domingo, 26 de junho de 2011
#DorgaStep4 - Os manolos dançarinos voltaram!
E já tem o canal youtrends.com.br botando até o que o youtube censura indevidamente... Se voce gosta de musica dança com invenção vai curtir este video, tem até o Kadafi e o Bin Laden dançando sincronizadamente o dorgastep, que é dança de rua de internet, ou dança de internet de rua...
Ismália, interpretação do roqueiro Arnaldo Brandão
Inspirada no famoso poema de Alphonsus Guimaraens, esta canção triste em homenagem à saudosa Cássia Eller.
I
ISMÁLIA
(Música e letra de Alfredo Herkenhoff - Voz: Arnaldo Brandão - Banda: Tom do Leblon)
Vozeirão ora veludo, ora elétrico.
Assaltam um caminhão de energia
Sábado à noite, de bobeira,
à sombra do luar entre os oitis
Nua, completamente nua
Paisagem humanamente nua
Inteiramente sem tempo
Deu o melhor de si
Caramba... Cássia Eller eu quero ouvir
Bethânia, Isadora, Zélia
Cássia Eller eu quero ouvir
Quando Ismália enlouqueceu
pôs na torre a sonhar
Parafusos se soltaram
Flutuam até hoje no ar
Bethânia, Isadora, Zélia
Cássia Eller eu quero ouvir
Quando Ismália enlouqueceu
pôs na torre a sonhar
Parafusos se soltaram
Flutuam até hoje no ar
...Viu uma lua no céu, vu outra lua no mar, queria subir ao céu, queria descer ao mar, Queria a lua do céu?
...Estava perto do céu, estava longe do mar, sua alma subiu ao céu, seu corpo desceu ao mar
....Queria a lua do céu, queria a lua do mar, sua alma, seu corpo, o céu, o mar
Categoria:
Tempo com MC Papo Reto e o Flamengo
O tempo não passa, vagabundo, o tempo tem tanto tempo quanto tempo tem questão de tempo... Este hip hop é do carioca MC Papo Reto.. Gosto da levada fenomenólgica... Instintivamente.
No início da sexta rodada, este domingo encerra, o Mengão amanhece em quarto lugar, a 1 ponto do Palmeiras, vice-líder e que joga hoje. O Mengão tem o melhor ataque: 13 gols, e o melhor saldo positivo, sete gols. Tem Ronaldinho, Thiago Neves, Leo Moura e Felipe. Todos com nível de Seleção. Não brinquem com o Mengão. Na sexta rodada, só quatro times ainda estão invictos neste 2011. Um deles é o Mengão. Não brinquem com o Bonde do Amor.
(Por Alfredo Herkenhoff, do Correio da Lapa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 2011)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Nilo Dante comenta degradação do Rio de Janeiro e jornalismo - 2ª parte
Jornais perdem terreno com desprezo pelos leitores
Em conversa com Alfredo Herkenhoff, Nilo Dante, que dirigiu diversos grandes jornais do Rio de Janeiro, tendo sido correspondente internacional de O Globo, relembra casos da profissão e adverte que, apesar dos investimentos com vistas ao Mundial da Fifa em 2014 e às Olimpíadas de 2016, e apesar da riqueza carioca concentrada na orla marítima da Zona Sul, a metrópole é uma terra de muita miséria e não merece o titulo de Cidade Maravilhosa.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Stalin e Hitler: Qualquer matança não é mera semelhança
O nome de família de Hitler foi mudado.
O nome de família de Stalin foi mudado.
O pai de Hitler batia nele.
O pai de Stalin batia nele.
A mãe de Hitler teve três crianças e todas morreram antes do Adolfinho nascer
A mãe de Stalin teve três crianças e todas morreram antes do Zezinho nascer
Hitler era uma criança de pouca saúde
Stalin era uma criança de pouca saúde
O pai de Hitler abandonou sua família.
O pai de Stalin abandonou sua família.
Hitler foi criado por sua amorosa mãe.
