quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Emanuela de Paula, La Manu - Fotos e vídeo - Yo te quiero - Peltier e Sérgio Mattos...

Fusão fashion, fruto da raiz e da paisagem horizontina de toda beleza de todo tipo que grassa no Brasil


Black Baby Angel

Emanuela de Paula


Por Alfredo Herkenhoff

Correio da Lapa comemorando Cem Dias de um Blog a Mil...

A bonita e charmosa jornalista Márcia Peltier é conhecida em todo o Brasil por ter trabalhado primeiro na extinta TV Manchete e depois na Rede Globo. Na imprensa escrita, Peltier já fez de tudo um pouco: editou revistas e cadernos especiais, fez de reportagem a colunismo social mundano.O histórico de Peltier nem seria o de sucesso no sentido clássico da continuidade. Mas nesses tempos de simultaneidade e volatilidade das mídias, que vêm e vão, há de se constatar e elogiar: desta vez, o formato do programa Márcia Peltier Entrevista é perfeito. A jornalista funde a sua própria beleza pessoal, a sua estampa de loura serena e inteligente, com a elegância do Hotel Copacabana Palace, cenário de suas conversas a dois com pessoas de notória competência. São depoimentos agradáveis porque Peltier conduz bem os convidados... Ela os provoca a complementar suas reflexões e revelações mais surpreendentes.


E numa terça-feira é João Havelange, noutra Sérgio Cabral e nesta última foi outra boa opção para quem queria fugir das novelas e baboseiras concorrentes: Márcia Peltier envolveu o convidado, Sérgio Mattos, num longo e calmo bate-papo cheio de insights, sacações...

Sérgio Mattos, o caça-talentos, falou dos bastidores do universo fashion entre Rio de Janeiro, São Paulo,
Milão, Paris, Londres e New York, falou do racismo descarado do mercado da moda, a altura necessária das modelos, a magreza incompatível com a chamada moda praia, enfim, o entrevistado passou em revista os cânones, permeando as observações com dicas e críticas pertinentes em meio a tantos problemas econômicos e sociais. Sérgio Mattos passeou pelo excêntrico das demandas inglesas, pela morenice cobiçada a Milano, pelo clássico nas passarelas em Paris e pelo belo e 0 horrível, ambos perseguidos pelos experts, no admirável mundo novo de uma Manhattan que cultua a fogueira das vaidades.

Na esteira da entrevista com Sérgio Mattos - o caça-talentos parecia um misto de baiano, carioca, paulistano e figura internacional manjada e elogiada pela simplicidade com que descreve a indústria da moda -, fazemos aqui nesse tresloucado Correio da Lapa uma homenagem à modelo Emanuela de Paula. Sérgio Mattos destacou a pernambucana como figura de proa na atual galeria das top.

Emanuela, hoje com 20 anos e que desde os 15 brilha nas passarelas internacionais, é, há cerca de um ano, estrela exclusiva da Victoria's Secret, contrato milionário...


Nesses tempos de negritude by Obama, a Black Baby Angel Emanuela é curinga da beleza, a mais bonita, a guria do maracatu, um jeito moleque de quem ama futebol, tem a beleza dos traços brancos na tinta mais negra, tem o pretume insinuado nas feições brancas, a mulata bossa nova do Grande Recife. Emanuela, dizem até - aliás, o próprio Sérgio Mattos insinuou - que já é quase a sucessora direta de Gisele Bündchen como a embaixadora de uma fusão fashion, fruto da raiz e da paisagem horizontina de toda beleza de todo tipo que grassa no Brasil.


Não importam os elogios à essa altura, com Emanuela e seus contratos milionários... Ela está entre as 10 ou 20 top do momento, mas o caminho, que é tão curto e passa tão rápido, a conduz ao topo, e bastariam um convite da Casa Branca e um abraço da primeira-dama Michele para Hugo Chávez perder mais uma guerra no Chifre do Norte da América do Sul... Tudo é possível...


Emanuela... Morena... Eu te dou grau dez, como daria Lalá na bela marchinha: A vitória há de ser tua, tua, tua, moreninha prosa, lá no Céu a própria Lua, Lua, Lua não é mais formosa...

Puro charme: Parabéns Márcia Peltier, Parabéns Sérgio Mattos e Super Parabéns Superba Emanuela, menina que andou distante da mídia na última Fashion Week Nacional. Quem se importa?



Yo te quiero


Lamartine Babo e Ary Barroso, de 1935

A vitória há de ser tua, tua, tua
Morenininha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua
Não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau dez!



O inglês diz "yes, my baby"
O alemão diz "iá, corração"
O Francês diz "bonjour, mon amour"
Très bien! Très bien! Très bien!



O argentino ao te ver tão bonita
Toca um tango e só diz "Milonguita"
O chinês diz que diz, mas não diz
Pede bi! Pede bis! Pede bis!

Yo te quiero






Ato secreto fez sumir navio do tamanho do Maracanã

EMOÇÕES QUE NÃO LEVAM A NADA

O cargueiro Artic Sea (foto) desapareceu, mas ninguém sabe nem se foi no Golfo de Biscaia (mapa), perto da Espanha, ou se no Mar do Norte, ao Norte do Canal da Mancha, ou se no Mar Báltico, no Norte da Europa, perto da Suécia.


Em alto-mar, um navio cargueiro flutua de modo mais suave do que o voo de uma borboleta, de um urubu, ou de uma esperança. Estes pequenos seres batem asas e saem da nossa visão sem nos causar apreensão.

Mas um navio sem S.O.S, sem May Day, sem grito de socorro, sem sinal de rádio, sem destroços, sem Airbus... Há algo cheirando a máfias russas neste misterioso episódio, notícias confusas em torno do desaparecimento do Artic Sea, com 100 metros de comprimento, bandeira da Ilha de Malta e tripulação de 14 russos.

O cargueiro sumiu duas semanas atrás e até agora, nada. O jornal Rossiskaia Gazeta disse que um piloto português foi o último a ver o cargueiro em 2 de agosto, perto de Portugal. O militar da Força Aérea Portuguesas teria avistado o navio depois que este já tinha cruzado o Canal da Mancha vindo do Mar do Norte. Mas o jornal também ventila suspeitas de que a embarcação, de 4 mil toneladas, sofreu um assalto de piratas no Mar Báltico, no litoral da Suécia em julho.

