domingo, 16 de outubro de 2011

Curtindo o Rio de Janeiro


BIFE CARIOCA


Você que está curtindo o Rio de Janeiro, ou que pretende tirar uns dias pra curtir, não deixe de visitar o restaurante Bife Carioca, que está bombando. Situado no hardocre, no coração do Rio de Janeiro, o Bife de Ouro é uma explosão de ofertas e agora também serve ao ar livre, no meio da praça. Sempre com novidades, alta culinária, tiramissu, voar, volare, cantare - que cardápio! -, uma variedade que invariavelmente leva o comensal a exclamar: quando eu como isso aqui não não sei onde vou parar. O prato do dia, termidor,  é chef voador, sim,  sempre ele, o simpático cozinheiro-mor mortinho de vontade pra bem servir, uma alma boa pronta pra botar na sua mesa a melhor surpresa,  Tiradentes, que tanto tirou, não tendo onde se pôr, leva você no melhor da praça a degustar sabendo que te espera o grand finale: a sobremesa, bomba de chocolate.
O dono do Bife de Ouro não fica se gabando. Ele sabe que o sucesso está no ar. Aderiu ao choque de ordem. Sabe que o Rio está na ordem do dia. Sabe que a sua casa tem muito gás pra continuar crescendo.  O Bife Carioca está expandindo os seus negócios e não tem medo da concorrência nem da recorrência. Humildemente, apesar do silêncio obsequioso a que se impôs, o dono deixa aviso aos clientes que preferem se refestelar ao ar livre no meio do arvoredo: afastem um pouquinho a mesa e as cadeiras, evitem ficar sobre os bueiros.( Por Alfredo Herkenhoff)
Correio da Lapa, Rio de Janeiro
Domingo, 16 de outubro de 2011  

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Verdades e mentiras sobre a fortuna de Eike Batista


