figuras como os premiês do Japão, Yukio Hatoyama, e da Índia, Manmohan Singh, e do saudita Osama bin Laden, líder da al-Qaeda, em 35º, 36º e 37º lugares na lista, respectivamente.

Mas fica atrás de outras figuras políticas como os primeiro-ministros da Itália, Silvio Berlusconi (12º lugar), da Alemanha, Angela Merkel (15º), e da Grã-Bretanha, Gordon Brown (29º), ou do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Il (24ª posição na lista), e até mesmo do ex-presidente americano Bill Clinton (31ª) ou do prefeito de Nova York, o milionário Michael Bloomberg, que aparece no 20º lugar.

Nos primeiros lugares da lista estão também empresários, como os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, em 5º lugar, o mexicano Carlos Slim Helu, em 6º, o magnata da mídia Rupert Murdoch, em 7º, Michael T. Duke, presidente da Wal-Mart, em 8º, e Bill Gates, fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo, em 10º.

O padre o o bêbado dentro do ônibus

Um padre senta ao lado de um sujeito completamente bêbado, que tenta, com muita dificuldade, ler o jornal. Logo, com voz empastada, o bêbado pergunta ao padre: O senhor sabe o que é artrite?
Irritado, o pároco respondeu: É uma doença provocada pela vida pecaminosa e desregrada: mulheres, promiscuidade, farras, excesso do consumo de álcool e outras coisas.
O bêbado calou-se e continuou com os olhos fixos no jornal. Alguns minutos depois achando que tinha sido muito duro com o bêbado, o padre tentou amenizar: Há quanto tempo o senhor está com artrite?
Eu não tenho isso, não! ....Segundo este jornal, quem tem é o Papa!!!
Em tempo: João Paulo II fumava dois ou três cigarros por dia. E este alemão Bento adora uma cerveja Pilsen...

Apagão Molhado na Reduc, Caxias

Baixada Carioca, ou ex-Baixada Fluminense:

Olhem Com Mais Carinho, Por Favor!




A inundação em Caxias é

a sobremesa do Apagão de Lula


Tragédia no Rio de Janeiro, com o Apagão Molhado atingindo os pobres na área que mais contribui com impostos numa região periférica da metrópole. Dramáticas as imagens exibidas pela TV Globo e Record, na manhã desta quinta-feira, 12 de novembro de 2009, no bairro de Campos Elíseos, onde fica a Refinaria Duque de Caxias, Reduc, na Baixada Carioca.

A inundação em Caxias é a sobremesa do Apagão de Lula. O presidente costuma visitar a Baixada, mas isso não basta. Obras do PAC não bastam. A propaganda fede.

Sim, vamos botar culpa nas variações climáticas. Agora foi uma tromba d´água. No blecaute nacional de anteontem, uma chuva especial, uma ventania, um granizo de ouro se chocando na parte mais íntima de duas ou três torres de transmissão da energia gerada em Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai, ou uma explicação que não convence ainda.

O governo Lula bem que tentou nesses sete anos fazer o melhor, fez o melhor, mas não deixou também de fazer o pior, que é a uma propaganda que não parece ter limites.

Como pode uma refinaria como a Reduc, a primeira da Petrobras, a segunda em importância, perdendo apenas para Paulínia, mas passando por um amplo processo de modernização, manter a situação tão caótica de infraestrutura à sua volta?

É cruel e não é nada econômico desprezar tanta gente em volta da Reduc. Caxias, cidade vizinha do Rio de Janeiro, tem quase 900 mil habitantes. Nova Iguaçu, ao lado, tem quase 900 mil habitantes. Aliás, as pessoas costumam dizer que Nova Iguaçu é um pouquinho maior do que Caxias, mas isso mais por tradição do que por certeza demográfica. As duas cidades têm mais ou menos população semelhante. As duas são sofridas, injustiçadas, estigmatizadas, sacrificadas pela desídia das autoridades, pela incompetência e pelo controle que se faz do social via propaganda.

Em Nova Iguaçu, por exemplo, está a maior unidade de tratamento de água do continente, mas a poucos quilômetros de Guandu, há um sem número de ruas em cujas casas a potável não chega, ou chega fraquinha, pingando um vez por semana. A choradeira dessa gente humilde não ganha espaço nos jornais. Os jornais não gostam de lágrimas secas, preferem as lágrimas do crocodilo anunciador da verdade mil vezes repetida.

Caxias, terra do Petrobras, ruas esburacadas, metade da população quase favelada, e péssimos serviços de infraestrutura. Por ironia da toponímia, o bairro da Reduc se chama Campos Elíseos, que significa um estranho paraíso na mitologia grega, estranho porque paraíso dos mortos felizes, em oposição ao mundo do sofrimento eterno dos vivos, ardendo no mármore do planeta.

A propósito, tudo o que é ruim, que é horrível em Caxias, tem nome bonito. Jardim Gramacho, um dos piores lugares para se viver nos cinco continentes. Jardim Paraíso, Jardim Isso, Jardim Aquilo, é tudo inferno. Jardim na Baixada Carioca significa esgoto a céu aberto, exibe o desprezo e os dejetos da classe política consumidora à distância, classe que cultua a força da impunidade para roubar votos dessa gente humilde fazendo-lhe promessas que não cumpre.

