quarta-feira, 3 de junho de 2009

Who is most beautiful woman? Black or Morena?


Airbus Air France Victims List France Italy Germany...

ÁFRICA DO SUL

Erich Heine. Engenheiro e presidente do Conselho Administrativo da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). A CSA pertence ao grupo ThyssenKrupp e está em construção em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Heine ocupa a presidência da siderúrgica desde maio de 2008.

ALEMANHA

Claus-Peter Hellhammer, 28 anos, funcionário alemão da ThyssenKrupp Steel AG.

Harald Maximillian Winner, 44 anos. Iria à Alemanha para providenciar os documentos necessários para se casar no Brasil, segundo sua noiva, Helen Pedroso.

Martin, 29 anos (sobrenome não informado). Médico alemão que, segundo um amigo, estava em férias no Brasil.

Moritz Koch, 54, arquiteto alemão, veio ao Rio para reunião no escritório de Oscar Niemeyer.

Noivo de Júlia Chaves de Miranda Schmidt, ainda não identificado.

ARGENTINA

Clara Mar Amado, 32 anos, aeromoça argentina. Possui dupla nacionalidade: espanhola e argentina.

Pablo Gabriel Dreyfus. Integrante da organização não governamental Viva Rio e pesquisador especializado no controle de armas.

CANADÁ

Brad Clemes, 49 anos, canadense, executivo da Coca-Cola na Bélgica.

COREIA DO SUL

Koo Hak-rim, 40 anos, sul-coreano.

CROÁCIA

Zoran Markovic, 45 anos, marinheiro croata de Kostelji.

ESPANHA

Andrés Suárez Montes, 38 anos. Engenheiro natural da província espanhola de Sevilha que, segundo familiares, trabalhava no Brasil na empresa Schlumberger.

Anna Negra, 28 anos, espanhola.

ESTADOS UNIDOS

Anne Harris, 54 anos, mulher do geólogo Michael Harris.

Michael Harris, 60 anos, geólogo americano que trabalha para a Devon Energy no Brasil.

FILIPINAS

Arden Jugueta, marinheiro filipino que pegaria conexão em Paris.

FRANÇA

Christin Pieraerts. Funcionária da Michelin França. A empresa informou que ela retornava a seu país após participar de reuniões da empresa no Brasil.

Isis (sobrenome não divulgado). Seria mulher de José Ronnel Amorim, que também estava no voo.

Jean-Claude Lozouet, viajou separado da mulher.

Sandrine Artiguenave, 34 anos, francesa.

Stephane Artiguenave, 35 anos, francês, vendedor da CGED.

GRÃ-BRETANHA

Alexander Bjoroy, 11 anos, estudante britânico

Arthur Coakley, 61 anos, engenheiro inglês que veio ao Brasil a trabalho.




Graham Gardner, 52 anos, engenheiro escocês que trabalha no Rio.



HUNGRIA


Jozsef Gallasz, 44 anos, húngaro, marido de Rita Szarvas.

Rita Szarvas, terapeuta húngara de um centro para crianças com deficiência motora.

Filho de sete anos de Jozsef Gallasz e Rita Szarvas, cujo nome ainda não foi divulgado.

IRLANDA

Aisling Butler, 26 anos, médica irlandesa.




Eithne Walls, médica irlandesa.




Jane Deasy, médica irlandesa.

ITÁLIA

Agostino Cordioli, 73 anos, empresário italiano de Verona. Viajou a negócios para Fortaleza.

Alexander Paulitsch, 35 anos, consultor comercial italiano de San Candido (Bolzano).

Claudia Degli Esposti, 55 anos, italiana, empresária que trabalha com marketing.

Enzo Canaletti, italiano, marido de Angela Cristina de Oliveira Silva.

Georg Martiner, 24 anos, de origem brasileira, adotado com dois irmãos por uma família italiana.

Georg Lercher, 34 anos, empresário italiano do setor florestal de San Candido (Bolzano).


Giovanni Batistta Lenzi. Deputado da Província Autônoma de Trento e Região Alto Adige.



Luigi Zortea. Prefeito de Canal San Bovo, em Trento, na Itália.




Rino Zandonai. Diretor da Associazione Trentini Nel Mondo.




MARROCOS

Ahmed Faouzi, técnico veterinário marroquino.

Fouad Haddour, veterinário marroquino.

Rajae Tazi Moukha, veterinário marroquino.

NORUEGA

Kristian Berg Andersen, 37 anos, norueguês, funcionário da petrolífera norueguesa StatoilHydro.

SUÉCIA

Christine Badre Schnabl, 34 anos, sueca. (foto ao lado)

Laura Rahal, 28, engenheira que veio ao Brasil a trabalho.

Philipe Schnabl, cinco anos, filho de Christine Schnabl.

TURQUIA

Fatma Ceren Necipoglu, professora turca da Anadolu University

Airbus Air France Victims List Brazil

BRASIL

Adriana Francisco Sluijs, 40 anos. Assessora de Comunicação Corporativa da Área Internacional da presidência da Petrobras. Estava indo para a Coreia do Sul.

Ana Carolina Rodrigues, 28 anos. Integrante da organização não governamental Viva Rio. Trabalha no projeto Crianças e Jovens em Violência Armada Organizada (Coav).

Angela Cristina de Oliveira Silva, responsável pelo Centro Internacional de Orientação e Defesa da Mulher Estrangeira (Ciods).

Antonio Augusto Gueiros, 46 anos. Diretor de informática da Michelin, fabricante de pneus. A empresa informou que ele seguia para uma reunião na unidade da Michelin na cidade francesa de Clermond-Ferrand.

Bianca Machado Cotta. Recém-formada em Medicina, viajava em lua-de-mel com o marido Carlos Eduardo Macário de Melo. Ela é de uma família de juristas de Niterói, neta do desembargador Eneas Cotta, e sobrinha da desembargadora Renata Cotta.

Carlos Eduardo Macário de Melo. Advogado, casou-se sábado com Bianca Machado Cotta e viajava em lua-de-mel.(foto ao lado)

Deise Possamai, 34 anos. Natural de Nova Veneza, no sul de Santa Catarina, e funcionária da prefeitura de Criciúma. Ela havia tirado uma licença de dois anos para ir à Itália. O pai de Deise, Valdir Possamai, é o secretário de Agricultura de Nova Veneza.

Eduardo César Moreno, gerente da Petrobras no Irã.

Francisco Eudes Mesquita Valle, diretor da transportadora de combustíveis TLW, marido de Maria de Fátima e pai de Paulo Valle Brito.

Gustavo Peretti, 30 anos, brasileiro, funcionário da petrolífera norueguesa StatoilHydro.

Hilton Jadir Silveira de Souza, 50 anos. Engenheiro da Petrobras natural de Montes Claros, Minas Gerais. Ele ia para a Alemanha a serviço da empresa.

Izabela Maria Furtado Kestler. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrante do Departamento de Línguas Anglo Germânicas e membro do Programa de Mestrado Interdisciplinar em Linguística Aplicada da UFRJ. Atua principalmente no ensino de literatura alemã. Viajava a trabalho para a Alemanha para participar do congresso anual da Sociedade Goethe.

