sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Wilman Villar aceitou em Santiago a fome que veio de Havana

CUBA URGENTE
Tirem-me tudo, menos a liberdade
Viva Willman Villar e Viva São Sebastião!

Wilman Villar morreu ontem com apenas 31 anos de idade. Morreu porque queria algo bem complexo, liberdade. Mas Wilman a queria em Cuba, um país que ignora uma máxima universal que diz: “Tirem-me tudo, menos a liberdade”. Wilman morreu 50 dias depois de iniciar greve de fome. Wilman havia sido condenado a quatro anos de prisão, acusado de desordem pública e desacato a autoridade. Wilman foi preso quando liderava um protesto político.

Triste Cuba, o último presépio socialista, um Natal sem ceia, que Wilman já jejuava à hora da Missa do Galo, um presépio em que, em vez de José e Maria com o filho ungido na manjedoura, tem Fidel Castro e Raul como ditadores siameses diante de mais um inocente, um Jesusritinho na pele de Wilman, o inocente que não teve dúvidas: melhor morrer diante desses dois que não sabem o que fazem. Morreu em 19 de janeiro de 2012, véspera do Dia de São Sebastião, outro que morreu por não aceitar a falta de liberdade, por não aceitar a ausência do direito de professar uma fé diferente da professada pelos dirigentes do seu tempo, morreu no ocaso do Capitólio romano. Wilman e São Sebastião morreram por motivos semelhantes. Wilman aceitou em Santiago de Cuba a fome que veio de Havana. Sebastião aceitou em Milão as flechas que vieram de Roma. A ambos, o meu respeito. Para ambos, a minha admiração. (Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, 20 de janeiro de 2012)

(Na foto, parentes pegando o corpo de Wilman Villar)

Boninho e Bial se ferraram. Veja o novo cenário no caso Daniel e Monique

Bial e Boninho se ferraram: o Ibope estava baixo. Eis o novo cenário:
 Se Daniel é estuprador, a Monique, ou a sua mãe, não importa, há grana, há uma ação civil pública, criminal pública, mas nesse caso a vítima, a estuprada, vai merecer uma vultosa indenização, e a Justiça, ao arbitrá-la, vai considerar o marketing decorrente desse tipo de televisão. O BBB tinha ferramentas para salvá-la a tempo. A casa não é um castelo, é um celofane cheio de seguranças a segundos de qualquer ambiente. 
Se Daniel não é estuprador, este jovem, com uma boa banca de advogados, vai arrancar uma fortuna da Globo, não tem nada a ver com um milhão e meio de reais, sim, estamos prestes a ver a maior indenização da história do Judiciário no Brasil. É uma piada aqueles 100 milhoes de dólares que o Palácio do Planalto deu no fim do século passado a uma Rádio Tupi de Recife (na verdade deu ao conglomerado sempre combalido do legado louco de Chatô-Rei-do Brasil). Daniel vai descobrir que a Justiça é capaz de morder mais do que um meio de comunicação. 
O advogado de Daniel está se precipitando. Quer uma coletiva agora e tirá-lo do Brasil. A hora é de silêncio obsequioso. Daniel já foi suficientemente aniquiliado, eliminado, desmoralizado, assassinado em sua honra etc e tal. 
Jesus! Madonna mia! Não adianta a Globo ter excelentes advogados. Quanto mais achar que passará relativamnte impune, mais a Justiça vai arbitrar mais alto. O real, a moeda está forte, o Brasil está falando americano, isto é, falando dólar.... Temos uma causa hollywoodiana. Estamos diante de um caso exemplar, uma Escola Base em escala planetária. 
Se Daniel, em vez de gestos pélvicos, tivesse feito uma agressão explícita, tivesse dado um tapa para "acordar a sua vítima", tivesse dado uma porrada mesmo, não daria a segunda. Em dez segundos, seguranças atrás da parede fina daquela cristaleira sexual teriam invadido o quarto.
Mas ninguém salvou Monique de um estupro no breu completo do BBB, nem ela mesma reagiu ao esquema cruel que aparentemente a protege com gravação em infra-vermelho. Jovens frágeis. Fragole fresche...
(Por Alfredo Herkenhoff, postado originalmente no Facebook em 19 de janeiro de 2012)