Stalin foi criado por sua amorosa mãe.
Hitler amou muito sua mãe.
Stalin amou muito sua mãe.
Hitler era um católico.
Stalin era um ortodoxo oriental.
A mãe de Hitler queria que ele fosse padre católico.
A mãe de Stalin queria que ele fosse padre ortodoxo.
Hitler estudou num mosteiro beneditino.
Stalin estudou num seminário ortodoxo.
O pai de Hitler morreu quando ele tinha 13 anos de idade.
O pai de Stalin morreu quando ele tinha 13 anos de idade.
Hitler era um estudante excepcional quando menino novinho.
Stalin era um estudante excepcional quando menino novinho.
Hitler tornou-se um artista promissor na escola.
Stalin tornou-se um artista promissor na escola.
Hitler não terminou o 2º grau.
Stalin não terminou o 2º grau.
Hitler nunca foi para a universidade.
Stalin nunca foi para a universidade.
Hitler perdeu a fé na religião antes dos 13 anos de idade.
Stalin perdeu a fé na religião antes dos 13 anos de idade.
Hitler aos 20 anos de idade já tinha saído de casa e vivia por conta própria.
Stalin aos 20 anos de idade já tinha saído de casa e vivia por conta própria.
Hitler ficou fascinado pelo marxismo.
Stalin ficou fascinado pelo marxismo.
Hitler viveu em Viena em 1913.
Stalin viveu em Viena em 1913.
Hitler passou um tempo na cadeia por opinião política.
Stalin passou um tempo na cadeia por opinião política.
Hitler, nascido na Áustria, mudou-se para Alemanha a fim de fazer política.
Hitler, nascido na Geórgia, mudou-se para Rússia a fim de fazer política.
Hitler aos 33 anos liderou a nova fase do nazismo.
Stalin aos 33 anos liderou a nova fase do bolchevismo.
Hitler aos 35 anos escreveu “Mein Kampf”, sobre o nazismo
Stalin aos 34 escreveu o “Marxismo e a pergunta nacional” , sobre o bolshevismo.
Hitler aos 42 anos controlava o regime.
Stalin aos 32 controlava o regime.
Hitler teve amante, 22 anos mais nova que ele, e ela se matou em 1931 usando a arma dele. Na ocasião ele tinha 42 anos.
Stalin teve amante, 21 anos mais nova que ele, e ela se matou em 1932 usando a arma dele. Na ocasião, ele tinha 54 anos.
Hitler, quando tinha 45 anos, promoveu um expurgo de adversários dentro do Partido Nazista.
Stalin, quando tinha 45 anos, promoveu um expurgo de adversários dentro do Partido Comunista.
Hitler admirava e temia Stalin.
Stalin admirava e temia Hitler.
domingo, 19 de junho de 2011
Guerra carioca de pizzaria - Botafogo ganha La Bambina em junho de 2011
No início da madrugada deste domingo, 20 de junho de 2011, Alfredo Herkenhoff passava pela Rua Bambina, perto da São Clemente, quando avistou uma loja vazia, toda iluminada. Curioso, viu lá dentro um senhor, o Mauricio, que explicou: Vamos inaugurar essa lojinha nesta segunda-feira, 20 de junho. Chama-se La Bambina: vai vender sucos, sandubas, doces, pizzas e cervejinha. A poucos metros desse endereço, foi inaugurada recentemente a pizzaria Arteziana, primeira filial fora de Ipanema, onde já atuava desde a virada do Século XX. A concorrência é salutar. E rola um fenômeno de happy hour no bairro de Botafogo: pessoas fazem fila na calçada para comer pedaço avulso de pizza, em pé, no balcão, como se fosse fila de carrinho de pipoca, e rola papo, rola prazer, é a descontração carioca: Viva o Rio de Janeiro!