João Marques da Silva Filho, 67 anos. Funcionário do Estaleiro Atlântico Sul, que fica em Ipojuca, na Grande Recife. Ele estava viajando para várias cidades asiáticas, onde testaria equipamentos que poderiam ser comprados pelo estaleiro.

José Gregório Marques, 70 anos, juiz federal aposentado, natural de Itambacuri, no Vale do Rio Doce.

José Roberto Gomes da Silva, 50 anos. Professor da PUC-Rio. De acordo com a instituição de ensino, Gomes viajava sozinho para participar de um evento acadêmico na França.


José Ronnel Amorim, 35 anos. Dentista, tinha curso de especialização em Portugal para exercer Odontologia na União Européia. Morador de Londres. Veio comemorar o aniversário de 35 anos com a mulher, Isis, na casa dos pais na praia de Icaraí, em Niterói.

Júlia Chaves de Miranda Schmidt, 27 anos, advogada. Ela voltava para a Alemanha, onde mora e está noiva. Segundo informações da Inter TV Grande Minas, ela viajava ao lado do noivo alemão, que ainda não foi identificado.

Juliana de Aquino, 29 anos. Cantora e moradora da Alemanha havia seis anos. Veio a Brasília visitar a família e estava voltando ao país.

Leonardo Veloso Dardengo, 30 anos. Oceanógrafo, doutorando da Universidade Federal do Rio de Janeiro e morador de Vitória. Iria fazer um curso em Paris, segundo familiares.

Letícia Chem, filha de Roberto Corrêa Chem e Vera Chem, gerente de roaming internacional da operadora Oi.

Lucas Gagriano Jucá, 24 anos, comissário e único tripulante brasileiro.(foto ao lado)

Luciana Clarkson Seba, psicóloga, neta de Roched Seba, ex-diretor do Instituto Vital Brazil.

Luis Cláudio Monlevad. Empregado da empresa de tubulações Saint-Gobain.

Luiz Roberto Anastácio, 50 anos. Presidente da Michelin América do Sul. A empresa informou que ele seguia para uma reunião na unidade da Michelin na cidade francesa de Clermond-Ferrand.

Marcela Marques Pellizzon, 29 anos. Funcionária de uma empresa norueguesa. Veio ao Brasil a serviço. A mãe, Cássia Marques Pellizzon, é de Fortaleza.

Marcelle Valpaços Fonseca Lima, 28 anos, procuradora do Estado do Rio.

Marcelo Parente, 38 anos. Chefe de gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Estava indo a Paris, a passeio, em companhia da mulher.

Mulher de Marcelo Parente, cujo nome a Prefeitura do Rio não está divulgando.

Marcia Moscon de Faria, funcionária da Vara da Infância, Juventude e Idoso do TJ do Rio.

Marco Antônio Mendonça. Diretor da área de Manganês e Ligas da Vale. Casado e pai de dois filhos.

Maria de Fátima Brito, arquiteta e mãe de Paulo Valle Brito.

Mateus Nazareth Ceva Antunes. Filho do casal Patrícia e Octavio Augusto Ceva Antunes. Segundo o site da UFRJ, ele estaria na companhia dos pais.

Nelson Marinho Filho, 40 anos. Mecânico de engrenagens. Seguia para Angola, com escala em Paris.

Octávio Augusto Ceva Antunes. Professor titular de Química do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele viajava para participar de uma palestra. É farmacêutico pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui mestrado e doutorado, além de pós-doutorado em Organometálicos na Universidade de Paris VI. Tem mais de 200 artigos publicados em periódicos especializados e um livro.

Patrícia Nazareth Ceva Antunes. Mulher do professor Octavio Augusto Ceva Antunes. Segundo o site da UFRJ, ela é ex-aluna de graduação e de pós-graduação do Instituto de Química.

Paulo Valle Brito, empresário, marido de Luciana Seba.

Pedro Luis de Orleans e Bragança, 26 anos. Príncipe herdeiro, quarto na linha de sucessão da coroa brasileira. É um dos descendentes diretos de dom Pedro II, que foi o segundo imperador do Brasil e que governou o país por quase 50 anos até ser deposto em 1889 com a implantação do regime republicano.

Roberto Corrêa Chem, diretor do Banco de Tecidos Humanos - Pele, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Porto Alegre e professor de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, viajava acompanhado da mulher, a psicóloga Vera Chem, e da filha Letícia Chem, gerente de roaming internacional da operadora Oi.

Simone Jacomo dos Santos Elias, funcionária da Vara da Infância, Juventude e Idoso do TJ do Rio

Silvio Barbato, 50 anos. Maestro. Já foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília — por duas vezes (de 1989 a 1992 e de 1999 a 2006) — e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Completou 50 anos no dia 11 de maio.

Sonia Maria Amorim, 40 anos, funcionária da Vara da Infância, Juventude e Idoso do TJ do Rio

Teresinha Moreno Marques, 66 anos, mulher de José Gregório Marques.

Valnilzia Betler, 44 anos. Casada com um alemão e moradora de Munique. Segundo seu irmão, Valdemilson da Silva Oliveira, 42 anos, ela estava no Brasil em visita à família.

Vera Chem, 63, psicóloga, casada com Roberto Chem. Ela é coordenadora do Núcleo de Vínculos e Transmissões Transgeracionais de Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA), professora do curso de psicoterapia psicanalítica do Instituto Abuchaim, desde 1997, e coordenadora do Grupo de Atendimento e Estudos em Psicoterapia, do qual é uma das sócias.

Prenderam o homem George Bush in jail






Sean Goldman cannot go to US to live with his dad

Justiça do Supremo em Brasília proíbe partida do menino Sean Goldman para viver com o pai David Goldman nos Estados Unidos. Que fique no Rio de Janeiro com o padrasto amoroso

NOTÍCIA COMENTADA

By Alfredo Herkenhoff

O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, acatou pedido do influente advogado João Paulo Lins e Silva que, por intermédio de seu preposto legal, alegou razões socioafetivas para revogar a decisão do
juiz Rafael Pereira Pinto, da Vara Federal do Rio de Janeiro e que ordenara: que o menino Sean Goldman fosse entregue ao seu pai verdadeiro e biológico, David Goldman, judeu americano, imediatamente.

Ao acatar as razões afetivas de Lins e Silva, padrasto de Sean, o juiz Marco Aurélio suspendeu na noite de terça-feira a viagem do garoto marcada para esta quarta-feira. Marco Aurélio, o Imperador do Supremo junto com o presidente Gilmar Mendes, impediu que a Justiça real fosse feita segundo padrões internacionais, segundo convenção da qual o Brasil é signatário, salvo engano.

Claro que as razoes socioafetivas eram do menino, na alegação de Lins e Silva, mas não aqui nesta interpretação meramente midiática, de público e de boa fé. Lins e Silva sustentou também, sempre por meio de seu advogado, que por diversas vezes o menino órfão de mãe dissera preferir ficar no Brasil.

O ministro do Supremo, mesmo sustentando que quer apenas analisar as minúcias do caso, que se arrasta há quatro anos, simplesmente afrontou o direito internacional. O Brasil está correndo serio risco de ver seu sistema jurídico em situação vexatória no exterior. Será que o juiz não considerou que quatro peritas legais examinaram o caso e entrevistaram Sean?