Problemas visuais no Gmail, na internet e no livro sobre Wilson Figueiredo

O novo visual do Gmail ficou pior do meu ponto de vista bem pessoal. As linhas meramente gráficas e as linhas das caixas ficaram mais finas e mais claras, cinzas, um grisê tendendo ao branco, quase uma invisibilidade. Pois detesto letras cinzas e azuis ou azuladas, prefiro o preto nanquim. Ah se o Gmail permitisse ou me ensinasse a mudar a espessura da linha e a cor... O contraste entre o preto dos caracteres com as linhas finas e antinanquim das caixas prejudica o foco da minha visão e compreensão. Aliás, duas pragas na internet: a datação e os textos cinzas, amarrronzados e azulados... Viva o pergaminho! Viva o nanquim! Datação? Sim. Um texto devia sempre ter sua data claramente expressa dentro dele ou numa das extremidades, início ou fim. Hoje você vai pesquisar ou ver algo passado e perde tempo para descobrir o tempo da confecção. Os sites e portais não ajudam. Estes têm a data sempre atualizada, mesmo guardando o enorme legado desses primeiros anos digitais. E para além do Gmail, o Brasil vai mal de design no campo editorial. Livros terrivelmente desenhados, como o que a FSB produziu para homenagear o nosso querido Wilson Figueiredo. Aquilo é um acinte ao bom senso. (Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2012)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB Urgente: Daniel e Monique, ou ele está morto ou vai ficar milionário

  Estupro? Como? Não há provas!

Daniel na cova do BBB bebeu e roçou. O que fez  no fim da festa da noite de sábado foi visto por assinantes e pelos guardiães que, por trás dos vidros, além de dispor de câmeras, vigiam a casa 24 horas por dia. São psicólogos a seguranças da Globo, havendo portas para que tenham acesso em segundos a qualquer ambiente do presídio erótico, paraíso das vaidades e ambições. 

 Na manhã de domingo, chovia indignação contra o que teria sido um estupro, uma avalanche nas ferramentas Twitter, FB, Youtube etc. A Globo passou ao largo dessa gritaria inicial e editou a cena com Pedro Bial concluindo depois do programa Fantástico: "O amor é lindo". 

 Mas a indignação cresceu. Na segunda-feira, patrocinadores, que estavam assustados com a baixa audiência do BBB, passaram a se preocupar com a bola de neve contra o programa na internet.  A Justiça entrou em ação suspeitando de estupro.

 E o programa que incensa, entre outros produtos, o álcool e o automóvel, esses dois itens que produzem no Brasil quase 100 mil mortes por ano, deu uma guinada, não se sabendo se por pressões do marketing, do MP, da polícia ou das ferramentas sociais da web.

 Instala-se uma ação pública: é o Estado investigando Daniel sob suspeita de que se trata de um estuprador.
 Ele nega que tenha estuprado. A escuridão era total. O filme em infra-vermelho não permite que o telespectador tenha noção do que seja o breu absolutamente completo. Há mulheres que ficam caladinhas na hora H. Mas os que ficam atrás dos vidros da casa dispõem, além das câmeras, pontos de audição capazes de detectar até os mais ínfimos suspiros não captados nem pelo Pay per view. Se não  intervieram com alarme sonoro (que obviamente não teria sido transmitido pela TV ao vivo), ou se não abriram a porta e simplesmente mandaram o rapaz parar, é porque não julgaram que se tratasse de estupro. E Pedro Bial, horas depois, iria coroar o vídeo verde com a famosa frase: "O amor é lindo".

 A expulsão de Daniel na noite de segunda-feira significa que  a Globo, com todos os recursos que tem in loco, acatou a tese da aparência que levou milhares de internautas a se manifestar condenando o jovem modelo negro a julgar por um video de Youtube.

 A menina Monique afirmou que houve mão naquilo e aquilo na mão, mas não um intercurso consumado. Ele disse que houve consentimento. Posteriormente, ela diria que se Daniel encaixou enquanto ela dormia, seria sinal de que se trata de um mau-caráter.  Ela não usou a palavra estupro. A jovem Monique não acordou e foi tomar correndo uma chuveirada como fazem todas as mulheres estupradas. Numa de suas declarações, ela disse literalmente que estava morrendo de tesão quando foi para  o escurinho do edredon.
 O rapaz foi expulso com a pecha de estuprador. Sua carreira está diante de uma encruzilhada.  Ou ele está morto moralmente ou ressurge com a ajuda de um bom advogado para arrancar alguns bons milhões da Globo.

