quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Jornal suíço: crise com Zelaya faz Lula mais forte

A crise política em Honduras mostra que a chamada "diplomacia sul-sul" do Brasil está ganhando força, diz o jornal suíço Le Temps, em sua edição desta quinta-feira.

"Ao pedir asilo ao Brasil, (o presidente deposto hondurenho Manuel) Zelaya indicou que está apostando todas as suas fichas no único país que ele acredita que vai devolvê-lo à presidência", afirma o jornal. "É a prova tangível de uma mudança de eixo de poderes na região."

O Le Temps lembra que recentemente o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil vai se tornar uma grande potência no século 21. "Ele aperta a mão de Gordon Brown, de Nicolas Sarkozy, da Rainha Elizabeth 2ª, entre outros. E em abril Barack Obama disse que ele 'é o cara'."

"Mas é no hemisfério sul que Lula tece sua teia", diz o jornal, citando que o presidente visitou 45 países nos últimos 30 meses e que, desde 2003, o Brasil abriu 35 novas embaixadas no exterior, a maioria na África e no Caribe.

"Pragmatismo e provocação"
Segundo a publicação suíça, a estratégia "sul-sul" de Lula visa "apagar progressivamente a hegemonia dos Estados Unidos na região e coincide com a discrição do governo Obama".

"Ela se traduz em uma mistura de pragmatismo e provocação, com cumprimentos ao iraniano Mahmoud Ahamadinejad após sua contestada eleição e apoio aos regimes autoritários de Cuba e da Venezuela", diz o jornal.

O Le Temps lista os fatores que teriam ajudado Lula a conquistar uma credibilidade cada vez mais crescente. "O Brasil é uma democracia que funciona... As autoridades preservaram o equilíbrio entre uma redistribuição de riquezas mais igualitária... E o país aparece como um polo de estabilidade enquanto a maioria dos dez países com os quais faz fronteira sofreram problemas razoavelmente graves", exemplifica o jornal.

Mas, segundo o diário suíço, essa "tomada de força" também enfrenta obstáculos, como a oposição da China ao pedido do Brasil de ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e o fato de os países sul-americanos não parecerem dispostos a dar ao Brasil este papel de potência regional.

"Mesmo assim, ao endossar seu papel ativo na crise hondurenha, Lula assume um risco limitado, caso ela não se resolva. Mas se ele contribuir para dobrar os golpistas, seu prestígio internacional vai ganhar força", conclui o jornal.

Fonte: BBCr

Carlos Minc, mídia e polêmica

Foto da Agência Brasil distribuída neste 24 de setembro de 2009

Um dia depopis de ter sido chamado de "veado" e "fumador de maconha" pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), o ministro da Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu com insinuações. "Ele (Puccinelli) que saia do armário tranquilo, pois nós defendemos todos os homossexuais, assumidos ou enrustidos", respondeu o ministro. Ele disse que não vai abrir processo contra Puccinelli pelas agressões, mas não abriu mão de prolongar a polêmica.

Defensor do plantio de cana para produção de etanol no entorno do Pantanal, o governador deu a declaração ontem, durante encontro com empresários e políticos da região, sem se incomodar com a presença de jornalistas na plateia. Ao comentar as restrições ao plantio de cana na Bacia do Alto Paraguai, previstas no zoneamento agroecológico lançado por Minc na semana passada, Puccinelli chegou a fazer uma ameaça insólita, caso o ministro viesse participar da minimaratona ecológica a se realizar no estado. "Eu corro atrás dele e o estupro em praça pública", disse, diante de risos do público.

Em pouco tempo, as declarações estavam na Internet, deixando Puccinelli em saia justa. Depois, o governador tentou se desculpar, mas Minc não quis conversa. "Ele (Puccinelli) perdeu o controle e mostrou o seu verdadeiro eu de forma desassombrada, manifestando preconceito", observou o ministro. Citando Siegmund Freud, o pai da psicanálise, Minc afirmou ser típico de pessoas que não admitem seu próprio homossexualismo. "Na verdade (essas pessoas) agridem algo que existe dentro deles próprios e que não aceitam", explicou.

