segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Rio de Cabral e Paz banca parte da festa de Athina Onassis
Cabral paga festa da elite
O governo do Rio está pagando 63% - R$ 9,5 milhões - dos custos do Concurso de Saltos Athina Onassis, evento dirigido a elite da elite do país. Um dos organizadores do evento diz que não tem dificuldade em atrair patrocinadores, pois “o público que se interessa pelo hipismo é da classe AA”.
A Folha publica hoje uma reportagem, assinada por Rodrigo Mattos, sobre o concurso.
Eis o texto:
“Dirigido à elite nacional, o Concurso de Saltos Athina Onassis, cujo início foi adiado para hoje, recebeu R$ 9,5 milhões dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Ou seja, os cofres públicos bancam quase dois terços do custo da competição, cujos ingressos vão de R$ 100 a R$ 16 mil.
Esse valor seria suficiente para pagar, por um ano, o Bolsa Atleta (programa do governo federal) a 317 atletas nas categorias olímpica e paraolímpica.
Para realizar o Athina Onassis pela primeira vez no Rio, o gasto total, privado e público, é de R$ 15 milhões. Transferido de São Paulo, o evento foi idealizado em 2007 pelo cavaleiro brasileiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda.
Ele trouxe para o Brasil uma das etapas do Global Champions Tour, principal circuito mundial do hipismo. A etapa brasileira ganhou o nome de Athina Onassis, casada com Doda e uma das mulheres mais ricas do mundo, com fortuna avaliada em R$ 2 bilhões.
Com essa grife, o evento nunca teve dificuldade para atrair patrocinadores. Neste ano, são 14 empresas, entre elas, Bradesco, Gerdau e Coca-Cola.
Não é à toa. O público é formado pela elite do país. As arquibancadas custam R$ 100, e os camarotes, R$ 250 por dia. Uma mesa para oito pessoas sai por R$ 16 mil pelos três dias.
No evento, há loja da Daslu, boate e restaurantes de primeira linha. A sede é a Sociedade Hípica Brasileira, reformada a um custo de R$ 2 milhões.
“É AA [o público] pelo interesse do esporte”, contou o sócio da Aktuell Rodrigo Rivellino, um dos organizadores do evento. Ele admite que o perfil dos espectadores é essencial para atrair os patrocinadores.
“Onde encontro um evento com 12 mil pessoas com esse target [alvo]? É difícil, né?”
Mas não dispensa dinheiro público. Assim que desistiu de São Paulo, a organização recorreu aos governos do Rio.
O investimento do Estado, que corresponde à metade do custo total, foi obtido via lei estadual de incentivo ao esporte. Parecida com sua versão nacional, prevê a renúncia fiscal.
“Fomos procurados pelos organizadores no início do ano com o interesse de realizar o evento no Rio. Garantimos todo o apoio necessário, inclusive logístico”, disse a assessoria da secretaria de Esporte.
A prefeitura também ajudou com R$ 2 milhões, que serão usados na premiação, além de apoio com infraestrutura.
“O evento traz pontos para o evento olímpico [Rio-2016]. E é incentivo ao turismo”, explicou o presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.
Em 2008, o Athina Onassis foi beneficiado pela lei federal de incentivo ao esporte. Um projeto dava R$ 3,2 milhões para as competições de salto em São Paulo, entre elas a etapa do circuito mundial. O custo total também era de R$ 15 milhões.
“Este ano ficou meio corrido. Mas, no próximo, acho que vamos ver um projeto [para usar a lei federal]“, afirmou Rivellino.
Segundo artigo da lei, não é permitido que um projeto com reconhecida capacidade de obter patrocínios recorra à renúncia fiscal. Os apoios dos governos do Rio devem ser mantido em 2010, pois o torneio fica na cidade por dois anos”.
Sucessão de Lula e o governador Sergio Cabral
Entre Dilma, Serra e a crise com Sarney, o nome de Sérgio Cabral, na surdina, desponta no páreo
O recesso do Congresso, férias de inverno, uma gazeta a mais, enfim, chega ao fim. A semana começa como terminou, nem parece que houve refresco; Temperatura máxima. O senador José Sarney a um passo do inferno, a presidência na Câmara Alta foi um inferno astral. E de quebra, tem-se o reinício da discussão sobre o que será a CPI da Petrobras.
O pano de fundo de tudo isso é a sucessão do presidente Lula. Nessa “brigolândia eleitoral” em que se transforma o Congresso numa antecipação da campanha, a imagem dos candidatos José Serra, tucano, e Dilma Rousseff, petista, ameaça sofrer desgastes já que seus principais apoiadores “jogam Senado no Ventilador”, e a mídia nova, a internet, repercute, turbinando os efeitos na grande mídia tradicional.
Na espreita, os candidatos de plantão, entre eles Heloísa Helena do PSol, a Heleninha do Paiol, e os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Historicamente, mandatários destes dois estados quase sempre são candidatos em potencial à Presidência da República.
E os dois governadores têm algo em comum: são pragmatistas e, embora jovens, exibem um histórico vitorioso na arte de queimar etapas, não como Fernando Collor de Melo, que montou na garupa do azarão sem patas partidárias e, qual caçador de marajás, empalmou o Poder do Planalto, desprezando os congressistas, governando como se fosse mágico imperador. Por isso foi defenestrado pelos políticos com os quais mal conversava e depois absolvido pelo Supremo Tribunal. Sim, sentença do Supremo cumpre-se, repeita-se, mas é algo que muitas vezes não convence ninguém na política. A ficha de Collor é de idoneidade total. Mas a imagem de probidade foi para o espaço. Admira-se o trabalho dele para se re-erguer, o apoio dele a Lula etc, mas nada além de vaidade e ilusão no plano nacional.
Sérgio Cabral e Aécio Neves (tucano e um desafio de correligionário diante do governador Serra) têm na arte de queimar etapas um histórico bem ao contrário do Collor fura-fila. Os dois são exímios articuladores, conversam, fazem parcerias o tempo todo. Cedem, cobram, vislumbram soluções políticas. Serra não tem articulado bem no plano nacional, talvez prejudicado pela popularidade pessoal de Lula, que Aécio, ao contrário do paulistano, preza e respeita.
Seria preciso espaço amplo para enumerar os feitos na carreira do governador do Rio de Janeiro, aqui e agora desenrolada de afogadilho, sem maiores precisões ou pesquisas: Jornalista, mas ninguém se lembra de assiduidade dele na faculdade, Sérgio, aos 19 anos, ajudava a campanha do pai homônimo na era dos vereadores nos ventos da Brizolândia de 1982.
A partir dos 20 e pouquinhos anos, já tinha cargo executivo no setor de turismo sob o governo de Moreira Franco. Na década de 90, Sérgio, ainda com menos de 30 anos (nasceu em 1963), exerceu dois mandatos consecutivos na Alerj como parlamentar do PSDB. Presidiu os deputados estaduais. No interregno, perdeu uma eleição municipal para o arquiteto arrivista Luiz Paulo Conde.
E no articula-aqui-e-acolá, Sérgio logo apoiaria Conde em 1996 e o casal Garotinho em pleitos seguintes, conseguindo, nessa barganha política, ou por obra do destino, já pelo PMDB, a façanha de se tornar senador (sem jamais ter sido deputado federal) na eleição de 2002, com menos de 40 anos. O mandato de oito anos de Sérgio no Senado (renunciou em 2006 para governar e, em seu lugar, está lá no DF o Paulo Duque Pau Mandado), iniciado em 2003, termina só no ano que vem.