Claro que dói separar uma criança de nove anos que há quase cinco vive bem no Rio, vive hoje com a figura que substitui a mãe - morta - e o infliencia. Bondoso e atencioso, Lins e Liva enche o moleque de mimos, carinhos, atenção, boa escola, dinheiro não é problema. A mãe Bruna morreu de parto em agosto passado. Sean agora vive com a meia-irmã neném.

Claro que dói, mas a lei deve ser cega para os sentimentos de afeto do padrasto em detrimento dos afetos do verdadeiro pai. Pelo menos a lei internacional o é. Já no Brasil, parece que não. No Brasil, pediu a permanência do garoto até o Partido Progressista, que com este nome deve ser um dinossauro bem liberal para os correligionários. No Brasil até gente amiga que lê o Correio da Lapa, burguesia da Zona Sul do Rio de Janeiro, enfim, até simples internautas estão a favor da permanência de Sean na Cidade Maravilhosa por motivos socioafativos.

Aqui Sean terá um futuro brilhante. Não deve ser devolvido a David, que está no Rio e chegou a agradecer ao Brasil por ver, finalmente, a Justiça ser feita(na foto, pai e filho, extraída do site bringseanhome, que significa: Traga Sean de volta pra casa).


Para essa torcida que não quer ver Sean Goldman devolvido a David Goldman, porque no Brasil dói devolver a criança, criada por um cidadão de bem, porque seria problemático imaginá-lo sofrendo longe por alguns dias, porque isso, porque aquilo e isso...

Porque ele estaria longe de balas perdidas e de um advogado que, embora competente e honesto, afronta leis internacionais por sucumbir aos afetos em seu próprio lar. Mas até o presidente Barack Obama é órfão e não morreu, muito pelo contráario. Não sucumbiu.

Obama zanzou criança entre universidades dos pais, pelo Havai, pela Indonésia, de novo Havai e por Chicago etc e tal. Mal conheceu os ancestrais muçulmanos no Quênia. E está aí, integro na chefia da Casa Branca.

Mas no Brasil dói devolver para fazer Justiça.

Nesse clima de torcida de futebol, dói a outros brasileiros ver o Brasil se assemelhar nesses casos de família, que deviam correr em sigilo de Justiça, a países como Líbano e Síria, e aqui não se entra no mérito da qualidade do Judiciário dessas duas valorosas nações, mas são muitos os casos recorrentes de casais que se separam e, de fato, um dos cônjuges desses dois países acabam querendo ficar com o bebê na marra.

Claro, uma família entrou em crise? Se separou? O casal divorciou? Cabe a Justiça entrar em ação, mas Justiça no lugar onde a família estava estabelecida, não para onde parcialmente migrou.

Bruna saiu de casa em Nova Jersey com o menino sem dizer ao marido que jamais retornaria ao lar, nada disse ela sobre divórcio. Estava infeliz? Claro, fugiu então do maridão bofe e fugiu, principalmente, do Judiciário americano, claro, que ela não era boba e lá perderia tudo ou quase... Trocaria o amor do filho pela saudade do Brasil? Ela talvez tenha pensado e dito: vou ali David, ao Brasil, matar saudades... Mas volto já. Foi, veio, e o divórcio logo cresceu no horizonte.

Hoje, parentes dizem que ela era maltratada nos Estados Unidos. Ora, que alegação socioafetiva mais fajuta do ponto de vista legal.

O Correio da Lapa está com os Goldman

Cadê medida cautelar no meio da noite para os torturados mantidos nas cadeias mais desumanas da face da Terra?

Atraso na devolução não pode agravar riscos de trauma no menino?


Agora, o verdadeiro pai David é acusado de tudo à boca miúda, de ser um canalha, de ser até judeu. Pode até ser um mala, mas é o pai, e o Correio da Lapa não mede palavras para mostrar quão indigna lhe parece a decisão cautelar do ministro do Supremo.


Sean seria feliz vivendo para sempre com Lins e Silva num belo apê no Jardim Botânico, bairro de bacanas no Rio. Sim, o Lins e Silva tem recursos... Mobiliza o aparelho jurídico, o magistrado de plantão no Supremo pode até despachar depois do expediente. É o poder quatrocentão fazendo valer a lei graças a filigranas de toda ordem no tal arcabouço exclusivo para os ricos.

Cadê medida cautelar para este pacote de injustiçados, tortura diária nas grandes e pequenas cidades, mantidos nas fétidas cadeias entre as mais desumanas da face da Terra? Neste caso, a Justiça do Supremo é cega.

Também parece cega quando não vê a crise institucional germinando há semanas, como se viu na altercação entre os dois magistrados mais jovens dos 11 do egrégio colegiado máximo, os caçulas Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes... Agora, a Justiça do Supremo ameaça ampliar esta crise para âmbito internacional.

Sean, a cada dia que sua volta é adiada, vai levando momentos de felicidade. E o Brasil, dividindo-se em torcidas, esquece que o caso causa pasmo na comunidade internacional. Nos EUA, David ficou famoso com o caso, vai ganhar mais dinheiro do que Lins e Silva já acumulou em família ao longo de gerações. Nos EUA, se David tratar mal o filho único, a Justiça de lá dá um créu nele rapidinho. Tira-lhe a guarda em dois tempos.

A chefe da diplomacia do governo Obama, Hillary Clinton, fez apelo ao Brasil por Sean e David juntos. O próprio Barack Obama pediu pessoalmente a Lula que fizesse um esforço por Sean e David Goldman. O presidente lavou as mãos. Quem manda é o Supremo.

A nossa Justiça - Oh! Que País Iraque é este? - é o sistema legal, pena que nem todo mundo ache graça. Graças a Deus cada vez mais gente está de olho nas urnas e nas ruas...

O caso ganha altos contornos na grande mídia americana e tem tudo para explodir na cara do Brasil como mais uma afronta nível Venezuela, uma jogadinha afetiva da elite no Poder pensando que pode atropelar o direito internacional por causa das razões socioafetivas de uma criança educada por um homem de bem.

A criança iria ao pai às 14h desta quarta-feira. Marco Aurélio atrasou o trem. Não por muito tempo, mas talvez o suficiente para, com a sua insensibilidade, ampliar os traumas no pobre rico Sean em seu conturbado processo de crescimento.


Dura lei, sed lex. O Supremo determinou, a gente obedece. Mas a gente avisa; o pai é David, e o Correio da Lapa está com o pai.

Juiz que prende Sean no Rio é o que soltou Cacciola

Aliás, salvo engano, foi o mesmo juiz Marco Aurélio quem deu habeas corpus para Alberto Cacciola e com isso permitiu a fuga do banqueiro italiano para a Itália, anos atrás. Coitado do milanês. O habeas lhe foi um presente de grego. Hoje Cacciola é a única pessoa, além do judeu Madoff em NY, mantido preso no meio desta tsunami que é a crise financeira mundial. A crise do banco Marka de Cacciola foi apenas uma sementinha anunciatória do que estava para acontecer.

Li a metade do livro Eu Alberto Cacciola confesso, e acho que ele deveria estar livre, não representa perigo, poderia ajudar a explicar o sistema. Mas ninguém quer isso. Cacciola não é dono de bilhóes. Não roubou bilhões. Apenas o dólar explodiu e ele quebrou em 24 horas, dançou na aposta errada.