 O delegado pegou calcinha, cueca, lençol  e edredon para ver se há esperma. Mesmo que haja não provará nada. Todos os rapazes se masturbam sob o edredon.  Há um rosário de depoimentos sobre esta verdade. Edredon é o único ponto cego ao alcance das virilhas.

 Monique não se deixou investigar nas suas vergonhas. Ela já tomou vários banhos de piscina. Está limpinha. O caso só não é arquivado a curto prazo porque se trata de ação pública e envolve vaidades e causas, delegados, procuradores, advogados, peritos, apresentadores de TV, ongs feministas etc. Mas o caso será inexoravelmente fadado ao arquivamento por falta de provas.

 Além do que será o fato mais grave, seja estupro ou linchamento moral de Daniel, o caso envolve uma tremenda vacilação da Globo, que foi uma ao longo do domingo e completamente outra na noite de segunda-feira. A Globo linchou Daniel e agora pode ter de arcar com o custo da impossibilidade de se produzir prova concreta válida para a Justiça.

 Esse filme verde só serve para internautas e gente que odeia a emissora do Jardim Botânico ou odeia este programa do Projac.  O rapaz  provavelmente está sendo mantido num hotel. Daniel tem de cumprir contrato. Não pode falar em outras emissoras. Pode até voltar ao programa, que era o de menor audiência da série e deu um salto gigantesco no Ibope.  Sim, há uma chance de Daniel e a Globo voltarem a se entender.

 Mas volte ou não o rapaz, o programa vai continuar o que sempre foi: BIG BONEY BILAU & CHANA$

  Por Alfredo Herkenhoff, depois de assistir a um debate com ex-BBBs 
no programa da Dani na Rede TV na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro de 2011
   

     

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Feliz 2012! Bom Carnaval! Feliz Páscoa! Tecnologia Wireless

Há cinco anos, morreu um amigo e nao tive coragem de retirar seu nome da lista de endereços do meu Gmail. Meses atrás, morreu uma colega e também não retirei seu nome. O que significará tudo isso? Será uma forma de manter lembranças mais próximas? Desaprendi a chorar. Manter os nomes dos mortos me dá a sensação de que continuam por aí. Lá na frente, todos seremos não apenas saudades, mas conjunto arqueológico, sítios digitais para escavações impensaveis nos dias de hoje.
(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Crítica da ombudsman da Folha - Amaury Ribeiro fala do livro Privataria Tucana




Crítica interna

(de 15/12/2011 - Vazamento do texto da ombudsman Zuzana Singer, da Folha de São Paulo ocorreu na internet hoje, 16, sexta-feira...)


ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Amaury lançou o livro

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ama me ama como minha mãe que me fez fazendo amor



Aos nossos pais

Alfredo Herkenhoff

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 de dezembro de 2011 Dia do Samba



Conexão Jornalismo - Homenagem ao Dia Nacional do Samba

Texto e narração de Fabio Lau à frente do programa Conexão, que o jornalista produz no Rio de Janeiro, desde o primeiro semestre deste ano. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira ao meio-dia pela Rádio Metropolitana AM 1090.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Primavera Árabe, Flamengo em 2011 e Países Emergentes de 2012 em diante


