quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gordon Parks, o dono da foto que mostrou a miséria do Rio de Janeiro ao Mundo


Desde a morte de Gordon Parks (foto acima), em 2006, uma retrospectiva de sua obra tem percorrido várias capitais americanas. A exposição Bare Witness: Photographs by Gordon Parks foi organizada pelo Iris & B. Gerald Cantor Center for Visual Arts da Stanford University.

São cerca de 70 fotos selecionadas pelo próprio Parks, que morreu de câncer aos 93 anos de idade e foi o primeiro fotógrafo negro da revista Life, tendo nela trabalhado da década de 40 até os anos 70.








Parks, nascido em 1912, no Kansas, deu os primeiros cliques ainda nos anos 30, e também fez cinema, dirigiu Shaft. Clicou de tudo, tornando-se profissional no início dos 40. Documentou a pobreza logo ao término da Grande Depressão. Fotografou também o grand monde, das passarelas da moda em Paris a artistas de cinema e teatro, políticos e esportistas.


E fez muito fotojonalismo, documentando desde o racismo nos EUA ainda com segregação formal a ambientes de miséria na África, no Brasil e no Harlem.

O legado das fotos de negros americanos é visto hoje visto como contribuição vital para o vitorioso movimento civil que teve em Martin Luther King a maior liderança.


No Rio de Janeiro, por exemplo, em 1961, Parks fotografou um menino (foto logo abaixo) com tuberculose na Catacumba, então uma favela na Lagoa Rodrigo de Freitas. A imagem do menino Flávio da Silva dialogando com a morte, e num contraponto com a imagem do Cristo Redentor, e ele ainda tendo de cuidar de uma penca de seis irmãos pequenos, enquanto seus pais saíam para ganhar merreca no subemprego, salvou-lhe a vida. Os americanos fizeram uma campanha de doações para a família. O garoto foi capa da Life. A reportagem foi intitulada
“Uma Família das Favelas do Rio – A Miséria, Inimiga da Liberdade”. Flávio foi citado como "Menino que leva o peso do mundo nas costas".

Essas poucas imagens aqui jogadas ao léu não deixam o Correio da Lapa mentir:

Gordon Parks era uma figura elegante, sempre simpatia, boa prosa, fineza total, tendo sido amigo e confidente da atriz e socialite Gloria Vanderbilt, que lançou, recentemente, aos 85 anos de idade, um romance pornô ou erótico (ver texto postado ontem, 5 de agosto, neste Correio da Lapa logo abaixo).

Texto de Alfredo Herkenhoff

Fim

Estadão acusa: Discurso de José Sarney manipula dados

Senador mistura duas investigações para insinuar montagem de diálogos

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentou confundir os senadores no seu discurso ontem em plenário. Durante os 48 minutos em que apresentou sua defesa para as denúncias contra ele no Conselho de Ética, cometeu uma série de deslizes.

Num jogo de palavras, misturou duas investigações da Polícia Federal para insinuar que as gravações divulgadas pelo Estado no dia 22 de julho - em que ele negocia a nomeação do namorado da neta - poderiam ter sido montadas. Os áudios publicados no jornal são autênticos, do começo ao fim de cada telefonema, sem edição, e a voz de Sarney é real.

Na conversa, Sarney fala com o filho Fernando Sarney sobre a nomeação de Henrique Dias Bernardes - então namorado de Maria Beatriz Sarney - e diz que vai discutir o assunto com o ex-diretor Agaciel Maia.

As gravações, feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, fazem parte da Operação Boi Barrica, em que a PF investiga o filho do presidente do Senado. Em seu discurso ontem, Sarney admitiu que era sua a voz nas gravações. Ele argumentou que os áudios não poderiam ser divulgados porque envolviam um senador, que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). “Trata-se de conversas coloquiais entre familiares”, disse.

Logo depois, começou a falar de uma suposta montagem, sem, porém, explicar imediatamente do que se tratava. “Agora, quero mostrar aos senhores os métodos que foram adotados. Não encontrando nada contra mim, então, faltando, acho, notícia, querendo generalizar, os senhores vão ficar pasmados: fraudaram a fita que distribuíram aos jornais e incluíram o meu nome com a voz de uma outra pessoa”, afirmou.

Somente depois Sarney explicou que se referia à Operação Navalha, realizada em 2007 pela PF para desmontar um esquema de fraudes em licitações. Essa investigação envolveu o empresário Zuleido Veras - dono da Gautama - suspeito de ligação com a família Sarney. Segundo o senador, um áudio - que o Estado jamais divulgou - teria sido montado. Numa gravação em que Zuleido teria dito que iria à casa de Sarney, a voz não seria do empresário, mas de outra pessoa.

José Sarney durante discurso no plenário do Senado. Foto: Pablo Valadares/AE

As cascatas no discurso de Sarney

Sarney posa como padrinho de Rodrigo Cruz, que diz não conhecer. Foto: Dida Sampaio/AE

Jornal Estado de S. Paulo mostra as cascatas e falhas de Sarney no discurso que nem pôde ser debatido depois de proferido no plenário do Senado

Nota do Correio da Lapa: seguem os trechos mais horrendos desmentidos pelo Estadão:

Srªs e Srs. Senadores, Srª Presidente, até hoje não usei esta tribuna, para rebater as inverdades contra mim disseminadas aqui mesmo e na mídia nacional.

(,,,) Sempre assumi minhas responsabilidades. Presidente, decretei o Cruzado, fiz a moratória. Não eram fáceis as duas decisões. Coloquei a minha cabeça a prêmio, mas abri caminho, para que no futuro chegássemos, através dos vários planos, ao Plano Real e à estabilidade econômica. Tive a coragem de congelar os preços e até hoje pago por essa conduta. Criei o Programa do Leite, o Seguro-Desemprego, o Vale-Transporte, o Siafi, a Secretaria do Tesouro; acabei com a Conta Movimento do Banco do Brasil. Liberei as Centrais Sindicais, legalizei a UNE e os Partidos banidos, como o PCdoB e o PC. Dei o 13º salário ao funcionalismo público.

Aguentei 12 mil greves, sem que nunca tivesse pedido um dia de prontidão militar, e crescemos, àquele tempo, a números que até hoje não se repetiram. Criamos uma sociedade democrática que, num sistema de capilaridade, penetrava em todas as camadas.

Estadão comentando: Em 1988, quando os metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) entraram em greve e ocuparam a Companhia Siderúrgica Nacional, o então presidente Sarney enviou o Exército para reprimi-los. No conflito, três jovens operários foram mortos e 31 saíram feridos

Aqui, no Congresso, são várias as minhas propostas. As declarações de bens que hoje nós fazemos como registro de candidatos foram iniciativa minha (...)
Na coerência do meu passado, não tenho cometido nenhum ato que desabone minha vida. Não tenho senão que resistir, foi a única alternativa que me deram.


Plenário do Senado assiste ao discurso de Sarney. Foto: Pablo Valadares/AE

(...) O Senado é uma Casa onde todos temos o mesmo peso, igualdade na representação, na disponibilização de assessoramento, na obediência ao Regimento, na possibilidade de cobertura na TV e na Rádio Senado, na composição dos nossos gabinetes com cargos comissionados.

(...) Os que vêm aqui e muitas vezes me criticam o fazem através da TV e Rádio Senado, que foram obras feitas e executadas na minha primeira administração.

Em seguida, veio a denúncia dos atos secretos. Eu acho que ninguém aqui nesta Casa sabia ou podia pensar que existisse ato secreto. Acho que é necessário esclarecer primeiro ao povo brasileiro o que se chama ato secreto.

Estadão comentando: Sarney anulou os atos secretos num primeiro momento

A parte administrativa do Senado, que tinha o seu boletim interno impresso, com o advento da Internet, para economia e modernização de comunicação, em 2000, depois da minha primeira Presidência, substituiu esse sistema pela Intranet, que é uma Internet exclusiva do Senado, na qual passaram a ser publicados os atos de rotina administrativa do Senado Federal.

Assim, entram na Intranet do Senado cerca de quatro mil publicações por ano. Nos nove anos em que ela existe, não se sabe por qual motivo, 511 atos não foram incluídos na rede. Uma média anual de 56 atos, ou seja, 0,84% das publicações administrativas.

A Constituição diz, no art.37, que a Administração Pública Direta e Indireta de qualquer dos Poderes deve obedecer aos princípios da publicidade, da moralidade e da eficiência. Assim, esses atos, a meu ver, tinham uma nulidade essencial. Por isso, eu, pelo Ato 294, de 14 de julho de 2009, anulei todos eles,

Estadão comentando: Esta semana, o Senado anunciou que abrirá um processo para cada funcionário nomeado por ato secreto. Enquanto isso, esses funcionários seguirão trabalhando

com ressalva das decisões tomadas pela Mesa, porque eu não tinha autoridade para anular atos da Mesa, decisões estas aprovadas pelo Plenário desta Casa. Mas se nós levarmos a uma interpretação literal dos termos da Constituição, da publicidade, que deseja que eles sejam do conhecimento de todos, também os publicados na rede da Intranet do Senado são semi-secretos, porque não podem ser acessados pelo público em geral e somente pelos funcionários do Senado que dispõem de uma senha própria para assim fazer. (...)

Quadro número um: João Fernando Sarney. Aqui no Senado - todos nós sabemos -, não se nomeia para o gabinete quem não for requisitado para nomear pelo Senador; e ele foi feito. Está aqui a requisição ao Diretor-Geral, do Senador Epitácio Cafeteira, que já teve a oportunidade de confessar que não me disse que tinha nomeado.