O Artic Sea transportava uma carga de madeira com destino à Argélia, onde deveria ter atracado em 4 de agosto. O mesmo Rossiskaia, órgão oficial do governo de Moscou, informou que o último contato da Rússia com o navio ocorreu em 30 de julho, perto do Golfo da Biscaia.

Os líderes russos Medvedev e Putin dão ordens sucessivas para intensificação das buscas.

Contradições e mistério. Em pleno 2009, some na Europa um navio do tamanho do gramado do Maracanã. E ninguém sabe se sumiu perto da Suécia ou de Portugal. Quanta distância. Se foi tomado por piratas, estes poderiam ter voltado para o Báltico, ou seguido rumo ao Mar Tenebroso, ou rumo aos Açores, ou na direção do Atlântico Sul, ou... Ou o que?

Um grande navio, uma agulha no palheiro, uma emoção entre tantas que não levam a nada. (Por Alfredo Herkenhoff)

Paulo Szot e Carlos Bonow, semelhanças


Separados ao Nascer

À esquerda, o barítono brasileiro Paulo Szot, radicado nos EUA e premiado por sua atuação na Broadway em "South Pacific". À direita, o ator global Carlos Bonow, figurinha fácil nas novelas-sem-camisa-com-porrada das 19h, como "Kubanacan" e "Pé na Jaca". Iguais até na hora de se vestir...

Separados ao Nascer - J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapa

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Goleiro Bruno é cidadão do Rio. Adriano poupado no Fla-Flu. Leo Moura, estiramento e três cartões, descansa 15 dias

Goleiro ganha título da Assembléia Legislativa do Rio

O goleiro Bruno, titular do Flamengo desde 2006, agora é "Cidadão do Estado do Rio de Janeiro". O título foi votado ontem na Assembléia Legistativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e publicado hoje.12 de agsoto de 2009, no Diário Oficial do Poder Legislativo, na Resolução 729/09.

O projeto foi apresentado pelo deputado estadual Altineu Côrtes (sem partido), logo após o título estadual de 2009. De acordo com o artigo 272 do Regimento Interno da Alerj, o Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro poderá ser concedido a "personalidade nacional, oriunda de outras unidades da Federação, que der provas inequívocas de identidade e afetividade para com o Estado do Rio de Janeiro".

De acordo com a justificativa apresentada, Bruno Fernandes das Dores de Souza, nascido na cidade de Belo Horizonte em 23 de dezembro de 1984, "não mais deixou de proteger o gol do Rubro-Negro da Gávea, ganhando status de ídolo do Clube. Seguiu como goleiro titular do Flamengo desde então, sendo ovacionado pela torcida como 'o melhor goleiro do Brasil', culminando com a excepcional atuação na final do Campeonato Estadual de 2009, quando defendeu três penalidades máximas perante o Botafogo de Futebol e Regatas, uma no tempo regulamentar e outras duas na disputa de pênaltis, levando o Clube de Regatas do Flamengo ao seu quinto tricampeonato estadual (PENTATRI)".

Adriano cumpre programação de treino em tempo integral

Fora do jogo desta quarta-feira à noite contra o Fluminense, pela Copa Sul-Americana, para poder aprimorar a forma física, o atacante Adriano começou pela manhã a cumprir a programação especial de treinos. Pela manhã, em Vargem Grande, o atacante participou, durante uma hora e meia, de um treino físico-técnico com os demais jogadores não relacionados para o jogo de hoje, À tarde, Adriano também participou de treino físico na Barra da Tijuca.


Leonardo Moura para por duas semanas

O lateral-direito Leonardo Moura foi submetido hoje pela manhã a uma ressonância magnética que confirmou um estiramento muscular de grau 2 na parte posterior da coxa direita. O tempo inicial de recuperação é de 15 dias O lateral já não poderia enfrentar o Grêmio, domingo, no Estádio Olímpico, por estar suspenso com três cartões amarelos.

Um brasileiro se despede de Lisboa - Por Bruno Garschagen

LISBOA, PORTUGAL


VISTO DE FORA

A transição no Brasil, ou a balada de uma despedida

Por Bruno Garschagen - bgarschagen@gmail.com
Publicado no jornal "I", de Lisboa, em 12 de agosto de 2009 (*)

Saudades do Brasil? A pergunta repete-se de maneira intermitente. Alguns, sinto, esperam que eu tire um pandeiro do bolso e comece a tocar um samba.


Opções.

Cheguei a Lisboa em 2007. Sem o menor interesse pelo país. A vinda era estritamente académica. E aqui eu estava mais perto da Inglaterra. Portugal não me interessava, como não interessa a boa parte da população brasileira. Ignorância. Indiferença. Já lá vão dois anos. Pela primeira vez, consegui amar uma cidade: Lisboa. Amigos não entendiam como eu não amava o Rio de Janeiro. Nunca amei.

Nesse período aqui consegui perceber a herança portuguesa no Brasil. Para o bem e para o mal. Não existe herança imaculada.

O cheiro de Lisboa, a luz do Sol, os encantadores dias nublados, o Inverno, O outono, as folhas que caem, a comida, os vinhos do Douro, o estímulo intelectual, os amigos, principalmente os amigos.

Sim, Aristóteles estava certo, a amizade é uma alma com dois corpos. Os amigos salvam uma terra devastada. Foi assim nas várias cidades brasileiras onde morei. Em Portugal tive os dois: amigos para consagrar, uma cidade para celebrar.

E o Brasil? O país encerra-se nas belezas naturais, na famosa alegria, no Carnaval, no samba, nas belas mulheres, no futebol, na violência urbana brutal? A existência do país, para mim, continua sendo um milagre. Como conseguimos provocar e resistir a tanta coisa?

Mas os milagres, sim, leitores cépticos, acontecem. Machado de Assis é um milagre, assim como o foram e são José e Joaquim Nabuco (pai e filho), José Bonifácio de Andrada e Silva, Frei Caneca, os jurisfilósofos Pontes de Miranda e Miguel Reale, o filósofo Mário Ferreira dos Santos, o escritor Lima Barreto, o compositor e maestro Heitor Villa-Lobos, o sociólogo Gilberto Freyre, o dramaturgo Nelson Rodrigues, o diplomata e ensaísta José Guilherme Merquior, o poeta Bruno Tolentino, o embaixador e ensaísta José Osvaldo de Meira Pena e alguns tantos outros. É igualmente um milagre que tenhamos hoje no Brasil uma revista de alto nível como a "Dicta&Contradicta".