Verdades e mentiras 
sobre a fortuna de Eike Batista

Por Alfredo Herkenhoff *

Recebemos nesses tempos de internet uma carga de informação enorme, não importa se você é um banqueiro ou um bancário, um repórter novato ou o dono de um grupo de comunicação. A informação, algo tão crucial para que uma pessoa tome decisões corretas, continua sendo, mais até hoje do que antes, uma ferramenta também para que uma pessoa seja induzida a tomar decisões, ou seja, conduzida a tomar decisões que talvez não sejam corretas, ou não sejam as melhores.
Não basta ter dinheiro para investir, não basta ter recursos, é preciso parecer de forma verdadeira que se tem muito mais do que se tem de fato. Esta aparência permite que a pessoa, dispondo dessa imagem de muita grana, empreenda novos negócios, fature mais, atraia capitais de olho em oportunidades.
 Mas se você quiser se dar ao trabalho de descobrir o que de fato significa um bilionário a mais no mundo, veja o que ele fez, o que faz e o que fará.
No mercado acionário, você compra e vende ações... São números frios que o computador exibe milimetricamente todo dia. Já na bolsa de mercadorias e futuros, os números são expostos como se fossem reais, quando não passam de um comercio fictício, mas necessário, sobre expectativas.
 Uma bolsa de futuro negocia valores 30 ou 60 vezes mais altos do que o total de negócios de uma bolsa acionária. Aqueles números altíssimos indicam apenas contratos de aposta: eu compro (aposto) 2 milhões de toneladas de trigo a tal preço daqui a seis meses.
 E findo o prazo, alguém que apostou diferente, firmou contrato de venda de 2 milhões de toneladas a outro preço, se verá diante do seguinte quadro: o preço ficou mais alto do que supus e devo pagar a diferença. O preço ficou mais baixo do que eu quis comprar, devo receber a diferença. Esse mercado serve para avaliar expectativas, fornecer informações para que empresas e empresários tomem decisões. Mas não há compra e venda de nenhum quilo da farinha.  Os valores altíssimos exibidos por bolsas de futuros representam valores módicos, os percentuais mínimos das diferenças de palpites sobre cotações futuras de tudo: comida, ouro, juros.
Essas revistas Forbes da vida, no atacado, mostram números relativamente próximos da realidade no campo dos mais ricos do planeta. Mas no varejo das aparições, não, no varejo elas correm o risco de apenas endossar políticas de visibilidade de alguns nomes. Estas visibilidades, por sua vez, catapultam certos nomes, permitido que façam maiores e melhores negócios no futuro imediato. Suspeito que em parte seja este o caso de Eike Batista. Mas não tenho provas.
Quem bota dois no um, quatro no dois e oito no quatro, sabe que chegará à casa 64 do tabuleiro do xadrez, chegará à fortuna máxima. Quem não guarda um tostão, não chegará a ser o número 1. De grão em grão, a galinha enche o papo. Foi pensando umas caraminholas que comecei a observar a performance Eike/Forbes. Vejamos: a julgar pelo levantamento da revista, em 2007, estando Eike Batista ausente da lista daquele ano com os seres humanos com mais de 1 bilhão de dólares no bolso, o ex-marido de Luma de Oliveira deveria, no máximo, possuir na ocasião apenas 999 milhões 999 mil dólares, entre bens e sonhos.
 Ou então a revista Forbes estava errada ou não teve argúcia para ver que já havia um bilionário a mais dando sopa no mundo.
No início de 2008 (a Forbes sempre lança a lista dos mais ricos no fim do inverno em Nova York), Eike aparecia com mágicos 6 bilhões e 600 milhões de dólares. Donde se conclui que, um ano antes da crise financeira nos EUA, o filho de Eliezer Batista acumulou em média uma riqueza de meio bilhão de dólares a cada mês.
Em 2009, com o presidente Lula dizendo que a onda de 2008 era crise mundial do tipo marola, Eike Batista passou a ser o bilionário com letra B de número 61 do mundo, com 7 bilhões 600 milhões no bolso. Donde se conclui que acumulou fortuna com média mensal pequena, de cerca de 80 milhões de dólares por mês naquele ano.
Em 2010, a Forbes diz que Eike Batista tem 27 bilhões de dólares, isso significando que acrescentou à fortuna, em um ano, mais 20 bilhões, ou, a cada mês, ganhou 1 bilhão 500 milhões de dólares.
Em 2011, sempre como o oitavo mais rico do mundo, Eike parece com 30 bilhões de dólares, ou seja, no ano passado, enriqueceu apenas mais 3 bilhões de dólares, isto é, botou no seu cofre mágico, a cada mês, a bagatela de 250 milhões.
Donde se conclui que eu estou errado, mas nunca vi nada de Eike Batista tão grandioso assim. Ah! Ele tem mina de carvão na Colômbia, mina no Chile, mas nunca estive lá. Ah! Eike está fazendo o mega porto em São João, mas até hoje não levou nem trouxe nenhum grão de nada. Vejo apenas um projeto, um extenso píer de atracação. Ah, mas trouxe o presidente da Hyundai, mega indústria coreana, indícios de planos para um pólo de estaleiros no Norte fluminense. Será? Ah! Ele é o dono da litorina Curitiba-Paranaguá, mas esta ferrovia existe desde o tempo do Império. Ah! Vai refazer o trenzinho para subir a Petrópolis pelo fundo da Baía de Guanabara? Vai despoluir a Baía? É apaixonado pelo Rio? E daí? Somos todos.  Sim, ele comprou o belo Hotel Glória! Que faça bom proveito! Ele firmou contrato de venda de petróleo com a Shell, um ano atrás, petróleo que ele descobriu na Bacia de Campos. Mas não extraiu ainda uma gota sequer.
 Vejo outros ricos mais palpáveis: uns vendem cerveja, outros, televisão, outros celulares, outros, ferro, aço, carro, entretenimento. Mas não vejo Eike Batista vendendo nada, parece que está só comprando. Inventa projetos, vende projetos e compra adeptos, ou sócios. Tem um barco dele que perambula pela Marina da Glória, mas é tão mixuruca perto dos mais belos iates do mundo...
 Puxa! Tenho certeza de que estou errado. Eike está cercado de globais, príncipes árabes, pilotos aéreos e pilotos náuticos, esportistas, mas acho tudo tão pouco. Algo me diz que ele não é tão rico assim. Acho tudo isso ainda muito pouco para quem não era ninguém na Forbes no ano de 2007.
 Nos botequins da vida, ficam dizendo por aí que Eike ficou rico graças ao conhecimento privilegiado sobre minas e mineração em função de seu pai ter sido presidente da Vale no tempo em que era estatal. Bobagem. Eike é muito mais perscrutador de mídia do que de subsolos.  Não me interessa papo sobre Serra do Navio. Prefiro compreender por que Eike deu de falar domingo à noite no Fantástico, ou sábado à tarde no Luciano Huck.  Já não basta a Forbes? Decidiu estender o manto da fama a todo o povo brasileiro. O rei não está nu, mas anda apressado. Com a fama que ganhou como o mais rico do Brasil, vejo em Eike a chance ou o sonho de se tornar o mais rico do mundo.
* Escritor e editor do Correio da Lapa
Rio de Janeiro, 10  de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Merda - Amor e Humor