O PAC está em Caxias, o PAC está no Rio, ao todo, está em sete ou oito favelas do Grande Rio. Mas só na capital há umas 800 favelas não contempladas com o sorriso dos investimentos. Só a Favela do Lixão, em Caxias, tem mais gente do que provavelmente há em todas as outras favelas contempladas pelas obras do Plano de Aceleração da Candidatura do nome que Lula escolher para a sucessão. Hoje é Dilma, amanhã, quem sabe?

A burguesia nessas cidades da Baixada Carioca só quer ganhar dinheiro na região. Na hora de gastar, os ricos preferem correr os shopping centers do Rio de Janeiro ou de Miami.

Cidades, apesar de sua gente orgulhosa, quase sempre mal faladas na mídia. Os jornais destacam homicídios, fazendo crer que são áreas especialmente violentas. Mentira, não são exceção. A autoestima em Caxias ou em Nova Iguaçu não precisa de muito para frutificar. Mas, hoje, quem sobe na vida nessas duas cidades costuma migrar para a Capital. O lugar de origem vira retrato na parede, passa a ser nostalgia, visitas a parentes e amigos de outros tempos.

A Reduc se transformou num paraíso de energia cercado por 200 indústrias e pobreza de todo os lados. E olhem que Campos Elíseos é ainda um bairro diferenciado na cidade pela riqueza do petróleo e os ganhos diretos e indiretos dessa indústria e seus fornecedores.

Pois São Pedro, sem pena nem de Dilma Rousseff nem de Lula e nem de candidato nenhum, de modo inclemente, desabou a água, ampliando as contradições da propaganda de um governo em fim de mandato.

Propaganda não garante linhas de transmissão. Propaganda não garante bom funcionamento das dez ambulâncias presenteadas por Lula a Nova Iguaçu, todas quebradas. Propaganda de casa popular não garante nem casebre próprio. Propaganda da Cedae não garante fornecimento de água na cidade onde é tratada. Propaganda não garante vitória antecipada.

Os minutos de reportagem ao vivo nas televisões desta quinta-feira, imagens sempre transmitidas pelos helicópteros da Globo e da Rede Record, falam mais do que mil minutos de publicidade no horário nobre.

A propaganda é a alma do negócio? E o segredo, o que é? O segredo é a alma do negócio mal estruturado. A propaganda e o segredo formam uma lama mentirosa, que é a política.

As sucessivas tragédias na Baixada Carioca retratam o desprezo político por essa região que é o terceiro maior conglomerado humano do Brasil, com cerca de 3 milhões 800 mil pessoas em 13 municípios. A saber? Japeri, Magé, Meriti, Guapimirim, Paracambi, Seropédica, Itaguaí, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Queimados, Caxias e Nova Iguaçu.

Desabamento, mortes, velhos e crianças sem lugar seco fora o telhado, o muro ou a lage, casas e carros submersos, cobras, doença do xixi do rato, tristeza.

Por Alfredo Herkenhoff

Correio da Lapa é exercício de inflexão odiosa e apartidária

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dr. Apagão, última fantasia de 1 noite de propaganda

Dr. Apagão, última fantasia de uma noite de propaganda


Imitação barata do Fernando Henrique do Movimento Vaidade Sem Fronteiras

20 Estados, 800 cidades, 60 milhões, e o Rio de Janeiro e São Paulo ficaram às escuras por quatro horas ou mais

Um fez bolsa-escola, o outro mudou o nome e ampliou bolsa-família

Um nomeou um advogado de 41 anos e biografia pífia para o Supremo. Nomeei também um jovem de 41 e biografia semelhante.

FHC teve uns apagõezinhos, enfrentou falta d'água. Não vou deixar barato, preciso de meu Apagão ainda mais esplendoroso.

Enquanto isso, fontes jornalísticas do Financial Times, em Londres, sede dos Jogos de 2012, já especulam, nas internas, desde a derrubada do helicóptero da polícia carioca, sobre a existência de um plano B de retirada do Rio da condição de sede das Olimpíadas de 2016.

Os mesmos projéteis que podem derrubar um helicóptero seriam capazes de derrubar um grande jato comercial aterrissando qual pássaro frágil na Ilha do Governador ou no Aeroporto Santos Dumont.

A política de confrontação policial é vista pela população nas favelas como uma forma de terror do Estado Legal.

Hugo Chávez, da lanternina, banho de dois minutos, daqueles delírios ideológicos falando em guerra com a Colômbia, em vez de plantar o repolho que nem existe mais na Venezuela, segue fazendo a mesma propaganda de sempre. Hugo Chávez não é socialista nem bolivariano. El Supremo es una cucaracha de mierda. Dá uma de doido, podemos rir dele, mas ele se lixa porque o povo de lá não o retira do Trono da Ditadura do Proletariado Caraquenho.