Estadão comentando: Cafeteira confessou que nomeou João Fernando a pedido de Fernando Sarney, filho do senador


Segundo nome: Vera Portela Macieira Borges. Realmente, é sobrinha, por afinidade, minha. Eu requisitei do Ministério da Agricultura para a Presidência e pedi ao Senador Delcídio que a colocasse no gabinete em Mato Grosso, porque ela tinha se casado, e assim ela continuava trabalhando, não me julgando que nisso houvesse qualquer falha ou qualquer...

Estadão comentando: Nomeada em 2003, Vera Macieira já vivia em Mato Grosso naquele ano. Ela não se mudou para o Estado na época da nomeação

(...) Maria do Carmo Macieira - Eu confesso que não sei quem é. Tem o nome de Macieira, mas também não sei quem é e não trabalha no meu gabinete.

Perdão, ela foi nomeada pela Senadora Roseana. Eu não a conheço. E a lei brasileira não passa responsabilidade de filha para pai. Não há na lei brasileira - está no art. 5º - que a responsabilidade passe de filha para pai.

Pois bem, mas há o ofício da Senadora Roseana requisitando Macieira.

Isabella Murad Cabral Alves dos Santos - Também não é minha parenta. Foi nomeada pelo Senador Cafeteira, que, segundo me afirmou, foi a pedido do Sr. Eduardo Lago, que é primo do Governador do Maranhão, que era meu adversário, e não por mim.


Estadão comentando: Sarney não disse, mas Isabella Murad é sobrinha de seu genro, Jorge Murad. Ele apontou o parentesco do empresário Eduardo Lago com adversários seus na política maranhense. Lago, entretanto, é ligado à família Sarney. A Polícia Federal investiga depósitos feitos por ele, às vésperas da campanha eleitoral de 2006, em contas controladas pelo filho de Sarney, Fernando


Virgínia Murad Araújo - Também nomeada para o gabinete da Senadora Roseana Sarney. Cada um de nós é Senador pelo seu Estado e naturalmente recruta, tem essa liberdade de recrutar quem deve trabalhar com ele. Meu Estado é o Amapá.

Nathalie Rondeau, também não é minha parenta. Não tenho nenhuma ligação de parentesco com ela.

Luiz Cantuária, também não sei quem é Luiz Cantuária.

Estadão comentando: É político do Amapá, ligado a Sarney. Foi nomeado para vaga no Conselho Editorial, que Sarney preside

Rosângela Terezinha Gonçalves, funcionária da Diretoria-Geral, não tenho nenhum laço de parentesco. Nem sei de quem se trata.

(...)

Maria do Carmo de Castro Meira, da mesma maneira, não sei de quem se trata. Funcionária da Diretoria-Geral, mas foi incluída na lista da representação contra mim.

Shirley Duarte Pinto de Araújo, também era do gabinete da Senadora Roseana Sarney. Não era do meu gabinete. Não foi requisitada para nomear por mim.

Rodrigo Cruz, também não sei quem é. Incluíram como se fosse nomeado por mim.

Estadão comentando: Sarney foi padrinho de casamento de Rodrigo Cruz no dia 10 de junho. Rodrigo se casou com a filha de Agaciel Maia, Mayanna. Ele trabalhou dois anos no Senado por meio de ato secreto


Agora, Fausto Rabelo Consendey, também não conheço. Não sei onde trabalha, nem que é meu parente ou que tenha sido nomeado por mim.

(...)Então, meus Srs. Senadores, sou acusado por esta lista que está na representação como se fosse minha, mostrando o meu nepotismo. E aí se vê que só tenho uma pessoa dessas que eu tenha influído que é Vera Portela Macieira Borges, que pedi para botar na Presidência e pedi ao Senador Delcídio para colocá-la.

Dessa maneira a gente pode ver como as coisas são feitas.

Perdão, eu pulei Ivan Sarney. Ivan Sarney trabalhou aqui dois anos. Em 2003, 2004 e 2005, no gabinete do Senador

Ivan Sarney trabalhou aqui dois anos - em 2003 ou 2004, não me lembro, 2005 -, no gabinete do Senador João Alberto, que não é mais nem um gabinete, e é incluído aqui como se estivesse na lista entre a minha maneira de fazer nepotismo dentro da Casa. (Pausa.)


Estadão comentando: Ivan Sarney é irmão de José Sarney. E o ex-senador João Alberto é aliado de primeira hora dos Sarney na política maranhense. Hoje, é o vice de Roseana

Vou repetir o que já disse: essas nomeações eram feitas pelo Diretor-Geral, por requisição do Senador interessado. Foram nomeações para gabinetes. Todos nós sabemos que são privativas dos Srs. Senadores.

Ordenei que... Consta também na minha denúncia por quebra de decoro que mandei quatro seguranças do Senado para minha casa, para fazer uma varredura na minha casa, ameaçada de ser incendiada. Se isso é falta de decoro, quero dizer que nós temos dado aqui aos Srs. Senadores... Muitos deles têm pedido a remessa de policiais nossos ao Estado, e essa é a função da nossa Polícia.

Outra denúncia que fizeram é que meu neto tinha sido privilegiado com agenciamento de créditos consignados de forma fraudulenta. Meu neto nunca teve nenhuma relação com o Senado. (Pausa.)

Estadão comentando: O próprio neto de Sarney, José Adriano, admitiu ao 'Estado' que operava no Senado, que era, nas palavras dele, o 'carro-chefe' de sua empresa. A Sarcris representava o banco HSBC

(...)“Declaro, a quem interessar possa, que o Sr. José Adriano Cordeiro Sarney não é nem nunca foi integrante do quadro de pessoal do Senado Federal, seja efetivo ou de pessoal comissionado, bem como atesto, para todos os fins de direito, que este Senado Federal não tem nem nunca teve qualquer contrato firmado com a empresa Sarcris - Consultoria, Serviços e Participações Ltda.”

Essa é uma declaração feita pelo Senado Federal.

Sua relação era com o HSBC, o maior Banco do mundo, e não podia ter sido colocado, como se aqui no Senado ele tivesse sido posto por interferência de quem quer que seja.

Agora, esse contrato foi feito com o HSBC, a sua concessão, em 2005. Em 2005, quando ele operava, eu não era Presidente, não tinha nada a ver com isso, nem estou sabendo.

O que fiz, quando assumi agora, em 2007, foi ter baixado os juros de todos os bancos para 1,6%. De tal modo que, segundo informação que me deram, eram 29 e baixaram para três, o que mostra o acerto da nossa medida.

E quando eu assumi também, no dia 2 de fevereiro deste ano, o meu neto não era mais credenciado para operar no HSBC, não trabalhava mais com crédito consignado, conforme nota do próprio Banco.

Está aqui a nota do Banco, dizendo justamente isto: que ele tinha sido dispensado... que ele não mais era credenciado pelo Banco.

Meu neto não participou da negociação de qualquer convênio do Banco com o Senado, que foi em 2005; ele ainda nem estava morando em Brasília. A autorização do Banco em que trabalhou foi anterior a minha Presidência e a participação das consignações no Senado nos contratos de sua empresa era residual, limitada a 65 contratos, 3%.

Tratou-se também da Fundação Sarney, acusando-me de nela ter funções administrativas e ter negado isto desta tribuna.

Estadão comentando: Como presidente vitalício, posto que lhe é conferido pelo estatuto da fundação, Sarney tem responsabilidades sobre a entidade. A Fundação José Sarney desviou dinheiro recebido da Petrobrás para empresas fantasmas e para empresas da família Sarney

Quero mostrar o que me faculta o Estatuto da Fundação, pelo parágrafo único do art. 19. Está ali: “É assegurado ao instituidor delegar total ou parcialmente, por prazo determinado, os poderes que lhe são conferidos por este Estatuto.”

E eu, na condição de instituidor, Presidente vitalício e Presidente do Conselho Curador da Fundação da Memória Republicana, com fundamento no parágrafo do art. 18, delego, pelo prazo de cinco anos, ao advogado José Carlos Sousa e Silva - porque tinha que ser delegado, e ela foi renovada de cinco em cinco anos -, inscrito na Ordem, os poderes a mim conferidos por este Estatuto.

A Fundação, Srs. Senadores, não é uma coisa feita de escondido. É uma grande obra, basta ver que, no ano passado, ela foi visitada por 137 mil pessoas que assinaram no seu livro de visita. Está aqui o folder do que é a Fundação. E mais do que isto: quero dizer que é um dos pontos turísticos, estão aqui os Senadores do Maranhão que podem provar. O Senador Mão Santa já visitou também. E está aqui o folder da Fundação onde diz: Instituidor, José Sarney; Presidente, José Carlos Sousa e Silva.

...Presidente: José Carlos de Souza e Silva.

Então, nunca tive nenhuma função administrativa na fundação fundada por mim. Essas são as provas que estão sendo mostradas aqui.