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Miss Angola, Miss Universe, Mis Mil

Nada melhor do que ver a Band Miss no botequim, Bar do Italiano, TV sem som, mas farra total, na miríade de belezas mis...
Minha maquineta correu de mão em mão. As duas do Edu da TV É Rio-RJ, ou TV Brasil Iul! Iiiiuuuu! Quando eu ainda tinha olhos,  falei: Miss Honduras, Mis Ucrânia e Miss Angola. Cravei! Algumas imagens são minhas, outras, de todo mundo. Parabéns, Leilinha! Miss Universo, Viva o Golfo de Luanda! Viva o Sorriso! Viva a nossa Maluquice! Tu és grau Dez! Lá no Céu a própria Lua não é mais formosa! Parabéns!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

2011: Dez anos do 11 de setembro: guerras, terrorismo e jornalismo

 Vietnã, Malvinas, Ruanda, Kosovo, NY, Iraque


  (Trecho do meu livro Jornal do Brasil, Memórias de um secretário, de 432 páginas com fotos, lançado no segundo semestre do ano passado, quando o JB deixou de ser impresso, dando  Adeus às Bancas. O livro conta histórias e loucuras deste e outros veículos.)


  O 11 de setembro de 2001 representou, no próprio ato de ataques a símbolos do poderio americano, um marco nas relações internacionais e o enfraquecimento da influência da ONU, que já vinha atuando a reboque das crises entre os povos. O terrorismo, arma do desespero, da covardia e do desprezo pelos inocentes, é antigo como o quê. Hoje, recrudesce como recurso suicida de fundamentalistas contra governos centrais, em especial Washington e Moscou.
 A reação americana era previsivelmente grandiosa como foram os atentados de 11 de setembro. O que causou surpresa, num primeiro momento, foi a maneira emotiva como os americanos se perguntaram não por que foram atacados, mas como os terroristas puderam atingir o Pentágono e o World Trade Center. Como se obedecesse ao script dos fundamentalistas, o governo americano produziu um efeito negativo para a imagem do país, com retrocesso nos direitos civis.
 A imagem dos governantes americanos se deteriora no planeta, tratado como um tabuleiro no qual podem circular, exibindo armas, sem autorização da ONU. Essa autonomia gera notícias diárias no mundo. Para alegria dos editores, que sabem que good news, no news, as bombas dos terroristas e os bombardeios dos Estados Unidos são um espetáculo visto em tempo real.
 Em fins dos anos 60, na Guerra do Vietnã, cidadãos americanos viam, pela TV, na hora do almoço, seus filhos morrerem em filmes registrados 24 horas antes no Sudeste da Ásia. Era o sangue vindo de avião no videotape. Na Guerra das Malvinas (Falklands), 1982, os repórteres britânicos, embarcados em belonaves da primeira-ministra Margaret Thatcher, enviavam, do Atlântico Sul para o mundo, reportagens que passavam antes pelo crivo de censores militares britânicos. Na Guerra do Golfo, em 1991, pela primeira vez se viu bombardeio em tempo real, via TV. Não tínhamos internet, mas a guerra no Kuwait se assemelhava a um videogame Atari, com os alvos azul esverdeados dos iraquianos sendo atingidos pelos mísseis e bombas dos americanos. Na tomada de Bagdá, em 2003, tivemos, em grande escala, o que já se vira, embrionariamente, em 1999, quando os americanos, sob a liderança de Bill Clinton, livraram a minoria muçulmana de Kosovo e os albaneses da ira dos sérvios cristãos no coração da Europa. Para isso, atacaram até o centro de Belgrado. Nesses  bombardeios, já havia um fluxo quase contínuo de informação. Mas foi na tomada de Bagdá que os informes do Pentágono passaram a conviver, lado a lado, com informações incensuráveis transmitidas por outros pólos, como a TV Al Jazira, ou por meio da internet e de toda parafernália digital hoje disponível a preços populares. Essa explosão de imagens ao vivo e comentários contraditórios sobre a guerra do Iraque não tem precedentes na história.