Desde 2006, já como governador eleito aos 43 anos de idade, e apoiando Lula e tendo o apoio do presidente, Sérgio (atualmente com 46 anos) vê dois cenários à sua frente: a re-eleição aos Palácios das Laranjeiras e Guanabara, ou uma viagem expressa, já em 2010, para o tão sonhado e até lá reformado Palácio do Planalto, isso apenas se o cavalo da sorte lhe passar selado logo adiante.
Uma re-eleição no Rio em 2010 é dada como certa, apesar das insinuações de que o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, poderia, pelo PT, desafiar o governador. O Rio tem o PAC em seis das 600 favelas, tem a Copa do Mundo assegurada em 2014 - e a final do Mundial será no Maracanã, que entra em reforma já no ano eleitoral de 2010. O Rio vai ter o trem-bala ligando a Sampa e a Campinas, o Rio ou Sérgio tem o pioneirismo na política assistencialista de remédio barato para os velhinhos - Sérgio é o mascote da terceira idade. Sérgio tem a ocupação comunitária da PM com esforços sociais em seis das 600 favelas. Sérgio tem a UPA substituindo hospitais, apesar das crises pontuais como a da gripe suína etc.
Não importa quão eficiente ou não seja esse estoque de feitos, são ações que ganham mídia e dão votos. O povo vê, se reconhece e gosta dos postos de saúde 24 horas, dos serviços sociais em cinco ou seis favelas-antes-só-tiroteio.
Sérgio apoiou e foi peça-chave na virada do prefeito Eduardo Paes no auge do crescimento vertiginoso e fugaz do candidato-deputado “zé-serranista” Fernando Gabeira no ano passado. Sérgio trabalha para fazer de Lula um vitorioso num retorno em 2014. Mas...
Sérgio, com o histórico de homem de ação, pode pensar que, além de se garantir na re-eleição no Rio, não precisa afastar a possibilidade de buscar logo o Planalto em 2010. Se não consegue isso, e Lula volta pós-Dilma em 2014, Sérgio teria que esperar mais 13 anos no mínimo para sonhar com a máxima magistratura do Poder Executivo.
Se entra agora, o que só seria possível com apoio de Lula, ou como consequência de uma explosiva barafunda na esteira dessa crise moral do Senado, ainda assim Sérgio teria de costurar uma aliança para garantir o retorno do presidente-operário em 2014. A barafunda teria de ser um re-embaralhar de cartas, com imagens impossibilitadas por quaisquer desígnios, seja a de Dilma, que tem câncer, ou a de Serra, que é careca e anti-Lula (hoje tão popular que já costuma ser comparado a Getúlio Vargas e Dom Pedro II em matéria de galeria de mandatários estadistas que entram para a História), ou a de Heloísa Heleninha, o azarão guerrilheiro de partido mínimo no estilo misto de Evo Morales e Collor de Melo.
Com este pragmatismo que a biografia não desmente, e como também é um viajante (tal como Lula e Fernando Henrique Cardoso, os três são de uma mesma linha macroeconômica), Sérgio refaz alianças, rompe com velhos aliados, faz política e não rejeita cálculos. Se Lula voltar ao Planalto em 2014, pode assegurar a re-eleição em 2018, quando Sérgio será ainda jovem: teria 55 ou 56 anos de idade.
Se tudo “der errado” nesse histórico de queimação de etapas, Sérgio só chegaria ao Planalto ao fim do segundo (na verdade quarto) mandato de Lula, em 2022, quando o nosso atual governador terá ou teria apenas 59 ou 60 anos de idade. Dá para esperar. Sérgio sabe disso, mas o histórico...
E além de tudo, nesses tempos de internet, e-mail e twitter, há o exemplo de Barack Obama queimando etapa: conseguiu, como senador federal em primeiro mandato, e sem jamais te sido deputado federal em Washington, ser eleito para a Casa Branca com 47 anos de idade. Advinha, depois de tantos números, qual a idade de Sérgio Cabral no ano que vem? Simplificando a resposta: Obama é exatamente um ano e meio mais velho do que Sérgio.
Apesar dos adversários, das críticas, de pertencer a um PMDB, que é Mula-Sem-Cabeça, federação de caciques regionais, Sérgio Cabral desponta como uma força nacional na campanha de 2010. Para os que voam muito não importa o quanto voam, mas o quão alto. Sérgio Cabral mantém o pé no chão, voando baixo como Lula e os grandes nomes do futebol.
Apesar de queimar etapas, de viajar em jatinhos e negociar com empresários, num tete-a-tete para trazer investimentos ao Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho não se parece com janotas e almofadinhas arrivistas. Embora more no Leblon, tenha gosto pelo que é bom, casa boa em Angra ou Búzios, tem também a tradição e a alma do subúrbio carioca. Aprendeu a ler os corações dos mais humildes em rodas de samba com o seu pai, o querido bom-caráter Sérgio Cabral, o velho jornalista, musicólogo e sonhador de coisas e pessoas boas que possam ajudar a melhorar o dia-a-dia na sociedade brasileira.
Resumindo, a queimação de etapa é apenas possibilidade, nenhuma certeza.
* Por Alfredo Herkenhoff
Fora Andrade! Desefetive-o! Xô Leo Moura! Fla no 1 a 1 com o Náutico lanterna
Correio da Lapa: Notícia comentada:

Claro que pedir a cabeça do treinador é só brincadeira, mas Andrade, em seu primeiro jogo como técnico efetivo do Flamengo, depois de duas vitórias como interino nas quais o time atuou bem, decepcionou os 40 mil torcedores que foram ao Maracanã, neste domingo, e viram apenas um empate por 1 a 1 com o Náutico. E claro, Andrade bem que avisou que o jogo com o Náutico ia ser mais difícil do que as vitórias sobre o Atlético Mineiro e o Santos. E não deu outra.
Para além do fato de que só espírito guerreiro não vence jogo, a nota desafinada foi o desabafo rancoroso de Leo Moura, contra a torcida que o vaiava, ao marcar o gol de empate. Depois da partida, já calmo ou devidamente instruído, Léo Moura disse que não quis ofender os torcedores ao gesticular e xingar. O lateral disse que foi só um desabafo contra a derrota. Mas abriu um precedentes. Não foi legal. Ofendeu sim!
Cielo, candidato a mito esportivo internacional



de se tornar uma referência no esporte
Deu no Estado de S. Paulo
Por Wilson Baldini Jr.
No futebol, Pelé é inquestionavelmente o maior nome de todos. Garrincha, com seu enorme talento e carisma, também ocupa lugar de destaque. Centenas de nomes poderiam ser lembrados pelos torcedores de cada clube, mas teriam valor sentimental. Ambos, porém, são gênios inquestionáveis.
Ayrton Senna tem lugar reservado no coração dos brasileiros pelos três títulos mundiais na Fórmula 1, mas também pelo fato de ter morrido jovem e no auge da carreira. Nelson Piquet, outro tricampeão, e Emerson Fittipaldi, com seu pioneirismo e competência, também são mitos nacionais.

No atletismo, Adhemar Ferreira da Silva (foto), bicampeão olímpico do salto triplo, é uma lenda. Em Roma/1960, os italianos o aplaudiram tanto que deu a volta por todo estádio, dando origem ao termo ?volta olímpica?. João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, foi o sucessor de Adhemar, com recorde mundial (no México) e medalhas olímpicas em Montreal e Moscou.