O Brasil vive um período de transição bastante interessante. Se na década de 1990 surgiram no cenário público algumas vozes dissonantes da cartilha marxista e de suas derivações, a partir do ano 2000 despontou uma nova geração livre dos grilhões ideológicos que foram anabolizados durante o governo militar (1964-1985).

A ditadura maculou três gerações de brasileiros nas esferas política, económica e cultural: a que estava no auge na época do golpe, a que tentava abrir espaço e a que nascia sob os coturnos. Essas gerações foram atacadas de dois lados: por um regime ditatorial e pela dominação cultural e educacional da esquerda de vários matizes. Nas universidades, no meio artístico, no jornalismo, etc., o sujeito que não fosse de esquerda (o que não quer dizer que fosse de direita) era mal visto e rechaçado. Era preciso posicionar-se. Do lado deles.

Essa geração de que falo não se define pela idade. Há os mais jovens e os mais velhos. Em comum têm a ambição de fazer o melhor nas suas áreas sem ter que seguir a cartilha da esquerda e do politicamente correcto, sem esperar (e lutar para) que o Estado ou o governo de plantão seja o principal motor da sociedade. Quem mais se beneficia das misérias brasileiras são o poder de turno e um grupo numeroso de intelectuais, que servem como os legitimadores do satanismo político que assola o país.

Saudades do Brasil? A pergunta repete-se de maneira intermitente. Pessoas conhecidas, novos conhecidos, a dúvida vem acompanhada de um olhar e de um sorriso ansiosos por uma resposta positiva. Alguns, sinto, juro, esperam que eu tire um pandeiro do bolso e comece a tocar um samba e, insulto supremo, sambar. É extraordinário que alguém consiga fazer ambas as coisas ao mesmo tempo. Mas fazem. Impressionante.

E as saudades, Garschagen? Só dos meus, só dos meus. Então, porque voltas agora? Há muito, muito, que fazer por lá. E desconfio que toda a ajuda seja bem--vinda. Se não for, e por garantia, comecei a financiar uma casinha em Oxford. Se houver necessidade urgente, peço asilo político e vou cuidar apenas da família e do Barão, meu bulldog inglês.

Foi muito bom enquanto durou.

(*) - Jornalista brasileiro e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IEP /UC. Esta de hoje foi a quinta e derradeira coluna para o jornal português "i", de informação.

Edir Macedo tem avião de dinheiro e põe sexo para o marketing na TV Record

Correio da Lapa, Notícia Comentada:
Logo acima, os dez participantes do programa de confinamento da TV Record do Bispo Edir Macedo: A Fazenda, ou Fazendinha. O reality incomoda o ibope da Rede Globo. Macedo, que começou como funcinário da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), faz negócios com a esmola, porém vive mais dentro de jatinhos do que sob a ponte.

Edir Macedo e seus obreiros anunciam milagres toda madrugada, mas, em vez de beatas da Igreja Universal, o que se vê, na tela da emissora evangélica buscando os ganhos do horário nobre, parece uma imitação exagerada do programa BBB da Globo de Pedro Bial: uma penca de jovens no esplendor físico em meio a mil trejeitos sexuais.

Macedo oferece, na verdade, além da imitação exagerada do pior da Rede Globo, o Milagre-Zero com multiplicação de bundas. Eis algumas beldades que, mesmo sem se dar conta, contribuem com a Record para o crescimento da indústria das religiões dizimistas, ou telecaptadoras.











Deu em O Globo nesta quarta-feira sobre a empresa Record-Igreja Universal:

Grupo tem frota aérea para transportar dinheiro

Parte do R$ 1,4 bi recolhido por ano de fiéis circula pelo país e é levada a paraísos fiscais em aviões particulares, diz MP

De Germano Oliveira:

Como arrecada parte de sua receita anual de R$ 1,4 bilhão em dinheiro vivo, junto a oito milhões de fiéis que frequentam 4.500 templos espalhados por 1.500 cidades brasileiras, a Igreja Universal do Reino de Deus montou um bem estruturado esquema aéreo para transportar o dinheiro país afora e até para o exterior, segundo denúncia do Ministério Público Estadual aceita pela Justiça paulista.

Pelas investigações, a Igreja Universal preferencialmente movimenta seu dinheiro em espécie. Após a arrecadação em cultos e atos nos templos, o dinheiro é acondicionado em sacolas e transportado em aviões particulares, segundo a denúncia aceita pelo juiz da 9 Vara Criminal de São Paulo, Glaucio Roberto Brittes de Araujo.

A empresa Alliance Jet, com sede em Sorocaba, no interior de São Paulo, é o braço aéreo do esquema da Universal. Ela tem em sua frota jatinhos potentes que cruzam oceanos e com os quais o bispo Edir Macedo, chefe da igreja, viaja aos Estados Unidos, onde mora.

A Alliance Jet tem dois hangares em Sorocaba, com capacidade para quatro jatos, mas utiliza os Aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, em São Paulo, para iniciar suas viagens. Além de usar os aviões para o transporte de dinheiro, os jatinhos são usados também por Edir Macedo e membros da Universal, mas também são alugados a terceiros.

Um funcionário da Alliance em Sorocaba, Leonardo Montandon, informou ao GLOBO ontem, por telefone, que a empresa pertence à Igreja Universal e disse orgulhoso que o Falcon 2000, um dos seus aviões, é usado com frequência em voos para Estados Unidos (Macedo hoje mora lá) e Caribe.


Novos Lares ganha prêmio de melhor documentário

O filme Novos Lares - A História dos Judeus em Nilópolis, dirigido por Radamés Vieira (foto), ganhou, nesta terça-feira, os principais prêmios do Festival de Cinema Judaico de São Paulo, o de melhor documentário e o de melhor filme, este segundo júri popular. E nesta quarta-feira, 12 de agosto, o filme será exibido às 16h na Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio de Janeiro, na Presidente Wilson, Auditório R. Magalhães, com entrada franca.

Parabéns Radamés pela dedicação e intensidade com que se entrega em seus sonhos e realizações. Não vi ainda mas já gostei do filme. Seguem trechos do press release do colega jornalista e agora diretor premiado de cinema. Radamés sempre foi cinéfilo de carteirinha (Alfredo Herkenhoff).

NOVOS LARES é um documentário em longa metragem com 77 minutos, produzido pela Prosol, com patrocínio do Centro da Cultura Judaica. da Chevra Kadisha do Rio de Janeiro e Prefeitura de Nilópolis. O filme conta a história de imigrantes judeus, do Leste Europeu, que vieram para o Brasil nas primeiras décadas do século passado e se instalaram em Nilópolis, subúrbio localizado a 30 km do Rio de Janeiro.