 Saddam foi capturado, mas na esteira do ataque americano, crianças mutiladas pelo terror são, 30 minutos depois, mero arquivo de fotografias diagramáveis nas capas de jornais dos cinco continentes. Tudo é mostrado na velocidade da internet. Nada escapa de canal nenhum. O mundo atordoado procura saber em que momento essa volatilidade visual do terror pode afetar de vez o atual ciclo da globalização.
 Do mesmo modo que todo mundo sabe dos riscos do tabagismo e da Aids, todo mundo sabe dos riscos de virar refém de terroristas. Todo refém estrangeiro no Iraque sabia antes de ser apanhado, que, na linguagem do terror, quanto mais inocente melhor.
 Na linguagem jornalística, quanto mais guerra, mais espaço editorial, mais chamada na primeira página. No tempo da Guerra Fria, os grandes jornais tinham quatro ou cinco páginas por dia para a editoria internacional, e todas sofriam alterações de primeiro e segundo clichês, tamanha a tensão entre as superpotências. Findo o regime soviético, sobreveio a chamada Pax americana. As páginas internacionais foram reduzidas a duas, ou uma e meia.
Mas, ainda na era  Clinton, 1 milhão de africanos foram massacrados em conflitos tribais de poucos meses. Só os satélites americanos viram Ruanda em tempo real. Os leitores de jornal, a ONU e os cidadãos dos EUA pouco puderam fazer. Pouco saiu no jornal.  Pouco se viu na internet sobre uma hecatombe envolvendo pobreza e silêncio.
 Com o terror como o inimigo público número 1 do mundo, o noticiário ganha, ameaçadoramente, mais e mais páginas ávidas de sangue e manchetes de ódio. As páginas são ávidas, os leitores, talvez não. Militares e jornalistas não podem garantir para onde caminha a humanidade. As respostas podem estar mais na tolerância entre as culturas  e as religiões do que na inteligência e sofisticação de armamentos. A internet talvez exerça papel positivo nesse quadro de insegurança mundial. Mas não há nenhuma garantia de que possa.


Sobre o livro Jornal do Brasil, Memórias de um secretário,  escreveu Nilo Dante:

     Pautas & Fontes reflete a jornada de Alfredo Herkenhoff através do fascinante universo que foi, um dia, a redação do Jornal do Brasil.
     O relato é caudaloso e emocionado. Não se isenta da nostalgia. Mas passa ao largo da amargura, embora o autor tenha sido testemunha e vítima do naufrágio a que foi conduzido o antigo colosso da imprensa brasileira.
    Herkenhoff evita aprofundar-se nas águas da debacle empresarial. Pouco se detém na insensatez das causas e ou no aventureirismo dos efeitos, ambos por demais conhecidos. Seu facho de luz prefere mirar a galáxia infinita de um grande jornal  (ainda que às voltas com a agonia) e seus habitantes siderais.
     Manejando habilmente o estilo anotações-de-repórter, ele produz uma viagem voluptuosa que não se obriga à cronologia. Embriaga-se na emoção. Ao fim da travessia, Herkenhoff ancora seu turbilhão pessoal em profunda (e merecida) reverência aos dois colegas de profissão que mais o impressionaram: José Gonçalves Fontes e Oldemário Touguinhó. 
     Esse par de ases da reportagem surgiu na Idade de Ouro da Imprensa Brasileira, período que nasce no big bang dos anos 50 e termina no vendaval falimentar dos anos 90, quando os jornais brasileiros, de pires na mão, buscaram socorro na velha UTI do BNDES, com o fracassado Promídia que tentaram emplacar em 2003.
     Touguinhó e Fontes descendem, em linha direta, da estirpe dos grandes repórteres que marcaram os anos 40 e 50. Tornaram-se dignos sucessores de Joel Silveira, Samuel Wainer, Rubem Braga, Caio Júlio César Vieira, Carlos Lacerda, Edmar Morel, David Násser (a estrela máxima da constelação), Ubiratan de Lemos, Arlindo Silva, Luciano Carneiro, José Leal, Geraldo Romualdo da Silva e outros craques exponenciais da Profissão Repórter, nos quais a memória não me socorre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pela privatização do Bondinho de Santa Teresa