Maria Esther Bueno (foto de 1960) e Gustavo Kuerten levaram os torcedores ingleses de Wimbledon e os franceses de Roland Garros, respectivamente, ao êxtase, o que os coloca como os maiores ídolos do tênis brasileiro. A mira infalível de Amaury, Wlamir, Oscar, Hortência e Paula garantiu o basquete nos pódios das maiores competições. Eder Jofre parou de lutar há 33 anos, mas não perdeu o título de "Galo de Ouro" pelas vitórias de 1960 a 1965. Ainda foi campeão dos leves, em 1973.No judô, esporte com berço no Japão, Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul/1988, foi o primeiro ocidental a estar na lista dos 50 melhores de todos os tempos. O xadrez brasileiro ainda não viu um jogador melhor que Henrique Mecking, o Mequinho. Teve seu auge em 1977, quando foi o terceiro do mundo, superado por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi.
Robert Scheidt e Torben Grael são garantia de conquistas em Mundiais e Olimpíadas para o iatismo. Na natação, Maria Lenk e Ricardo Prado brilharam antes de Cielo. O jovem paulista está no caminho da fama. Talento e carisma tem. Talvez dependa apenas do tempo.
(Nota do blogue-jornal: as imagens foram adicionadas pr CDL via Google...)
Tamiflu e morte aos 15 anos a 10 mil metros de altura
Notícia comentada:
Jacqueline Ruas, sepultamento nesta segunda-feira. Viajou no dia 20 cheia de vida. Hoje são lágrimas no Cemitério das Lágrimas na cidade de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Morreu horas antes de aterrissar em São Paulo procedente da fantasia da Disney, em Orlando. A viagem de Jacqueline foi presente dos 15 anos pela aplicação e vida saudável. Uma gripe, não seria a H1N1, mesmo assim ela tomou o tamiflu. Teve atendimento médico nos EUA, mas morreu na solidão do silêncio a bordo, todos dormiam. Ela, para sempre. Broncopneumonia e dor num vôo de tragédia e mistério em que a gripe suína ainda aparece como a principal suspeita.
Cesar Cielo constrói seu império
– Investir, ninguém quer. Ainda busco uma empresa do Brasil.Que com suas façanhas em Roma, então, venham os frutos.
A história desse sucesso, porém, começou bem mais cedo. Mais precisamente em 1994, aos sete anos, quando começou a nadar no Esporte Clube Barbarense, com o técnico Mario Sobrinho. Um ano depois, ganhou sua primeira medalha: um bronze, no torneio Bob’s de natação. A prova? Os 50m nado livre.
Depois disso, treinou dois anos em Piracicaba até receber um convite do ídolo Gustavo Borges para nadar pelo Pinheiros, em São Paulo. O pupilo até ganhou o traje com que Borges fez sua última competição. A partir dalí, a carreira deslanchou.
Cielo foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Bons resultados lhe renderam bolsa para estudar na Universidade de Auburn (EUA), reino dos velocistas, onde ele passou a aperfeiçoar sua técnica. Até hoje Cielo treina por lá. Nessa trajetória, o nadador sempre contou com o apoio – motivacional e financeiro – de seus pais, Cesar e Flávia. A mãe é, inclusive, sua empresária. E sabe como ninguém o quanto o filho procurou antes de achar sua especialidade.
Antes de chegar à natação, Cielo passou, sem sucesso, por outros esportes, como judô e vôlei. Futebol? Curiosamente, o ídolo nunca foi muito ligado à paixão nacional. Competir em esportes em que Cielo não tinha a habilidade que tem hoje nas piscinas era algo difícil para o competitivo garoto, que chegava a chorar quando era derrotado. Aliás, lágrimas são comuns na vida de Cielo. Além de derramá-las na derrota, ele se emoçiona nas vitórias da carreira. Foi assim no ouro dos 50m livre na Olimpíada de Pequim. Ontem, contudo, segurou o choro após vencer a prova em Roma.
Porém, não é só de choro que se faz a forte personalidade de Cielo. Exemplo: ele criticou publicamente as condições que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos oferece aos atletas por aqui. Além disso, em entrevista exclusiva ao L!, falou da dificuldade para fechar com um patrocinador, apesar dos resultados; hoje, Cielo conta com a verba que recebe dos Correios, por meio da CBDA, do Pinheiros e da Arena, que o patrocina.
domingo, 2 de agosto de 2009
Sucessão no ES contrapõe PMDB e DEM a PSDB e PPS?

O deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) não tem gostado das análises da imprensa sobre sua candidatura ao governo do Estado em 2010. Ele tem dito a interlocutores que sua candidatura não é apenas para erguer o palanque do PSDB no Estado e que vai para a disputa, apostando no desempenho que teve nos oito anos gestão à frente da prefeitura de Vitória.
O deputado federal garante que não vai se colocar como oposição ao governo do Estado, já que, desde o primeiro mandato do governador Paulo Hartung, os tucanos estiveram dentro do leque de aliança do governo. Isto não significa, porém, que não esteja disposto a disputar de igual para igual com o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB).
Sem atacar o governador, Luiz Paulo pretende estender a relação de confiança já estabelecida, mas tem buscado junto a lideranças de todo o Estado apoio à sua candidatura. Em andanças pela Grande Vitória e pelo interior, o deputado estaria sentindo confiança de que tem chances de se eleger.
Para isso, ele se baseia no desempenho que teve nos oito anos em que esteve à frente da prefeitura de Vitória, quando conquistou visibilidade em toda a região metropolitana, justamente onde o vice-governador não tem boa penetração eleitoral. Região esta que concentra 62% do eleitorado do Espírito Santo.
Para os meios políticos, a candidatura de Ricardo Ferraço depende muito mais de indutores de votos do que a de Luiz Paulo. O vice-governador vem buscando apoio na Grande Vitória e, além do prefeito da Capital, João Coser (PT), conseguiu atrair para seu palanque os prefeitos da Serra, Sérgio Vidigal, e de Vila Velha, Neucimar Fraga. Mas o valor deste apoio vai depender da capacidade de transferência de votos de cada um e do desempenho deles à frente das prefeituras até o período eleitoral do próximo ano.
Quanto aos apoios do PSDB, o DEM e o PPS, que nacionalmente estão no palanque da oposição ao governo federal, capitaneado pelo PSDB, no Estado querem ficar do lado de Ricardo Ferraço. Mas os tucanos capixabas apostam ainda nos acordos nacionais para influenciar nas alianças regionais.
Carrossel da Lapa - 2 de agosto de 2009
A Lapa não se resume mais a uma região física, nem é um simples estado de espírito. É um complexo estado de folia. É até onde as ondas vão. Sonoras, culturais, inefáveis, invisíveis, radiativas, humanamente radiosas. A Lapa parece irmã gêmea de Santa Teresa. O bairro nasceu no rastro de um convento, um seminário. E de tanta religiosidade, produziu-se uma característica de contemplação. Na Lapa dá para pular carnaval ou simplesmente não fazer nada, flanar, ficar olhando enquanto a arte se produz. O número de artista que já passou pela Lapa é maior do que o número de metro quadrado do bairro. Ambos se expandem: o número e o metro quadrado. A Lapa se expande.
Eneida de Moraes, novelista paraense, pai d’égua! Escreveu o livro História do Carnaval Carioca (1958). Tinha prazer em falar da Lapa. Morou na Rua Morais e Valle e Visconde de Maranguape. Foi presa política na ditadura do Estado Novo, que também prendeu, com Eneida, intelectuais como Graciliano Ramos, Nise da Silveira, Aparício Torelly, o Barão de Itararé, e muitos outros. A ditadura de 64 também prenderia, décadas mais tarde, muitos lapianos vivos, como os jornalistas Nelson Rodrigues Filho a Arthur José Poerner. Vítimas encarceradas configuram verdadeiras aquarelas de esperança e cultura (...)