Quero comentar também outras notícias sobre a minha família que nada tem a ver com o Senado. Estavam discutindo, sou Senador e estou sendo representado como decoro parlamentar, mas, colocaram minha família que nada tem a ver com o Senado. E acusaram-me, numa campanha pessoal, de favorecer o namorado da minha neta por um ato secreto, nos trechos dos diálogos divulgados de maneira ilícita, porque ninguém pode fazer isso, gravar alguém e pegar uma conversa interlocutória e divulgá-la sendo segredo de justiça com o objetivo do processo, quanto mais com outra pessoa, e ainda mais com um Senador da República, que tem foro privilegiado pelo Supremo Tribunal Federal. De modo que é uma ilegalidade, além de ser uma brutalidade, que hoje é comigo, mas, amanhã pode ser feito com qualquer um dos Senhores.

Nos trechos dialogados, divulgados de maneira ilícita, verifica-se que se trata de conversas coloquiais entre familiares, que nada tem a ver com processo de segredo de justiça e, pela lei, deveriam ser eliminados.

Não há nelas qualquer palavra minha, mesmo nessa gravação, em relação à nomeação por ato secreto. É claro que não existe o pedido de uma neta; se pudermos ajudar legalmente, qualquer um de nós não deixa de ajudar.

Estadão comentando: Sarney se referia, especificamente, à gravação feita durante a Operação Navalha, que investigou o empreiteiro Zuleiro Veras, dono da construtora Gautama. No discurso, tentou generalizar a suspeita. Não há nenhum questionamento sobre as gravações em que ele se refere à contratação do namorado da neta, feitas em outra operação

A pessoa indicada era competente, formado em Física, pós-graduado e sempre trabalhou com assiduidade...

e recebe elogios dos seus chefes nesta Casa. Sou acusado de ter recebido outra coisa, falta de decoro parlamentar: auxílio-moradia do Senado por sete meses. O auxílio-moradia é legal, é direito dos Senhores Senadores. Muitos dos Senadores recebem auxílio moradia, mas, por uma questão própria, pessoal, eu não quis aceitar auxílio-moradia, e depositaram em minha conta, e eu mandei estornar esses depósitos, mandei estornar, não estava indenizando.

Agora, quero mostrar aos senhores os métodos que foram adotados. Não encontrando nada contra mim, então faltando - acho - notícia, querendo generalizar - os senhores vão ficar pasmados - fraudaram a fita que distribuíram aos jornais e incluíram o meu nome com a voz de uma outra pessoa,

Estadão comentando: O senador não usa o termo ato secreto. Mas foi por ato secreto que, depois de seu empenho pessoal, o namorado da neta foi nomeado

que passa no diálogo pensando que é um interlocutor dizendo: “Eu vou, estou indo para a casa do Sarney”, e aí me colocaram como sendo um homem que participava da Operação Gautama do Sr. Zuleido Vera. Se eu já vi Zuleido Vera três ou quatro vezes na minha vida, foi muito e nunca tive intimidade, nunca frequentou a minha casa, mas fraudaram e colocaram. Isso foi feito numa perícia feita pelo Sr. Molina, o grande conhecido perito nesse assunto. “O negócio não está solto, não. Já, no dia 9, vai chegar à casa do Sarney já, já”, essa palavra não é dele...

(...)

Sou, isto sim: vítima de uma campanha sistemática e agressiva. Humildemente, como é do meu feitio, peço aos meus Colegas que me julguem pela minha conduta austera, sem arrogância, respeitando todos e com todos mantendo boa convivência e não pelas mentiras, pelas calúnias, pelas montagens, como se acaba de ver, pelas acusações levianas de desrespeito às pessoas. Peço justiça, para que possamos sair da crise e voltarmos nesta Casa ao ambiente de tranquilidade. Esta, na razão da minha personalidade, é o meu apelo, é a minha mensagem.

Não vou mudar! Não vou mudar. O meu apelo é a volta de uma convivência pacífica entre nós. O que não posso aceitar é a humilhação de fugir das minhas responsabilidades sem me dar outra solução senão aquela de me humilhar, de me submeter à humilhação pública perante o País.

(...) Minha força não é o desejo de poder. Este cargo não me acrescenta nada senão agruras, injustiças, decepções e trabalho, mas minha certeza de que nada fiz de errado, a minha fé e a minha crença de que as Senhoras e os Senhores Senadores são justos - e a convivência faz conhecer as pessoas, nós nos conhecemos uns aos outros - ajudar-me-ão a reconstruir a paz e a harmonia no Senado, sendo julgado com espírito único de justiça.

Muito obrigado. (Palmas.)

Funk do Sarney: Aqui ninguém sabe o que que é ato secreto

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Correio da Lapa pós-Sarney

Coluneta Temporã do CdL Voando nas Honduras do Caos

Considerações refletindo Lula, Paulo Duque, Hugo Chávez, Obama, Suína, Beth Carvalho, Michael Jackson, Dilma Rousseff, José Serra, Bolsa-Família, Gilmar Mendes, Carmen Miranda, Joaquim Barbosa, Ivete Sangalo, Gabriel Buchmann, Claudia Leitte, Caetano Veloso, Arthur Virgílio, Pelé, João Gilberto, Teresa Cristina, Santo Antônio, Clementina de Jesus, Evo Morales, Manoel Zelaya, Sérgio Cabral, Obina, Alfredo Herkenhoff e Mahatma Gandhi

Três tristes notícias, três tristes tigres: o doping na natação, a morte do último romântico do Brasil numa montanha na África e a absolvição in totum e sumária de José Sarney.

Cesar Cielo, o Chorão de Santa Bárbara d'Oeste. César é Caesare, é Kaiser, o chefe, o maior, é o cara. Cielo é o cielito mio, cachito mio, é o divino atleta, louros para o semideus! Mas Santa Bárbara! São Jerônimo! Depois da bonança nas águas de Roma, a tempestade: o doping em massa de brasileiros. Cinco atletas contaminados! Vexame olímpico. Foi uma decisão vergonhosa do Senado diante do aluvião de denúncias sobre roubalheira e mamação nas tetas dos impostos pagos pela massa consumidora de dieta diet: farinha com ovo, o povo trabalhador.

Se o ódio está no ar, também está no Correio da Lapa

Triste o pronunciamento do senador José Sarney, exalando orgulho, humildade zero. Feitos, façanhas, o inferno são os outros, não tenho interferência nenhuma na administração da fundação que leva meu nome, que me incensa, fica no meu Maranhão governado pela filha eleita de fato pelo Supremo, e demito o meu cumpadi, e elogio o ex da minha netinha, um jovem que trabalhava bem e é assíduo. Quanta honestidade. Nunca faltou decoro na conduta do presidente do Senado. Falta o tempo todo, a ser verdade 1% do que diz o jornal o Estado de S. Paulo.

Muito triste o Senado, a TV Senado transmitindo os discursos sem graça enquanto o Conselho de Ética se reunia numa sala ao lado do plenário. Todo mundo que discursava ali no plenário, com poucas exceções, estava fazendo cena, o teatro da normalidade. Se a sessão tivesse sido suspensa, a TV Senado passaria a transmitir a sessão da comissão que julgaria as representações contra Sarney. Julgaria? Conta outra, que minha jugular não tem paciência. Melhor usar a mandibula do palavrório.

Paulo Duque é duca, uma dica que não educa.

Também não gosto de Arthur Virgílio.

Não gosto de Lula nem de Serra.

Não gosto de Gilmar Mendes, que se mete em tudo. O Judiciário Top interfere na administração do Legislativo Top e do Executivo Top. O Executivo Top interfere e subjuga o Legislativo Top. E o Legislativo Top é subjugado internamente pelos Coronéis Top, comendo migalhas entre nomeações e ajuda em grana tipo 1 milhão e 300 da Petrobras.

Gilmar é o primeiro presidente do Supremo na história a ganhar a unanimidade burra das ruas de que falou seu colega Joaquim Barbosa. Mas de Joaquim gosto, não porque não tenha os olhos azuis condenados racialmente por Lula. Gosto porque o Negão fez a diferença. Gosto da negrada que faz: Obama, as irmãs Williams, o jogador de golfe, Teresa Cristina, Pelé e Obina. Gosto de Michael Jackson. claro, gosto da maravilhosa gentalha clara, a italianada azeda, gosto da baianada branca, Ivete Sangalo e Claudia Leitte, grandes cantoras, alegres, vivendo o auge dos instintos maternais com a carnavalização pop e um pouco de pedagogia da amamentação. Gosto do mulato Caetano Veloso e do ermitão engravatado do João Gilberto.

Gosto de Carmen Miranda, a branquinha lusa que neste 5 de agosto aniversariaria... Gostei de outras mulheres deste e neste 5 de agosto de tantos passados imemoriais

Se não gosto de ninguém, gosto de todo mundo? Puxa, não estou gostando nem de mim, gosto apenas de vocês depois da refletir prós e contras. Caraca: morder e soprar. Criticar e elogiar. No fim, chega o dia da eleição e a gente vota em segredo. O ódio está no ar, nas auras, nas almas encantadoras das ruas. Quem não está comigo está contra mim.

Por ora chorar cada escândalo. Um dia elogiar o governador Sérgio Cabral, noutro, acusar, insinuar que fez muita bobagem, enriqueceu, sei lá, mandou Paulo Duque para Brasília. É tudo PMDB. O mesmo com Lula, é dólar na cueca, é mala do presbitero evangélico abarrotada, é censura ao Estadão.

E ainda vem a gripe suína pegando 2 bilhões de terrestres, segundo estimativas deste 5 de agosto da OMS na Suíça, ou, noutras palavras, um em cada três habitantes do Mundo vai pegar a tal sigla H1N1.

