- CorreiodaLapa
O twitter virou ferramenta de propaganda gratuita dos grandes meios de comunicação. Qual polvo, tentáculos pegam os famintos de fama. - CorreiodaLapa
Noticia quente mata noticia menos quente. Michael Jackson matou a noticia dos restos. Qual Inês, até Farrah Fawcett morreu depois de morta. - CorreiodaLapa
Quem sai das Organizações Globo morre. Lembra da Ana Paula Padrão? Morreu. Quem entra na Record ressuscita. Lembra da Ana Paula Padrão? - nytimesSerena Takes Back Wimbledon http://bit.ly/DKmt1
- BlogdoNoblatSenado embola a sucessão http://bit.ly/11Gc82
- ReginaBrasiliaRT @narizgelado: RT @cesarmiranda O Sarney só não saiu por causa do apoio do PT. Quando começará o "Fora PT"? #forapt (eu já incluo as X )
- yokoonoThe material in the gallery is like an elephant's tail & the larger part of it is in your head. But you have to give a tail to lead into it.
- bbcbrasilMéxico liberta 51 imigrantes seqüestrados pelo tráfico: Centro-americanos ilegais tentavam cruzar o país para ch.. http://bit.ly/dtiAA
sábado, 4 de julho de 2009
Twitter para quem não conhece Twitter. Flagrante casual
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Presidente Lula no Correio da Lapa: "Não tem santinho no Senado" Depoimento exclusivo
Companheiros
Vamos deixar de lado esse denuncismo malandro, eu tou vendo no Correio da Lapa e concordo que sem Petrobras não dá pra fazer nenhum grande projeto de energia nesse país, e sem o PMDB não se faz um governo pra gerar emprego, renda, comida pro trabalhador.
Vamos deixar essa conversa de tirar o Sarney pra botar nossos adversários na mesa do Senado, na cara do gol pra atrapalhar a nossa luta.
Nunca nenhum governo no Brasil fez tanto pela dignidade pra grande maioria pobre e humilde. Já foi o tempo que a gente era oposição. Até o Collor que a gente combateu tanto, eu posso dizer isso mais que todo mundo, senti na pele, está do nosso lado. Compreendo o Collor, e o Collor compreende a gente. É questão de governo. Não tem ninguém santinho no Senado. São homens experientes do nosso lado e na oposição. E nós estamos com o PMDB, estamos com a Dilma. A campanha já bateu na porta.
Se é pra medir força, vamos medir, não dá pra ficar dando uma de bonzinho e bonitinho pra mídia. Democracia é luta o tempo todo, e Sarney tem uma história neste país. O PMDB tem uma história. Tem contradição, mas tem seu valor. Se Sarney quiser sair, saia, mas tem o meu apoio pra ficar. Tem muito cinismo nessa onda contra ele.
Companheiros, nunca neste país um governo fez tanta aliança com antigos adversários em nome da geração de renda, com confiança pra todo mundo, rico e pobre. Estamos trabalhando com garantia pra democracia, pode vir tranquilo quem quer investir no Brasil. O empresário brasileiro já entendeu isso, o povão entendeu, o rico estrangeiro está entendendo cada vez mais. Nosso compromisso é gerar confiança também. Sem essa garantia de governo, não dá pra criar tanto emprego, distribuir renda, botar comida na mesa do povo.
O resto é conversa fiada, a política vive muito disso. Mas, companheiros, não podemos perder o foco. Abafa o caso desse fora Sarney, isso é uma fofocada. Temos aliados e estamos responsabilidade. Não vamos esmorecer com a pressão, isso passa. O foco é a política, é a eleição. É a mesma coisa da CPI. A grande mídia atacou ali? Veja a Petrobras, veja o caso da Dilma, entram na mídia, na internet, e respondem tudo, não aceitam mais ataque gratuito, nada de braço cruzado. Petrobras e Dilma atacam de volta com esse tal de blog brog. Vamos responder. Companheiros, estamos numa grande aliança política com antigos adversários e estamos conversados. É o Brasil que está em jogo, não é o PT. É nossa obrigação manter essa aliança, e não é só com o PMDB não, é com muitos setores que apostam na gente, confiam no nosso compromisso de botar esse país pra frente. Não devemos nada a ninguém. Tenho certeza que a nossa luta é uma luta consciente pra acabar com a pobreza de onde eu vim.
Se acontece uma crise, se alguém se dá mal, faz parte do processo. Mas não vamos perder o foco. Os senadores da República que resolvam o problema da Casa, mas a oposição não vai rachar o nosso compromisso.
Vou ter uma conversa com o Sarney daqui a pouco e vocês podem espalhar que eu nunca traí os aliados. O PT faz aliança pro Brasil, não faz pro PT, é pro país crescer com base sólida nos próximos anos, crescer de um jeito melhor do que cresceu nesses últimos anos.
E no mais é aquilo que eu já disse: tou com uma inveja danada de quem não é Corínthiaamm.
(*) Por Alfredo Herkenhoff
MULHER, Roger, Monsueto e Alfredo

Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa
Mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa
Mulher pra presidente



Mulher de corpo inteiro
Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
eu quero essa mulher assim mesmo
quero essa mulher assim mesmo
alucinada
quero essa mulher assim mesmo
despenteada

descabelada
quero essa mulher assim mesmo
embriagada

intoxicada
quero essa mulher assim mesmo
desafinada
quero essa mulher assim mesmo
desentoada
quero essa mulher assim mesmo

Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa
Mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa
Mulher pra presidente

Mas eu sei lá, nem quero saber,
eu gosto de mulher, eu gosto de mulher
Ooo ooo ooo oo
Roger Rocha Moreira, Mulher, Monsueto, Mulher, Correio da Lapa, Mulheres
embaralhadas como a cabeça do grande Monsueto; estão aí Anais Nin, Amy Winehouse, as irmãs Venus e Serena Williams, aliás, fazendo mais uma final de Grand Slam, em Wimbledon, Maria Bethânia, Janis Joplin, Raíssa da Beija-Flor, Maria Ceiça, Ruth de Souza e Danielle Ornelas... Maravilhosas...
PAREM AS MÁQUINAS & TIPOS DE MULHER
Por Juarez Becoza *
Caro leitor:
Tive sim, um dia, uma única vez, muito tempo atrás, a sensação indescritível de pedir: parem as máquinas.