sábado, 18 de junho de 2011
Ai! Santo Antônio é Amor - Para devotos, festeiros e cidades que o têm como padroeiro
Santo Antônio é Amor
Música, letra, violão e voz de Alfredo Herkenhoff
Ai... Santo Antônio é Amor
Santo Antônio advertiu
Quase mil anos atrás
Quanto maior a cidade
mais corrupção faz
Deixou o conforto, deixou o seu pais
Caminhou descalço, achou o amigo Chico de Assis
Hoje é Santo Doutor porque sabe tudo de Amor
Santo Antônio não enrica niguém, mas também não deixa passar fome:
é o Milagre dos Pãezinhos, é a alegria do seu nome
Também é casamenteiro, faz achar o que está perdido
Santo protetor do devoto e do festeiro
Meu querido Santo Antônio, meu querido padroeiro
Ai... Santo Antônio é Amor
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hoje é noite de São João - Video homenagem ao Dia de Santo Antônio de 2011
Meu primeiro vídeo, música e mais de 100 fotos, todas tiradas também por mim no Rio de Janeiro. Daqui a 10 dias, vou botar um vídeo no Dia de São João em homenagem a Santo Antônio, com uma canção, também de minha autoria, e bem melhor que esta. Inclui fotos da festa de ontem, Dia dos Namorados de 2011, no alto do Morro Viúva... Quem sabe você se vê por aí? Lapa Total no Tom do Leblon...
(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, Rio, RJ, em 13/06/2011)
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Eduardo e Mônica - O filme tem tiquim de pedofilia?
Video bombado da Vivo com 3 milhões de views no primeiro dia de Youtube, com uma propaganda sutil de gadgets e serviços da operadora para o Dia dos Namorados de 2011. Tem a música Eduardo e Mônica, bem ilustrada, só romantismo: casal em que a mulher, com ruguinhas já aparecendo nos olhos nas cenas iniciais, toma um pileque de conhaque virando a noite na hora em que o adolescente que se tornaria seu amor tentava acordar para ir à escola. Ela já faz Medicina e fala alemão. Ela pega o menor de idade, o boy de 16 aninhos e que ainda faz aula de inglês, joga videogames e futebol de botão. Ela pega e engravida de gêmeos. Vivem felizes para sempre. O garoto amadurece, pelo fim já aparece até de terno. É tudo bem meloso: o povo gosta. Mas tem um tiquim de pedofilia da muié por diferença de idade e formação. Ou não?
(Por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, 10 de junho de 2011)
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Gleisi Hoffmann desponta como possivel segunda presidenta do Brasil
Gleisi... Quem vai ganhar a eleição presidencial de 2014? Dilma? Lula? Sérgio Cabral ou Gleisi Hoffmann? Nas hordas oposicionistas, bordas em polvorosa, queimados Serra pela cal-vice e Aécio pela vida dupla de playboy das noitadas da lei seca, resta um nome mais alvissareiro, ainda que bem adentrado na terceira idade: Ferreira Gullar. Neste parágrafo está o nome de quem nos representará até 2018. (Por Alfredo Herkenhoff)
domingo, 5 de junho de 2011
Marataízes e Cachoeiro choram a morte de Luiz Carlos Santana
Morreu Luiz Carlos Santana! Não morreu apenas o locutor de tantas emissoras capixabas, não apenas o narrador de tantas partidas de futebol no Espírito Santo. Morreu não apenas o médico pediatra, não apenas o político que foi deputado estadual, sobrinho do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim Abel Santana. Morreu não apenas o filho de Dona Zenith, o irmão de Luiz Sérgio Santana, morreu um pedaço da minha infância na praia de Marataízes.
Tenho recordações antigas dos garotos Luiz Carlos e Luiz Sérgio, ligeiramente mais valhos do que eu. A casa de seus pais e a casa dos meus eram parede-e-meia.
Tenho lembranças do tempo em que a mãe de Luiz Carlos ficava na janelinha que não existe mais. Lembranças de uma rua que não era calçada e tinha como referência a colônia de férias do Rotary ou Lions, um casarão com um belo terreno indo margear o que é hoje a Avenida Rubens Rangel, a mais extensa estrada ligando Maratízes a Barra de Itapemirim. A Rubens Rangel em que eu via o trem, hoje inexistente, chegar procedente de Cachoeiro, a Rubens Rangel de tanta poeira levantada pelo vento Nordeste infernizando a vida de veranistas do outro lado que não o do mar.