Por Alfredo Herkenhoff, trecho do inacabado livro Carrossel da Lapa
Livro D Arte - 2 de agosto de 2009
(...) ALFREDO HERKENHOFF– O fato de você usar a palavra em inglês dá a impressão, em termos de sensibilidade, que você usa o verbal para ler o quadro, porque de fato é um quadro...
ANTONIO DIAS –É uma pista, que pode ser um endereço, mas não é pra ler, não é o correspondente.
AH – Estou falando no sentido da coisa que se lê, como o poema de Mallarmé, que é o melhor crítico de si próprio.
AD – Você quer dizer uma tautologia?
AH – Como uma alusão a Mallarmé, o poema, do começo ao fim, é o núcleo e o mais crítico de si próprio já ao nascer. E você, usando a língua inglesa, correlata o país que manda no mundo. Faço lugares e aí também a língua inglesa é predominante, planetária, hegemônica: qualquer lugar é o meu lugar. E no seu trabalho, Anywhere is my land, você usa o inglês e dá uma ideia de abrangência.
AD – É um pouco complicado todas essas relações que você faz. O Hélio olhando diz que o quadrado ali parece que não está pra lá nem pra cá.
HÉLIO HOITICICA – Mas essa coisa da língua inglesa que o Alfredo falou é legal.
AD – É. Estabelece a função da escrita. Ela não está ali por gratuidade. Mesmo quando ela tem o seu jogo poético ela quer espelhar também o problema que é o fazer aquele trabalho, como refazer o modo como ele foi produzido.
HO – Qualquer interrupção (Nota do Correio da Lapa - CDL -: Hélio Oiticica já um pouco eufórico com a conversa toda e a cerveja e se referindo à gravação do diálogo) é devido a Amaro. L’Aura Amara, um poema provençal. Arnaut Daniel, via Ezra Pound. Não! Arnaut Daniel via Dante. Dante que descobriu Arnaut como il miglior fabbro. Arnaut Daniel fazia serestas pros bofes dele sei lá onde. Em Verona ou Veneza? Devia ser Firenze. Não. Era provençal. Mais ao Norte. Piemonte. Sul da França. Sei lá, tem que perguntar ao Haroldo de Campos. Quero ir pra São Paulo. Ficar numa rede, ouvindo Haroldo contando essas histórias. Eu amo o Haroldo além do tempo e do espaço. Mas fala!
AH – Adoro Haroldo.
HO – Você sabe da vida íntima dele?
AD – Haroldo usa samba-canção?
HO – Usa (gargalhadas na sala). Mas não. Eu gosto porque Haroldo tem uma coisa de delírio ambulatório na rua. Ele anda pela rua a descobrir coisas em todos os lugares. A maneira dele decodificar a cidade de Nova Iorque tem muito a fundo comigo. Ele decodifica de uma maneira complexa. Isso me interessa muito porque tudo o que eu faço na vida é decodificar o dia inteiro.
AH – Conheci o Haroldo de Campos num jantar em sua casa, aonde fui pensando que ele fosse aquela personalidade retraída e concreta, que fala umas seis línguas vivas e três mortas. De repente, descobri um personagem histriônico, felliniano (...)
(*) - Por Alfredo Herkenhoff, trecho do inédito Livro D Arte
Aventuras do Zeppelin e do Brasil no Ar - 2 de agosto de 2009
Este pequeno livro sobre o Graf e o Brasil com toda a clareza não deixa de ser uma homenagem à aviação comercial de ontem e de hoje, seja brasileira, seja de raiz europeia, ambas pioneiras.
Para quem estranhar essa observação de parentesco, tal a distância temporal que nos separa daqueles delicados dinossauros do ar, acrescente-se uma pensata de Umberto Eco, incluída aqui por sugestão de Alfredo Herkenhoff, aqui escrevendo comigo neste momento, a quatro mãos, palavras que se imprimem depois de saborosas conversas e discussões. Mas discorrendo com o jornalista Domenico Pacitti sobre conceitos como futuro e previsibilidade, comparando os dirigíveis ao sonho de voar suave como os pássaros, o escritor italiano notou que, até o incêndio do Hindenburg, em 1937, ainda era comum a crença de que o desenvolvimento da aeronáutica civil se pudesse dar, linearmente, numa absurda concorrência entre os produtos mais leves e os mais pesados do que o ar.
No meio daquela disputa comercial com o avião, o fogo no Hindenburg marcou na verdade o boom definitivo da indústria do mais pesado do que o ar. Sempre segundo Umberto Eco, a moral da história, no episódio, “mostrou que, em filosofia e ciência, deve-se ter cuidado para não se apaixonar por seu próprio dirigível”.
Moral da história para o leitor do presente livro: os alemães teriam se apaixonado por sua própria filosofia ao insistirem com os dirigíveis de hidrogênio. Bem, este livro procurou estar, não apaixonado, mas atento “ao seu próprio dirigível”, reconhecendo que não se pode falar de tantas proezas e emoções relativas ao Zeppelin pelo Brasil sem destacar o caminho vitorioso da aviação nacional como um todo, de Padre Bartolomeu de Gusmão a Santos Dumont, da Varig, do Condor Syndikat à Embraer, aliás, esta, hoje, uma empresa-símbolo que, entre as três maiores do mundo, coroa a dinâmica de um povo, apesar de tantas dificuldades do país. A Embraer nasceu sob a liderança do Estado e agora, com controle acionário pulverizado entre grupos privados, enfrenta o desafio da competição globalizada, oferecendo jatos cada vez mais econômicos e eficientes ao mercado internacional.
Com o livro, estamos contribuindo para dar mais visibilidade a aspectos da passagem dos dirigíveis no país, algo que nos insere nessa tradição de pioneirismo e eficiência. Este livro é apenas uma ajuda para um esforço, que precisa ser maior, de preservação de um rico legado. Apesar de tantas lacunas, ese meu livro, que é de Alfredo também, contribui para aumentar a compreensão da importância da aeronáutica e da indústria brasileiras.
Quando o Graf chegou ao Recife pela primeira vez, vindo de Sevilha, seus oficiais viram da ponte de comando, em longa distância, uma “cruz de luzes”, que orientava o dirigível direto para o pouso no Campo de Jequiá. Assim que eu, de relance, soube dessa história, na Biblioteca Nacional, busquei uma explicação durante vários anos. Pesquisei o assunto, enviando cartas para diversos aeroportos no exterior. Nada. Um belo dia, conversando com Seu Mousinho, em Santa Cruz, lembrei-me do fato. Para minha total surpresa, ele revelou que aquilo era uma rotina e que tinha montado um sistema semelhante do cruzamento de luzes, trazido que fôra pela Casa Zeppelin. Ele se lembrou da técnica dos alemães e a repetiu com sucesso em algumas ocasiões após a era dos dirigíveis. Está aí a origem, portanto, dessa forma de sinalização que veio da Alemanha e quase acabou esquecida no Brasil.
Depois de muitos anos de pesquisa, eu tinha chegado afinal ao meu objetivo. Seu Mousinho não podia imaginar a alegria daquele dia. E foi assim, estudando detalhes do campo de Jequiá e do Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, que descobri que os alemães produziram até um desenho da sinalização formada por 20 lâmpadas vermelhas e duas verdes, estas praticamente no começo da pista de pouso, com o conjunto formando uma cruz.