Lula, uma sirene de pilha acendeu na testa de Dilma Rousseff. Se foi o MST, ou se foi apenas uma falhazinha no sistema de transmissão, pouco importa se uma ventania na torre, se obra de piratas da informática. A escuridão se abateu na sua luz, presidente Lula. A sua propaganda iluminou a escuridão. O Senhor está cercado de assessores incompetentes e corruptos.

O Apagão só acontece nas horas noturnas porque assim como você imita FHC, o blecaute precisa de visibilidade. O Dr. Apagão é o príncipe da Verdade, é o outro lado da moeda da sua propaganda interminável.

O sistema da incompetência está nu. Exibe as partes íntimas nas trevas da publicidade.

O Hospital de Bauru sem gerador de energia. Apenas uma propagandinha inútil de uma Secretaria de saúde do Estado de São Paulo, ou da UPA do governador Sérgio Cabral, consome verba suficiente para salvar bebês em UTIs.

Graças à escuridão, decidi mudar meu voto. Iluminei-me de coragem. Vou votar em qualquer nome que Lula me ou nos pedir. Dilma, Marina Silva, Ciro Gomes, Jacques Wagner, Michel Temer. Vou votar com fé porque já não tenho dúvida: não acredito que Edir Macedo acredite em Deus.

O Fluminense, como o Vasco da Gama, quer certeza 100 por cento. Se ganhar as quatro partidas finais do Brasileiro, quase certamente escapará do rebaixamento. Mas mesmo se chagar aos 48 pontos máximos possíveis, ainda restará 0,.0001% de chance de o Flu cair para a segunda divisão. Portanto, o Fluminense ainda não depende só de si do ponto de vista da paixão vascaína, com aquela torcida comemorando a volta à Série A no sábado passado, apenas porque atingiu o 100%, ou risco 0 de não subir. O Vasco, já praticamente campeão da Série B, ainda quer o tal risco zero, o título 100%, o que deve acontecer no sábado em São Januário.

O futebol é rigoroso com os números. O sistema elétrico, não.

Como Lula imita o melhor e o pior de FH, vamos votar na imitação sucessora. Tapamos o nariz, mas nós, brasileiros, vamos eleger Dilma apenas porque Lula pediu, e Dilma, diversamente do seu amigo Hugo Chávez, já errou tudo que precisava no passado. Vai se revelar uma mãezona. A ex-ministra de Energia poderia até se sentir ameaçada com o Dr. Apagão invadindo a sala escura de seus eleitores. Afinal, ela tem responsabilidade nesse caos. Mas ainda sim, com duas presidentas sul-americanas, Chile e Argentina, o Brasil não poderia ficar para trás. Vamos eleger uma mulher que, depois dos 60, quer aprender a sorrir. Vamos ensinar a futura mandatária a ser mais feliz. Viva o Sexo Frágil no Escurinho do Cinema.

Por Alfredo Herkenhoff
Aliado do Dr. Apagão
Correio da Lapa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Palmeiras chora e só convence CBF contra Simon

Anularam o gol legal de Roger quando o Vitória da Bahia perdeu no Palestra Itália para o Verdão num legitimo erro de arbitragem. Alguém chiou? E o gol do Palmeiras, gol inexistente, naquela bola do Marcão que bateu no travessão e quicou fora da linha da meta do Cruzeiro? Alguém chorou contra o árbitro? E quando o Cruzeiro teve quatro pênaltis não marcados em pleno Mineirão contra o Palmeiras? Reclamaram na CBF? A matéria que lembra tantos lances em que erros de juiz ajudaram o Palmeiras neste ano de 2009 está no site insuspeito de Milton Neves, na boa coluna de Gustavo Grohmann. Nas ruas do Rio de Janeiro, todo mundo sabe e diz abertamente, incluindo vascainos e rubro-negros, que, nos últimos anos, os erros de arbitragem têm prejudicado sobremaneira as equipes do Fluminense e do Botafogo. O Brasil inteiro diz que, na média, os erros de arbitragem tem ajudado mais o Palmeiras e São Paulo, nos últimos anos, do que qualquer outro clube do Brasil. O resto é bola na rede... Essa choradeira do Palmeiras é disfarce burro de quem não quer ver que o time, em má fase, está prestes a sair do G4. Mas pode até ser campeão, com ou sem ajuda de arbitragem. O juiz tem direito de errar. Mas quem está errando muito não é Simon, mas o Palmeiras. Simon foi punido pela CBF com um gancho de Natal, não apita mais este ano. Pior para a CBF. Aderiu ao marketing do Palmeiras. Simon vai processar um monte de gente. Se o Supremo absolveu o réu confessso do tal juiz das partidas vendidas, imagina o que não será capaz de fazer com o árbitro brasileiro até então de maior reconhecimento internacional? Vai vir indenização vultosa para Simon. Anotem aí. Ele não tem rabo preso. Acerta muito mais do que erra.

Madonna in Rio de Janeiro, AD 2009

Madonna Mater Mutter Madre Mother Mamma Mãe