Sim, porque "parem as máquinas" não se gritava, como mostram equivocadamente os filmes antigos. "Parem as máquinas" se sussurrava. Gravemente, com cuidado, de ouvido em ouvido. Primeiro na redação, depois na sala das rotativas, quando então se negociava em que momento iriam parar a "rodada", e quantos exemplares ainda poderiam ser impressos já com a nova infomação, o furo, a correção, devidamente incluída na matriz da página em questão.
Na única vez em que pedi para pararem as máquinas, eram três da manhã. Aparentemente, quase não havia a quem pedir. Mas havia sim. Havia apenas ele, apenas ele, aliás, o único capaz de realizar tal tarefa. Alfredo.
Alfredo era o secretário da redação. Era o chefe da madrugada. Comandava ao mesmo tempo uma redação deserta e uma gráfica pulsante. Entre esses dois mundos, tão diferentes, só Alfredo tinha trânsito livre. E era dele, no fim das contas, a decisão de paralisar a produção do jornal para acrescentar uma informação de última hora.
Alfredo era, e ainda é, um grande boêmio, e um grande jornalista. Mas, como cabe aos homens de sensibilidade, hoje é também um grande escritor. E poeta. São dele os versos abaixo, recém-lavrados, que reproduzo em primeira mão, com orgulho e autorização.
E você, distraído leitor que achar que a poesia a seguir nada tem a ver com a temática deste blogue, envergonhe-se.
* (- Nota do Correio da Lapa: Heterônimo de Paulo Mussoi, jornalista com diploma, bem formado desde a infância mais tenra, passando pelos beneditinos do São Bento e pela ralação do Jornal do Brasil dos tempos risonhos que não voltam mais até chegar ao blogue Pé-Sujo, do jornal O Globo Online....)
TIPOS DE MULHER
Por Alfredo Herkenhoff
Só gosto de dois tipos de mulher
brasileira e estrangeira
verde ou amarela
gorda ou magricela
A que ninguém ama
A que todo mundo quer
A nobre e a plebéia
A crente e a atéia
A estagiária e a gerente
a mulher fria, a envolvente
Só gosto de dois tipos
Mulher que se arruma depressa
Mulher que perde a hora
A que ri à toa e a que chora
A que não me tem, mas me namora
Mulher que leva na brincadeira
Ou leva tudo a sério, pistoleira
Verdadeira ou mentirosa
Horrorosa, porém gostosa
Mulher que rala muito
Mulher que vive à toa
Só gosto de dois tipos
A boa e a muito boa
Gosto da bem amada
E da mal falada
Daquela que ninguém viu
Da prostituta mais vil
Carinho tipo guerra civil
Gosto da mulher casada
Da mais fogosa tarada
Da que respeita o marido
Da que faz o dono ficar moído
Só gosto de dois tipos de mulher
Da que aparenta ser honesta
e da que me dá o benefício da dúvida
Gosto da mulher de rabo de cavalo
E da que ostenta o rabo largo
Da mulher do beijo doce
Mulher do beijo mais amargo
Da que cai dentro porque é bamba
E daquela que nem gosta do samba
Gosto da mulher que dança bolero
Da mariposa que voa, quero-quero
Mulher que nada fala
mas não se cala
Da aflita que não grita
Ou da calma que se esgoela
Da que tem ciúme dele
Da que tem ciúme dela
Da que me ama antes de me ter
Da que só me ama depois de meter
Gosto da ex e da futura
Da mocréia e da formosura
Mulher do tipo leveza
Beleza do tipo grossura
Só gosto mesmo de dois tipos:
meu bem e amém
Gosto da mulher mais pobre
Gosto da mulher mais rica
Daquela que nunca vem
Da que o tempo todo fica
Seja a mais esbelta
seja a mais atarracada
Qual bola de bilhar
cada uma, uma tacada
É um eterno rala e rola que embola
dias frios e quentes, infernais
A regra é clara: respeitar os rivais
Mas nunca temer a concorrência
Entre a viadagem e a abstinência
Se o prazer é uma loucura
Pego fogo com a ternura
Se o gozo, uma vertigem
Tomo banho de fuligem
Posso dizer que curto uma vida amena
Rimando loura com morena
italiana azeda com pretinha
pela felicidade da vizinha
Qual a mais carnívora flor
que encontra um dia quem a devore
o desejo guarda traços de fragilidade
mesmo se a paixão furiosa não for maldade
Nesta busca para saciar a fome de prazer
Existe um tempo de irritabilidade
Pois antes que este tempo me derrube
digo claro e profundo o que penso da dor:
Só gosto de dois tipos de mulher
A que tem prisão de ventre e a que faz cocô
Sou fã de toda zoeira
Bate-papo, bobagem ou besteira
Só gosto de dois tipos de mulher
A que só como você se declara
E a que jamais se declara
Gosto sim da mulher que jura gostar
Nada tenho contra quem
não me faz mal no meu harém
As diversas formas do bem-querer
são mais misteriosas que o Além
E quanto mais eu me enchafurdo
mais eu morro de saudade
É sim, só gosto de dois tipos
buscando amor nesta cidade
Mulher inteligente que empacou
Mulher que deu mais do que Pelé fez gol
Gosto daquela que dá duro
E que faz sexo seguro no escuro
E daquela que dá sempre mole
E apesar de tanto bole-bole
Não sou de galinhagem
É uma de cada vez
O taxímetro tem milhagem
A verdade não tem talvez
Gosto que me enrosco
no céu, na terra, avião no ar
Peixe na praia, sereia no mar
Mas é uma de cada vez
pra batata não assar
Admiro quem se admira
Joana, Maria, Clara e Mira
Depois de tanta mentira
só me resta dizer uma verdade
Eu só gosto de você
porque só você me deixa à vontade
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Bezerra da Silva na crônica política

Você com imposto na mão é um bicho feroz.
Isso é preconceito de cor vou provar ao senhor
Porque é que o doutor não prende aquele careta
Que só faz mutreta e só anda de terno
Porém o seu nome não vai pro caderno
Ele anda na rua de pomba-rolô
Juiz quer proibir link na net para salvar jornalões impressos
(Vamos proibir a ligação direta entre sites e textos)
É ou não é piada de salão?