Mengão daqui pra frente é só porrada. Zum! Zum! Zum! Zumzumzumzum! Tá faltando um. Tirem-me tudo, menos a liberdade.
A internet revoluciona o mundo, distribuindo saberes e oportunidades. Mas inicia uma carnificina no mundo árabe, com essa onda de muçulmanos querendo direitos democráticos. A Síria, meu Deus, quantos riscos no dia de hoje! Apelidar essa onda de Primavera Árabe é mau agouro. A Primavera de Praga esperou 20 anos para ver realizado o sonho de ser uma nação com liberdade de pensamento e expressão. A Primavera de Pequim, com massacrezinho da Praça da Paz Celestial, vai precisar de mais uns 20 anos, ou 40 no total, para ver o sol da liberdade raiar no Grande Palácio do Povo e levar a China à liderança mundial não nessa guerra de foice para ver quem falsifica e polui mais no planeta, mas, justo ao contrário, ver quem inicia melhor e vence a corrida para produzir mais e despoluir mais. Pequim tem as armas: o mercado, a disciplina, pena que ainda sob ditadura.
Brasil, China, Índia, Argentina e Austrália: Uni-vos.
Porque em verdade vos digo: o agrobusiness e a industrialização com alta competividade, nesses países emergentes com populaçao vasta de um lado e vastas terres ferteis do outro, vão dobrar os serviços e os armamentos sofisticados produzidos pelos pesquisadores do MIT, Stanford e univesidades congêneres na Europa. Os velhos ricos ainda pesquisam mais, mas isso não vai durar.
Commodities e apartamentos no Leblon.... Os preços estão só começando a subir. Depois da Fifa 14 e dos Jogos 16, vão subir ainda mais.
E a água? Esta então vale ouro... E o Flamengo? Este não tem preço, daqui pra frente é só porrada. Rumo à Libetadores, rumo a Abu Dabi.
Em Lisboa, quando estão zangados comigo, ouço-os a ralhar mas sem som algum: Lisboa é tua, não deites Brasil na rua. Em Roma, quando estão com fome, vejo-os a repetir Millôr: A Roma faça como os romanos, coma os canibais. Em Paris, quando uma concierge reclama do meu francês, respondo em tom de festa, é sempre uma, agravando o mau humor da velha zeladora: Sei que não sei que sei que nada. Na Velha Albion, não produzem bons vinhos, mas bebem os melhores que há no mundo. E no Rio de Janeiro, quando o clima está ruim, prefiro não levar nada a sério.
Tirem-me tudo, menos a liberdade. A internet revoluciona o mundo, distribuindo saberes e oportunidades... (Por Alfredo Herkenhoff, a uma rodada para o encerramento do Brasileirão de 2011).

Rebaixamento: Cruzeiro, a maldição dos oito anos no Brasileirão de probabilidades e lembranças

Maldição dos oito anos. O Coritiba foi  campeão do Brasil em 1985 e rebaixado em 1993, ou oito anos depois. O Palmeiras, campeão em 1994, foi rebaixado oito anos depois, em 2002. O Grêmio, campeão em 1996, foi rebaixado em 2004, sim, oito anos depois. O Vasco, do mesmo modo, campeão em 2000, mergulhou na Segundona em 2008. O Corinthians,  titulo em 1999, rebaixado oito anos depois em 2007. Os supersticiosos creem que esta maldição vai atingir oito times campeões. O Cruzeiro, no limiar do Z4, Zona dos Quatro Ferrados, foi campeão brasileiro em 2003. Tudo leva a crer que vai cair oito anos depois, agora, em 2011, domingo, quando enfrenta o Atlético Mineiro.  Talvez o Cruzeiro não caia pela maldição, mas apenas pelo fato de ser a pior performance no Segundo Turno. O Cruzeiro disputa o mais desastroso dos desastres com outros dois ameaçados: Ceará, que pega o Bahia em Salvador, e Atlético Paranaense, que recebe, em seu caldeirão curitibano, a Arena da Baixada, o arquirrival Coritiba, em excelente fase, só duas derrotas em casa nas 17 que jogou no Couto Pereira. O Atlético Mineiro, bem, foi rebaixado outro dia aí, mas não ganha o Brasileirão há 40 anos. Donde se conclui que o Galo, a exemplo do Urubu, está imune a essa maldição. O Galo não cai oito anos depois porque nunca conquista nada. O Flamengo já ganhou seis vezes o Brasileirão e vai ganhar muito mais nos próximos oito anos. Sim, nós, rubro-negros, já jejuamos por 16 anos, de 1993 a 2008. Mas cair não combina com o nosso estilo.Vencer, vencer, vencer...
Ainda no campo das boas lembranças, só cinco grandes clubes nunca caíram para a Segunda Divisão: Mengão, Santos, São Paulo, Internacional e Cruzeiro. Tudo leva a crer que essa elite vai rir da Raposa chorando diante das uvas que já estão maduras.   (Por Alfredo Herkenhoff - Correio da Lapa)

sábado, 26 de novembro de 2011

A mulher de Nem, uma perspectiva, um show de ilusão e mil tragédias


Danúbia 


Mulher de Nem














Aqui de rostinho colado estão Danúbia Souza Rangel e Claudinha Leitte






Mãe, jovem vaidosa, um show de ilusão e mil tragédias

 Ela é mulher, não parece ter tido ingerência no tráfico, apenas se locupletou, muy loquita, mãe de dois filhos, Nem por isso pai, mas nem por isso garantidores, ele e a mãe, da felicidade que homens e mulheres desejam aos filhos que geram e entregam ao mundo.