Nomes e vidas como o da atriz Tereza Rachel, do médico Jacob Kligerman, da artista plástica Fayga Ostrower entre outros, são descortinados a partir da constatação de que uma colônia, apesar de forte e influente até os anos 70, foi abandonando a cidade, mas deixou marcas na cultura e no desenvolvimento sócio-cultural e urbano do local.

Uma Sinagoga, construída em fins da década de 20, encontra-se hoje em estado de total abandono, mas sua arquitetura e suas histórias permanecem latentes nas lembranças e no imaginário dos que participaram de suas sessões, ou daqueles que descenderam dessa leva de imigrantes. Um cemitério, construído em 1935, ainda existe no local.

Quando tomou conhecimento do projeto e viu o “trailer” do filme, a historiadora Tânia Kaufman teve a seguinte reação: “Este projeto é um dos melhores que tenho visto nos últimos anos sobre comunidades judaicas do século XX. A mensagem que fica é a das possibilidades de convivências pacíficas, cidadania, integração na diversidade cultural de uma região. Enfim, fiquei encantada”.

Com maestria, o filme faz uso do jogo do tempo, mostrando como o passado aprisiona nossos pensamentos e toca nosso universo individual, quando nos vemos sós, em família ou em sociedade. Uma lágrima – uma só lágrima – a correr nos rostos, como é mostrado na cena da visitação à sinagoga expõe a duração quase secular dessas trajetórias, permeando o filme da primeira à última cena”.

Outros nomes importantes participam com depoimentos no documentário, como o historiador Nachman Falbel, o jornalista Alberto Dines e o escritor Moacyr Scliar, que apesar de não serem de Nilópolis, fazem análises da imigração judaica no Brasil, paralelamente ao grupo daquela cidade. O economista Sergio Besserman e a psicanalista Betty Fuks também dão seus depoimentos.

O filme teve como inspiração o livro “Vivência Judaica em Nilópolis” da imigrante polonesa Esther London que faleceu em 2007 aos 92 anos de idade.

Interessante também a revelação de que o primeiro livro em Iídiche no Brasil, Novos Lares, de Adolpho Kischinhevisky, foi editado e publicado em Nilópolis no ano de 1932, e permaneceu inédito em português até o ano passado.

O filme tem a participação de Tereza Rachel e Maurício Sherman como personagens reais da história; além das atrizes Nathália Timberg, Sura Berditchevisky, dos atores Stepan Nercessian, Gilberto Marmoroch, Michael Joelsas, além dos músicos Dominguinhos, Jerzy Milewsky, Alexandre Travassos, do cantor Agnaldo Rayol e Grupo Zemer em participações especiais.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Política da futrica dos insultos nas rodas do Jobi frequentado por Joaquim Barbosa

Papo de botequim não costuma ser levado a sério, mas agora está cristalizado sob forma de instantaneidade do Correio da Lapa: os termos abaixo, alguns grosseiros, não representam nem 1% dos impropérios proferidos de fato na libação a R$ 4,40 um copinho de chope. Eis mais ou menos o que se deu, não importando, nos parágrafos a seguir, quem disse ou quem ouviu. Mas se deu mais ou menos o que você vai ler agora e se deu num clima de "beborragia":

Se eu me chamasse Renan Borbagato, Renan Herkenhoff da Cascata, Renan Barbosa do Babado, Renan Machado das 11, eu teria vergonha do meu nome. Eu poderia ser Borbagato Machado da Tiburcina, Alfredo Caga-Sebo, Barbosa Um Dois Três do Cacete a Quatro, tudo, menos este nome que parece andar pari passu com a miséria do Brasil no todo e no Estado de Alagoas em particular.

Pegou pesado, mas concordo.

Se eu me chamasse Armando Pulo da Pulga Sarney, Francisco Ilurdino Sarney, Luarlindo Titica Collor Sarney, Henrich Herkenhoff Collor, eu também teria vergonha, mas... Ser ou não ser... Quem vem lá?

E se eu me chamasse pomposamente Alfredo Renan Sarney Herkenhoff Collor Virgílio da Silva Quércia Serra Pelada? Eu enfartava antes da segunda calvície.

Tintim!

Nada sabemos, eu, Barbosa, Machado e milhões de brasileiros, quase nada sabemos sobre a situação social do Amapá: manganês, música de Chico Buarque, Eike Batista, Serra do Navio, mineração, búfalos, guianas e bodes, quase nada mais. Estamos ferrados, nossos votos não valem quase nada comparados aos votos de maranhenses, alagoanos e amapaenses.

Três estados miseráveis, IDH de chongas, políticos representantes da quinta categoria dos infernos, por denodada e comprovada incompetência no plano nacional, e ainda temos de ouvir a mediocridade tonitruante, tonitruando e mandando o lado menos pobre e mais informado do Brasil engolir nossas próprias reflexões.

Vamos falar de futebol, cara! Lula é coritinhiano e está prmovendo o desmonte da base aliada.

Nós, imensa maioria torcendo para o desenvolvimento de Alagoas, Maranhão e Amapá, por sua gente valorosa e vítima, não valemos nada para esses congressistas. Eles querem estar bem na fita apenas para os eleitores nos três estados. Com isso, garantem a mordomia do auxílio-moradia, a proximidade com os poderes constituídos na Capital Federal, a política de aliança-escambo nas votações das MPs, os ternos caros, as amantes, as mansões, as fundações em nome da vaidade, e que se lasquem os pobres nortistas e nordestinos.

Bravo, AC Miranda! Isso mesmo! Esse pessoal não vale nada! Viva Joaquim Barbosa! Olha ele ali chegando, Narciso!

Você concorda, Paivinha?

No Ceará não tem disso não, o pessoal cai dentro, cearense vem ralar pesado, mas gosta do Ceará, volta, visita, ajuda, qualé?

Triste ler nas palavras de ministros do Supremo que o que eles pensam é algo bem distante de nossas necessidades no Leblon. Com a tecnicalidade da processualística, defendem o deles all the time. Eles ficam com salários de 25 mil reais plus otras cositas. Nós ficamos com a merenda escolar, o Bolsa-Família, a fila inteminável no tempo e no espaço. Hasta quando patientia nostra? Quer um exemplo? É aqui do lado, vai ali no Hospital Miguel Couto com uma torção no tornozelo ou uma lancinante dor na coluna. Emergência é o cacete! Ali não tem o Fantástico Show da Vida!