REFLETIR POR UM RIO MELHOR COM MELHOR SEGURANÇA: 

Um político ambicioso com desejos de se tornar governador do Rio de Janeiro e, na sequência, presidente do Brasil, diante da tragédia do Bondinho de Santa Teresa, pensa grande, pensa a demagogia maior. Já mandando no palácio da Pinheiro Machado, seu primeiro ato é comprar o Bondinho do Pão de Açúcar. Agora o Caminho Aéreo é estatal.  Felicidade na Cidade Maravilhosa. Só turista  paga para subir. Carioca da gema, sem dinheiro, mas com voto,  não paga para subir na Praia Vermelha. E ainda pode assaltar os visitantes e até matar um ou outro, em especial aquele que pagou para subir e subiu de vez.

 Dez mortes depois, duas greves, uma paralisação para uma reforma fajuta do equipamento sucateado e pronto: O Bondinho na Urca é um orgulho. O governador voa alto e chega ao Planalto. E sem freio no céu da ilusão do poder, descobre, no primeiro dia em Brasília, que o Bondinho do Caminho Aéreo do Pão de Açúcar despencou, matando 54 pessoas e ferindo cinco. Absurdo. O Caminho Aéreo do Pão de Açúcar é nosso. Tem de encontrar o culpado. Aí alguém fala em privatizar o bondinho na Urca. Chiadeira.

Moral da História: O bondinho de Santa Teresa não exerce a função de transporte de massa. Quando ele ficava meses parado poucos notavam. Os bondinhos de Santa  são as lagostas de Cuba, only for you, turista de países ricos e capitalistas. Os socialistas cubanos preparam as lagostas mas não as comem. Servem-nas como deveria servir o  bondinho de Santa, para gerar riqueza no bairro carioca, ou para, lá em Cuba, gerar  divisas ajudando Havana a enfrentar o vazio econômico e o embargo comercial dos Estados Unidos. 

 Sou a favor de um  bondinho charmoso, novo como se fosse de 100 anos atrás, mas sem exercer função de transporte de massa.  Que uma boa empresa do ramo, de Zurique ou Marselha, ou San Francisco, receba a incumbência de mostrar quão péssimos são os administradores dos políticos brasileiros que vencem eleições majoritárias. Nomeiam em nome da governabilidade a ratalhada amiga boa de voto.

 Estou com Pelé, vai aprender a votar e pare de achar que está feliz no estribo, pare de rebolar achando que dá lucro roubar visitantes que pagam para subir, mas não cantam para morrer.

 Choramos os mortos da semana passada. Mas digo: político, tu é ladrão!

Tudo tem seu preço. Quer bondinho de massa? Expulse os carros de Santa Teresa, expulse os micro-ônibus, as montadoras de quatro rodas, faça uma revolução, mas não me venha com essa conversa de que poder público sabe administrar uma dúzia de bondinhos velhos no meio de um bairro montanhoso de quilômetros serpenteando a Zona Sul, o Centro, a Zona Norte a Floresta da Tijuca. Pare com essa bobagem. E neste bairro charmoso, que por sua topografia escapou da especulação imobiliária predadora, existem hoje 19 favelas.

 O bondinho tem de levar riqueza para os pobres de Santa Teresa, não transportar os seus moleques que, ingenuamente, prejudicam a indústria do turismo.