Não tenho lembranças e muito menos informação, posto que saí muito cedo de Cachoeiro, para elogiar ou criticar a atuação de Luiz Carlos enquanto político. Só tenho certeza de que ele e Luiz Sérgio adoravam como até hoje adoramos Marataízes... Eu, Luiz Sérgio, meus irmãos e tantos outros primos, conhecidos, vizinhos de verão, pessoas que nunca confundiram nem compararam Marataízes com outras praias, mais bonitas, menos pobres, mais resolvidas, não importa, somos pessoas que nunca trocam aquele pedacinho de lugar da terra por nada.
Vai então Luiz Carlos como foram tantos que viveram tantos verões na última rua de Marataízes antes da Barra, rua rente aquele três quilômetros ou mais de pasto, moitas, cacimbas, campo de aviação, trilhas, maratimbas, alegria de um viver tribal.
Vi Luiz Carlos Santana andando de bicicleta, já um tanto alquebrado, no verão de 2010. Neste último de 2011 apenas avistei Luiz Sérgio, poucas vezes, e ele me disse da doença degenerativa do irmão, uma variação de Alzeimer, disse que o irmão moribundo em Vitória pesava nada, carcomido pela enfermidade e abençoado pela perda de lucidez, algo que se não foi um alívio na agonia, pelo menos nos dá a chance de imaginar que não sofreu tanto quanto podemos imaginar que teria sofrido.
O Nordeste vai soprar muitas tardes e noites a nos fazer lembrar que, assim como se foi Luiz Carlos, iremos todos, mas que, enquanto não vamos, é compromisso morrer de saudade e voltar pra sentir a brisa do mar.
Vão-se embora os nossos amigos, vão-se embora os nossos amores... Crianças no sol da manhã, jovens na luz do luar, e na varanda a brisa do mar diz: diz que tem vida do lado de lá, e que todo verão pode ser o último, todo verão pode ser um adeus, todo verão pode ser o primeiro, verão é trem doido, a estação é uma onda, é vai-e-vem sem parar, verão é amor, verão é cantar, lararará....! É compromisso morrer de saudade e voltar pra sentir a brisa do mar. (Por Alfredo Herkenhoff)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
INSS, uma das fontes da injustiça maior no Brasil.
Que compreender o INSS? Veja no link uma entrevista com o jornalista britânico Brian Nicholson, com quem trabalhei no Rio de Janeiro nos anos 1980. Brian mora há 30 anos no Brasil e lançou livro para o leitor comum entender a injustiça do sistema previdenciário tupiniquim.(Por Alfredo Herkenhoff)
http://www.previdenciainjusta.com.br/autor_nicholson.html
http://www.previdenciainjusta.com.br/autor_nicholson.html
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Mambembe - com Roberta Sá e Chico Buarque, o sucessor de Noel
Errante de Deus... Ciganos Sensacionais, violão muito bom de Marcelo Gonçalves, a voz de Roberta Sá em perfeita harmonia com a do mestre sucessor de Noel! O melhor da semana que começa! Parece que foi hoje, mas foi um ano atrás!
DSK & Nine Eleven
O ex-diretor gerente do Fundo, algemado em NY, tem um nome, Strauss Khan, que soa misto de etrusco com escroto. Além do mais, Dominique na sonoridade lusa soa feminino. E a camareira do Sofitel supostamente violentada é de Guiné. As duas ultimas casas em que ela morou em NY com uma filha de 15 anos - a mãe tem 32 - tinham aluguel pago por uma ONG ligada a soropositivos de HIV. A entidade não deu detalhes, mas confirmou: só aluga casa para quem tem o troço. Será que EstrrôsaKhana terá o troço? E agora Dominique? Mídia americana não dá mole. Vai decobrindo tudo.