Um juiz, e não é do Supremo e nem brasileiro é, mas dos Estados Unidos, dando uma de xiita. Quer proibir links, hiperllinks em toda a internet, quer o fim das interconexões para salvar os jornais tradicionais, alguns desses grandalhões hoje em crise, depois de décadas alimetando a indústria desmatadora , madeireira, e alguns desses jornalões em pânico financeiro ainda puxam saco dos poderosos anunciantes, alguns cospem no prato em que comem, isto é, atacam governos somente em fim de mandato. Em inicio, costumam ser só mesuras e respeito. Mas isso não tem nada a ver com alguns grandes e bons jornais como por exemplo o The New York Times.
O nome do maluco é Richard Posner, magistrado de um Tribunal de Apelaçao. Curioso é que e a ideia excêntrica encontra adeptos nos States. Detalhes em inglês no seguinte endereço >
http://valleywag.gawker.com/5305503/lets-screw-up-the-entire-internet-to-save-newspapers
By Alfredo Herkenhoff

MPB: Henry Lentino, um fera nas cordas, Yamandu Costa, outra feraça
Por Alfredo Herkenhoff
Bela capa do Segundo Caderno do jornal O Globo, edição de 1º de julho, assinada pelo nosso querido craque do diploma João Pimentel, que discorre, se lixando para as formalidades do Supremo Tribunal, sobre as maravilhas de músicos brasileiros, na reportagem com destaque para Valter Silva e os "jovens" gaúchos Yamandu Costa e Henry Lentino, estes dois da safra dos mais velozes do Brasil. Valter, mestre de violão de sete cordas, topou um adorável desafio: gravar um CD com cada um dos dois gaúchos.
O disco de Walter Silva e Henry Lentino, que conta ainda com a ajuda luxuosa da percussão de Diego Zangado, está pronto e vai ser lançado numa festa daqui a alguns dias no CCC, Centro Cultural Carioca, ali na Av. Gomes Freire, na Lapa - detalhes estarão aqui neste nosso blogue-jornal em tempo hábil. O trabalho com o Yamandu está no forno, e sai também no tempo hábil dos próximos dois meses.
Uma curiosidade que não se sabe nem se é pertinente entre pesquisadores da realidade generosa da MPB. Mas por que os maiores velocistas das cordas populares ou são gaúchos ou baianos? Será isso só uma impressão pessoal?
No Rio de Janeiro temos os virtuoses do cavaco e banjo, e o chorinho volta e meia pede um pouco de Paganini perpétuo, mas não é ainda aquela turbilhonada estonteante do violão kalashnikov de Yamandu nem do banjo de Lentino, este ainda teimando, quando possível, em nem tirar o cigarro da boca enquanto destroi o tempo com notas agudas.
E de Salvador a guitarra baiana de Armandinho de há muito navega para alegria de baianos e cariocas, o craque ficando no Rio mais no inverno, mas em qualquer estação é sempre aquela explosão de alegria, dois universos em quatro tempos de uma carnavalesca sinfonia.
Nunca perdem jamais a classe esses craques. Aliás, quando Yamandu veio para o Rio pela primeira vez, num daqueles festivais FreeJazz da Souza Cruz, sua destreza deixou pasmado o nosso crítico Tárik de Souza. Já Lentino, para quem não presta muita atenção em instrumentistas, costuma dar o ar de sua raça em shows da grande Maria Bethânia, que gosta de convidar a banda especialmente maravilhosa, o Tira-Poeira.
twitter está matando os blogs
Só 5% têm sido atualizados toda semana *
O blog Shiny Shiny publicou uma matéria interessante partindo da afirmação - feita por Charles Arthur, editor de tecnologia do Guardian - de que o Twitter estaria matando os blogs. De acordo com a matéria, que divulga números anunciados pelo NYT, apenas 7,4 milhões de blogs foram atualizados nos últimos dias. Parece muito, mas não é - esse número representa míseros 5% do total de blogs existentes na web, que é de 133 milhões. Ou seja - 95% dos blogs estão abandonados.
Mas por quê? O Shiny Shiny tenta explicar de forma bem didática - primeiro, porque é mais fácil escrever no Twitter, 140 caracteres são sempre mais simples do que vários parágrafos. Consequentemente, o segundo motivo - é mais fácil também para quem lê. Em terceiro, vem o fato de que no Twitter, as pessoas respondem - bem mais divertido. Somado a esses argumentos, em quarto lugar, vem outro forte - todo mundo está no Twitter. Todo mundo mesmo. Não só os amigos, mas os ídolos, a Lindsay Lohan, os iranianos, o Obama. E então vem o derradeiro argumento - o Twitter oferece comunicação exigindo muito menos exposição. Qualquer um pode estar lá sem ter que ficar dando informação sobre si (apesar dos exibidos estarem mesmo em todos os lugares).
* Texto avistado no site bluebus.com.br
Foto de Baya, a menina que se salvou do Airbus e que nem sabia nadar

14 anos, volta da África para Paris
Alo jornais O Globo, Estadão, Zero Hora, alô Times de Londres, alô sites e sites, onde estão Johanna Ganhataler e seu marido Kurt Ganthaler, aqueles italianos que "escaparam" do Airburs A330 um mês atrás? Barriga mundial ou apenas um caso mal contado?
Correio da Lapa - Notícia real e comentada (*)
Onde está aquela italiana que se salvou por perder o voo 447 que saíra do Rio de Janeiro para Paris? Ninguém sabe, ninguém viu. Chamava-se Johanna Ganhtaler. Segundo a agência de notícias Ansa, ela morreu num acidente de carro dez dias depois de escapara do Airbus A 330 no Atlântico. Quase todos os jornais do mundo deram a "notícia". Ninguém desmentiu.
Talvez seja tudo verdade... apenas este Correio da Lapa insiste - incorrendo no risco de talvez ser o único endereço errado no mundo, mas sempre exigindo foto e versão verossímil sobre um caso que parece cascata, o de uma misteriosa italiana, ou misteriosa história da mulher que escapou do destino só uma vez para sucumbir a ele dez dias depois. O caso tem cheiro de barriga mundial, só menor neste milênio do que aquele que George Bush enfiou goela abaixo da mídia, a de que o Iraque tinha armas de destruição em massa.