Em 1930, aquele primeiro pouso do dirigível no Rio, no Campo dos Afonsos, mereceu cobertura especial do Jornal do Brasil, cujos donos, o Conde e a Condessa Regina de Araújo Pereira Carneiro, logo seriam os primeiros a embarcar no Graf, que ficou apenas cerca de meia horinha no Rio. Curiosamente, depois de sua primeira vinda ao Rio, o Brasil passou a ser definitivamente a segunda casa do Graf Zeppelin (...).
Trecho do inédito Aventuras do Zeppelin e do Brasil no Ar - Francisco Dagmaar Pfaltzgraff - Depoimentos a Alfredo Herkenhoff
Nota do Correio da Lapa: Talvez alguns contemporâneos do Século 21 e amigos do nosso JB dos tempos gloriosos da intrépida e saudosa Condessa Maurina estranhem a aparição, aqui, de uma primeira Condessa Regina de Araújo Pereira Carneiro... Mas... Xá pra lá! Coisas do Conde Ernesto...
Amor, Apesar de Tudo - As Anotações de Mário Lúcio Zarino Sobral - 2 de agosto de 2009
Gumercindo tem um filho na Suíça e mais nada. Não fala de seu passado a não ser que a curiosidade do interlocutor seja sexo. Em sua vida solitária no Brasil, não perdeu o hábito de ganhar mulheres. Como quase nunca cozinha em casa e como é bom de garfo e de cama, conforme sempre se gaba, está sempre em restaurantes e lanchonetes das imediações do seu apartamento, pronto para convidar mulheres para partilhar uma pequena história de amor e uma boa transada. Depois que as ganha, vira um excelente cozinheiro, diz, falando de culinária com a mesma avidez com que fala de sexo. Conheci Gumercindo, no Rio de Janeiro, onde tinha uma pequena loja de souvenir logo que veio para o Brasil. Hoje vive de modo remediado na Bahia. Primeiro começou vendendo objetos curiosos do folclore africano. Depois passou por imagens de santos de religiões afro-brasileiras. Agora soube que sua nova loja tem um pouco de tudo, um armarinho, mas que se sobressai pela quantidade de mulheres que a freqüenta. Curioso é que ele não canta freguesa, pelo menos em sua loja de rendas, tecidos, botões.
Mas nas imediações do seu apartamento, a volúpia e a rotina de caçador já o tornaram célebre no bairro. Revejo o colega e o provoco, perguntando o que é uma mulher boa.
Me diz:
Só se conhece uma mulher boa depois de transar. Tem umas lindas que quando tiram a roupa são uma desgraceira. É tábua de passar, não se mexe nada. Mas a mulher é o maior mistério que existe no mundo. Para mim, desde que não cheire a catinga, qualquer cheiro é gostoso, de preferência neutro.
Insisto na provocação. Já pegou alguma com mau hálito?
Me responde:
Não fala. Uma das mais bonitas, só vendo para crer, deixei, sem que ela percebesse, por causa do mau hálito. Uma pena, era linda, trabalhadora, mas não foi possível.
Conselheiro, você não sai com puta não?
Não. Meu caminho sempre foi paralelo. Nunca fui para zona. Nunca dei dinheiro, e olha que hoje em dia tem mulher que paga para o homem comê-la. Geralmente são as viúvas, as divorciadas e as solteiras bem realizadas. Em Angola, quando servi, meus colegas do Quartel-General iam uma vez por mês ao puteiro. Depois ainda mexiam comigo, mal sabendo que eu, novinho, já tinha as minhas amantes. Noutra ocasião, em França, me surpreendi com a minha audácia. Saí com a mulher de um conhecido meu, para dançar, digamos, e entreguei a francesa de volta, direitinho, devidamente comida. A coisa boa de mulher é que não deixa marca. Passou sabão, está tudo novo.
Não quero entrar no preconceito do Gumercindo, que se empolga e segue exibindo o seu mundo:
Eu vejo aquela mulher que precisa de prazer, precisa de companhia, e para isso tenho um olho experiente, um olho clínico. Sei escutar. E se ela dá uma cantada, escuta logo a resposta. É preciso então escutar a pergunta. A mulher carente está em toda parte. Às vezes chama um bombeiro para trocar uma carrapeta inexistível. Às vezes bota uma roupa provocante. Quer satisfazer a sua necessidade fisiológica. E o meu forte é satisfazer essas mulheres.
Você não é mais nenhum garotão, aliás está com uma senhora pança, Conselheiro Gumercindo, e também nunca trabalhou como bombeiro. Como você descobre essas mulheres?
Nova aula com muita convicção:
Essas mulheres estão em toda parte. Aqui mesmo já peguei algumas. Nunca peguei puta pelo menos sabendo que fosse puta.
Você tem preconceito contra puta?
Não tenho, mas não me interessam porque gosto de mulher com vontade de dar. Não de ganhar dinheiro. Às vezes fico pensando que tesão não é coisa de homem. Talvez isso tenha vindo da África. Lá você tinha facilidade de comer as pretas, mas de branca não dava para ver nem o pé. Se visse um joelho branco merecia meia dúzia de punhetas. Hoje estou aqui da mesma forma. Sei cozinhar, passo a minha roupa, vivo sozinho. Levo as mulheres para transar, faço agrados, dou até, raramente, uns presentinhos. Depois a coisa acaba. São três ou quatro dias, depois acaba. Não perco a mulher. Ela vai embora porque tem que ir embora, porque é para ir embora. Não preciso dizer a elas que o meu grande negócio é variar. Elas sabem e querem isso, essa rotatividade. Mas como eu dizia, para entabular conversação é preciso, além do olho clínico, usar a mão, fazer mímica. Afinal de contas, mulher é igual a nós. Precisa satisfazer as necessidades, mas tem muita mulher envergonhada. Então dou uma ajudinha. Riu de lá, rio de cá. No que ponho a mão na mão dela é meio caminho andado.
Mas essa rotina não cansa?
Jamais, meu amigo. Fiz amor com muita gente. É gostoso variar. É a lei do galo, é como no galinheiro, onde há um galo para satisfazer 10 galinhas. O ideal é uma diferente por dia. Eu como mulher todo dia. Naquele tempo chegava a comer três mulheres diferentes por dia. Hoje estou mais devagar. Já passei dos 55, mas é como sempre digo, se um dia eu não puder mais namorar minhas mulheres, prefiro morrer e estarei morto.
Você se acha eternamente insaciável?
Não. Cada um tem uma capacidade própria. Peguei mulheres menos e mais gostosas. As melhores foram uma maranhense, uma baiana e duas cariocas. No meu tempo jovem eu fazia amor seis, sete, oito, nove vezes num dia. Hoje é no máximo três. Mas você troca a quantidade pela qualidade. Tenho meus segredos e já passei horas dentro de uma mulher. Eu lhe falei de mulheres especiais, mas tem gente diferente em qualquer raça. Vai do sangue de cada um. Em todas as raças que provei encontrei coisas maravilhosas. Tem umas sem direito a repeteco. Tem aquelas que não cansam, podem até ser chatas, mas na cama, ah, é uma festa. Mas sempre fui observador. Sempre tive o tal olho clínico. A maioria das mulheres não goza. Pode até fingir para agradar o companheiro, mas não é verdade. E o tamanho do pênis nem é importante. O que importa para fazer um bom amor é virilidade, paciência e atenção. Está difícil? Vira de lado. Você se acha na hora. Ela se acha. Acho que está meio perdida, dou um jeitinho. Sempre que tenho uma mulher diferente, eu me confesso com ela. Conto tudo, e ela fica toda vaidosa, toda prosa.
Você não sente saudades, Conselheiro Gumercindo?