 Dizem que antes de Nem a jovem beldade, turbinada com silicone, roupas lindas, ela própria uma forma de elegância global, envolveu-se com dois preeminentes varejistas da droga andina no Morro da Rocinha. Ambos já falecidos pela força das balas.


 Passeio da Natal porque existe Papai Nem Noel. Existe Helicóptero


 
Mas não parece que ela soubesse do crime que estaria cometendo - associação ao tráfico -  por se associar apaixonadamente pelo homem. E pela quantidade de jóias que ostentou em fotos que ela mesmo postou no Orkut, Danúbia Azul não via o horizonte sombrio que a aguardava,  a mulher não teria vocação para participar diretamente do mercado ilegal no meio de uma guerra envolvendo quadrilhas brasileiras rivais, quadrilhas estrangeiras e as diversas polícias do Brasil.

Gata Romântica



  
















 






Danúbia Souza Rangel, louraça Belzebu, mais se assemelha a essas meninas popozudas que Pedro Bial e Boninho escolhem para tornar o ambiente BBB mais cintilantemente calipígio. 

Ao prendê-la depois que ela aceitou sair da Rocinha e prestar depoimento na 15 DP, na Gávea, o delegado viu a mulher em toda a sua fragilidade, o policial a viu chorar e, num lance a que Danúbia tinha direito, ele compreendeu que ela então só falaria em juízo, ou seja, na frente de um juiz. 




A bordo do barco


A mulher que gostava de luxo, sonhava vida de princesa, que vivia um simulacro de reino, um reinado do pó de alta rotatividade, foi levada neste sábado, 26 do 11 de 2011, para bem pertinho de onde esteve dias atrás o marido, outrora um bom funcionário (o Nem chegou a ganhar um prêmio como o assalariado do ano na firma em que operava). 



 Black Label 

Triste história que se repete. Com o filho doente, Nem aceitou grana emprestada do chefe da boca de fumo para salvar a vida de uma criança e, de incidente em incidente, foi alçado ao comando da bandidagem, tudo tendo começado quando ele já estava com 25, ou 26 anos de idade, ou seja, entrou para o crime uma década atrás. Não confiava na saúde do Estado, não confiava no SUS. Você confia?

Tempos e Templos Dourados  



 
Não acredito que Danúbia tenha importância nenhuma para o tráfico, ela era apenas um troféu. Mas era mãe, é mãe, e não me agrada ver que lhe tiram este direito. O CV que ela faz na imagem acima tem a mesma importância que teve o gesto idêntico de Adriano Imperador, o artilheiro com cabeça de passarinho, qual Garrincha, qual cabeça de cambuxirra. Esta mulher é pura mãe e pura vaidade. Não tem nada a ver com o pó, só com purpurina, mas o que lhe resta agora é o glamour fétido de Bangu.  Esta mulher pode voltar para a liberdade e aprender a levar uma vida modesta como mãe. 

O Estado, o delegado, o juiz de plantão talvez estejam inventando uma lei: menina bonita que se apaixonar por um traficante automaticamente vira associada ao tráfico e vira criminosa. Mas onde está escrito que se apaixonar por um criminoso é crime? 






Presa com jeans delavê e camisa de madras. Seios foram turbinados pelo silicone, como faz a mulherada sonhando em preencher os requisitos ou estilos aprovados pelos globais Pedro Bial e José Bonifácio, o Boninho


 Já o Nem vai passar muitos anos preso, mas há sinais, incluindo do próprio secretário Beltrame, de que o ex-chefe da Rocinha pode usar a própria intrepidez, a mesma que o levou já meio velho a descobrir o mundo do crime, para ajudar a sociedade a reduzir os erros nessa guerra social envolvendo tráfico de droga e polícia. Nem pode ter a pena reduzida se colaborar, insinuou o secretário das UPPs. 