Mas, antes de prosseguir na polêmica sobre falha jornalística, vale a pena prestar atenção nas fotos sobre o caso do acidente com um Airbus, desta vez um velho aparelho modelo A 310. A menina é real, as fotos da agência AFP nem são excelentes, mas é imagem real.
A menina Baya Bakari, de 14 anos, ao lado de seu pai, Kasim Bakari, chegando na manhã desta quinta-feira a Paris. Ela é a única que se salvou no acidente do Airbus no Oceano Índico terça-feira. Bakari fraturou uma clavícula. Ela dormiu na viagem de volta a bordo de um avião do governo francês. A mãe dela é uma das 152 vitimas do voo que decolara de Paris. Mas, numa escala no Iêmen, houve troca de aeronave, e 153 pessoas seguiram viagem num velho Airbus, que estaria sem condições por falha de manutenção. Bakari, que mal sabe nadar, ficou horas agarrada em destroços até ser salva no litoral de Comores.

Voltemos ao caso do voo 447 da Air France. Na ocasião, a agência italiana Ansa divulgou, num único parágrafo, que Johanna e seu marido Kurt Ganthaler deixaram de embarcar por pouco no 447 e pegaram outro voo; só souberam da sorte quando já haviam chegado a Mônaco. Dias depois, a mesma Ansa, também sinteticamente, divulgou que Johanna, depois de tanta sorte, tinha morrido num acidente de carro no Tirol austríaco, no dia 9. A notícia só bombou no mundo a partir do dia 12.
Desde então, este Correio da Lapa vem pesquisando e nada encontra de real sobre Johanna neste mundo de jornais impressos e internet. Nenhuma declaração real de autoridade real, nenhuma foto real, nada, apenas centenas de sites copiando, clonando, inventando, melhorando e piorando o que não parece uma notícia real da Ansa.
Talvez este Correio da Lapa seja o único errado por insistir em desconfiar que é o único certo. Se Johanna foi um caso real, o Correio da Lapa pelo menos ainda poderá chiar: mas foi péssimo jornalismo.
E pior, quando o Times de Londres também clonou a nota da Ansa, o mundo inteiro embarcou na viagem da história citando o Times. Mas, até agora, nada. O Correio da Lapa localizou fotos de diferentes acidentes exibidos em sites como se fossem o que teria vitimado Johanna Ganthaler.
Barriga jornalística, ou mau jornalismo, pouco importa à essa altura. O Airbus parece que não sabe voar. A única sobrevivente no mar do arquipélago de Comores não sabe nadar. E Johanna Ganthaler, a única que que morreu na estrada depois de escapar do mar, não sabe morrer.
De barriga ninguém gosta de falar. Jornal grande fala de errinho, correção. E talvez nem seja o caso de falar de Johanna, que descanse em paz, se morreu.
Só o Correio da Lapa, tonitruante solitário, insiste em mergulhar no que pode ser seu próprio erro. Tivera este CdL recursos, teria já enviado um correspondente para ver in loco como vive a família desta italiana da região maravilhosa do Alto Ádige, vizinha da Áustria. Para ver o nicho onde foi sepultada, ver detalhes do destino de uma verdadeira e bem contada história, ou notícia.
Mas não, só resta gritar aos quatro provedores: onde está, onde esteve a misteriosa italiana?
(*) Por Alfredo Herkenhoff
Michael Jackson Elvis Pelé Carmen Miranda Google Andy Warhol Bill Gates Money Eternity
no mundo dos cifrões
Com pitadas de diamantes, Ruy Castro e Oldemário Touguinhó
Por Alfredo Herkenhoff
Neverland & Graceland!
É tanta confusão em torno da morte, funerais e fortuna de Michael Jackson depois de sua inesperada parada cardíaca aos 50 anos de idade que este Correio da Lapa, como tantos veículos, não sabe se cometeu um erro grave por exagero ou por homeopatia. Erro a mais de quase 400 milhões de dólares? Ou a menos de muito mais?

O CdL mencionou valores que momentaneamente seriam exagerados? Ou na na verdade valores que serão ainda mais elevados num futuro de curto ou médio prazo?
Não está claro se o rancho Neverland vale 500 milhões de dólares como se mencionou ontem aqui neste blogue-jornal ou se muito mais. No ano passado, o território mítico do Michael Jackson Peter Pan quase foi a leilão por apenas 120 milhões.
A confusão de números tão discrepantes decorre em parte da correria, em parte da chuva de especulações de analistas de economia nos Estados Unidos. A CNN tem sido pródiga nesses dias na produção de conteúdo nesse campo de bens e investimentos relativos ao legado do Rei do Pop.
Ampliam-se as surpresas: pensava-se que o artista estivesse todo endividado, e agora aparecem essas notícias de que deixa uma fortuna de 500 milhões. Aqui tudo é dólar. A fortuna total é de 500? Ou ainda há o adicional do potencial de outros 500 de Neverland?
O testamento de Michael Jackson deixa a fortuna para suas três crianças e a mãe-avó, num fundo, e nada para o pai que batia no astro e seus irmãos.
Confusão do Correio da Lapa, da mídia em geral? Ou necessidade de mais uma soma, erro ou duplicação, mas sempre coragem de tudo isso aqui antecipar?
A CNN lembra o caso do King Elvis Presley, que depois de morto começou a faturar muito mais. A Forbes ou Fortune, sorry pela ligeira dúvida quanto a qual das duas revistas, emite um mórbido ranking das 10 celebridades mortas que mais faturam no mundo. Elvis, o King, encabeçava no ano passado a lista Top Ten com 52 milhões de dólares anuais. Herdeiros da família nada comentam sobre isso.
Estima-se na CNN que o King of Pop vá deixar depressinha o King Elvis comendo poeira nesta competição imaterial de almas coroadas.
O mítico parque Neverland vai faturar mais do que Graceland, que se transformou em ponto de peregrinação por ser o lugar do King sepultado. Mas, afinal de contas, os despojos do King of Pop serão mesmo preservados na rancho Terra do Nunca? Tanta confusão...