Viva Hugo Chávez, é botar pá quebrar merrrrmo! Tá maluco, Ô!?

Viva as bases militares americanas na Itália, na Inglaterra, na Alemanha, na Turquia, Diego Garcia etc e tal. Não fossem elas, o mundo seria um imenso Maranhão, um enorme Amapá, e as forças nazistas e fascistas do Arroyo a Tóquio estariam, todo ano, comemorando a vitória do Eixo do Mal e imperial na Praia dos Franceses, em Maceió. E Renan nessa história inventada cairia bem como um adesista de sempre na linha de sucessão das gerações da política de puxa-saco do poder maior.

E nesses países não é Colômbia não, são bases militares de fato, com dezenas e dezenas de jatos de guerra prontos para decolar 24 horas por dia. E você, de carro numa estrada, pode ver na Itália por exemplo que a cada década esses aviões mudam de forma, são cada vez mais modernos, mais letais como arma de dissuasão. As bases não têm muros altos como os fortes do Velho Oeste. São pistas de avião cercadas com grade transparente e vigilância high tech. A criançada até gosta de ver os caças americanos...

O italiano comum está mais preocupado em cantar Vamos a la playa, visitar amigos em Manhattan, dividir uma boa pasta, ah os spaghetti... O bel canto, a poesia, a moda, Milano, il Duomo. Milão, onde num posto de gasolina enforcaram o Capo, no último grande linchamento político do Século 20.

Cadeia pra Sarney! Fora Sarney é pouco!

Pára de gritar, cara, olha o direito de defesa, colega. Aí, Pires, me vê mais um chope, amigo!

Sarney, Collor e Renan, guardando as devidas desproporções, estão para o Brasil como Hugo Chávez, Evo Morales e Manuel Zelaya estão para a América Latina. Todos eles se achando donos da verdade. Evo Morales está armando a fogo nem tão brando uma guerra civil na Bolívia, ou um quase-separatismo: a Baixada de Santa Cruz vizinha ao Brasil se armando contra o imperialismo da miséria nos píncaros andinos. Compreende-se o ressentimento incaico depois de séculos de colonização e exploração por estrangeiros e pela pequena elite local. Mas é triste ver que a resposta de La Paz é La Guerra, é mais miséria, menos investimento, quase nada além das esmolas da amiga Venezuela e de umas aplicações do Brasil pelo gás. A cultura e a grana da Baixada Boliviana... Parada forte, perigo à vista.

Hugo Chávez, compreende-se o fenômeno, 50 anos de fartura de petróleo, mas Caracas, a sua alta burguesia, como os milionários indonésios de Djacarta, torrando a liquidez com comprinhas no luxo das capitais do Mundo. Sim, compreende-se que haja fermento para este bolo bolorento crescer, e está crescendo depressa o número de adeptos ou simpatizantes de Hugo Chávez.

Eu gosto de Hugo Chávez! O Brasil precisa de um Hugo Chávez também?

Você gosta, tudo bem, faça bom proveito do seu gosto! Tente me convencer... Fica quieto!

Deixa eu falar, caraca!

Este tenente-coronel repete comprinhas, só que em vez de Miami, são 100 mil kalashnikov para calar a boca dos pobres sul-americanos. A censura está instalada. No Aerporto de Caracas a livraria nem pode mais vender títulos de Garcia Márquez e Mario Vargas Llosa, entre outros. A censura atinge até livros e livrarias.

A popularidade dele, Hugo, e do Evo Morales aumenta no Brasil dia após dia. Ha ibopes que até o ibope desconhece. Aumenta também a raiva contra esses palhaços, olha a cizânia, olha a divisão que o chefe amigo de Lula está fazendo aqui dentro do Brasil. Chávez já dividiu a diplomacia brasileira, sempre tão unida e denodada. Tem o Itamaraty de um lado, e enfraquecido, e o Instituto PT a Bordo, o conselheiro Marcos Aurélio Garcia, chanceler de fato e bajulando escandalosamente os malucos na vizinhança.

Mas como compreender os nordestinos? Como? Por que votam nesses crápulas da ineficiência? Há uma explicação. Eles são detentores de poder regional, dominam a máquina pública e a comunicaçao social no plano paroquiano.

E a Rede Globo, tão poderosa, quase tanto quanto o próprio Palácio do Planalto, por que não passa sufoco como Lula em nome de governabilidade? A Globo tem suas afiliadas, e entre estas sócias, emissoras desses coroneis da política em inúmeras praças de Norte a Sul, mas as Organizações ficam na dela, é tudo mero contrato comercial, a Venus Platinada dá circo, cultura, jornalismo e mais e mais circo. Pão e os leões ficam por conta deles lá no Norte e Nordeste às vésperas das eleições. A Globo está mais preocuapda é com o crescimento do Bispo Macedo, outro crápula, lobo em pele de cordeiro, distribuindo mentiras em forma de falsos milagres, falso profeta distribuindo bundas e realities em doses iguais na imitação do que é oferecido por Pedro Bial...

Bial estava aqui ontem, manera aí, Ugo Psicanalista...

Pois com emoção controlada pelas mídias regionais, com a farinha e água nos dias mais secos às vésperas de um primeiro turno, e com o Bolsa-Família do Irmão Lula, garantindo mais farinha e água, quem é que vai votar contra esses lídimos integrantes da base aliada? Quem vai proibir o curral eletrônico que abarca tantas famílias, milhões rodando a bolsinha da fome, retribuindo os pequenos favores não com sexo, mas com votos, quase a mesma coisa?

Como é que é, sexo e voto, quase a mesma coisa?

Quando uma pessoa vota contra, duas pessoas não beijam. Anal só com anuência.

Pegou pesado, heim cara.

Só no Jobi rola um papo tão aberto com mulher na mesa, e mulher fina, mandando ver.

Acho que eu sou a mulher que mais xinga no Brasil. Xingam até no Senado, eu xingo o tempo todo no trabalho, por que não vou xingar no Jobi, porra? Estou puta com o Senado.

O voto garantido pelo Bolsa-Família é um ato político obsceno, é uma forma institucionalizada de corrupção autorizada pelos estamentos politicos: o jurídico parlamentar e o endosso constitucional do Judiciário em última instância. Só pode dar esmola e garantir vitória eleitoral com o aval do Congresso, diz o Supremo. Por isso foi cassado o Cassio Cunha Lima do governo da Paraíba. Ousou doar sem o aval de Brasilia. Garotinho e Rosinha também andaram doando cheques, migalhas deixadas pelo bingo no tempo que esta instituição de lazer funcionava provisoriamente.