Naturalmente, mas a vida não pode parar. Tenho compromissos. É muito trabalho e muita mulher que ainda vou comer.
Conselheiro, e de Angola, você tem saudade?
Tenho, mas não volto mais. A minha vida aqui na Bahia está boa. E como está a sua lá no Rio de Janeiro?
(*) O autor assina como pseudônimo, mas é velho colega de Alfredo Herkenhoff
Glossário de Jornalismo e Dicionário de Apoio - 2 de agosto de 2009
Velhos empregados de jornal, em função quase extinta de amarrar pacotes de exemplares perto da rotativa, com ajuda de máquinas que usam fios de metal ou plástico. A função já foi exercida exclusivamente com a mão amarrando pacotes com cordas de pouca qualidade. Máquinas mais modernas vão extinguir de vez os amarradores, mas demorarão um pouco mais a extinguir, na outra ponta, os desamarradores, isso se não extinguirem os jornais de grande tiragem. Afinal, a tecnologia está mostrando que, num futuro imediato, cada um poderá imprimir o seu jornal preferido. O mundo da imprensa ainda vai, em breve, superar o problema de encalhe.
Por Alfredo Herkenhoff, trecho do inédito de jargões Glossário de Jornalismo e Dicionário de Apoio
sábado, 1 de agosto de 2009
LEONA LEWIS: MUSICA PER MULTOS NUMERABIS AMICOS. TEMPORA SI FUERINT NUBILA
Here I am
Estou Aqui
Ich bin hier
Sono qui
Estoy aquí
As long as you are wealthy, you will have many friends. When the tough times come, you will be left alone.
Enquanto você tiver dinheiro, terá muitos amigos: quando o tempo ficar nublado, você estará só.
Solange du glücklich bist, wirst du viele Freunde zählen: Wenn aber die Zeiten trübe sind, wirst du allein sein.
Cielo, o chorão de Santa Bárbara, é ouro nos 50m também!
Texto avistado no site da Abril
Da Redação (*)
O brasileiro César Cielo se consagrou neste sábado ao vencer os 50 m livre no Mundial de Roma e se tornar o terceiro atleta da história a ser campeão dos 50 m e dos 100 m livre em uma mesma edição do Mundial. Campeão olímpico dos 50 m livre em Pequim, o brasileiro venceu neste sábado com 21s08, contra 21s21 do francês Frederick Bousquet, que ficou com a prata. O trambém francês Amaury Leveaux ficou na terceira posição.
Antes dele, apenas a lenda russa Alexander Popov e o norte-americano Anthony Ervin tinham sido campeão mundial das duas provas no mesmo Mundial. Esses dois nadadores, assim como Cielo, também foram os únicos a serem ao mesmo tempo campeões olímpicos e mundiais da prova.
O objetivo de Cielo era, além de vencer os 50 m livre, garantir o recorde mundial da prova. Entretanto, a marca de 20s94, de Bousquet,, continua de pé. O técnico de ambos os nadadores, Brett Hawke, afirmou que o vento atrapalhou a busca pelo recorde.
O brasileiro liderou a prova desde o início e não deu margem para recuperação dos adversários. Embora Bousquet tenha ficado sempre próximo, nunca aparentou ameaçar o ouro de Cielo.
César Cielo fez história nesta semana ao conquistar os 100 m rasos e estabelecer o novo recorde mundial da prova com o tempo de 46s91, tornando-se oficialmente o primeiro atleta a nadar a distância abaixo dos 47 segundos.
Efetivado, Andrade alerta: "Muito cuidado com o Náutico"
As duas vitórias desde que assumiu o comando do time ainda como interino não tiraram do agora efetivado Andrade a certeza de que o Flamengo não pode se deixar levar pela euforia. A partida de amanhã, contra o Náutico, lanterna do Campeonato Brasileiro, é considerada de alto risco para o técnico rubronegro. Com a experiência de quem já viu os elogios virarem críticas num piscar de olhos, Andrade já alertou os jogadores para as dificuldades que o time enfrentará amanhã.- O jogo contra o Náutico será o mais difícil desde que assumi o time. Não podemos ser surpreendidos e já passei isso aos jogadores para que ninguém seja pego de surpresa. Agora estou efetivado como técnico, mas nada vai mudar. Continuarei sendo a mesma pessoa, mas a cobrança por resultados também será igual. Nem sempre os jogos serão fáceis, mas vejo muito coisa boa pela frente para o Flamengo - comentou o treinador.
Pouco depois de ser confirmado pela diretoria como técnico do Flamengo para o Campeonato Brasileiro, Andrade foi cumprimentado por todos os jogadores, recebeu apoio total e a certeza de que não faltará empenho durante a competição.
O jogador Kleberson comentou a efetivação: "Estamos muito felizes pela notícia, fiquei emocionado e vejo o Andrade como uma pessoa maravilhosa e que quer o bem do Flamengo mais do que qualquer pessoa, porque conhece o clube como nenhum de nós. Vamos lutar sempre pelo bem do time e do Andrade também. Por isso estamos concentrados e certos de que não será fácil vencer o Náutico".
Para o jogo de amanhã, Andrade não contará com Airton, suspenso, e Emerson, vetado com dor na coxa esquerda. O time será confirmado somente amanhã, momentos antes da partida.
Nota do CdL - Mais Andrade logo abaixo nos posts deste sábado:
Deus Existe! Não Existe? Série: 1/6
Qualquer cidadão tem o direito inalienável de crença ou descrençaPor Fernando Herkenhoff (*)
Quando eu disse que Milton Cots era um formador de opinião e polemista profissional (enrustido), num artigo crítico e elegante do Augusto Nunes sobre às práticas do governo Lula que enviei para a lista nacional do PPS, o dito cujo achou que eu estava falando de sacanagem. Eis aí a prova.
Em relação à proposta do Caro Arlindo Vilaschi para marcar um encontro para discutirmos o tema, considero-a muito elegante e pertinente, mas não posso aceitá-la. Penso como Nélson Rodrigues: o Brasil berra pelos botecos. A filosofia da práxis, da "vida como ela é", é conversada desorganizada nos bares da vida. Não tenho qualquer preconceito contra os chamados Círculos Filosóficos ou Literários. Acho que um dos principais avanços conquistados há muito pouco tempo pela autodenominada "humanidade" foram a liberdade de opinião e de reunião. Livros de história, livros bibliográficos e mesmo livros de estórias inventadas me fascinam. Leon Tolstoi e Fiódor Dostoiévsk e outros autores russos são patrimônio da humanidade.
Quanto ao tema em questão (crença em Deus ou não) falo aqui e agora: claro que qualquer cidadão tem o direito inalienável de crença ou descrença. Observo, entretanto, que quando o tema é tratado com uma abordagem positivista (ex. o átomo de carbono juntou-se ao nitrogênio, zilhões de anos depois surgiu o DNA, zilhões de anos depois surgiram os animais, zilhões de anos depois, o homem e a mulher e assim por diante), os crentes sentem-se desprotegidos e reagem negativamente, assumindo, às vezes opiniões religiosas mais fechadas.
Eu cá fiz uma acordo com meu guia espiritual João Baptista Herkenhoff (que é laico e católico metamorfótico) de não pertencer a nenhuma religião organizada e procurar viver sob a égide da Declaração dos Direitos Humanos. Ele concordou. Acho que João me fez uma grande concessão, mas me permite tocar a vida sem perplexidades ou angústias religiosas acima do suportável.