Michael Jackson, ao contrário do King dos anos 50 e 60, é o ícone de um tempo inaugural de clipes, depois internet, mas sempre audiovisual, algo hoje digital e à mão de toda a população no mundo inteiro. Portanto, na modesta estimativa deste CdL, o legado do Rei do Pop, enquanto potência, ou potencial econômico, vai rapidamente galgar a casa dos bilhões de dólares.
Mas fica aquela coisa de jornalismo culpado por especular de véspera que o misterioso sítio de Michael Jackson, de 13 mil hectares, ou uns cem gramados de futebol, iria virar atração turística internacional com potencial de uma Disneylandia do Google/Youtube.
O Correio da Lapa, que tem acertado mais do que errado, não teme especular. Os capitais virtuais já estão se engalfinhando por este legado repentino neste mercado real da saudade do maior símbolo dos tempos já digitais/audiovisuais.
Nada surpreende ninguém em demasia nesse espaço em que empresas que nasceram ontem já hoje são catapultadas ao topo do mundo. E se o Google comprar Neverland? E se Bill Gates entrar na parada e também for comprado pela corporação Google?
A propósito, qual grupo é hoje o mais forte no mundo da economia? Microsoft ou Google? À boca miúda, nas calçadas da vida, ainda se pensa em Bill Gates, ou neste e seus sócios como o conjunto mais rico. Mas, nas reentrâncias das esferas mais altas das grandes corporações, o Google já vai longe... Só falta o anúncio espetacular, midiático, de que Google cresceu tanto e tão depressa que nem se lembrou de avisar que ninguém precisa mais se preocupar em comparar seu valor com a fortuna de Gates e sócios-amigos.
O Correio da Lapa, agora num universo de Brasil e brasileiros, especula, no embalo do King of Pop, sobre dois ícones mundiais de extração tropical: Carmen Miranda e Pelé.
Considerando que a morte aqui apenas significa não uma passagem para outra forma de vida, mas máquina da saudade a serviço de novidades que produzem dinheiro, o velho e bom dinheiro neste tempo mesquinho dos valores materiais, não se pode esquecer desses dois exemplos nacionais.Camen Miranda, a bombshell, a Pequena Notável, a exemplo do King of Pop, morreu com idade semelhante, em condições semelhantes, numa mansão também na Califórnia, cheia de remédios e mágoas. E tudo isso também depois de ser a número 1 do mundo no showbusiness. Não deixou um testamento vingativo como Michael Jackson em relação a pessoas cruéis que lhe foram próximas. E assim, os balangandãs, vestidos, turbantes e tamancões voltaram para o Brasil, como pesquisou Ruy Castro para a sua excelente biografia. Boa parte dessa memorabilia e bijuteria indo parar nas mãos de fãs no Rio de Janeiro. Já o ouro, as joias e o dinheiro ficaram com o marido americano que não a tratava bem
O problema de Camen Miranda, enquanto potencial pós-mortem, é que ela morreu em vida. O legado maior dela são as 200 músicas gravadas na década de 30 no Rio de Janeiro, são os shows dos primeiros anos no Brasil e nos Estado Unidos, mas parcos são os registros. E o pior dela é a filmografia americana, um pequeno mico até. Em boa parte já está ou está indo de vez para o Youtube, mas não rende grana. Nem as músicas do Brasil, maravilhosas, rendem caraminguás. O áiudio ainda era tosco. Quem tinha saudade dela está morrendo ou já morreu. O melhor de Carmen, enquanto investimento, oh paradoxo, é hoje a biografia de Ruy Castro, que deve virar cinema, um senhor filme.
Pelé, como me dizia o saudoso amigo, o repórter Oldemàrio Touguinhó, amigo também do Rei, só passou a ganhar dinheiro à vera depois que morreu para o futebol. Mas malandro precoce, ao contrário de Carmen Miranda, Pelé não morreu de verdade e muito menos, jovem, de repente. Mais do que isso, ou além disso, depois de ter morrido para o futebol, Pelé ressuscitou.
Quando decidiu retomar a prática do futebol, naquele time de exibição, o Cosmos de Nova York, Pelé passou a ganhar mais em um ano do que ganhara em toda a carreira de menos de duas décadas encantando nas quatro linhas.
Embora vivinho da Silva, foi quando Pelé "morreu" para o jogo é que a grana começou a lher sorrir, via anunciantes, num crescendo que deu em Mastercard e Viagra mundo afora, ícone internacional que é nos cinco continentes.
Aliás, outro amigo do King do futebol, o Pepe, meio profeticamente, dizia quando o craque era ainda um adolescente, segundo me contou Oldemário: "Pelé nasceu para ser notícia".
Andy Warhol, o Rei Pop das Artes Plásticas, desmentindo a si próprio, naquela máxima de que no futuro todo mundo será famoso por 15 minutos, afirmou que Pelé era uma exceção. Warhol, ao fotografar o Rei em Nova York, à época do Cosmos, afirmou que que o melhor jogador do mundo no futuro seria ainda mais famoso. Isso também é uma revelação de Pelé a Oldmário.
Morte, quase sempre, para quae todo mundo, é sinônimo de esquecimento, mas para Michael Jackson, Elvis, Pelé, Henrique VIII, Édipo, Warhol, Carmen Mranda, ou Cleópatra, é sinal de história ou poder. Os símbolos morrem, mas continuam conosco enquanto interesse, consumo.
Pelé, por vivo estar, e por se saber sempre "star", está de olhos bem a postos.
Como especulação, esta conversa não poderia ter mesmo fim nem objetivo. Mas, para não perder a viagem, vai de público o que só ia na mente. Talvez, com ajuda de algumas palavras quase esquecidas vindas do saudoso Oldemário, talvez em parte vindas de minha imaginação de jornalista, em torno das pequenas revelações que o colega dos bons tempos de JB me fazia. Mas andei pensando se naquele encontro, Andy Warhol e Pelé, para aquela série de fotos tipo polaroid, se o excêntrico artista da Pensilvânia não teria, entre rapapés e apresentações em Manhattan, naquela onda de que Pelé será ainda mais famoso no futuro, dito algo mais, algo assim: você será ainda mais famoso pelos próximos 15 séculos. Ou talvez Warhol tenha dito para paparicar o Rei pré-e-pós-Maradona: Marvelous, nem os diamantes são eternos. Só você o é.