Pena que a proximidade que une Nem e seu amor a partir de hoje seja uma mansão em Gericinó, pena que seja uma pena, seja apenas um elo. Nem saiu do complexo de mansões e foi levado para uma longa lua de mel com a sua solidão de distância máxima no interior do Brasil. 

Mas de Danúbia, pressente-se, o erro maior não foi um crime hediondo, como mandar bater numa popozuda por ciúmes do marido, ou, pelo mesmo motivo,  proibir outra funkeira de voltar a botar os pés no morro do seu amor. O erro maior foi amar, amar demais: o homem e seu dinheiro.

 Não me rejubilo com a prisão de uma mãe, de nenhuma mãe com filhos pequenos. A linda Danúbia Souza Rangel está presa por amor. Que seus dois filhos com Nem possam ter uma vida mais digna. (Por Alfredo Herkenhoff - Correio da Lapa)










Bethânia declamando "Abenção" no Canecão, áudio inédito gravado por fã




Belíssima declamação Canecão, show de 2004 ou 2005 em que Maria Bethânia homenageava Vinicius de Moraes e cantava canções de outros grandes compositores. Saravá.
Peço desculpas pelas seis cervejas e 18 salgados sussurrados na mesa... Era o encerramento do espetáculo, e a garçonete fechava a conta da mesa.

Abenção Maria Bethânia, maior intérprete do Brasil hoj

terça-feira, 15 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Partiu Lapa?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Freddie Mercury & Montserrat Cabballé - Anna Netrebko & Caetano Veloso


Praticamente daqui a cinco anos teremos as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Quando faltava mais ou menos esse tempo para os Jogos de Barcelona (1992), o mundo viu o cantar pop e o lírico juntos numa bela performance. Esta apresentação foi a primeira ao vivo de Fred Mercury e Montserrat Caballé. Eu me pergunto se não estou sonhando, mas... Roberto Medina, Andre Midani ou gente do mesmo alto coturno: Uni-vos para convocar quem sabe Caetano Veloso e Anna Netrebko para fazer uma performance em torno da Cidade Maravilhosa... O mundo de novo ficaria mais feliz... Concorda comigo?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A laringe de Lula

 (Chegado ao editor do Correio da Lapa por email enviado pelo colega do Estadão)


Oi, aqui está meu sueltinho mensal para a página 2 do Jornal da Tarde amanhã, terça-feira, 1º de novembro:
A opinião de José Nêumanne
Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde

O câncer na laringe
e o futuro de Lula

Quem se regozija com o câncer na laringe de Lula e quem imagina que poderá se aproveitar do aumento de seu prestígio por causa da dor que ele  enfrentará poderão não se dar bem como pensam
A notícia de que Luiz Inácio Lula da Silva tem na laringe um câncer de agressividade média, seja lá o que queira dizer isso, surpreendeu a todos. É como se, de repente, se tomasse conhecimento de que é falível o titã da política, o semideus da administração pública, o maior ídolo popular que já subiu em palanques neste País. Alto lá, gente fina! O homem é gente, como você, o recordista mundial dos 100 metros rasos, a pobre mulher sertaneja que serve farinha com água para matar a fome da imensa prole desvalida e eu.
Bem, vamos convir que ele foi presidente da República e, nesta condição, se submeteu aos exames de tecnologia mais sofisticada em check ups periódicos em que sua garganta foi vasculhada por sensores poderosos e radiação nuclear que desvenda mistérios que tato e vista não alcançam. E daí? A medicina é falível como o aparelho, o médico e o paciente.
Então, por que este susto todo? O ex-presidente da República não é propriamente um ser humano regrado, morigerado e aplicado. Ao contrário, é sanguíneo, explosivo, indisciplinado e ingere toxinas a granel. O que isso tem a ver com o câncer na laringe? Vai saber! Um dos mistérios dolorosos da vida é que de certo mesmo só se sabe que cedo ou tarde ela se extinguirá, mas a fragilidade do sopro vital sempre corresponde à surpresa da chegada da doença. Além do mais, no último decênio, o paciente do dr. Calil tem sido o ponto de referência para convergir ou para divergir na cena pública nacional. Difícil encontrar quem seja neutro ao julgá-lo, impossível lhe ser indiferente.
Lula é gente como qualquer de nós e, como todos estamos atados à certeza da visita da Indesejada das Gentes, bastando para tanto que exista, merece respeito e piedade. A paixão em torno de sua atuação pública, contudo, produziu desafetos que se regozijam com sua dor e prosélitos que receberam a notícia como se dissesse respeito a um ente querido muito próximo. A condição humana é como é: falível e parcial. Uma reação é desumana; a outra, irracional; e ambas, despropositadas.
Impossível saber se o tumor maligno lhe reduzirá o prazo de vida. Muitos contemporâneos mais jovens e hígidos poderão sucumbir antes, outros mais próximos da morte poderão sobreviver a ele. Só uma coisa é certa: a experiência mostra que no convívio com as massas a dor do ídolo poderá exacerbar a idolatria. Quem contar com o fim da popularidade do paciente pela eventual perda de seu principal instrumento, a palavra falada, poderá ser surpreendido pela canonização em vida da vítima. Quem pretender prosperar sob a sombra do ícone semovente poderá aprender que  idólatras nada  veneram além do ídolo.
 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vida longa segundo a Bíblia