Cacciola ganhou um dinheiro, soube contratar advogados conhecedores das filigranas e tecnicalidades para impetrar alguns dos mil recursos legais só factíveis para quem tem informação, grana ou poder. Cacciola conseguiu sair da cadeia por ordem do Supoemo de Marco Aurélio. Por ter saído, voltou, e é hoje o preso mais famoso e inútil no Presídio do Ponto Zero.

By Alfredo Herkenhoff

terça-feira, 2 de junho de 2009

La Monroe live & dead Viva e Muerta

Marylin Monroe bem antes de ficar famosa como sexy symbol, numa foto avistada no The New York Times, primeira de uma série de cinco flagrantes inéditos da gatinha com vinte aninhos ou coisa parecida, mas bem antes da dúzia de películas... Bem antes de ter supostamente tido um affairizinho sexual com John Kennedy, dizem que com Bob também... Bem antes de se envolver com álcool e barbitúricos... E logo depois disso tudo, mortinha...

Air France Airbus Brasil. Minutos globais. Tudo é nada

Arte, Morte, Airbus, Air France, Rede Globo, Ayrton Senna, Bispo Macedo, Homicídios, Caos

Longa é a Arte, curta é a jactância

Gago Coutinho e Sacadura Cabral, a primeira travessia aérea entre Europa e Brasil

1922, Rolls-Royce, Pedro Bial, poeta de olhos azuis, pagando o pato no dia de luto em que o Correio da Lapa homenageia os 228 mortos no Atlântico com críticas a tudo e a todos, incluindo ao próprio blog-jornal, aqui se dando como esta mistura pessoal de dor e ridículo de nós mesmos... Brasil, um país hoje sem graça. Mas amanhã...

By Alfredo Herkenhoff



Caiu um avião Airbus da Air France? E a sensação é a de que este tipo de aeronave, uma das mais seguras e modernas, parece o contrário, uma geringonça a jato, mas que não resiste a uma turbulência. Não foi um Airbus que se deu mal ao aterrissar na pista molhada de Congonhas? Mas também não foi um Airbus que desceu suavemente no Rio Hudson em Nova York, depois de um choque com revoada de gansos, sem dano para ninguém, só heroísmo e habilidade do piloto herói? Então fica uma hora a sensação de que Airbus é ruim, não importa o modelo, quando todo especialista sabe que é dos melhores. O presidente Lula não tem um Airbus? Tem porque é bom...


Tudo que penso significa que alguém tem a chance de estar pensando e pensa ao mesmo tempo, instantes antes ou depois. Essa tese, para alguns premissa, para outros, intuição, é uma ferramenta em mãos de intuitivos ou metodológicos atuando em campanha eleitoral ou marqueteira comercial. Sabem que num segundo um candidato vê escorrer para baixo dois pontos percentuais, ou alguns milhões de votos. O fenômeno estatístico e estocástico é de semiótica. Quando a gente não gosta de um lance na grande mídia, milhares de pessoas também sentem a mesma coisa que nós e não gostam. Assim por diante, quando alguém gosta, milhares estão gostando na mesma hora e indo na mesma direção.


Na verdade a sensação é uma, a realidade é outra. Desde 1994, são mínimos os acidentes com Airbus. Mas não nos esqueçamos:, na fase de voo experimental, um protótipo do Airbus ,no início dos Anos 90, se lascou ao tentar arremeter... Explodiu e pegou fogo.


A façanha da primeira travessia entre Europa e Brasil foi alcançada pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, contando com três aviões movidos pelo histórico motor P-R Eagle 8 da Rolls Royce, a famosa fábrica de Derby.


Este fenômeno de ser o humano um mero número de audiência é sabido pelas pessoas que trabalham nos meios de comunicação e, por saberem disso, usam isso. Ai que mora o problema. A sensação de quem domina a mídia é prazerosa, é como deter um poder político, quase como ser chefe de quadrilha, presidente de república, executivo, secretário, não é brincadeira.


Onde mora a contradição desta argumentação que faz a gente prosseguir adiante? Simples. Está na arte, só a arte garante a sanidade crítica quando se especula. Até para as ciências exatas a arte é componente de apoio a respostas e alcance de metas.


Oceano Atlântico, desafio à vida e às memórias mais afetivas, esperanças do Brasil, França, Europa e Bahia. De Portugal ao Vinho do Porto com rótulo da Inglaterra, do Mar Tenebroso ao Mar Desconhecido de outras vítimas, todo estamos convidados, neste momento, a perguntar por que a tecnologia falha e deixa morrer no fundo do céu turbulento?


Ouvimos na TV especialistas que todo mundo vê. E dizem: em um ano, 3 milhões 500 mil decolagens de grandes aviões comerciais no mundo, com média de uma hora e meia de voo... E apenas 20 acidentes, e destes, apenas 9% com mortes... Ou seja, tanto transporte, e por ano, um, dois, três com vítimas totais.


Mas é difícil a gente aceitar que, para além da característica humana, traços pessoais, caráter etc, somos, cada um, uma pequena quantidade, um grão, pecinha num cargueiro. Quem vai se aceitar como tal ou quem se aceita ser visto como um pedacinho negociável qual commodity, gota de commodity?


Comemorando o feito num momento de luto no Rio de Janeiro, o Correio da Lapa, em homenagem a tanta gene bacana que pereceu no jato da Air France, como Silvio Barbato, a cantora Juliana de Aquino, os três italianos que viajaram ao Brasil para doar dinheiro próprio às vítimas de enchentes em Santa Catarina, reaviva a belíssima história, que merece relatos e reflexões, aqui impossíveis, sobre o primeiro voo direto do Velho Continente para o Rio.


Como escapar da indução da mídia que torna o consumidor de informação uma vítima da própria informação? Só a criatividade nos liberta da mídia impingidora de posicionamentos. A arte é a razão da liberdade do pensamento científico ou não. Nunca a arte e a ciência exata estiveram tão juntas, nunca antes em tempo algum estiveram totalmente separadas, mas sim, juntas como hoje, nunca... Ambas se mostram sob controle, uma multiplicando linguagens, leituras. outra certificando ou fechando linguagens.


Assim como aquela espaçonave da antiga União Soviética, a Buran, equivalente ao ônibus espacial da Nasa, subiu ao espaço e orbitou, sem tripulação, algumas voltas na Terra, retornando para nunca mais exercer nenhuma missão, porque era o fim daquele programa espacial do decadente regime imperial de Moscou, e a Buran virou apenas uma carcaça para atração turística nos Urais, as mais modernas aeronaves do mesmo modo poderiam hoje voar sem tripulação, apenas com passageiros tranquilos e confiantes no controle remoto. Mas todas essas modernas aeronaves viram peças de museu como a Buran soviética.


Lisboa conserva em seus museus tudo sobre a travessia, incluindo o hidroavião Fairey 3 F, batizado de Santa Cruz, e o motor Rolls-Royce, que a companhia considera uma de suas peças simbolicamente mais importantes, segundo palavras do próprio Mike Evans, presidente do Rolls-Royce Heritage Trust, organização que tão bem promove a história de excelência dos fabricantes ingleses.