Caraca: ficar em cima de um muro invisível. E as notícias parecem balas de um paredón cubano, e quem grita, pelotão, preparar, fogo é o ditador Hugo Chávez. Isso não é mais pesadelo, é política de má vizinhança.

O Correio da Lapa está parecido com Hugo Chávez, não gosta de ninguém. Só poupa Lula rodeado de barbárie, dentro e fora do Brasil. Aqui o escândalo é meramente blogariano, o de Hugo é bolivariano. Fecha jornais e emissoras de rádio e TV, extingue a oposição no Congresso, compra 100 mil fuzis tipo AR15 de Putin, velhos mosquetões que não servem para enfrentar a Casa Branca, mas se prestam bem para ampliar o delirio kalashnikov da perpetuação do poder na marra. Enquanto não se vê ameaçado em casa, Chávez brinca de ameaçar entrar em guerra com a Colômbia.

Barack Obama está enviando 2 mil homens para sete bases na Colômbia. A metade desse contingente é civil. Trata-se de uma força para espionar com alta tecnologia dois problemas aos olhos da Casa Branca: Chávez e as Farc e Narcotrafico Associados (CFNA) e Chávez e suas maluquices. O resto é bobagem. Obama parece querer enfraquecer Chávez via guerra de inteligência. Já que Chávez é midiático, vai entrar numa mídia pesada: a americana. A força brancaleone de Obama vai alimentar a mídia mundialmente, incluindo o Youtube.

Estará bem preservado o jardim que Roberto Burle Marx projetou numa residência particular em Caracas? Ou as milícias de Chávez já resolveram pular o muro visível?

Contra todos os princípios, ou a favor de todos, já que não tem nenhum fixo, é apartidário, o
Correio da Lapa talvez comece a fazer campanha para ajudar a ministra Dilma Rousseff. Não nutre nenhuma simpatia especial por ela, mas coitada, anda tão desamparada, não é carismática, é até meio antipática, meio imperial, e só tem um cabo eleitoral: o tal do Lula.

A questão é simples: toda vez que uma pessoa, ou instituição, passa a apoiar alguém numa disputa democrática, você pode multiplicar este apoio por 1 milhão de votos. Por isso as pesquisas, ouvindo apenas mil pessoas, antecipam os resultados de mais de 100 milhões de votos antes do fechamento das urnas.

O que sonho é o que sonhamos. Viramos números, joguetes, commodities humanas. Mas não há alternativa. Refletir o estado de coisas do poder, seus controles e adversários.

Morreu o economista carioca numa montanha africana. Gabriel, o romântico mochileiro, queria conhecer a miséria no Mundo inteiro. Encontrou a morte, ainda ou sempre um mistério, mesmo que tenha sido pelas mãos de um salteador a mil metros de solidão nas alturas do Malauí, ou pela garras ou mandíbulas de um predador qualquer, talvez um dos últimos pumas do planeta, mas pouco importa. Kant dizia: se você quiser conhecer os homens, precisa viajar. Mas se quiser conhecer o homem, você deve se concentrar entre quatro paredes, ou nunca sair do lugar. Kant nunca saiu de sua pequena Koenisberg, na Alemanha. Lá morreu, e como toda morte, foi mais uma solitária.

Beth Carvalho plagiou Imanuel Kant ao inventar o bloco de carnaval Concentra mas não sai. A cantora carioca nunca quis conhecer os sambas, são tantos, e muitos bem ruizinhos. Ela fez o certo, prefere o samba, o singular. Excursionar pelo sucesso foi mera consequência do que Beth aprendeu na raiz quadrada da sua vida negra de samba em Ipanema, com o seu carisma só comparável ao da saudosa Clementina de Jesus.

O Correio da Lapa já ganhou alguns bilhões de euros e dólares nesses prêmios estocásticos que chegam via emails.... Por baixo, o Correio da Lapa já ganhou mais dinheiro lotérico virtual do que o montante da verba do Bolsa-Família, 111 milhões de cheque nos próximos 12 meses, em plena campanha eleitoral. Eu sou imbecil, Lula tem certeza. Curral eleitoral eletrônico.

Mas o governador da Paraíba, Cassio Cunha Lima, foi cassado pelo Supremo porque distribuiu 35 mil cheques para 35 mil imbecis. R$ 4 milhões de reais imbecis. Lula distribui cartão com grana para quase 12 milhões de famílias. Cada cheque vai para um imbecil, imbecil não porque aceita o cheque, mas porque é tratado como tal por quem lhe nega hospital público de qualidade, escola de qualidade para as crianças pobres.

Neste dia 5, João Pessoa faz aniversário. O senador Cavalcanti ficou uns 20 minutos falando sobre a história da capital paraibana. Bacana, mas no lugar e na hora errados. Também no plenário, na hora da absolvição de Sarney ao lado, outro senador, provavelmente pró-Sarney e pró-Lula, estarreceu ao informar que, numa cidade no interior do Piauí, 95% do pequeno PIB local provem do bolsa-família. Município imbecil porque aceita a esmola que não vai mudar nada lá no ano que vem. Os votos irão para Dilma.

Imbecil não é quem aceita o cheque, nem quem diz que o bolsa-família é um erro de política econômica, apesar de ser uma política social de assistência emergencial. Imbecil é quem acha que essa forma de distribuir renda rende mais frutos sociais do que outras políticas mais inteligentes. Claro que a verba pulverizada de R$ Doze Bilhões ao ano aumenta a demanda agregada, mais feijão, arroz e mais chiclete e bala. Caro é oferecer condições e oportunidades para melhorar de vida. A sorte de Lula é que muitos de seus adversários são ainda mais imbecis do que os correligionários. Está aí a única chance de nosso presidente emplacar a nossa sucessora.

Se José Serra vencer a eleição que já começou, em poucos meses no Poder ele seria capaz de demitir uns 20 mil petistas hoje instalados na máquina pública. Seria uma catástrofe. Não que os petistas sejam eficientes ou essenciais administrando a Petrobras ou o o Bolsa-Família, mas é que, desempregados, voltarão às ruas, e, com dinheiro de Hugo Chávez, com o gás de Evo Morales, e com o chapéu errante de Manoel Zelaya, estaremos, o Correio da Lapa também na praça, todos voando nas Honduras do Caos.

Melhor deixar o PT onde está: no Poder, mas, para isso, Lula precisa fazer a diferença. Ele já fez antes. Esta de ir com Sarney por causa da base aliada está se transformando numa furada, numa viagem perigosa. Até gente adolescente já está se interessando pela política e dando ouvidos à oposição. Bancar protesto a favor como faz a UNE com dinheiro público é furada. Estudante bom é estudante protestando sim, mas contra, não fazendo milicia, claque ongueira. Até a China da Gangue dos Quatro tentou isso e se arrependeu.

Aliás, ong no Brasil virou um caso de polícia que nunca termina em condenação. Ong é o Supremo artifício de empregar parentes e lavar parte das doações para o jogo sujo e dispendioso das campanhas eleitorais. Sim, há ongs honestas, laboriosas, dedicadas como Santo Antonio, que não enrica ninguém, mas também não deixa passar fome. Mas aquelas ongs amigas das grandes empresas, ongs comandadas por parentes e amigos dos poderosos... Essas recebem o silêncio de Gilmar Mendes. Aliás, ele falou pouco sobre Sarney, censura e mamação de tetas públicas... Deu uma de diplomado arrependido. Melhor que não interfira mesmo na política administrativa dos outros Dois Poderes Federais.

Essa brigolândia que enxovalhou a imagem do Senado ainda vai render frutos positivos para futuras reformas políticas do Brasil e futuros candidatos.

Gosto de odiar o poder que se finge de cordeiro. Nenhum poder é manso, nem o de pacifista Mahatma o foi. Todo poder é uma forma de linguagem que controla outras e se controla. O político é apenas o sistema mais pegajoso, não adianta não gostar de política ou de político, tem que se informar e fazer opções nas eleições, cada uma é uma aula de história.

Por Alfredo Herkenhoff

Poesia Enganosa ouy Marketing Literário? CDL no Control C - Control V

Seu pai não é Tiradentes para ganhar gravata de novo.
Nem merece lembrancinha xulé como par de meias.
E muito menos estragar o fígado com um uísque paraguaio.
Supreenda no Dia dos Pais com humor, cultura e informação:
Dê o livro sensação do momento, "Hic!stórias - Os maiores porres da história da humanidade", com autografo especial, preço menor que nas livrarias e sem despesas de Correio.
Mas peça agora mesmo para dar tempo de chegar até o dia 09 de agosto!
Nesta oferta exclusiva, o exemplar sai por apenas R$ 25,00.
Aguardamos seu pedido por e-mail ou telefonando para Telepoeta: (011) 3865-3936.
Abração,
Nathália Lippi
Assistente Editorial
Escritor ULISSES TAVARES
www.ulissestavares.com.br

Os Maiores Porres da História da Humanidade
272 páginas - Editora Panda Books
Um trago aqui, outro ali, e os rumos da história começam a ser alterados. Ao longo dos tempos, importantes figuras da humanidade deixaram-se seduzir pelos encantos do álcool. Com olhar sarcástico e linguagem bem-humorada, o livro Hic!stórias - Os Maiores Porres da História da Humanidade (Panda Books, 2009) mostra as bebedeiras protagonizadas por Alexandre, o Grande, Billie Holiday, Noel Rosa, Walt Disney, Lima Barreto, Sartre e uma série de personalidades --incluindo políticos e religiosos!