Nos EUA, uma denúncia como a da africana negra, humilde e muçulmana produz uma presunção de culpa mais forte do que a presunção de inocência. Os EUA padecem de uma judicialite aguda. Vive-se lá um retrocesso nos Direitos Civis desde o fatídico Nine Eleven.
Algemar DSK foi um acinte aos meus olhos. Que ele pegue 20 anos se for culpado como parece, mas algemar naquela altura, diante da midia mundial, foi um pequeno crime que a Justiça americana está cometendo contra si própria.
É como no caso da morte de Bin Laden, que leva todo jeito de execução sumária no ato de encontrá-lo. Não que não merecesse a punição capital legal nos EUA. Mas é mais um sinal do 11 de setembro apunhalando o sistema pelos sentimentos de vingança e de humilhação.
(Por Alfredo Herkenhoff)
Nos EUA, uma denúncia como a da africana negra, humilde e muçulmana produz uma presunção de culpa mais forte do que a presunção de inocência. Os EUA padecem de uma judicialite aguda. Vive-se lá um retrocesso nos Direitos Civis desde o fatídico Nine Eleven.
Algemar DSK foi um acinte aos meus olhos. Que ele pegue 20 anos se for culpado como parece, mas algemar naquela altura, diante da midia mundial, foi um pequeno crime que a Justiça americana está cometendo contra si própria.
É como no caso da morte de Bin Laden, que leva todo jeito de execução sumária no ato de encontrá-lo. Não que não merecesse a punição capital legal nos EUA. Mas é mais um sinal do 11 de setembro apunhalando o sistema pelos sentimentos de vingança e de humilhação.
(Por Alfredo Herkenhoff)
sábado, 21 de maio de 2011
Renato e Emmy, uma linda história de amor, bodas de ferro no aço da CSN
Renato e Emmy
Uma Linda História de Amor
Por Alfredo Herkenhoff *
É uma linda história de amor a vida de Renato e Emmy. Renato a conheceu há exatos 70 anos, em 1941, na manhã de um 31 de agosto daquele ano, num passeio de barco no lago Erie, em Cleveland, Ohio. Renato Azevedo nasceu há exatos 95 anos, em 1916, num 25 de setembro daquele ano, em São Gonçalo do Sapucaí, roça perto de Varginha, Minas Gerais.
Desde criança Renato sonhava com o ferro, a metalurgia, queria ser engenheiro. Renato foi descoberto por professores em Ouro Preto e convocado por Marcos Carneiro de Mendonça e Macedo Soares, dois titãs da brasilidade. Renato tinha 25 anos, já era engenheiro e funcionário da CSN antes da constituição formal da própria CSN porque integrava a comissão que, de fato, trabalhava nos EUA para a melhor transferência da tecnologia do aço em larga escala.
É uma linda história de amor o namoro que começou com uma paixão à primeira vista naquele 31 de agosto por parte de Emmy Dietrich, então uma jovem alemã, órfã e pobre, que havia emigrado da Alemanha em 1938, com a tia. Não eram judias, mas a tia alemã e a adolescente sabiam daquelas execuções de judeus. A tia decidiu assim: Não gosto de Hitler e isso não vai terminar bem. Vamos para os Estados Unidos.
É uma linda história de amor a paciência de Emmy, sua espera por seu Renato naquela correria da construção heróica da usina em Volta Redonda. Apenas namoravam em Cleveland sem maiores compromissos. Renato voltou ao Brasil em 1943. Correspondiam-se por cartas. Emmy esperava aquele dia, e foi num primeiro de abril que ele a pediu em casamento, dois meses antes do fim da II Guerra Mundial.
É uma linda história de amor a deste casal completando, agora em 2011, 65 anos de casamento carinhoso em todos esses dias. Casaram-se no Rio de Janeiro em 1946 e serão felizes até morrer. Renato e Emmy Dietrich Azevedo vivem em Volta Redonda, no bairro do Laranjal, curtindo a lucidez e a luta de filhos e netos. Rotina mansa, um olhar na saudade, um olhar na esperança no futuro que encurta por desígnios da natureza que vai pegando os nossos lugares e cedendo a outros amores, novos encantamentos... Ah! Esses jovens de hoje!