Por isso tudo, pela inevitável superação tecnológica ao longo do tempo, dá pena ver gente achando que pintar bem é Salvador Dali, é habilidade manual, tanta gente vendo a decoração e o rigor técnico das mãos, o movimento fabril artesanal como prova de sapiência criativa de artista. Hoje, mais do que em qualquer época, a arte não tem quase nada de manual. Talvez a única perspectiva de manifestação em que a mão ainda tem alguma função fundamental na criação é a escultura. Também se exige mão em certo tipo de pintura que, por caminhos transversos, ainda funciona para saciar nostalgias decorativas.


Grandes jatos nada têm de manual também. Poderiam voar com segurança como a inútil Buran soviética ou como esses pequenos aeromodelos que vemos nas manhãs de domingos nos parques das cidades... Mas as companhias aéreas mantêm lá nas cabines os comandantes e copilotos apenas para duplicar a segurança já duplicada tecnologicamente. A tripulação está lá para o pulo do gato, para dar a resposta diante do imprevisto, diante da formação de situações sequenciais que possam produzir não um risco, mas a ameaça de um risco desconhecido.


Vale lembrar que, de acordo com a própria Rolls-Royce Heritage Trust, a travessia de 1922 foi a terceira grande façanha da aviação após a Primeira Guerra Mundial. As duas anteriores são a travessia do Atlântico Norte e o voo entre a Europa e a Austrália. Esses três feitos contaram com o motor Eagle, desenhado pelo próprio Henry Royce, cofundador, com Charles Stewart Rolls, em 1907, da famosa firma.


Do ponto de vista de arte valorizada pela vaidade de bolso cheio, entre banqueiros e peruas, corporações e publicidade institucional, sem maiores considerações sobre arte como função do instante em que se inventa como nova forma de conhecimento, o acidente com o Airbus que não podia cair produz outras quedas, ou quedas mentais. Mergulhos em reflexões inesperadas da Air France.


O concreto é criação, é resposta sempre criativa, mesmo que a criatividade seja a repetição científica, a confirmação, a comprovação de teses, conceitos, premissas, desafios, incógnitas.


Arte, ciência, estado da arte, segurança, ineditismo, compreensão do ineditismo, a criação é sempre mental, o Airbus é uma nave mental. Da Vinci em “pinta-se com cérebro”, antes de Michelangelo repetindo, “arte è una cosa mentale”.


Arte, Airbus, todo valor desses leilões midiáticos, cifras inalcançáveis, desaparecimentos de grandes linguagens ou aeronaves, tudo isso é “historiotragicograficamente” apenas sublime, é espetáculo no qual diluímos nossas próprias dificuldades pessoais. Melhor chorar a dor os outros.


A primeira travessia Lisboa Rio abrangeu percurso de 4.527 milhas e foi feita em 62 horas e 26 minutos de voo com uso dos três aviões, sempre com motor Eagle da Rolls-Royce ao longo de 79/80 dias, entre 30 de março e 17 de junho de 1922.


Chorei muito com a morte de Ayrton Senna. Uma semana chorando na frente da TV.


A informação, a imagem, a tragédia do herói, a frustração pessoal, o conjunto da brasilidade internacionalizada chorando dia e noite. O choro da multidão. Mas nem no auge do velório midiático me esqueci: Ayrton Senna, naquela busca do tetra, fazia na mesma ocasião publicidade para o automóvel Audi, e o fazia espetacularmente, incensando a velocidade que só nas pistas tem segurança garantida pelo estado da arte, no estado Airbus. Pois o Brasil, que chorou rios de café na morte de Senna, não chora uma gota de champanhe nas 40 mil mortes de um trânsito muito louco, com ou sem lei seca.



Quando Gago e Sacadura caíam no mar, um navio tinha de trazer um novo hidroavião, e eles decolavam do mesmo lugar onde haviam descido com pane. Ficavam ora em algumas ilhas ou praias, ora a bordo de navios, mas voaram de Lisboa a Rio sem usar outros meios, apenas o apoio de barcos que o levavam para o mesmo lugar onde o aparelho anterior se desgastara ou quebrara.


Tristes números: três tristes tigres.


O acidente que ganha a mídia, e agência Reuters, Portal CNN e outros botando em tempo real que o Airbus da Air France foi de longe o destaque nas manchetes no mundo inteiro. É a tal espetacularização da tragédia. Do mesmo modo que exibe, escarafuncha e chafurda na lama dos detalhes, a mídia esconde, omite e ilude com a oferta da facilidade do sentimentalismo em cima da hora da novidade


Eis a rota de 1922, Las Palmas de Gran Canaria - Ilhas Canárias, Ilha São Vicente - Cabo Verde, Ilha São Tiago - Cabo Verde, Rochas de São Pedro e São Paulo ,Ilha de Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória, Rio de Janeiro. Os ingleses têm o maior xodó com a façanha. Há uns dez anos, reformaram o motor e não cobraram nada de Portugal. E os principais dirigentes da Rolls-Royce deitaram muita falação elogiando o motor e o feito lusitano.


A informação que se impinge nos leva a chorar com a dor dos parentes dos passageiros mortos. Eu choro. Tenho a minha solidariedade preservada no choro individualista. Mas não perco a minha velocidade cruzeiro, minha cabeça ungida pelo caos de seguir navegando rumo ao porto seguro da reflexão livre, desígnio do meu turismo e lirismo de lapiano do Correio da Lapa da porrada. A informação que se nega também é espetacular, mas é espectral, é fantasmática, é como se não existisse, é buraco negro, é vitral das Bermudas, é desaparecimento da carcaça de sua própria verdade interior. É carlinga que se lixa para quem é vítima da sonegação da própria emergência do fenômeno do desaparecimento.


A travessia de 1922, um exemplo não apenas da coragem mas também demonstração do engenho português, que criou à época, o sextante Gago Coutinho, revolucionando, mundialmente, a navegação aérea, até então sem orientação noturna. O sextante, com o uso de bolha de ar e água, criava uma linha imaginária de horizonte, permitindo ao aviador medir, em plena noite, pela primeira vez, a altura das estrelas e se localizar em plena vastidão dos céus onde se estava no mar.


A apresentadora de notícias Ana Paula Padrão morreu depois que abandonou a Nave Louca do Jardim Botânico? Saiu da Globo? Morreu. Mas o bispo Boninho J. Macedo Sobrinho da Loterj não concorda. Saiu da Globo, é peixe, é fama, é taxa de celebridade, é zapear, é ibope nosso precioso de cada dia. A Rede Record da Igreja Universal do Macedo vai mordendo o calcanhar de Aquiles de Bial e Boninho BBB faturadores. A última versão da casa vigiada aumentou o faturamento e, ao mesmo tempo, registrou importante queda de ibope com relação a edições anteriores. Tudo tão mediano, faturam e fatiam as dores. BBB 10 vai mudar de nome... big brother brazil será cinco vezes B: Boninho 1, Bial 2, Big 3 Brother 4 e Bosta 5.


Nenhum grande acidente é produzido por uma única falha. Todo acidente grave é resultado de uma sequência de situações que criam um impasse inédito e, infelizmente, uma tragédia a mais. Mas cada sofrimento destes torna ainda mais segura a navegação no futuro imediato. Isso vale para a arte, Airbus e artistas das casas confinadas.