(*) O CdL informa: o autor é médico cardiologista e dirigente do PPS
Deus Existe! Não Existe? 2 - Enquadrando Deus e Schwartsman

De: Milton Cots - Para: Helio Schwartsman - Assunto: Enquadrando Deus
Para quem está com saco para ler, aí vai artigo do Hélio Schwartzman, publicado na Folha de S. Paulo, filosofando sobre a existência divina. Achei interessante e enviei alguns comentários, que ele teve a delicadeza de responder. Abraços, Milton
Enquadrando Deus
Por Hélio Schwartzman
Espero, com essas declarações, descartar as elucubrações daqueles leitores que atribuíram o caráter levemente ateu de minha coluna da semana passada a um trauma religioso ou algo parecido. Aproveito o ensejo para desculpar-me por não ter respondido a todos os e-mails que recebi como exigiria a boa educação. O volume de mensagens gerado, entretanto, tornava a tarefa quase impossível. Pretendo hoje, no atacado, fazer o que não consegui no varejo. Antes, porém, mais uma preliminar: não pretendi ofender ninguém com as passagens mais jocosas do texto anterior. Pessoas, de todos os credos e cores, têm o meu respeito, mas só as pessoas, não seus pensamentos.
Uma ideia tola é tola não importa quem a tenha proferido. Num passado não tão longínquo, a noção de que pecadores deveriam ser queimados vivos para "salvar" suas "almas imortais" pareceu respeitável a boa parte da humanidade. Felizmente, a tese foi contestada e as ações que provocou são hoje contadas como mais um crime das religiões. Temos, portanto, excelentes motivos para questionar todas as teorias, doutrinas e sistemas que se nos apresentam. Nenhuma ideia é sagrada demais para ficar ao abrigo do escrutínio da razão. E isso nos leva a uma das questões levantadas pelo leitorado: é impossível provar que Deus não existe, de modo que o ateísmo não passa, como as religiões, de uma crença.
Deus Existe! Não Existe? 3 - Enquadrando Deus e Schwartsman
Quais as chances de uma pessoa nascer sem que a mãe tenha mantido relações sexuais?Reconheço que não conseguimos demonstrar para além de qualquer dúvida seja a existência ou a inexistência de um ente supremo. Mas podemos levar a sério as teses dos teólogos e, tomando-as como hipóteses científicas, estimar sua probabilidade ou pelo menos verossimilhança.
Bem, quais são as chances de uma pessoa nascer sem que sua mãe tenha mantido relações sexuais? Não são zero, mas são relativamente baixas. Ressurreição? Ainda menores. E quanto à união hipostática, isto é, um indivíduo ter ao mesmo tempo natureza humana e divina, ou, colocando em outros termos, ser simultaneamente ele mesmo e também seu pai? Supondo que isso faça algum sentido, acho que é melhor nem tentar calcular.
Passemos à escatologia. O catecismo 1.052 da Igreja Católica ensina que no dia da ressurreição as almas das pessoas mortas "na Graça de Cristo" serão novamente unidas a seus corpos. Não sou um patologista, mas parecem-me remotas as chances de reutilizar corpos mortos às vezes milhares de anos atrás. Pelo que sabemos, os átomos que compunham essas carcaças já terão se espalhado pela Terra e talvez até escapado de nossa atmosfera e viajado por onde nenhum homem jamais esteve.
Deus Existe! Não Existe? 4 - Enquadrando Deus e Schwartsman
Já que não creio em Deus, dizem, eu deveria calar sobre o assunto
E o que pensar da reencarnação defendida por espíritas, hinduístas e budistas? Uma parte de nós (alma) que nem sequer é parte, porque não tem matéria, voa por aí penetrando corpos e definindo a essência de seres humanos e às vezes também de outros animais e vegetais antes mesmo de eles nascerem? Que tipo de informação pode o imaterial carregar?
Receio que nenhuma dessas ideias pare em pé senão como manifestações do tal cérebro espiritual ao qual aludi na semana passada. Alguns leitores me perguntaram por que sempre falo de religião. Já que não creio em Deus, dizem, eu deveria calar sobre o assunto. Minhas reiteradas recaídas no tema indicariam uma vontade secreta de converter-me. Non sequitur. Meu interesse pela matéria tem caráter, sobretudo científico-antropológico.
A religião é um fenômeno interessantíssimo. É a única matriz de pensamentos que leva pessoas inteligentes e normalmente racionais a agir como crianças à espera de Papai Noel na noite de 24 de dezembro. E acrescento que as chances de haver um velhote que se veste de vermelho e distribui presentes a bordo de um trenó puxado por renas voadoras parecem significativamente maiores do que as de existir uma inteligência infinita que criou o Universo e se interessa pelo destino individual de cada um dos sete bilhões de terrestres, aos quais conhece desde criancinhas e de quem exige que não trabalhem aos sábados.
Deus Existe! Não Existe? 5 - Enquadrando Deus e Schwartsman
Não desejo convencer ninguém a abandonar a sua religiãoDe minha parte, não tenho a pretensão nem o desejo de convencer ninguém a abandonar o seio de sua religião. Imagino que muitos estejam perfeitamente felizes onde estão. Tampouco considero todos os fiéis imbecis apenas por acreditarem. Podem até sê-lo, mas por outras razões. Ao que tudo indica, a fé religiosa tem base neurológica. Ela faria parte de uma rede de ativações neuronais que é independente das conexões do cérebro racional. Pedir para a alguém que abandone suas convicções religiosas ou espirituais não faria muito sentido. Mutatis mutandis, seria como cobrar de uma pessoa que não sinta emoções como raiva, nojo etc. É algo que não está em seu poder fazer. Poder-se-ia ver aí mais um argumento para eu desistir de vez de falar de religião. Ocorre que os cérebros racional e espiritual, embora independentes, podem relacionar-se. Eles, afinal, fazem parte da mesma massa encefálica. A razão por si só não vai me fazer parar de sentir medo, mas pode perfeitamente contribuir para modular esse tipo de sensação. Não vamos deixar de temer tudo, mas, com o recurso a terapias de extinção de fobia ou mesmo a drogas, podemos nos livrar de certos medos irracionais.
De modo análogo, o exame crítico das religiões pode servir para que as pessoas percebam que sua espiritualidade é algo mais genérico do que os rituais e condicionamentos de uma determinada igreja. Embora a busca pela transcendência esteja se expressando numa religião em particular, as especificidades deste ou daquele credo não são tão importantes. Pode parecer meio bobo até, mas é um ponto fundamental para que se construa uma religiosidade mais tolerante.
O Cdl informa: no post abaixo, um comentário sobre tanto latim neste "Enquadrando Deus".
Deus Existe! Não Existe? 6 - O latim de Schwartzman
Comentando o latim da missa de Schwartzman

Mutatis mutandis significa "mudando o que deve ser mudado". No contexto do artigo, Hélio Schwartzman apenas dá ênfase à inutilidade do se tentar levar as pessoas a não serem o que são, raivosas, bondosas, crentes, ateias e à toa...