Gloria Vanderbilt publica "Obsession": Abençoada senhora!

Texto avistado no blogue de Comunidade de Leitores, da lisboeta Helena Vasconcelos (foto):

Abençoada senhora !
Aos 85 anos Gloria Vanderbilt publica "Obsession"

Andam todos - quero dizer, no New York Times - deslumbrados pelo facto de Gloria Vanderbilt, a herdeira do império do mesmo nome, "socialite" de renome, actriz, autora, dona de uma marca - perfume incluído, embora horrível - conhecida por um comportamento "selvagem" - isto é, não convencional - publicou agora um romance erótico/pornográfico com os ingredientes mais escaldantes desde a "História d' O" de Pauline Réage. O mais excitante é que a senhora tem 85 anos - abençoada - e parece não pensar noutra coisa a não ser em sexo - de todos os tamanhos, tipos e feitios (salvo seja!), em todos os lugares, posições e disposições. O romance chama-se "Obsession" e conta a história da viúva de um arquitecto famoso ( poderá ser inspirado em Frank lloyd Wright) que descobre documentos que demonstram as capacidades erótico-acrobáticas do marido.

Aqui vai um trecho da crítica do The New York Times
por CHARLES McGRATH:


“Obsession” is written in stylized literary prose that owes something to Pauline Réage’s “Story of O,” and is set in a world that’s partly fantastical. It’s erotica, not porn. But it nevertheless uses vocabulary and describes activities of a sort that readers of The New York Times are usually shielded from. There are scenes involving dildos, whips, silken cords and golden nipple clamps, not to mention an ebony, smooth-backed Mason Pearson hairbrush purchased at Harrods. As the book explains, spanking with a Mason-Pearson is a “serious matter,” not the kind of thing that is rewarded with the “luscious afterglow of warm cocoa butter.” Mint, cayenne pepper and a fresh garden carrot are deployed in the book in ways never envisioned by “The Joy of Cooking.” And there is also a unicorn, though, blessedly, it remains a bystander...."

Gloria Vanderbilt, sexo total, Obsession

Gloria Criança, Gloria Jovem e Gloria Madura


Gloria Vanderbilt lança livro sobre a vida sexual escabrosa de uma órfã

A devoção irônica e o constrangimento festivo com que nos Estados Unidos receberam o novo romance da herdeira empobrecida Gloria Vanderbilt não tem relação com o seu conteúdo, uma floresta de caralho e clitóris, tulipas e vaginas submetidas continuamente a todo tipo de maluquice erótica, mas com o fato de que a sábia e fantasiosa senhora (uma escrita de máxima elegância, nos falando de todas as cores em 144 páginas, um texto de letras grandes, talvez em respeito aos anciãos e aos presbíteros lascivos) é de fevereiro de 1924, portanto já completou 85 anos de vida.


Resenha de Natalia Aspesi no jornal La Repubblica (*)

(...) o sexo, que segundo os experts seria ilimitado, tem, em vez disso, seus limites. E se tratando de uma senhora já na quinta idade e de aspecto bonito bem Dorian Gray, parece uma evocação... (...)

A trama do livro: Talbot Bingham è arquiteto querido e famoso e que, com a sua amada mulher Priscilla forma um casal perfeito com trepadas diárias, embora a senhora seja frígida. Na comemoração dos 10 anos de casamento, ele morre, morte súbita. A viúva estupenda e desesperada encontra um pacote de cartas assinadas por Queen Bee, ou Abelha Rainha e que chama Talbot de Master, ou Paizão, ou Mestre, relembrando um paraíso infernal de reciproca obsessão sexual, na qual a belíssima e misteriosa jovem é uma escrava entre outras escravas submetidas às incessantes crueldades amorosas do seu Senhor abusando de suas Senhoras de joelhos ao seu redor; mas, na troca, somos gente do grand monde, ele a presenteia com a casa mais bonita jamais mostrada numa revista de arquitetura, são modos sofisticados de Fortune, jóias raras e uma pensão vitalícia, além de milhares de euro e um par de pingentes de fazer loucura com sexo e dinheiro.

Imaginemos então a frígida Priscilla, além do mais, repetidamente citada nas cartas de Bee pelo apelido desprezível de "Mulher", isto é, pessoa inútil e incapaz de venerar ou se fazer venerada, prisioneira de uma vida e de um corpo que não conhecem alegria nem prazer.


(...) A senhora Vanderbilt conhece certamente aquele monumento inigualável de fantasias eróticas femininas que é a Histoire d´O, publicado em 1954, três meses depois de Bonjour tristesse, da Sagan. A autora, que muita gente acreditou que se tratasse de um autor, porque era inimaginável que as mulheres tivessem a palavra onde haviam sido submetidas ao silêncio, manteve-se no anonimato até 1995, quando, aos 87 anos, revelou a sua identidade ao New Yorker: Pauline Réage, que tinha assinado aquela fantasia barroca e saborosa, se chamava na verdade Anne Desclos, e tinha tal vocação à clandestinidade que, tornando-se secretária-geral da prestigiada Nouvelle Revue Française, e publicando Antologia de poesia religiosa francesa, tinha assumido o pseudônimo de Dominique Aury.

O livro escandaloso que os grandes editores rechaçaram e as livrarias não queriam (até hoje vendeu na França 1 milhão de exemplares) rendeu processo, prêmio e ataques (até por parte de Mauriac, mas este não quis lê-lo). Os tempos mudaram. Vanderbildt não tem necessidade de pseudônimo, os críticos literários a ignoram. O colunismo social pergunta ao filho da autora, Anderson Cooper, jornalista da CNN, se está contente com a mamãe pornográfica. Resposta: Sim. Estou feliz por ter uma mãe tão audaciosa.

Naquela obsessão funambuleca e farsesca entre grossas correntes de outro, máscaras e asas de pomba, chicotes, flechas, música celestial, unguentos fatais, misteriosos objetos de cristal, frutas e verdura em grande quantidade, Bee descreve o êxtase da submissão a regras cruéis e malucas, portanto, eróticas.

A presença de um unicórnio nos assegura que se trata de um sonho, no qual Bee e Priscilla sejam talvez uma mesma pessoa, como costuma acontecer em toda fantasia sexual feminina que transforma uma senhora casta num demônio em forma de gente. Também o luxuriento Talbot è, mais do que uma invenção, uma miragem, que finalmente uma velha senhora se concede depois talvez de alguns erros ou desilusões com os quatro maridos, entre eles o regente e diretor de orquestras Leopold Stokovski e o diretor de cinema Sidney Lumet, e ainda os seus muitos amantes, talvez sobrevalorizados, tipo Marlon Brando ou Frank Sinatra, e a perda do seu último amigo, o grande fotógrafo negro Gordon Parks, morto no 2006. E depois também de dores tremendas, como a do suicídio do mais velho dos seus quatro filhos homens, o qual, em junho de 1988, se jogou do 14° andar do apartamento em que viviam em New York, apesar da tentativa em vão da coitada da Gloria para que ele não cometesse aquela loucura.

Correio da Lapa informa:
Tradução
do italiano feita de afogadilho por Alfredo Herkenhoff para não perder o tom deste blogue-jornal, que avistou a resenha no excelente site italiano Dagospia, o mais bombado em Roma, Milão e Turim, site aliás que é uma referência de alta qualidade, exibindo todo dia o momento em que neurônios e informação se amalgamam em nome da esbórnia intelectual e política. Gloria Vanderbilt é trisneta de Cornelius Vanderbilt, o Comodoro, o empresario que, 150 anos atrás, ergueu um império financeiro se destacando na marinha mercante e na indústria ferroviária. Na esteira da família milionária, que sempre deu, abnegadamente, muito apoio à cultura e à educação, houve muitos suicídios e brigas entre parentes por heranças, tendo como pano de fundo a decadência com elegância.

O Correio da Lapa prepara, em homenagem a Gloria e a Barack Obama, pelos seus 48 anos recém-completados, uma exposição digital com uma retrospectiva de Gordon Parks. A foto com a Ingrid acima é só a primeira do que vem por aí...

LULA + gilmar mendes: X-PoWeR


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conversa com o presidente do STF, Gilmar Mendes, em cerimônia na qual sancionou a lei que cria 230 varas da Justiça Federal. Ao lado, o ministro da Justiça, Tarso Genro Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Tucano Serra, PPS, Twitter e Email: Campanha de 2010 Já Começou! Veja um exemplo




Kolakowski e o Marx partido ao meio
Bruno Gravagnuolo
Tradução: Josimar Teixeira
Fonte: L'Unità & Gramsci e o Brasil

Leszek Kolakowski, um grande crítico do marxismo, de origem marxista. No entanto, incapaz de formular uma verdadeira “revisão” do seu objeto teórico, tendo terminado numa posição cética, entre a dúvida crítica e a transcendência religiosa. Foi esta a parábola do filósofo polonês, nascido em Lodz, em 1927, e falecido em Oxford, no último 17 de julho, depois de ter emigrado em decorrência das agitações polonesas de 1968, nas quais se destacou como líder do dissenso.

O que nos deixa? Sem dúvida, uma crítica ao “totalitarismo” latente em certas zonas da lição marxiana. Por exemplo, no “mix” de filosofia da história e determinismo positivista, que se encontram na Crítica da economia política de Marx. Deste modo, em Nascimento, desenvolvimento e dissolução do marxismo (SugarCo, 1980-1985), Kolakowski desmonta com facilidade tal “mix”, referindo-o a Platão, Plotino e também à “gnose” e ao profetismo bíblico.