Quem ama a vida comemora com Renato e Emmy. São casais assim que merecem a nossa maior festa. E viver 65 anos significa comemorar as chamadas Bodas de Ferro. E Renato e Emmy logo chegarão aos 70 anos de plena felicidade, e teremos as Bodas de Vinho. Tim! Tim!
Não sei, não sabemos as datas exatas, mas claro que são todas datas especiais nessa linda história de amor. Parabéns Emmy! Parabéns Renato!
Brasileiros e Estrangeiros! Estamos convocados pelo calor da emoção do amor universal a lançar um olhar sobre este casal desejando-lhe tudo de bom que mais houver nesta vida. É uma linda história de amor não só de Volta Redonda, não só do Brasil, não só da Alemanha, mas de mundo inteiro.
Se eu fosse prefeito de Volta Redonda, abria uma exceção na tradição da cidade de nomear ruas por números, em vez de nomes, e assim batizaria uma artéria, um praça, um parque com os nomes “Renato & Emy”, sinônimo de uma linda história de amor que merece a atenção especial de Benjamin Steinbruch e Dilma Rousseff. Como não sou prefeito, nem empresário e nem presidente, o que posso fazer é isso: contar uma linda história de amor, o amor que entre Renato e Emmy nunca vai ter fim.
Tim! Tim!
Uma Linda História de Amor
Por Alfredo Herkenhoff *
É uma linda história de amor a vida de Renato e Emmy. Renato a conheceu há exatos 70 anos, em 1941, na manhã de um 31 de agosto daquele ano, num passeio de barco no lago Erie, em Cleveland, Ohio. Renato Azevedo nasceu há exatos 95 anos, em 1916, num 25 de setembro daquele ano, em São Gonçalo do Sapucaí, roça perto de Varginha, Minas Gerais.
Desde criança Renato sonhava com o ferro, a metalurgia, queria ser engenheiro. Renato foi descoberto por professores em Ouro Preto e convocado por Marcos Carneiro de Mendonça e Macedo Soares, dois titãs da brasilidade. Renato tinha 25 anos, já era engenheiro e funcionário da CSN antes da constituição formal da própria CSN porque integrava a comissão que, de fato, trabalhava nos EUA para a melhor transferência da tecnologia do aço em larga escala.
É uma linda história de amor o namoro que começou com uma paixão à primeira vista naquele 31 de agosto por parte de Emmy Dietrich, então uma jovem alemã, órfã e pobre, que havia emigrado da Alemanha em 1938, com a tia. Não eram judias, mas a tia alemã e a adolescente sabiam daquelas execuções de judeus. A tia decidiu assim: Não gosto de Hitler e isso não vai terminar bem. Vamos para os Estados Unidos.
É uma linda história de amor a paciência de Emmy, sua espera por seu Renato naquela correria da construção heróica da usina em Volta Redonda. Apenas namoravam em Cleveland sem maiores compromissos. Renato voltou ao Brasil em 1943. Correspondiam-se por cartas. Emmy esperava aquele dia, e foi num primeiro de abril que ele a pediu em casamento, dois meses antes do fim da II Guerra Mundial.
É uma linda história de amor a deste casal completando, agora em 2011, 65 anos de casamento carinhoso em todos esses dias. Casaram-se no Rio de Janeiro em 1946 e serão felizes até morrer. Renato e Emmy Dietrich Azevedo vivem em Volta Redonda, no bairro do Laranjal, curtindo a lucidez e a luta de filhos e netos. Rotina mansa, um olhar na saudade, um olhar na esperança no futuro que encurta por desígnios da natureza que vai pegando os nossos lugares e cedendo a outros amores, novos encantamentos... Ah! Esses jovens de hoje!