A travessia de 1922 lembra Luís Vaz de Camões como uma referência de literatura da coragem e de epopeia da cultura e lusofonia.


Multiplicado por dez, os cinco BBBBB serão 50 anos de nada. Bons vinhos de audiência lhe dêem mil ressacas de diarreia linguística, ou cinematográfica.


É melhor morrer feliz amando e sendo amado, sorvendo um bom vinho, sonhando que vai amanhecer em Paris? Ou morrer como reles número de uma estatística infame num Brasil de tantas coincidências: 40 mil assassinatos também por homicídios qualificados, não apenas 40 mil culposos nas estradas dos velhos pneumáticos.


Sacadura Cabral, que estudara na Inglaterra, morreu jovem, em 1924, desaparecendo no mesmo Atlântico que ora sepulta tanta gente bonita no Airbus da Air France.Sumiu o navegador Sacadura no Mar do Norte, quando iniciava volta ao mundo em avião comprado na Holanda. O almirante Gago Coutinho morreu em 1959, aos 90 anos. Ambos estão entre as figuras mais homenageadas no Brasil, dando por exemplo nomes a ruas de inúmeras cidades.


O programa BB Boi Boninho Bial é exposição de juventude a peso, como se fossem os jovens aqueles escravos do século 19, quando os negros traficados da África eram vendidos, comercializados, sob um dos arcos do Aqueduto da Carioca, ali onde hoje é esplanada da boemia hip hop. Pois até no século 19 ainda era sede de um dos pregões da escravidão, uma espécie de Bolsa de Valores da Vida Humana, lugar da cotação da pessoa como tantas arrobas de músculo, dignidade zero, lugar da venda leiloada da Força Física da Humanidade, oferta de gente sofrida como se fosse carne de bater.


Só aqui no Correio da Lapa e em outros poucos sites você vê a insolência da crítica livre e poética com dignidade. Crítica leve, louca e anônima você vê aos milhares nos comentários em milhões de blogs da vida. Aqui a crítica é pesada por ser escrava de sua liberdade, mas leve por não ter nada de pessoal. E ataca os melhores. Mãe mata um leão por dia, porque ela sabe que o leão é feito dos carneirinhos que digere.


Aqui é uva de caminhão: Bial, belo poeta, teria sido melhor jogador de basquete se soubesse encestar. Preferiu o incesto do óbvio. Vai se perder no mapa, seus googles não valerão uma referência no futuro imediato de nenhum Museu da Marinha. Será tão importante quanto os critérios das escolhas dos jovens que vão mostrar bíceps, nádegas e virilhas sob o edredon do ridículo. Pensar que foi correspondente de guerra. Hoje é apenas correspondente de Boninho, cujo pai, Boifação, dizem, adora o ibope do nosso querido Restaurante Jobi no Leblon.


Na certeza de que internautas que chegaram até aqui vão querer Porto Seguro, penso na velha fábrica de Derby mostrando o que está produzindo de mais sofisticado, hoje, em sua linha de motores de altíssima confiabilidade. O que estará fazendo para que não morramos quando começarmos a embarcar nos jatos Legacy ou no Emb 170 da Embraer?


Fica zangado não Bial, você ainda não atingiu o pior de você mesmo. Simpatia tem limite, audiência querendo se dar não pelo animus poeticus, mas pela taxa de olhos azuis da celebridade celerada e acelerada. Tem coisa pior na televisão, Bial. Sábado à tarde é o território cativo da simpatia e da mesmice. Não há confete pedagógico capaz de ludibriar aquele clima abelardiano da buzina do escracho, do bizarro, do pior do cinismo nacional, do fazer cortesia com marketing, pegando ibope em troca da encenação de atores da vida real no ato de dores esperançosas buscando melhorar um pouquinho de vida. Sinpatias à parte, que me perdoe o casal fofo do século 21 Angelica Estrelas e Huck Baú, dois lunáticos apaixonados entre si e pelo marketing que os contrata.


A Globo tem tudo de melhor, os melhores atores, melhores diretores, apresentadores, pedagogos, músicos, programação, plano de saúde etc. Mas também tem um algo de pior excepcional... A jactância reversa, a vaidade suprema de ser melhor e de achar que não precisa de crítica. No tempo do patriarca, o redator-chefe conversava com os coleguinhas do jornalismo. Hoje a jactância reversa subiu no telhado.


Tal qual na vida, tal qual na arte, a Globo é como um avião, faz a arte voar longe. A Globo é Arte, o Airbus é arte, mas os funcionários são meros passageiros... Lula é voo, Lula é Arte, Lula é Globo, mas na nave louca chamada Terra, Lula também passa à condição de mera dor esperançosa em melhorar um pouquinho de popularidade, aterrissando seu Aerolula sem problemas.


Índices, ora índices, index deplorabilis... Ontem no dia da explosão da manchete da queda do Airbus, relatório do FBI sobre violência nos Estados Unidos mostrava decréscimo de homicídios em 2008: cerca de 3%. Para um país de 300 milhões de almas, Barack Obama pode comemorar herança do bicho George Bush: menos de 10 mil assassinatos.


Os EUA têm 100 milhões a mais de habitantes do que o Brasil. Tivera a Pátria Amada a mesma população do Norte, nossos crimes de tiros e faca deveriam ser um terço a mais, ou quase 53 mil em vez dos 40, tudo grosso modo. Tivéramos a mesma educação de respeito ao amor, ou temor ao crime urbano dos americanos, o Brasil matava pouco mais de 6 mil assassinatos por ano. Só o Estado do Rio mata mais do que isso. E tivera a violenta sociedade de Hollywood e Los Angeles a mesma educação de desapreço à vida que nós, teria registrado em 2008 a bagatela de quase 60 mil assassinatos.


Em compensação, Londres, que matou o brasileiro mineiro Jan no dia do boom do terror na City, registra anualmente menos de 200 homicídios, a maioria dos crimes cometida por migrantes.


Em 1959, eu soube disto nesta segunda-feira, isto é, ontem 1 de junho de 2009, pesquisando na Biblioteca Nacional: um novo recorde de voo direto Lisboa e Rio de Janeiro fora batido: voo sem escala em menos de 20 horas. Depois, os jatos a partir dos anos 60 com autonomia ampliada fizeram desses números uma velha piada da História.


Entrou em qualquer empresa das Organizações Globo? Ótimo, você é bom, talvez um bamba, um craque, ou amigo de um craque, mas, automaticamente, está proibido de criticar qualquer coisa dos bambas, dos craques, dos bons profissionais colegas... Está proibido de criticar vírgula, está proibido de mencionar o nome de qualquer rival... A Globo é refém da própria liderança no ibope agora ameaçado como nunca.


A Globo não noticia ibope, vive dele, mas silencia.... É uma ressonância magnética estilo dinástico, tudo em casa, cachorro chique, a grande família, mas, reunindo os melhores... A maior parte do Brasil vive a Globo de maneira medíocre. Daqui a alguns anos, ninguém se lembrará mais do juízo que omite por estatuto, omite por interesse de pontos de audiência.


Em 1927, rolou o famoso pioneiro vôo noturno Lisboa-Rio, com um aparelho alemão Dornier Wal. Vejo uma foto com Gago Coutinho, Sacadura Cabral e Santos Dumont juntos. Façanhas e sonhos. Mapas e riscos de vida.