E criticando simultaneamente o aspecto de “necessidade” da estrutura econômico-social, que se impõe sobre ideias e representações do mundo (sobre o fator subjetivo).

Todavia, trata-se de críticas a Marx que não são novas e já estão presentes em gente como Weber, Bernstein, Croce, Gramsci. E críticas, as de Kolakowski, que cometem o erro de não tomar em consideração que existe também um outro Marx.

O Marx da “subjetividade”, contra a economia alienada. O Marx que fala da consciência como fator resolutivo das “inversões dialéticas”. E que levanta a hipótese de um mundo novo no qual todos e cada qual possam desenvolver criativamente suas personalidades, sem as mutilações da dominação e da desigualdade, que transformam os indivíduos em mercadoria e joguete de um destino imposto.

Talvez a questão verdadeira, que Marx não captou e Kolakowski também não fixa, seja outra: a democracia. Em outras palavras, a cotidiana libertação associada, dentro da sociedade civil e do Estado representativo. Contra o populismo e os mitos da democracia direta, que engendram ditadura e fanatismo, entre outras antigas mistificações demagógicas.

José Serra

José Serra, filho de imigrantes italianos que trabalhava como feirantes na capital paulista, o Governador do Estado de São Paulo, José Serra - eleito, com mais de 12 milhões de votos - vai ser o grande ....


>> mais sobre SERRA >> twitter.com/joseserra << acompanhe o dia-a-dia de Serra no Twitter.com.

O candidato tucano mais cotado para disputar a presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), possui perfil no site Twitter.
Em um dos seus posts, o governador paulista disse estar surpreendido com a repercussão da inauguração do seu perfil no Twitter. "Surpreendente! Espalhou mais rápido do que eu pensava. Quis entrar com discrição, pra aprender."

Serra segue a linha de políticos como Barack Obama, que utilizaram fortemente a internet para a disputa de campanhas eleitorais (late edition).

José Serra inaugura perfil no Twitter

Cavalos na estrada em Israel e na Via Light, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro

Cavalo ao meio-dia na Via Light, em Nova Iguaçu, cidade de 900 mil habitantes a 50 km do Rio de Janeiro, na foto de Marcos Brito, publicada originalmente no jornal diário Correio da Baixada. Turistas que curtiam a Galiléia, no norte de Israel, viram três cavalos galopar na estrada e um dos animais passando por cima de um carro que vinha na direção oposta. Segundo a TV israelense, o motorista teve cortes leves e o cavalo também ficou levemente ferido.
E cá Enquanto políticos discutem a ampliação da Via Light, esquecem de colocar em prática a manutenção da estrada estadual, hoje dominada pelo abandono, falta de iluminação e segurança. Numa segunda-feira de maio, um cavalo solto na pista em direção a Nova Iguaçu assustou os motoristas. Quem utiliza a via expressa frequentemente sabe que o caso não é isolado e que, às margens da estrada, há terrenos baldios que servem de pasto para cavalos, bois, porcos e cabritos. Não seria nada mal se os municípios e o estado decidissem unir forças para resolver o problema. (Second edition)







Flamengo Andrade Goiás Juan e Tudo Mais

FlaFlá

Vinte e quatro horas antes da partida com o Goiás nesta quarta-feira no Estádio Serra Dourada, o treinador do Flamengo, Andrade, comandou uma atividade técnica e tática com os jogadores rubro-negros. O treino foi no clube da Ordem dos Advogados (OAB) de Goiás, no Município de Aparecida de Goiânia, O técnico trabalhou o posicionamento da zaga e a saída rápida para os contra-ataques. Em seguida, os atletas participaram de um animado o recreativo. Andrade decidiu manter em segredo a escalação até momentos antes da partida, que pode marcar a estreia de Denis Marques, mas este reforço ainda não está confirmado pelo treinador.

Em 34 jogos pelo Brasileiro e 43 no total, o retrospecto do Flamengo com o Goiás:

Jg - V - E - D - G - GC - S
34 - 13 - 15 - 6 - 52 - 36 - 16
43 - 20 - 17 - 6 - 64 - 39 - 25


Na nona colocação do Campeonato Brasileiro, com 24 pontos, a equipe da Gávea enfrenta o terceiro colocado da competição precisando de um bom resultado para encostar nos líderes. O confronto no Srra Dourada é válido pela décima-sétima rodada do Brasileirão.

Notícias e História

Primeiro jogo: Flamengo 1 x 0 Goiás – 17/05/1973 – Amistoso

O jogo foi no Estádio Pedro Ludovico, em Goiânia. Doval fez o gol do Flamengo, cujo técnico era Zagallo.

Maior goleada do Flamengo: Flamengo 4 x 0 Goiás – 02/11/1986 – Campeonato Brasileiro. O jogo foi no Serra Dourada. Kita (três) e Sócrates fizeram os gols do Flamengo.

Maior goleada do Goiás: Flamengo 1 x 5 Goiás – 17/02/1991 – Campeonato Brasileiro. O jogo foi no Serra Dourada. Aílton fez o gol do Flamengo. Agnaldo, Niltinho, Túlio (dois) e Josué marcaram para o Goiás.

Último jogo: Flamengo 3 x 3 Goiás – 30/11/2008 – Campeonato Brasileiro. A partida foi no Maracanã. Obina (dois) e Juan fizeram os gols do Flamengo. Paulo Baier, Ernando e Thiago Feltri marcaram para o Goiás.

Andrade

O técnico – Jorge Luiz Andrade da Silva já teve seis passagens como técnico do Flamengo. Comandou o time em 31 jogos, com 9 vitórias, 14 empates e 8 derrotas. Andrade nasceu no dia 21/04/1957, em Juiz de Fora (MG). Jogou pelo Flamengo de 1979 a 1988. Disputou 566 jogos e fez 28 gols. Foi campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes, em 1981. Pelo Flamengo, ganhou quatro de seus cinco títulos brasileiros, em 1980, 1982, 1983 e 1987. É recordista de conquistas nacionais, ao lado de Zinho. Foi tricampeão estadual em 1979 e conquistou, ainda, os estaduais de 1981 e 1986.

Quem não joga – O lateral-esquerdo Juan, que se recupera de cirurgia no joelho direito, está fora. O cabeça-de-área Toró, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Náutico, cumpre suspensão. O atacante Emerson, com dor na coxa esquerda, está vetado.

Quem volta – O cabeça-de-área Airton, que cumpriu suspensão contra o Náutico volta a ficar à disposição.

Contra o Goiás – A última vitória do Flamengo foi no dia 26 de agosto de 2007, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro ganhou por 3 a 1, gols de Léo Medeiros, Juan e Isbon. Paulo Baier fez o gol do Goiás.

Fora de casa – Neste Campeonato Brasileiro, o Flamengo jogou como visitante em seis partidas: venceu o Santo André por 2 a 1, no Bruno José Daniel; e o Santos por 2 a 1, na Vila Belmiro; empatou com o São Paulo em 2 a 2, no Morumbi; e perdeu para o Cruzeiro por 2 a 0, no Mineirão; para o Sport por 4 a 2, na Ilha do Retiro; e para o Coritiba por 5 a 0, no Couto Pereira.

Recorde de participações – O Flamengo é um dos quatro clubes que participaram de todas as 36 edições anteriores do Campeonato Brasileiro desde 1971. Os outros são Cruzeiro, Internacional e Vasco.

Recorde de público – As 3 edições do Brasileirão com maior média de público foram vencidas pelo Flamengo: 1983, 1987 e 1980. O Flamengo teve a maior média de público em 11 edições do Brasileirão, um recorde na história da competição.

Casa cheia – Dos 10 jogos com maior público na história do Campeonato Brasileiro, 7 tiveram a participação do Flamengo e todos os jogos foram no Maracanã. O maior público da história da competição (155.523 pessoas) aconteceu na final do Brasileiro de 1983, em que o Flamengo derrotou o Santos por 3 a 0.

Na história do Brasileiro – O Flamengo já jogou 1002 partidas na história do Brasileiro. Venceu 418 jogos, empatou 277 e perdeu 307. Marcou 1388 e sofreu 1136 gols, com saldo de 252.

Primeiro gol a favor – Nos 42 jogos que disputou em 2009, pelo Campeonato Estadual, pela Copa do Brasil e pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo saiu na frente em 23. Destes, venceu 18, empatou quatro e perdeu um.

Primeiro gol contra – Em 2009, o Flamengo começou perdendo 15 vezes: virou o placar três vezes, empatou seis jogos e perdeu seis partidas.

Último jogo – Flamengo 1 x 1 Náutico, no dia 2 de agosto, no Maracanã.
Próximo jogo – Flamengo x Corinthians, dia 9 de agosto, às 16h, no Maracanã.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Maconha, polêmica nos EUA: descriminalizar em nome do meio ambiente?

Tema proibido ganha destaque na Califórnia, via Canal Fox, televisão das mais conservadoras dos EUA

Correio da Lapa: Notícia comentada (*)

No vídeo abaixo neste Correio da Lapa, uma discussão sobre legalizar ou não a maconha nos EUA. O conteúdo foi avistado no site do Huffington Post por meio do Twitter nesta terça-feira, 4 de agosto de 2009. Grosso modo, o vídeo, infelizmente sem tradução, trata da polêmica da descriminalização da maconha com um dado novo: uma medida de emergência para a defesa do meio ambiente.