Quem ama a vida comemora com Renato e Emmy. São casais assim que merecem a nossa maior festa. E viver 65 anos significa comemorar as chamadas Bodas de Ferro. E Renato e Emmy logo chegarão aos 70 anos de plena felicidade, e teremos as Bodas de Vinho. Tim! Tim!
Não sei, não sabemos as datas exatas, mas claro que são todas datas especiais nessa linda história de amor. Parabéns Emmy! Parabéns Renato!
Brasileiros e Estrangeiros! Estamos convocados pelo calor da emoção do amor universal a lançar um olhar sobre este casal desejando-lhe tudo de bom que mais houver nesta vida. É uma linda história de amor não só de Volta Redonda, não só do Brasil, não só da Alemanha, mas de mundo inteiro.
Se eu fosse prefeito de Volta Redonda, abria uma exceção na tradição da cidade de nomear ruas por números, em vez de nomes, e assim batizaria uma artéria, um praça, um parque com os nomes “Renato & Emy”, sinônimo de uma linda história de amor que merece a atenção especial de Benjamin Steinbruch e Dilma Rousseff. Como não sou prefeito, nem empresário e nem presidente, o que posso fazer é isso: contar uma linda história de amor, o amor que entre Renato e Emmy nunca vai ter fim.
Tim! Tim!
* Dedico essas palavras ao colega Wlader Lúcio Lima, que faleceu na segunda-feira, 16 de maio de 2011. Creio que Wlader, gerente de relacionamento da CBS Previdência (fundo de pensão da CSN), não tivesse talvez nem 40 anos de idade. Mas morreu num acidente pós-operatório, uma cirurgia boba de joelho. Wlader deixa criança para este mundo. Ele não pôde, como seu pai e como Renato Azevedo, entre outras pessoas de bem, curtir uma vida mais longa de luta e felicidade em Volta Redonda. Mas deixa o exemplo. E é dos bons exemplos que nascem as lindas histórias de amor.
Wlader me acompanhava quando estive na casa de Renato e Emmy, em outubro de 2009, para uma longa entrevista com o casal, depoimento estampado no belíssimo livro do colega Nilo Dante sobre o fundo de pensão da CSN, lançado no ano passado, sob o título “CBS – 50 Anos Construindo o Futuro”. Nilo Dante também estava presente na entrevista no Laranjal.
A propósito, o Prêmio Jabuti, que todo ano mexe nos quesitos, podia criar, um novo para estimular, futuramente, que livros comemorativos e institucionais, como este que ora citei, não sejam insossos, relatórios que ninguém quer ter em papel. O livro de Nilo Dante, “CBS - 50 Anos Construindo o Futuro”, não é encontrável nas livrarias, uma pena, apesar da tiragem elevada: quase 30 mil exemplares para a grande família metalúrgica. O livro do fundo de pensão mostra com excelentes ensaios de renomados escritores e jornalistas, além de bela iconografia, tudo de importante que rolou de 1960 a 2010, na CBS, na CSN, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo. Uma beleza de livro que enche Volta Redonda de orgulho e alegria, assim como também ficamos alegres quando vemos que vale a pena viver uma linda história de amor.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Pastor Shooter : Devil shot dead by pastor on TV - English Legends
Pastor Shooter :
Devil shot dead by pastor on TV
Damn Devil. Keep quiet, quiet.Devil! You have to die!
The Devil obeys. The Devil obeys me You, Devil, you point your gun against me
And now you must point a rifle against me
He is the Evil! He’s not a human being! The Devil!
I will exchange fire with you.
But I 'm much heavier than Navy SEALs
Gimme my Bible
I shot you and then you die
Poowww! Poowwww Pouww! Lets raise arms! Alleluia for our Lord!
Devil shot dead by pastor on TV
Damn Devil. Keep quiet, quiet.Devil! You have to die!
The Devil obeys. The Devil obeys me You, Devil, you point your gun against me
And now you must point a rifle against me
He is the Evil! He’s not a human being! The Devil!
I will exchange fire with you.