Em meio à baixaria, o governador deu uma declaração pública hoje, na tentativa de encerrar o assunto. "Era um bate papo informal com empresários e, na hora que se conta piadas, se fazem besteiras como essa", explicou. "Como tornou-se público eu achei que devia pedir desculpas públicas".

O ministro ressaltou que, à parte as ofensas, o que mais lhe preocupa é "a virulência" do governador contra a preservação do Pantanal, "um paraíso ambiental para o qual os olhos do mundo estão voltados". Ele informou que tinha conversado com o governador dois meses antes do lançamento do zoneamento, explicando as medidas e presumido a concordância de Puccinelli.

O Mato Grosso do Sul, segundo o ministro, tem 9 milhões de hectares férteis, fora da bacia do Alto Paraguai, considerados aptos à produção canavieira. O Estado, acrescentou o ministro, tem lei que veda construção de usinas e a produção de cana na área de influência do Pantanal. "Ele (Puccinelli) achou interessante, ficou de estudar e agora veio com essa histeria", disse o ministro.

Fonte: Estadão via G1

LET'S DRINK A BEER, BUT ONLY ONE

E-mail do Google, problema, gmail quase parado

O serviço de email do Google apresenta falhas e funciona de modo instável para brasileiros desde a madrugada desta quinta-feira. As listas de contatos não carregam. A causa do defeito ainda não é conhecida, e no “painel de status do Google Apps”, o Google reconhece o problema que define como “interrupção de serviço”, que inclui lentidão no acesso etc.

Aids, HIV: -31,2%

Uma vacina experimental contra o HIV diminuiu o risco de infecção, afirmam cientistas. O teste com 16 mil voluntários - realizado pelo Exército americano em cooperação com o governo da Tailândia - demonstrou uma redução de 31,2% no risco de contrair o vírus.

Para os pesquisadores, os resultados renovam as esperanças de que é possível desenvolver uma vacina eficaz contra o vírus HIV.

O que é diferente sobre esta vacina?
Por mais de 20 anos, o campo de pesquisa de vacinas contra o HIV vem sendo marcado por decepções. Em 2007, a Merck suspendeu testes de uma vacina que era vista como uma das mais promissoras até então, depois de concluir que não havia diferença nos níveis de infecção entre os vacinados e os que haviam recebido placebo.

O último teste combinou duas vacinas que não haviam obtido resultados em testes separados no passado. Ao todo, 8 mil voluntários entre 18 e 30 anos de idade receberam uma primeira dose da vacina, seguida por um reforço, e 8 mil voluntários receberam um placebo.

Depois de três anos, a taxa de infecção de HIV foi um terço mais baixa entre os vacinados. Do grupo, 51 pessoas foram infectadas pelo vírus, em comparação com 74 pessoas que tomaram placebo.

O que o resultado mostra?
Os números de pessoas infectadas no teste são muito baixos e sempre há a possibilidade de que a diferença entre os grupos seja mero acaso. Mas Adriano Boasso, especialista em vacinas contra o HIV do Imperial College London, na Grã-Bretanha, afirma que os números são significativos, estatisticamente falando.

"Eles devem ter feito testes para verificar que a diferença dificilmente ocorreu por acaso e eu não tenho qualquer problema em acreditar nesses números." Os cientistas aguardam ansiosamente a publicação do relatório completo sobre o teste para que possam avaliar o quão significativas são as conclusões.

Mas porque esta é a primeira vez que uma vacina contra o HIV se mostrou eficaz - pelo menos parcialmente - a visão geral entre os especialistas é de que os resultados são um importante passo.

As cepas do HIV usadas na vacina são do tipo B e E - a cepa B é predominante na Europa e América do Norte. Com isso, os resultados não são imediatamente significativos para a África, onde a cepa predominante é a do tipo C.

O que pensam os especialistas?
Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus HIV no mundo, e uma vacina teria enorme impacto, principalmente em regiões onde a infecção é endêmica, como na África sub-saariana.

Mas o HIV parece ser extremamente eficiente em "enganar" o sistema imunológico, daí o fracasso em se produzir uma vacina que proteja contra o vírus.