 O bondinho é da comunidade ou da cidade? O bondinho é da humanidade, é da urbanidade, é da eficiência. Politico só é eficiente quando pensa no voto. Depois, é mão no saco. E são todos ficha-limpa! La Roriz, flagrada enfiando a mão na meia, faz discurso no plenário.

 Não é sacrilégio dizer: por favor, poder público, reconheça que você de bonde não manja nada. privatize o Bondinho o quanto antes. Santa Teresa merece ter no Bondinho o símbolo da tranquilidade, da beleza de ver sua gente, de ir, curtir e voltar, voltar sempre, para alegria de todos no Bar do Gomes, Lagoinha, no Restaurante do Mineiro, no Simplesmente, no Arnaudo, na Coroa, no Aprazível, Fogueteiro, no Parque da Ruínas, Paula Mattos, Almte Alexandrino, Curvelo, Largo das Neves, Guimarães, Tenente Silveira, Áurea, Taylor, Céu na Terra, Fallet, Sumaré, Paineiras... E vamos que vamos...

 Bondinho sim, belo como o que havia antes, mas, poder público, não. Poder público é porta de hospital, é estribo, é o desastre anunciado.

Por Alfredo Herkenhoff - Correio da Lapa, Rio de Janeiro, 1º de setembro de 2011


(Escrevi essas linhas depois de receber trés convites para me manifestar conta a privatização do Bondinho de Santa Teresa. Sou a favor, então como atender aos caros colegas que são contra? Só refletindo... E Viva a democracia!)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Beleza Capixaba, uma carreira fora do Brasil

Filha do meu primo Mário, neta de tia Lucília, irmã de papai, top model capixaba, beleza brasileira, carreira internacional: é Marianna... 
  Para ver mais esta filha de Solange Romanelli e Mário Herkenhoff Coelho, clicar em:
http://www.elitemodellondon.co.uk/print_large.aspx?modelid=470603&subid=5572&cityID

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Angelina Jolie video & Angelina Angelina song by Malu Magalhaes


BEAUTIFUL ACTREES, BEAUTIFUL SONG

Angelina Angelina, by Brazilian singer and composer Malu Magalhães


 Oh Angelina, Angelina was a friend of mine
She used to listen to my chords and ripple: "Heaven seems fine"

Oh, Angelina, they said you are just a bag which matches shoes
But you are the one who listens to my claiming blues
Oh, Angelina, Angelina was always by my side,
She can take mountains they would call too wide
Not too wide for Angelina cause she never criticize my acts
No, not my Angelina, she'll never analyze the facts
Oh, Angelina, she keeps the most secret colors,
But she won't give anyone my zero dot fifty dollars
And if I need something, I can count on Angelina's mind
Cause inside her there is always what I wanna find
Oh, Angelina, she carries things behind my back
And she doesn't claim my harmonicas are out of whack.

(Correio da Lapa....  Randomic extraction of Jolie photos from Google Image... )

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Você e a internet, uma análise sobre sucesso e a arte de deletar

 Eu e a internet
 Por Alfredo Herkenhoff
Ter 4.999 facefriends não significa que sejamos uma tela dinâmica, um travelling vertical, um papiro digital se desenrolando como tapete de surpresas. Amigos no FB significam que você tem de lembrar o nome deles se quiser saber o que estão fazendo.

 Matematicamente, é impossível do ponto de vista material que o que você muraliza seja exibido a todos os seus 4.999 amigos. Não existe este tempo. Só passa o trailinho do que você muraliza para 20 ou 30 facefriends que interagiram com você nos últimos dias.  Ter 4 mil facefriends ou ter 400 é a mesma coisa. Só 30 ou 40 verão seus murais. Questão física.
 Tenho 4 mil facefriends: cada um põe dois murais em média por dia, eu gasto 30 segundos com cada um, ganho ou perco "2 mil meios minutos" nessa navegada, fora o tempo em que escrevo mentiras. Hoje deletei 150 nomes, mas antes vi o que cada um ex-facefriends vinha fazendo. É cansativo. Mas vale a pena compreender o tempo impossível, a experiência que se foi.
 Então estou lançando uma campanha, em vez de adotar um cão, ou um amigo do amigo, delete uma pessoa distante, que assim a pessoa deletada passa a ter a chance de se aproximar. Quem tem 4.999 facefriends fica com o coração lotado, não cabe mais ninguém. Isso é muito triste. Esvazie a sua lotação.