Como não é período eleitoral, vê-se que se trata de discussão sem paixão eleitoreira, com pontos de vista em cima de fatos terríveis da realidade do dia-a-dia. Um parêntese: no Brasil, no Rio de Janeiro, quando Sérgio Cabral foi eleito governador, em 2006, fez campanha dizendo defender a discussão sobre descriminalização, mas reconhecendo que a grandeza do problema era tal que só quem poderia de fato atacar frontalmente a questão era a Casa Branca. Depois que assumiu, Sérgio Cabral fez o que os governadores que o precederam também implementaram: mandou dar tiro. Só numa operação de dois meses no Complexo do Alemão (Penha), morreram umas 60 pessoas, na grande maioria velhos e crianças que nada tinham que ver com o narcotráfico de jovens ágeis e de AR 15 em punho em plena luz do dia. Eles contiuam por lá e pelos quatro cantos das grandes cidades brasileiras.

Mas, parêntese à parte, há paralelos mesmo entre sociedades tão desiguais pela diferença de riqueza de suas populações. Grosso modo, o video trata do seguinte: o combate às drogas pode ter uma intenção nobre, mas o crescimento do cultivo da maconha na fronteira EUA e México está destruindo o meio ambiente no Sul dos Estados Unidos e é preciso fazer alguma coisa radical.

Primeiro reconhecer que os cartéis mexicanos atuam no interior da Califórnia, onde a colheita da marijuana é a de maior liquidez nos EUA. O mercado representa um faturamento bruto estimado em quase 14 bilhões de dólares por ano. Os plantadores não são mais os hippies pacifistas e românticos do início dos 70. Hoje usam pesados geradores de centenas de quilowatts, tanques de armazenamento de diesel, tratores ATV e ainda espalham enorme quantidade de defensivo agrícola e outros venenos na natureza.

Esses agricultores ilegais trabalham intensamente o verão inteiro, jogando toneladas de venenos no solo, rios, riachos e veios d'água, num sistema de irrigação que atinge a cadeia alimentar dos animais. Os inseticidas e outros defensivos são drenados. Além do lixo, deixam um rastro de morte. Eles usam uma espécie de chumbinho contra ratos para proteger a colheita, e quando os ratos morrem e se decompõem, o veneno se espalha e atinge predadores e cursos d'água.

Um relatório ambiental mostra que a política da combate à droga é um problema maior do que simples combate a traficantes, envolvendo como nunca uma ameaça ambiental. Também em nações andinas os produtores de cocaína utilizam produtos químicos altamente nocivos à cadeia ecológica.

Essa discussão ganhou visibilidade no canal Fox da TV americana. O ex-presidente George Bush não quis nem discutir descriminalizar o consumo de maconha para não afrontar legislação federal, dizia. O atual Barack Obama também titubeia: não cogitou até agora de mexer na questão legal e de uma regulamentação contra o tráfico e a favor do meio ambiente.

E agora ecologistas e outros formadores de opinião discutem que os EUA estão numa encruzilhada: não conseguem fazer cumprir a lei que proíbe o consumo de maconha nem mudam a lei. Como está a proibição, quem sai ganhando são os cartéis do crime organizado arrecadando bilhões e bilhões de dólares.

Até a Lei Seca tem sido lembrada, período da década de 1920 em que Washington proibiu o criminalizou o consumo de álcool em todo o país, mas, em vez de enfraquecer o consumo, apenas o encareceu e enriqueceu os criminosos, que se armaram e se tornaram altamente violentos.

Há segmentos nos EUA estudando eventuais usos medicinais da maconha e benefícios de uma mudança na legislação que regulamentasse o mercado com plantio correto, impostos e monitoração do consumo da maconha como um problema de saúde pública, tal qual o álcool e tabaco.

No video a seguir, uma conversa com o vice-ministro das Relações exteriores do México com um âncora do noticiário do Canal Fox que, diga-se de passagem, é reconhecido como uma das televisões mais conservadoras dos EUA. Ou seja, o problema está ganhando foro, dimensão acima dos pobres dos consumidores doidões.

O México faz fronteira com Texas, Novo México, Arizona e Califórnia, este o estado milionário, o mais rico dos EUA. Preço lá não é problema para o consumidor. E assim, os traficantes ficam cada vez mais ricos e mais audaciosos e mais nocivos. A maneira de enfraquecê-los é tirar o dinheiro que eles ganham e que o governo não quer como impostos para um problema social. Aliás, quem defende mudança radical na legislação contra as drogas, se uma campanha avançar nesse sentido, provavelmente passará a ser alvo de pistoleiros. Os traficantes que gerenciam a oferta de maconha na Califórnia parece que têm mais medo de uma mudança na legislação do que da polícia.

(*) - Por Alfredo Herkenhoff

Porno Jessica Drake & Madonna Claudia Leitte: Separadas ao Nascer?

Separadas ao Nascer?
Só fisicamente


À esquerda, a cantora baiana Claudia Leitte - família e mamãezona de Davi -, agora garota-propaganda da campanha de amamentação do Governo Federal, sempre enjagada numa boa causa. À direita, a atriz pornô americana Jessica Drake... Moralmente estão em campos opostos... E cá pra nós, Claudinha dá de dez a zero.

Separadas ao Nascer - J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapa

Burle Marx, 100 anos: Aterro do Flamengo foi violência. Hoje é maravilha e ainda engatinha

Aterro do Flamengo na primeira metade da década de 1960

Roberto Burle Marx
Justa Comemoração


e Alguma Polêmica

Correio da Lapa

Por Alfredo Herkenhoff


Se vivo fosse, Roberto Burle Marx, nascido em São Paulo em 4 de agosto de 1909, comemoraria hoje 100 primaveras, como pôde comemorar e segue comemorando o arquiteto carioca Oscar Niemeyer a caminho dos 102. Burle Marx foi um artista multimídia, vivia com intensidade, criava com intensidade, arriscava também. Consagrou-se mais como arquiteto-paisagista do que pintor, ceramista, escritor, músico etc. Assinou cerca de 2 mil jardins, pequenos e grandes, públicos e privados, no Brasil e no exterior. O maior e o mais famoso é o jardim no Aterro do Flamengo, 1 milhão e 200 mil metros quadrados de violência - o aterramento - contra o Rio de Janeiro.


Violência? Sim. Mas a beleza natural da Cidade Maravilhosa é inexpungável. O aterramento foi uma violência inaudita. Mas já que tá lá, que lateje. E lateja a emoção quando a gente vê a maravilha que é o jardim, quilômetros, quase meia dúzia talvez, com cerca de 12 mil seres vegetais vivos de quase 200 espécies, na maioria brasileira.

O aterramento de grande parte do Rio de Janeiro serviu para enriquecer empresários e políticos, claro, mas disso Burle Marx não tem culpa nenhuma. Apenas o Clube de Regatas do Flamengo, que nasceu nas águas remáveis da Baía de Guanabara, na Praia do Flamengo, chora essa política de afugentar o mar, mandar a beleza para longe. Menos mal que no lugar da primeira beleza temos esta segunda maravilhosa de Burle Marx.

Com pendores difusos, oscilando ora para o abstracionismo, o construtivismo, o minimalismo e outros ismos, Burle Marx sofreu críticas, veladas na maioria, porque a um grande nome se deve respeito até na hora de ressalvas. A maior crítica ao Aterro ouvi, como repórter em início de carreira, da boca e do coração do maior arquiteto do Século 20: Oscar Niemeyer que, de passagem, comentou com certa lamúria nos anos 70: a vegetação no traçado escondia a beleza das águas da Baía de Guanabara. As duas vias expressas ficam no interior do Aterro, na sua maior parte na altura da Praia do Flamengo, e, com isso, nem de carro ou ônibus se avista a beleza topográfica da Baía. Uma pena.


Também se critica o paisagista talvez pela excessiva quantidade de árvores pequenas ou baixas, até arbustos no Aterro. Os postes altos, de uns 40 metros, ou mais, sei lá, permitem à noite que a luz artificial se transfigure como uma espécie de luar natural batendo nas copas, refletindo sombras e relevos entre folhagens de diversas alturas. É tanta mão do homem que a luminosidade misteriosamente ganha um ar ou um aspecto metafísico, um fascínio da vida, com seus perigos, romances, medos, crimes e heroísmos nas vicissitudes ao rés do chão.

Defensores de Burle Marx não aceitam essas críticas de que as árvores, ou a vegetação, sejam rasteiras em demasia. Sim há as baixas. Mas há outras que só futuras gerações verão latejar nas alturas. Assim como uma sequóia nasce e cresce até 100 metros ao longo dos séculos, vivendo milhares de anos, algumas espécies de Burle Marx no Aterro (eu não saberia dizer quais - e esse texto aqui é um a pauta de qualidade) vão crescer. Claro, crescerão não tanto como as mais raras coníferas da Califórnia, mas algumas dezenas de metros sim. Em algum momento do futuro, pelo menos em alguns pontos das duas autopistas do Aterro, e mesmo de alguns pontos da calçada da velha Praia do Flamengo hoje sem mar, poderemos, nós não, nossos tataranetos, daqui a 100 anos, poderão ver as águas da Baía de Guanabara entre os grandes troncos das árvores então bem crescidinhas. Ou seja, em algumas partes do Aterro, pelas sutilezas de Burle Marx, árvores que hoje tapam a visão do mar vão permitir na retina o impacto dos raios de luz com o esplendor da lâmina d'água, entre barquinhos e a paisagem, do outro lado da Baía de Guanabara, da nossa querida Niterói.