Ahmadinejad & Steve Carell separados ao nascer

Sim, irmãos da parte de Adão
À esquerda, o ator americano Steve Carell, de barba, em cena de Pequena Miss Sunshine.
A direita, o presidente iraniano legitimamente reeleito Mahmoud Ahmadinejad.
Separados ao Nascer - J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapa
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Povo não vai mais ver corpo de Michael Jackson
Família cancela programação
Correio da Lapa - Notícia comentada (*)
A família de Michael Jackson acaba de decidir: não vai ter mais velório com visitação pública, fã nenhum vai ver o corpo de Rei do Pop nem vai invadir o rancho Terra do Nunca, hoje avaliado em torno de 500 milhões de dólares, contra apenas 120 milhões um ano e pouco atrás. A cerimônia de corpo presente para grande público seria na sexta-feira.
A família do artista contratou às pressas uma firma de relações públicas que parece estar por trás dessa reviravolta. Antes, estava previsto um cortejo fúnebre para esta quinta-feira com 30 limusines acompanhando o corpo pelas ruas de Los Angeles a caminho do sítio Neverland. Estava previsto memorial só para a família no domingo. Tudo alterado, tudo confuso.
No testamento aberto hoje, Michael Jackson deixou sua fortuna para um fundo em nome dos três filhos, mas nada mencionou sobre se gostaria de ser cremado, sepultado no chão da Terra ou encriptado.
A polícia de Los Angeles também deve ter pesado na decisão de dar uma reviravolta na programação, informando à família que o funeral, como previsto na terça-feira, seria caríssimo e complicadíssimo em termos de segurança e logística por envolver multidão em trânsito.
Já havia gente comprando passagem de avião até fora dos Estados Unidos para tentar ver o corpo e conhecer o rancho, que nunca foi aberto à visitação pública.
(*) By Alfredo Herkenhoff, com CNN e outros na base de um rápido "teclo-e-interpreto".
Lula: DEM e tucanos querem ganhar o Senado no tapetão
Correio da Lapa - notícia ligeiramente comentada
Hoje o PT oscilou entre pedir e não pedir a Sarney que se afaste da Presidência do Senado para que um processo de moralização da Casa pós-atos secretos não se desmoralize antes mesmo de começar.
Disse Lula: "O DEM e PSDB querem que o Sarney se afaste para o Marconi Perillo (senador pelo PSDB-GO e primeiro vice-presidente do Senado) assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém", afirmou Lula, acrescentando: "A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, que querem ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático."
Horas antes, no blog do Ricardo Noblat, este titular disse que a presidência do Senado nas mãos de Marconi Perilo seria terrível para Lula, que não gosta dele. Nolbat explicou: "Lula o detesta. Foi Perilo que alertou Lula sobre o pagamento de mesadas a deputados federais muito antes de Roberto Jefferson detonar o escândalo do mensalão. Lula não deu bola ao que ouviu de Perilo. E Perilo, depois, lembrou publicamente que advertira Lula a respeito".
A renúncia obrigaria o Senado a eleger um novo presidente em um prazo de 45 dias. Como dono da maior bancada, o PMDB indicaria o nome para substituir Sarney. E, claro, substituir também Perillo pós-mês e meio.
Ainda de acordo com o blog do Noblat, é possível que Lula demova Sarney da decisão de renunciar, mas não é provável. Sarney poderá argumentar que foi abandonado pelo próprio partido do presidente - o que é verdade. E encerra Noblat: "Pela manhã, o senador petista Aloizio Mercadante (SP), o líder, e Ideli Salvatti (SC), a líder do governo no Congresso, visitaram Sarney em sua casa esta manhã e lhe propuseram duas coisas: o afastamento temporário e a criação de uma comissão de senadores e funcionários para cuidar da reforma do Senado. Sarney acolheu a idéia da comissão. Recusou a proposta de afastamento. No início desta tarde, a bancada voltou a se reunir. E anunciou pela boca de Mercadante que era favorável, sim, ao afastamento de Sarney. Mas como Sarney disse que não se afastaria, o PT decidiu não fazer um apelo público para que ele se afaste".
Pesquisa: público se sente excluído por jornalismo da mídia tradicional
no excelente site de mídia bluebus.com.br
O público se sente confuso e excluído por matérias jornalísticas na mídia tradicional que não explicam o básico sobre as notícias, diz o relatório 'Public Trust In The News', de pesquisadores das Universidades de Manchester e Leeds, na Inglaterra. O documento foi publicado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism. Segundo Scott Anthony, da Universidade de Manchester, a confiança do público entra em crise quando as pessoas acreditam que os jornalistas estão falando de grupos sociais, áreas ou práticas que eles não compreendem. 01/07 Blue Bus
O estudo também indica que a mídia de massa deixa muitos se sentindo impotentes e inseguros em relação a em quem acreditar. Ao mesmo tempo, a internet ajuda essas pessoas a entender as notícias e dá a elas o sentimento de que podem participar do que está acontecendo - por dar acesso a relatos livres de interesses ou sem a preocupação de serem politicamente corretos; e também por permitir entrar em contato com as autoridades. Segundo os pesquisadores, eles ficaram surpresos com a confiança que as pessoas depositam na internet como um todo e no Google especificamente como a fonte mais segura para entender e analisar. Por outro lado, o relatório não deixa de citar que a web deixa algumas pessoas mais confusas do que antes, por conta da quantidade de fontes. Noticia do Journalism.co.uk. 01/07 Blue Bus
Flamengo de uniforme novo

Fla apresenta novos uniformes
Lançamento celebra o início da parceria de quase seis anos com a Olympikus.
Em uma grande festa na Gávea, nesta quarta-feira, o Flamengo apresentou os seus novos uniformes, que serão fornecidos pela Olympikus, empresa que fechou parceria até o fim de 2014 com o Clube.
A cerimônia foi comandada pelo cantor Gabriel O Pensador e os jogadores Adriano, Petkovic, Ibson, Bruno e Marcelo Lomba, do futebol, e Duda e Marcelinho, do basquete, desfilaram. apresentando os novo uniformes.
O presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, disse que o contrato com a Olympikus representa uma nova era para o rubro-negro.