Carinho de minha mulher e meus filhos sustenta a vida

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Celso Blue Boys, o maior guitarrista do Brasil

Celso Blues Boy interpreta a música Por um monte de cerveja, que dá nome ao show e ao CD que ele lançou ontem, 27 de outubro de 2011, no Teatro Rival BR.
"Por Um Monte De Cerveja" foi a segunda executada no espetáculo que acontece de novo logo mais às 8h da noite de hoje, 28 de outubro;. Os versos são sábios:
Vou procurar de vela acesa
qualquer lugar aonde esteja
um monte de cerveja
invadindo a minha mesa...
(Video Celular - Correio da Lapa)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexões sobre o medo por Mia Couto na Conferência do Estoril

 
"O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demónios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, servindo como agentes da segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território.
O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional: os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência do país, e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes junto à nossa porta, os ditos terroristas são governantes respeitáveis e Karl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência.
O preço dessa narrativa de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades. Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no Poder alguns dos ditadores mais sanguinários de que há memória. A mais grave herança dessa longa intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra-Fria esfriou mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo, a Oriente e a Ocidente. Para responder às novas entidades demoníacas não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de investimento divino, precisamos de intervenção de poderes que estão para além da força humana. O que era ideologia passou a ser crença, o que era política tornou-se religião, o que era religião passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentar as ameaças globais precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania. Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho começaria pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e do outro lado, aprendemos a chamar de “eles”.
Aos adversários políticos e militares, juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade é imprevisível. Vivemos – como cidadãos e como espécie – em permanente limiar de emergência. Como em qualquer estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa.
Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas incomodas como estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria de armamento? Por que motivo se gastou, apenas o ano passado, um trilião e meio de dólares com armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadaffi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça?
Se queremos resolver (e não apenas discutir) a segurança mundial – teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes. Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que sejam precisos pretextos de guerra. Essa arma chama-se fome. Em pleno século 21, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fracção pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo. Num planeta que imaginamos como uma única aldeia, a realidade mais globalizada é a miséria.
O preço dessa narrativa de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades. Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no Poder alguns dos ditadores mais sanguinários de que há memória. A mais grave herança dessa longa intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
Mencionarei ainda outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi ou será vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. Não há aqui nenhum laivo de feminismo, nenhum paternalismo dos que dizem cuidar dos chamados grupos vulneráveis. A verdade é que sobre metade das pessoas que estão nesta sala pesa uma condenação antecipada pelo simples facto de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome, e como militares sem farda deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e de discutir razões. As questões de ética são esquecidas porque está provada a barbaridade dos outros. E porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência nem de legalidade.
É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A chamada Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente, morreram mais chineses construindo a Muralha do que vítimas das invasões do Norte. Diz-se que alguns dos trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora de quanto o medo nos pode aprisionar.
Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas aprendemos a reduzir os sonhos e esperanças para um tamanho aceitável. Acerca dessa histeria colectiva, Eduardo Galeano escreveu o seguinte:
Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quem não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe."
 
 (Mia Couto, autor desse texto, nasceu em Moçambique) 
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Caso Orlando Silva e as ameaças da não realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil?


A não realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil: quais são as ameaças?

 Especulações?