Defensores de Burle Marx criaram uma metáfora: a de que, em alguns trechos do Aterro, as árvores ainda são crianças engatinhando, estão de fraldinha. Mas críticos do paisagista não dão refresco. Burle Marx também criou pequenas elevações entre a pista interna e a orla, pequenas fraldas ou outeiros artificiais, e isso foi mais impedimento para a visão do mar maravilhoso da Baía de Guanabara.

Aterro, como viaduto, não faz a cidade mais moderna, apenas adia os engarrafamentos. O Rio de Janeiro - seus donos, os políticos e empresários amigos - realmente machucou a própria natureza. Mas, diante do fato consumado, artistas geniais pelo menos aliviaram o mal e ergueram obras belas.
Burle Marx, que embora paulista viveu no Rio desde os oito anos de idade, e aqui morreu, e o arquiteto Oscar Niemeyer, o comunista mais teológico do universo, são dois emblemas do melhor espanto, dois artistas que dão orgulho ao Brasil e ao Mundo.
FIM

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Leo Moura pede desculpas formal e explicitamente

Tendo em vista a repercussão de minhas atitudes durante a partida contra o Náutico, ontem à tarde, no Maracanã, gostaria de esclarecer o que se segue:
1) Minha reação após o gol foi apenas um desabafo, proferido em momento de intensa emoção.
2) Tenho enorme apreço pela torcida do Flamengo e respeito pelo público de maneira geral.
3) Não tive intenção de ofender ninguém.
4) De todo modo, peço desculpas a quem se julgar ofendido e, em especial, a torcida do Flamengo.

Leonardo Moura

Lula, os 3 pepinos e a corja

O site do Financial Times informou nesta segunda-feira que uma renúncia de José Sarney à Presidência do Senado deixaria Lula numa "crise de governabilidade" e com três pepinos a descascar. A agenda de Lula no Congresso estaria ameaçada com uma debandada de peemedebistas da base aliada, os governistas perderiam o controle da CPI da Petrobras e Dilma Rousseff, o apoio do PMDB para a sucessão de 2010.

"O perigo para o governo é que a saída de Sarney desestabilizaria a sua maioria no Congresso. Lula – acostumado com uma maioria confortável e enorme apoio popular – lutou bastante para evitar esse tipo de eventualidade", escreveu o correspondente do Financial Times em São Paulo, Jonathan Wheatley.

Correio da Lapa: Notícia comentada

Teria Lula condições de refazer uma base de apoio no Congresso? Poderia Lula jogar para as massas a fim de pressionar uma nova e fortalecida oposição de modo a lhe garantir um mínimo de governabilidade? Poderia Lula, numa guinada de 180 graus, buscar pareceria com seus adversários frontais, os tucanos? Se a macroeconomia é uma só entre FH e Lula, não haveria grande diferença entre José Serra e a ministra Dilma.

Na História do Brasil, e do Mundo, já se viu muita reviravolta em momentos de crise. Em tempos de guerra, então nem se fala: Moscou e Washington juntos contra Hitler que, anos antes, promovera um pacto de não-agressão com Stalin. Na Ásia, os generais Chiang Kai Shek e Mao Tse Tung, depois de anos duelando numa guerra civil sanguinária, deram beijo na boca selando uma trégua para, como prioridade, expulsar os invasores japoneses. Só depois da expulsão nipônica voltaram a duelar à vera, com a fuga do chefe de Pequim para Formosa -Taiwan - em 49.

No Brasil também se viu já muita reviravolta. A própria República foi proclamada por um general, o marechal Deodoro da Fonseca que, 24 horas antes, era homem de confiança e chefe militar do Imperador.

O marechal Lott era ministro da Guerra do presidente Café Filho e o apeou do Poder depois de haver derrubado também o presidente da Câmara Carlos Luz, que se achava no exercício da Presidência da República enquanto Café se recuperava de um ataque cardíaco.

Será que Sarney, conhecedor de tanta história hipócrita, vai querer enriquecer o seu legado de noviça pura no convento onde uma fundação é acusada de lavar dinheiro cultural da Lei Rouanet?

O recesso acabou hoje no Congresso com uma surpresa: ontem se falava que Sarney estaria prestes a renunciar. Hoje parece que esta prestes a resistir no cargo. Quanta confusão.

A censura imposta pelo juiz-amigo da Família Sarney ao Estadão seria impossível no Twitter. No celular, é impossível. Na emoção, impossível.

Até onde vai essa tradição de uns grupos de políticos endinheirados e entrincheirados na teta do Congresso Nacional de achar que a maioria do Brasil está a seus pés e que eles podem resistir a tudo e a todos?

Renovam a censura inconstitucional, lavam as mãos diante dos flagrantes de seus paus-mandados, nadam na volúpia do quero-mais e continuam se achando reis das nomeações. Até Lula está perdendo a paciência diante das últimas pesquisas. Padim Ciço que nos ajude: Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Até quando, Catilina, Vossa Excelência abusará da nossa paciência?

Por Alfredo Herkenhoff

Felipe Massa de alta fala que está ok em video

Momentos antes de Felipe Massa embarcar para o Brasil num jato tipo ambulância, a Ferrari distribuiu três vídeos com o piloto brasileiro falando mais ou menos a mesma coisa em português, inglês e italiano. Massa agradece a todo mundo que torceu por sua recuperação e revela que seu desejo é voltar a guiar o mais rápido possível. As entrevistas foram editadas pela Ferrari e, em algumas das três versões, que têm tempos distantes de gravação, aparece um grupo de pessoas diante do piloto como se fossem jornalistas, mas seriam apenas funcionários da equipe. A alta, no décimo dia de internação em Budapeste, é um alívio geral depois das primeiras 72 horas de muito tititi sobre risco de vida, risco de sequela e risco de perda parcial da visão do olho esquerdo, próximo da área atingida por uma mola que se desprendeu do carro de Barrichello durante a disputa pela pole position para o GP da Hungria no sábado retrasado. Seja bem-vindo Felipe de volta ao lar doce lar em São Paulo.



Rolling Build Video Predio que Rola Rolou Video

ONDE FOI QUE EU ERREI?
NA TURQUIA, CLARO


Festa do melhor hipismo, boa para a imagem do Rio de Janeiro, gera benefícios

Athina Onassis, à esquerda, e Charlotte Cashiraghi no Athina Onassis International Horse Show, evento realizado no Rio de Janeiro entre sexta, 31 de julho, e ontem, domingo

Hipismo, sucesso esportivo
e política de inteligência

Correio da Lapa:
Notícia Comentada *


À primeira vista, parece um escárnio com a pobreza gastar alguns milhões com uma festa só de gente muito rica e convidados globais. Porém, fugindo de moralismo rasteiro, há de se considerar os benefícios indiretos que a promoção representa para o Rio de Janeiro. Hipismo com Athina Onassis e seus amigos é sinônimo de melhores do mundo na categoria olímpica.

Muito há a se considerar... Turismo, veja o que a gripe suína fez nas últimas semanas com a Argentina: Turismo zero. Investimentos... Veja o que o casal Kirchner está fazendo na Argentina: espantando investidores estrangeiros e irritando e empobrecendo o setor interno na agropecuária. Não será surpresa se a Argentina importar trigo já em 2010 ou 2011.

A etapa do hipismo mundial melhora a imagem do Rio, hoje tão massacrada pela violência, e esta é catapultada pela mídia, como se os casos de barbárie no universo carioca fossem muito diferentes de tiroteios de outras grandes cidades no Brasil. Não, se o Rio fosse tão ruim e violento não haveria tanta gente morando aqui e feliz.

Quando os happy few do mundo desembarcam na Cidade de Carmen Miranda, da Rede Globo, de Roberto Carlos, de Adriano Imperador etc, exibem confiança nas autoridades, primeiro passo para elaboração de outras promoções internacionais.

Este filme moralista é antigo, o Leo Jaime nos anos 70 compôs em tom de deboche com o moralismo aquela canção de sucesso: "Troque seu cachorro por uma criança pobre". Um cavalo puro-sangue vale mais do que uma favela inteira de crianças desamparadas, isso apenas no sentido de que um único animal recebe mais recursos de seu proprietário do que as crianças de uma comunidade inteira recebem da sociedade.

Mas não adianta matar o puro-sangue, não adianta proibir a amizade do homem com o seu cão. O importante é integrar a cidade, lutar por melhores condições de educação, saúde e trabalho. Essa luta é complexa: envolve ações sociais, cesta-família, solidariedade e políticas inteligentes.

Na denúncia insinuando gastos excessivos, "sem entrar no mérito das queixas", ou dos espantos, existe um tom evidente na Folha de S. Paulo de intolerância, picuinha, política e eleitoreira, além de uma pitada de inveja da cidade que perdeu para o Rio de Janeiro o evento de melhor hipismo do Mundo.

"Sem entrar no mérito" significa que seria, claro, ideal um evento auto-sustentável, que se bancasse, mas nada de impedir a ação pioneira de governantes, dentro da lei e da ética, visando promover a cidade numa estratégia de desenvolvimento também fora do curtíssimo prazo.

O texto da Folha está logo abaixo, aqui mesmo neste nosso blogue-jornal...

Por Alfredo Herkenhoff