- “Queria agradecer a Vulcabras (dona da marca Olympikus) por ter essa visão. Estamos inaugurando hoje uma nova era. Vamos ter os produtos mais vendidos do país. Em um mês já foram vendidas mais de 200 mil camisas, o que mostra que esse casamento é importante. É uma união que vai representar a construção de uma loja na Gávea com 1.300 metros quadrados e muitas outras iniciativas. A inauguração está prevista para novembro deste ano”.
A cerimônia também divulgou o resultado da pesquisa na internet que elegeria o número de Adriano. O Imperador desfilou com a camisa 9, que será usada por ele no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. Também foi mostrada uma linha de produtos para os torcedores. Uma linha casual, totalizando mais de 45 produtos.
- “A Olympikus já chegou com o Flamengo em todo o país, em todos os estados. Foram 19 meses de trabalho muito árduo dos dois lados. E uma nova era começa para o Flamengo", disse Tullio Formicola Filho, diretor de marketing esportivo do Grupo Vulcabras/azaleia.
A Olympikus pagará cerca R$ 21 milhões por temporada ao rubro-negro. Durante o período de contrato, o novo patrocinador deve investir cerca de R$ 170 milhões no rubro-negro.
Fora Sarney? Não. Fora um? Antes fôra só um. Nunca foi. Fora o resto. E o Diabo que os carregue
Frases a seguir não refletem opinião do Correio da Lapa até porque este CdL não tem opinião formada sobre nada, ou se tem, muda a todo instante.
Esta campanha de artistas e coleguinhas com o bordão "Fora Sarney" está um tanto partidarista, talvez excessivamente até, como se o senador fosse o único. Seus pares estão bem lá no ímpar do mesmo buraco do descrédito. Parece campanha eleitoral pró-José Serra contra Dilma Rousseff. O clima está tão eleitoreiro que até Dilma e seu blog estão, entre citações de José Dirceu, denunciando com facilidade que a prática secreta envolve senadores do outro lado das fileiras petistas.
O nepotismo não era proibido até que o Supremo decidisse que não podia mais, ano passado. Mesmo assim, o nepotismo cruzado continua numa boa.
O Supremo do Brasil está vivendo nas Honduras, flanando nas asas das benesses extraídas do caos das ruas jamais frequentadas pela maior parte das autoridades, a não ser quando acompanhadas de homens grandalhões, todos de terno, olhos atentos sob óculos escuros, pistolas automáticas e microfones invisíveis para troca de informações segundo as normas e possibilidades da alta tecnologia.
A prioridade não é o "Fora Sarney", mas melhorar a qualidade do jornalismo sem diploma. A prioridade é gerar empregos. Gerar participação. O que é gerado em comum deve ser gerido em comum.
Parlamentarismo Já. Por um sistema unicameral.
O Senado já deu o que tinha a dar, em termos de equilíbrio da República Federativa. Mas desde que Assis Chateaubriand virou senador por um Estado de aluguel, que não era o dele nem de origem nem onde vivia, no que vai agora imitado por Sarney, a Casa Alta só vem perdendo moral, virou refúgio dos políticos mais experientes.
Chatô foi senador pelo Maranhão. Sarney, há meio século desmandando, é senador pelo clã. É senador da família dele. Coronel feudal reinando na intensa ponte aérea entre Brasília, Macapá e São Luís. Nessas três capitais, ele é Excelência. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, é Sua Excrescência.
Mas Lula tem razão. Em nome da governabilidade, precisa costurar alianças o tempo todo.
Os colegas de Sarney não o atacam agora porque estão indignados com o seu estilo "tudo para mim e minha filhota". Mas porque sentem que a hora é essa.
Será?
By Alfredo Herkenhoff
Twitter, exemplos para quem ainda não chegou lá
- Dá twittada no Irã dá em nada, twittada em Sarney, talvez. Dar uma geral em Honduras é mole. Fora Micheletti, um Ranieri Mazzilli no sec.21less than 5 seconds ago from web
- CorreiodaLapa
sou twitter verde, twitter fora sarney, twitter dentro da lei, sou twitter até morrer. A noite é amiga dos amantes: paixão sem posse.less than 5 seconds ago from web - CorreiodaLapa
Quer cor que quer? Qualquer cor: carvão, caótica, vermelho substituto. Quecô-que-qué? Cóqué-cô-cá-ótica http://correiodalapa.blogsp...less than 5 seconds ago from web - CorreiodaLapa
FELICIDADE NESSA MIDIA É FAZER SUCESSO DENTRO DELA ACHANDO QUE É INFELIZ. QUEM É? A FELICIDADE? A MÍDIA É INFELIZ? HÁ SUJEITO OCULTO? ONDE?less than 5 seconds ago from web - quirkgit ur keybooooaard caaat heeere, riiiiight haaayah http://bit.ly/KeyboardCatShirtless than 20 seconds ago from web
- ReginaBrasiliahttp://bit.ly/3w0itr Monstro dominado e clipping de notícias do dia. E por falar nisso, #forasarney!less than a minute ago from TweetDeck
- BlogdoNoblatDica de blog - Eu Capricho http://bit.ly/SESHt3 minutes ago from O Globo
- ReginaBrasiliaBrasileiro analisa Lula e Sarney em jornal português http://bit.ly/OF9nh (Via @CorreiodaLapa)4 minutes ago from TweetDeck
- ReginaBrasilia@CorreiodaLapa Essa foto faz o turumturumturum no peito ecoar lá na alma.10 minutes ago from TweetDeck in reply to CorreiodaLapa
- BlogdoNoblat"Meu pai não é apegado a cargo", afirma Roseana http://bit.ly/1aViR515 minutes ago from O Globo
- DannythegirlDifícil de entender... =(16 minutes ago from web
- Bemvindo_atorQuerem que eu faça um filme. Pagam em percentual. 100%% de zero é zero!16 minutes ago from web
- mchaseliovE parece que a previsão do tempo em Paraty é chuva. Droga.16 minutes ago from TwitterBerry
Agora é oficial: Flamengo patrocinado por Olympikus, marca da Vulcabras/Azaléia: 21 milhões por ano
"É o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro. Nenhum clube tem um contrato como esse", garante Ricardo Hinrichsen, diretor executivo de marketing do Flamengo.