O Cassio Cunha quando pode vem ao Jobi. Morou aqui do lado, estudou no Santo Agostinho durante 11 anos.

É, está cheio de playboy governando. O Luiz Paulo Vellozo Lucas era o maior folião dos blocos de carnaval do Rio, saía no Simpatia e no Suvaco, e de repente saiu da cidade e já foi prefeito dua vezes de Vitória, e agora quer o governo do Espírito Santo no ano que vem, mas seu amigo Paulo Hartung, outro enfant terrible na política, não quer nada com o tucano, prefere passar seu segundo mandato para o vice, para o Ricardo Ferraço do PMDB... E o PT fica querendo interferir com Dilma Rousseff e José Serra no pano de fundo dos palanques regionais...

Paiva, você não acha que Narciso e Manoel Rocha estão roubando a gente, cobrando caro por esses bolinhos de bacalhau e essas empadinhas?

Minha filha, o precinho é meio salgado, mas todo mundo que reclama, volta.

Lula cassou 100 mil empregos do bingo, um imbecil, e criminalizou a contravenção que encantava e depauperava velhinhos de classe média nas grandes cidades querendo fazer linha e ganhar dinherim. Hoje, um velhinho, em vez de perder 50 reais numa noite de cassino clandestino de um bicheiro de plantão, gasta o dobro para ver um show qualquer de uma hora e meia no Canecão. Mas temos bingo na Espanha, cassino em Portugal, video poker em Londres, três países, entre tantos outros, milhares de empregos, sem Sarney, entretanto, sem Renan, sem Arthur Virgílio, sem Lula, sem Bolsa-Família...

Fora Sarney!

Se bem que, não se sabe se é isso, porque dizem as más línguas que Sarney, entre outros políticos, teria bens materiais no exterior, incluindo na Península Ibérica, ali nas imediações do cassino no Estoril.

Mas é tanto disse-me-disse que talvez seja melhor uma pausa para vomitar.

Sinto náusea só de ouvir esses nomes, imagina então ficar repetindo. O Jobi parece que também está em crise, parece o Senado, é só insulto, cara...

Eu sou da Tijuca, e entre nós, tijucanos, a bolinha desses senadores está murchinha.

E aí, querida, já sabe em que vai votar ano que vem? Vai de Serra?

Mas nem morta. Tô pensando numa coisa radical, talvez Heleninha, Marina, Gabeira, uma chacoalhada no Trem da Central, não reelejo ninguém. Acho que vai rolar campanha da não-reeleição.

Bobagem. Eles estão blindados. Eles mandam na visibilidade. Vai mudar nada.

E a Dilma?

Ah! Mulher que nem sabe o que é o Jobi, você vai levar a sério? Ela precisa de Lula para perder e permitir que ele volte em 2014. Não morou na jogada?

Morei em Beraba, Berlândia e Belzonte!

Não acredito, o playboy Aécio Neves?

Claro, pelo menos ele tem bom gosto, pega mulher bonita, vem de jatinho de madrugada e farreia no camarote do Palácio do Samba. Olha a Mangueira aí, gente!

Narciso, fecha a conta!

Correio da Lapa
Por Alfredo Herkenhoff

Qualquer semelhança com personagens reais não é mera coincidência. O artigo apenas reflete o que se diz e o que se ouve pela voz de inúmeras pessoas nos quatro cantos do Rio de Janeiro, com seus botequins e aquelas paisagens nos painéis bregas de Nilton Bravo e seus sucessores...

Deusa escandinava é cubana e morena

Meu primo Fernando que me desculpe, mas Daisy Granados, há 40 anos abrilhantando o cinema, maior e mítica estrela de Cuba - a atriz poderia ter feito carreira midiática entre New York e Hollywood -, é a verdadeira Deusa Escandinava. A morena mora no coração de Havana. Vive bem entre mandos e desmandos da política dos sonhos e da ineficiência. Como assim? A razão é simples: quem sai aos seus não degenera... Daisy amadurece como artista que não vive sem liberdade. E na terra dos desrespeitos, ela dá o seu testemunho doando-se numa mistura de talento, mistério e esperança. Palavras, cenas, ação! Ai Cecília! (Por Alfredo Herkenhoff)






Judas forjou suicidio e virou senador

Por Fernando Herkenhoff (*)

Recebi e-mail de uma deusa escandinava (codinome: doideca). Doideca significa ex-dondoca que está ficando leleca. Tudo mentira. Uma mulher sensível e inteligente. Peró, como os homens mal suportam mulheres inteligentes, ela me solicitou anonimato. Recebi um e-mail de protesto em relação ao ladrão que não subiu com Jesus depois de morto crucificado. O argumento é o seguinte: o ladrão que não subiu com Jesus estava amargurado porque havia sido condenado por um furto abobalhado. Sua mágoa era com Barrabás, que incitava o povo à luta armada para derrubar o Interventor Romano Pôncio Pilatus. O famoso ladrão nem teve julgamento nem mesmo um advogado. Entrou no processo apenas para Jesus não morrer isolado. Barrabás era um guerrilheiro pelo povo consagrado. O ladrão esta amofinado: como um homem desta índole podia ser perdoado e usado como moeda de escambo para Cristo ser crucificado? E era inda mais amargurado, com a história de Judas que vendeu Jesus por trinta denaros. Ficou decepcionado porque, em moeda corrente, não dava para sequer comprar um deputado. Judas muito se arrependeu. E, segundo consta a lenda, se matou enforcando-se. Aqui há controvérsia, porque segundo outos relatos, enforcaram um outro pobre coitado. Judas mudou-se para Roma e entrou direto no Senado. Nome romano adaptado: Justus Justissimus. O fim da história todo mundo sabe. Enviaram 100 batalhões romanos para massacrar aquele povo rebelado (diáspora). Jesus virou herói. Judas possui o nome cagado e Barrabás sequer é lembrado. Pôncio Pilatos lavou as mãos e ainda hoje é respeitado. Faz sentido.