 Mas para deletar é preciso tempo, é preciso fazer uma avaliação íntima. Pegue um nome de uma pessoa conhecida ou não, veja o que ela tem produzido nos murais, seja de lavra própria, seja comentário, seja dica de cinema, indicações de vídeos, youtubes, essas coisas. Deletar equivale a um veredito,. Uma guilhotina digital. Você literalmente decepa um nome. Que desapareça em paz.

M\as não é tão radical, existe o perdão e o arrependimento, a reaproximação. Isso, porém, também não deve ser vulgarizado. Num de seus livros, Machado diz que o homem não deve se apaixonar duas vezes pela mesma mulher. Concordo. Sim, reatar uma relação é possível, um casamento, um namoro, mas apenas no âmbito da crise, de um conflito. Reincorporar um facefriends ou um grupo fechado no Facebook deve ocorrer, mas sempre é bom um pouco de parcimônia. Quase sempre a pessoa que irrita você no Facebook uma vez vai irritar outras. Não deperdice os seus perdões.  

O bom, ou o pior,  do ter 4.999 amigos é que todo dia tem em média uns 15 facefriends fazendo aniversário. E aí, tome gentileza, que gera mais gentileza. E nessa sucessão de mesuras, bons votos, lembranças, cheers, você pode um dia acordar pensando que burocracia da gentileza gera burocracia da gentileza.

Facebook também é o reino da burocracia da delicadeza.

 O que mais fascina no FB é a quantidade de comentários inteligentes. Pelo menos 1% das bobagens que a gente faz interessa a 2% dos 4.999 facefriends, e ai são aquelas 30, 40 ou 50 pessoas que viram e aplaudiram, não ficaram de pé nem bateram palmas.

 Há um estudo secreto (meu) mostrando que, com 4.999 facefriends, um comentário num mural equivale a cerca de 20 visualizações, mas  estas 20 pessoas não tiveram ânimo para se manifestar. E também quando um mural não recebe nenhum comentário significa que dos 4.999 facefriends um número muito maior viu sem que ninguém tivesse tido o ânimo de ser o primeiro a comentar. Ou, numa sintetização, um mural sem nenhum comentário significa que está sendo mais visto em silêncio do que um que teve cinco ou dez comentários.. 

 Celebridades da grande mídia tem uma visualização maior apenas como decorrência da fama, e não por pertinência de suas manifestações. Esse fenômeno é mais claro no Twitter.

 Mas, tenha você 4.999 amigos ou 95, ou 240, não importa, o  que vale é a qualidade do seu tempo na experiência de partilhar circunstâncias dentro e fora da internet.

 O Youtube é a grande ferramenta a dizer quem faz realmente sucesso dentro da Internet, ou seja, sucesso nascido dentro da rede. Não é sucesso de celebridade que saiu de Hollywood ou da Rede Globo e fica paparicando fãs e fazendo propaganda pessoal ou propaganda para a indústria do entretenimento. Não. No Youtube rola um fenômeno divertido. O sucesso dentro do grande anonimato.

 O cara bota um vídeo e num dia tem milhares de pessoas vendo e espalhando. A semana seguinte bota outro video, e aquele primeiro já tem 100 mil, e o vídeo do mês passado, meio milhão, o de três meses atrás, 2 milhões, e, às vezes, em 24 horas um vídeo de uma pessoa desconhecida já passa de 1 milhão de exibições. Tipos como Rebecca Black e Justin Bieber... 

 A grande mídia não costuma badalar esses fenômenos porque são concorrentes na guerra das audiências. Mas o mainstream está ligado. Felipe Neto, por exemplo, um desses mega sucessos no Youtube, já foi contratado pela TV Globo. Aparece na telinha há um mês, mas perdeu o vigor, não é a mesma coisa... No Youtube este ator Felipe Neto é muito melhor.