Os novos uniformes já levam a marca Olympikus Tube, patrocinador principal da camisa do futebol (frente e costas) por um período de três meses. "O Flamengo será atendido como merece", afirma Tullio Formicola Filho, diretor de marketing esportivo da Vulcabras/Azaléia.
O hotsite http://mkt.flamengo.com.br/novaera/, lançado nos primeiros minutos desta quarta-feira pelo Departamento de Marketing do clube, traz mais informações sobre o patrocínio.
Brasileiro analisa Lula e Sarney para público de Portugal
Correio da Lapa a intenautas: a seguir a Coluna de Bruno Garschagen no jornal português "i" publicada na edição desta quarta-feira, 1 de julho, em Lisboa, com o texto do amigo capixaba vertido para a tradicional grafia da Terrinha de Cabral. Apesar do título, o foco principal é a imagem hoje em frangalhos de José Sarney. VISTO DE FORA (*)
Irão e Brasil segundo Lula, o Insuperável
Quem poderia comparar os confrontos pós-eleitorais no Irão com uma rivalidade de adeptos de futebol? Lula da Silva, que gosta de atestar idoneidade a quem depois mostra não a ter...
por Bruno Garschagen, Publicado em 01 de Julho de 2009
Lula. Luiz Inácio Lula da Silva. Presidente do Brasil. Perdi a conta de quantas vezes tive que falar sobre Lula aqui em Portugal. Sobre seu governo. Seus vícios. Suas virtudes desvirtuosas. Lu-la.
Semana passada Lula superou-se. Lula é insuperável em superar-se.
Eleições no Irão? "Não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irão. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos."
Enquanto os governos do Reino Unido, Espanha, França e Alemanha condenavam a extrema violência contra os opositores, Lula comparava a situação à rivalidade entre as torcidas de dois times de futebol do Rio de Janeiro.
A coisa não ficou por aí.
Na mesma semana, Lula apoiou o presidente do Senado brasileiro, José Sarney, após a revelação de que em 14 anos a Casa executou mais de 500 actos administrativos secretos para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas à directoria. Os actos não eram publicados e as decisões eram omitidas dos senadores não envolvidos e da população. Duas sobrinhas e um neto de Sarney teriam sido nomeados por actos secretos para trabalhar em gabinetes de seus colegas.
Lula é fecundo em atestar a idoneidade de gente que depois, afinal, não se mostra tão idónea assim.
Durante o primeiro mandato (2003-2006), Lula perdeu vários homens de confiança e políticos da base do governo no Congresso por denúncias que fariam corar aqueles que aqui estão envolvidos no caso Freeport.
O que disse Lula sobre Sarney? "Penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum. Elas (as denúncias) não têm fim e depois não acontece nada."
A habilidade retórica de Lula é soberba. Quem, ao acompanhar a história política em Terras de Vera Cruz, discordaria de tal afirmação? De facto, Sarney tem "história no Brasil". Qual? Pais cuidadosos, tirem as crianças de perto do jornal.
Começando pelo fim: Sarney responsabiliza as anteriores administrações do Senado pelos actos administrativos secretos. Mas foi ele quem presidiu a Casa de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005. Façamos uma conta simples. Se os actos secretos começaram há 14 anos, deixe-me ver, 2009 menos 14, sim, sim, 1995. Então quer dizer, ó Garschagen, que a coisa toda começou na primeira presidência de Sarney no Senado? Longe de mim acusar quem quer que seja de qualquer coisa, mas a matemática é uma ciência bastante excêntrica e costuma dar resultados exactos.
Nesses 14 anos Sarney esteve directamente na presidência durante seis anos. Nos outros 12 estava lá indirectamente, exercendo seu mandato (e poder) de senador. Ele foi eleito pela primeira vez em 1990 e reeleito mais duas (1998 e 2006). O mandato de senador no Brasil é de oito anos e o presidente do Senado é o terceiro na linha sucessória para assumir a Presidência da República (primeiro é o vice-presidente, a seguir o presidente da Câmara dos Deputados).
Rebobinemos a história para 1985. Sarney assumiu a presidência da República após a morte, dias antes da posse, de Tancredo Neves, de quem era candidato a vice na eleição indirecta realizada pelo Congresso. A única lembrança positiva de seu mandato (1985-1990) foi ter sido o primeiro governante civil após um governo militar de 20 anos (1964-1984). Durante a sua presidência, o país submergiu economicamente e sofreu com uma hiperinflação histórica (2751% entre Fevereiro de 1989 e Março de 1990), moratória, congelamento geral de preços, crise de abastecimento e denúncias de corrupção em vários sectores do governo e contra ele próprio.
Lula está certo: além de ter história no Brasil para não ser tratado como se fosse uma pessoa comum, sob Sarney pesam denúncias que em nada resultaram. Mas Lula não se refere apenas aos outros. Sua história pessoal e a história do seu governo é a história de quem constrói a história para não ser tratado como uma pessoa comum, esse ente abstracto que garante o voto, legitima o poder e incita doces manifestações de superioridade moral.
(*) - Bruno Garschagen, jornalista brasileiro e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica
Just in case... Yoko Ono came together
Por mais automática que seja, uma lembrança une esperança, saúde e invenção, viço do imprevisível maravilhoso, saudade e futuro, responsabilidade e farra, Barack Obama, Martha Pagy e Yoko Ono.
Paz e porrada. Pensar une beijos para quem lê e compreende. Só a arte destrói. E a cada desmonte, ergo. Pensi latte, allora pensi bianco. Xô demônios do pequeno inferno do cotidiano. Xô globaizinhos na escolinha da celebridade.
Longa vida para a Preguiça, cérebro de amendoim.
Viva Alberto Ribas, a dança da árvore, o vento, a dança do tronco, a estaca, a nuance no cachimbo da paz.
A espada da palavra é memória em riste.

Viva Demétrio de Oliveira Gomes.
Viver é guerra e paz, guerra e liberdade, guerra e arte, guerra e amor.
Thank you Yoko. I love all... How? Pintando, just in case.
Art é a minha pegada, unha.
Ganância é o rastro do nada, vazio da chatice.
Art é fome, starvation, luz que invevitavelmente ilumina a própria luz.
Meu gesto é estrutura de surpresa, poesia, Brasil, tempo, message.
Alfredo Herkenhoff is. Is.