(*) Mèdico cardiologista, professor universitário e dirigente do PPS

Uribe não vai ver Chávez, Lula vai, mas diz que é melhor ouvir Obama e sai correndo da Unsasul dos Ventos da Guerra

Hugo Chávez afirmou, como se fosse uma advertência ameaçadora, que "os ventos da guerra estão soprando" na América do Sul. Acha ele que a gente acredita que a Venezuela vai entrar em guerra contra a Colômbia por causa da presença de 2 mil americanos apoiando a "inteligência" militar local contra o narcotráfico que sustenta as Farc sequestradoras

O encontro de presidentes na União de Nações Sul-americanas (Unasul) em Quito, Equador, foi marcado pela ausência do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, e pela presença fulminante de Lula, que, em vez de repercutir a maluquice do presidente venezuelano, preferiu sugerir: vamos convidar Barack Obama para vir nos ver e bater um papo. E Lula logo se mandou da reunião de cúpula porque sentiu, na pele e na lama, nada de alma, que o cãncer do vice-presidente do Brasil, senador José Alencar, é mais importante do que tudo que não vale nada. A baboseira de Chávez está concorrendo com o Pânico na TV, ou com o humor mexicano do personagem Chávez, o CH, Chapolim Colorado.

Lula disse: "É importante chamar o governo americano para a reunião" sobre a possível utilização de bases militares colombianas pelos Estados Unidos. "Talvez fosse o caso de a Unasul convidar o governo americano para uma discussão profunda sobre a relação dele com a América do Sul", afirmou o líder brasileiro, insinuando que o encontro em Quito era uma discussão "sofrida". Segundo Lula, "as pessoas vão ter que ouvir duras verdades, caso contrário, a Unasul corre o risco de se transformar em um clube de amigos cercado de inimigos por todos os lados".
Lula sugeriu ainda que o encontro com Obama seja realizado antes da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para o dia 23 de setembro em Nova York.

Detalhe: Obama nunca viajou à América do Sul, nem como candidato à Casa Branca nem como simples turista.

Meio metro abaixo aqui neste Correio da Lapa, apresentamos uma vitrine com as melhores imagens de Hugo Chávez em todos esses últimos anos... Ele é maravilhosamente patético!

Mundo do Papel; China e Suzano, o velho e bom papel

A valorização do real em relação ao dólar ajudou a Suzano Papel e Celulose a registrar lucro líquido de R$ 529 milhões no primeiro semestre, alta de 62,9% sobre igual período do ano passado. O lucro por ação passou de R$ 1,06 para R$ 1,73 entre os períodos. Na comparação dos segundos trimestres, o lucro líquido da companhia cresceu 119,1%, para R$ 439,2 milhões, com o lucro por ação indo de R$ 0,65 para R$ 1,43. Em relação ao primeiro trimestre, o lucro líquido cresceu ainda mais: 389,2%. Em termos operacionais, a companhia também bateu recorde de vendas no segundo trimestre, embora os preços de celulose tenham apresentado queda ante igual período de 2008. Segundo o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto (foto), os preços líquidos da celulose entre as diferentes regiões do mundo estão se aproximando e a concentração de mais da metade das vendas de celulose na Ásia não preocupa a empresa. A participação da China na carteira da empresa deverá se manter entre 40% e 50%, acrescentou. De acordo com ele, a China tem hoje capacidade instalada de 79 milhões de toneladas de papel por ano e quer chegar a 90 milhões de toneladas nos próximos três anos, o que aumentará a necessidade de celulose daquele país.
Fonte: Jornal do Commercio - RJ

No Brasil, mata-se por ciúme, cobiça e inveja. O juiz, o executivo e o legislador, os sócios do crime

MORTE E FRACASSO

Para Sarney e Arthur Virgílio, dois ex-udenistas, para Lula e FH, dois burocratas, para Serra, estudante profissional, para Dilma, eterna guerrilheira mental, e para Sérgio Cabral e Paulo Duque, este porque não tem voto no Senado e vota a própria humilhação de ser pau-mandado votador-arquivador, e aquele, que o enviou a Brasília, por anunciar que vai fazer mais uma Cidade da Música, um Museu, como Cesar Maia, Cidade Pan e Olímpica, ninguém enganando ninguém. O Museu Help, em Copacabana,é um tintim, não de champanhe Cristal ou Perignon para a arte como exercício de sanidade, mas espumante de cicuta (Viva a contabilidade das obras!), um veneno a quem já estava morrendo de raiva e matando...

O
Correio da Lapa lança um repto. Antes do término do Museu Help no Casarão das Putas, haverá, apenas na Avenida Atlântica, endereço dos empreiteiros, uns 10 ou 15 homicídios, e nenhum desses crimes futuros será prioridade... Por que repto? Porque o governador nem conhece esta palavra...
O governador é o patrono de Paulo Duque, estudaram na mesma escolinha.

No Brasil, o funcionário público, governador como Cabral ou faxineiro como Duque, ao contrário do empregado do patrão privado mais vil, raramente é demitido. Enquanto no setor particular, mesmo o empregado doente, mesmo com o dedo amputado, não falta ao expediente porque poderia descobrir que não faz falta e dançar, o empregado do Estado, statuo quo de covardia, o servidor, que pelo nome deveria servir, serve apenas para pensar o que seria melhor enquanto o pior progride.

O mundo brasileiro é dividido entre funcionários públicos - e entre estes há os que ganham pouco - a maioria, os que ganham bem, ganham muito e os que roubam - e funcionários do setor capitalista.

A diferença entre os dois lados, público e privado, é algo nebuloso, uma espécie de onda social que democratiza ou socializa o fracasso social, é a taxa de violência brasileira pegando geral, não adianta mais carro blindado.

Mas outras taxas de inteligência do mundo passam pelo Brasil. Aqui há 200 milhões de habitantes de todos os quadrantes enquanto origem, e aqui há 45 mil homicídios a tiro e faca por ano, e aqui mais 45 mil mortes via barbaridade no trânsito.

Já, mero exemplo do país mais rico e organizado, os EUA, onde não existe empresa pública, onde o Estado é apenas coletor, licitador e regulador, com até pena de morte para quem burlar isso, onde a Nasa é uma agência que pensa e chama os agentes privados a participar de projetos, não fabricando nem mesmo um parafuso sequer, governo poderoso, são apenas 300 milhões de habitantes, também procedentes de toda etnia dos quatro cantos do planeta, mas lá, a sociedade democrática registra apenas 8 mil, 9 mil homicídios por ano, e quem fizer merda na rua ou na estrada vai em cana, apodrece na solidão da cela sem estupro, ou pouco estupro.