  Mas este sucesso intramuros na web não significa qualidade,  apenas sucesso, acontecimento. By the way, sucesso significa acontecimento, bom sucesso, mau sucesso, mas o sucesso foi tanto que o bom e o mau perderam sentido. Sucesso é o contrário de fracasso. E esta palavra  também tem seus encantos. Fracasso vem do latim e significa barulho, fragor, estardalhaço. Aliás,em italiano contemporâneo significa barulho intenso.

 O mais impressionante sucesso que cabe a cada um, merecidamente, é o silêncio. Mas este fenômeno, por envolver polêmica, o canto de João Gilberto, a reencarnação, a passagem para o Além, além de ateus e agnósticos, é um tema que só fica melhor quando você descobre que o café está cheirando e já chegou o pão quentinho.

 Bom Dia...

 Rio de Janeiro, Correio da Lapa, 16 de agosto de 2011

TRECHO DE UM LIVRO INÉDITO...

Suprimido pelo autor

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quer o livro Jornal do Brasil - Memórias de um secretário?



Quer o livro Jornal do Brasil - Memórias de um secretário

Tem 430 páginas de histórias do JB, que deixou de circular em bancas em setembro passado. Se você botar 40 pratas no banco, recebe um exemplar em uma semana: se depositar 60 reais - o 20 a mais é para o Sedex -, recebe em 24 horas com dedicatória. O endereço é só mandar via email. O livro está acabando. Na Livraria da Travessa, a 70 reais, acabou... 
Fotos do lançamento do livro no 2º semestre do ano passado, de 6 da tarde às 23h30, quando foram vendidos 240 exemplares entres colegas, na maioria.







Mas eis a conta/poupança em nome de meu filho: 
BANCO ITAU - Titular: Gabriel Nunes Herkenhoff 
 agência 8384
c/poupança: 06037 - 5 /500 
CPF de Gabriel: 141.609.297-88 
meu email: alfredoherkenhoff@gmail.com
 

sábado, 13 de agosto de 2011

Na Rota Rio Lisboa

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

César Herkenhoff Vieira, um dos maiores humoristas do Brasil Inteligente

Meu primo, o jornalista César Herkenhoff Vieira (é o primeiro da esquerda na foto), tem um senso de humor aguçadíssmo. Está preparando um livro que está demorando a sair porque o Brasil é um país triste. César já teve talking show em TV capixaba. É o cara que mais conhece a política no Espírito Santo. Mas vejamos apenas alguns exemplos que ele postou no FB nos último dias:

De César Herkenhoff:

Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas.

Minha pontaria anda tão ruim que outro dia joguei uma pedra no chão e errei.

A morte foi prematura. Aplicaram injeção letal no sêmen.

Ele detestava dar esmolas. E quando dava, ainda pedia troco.

O cúmulo da solidão é você ter que quebrar ovo em si mesmo no seu aniversário.
Um dos momentos mais significativos na vida de um homem é quando ele sente que se esgotaram as ambições e está simplesmente esperando, sem saber o quê. Esse é o momento em que a iluminação está mais próxima.

Um homem passa pela porta do plenário do Senado Federal e escuta uma gritaria que saía do Plenário:

- Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Preguiçoso de Merda, Vendido, Assaltante.
Assustado, pergunta ao segurança:

- O que está acontecendo aí dentro? Estão brigando?

- Não - responde o segurança -. Só estão fazendo a chamada!

NOTÍCIA URGENTE: Arrombaram hoje o portão central do cemitério municipal de Cachoeiro de Itapemirim.
As autoridades estão preocupadas com a possibilidade de fuga em massa!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PC chinês exibe modelos chilenas diante de Conca, Pato e Robinho




 Nem Conca, nem Robinho e nem Pato. Nesse torneio de futebol de exibição em Pequim, o Partido Comunista Chinês exibe suas novas armas: as jovens mais belas do país mais povoado do mundo, cuja economia vai superar a norte-americana antes de 2030....

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mario Lago 2011 - Orlando Silva - Nada além (1938)


Mario Lago, justa homenagem nos 100 anos de nascimento

www.mariolago.com.br