A Globo vive em estado de choque de autoelogio. É tanta autopaparicação que perdeu a graça. Caetano elogia Bethania que elogia Caetano? Ah, frase idiota! Excelente o cantar dos dois irmãos, a poesia dos dois baianos, a música dos dois santos, a beleza amarga dos dois maravilhosos doces bárbaros. Não é proibido nem proibir, quanto mais elogiar. Mas criticar é preciso. Se não fosse, não navegaríamos por essas marolinhas do Correio da Lapa.


Por mais vociferantes que possam parecer algumas palavras aqui encadeadas, e como atraem essas previsões sombrias de que o texto longo vai desaparecer na internet, que tudo ou quase tudo no futuro vai virar twitter, caldeirão de vídeo, música, performance rápida e reprodução clonada, predatória ou sobrevivente, ainda assim, o Correio da Lapa reverencia a Globo, e espetacularmente, falando mal dela, a assiste, e assiste aos seus programas, porque são os melhores, mas quase todos dispensáveis e precisam ser comparados com o que não são... E são fracos pelo potencial que a estrutura desperdiça.


Ninguém discute a Globo, com raras exceções como Alberto Dines, Nelson Hoineff e uns outros poucos mais. O que se discute é por que, tendo tudo isso, tanta gente bamba, ainda assim, a Globo se apresenta como uma singela telinha para o comércio das quinquilharias industriais, vendendo consumo num país que consome pouco, país viciado em merda, se não for a própria merda educacional.


Rotas, mapa, amerrissagens, tempos de vôo, de espera, os perigos, os acidentes, a chegada apoteótica ao Rio, o desfile em carro aberto para 100 mil pessoas pela Av. Beira Mar e a Av. Rio Branco, a importância do feito e a volta apoteótica a Lisboa, a bordo do paquete Porto. Eram terríveis as dificuldades e a tecnologia da época de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.


A tradição da Escola de Sagres, da época dos Descobrimentos, confirmou-se com Gago e Sacadura justo num Brasil de espírito pioneiro em matéria de aviação, com inventores geniais como Bartolomeu de Gusmão, Augusto Severo e Santos Dumont.


O Rio de Janeiro era um luxo que a Lapa miserável de hoje apenas revive como uma caricatura a época da chegada de Gago e Sacadura. Mas permanecem as belezas naturais de um lugar que é um verdadeiro cenário. Em compensação, a calçada diante da Biblioteca Nacional e do Centro Cultural da Justiça Federal é uma vergonha de choque de desordem em plena Av. Rio Branco. Alô prefeito Eduardo Paes, ali não é sujeira só, é buraqueira, armadilha para os velhinhos num ponto histórico fundamental.


Em 1922, comemorava-se o primeiro centenário da Independência do Brasil. A aventura sobre os ares do Atlântico era também uma homenagem à data tão importante para o Brasil e para os laços afetivos e econômicos que unem os dois povos irmãos. 1922 foi também ano da Semana de Arte Moderna em São Paulo, da consagração de Pixinguinha nos palcos da Europa e de Villa Lobos como o maior compositor erudito do país. Era ano ainda da revolta do Forte em Copacabana, num prenúncio de que alguns tenentistas fariam para a modernização das instituições políticas do Brasil. Outros militares fizeram mais... Mas chega de xingar!

Singer dead in Air France jet crash... Juliana de Aquino morreu

Juliana de Aquino was a Brazilian singer unknown in her own country. She died in the accident of the Air France jet that took off from Rio de Janeiro and crashed over the Atlantic during the flight bound for Paris. Juliana lived in Germany. The death shows how Brazil does not value Brazilian best people properly.

Juliana de Aquino era uma cantora basileira desconhecida pelas pessoas no Brasil. Ela morreu no acidente de avião da Air France durante o voo que ia do Rio de Janeiro para Paris. Ela vivia na Alemanha. A morte de Juliana mostra como o Brasil não valoriza seus próprios talentos fora do futebol.


Uma das cancções que ela gravou, "Manoel" diz em trechos o seguinte:

Manoel foi pro céu
Manoel foi pro céu
Dia após dia, ouvia a sua vó lhe falar,
O mundo é fabuloso, o ser humano é que não é legal
No rádio era um funk, o trem tava lotado,
Pensou no seu salário, ficou desanimado
Se eu fosse um político, minha vida não seria assim

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Baile da Lapa, sequência Carrossel para Sílvio Barbato

Baile de Orfeu no Carrossel que nunca termina nem nunca nasce (mais um trecho)


O coreto começa a se movimentar como uma grande roda gigante deitada, humana, demasiado, demasiada. Tony Garrido, Orfeu redivivo, convida Cacá Diegues para um novo remake. É o sonho da grande família orfeônica, cultivando consciência e cidadania. O palhaço Ananias passa e faz careta cheio de laços e balão. Todos riem. Ride. Tudo balança Bete. Só a Lapa se entrega como um colosso de estática. A alvoroçada jovem Dercy Gonçalves, saracoteando a 100 por século. Denise Bandeira, onde enfiar o pavilhão? A orquestra ataca de gafieira. Cláudia Sandereal não se faz idéia em jornal. Djenane Machado, olhos azuis, fulgurantes, com o brilho do pai mentor do teatro de revista. Que rebolado! Tantas girls nascendo enquanto a Lapa parecia que morreria das saudades. Macksen Luiz conhece os cenários. Márcia Barrozo do Amaral não deixa por menos e aposta tudo em Frans Krajcberg e Manfredo de Souzaneto. Ricardo Rego, da Lurix, exibe nomes quentes como Roberto Cabot, José Bechara, Paulo Climachauska e Luciano Figueiredo. Raul Mourão se surpreende com Hélio Oiticica, Geraldo de Barros e Lygia Clark, “um orgulho nacional” nas palavras carinhosas de Hélio. Mostra a eles os ursinhos de Lula de pelúcia. Todo mundo gosta e ri. O cientista Oswaldo Cruz agita a virada diante do Aqueduto da Carioca. A música do maestro Silvio Barbato sacode a Ópera dos Arcos, o libreto de Bernardo Vilhena passa de mão em mão. O diretor Eduardo Álvares troca figurinha com o cenógrafo Marcelo Dantas. Ao preço de 600 mil para cinco exibições de O Cientista, 200 vaidades alegram o palco dos lapianos cabarés pela boca incorporada do ator barítono Sebastião Teixeira. A soprano Claudia Riccietelli mia no tempo do presidente Pereira Passos, papeando com Lício Bruno diante da Cecília Meirelles. O amigo do sanitarista, médico Sales Guerra, atende o tenor Marcos Lizemberg. A mulherada da Lapa encarna em Luciana Bueno na Revolta de Varginha com um sem-número de caçadores de ratos, entre capoeiristas e navalhistas de olho na campanha que trocava dinheiro por roedor, o que propiciou granjas clandestinas de criação de milhares de mickey-mouse. Sérgio Sampaio cantaria muitos minutos depois: “Matando rato pra comer, fazendo rock pra vender...” 1904, o ano roído. O Arco da Velha descobriu que a velha arca já furou. Só não desembarcou quem foi réu dormindo. Alcides Caminha a humanidade. Arnaldo Brandão da Lua, piscina cheia de ratos, matando pra comer, matando pra vender. Rato, Rato, de Casemiro Rocha e Claudino Costa. Campanha carioca contra a peste. 1904, o ano em que Oswaldo Cruz foi enganado. Criava-se rato para matar e vender na falsa higienização. Virou galhofa, carnaval. Os ratos estão de volta. Ratos não morrem, como escreve o jornalista Sérgio Escovedo. Seus corpos podem ser vendidos, mas as gerações são tão carnavalescas quanto resistentes. Jards Macalé clona Sérgio Sampaio e Geraldo Pereira: matando rato pra comer, fazendo rock pra vender. O Ministério da Economia parece que vai resolver... Porque no meu governo, se eleito for, todo brasileiro vai ter o que mastigar. Vou distribuir chiclete pra todo mundo... Filma Rogério Sganzerla.