 

 Incapacidade de o Congresso Nacional compreender que mexer em leis fajutas não ameaça a soberania nacional, por exemplo, proibição de birita nos estádios. A Fifa é a favor da loura gelada.. Ingresso para estudante pela metade do preço? Outra palhaçada que a Fifa não aceita imposição nem de governos ao seu evento privado, que dirá da UNE com jovens se aboletando em .sinecuras do Estado... E já tem neguinho em Brasília querendo cota de ingresso para quem não tem dinheiro poder ir ao estádio. Outra palhaçada. Pobre vai quando ganha, promoções de supermercado, bancos, montadoras etc, tal qual rolou na África do Sul.

Permanência de Orlando Silva no Cargo. O braço-direito de Joseph Blatter na Fifa já deu o aviso: gostou da sugestão do Estadão, que publicou que Dilma já teria decidido afastar o inexperiente quadro do PCdoB do comando da pasta dos Esportes.

Recrudescimento do crime organizado. Qualquer grupo traficante seria capaz de derrubar um avião cheio de turistas ingleses com tiros de fuzil disparados de favelas dominadas por centenas dessa armas de grosso calibre, como as comunidades que ficam nas proximidades de aeroportos, exemplos: Complexo da Maré ou mesmo aquelas enormes favelas no fundo da Baía de Guanabara, em Caxias. O Morro do Alemão é só o maior complexo. As UPPs na Zona Sul e lugares privilegiados da ZN formam apenas um  corredor para 2014 e 16. Um “buffer”, um tampão de emergência. A metrópole tem mais de hum milhão de favelados nada felizes.

Irritação da Fifa com os nossos políticos.

 Exemplo da Colômbia. Em 1985, um ano antes da Copa de 86, Bogotá desistiu da Fifa. Faltava grana e sobrava politica tipo brasileira e ainda havia guerrilha, milícia e narcotráfico produtor. O México, que fizera a Copa 15 anos antes, topou o convite da Fifa e fez de novo, preparou-se em um ano.

 O Brasil não vai desistir, mas se a Fifa desistir do Brasil, quem a Fifa vai convidar para fazer o Mundial de 14?

 Palpites; Chicago, terra de Obama, Tóquio, pós Fukushima, Madri que era candidata ou Londres que terá feito uma bela Olimpíada em 2012?

Resposta para essas questões: o maior risco de o Brasil não sediar 14 está em Brasília, no Congresso, onde os caras acabaram de esfaquear o Rio de Janeiro e o Espirito Santo na questão dos royalties. Ali mora o perigo maior de uma capital totalmente perigosa, tamanha a sujeirada misturada com a poeira vermelha e o barro vermelho em dias de chuva. Vá a Brasília, mas não converse. A água que cai do céu já chega suja no chão. Até o céu está de mal com a capital.

Se a querida presidenta Dilma continuar perdendo em média um ministro por mês, como tem 48 meses de mandato e como nomeou um ministério de apenas 47 pastas, vai chegar em 2014 com um único auxiliar de peso: Luiz Inácio. E ela, como Dimitri Medvedev fez em Moscou desistindo de tentar novo mandato, vai declarar apoio à volta do velhinho barbudo. Bota o retrato do velho, bota no mesmo lugar.

Sugestões: Não leve a sério tudo isso que botei aqui. Leve a serio e reclame apenas de nossos representantes no Congresso Nacional. Pelé, que faz aniversário hoje, 23 de outubro, tinha razão ao dizer: brasileiro não sabe votar. Parabéns, Cocada Preta! Esteja onde estiver, Negão, o saudoso amigo comum Oldemário Touguinhó deve estar rindo de nós e mandando também votos de felicidade. A propósito, Pelé, que é amigo da Fifa e da Mastercad, já teria sido sondado para ser o nosso interlocutor com os 24 velhinhos do Comitê da Fifa no lugar de Orlando, o ministro das multidões de amigos. Pelé, sozinho, convenceu a Fifa e os EUA a fazer aquela bela Copa de 1994, apesar do calorão nos péssimos horários escolhidos para os jogos.

Enfatizando para concluir: Políticos do Congresso Nacional! Abram os olhos! A Fifa está se lixando pra vocês. E nós, que votamos, também. Parem com esse lero-lero, aprovem a legislação de emergência antes que seja tarde demais.

E Orlando Silva, acusado sem provas, mesmo sem corrupção nas costas, ajuda se pedir o boné.

(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, Rio de Janeiro, 23 de outubro de 201)