Non sequitur significa, literalmente ,“não se segue que”, ou, ampliando a compreensão: “isso não quer dizer que”, ou, de maneira ainda mais ampla: trata-se de uma expressão que aponta para um falso silogismo, um erro de lógica rastaquera: tipo quem bebe água morre de câncer, você bebe água, vai morrer de câncer. Quando Schwartzman diz que seu interesse pela matéria, assunto Deus, tem caráter científico, e não ganas de uma conversão pscanalítica para alguma coisa, apenas se contradiz fazendo profissão de fé na próprio discurso de probabilidades, autocomprobatório. Resumindo: a impotência da descrença, com base na física, tem a força da fraqueza da crença com base metafísica. Pelo sim, pelo não, sobra no texto a poética da dúvida apoiada no gesto de se expressar de modo civilizado e civilizatório, num reconhecimento, em meio a tantas injustiças e crueldades contemporâneas, que integramos hoje, mesmo assim, uma sociedade mais humana e compreensiva do que a de ontem.(Por Alfredo Herkenhoff)
Andrade, técnico efetivado no Flamengo, talento puro
Flamengo efetiva Andrade como técnico
Andrade tem dois jogos e duas vitórias: a primeira contra o Santos na Vila Belmiro por 2 a 1 no fim de semana, quando se emocionou e emocionou o Brasil inteiro, via TV, ao dedicar a boa atuação do time ao goleiro Zé Carlos, que falecera de câncer dois dias antes com apenas 47 anos de idade. Zé Carlos, missa de sétimo dia neste sábado, deve estar comemorando em algum lugar, ou lá... Somewhere in the Universe.
Com a contratação efetiva de Andrade, a diretoria do Flamengo cancelou a entrevista coletiva marcada para a tarde deste mesmo sábado, na qual iria ser anunciada a decisão que vazou e agradou.
Andrade, na noite de quinta-feira, já tinha agradecido à torcida pelo pedido de efetivação e, de modo transparente, pela televisão, confessou que ficaria feliz se fosse confirmado no cargo. Boa Sorte!
O Flamengo não falou em valores. Mas considerando que Dorival, treinador do Vasco na série B ganha R$ 280 mil por mês, e que Muricy no Palmeiras algo em torno de R$ 700 mil, Andrade vai ter um pequeno aumento, modesto sim porque as finanças do Flamengo, mesmo com os novos patrocinadores, estão combalidas.
Nas duas partidas sob Andrade, a equipe rubro-negra mostrou uma impressionante disposição de lutar pela bola, nenhuma perdida, fazendo relembrar velhos tempos, num deles aquele do famoso 6 a 0 sobre o Glorioso Botafogo. Na ocasião, o atual treinador da Gávea entrou para a história por ter feito o gol que encerrou a rara goleada.
Por Alfredo Herkenhoff, jornalista rubro-negro da gema
Técnico do Goiás insulta torcida do Flamengo e afronta a ética, Gávea reage
aos torcedores rubro-negros
em território nacional
Delair Dumbrosck denuncia em nota oficial:Torcedores rubro-negros de todos os estados brasileiros teem sofrido agressões e represálias por vestirem a camisa do Flamengo nos estádios contra os times locais. As denúncias são feitas reiteradamente e nenhuma autoridade local soluciona os problemas. Hoje a Gazeta de Notícias publica entrevista com o técnico Helio dos Anjos, do Goiás, que antecipa o tratamento agressivo que será dado aos torcedores que forem ao jogo na próxima quarta, que poderá provocar violência entre as torcidas. Com a palavra as autoridades de Goiânia.
Rio de Janeiro, 1 de agosto de 2009
Delair Dumbrosck
Presidente
Hélio dos Anjos espuma ódio contra o Flamengo
Entrevista transcrita da Gazeta de Notícias em 1/agosto
Goiânia (GO) - Goiás e Flamengo se encontrarão apenas na próxima quarta-feira, mas o técnico
Hélio dos Anjos se antecipou e resolveu 'apimentar' o confronto pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva concedida após a vitória de 3 a 0 sobre o Atlético-PR, o treinador esmeraldino criticou duramente torcedores do clube da Gávea que residem no estado do Centro-Oeste e os classificou como 'sem identidade'."Tenho raiva, ódio desses flamenguistas do interior de Goiás, que não tem caráter nem para representar o estado. É uma vergonha ver esses goianos sem identidade, que não honram a sua terra, vestem a camisa do Flamengo, ou qualquer outro "grande", e vem ao estádio torcer contra um time do seu estado", afirmou o treinador do clube goiano.
Hélio dos Anjos reiterou sua insatisfação ao dividir o estádio Serra Dourada contra clubes do eixo Rio-São Paulo. O treinador do Esmeraldino reiterou com palavras agressivas seu repúdio aos torcedores do rubro-negro, que devem ocupar uma maior parte das arquibancadas na partida desta quarta-feira.
"O que vai ter de flamenguista chato invadindo o campo para tirar foto no jogo de quarta que vem. Flamenguista quarta-feira que vem pra mim é inimigo, tudo inimigo", discursou.
A popularidade dos clubes da Cidade Maravilhosa
A popularidade dos clubes da Cidade Maravilhosa desde os tempos em que era a Capital amada de todos os brasileiros
Agressões em Recife com faixas
contra torcedores de times
"nacionais e cariocas"
com dizeres como
"Vergonha do Nordeste"
Trecho de artigo de Mauro Cezar Pereira, dias atrás...
(...) A popularidade dos clubes cariocas é tamanha em todo o Brasil que no Nordeste há torcedores de times locais que se revoltam com a situação. Só neste ano, em jogos do Flamengo contra o Fortaleza, no Ceará, pela Copa do Brasil, e Sport, no Recife, pelo Campeonato Brasileiro, faixas apontando os flamenguistas com a inscrição “Vergonha do Nordeste” reapareceram. São levadas por nordestinos inconformados com a preferência de conterrâneos pelo time do Rio.
A decadência técnica do futebol carioca nas últimas décadas é evidente. Mas nem assim os clubes do Rio de Janeiro perderam a popularidade, especialmente Vasco e Flamengo. Se o cidadão do norte paranaense que se diz corintiano tem o clube paulista como time preferido, por que o paraibano flamenguista teria que encarar o clube do Rio como segundo em seu coração?
Outro detalhe: se períodos de vacas magras reduzissem automaticamente a legião de torcedores de um clube, a "Nação" corintiana teria ficado pequenina nos 23 anos sem títulos entre os anos 1950 e 1970. Se os times do Rio vivem mau momento há tempos, salvo exceções, não esqueçamos que o Corinthians foi parar na segunda divisão! (...)
Filosofia cresce quando mais pessoas estão menos certas de suas certezas: Youtube

DICAS CIVILIZATÓRIAS
Palavras do professor Fernando Santoro: "A Filosofia cresce quando as pessoas estão menos certas de suas certezas, mais abertas aos desafios, menos seguras de seus valores, suas vidas e posições".
Dia da Filosofia são todos os dias. A filosofia cria conceitos antinaturais sobre o ser e o tempo e, com uma frieza racional, especula sobre fenômenos que não apenas a ameaçam como põem em risco a sobrevivência da vida humana sobre a Terra. Estas são as linhas gerais extraídas do vídeo postado neste Correio da Lapa que, de passagem, acrescenta o seguinte: Dia Internacional da Mulher, Dia do Jornalista, sempre que se cria um dia para alguém, uma categoria profissional ou instituição, denota-se uma fraqueza. Por isso há o Dia da Secretária, o Dia da Amizade, mas não há o Dia do Dinheiro ou o Dia do Dia, porque dinheiro é forte o ano inteiro.
Pois foi nessa linha que nasceu, com apoio da Unesco, o Dia Mundial da Filosofia, não tendo intenção nenhuma do tipo comemoração numa data fixa. Trata-se de projeto com financiamento específico para promoção de ciclo de palestras e exposições. No Rio de Janeiro, talvez ao sabor de iniciativas individuais, realizou-se um desses ciclos em novembro passado, e eis aqui o clipe de Youtube com a edição carioca deste evento desembarcado no Correio da Lapa por uma dica de internauta na manhã deste sábado. Por Alfredo Herkenhoff