Correio da Lapa e o Urso de Pelúcia Raul Mourão

Deu no blog do artista plástico Raul Mourão

É o meu novo vício, Correio é invenção do grande jornalista Alfredo Herkenhoff (irmão do Paulo e do Augusto). Correio é uma mistura de poesia, delírio, cinema, fotolog, notícia, coluna social e muito mais. Fiquei chocado com a descoberta tardia (a terceira do domingo maravilhoso com gol de cabeça do Adriano Imperador da Gávea e do Alemão. A primeira foi o blog do Henrique Pereira e depois o da Noemi Jaffe). Alfredo é anterior ao dilúvio, fez a cobertura de Noé construindo sua arca e convocando os animais. Vivia as noites da Lapa até outro dia mas agora tá mais quieto em casa. Tem oito anos de material pré-produzido pra injetar no blog Cooreio anarquico da Lapa. Nesse material Alfredo me disse que tem entrevistas antigas, algumas inéditas, outras semi-ineditas, tem Helio Oiticica com Antonio Dias etc. No Correio da Lapa Alfredo publica uma porrada de fotos dele, inclusive essa série obsessiva do Pão de Açucar (ao todo são 2000 fotos da pedra que ele fez entre 2003 e 2004).







O endereço do artista > http://www.raulmourao.blogspot.com/

Jornalismo e biógrafos: Ruy Castro Sérgio Cabral Pai

Nesta quarta-feira, 3 de junho, às 18h30, no Centro Cultural Branco do Brasil, Centro do Rio de Janeiro, mais uma sessão mensal sobre jornalismo literário, com dois convidados e Marechal, o Alvaro Costa e Silva, dando uma de mestre de cerimônia, fazendo a mediação no debate com o público. A dupla de convidados? Os craques Ruy Castro e Sérgio Cabral. O tema em jogo? As biografias de mitos nacionais... Oh Carmen Miranda! Oh Nara Leão! Imperdíveis! Imperdível!

Air France reconhece: Airbus caiu e caiu depressa

A Air France reconheceu que o avião caiu no Atlântico e que se trata de uma tragédia. A aparelho Airbus a330-200 (igual a este da foto) era novo e a equipe, muito experiente. As autoridades francesas estão perplexas sem compreender por que durante um tempo a aeronave apenas emitia sinais automáticos, sem voz.

A Aeronáutica do Brasil confirmou que o último contato por voz com o avião que decolou do Rio de Janeiro ocorreu às 22h36 de domingo. Na França, as autoridades suspeitam de que o aparelho caiu bruscamente. Foram descartadas as hipóteses de pouso de tentativa de pouco de emergência em pleno alto-mar. A pane elétrica foi súbita.
Adendo ao post de logo abaixo com a história ampliada da tragédia com o Airbus da Air France

Airbus cai na rota Rio Paris.Turbulência e curto circuito

Correio da Lapa Breaking News com comentários.

Sumiu o Airbus A 330 da Air France com 216 passageiros e 12 tripulantes

No último contato, piloto falou que enfrentava turbulência, segundo a agência de notícias France Presse. A agência inglesa Reuters acrescentou agora há pouco: depois da turbulência, piloto informou que o aprelho enfrentava um curto circuito.

Navios e barcos zarpando, outros ao mar sendo avisados. Tudo e todos em alerta...

O voo 447 sumiu e é a principal manhete internacional do dia até agora....

E a gente amanhece com o coração na mão, temendo pelas pessoas. Ao mesmo tempo, a internet espetaculariza a cobertura à distância...

Segunda-feira terrível, quase só notícia ruim. A gente lembra, good news, no news! O domingo tão radioso... De repente chega esta má nova: some um Airbus lotado na rota Rio Paris. O avião decolou por volta das 7h da noite.

Há contradições sobre último contato. Numa primeira versão, o último contato teria se dado sete horas depois da decolagem. A Aeronáutica no Brasil teria perdido contato três horas e meia depois da decolagem... São informações que não se encontram.

À imprensa restam especulações, precisamos encher tempos e espaços a cada minuto... Mas o fato é inegável: sumiu em pleno voo sobre o Atlântico.

Como é raro um avião ter problema no momento cruzeiro da viagem! Acidentes se concentram nas chegadas e partidas.

Combustível, sequestro, Bin Laden, abduzir, transponder, esperança, solidariedade e fim

As primeiras informações são aquelas cheias de dedos... Nesses tempos digitais, porém, esses pruridos são meramente protocolares... Se o avião tivesse descido em qualquer lugar do planeta, os sinais já teriam sido captados por alguém no mundo.

Agora, 8h e pouco da manhã, o combustível do Air Bus já teria acabado...

O avião ou foi abduzido, sequestrado por algum discípulo de Bin Laden e levado sem transponder para alguma planície desértica na África, ou, o que é mais provável, caiu mesmo no mar.Sem transponder e com terror, dá para iludir alguns radares. Solidariedade, resgate e esperança. Não muito mais...

Na Ilha do Sal, uma das dez do Arquipélago de Cabo Verde, a 500 km da Noroeste africano, não se registrou sinal da aeronave. Mas não há mais dúvida de que o avião sumiu sobre o Atlântico.

Aviões brasileiros sobrevoam o entorno ao norte de Fernando de Noronha, a algumas centenas de quilômetros de Recife. Mas se os sinais foram mesmo ouvidos até sete horas depois da decolagem, o local da tragédia seria muito mais ao Norte. Parece mais confiável tres horas e meia, portanto pouco ao Norte da Linha do Equador.

Aviões de reconhecimento têm ampla autonomia de voo. Brasil e França, os países mais apreensivos... Quantos nacionais a bordo? Mas o Rio de Janeiro, Air France, Paris, claro... A tragédia já emerge como manchete no mundo inteiro. O nível social das vítimas costuma ser alto.

Há muito tempo não acontecia acidente de grande proporção envolvendo aviação do Primeirísisimo Mundo. Neste começo de milênio, a maioria das tragédias aéreas de vulto ocorre na periferia do poder ou da riqueza, nas nações emergentes, Ásia, Africa etc, é isso mesmo: 99% dos grandes acidentes deste milênio envolvem grandes aviões velhos e companhias e países problemáticos, mas toda regra tem exceção.

Só lembrando: o Airbus que saiu de Porto Alegre e se espatifou em Congonhas era de terceira mão, já tinha voado até no Vietnam, que desistira de recauchutar a aeronave que foi parar no inferno astral da TAM.