But I 'm much heavier than Navy SEALs
Gimme my Bible
I shot you and then you die
Poowww! Poowwww Pouww! Lets raise arms! Alleluia for our Lord!
domingo, 15 de maio de 2011
Ana Carvalho, pelas ruas do Rio de Janeiro, de branco, com Deus
A N A
Conheci na noite passada um ícone de uma Ipanema que morreu, a guitarrista e cantora Ana Maria Carvalho, que foi casada com o craque Marcos Valle, de tantas belas canções com o irmão Paulo Sérgio Valle.
Ana teve problemas de saúde, não toca mais e vive hoje de uma maneira bem peculiar. Ela é capaz de sair da Zona Sul do Rio de Janeiro e, vagarosamente como uma tartaruga, caminhar até o Aeroporto Tom Jobim, uns 30 km no rumo norte da cidade. Ela é capaz de fazer essas caminhadas a qualquer hora do dia ou da noite. E não se trata de marcha batida. Caminha lentamente. Não importa se artéria de trânsito denso, se imediações faveladas do estádio de São Januário. Um percurso que uma pessoa qualquer faz matinalmente em uma hora, talvez Ana faça em cinco ou dez. Ela é a pessoa mais resignada que conheci com relação a espaço, passo e tempo.
Quem a sustenta, como vive? Tudo me pareceu mistério. Ela tem um irmão. Tinham uma casa, a famosa casa na esquina da Rua Joana Angélica com Barão de Jaguaripe, num trecho de Ipanema ultra valorizado.
A amiga Vera Curi, outro baluarte de Ipanema, me apresentou a Ana e contou histórias.
Vera pergunta a esta mulher elegante:
- Ana... Venderam a sua casa? Quanto você ganhou? Perdeu a casa?
- Perdi nada. Está com Deus.
-E a sua guitarra, roubaram?
- Roubaram nada. Está com Deus.
Não me furto de fazer uma graça e exclamo me perguntando na roda no varandão da casa Alma Carioca, na Praia de Botafogo:
- Alfredo, é verdade que roubaram seu FGTS depois de tantos anos no Jornal do Brasil?
E eu mesmo me respondo: roubaram nada, está com Deus, nem entrei na Justiça. Reclamar de Deus?
O pai de Ana era o radialista Luís de Carvalho, sucesso nos anos 1960. Ana vivia num círculo poderoso de gente dourada e descolada. Trabalhou com Sérgio Mendes, hoje de novo na mídia mainstream por causa da trilha sonora que fez para o filme com mega sucesso mundial: “Rio”, o desenho animado da Fox como as ararinhas formando um par amoroso entre o Brasil carioca e os Estados Unidos ecologicamente corretos.
Senti, numa noite meio mágica, a delicadeza de toda uma vida muito louca de Ana Maria Carvalho, com a pele castigada pelo sol e pelo tempo de 64 anos de vida. Talvez Ana vá longe, caminhando sempre. Talvez pare e descanse no meio fio. Dentro do possível, ela está sempre limpa, afinal usar roupa branca e clean dá tanto trabalho ou mais do que cuidar de cachorro de alta estimação. Talvez Ana não vá a lugar nenhum, e fique aqui apenas como um retrato na internet, nesta foto que cliquei já na madrugada deste domingo, 15 de maio de 2011.
Mas o que mais me impressionou é que, do jeito que Ana leva a vida, certamente demanda carinho e atenção. Dentro do possível, fizemos isso esta noite, eu, Suely, Marília e Vera.
Fala-se que dentro de dois meses será lançado um documentário sobre Ipanema, com muita Ana Carvalho no telão. Mas ela não soube dar detalhes, ou não quis ou não os tem.
Ah, já me esquecia; perguntei se ela não tinha medo de ladrão andando pelas ruas. Respondeu:
- Tenho medo nenhum. Está com Deus.
Estamos todos, querida Ana, somos todos um doce fantasma da saudade!
(TExto e foto por Alfredo Herkenhoff, Correio da Lapa, 15/05/2011)
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