O sistema moral norte-americano é, ao contrário da tradição ibérica (que se perpetua num Brasil manuelino de carimbos e mentiras), um espírito democrático e pragmático. Lá, 5, 7, 8 ou 12 anos de cadeia, como na Inglaterra, são 5, 7, 8 ou 12 anos de cadeia. Aqui, pena máxima de 30 anos para cada assassinato, matou 30 pessoas, são 900 anos de mentira, 900 anos de burocracia e jeitinhos, aqui a pena máxima é de 30 anos para o conjunto da patologia, e cumpriu um sexto da pena com "bom comportamento", tá na rua.

Ou seja, no Brasil, quem matar 30 pessoas, divide 30 anos, pena máxima, por um sexto, cinco anos, e está solto em 60 meses, como cidadão ilibado, cumpridor das exigências da lei, pronto para enfrentar novas regras do jogo, pronto, livre para obedecer a juízes e matar mais.

No Brasil, mata-se. E quem, a minoria dos criminosos, é pego, fica pouco tempo na cadeia porque o Estado também é assassino, é o patrocinador da tortura, é formulador de dores, é cínico, sócio da violência e não aceita se afastar dos amigos, quer todo mundo bandido no convívio e na liberdade de matar mais. O Estado assassino, no Brasil, é o patrono da violência das ruas, da bandidagem que se espelha no Estado mantenedor.

Cada funcionário público brasileiro, ao não fiscalizar a si próprio, ou os colegas, a própria repartição, se perpetua como criminoso; cada servidor, ao cobrar da escola privada o que a pública não oferece às crianças pobres, é sócio dos assassinatos que se repetem maciçamente entre adolescentes e policiais despreparados e mal remunerados.

Funcionário público no Brasil, tirando as coitadas das professoras e dos médicos em início de carreira da impotência clínica, merece o desprezo da maioria do setor privado. São servidores infelizes... A maioria deles sobrevivendo a duras penas, ganhando pouco entre servidores ladrões, uma esquizofrenia social em que, qual ritornello, canta-se todo dia a mesma canção que rima morte com fracasso.

Por Alfredo Herkenhoff

Merce Cunningham 1909-2009

Deu no NYT

By Alastair Macaulay

Merce Cunningham


By Andrea Mohin - The New York Times


Merce Cunningham in his company’s studio in the West Village in 2008.

Merce Cunningham, the American choreographer who was among a handful of 20th-century figures to make dance a major art and a major form of theater, died Sunday night. He was 90 and lived in Manhattan.

Mr. Cunningham ranks with Isadora Duncan, Serge Diaghilev, Martha Graham and George Balanchine in making people rethink the essence of dance and choreography, posing a series of “But” and “What if?” questions over a career of nearly seven decades.

He went on doing so almost to the last. Until 1989, when he reached the age of 70, he appeared in every single performance given by his company, Merce Cunningham Dance Company; in 1999, at 80, though frail and holding onto a barre, he danced a duet with Mikhail Baryshnikov at the New York State Theater. And in 2009, even after observing his 90th birthday with the world premiere of the 90-minute “Nearly Ninety,” at the Brooklyn Academy of Music he went on choreographing for his dancers, telling people as they went to say farewell to him that he was still creating dances in his head.

In his final years he became almost routinely hailed as the world’s greatest choreographer. For many, he had simply been the greatest living artist since Samuel Beckett.

He had also been a nonpareil dancer. The British ballet teacher Richard Glasstone maintains that the three greatest dancers he ever saw were Fred Astaire, Margot Fonteyn and Mr. Cunningham. He was American modern dance’s equivalent of Nijinsky: the long neck, the animal intensity, the amazing leap. In old age, when he could no longer jump and when his feet were gnarled with arthritis, he remained a rivetingly dramatic performer, capable of many moods.

International fame came to him before national fame. In due course he was acknowledged in America as one of its foremost artists, but for a time his work was known here only in specialist dance, art and music circles. Not so in London, Paris and other cities. There he was widely celebrated as the creator of a new classicism, as Diaghilev’s successor, as one of the most remarkable theater artists of his day.

And it was in Europe that he was most acclaimed right through to this decade, with sold-out Cunningham seasons in Paris at the Théâtre de la Ville or the Opera.

Yet he was always a creature of New York. Close to the founding members of the so-called New York Schools of Music, Painting and Poetry, Mr. Cunningham himself, along with Jerome Robbins and the younger Paul Taylor, led the way to founding what can retrospectively be called the New York School of Dance.

These choreographers both combined and rejected the rival influences of modern dance and ballet, notably the senior choreographers Martha Graham and George Balanchine. They absorbed aspects of ordinary pedestrian movement, the natural world and city life. They tested connections between private subject matter and theatrical expression. And they re-examined the relationship between dance and its sound accompaniment.

With Graham and Balanchine, they made New York the world capital of choreography; and the New York School influenced the world in showing how pure dance could be major theater. Many of the dancers who passed through Mr. Cunningham’s company — notably Mr. Taylor and Karole Armitage — went on to be prestigious choreographers themselves. Many other choreographers, notably Twyla Tharp and Mark Morris, paid tribute to his influence.

With his collaborator and life partner John Cage, Mr. Cunningham’s most celebrated achievement was to have dance and music composed independent of each other. His choreography showed that dance was principally about itself, not music, while often suggesting that it could also be about many other things as well.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Adriano no vídeo do Concurso Imperador por Um Dia



Enviado ao Correio da Lapa pela Assessoria de Imprensa do Flamengo em 10 de agosto de 2o09

É a cara de Michael Jackson busto de mulher de 1.500 anos antes de Cristo

Esta estátua egípcia de 1 500 anos antes de Cristo virou atração especial no Chicago's Field Museum porque se assemelha a Michael Jackson, incluindo o lance do nariz desmilinguido. Só que o busto é de uma mulher, mas, nesta altura do campeonato, quem se importa? Fonte: NBC Chicago, via Bluebus.com.br

Mr. Hugo Chávez says: Winds of war are coming & Pictures at exibition














































































































At Putin's land meanwhile... Pictures at an exibition, by M. Mussorgsky (Selection by
Correio da Lapa from Google Image).

Memorias del subdesarrollo - filme completo aqui

Comentando o filme visto 40 anos atrás, pensando num trechinho tipo Youtube e, de repente, descobre-se o Google Video: sem querer postado logo abaixo o filme cubano na íntegra: grata surpresa, filme revisto, 90 minutos maravilhosos, filme de 1968 e hoje ainda mais incrível do que na distante década de 1970. Veja aí abaixo o que acabei de rever, com os comentários feitos antes de tê-lo revisto... Cinema nebuloso e fabuloso. Viva Cuba Libre! (Por Alfredo Herkenhoff)