Este último estudo renova o otimismo dos pesquisadores de vacinas, depois de anos de decepções. Os cientistas estão cautelosamente esperançosos de que talvez seja possível, a partir dos resultados positivos, ter uma chance de eventual sucesso.

Segundo Boasso, o resultado é "uma lufada de ar fresco". "Ele sugere que há chances de se desenvolver uma vacina contra o HIV e que não devemos desistir só porque houve alguns fracassos." "O desenvolvimento de vacinas é um longo processo, e este é um passo a mais."

Lisa Power, chefe de política da Terence Higgins Trust, a maior ONG que cuida de Aids e saúde sexual na Grã-Bretanha, disse que os resultados dão aos especialistas uma boa idéia de onde concentrar as pesquisas no futuro.

E Seth Berkley, presidente e chefe executivo da Iniciativa Internacional de Vacina contra a Aids, acrescentou: "Até agora, só tínhamos provas da viabilidade de uma vacina contra o HIV em modelos animais".

"Agora, temos uma candidata a vacina que parece mostrar um efeito de proteção em humanos, mesmo que parcialmente."

E agora?
Ainda há muito trabalho a ser feito antes que uma vacina se torne disponível. É muito pouco provável que uma vacina seja licenciada com uma taxa de sucesso de apenas 30% - pesquisadores têm como meta uma taxa de sucesso de 70% a 80%.

Eles terão que trabalhar em cima dos resultados e modificar a vacina para obter uma resposta melhor. "Agora, os pesquisadores provavelmente vão examinar que tipo de resposta imunológica eles induziram para tentar descobrir que tipo de efeito eles precisam induzir nos voluntários para alcançar certo grau de proteção", explicou Boasso.

"Isso também poderia nos ensinar muito sobre outras vacinas." "Também é possível que sejam realizados outros estudos em voluntários de alto risco, onde as taxas de infecção seriam mais altas, apesar de que estes tipos de estudos são mais difíceis de se realizar e os resultados podem ser difíceis de se interpretar.

Texto da BBC avistado no site do Estadão


Rap H1N1

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Congresso aumenta salário de juiz para R$ 27 mil


Zelaya, o caubói de Hugo Chávez,
ou melhor, o Hugoboy! Dorme!


Brasília Urgente! Congresso Nacional toma uma decisão sábia: o salário dos magistrados e do procurador-geral da República aumenta de R$ 24,5 mil para R$ 26,7 mil. O impacto será de R$ 189 milhões por ano nas contas do Judiciário e de R$ 94 milhões nas do Ministério Público.

Efeito cascata.

É, Manuel Zelaya ainda não empolgou a multidão de chaviztas de Tegucigalpa. A Nicarágua fica ao lado. A Venezuela, um pouco mais distante. E o apoio luxuoso de Lula ainda não convenceu a história. A Embaixada do Brasil em Honduras virou um Grande Hotel. Os soldados do Exercito, de librê, são a guarda de honra das boas-vindas ao presidente deposto. Clima de tensão em torno do papel do Brasil. Será um papelão?

Diplomatas do mundo, uni-vos para negociar a transição.

Metrô pe fogo em São Paulo. Chamas debeladas no vagão. Ninguém morreu.Todo mun do se atrasou em mais um Dia Mundial Com Carros.

O monstro do Panamá, afinal o que será?

Tudo é poesia quando seus olhos estão voltados para dentro.

Eu não tenho repercussão, tu não tens, logo

é my friend
não temos, e por não termos,

inventamos


Só acredito na arte
respeito as religiões


Mas só a arte me aproxima

Preliminares do pré-sal, uma foto de 2006

Lula e Paulo Hartung, governador do Espírito Santo
Agência Brasil

gota láfrima metade do mínimo subpartícula

comprovação

poética do espaço

vertigem que não se reproduz

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Embaixada levaria Brasil à guerra com Honduras?

Análise: As 7 possibilidades de Lula enviar tropas a Tegucigalpa

São remotas as chances de o Brasil, agora neste finzinho de inverno, último dia da estação, se descobrir no meio de um imbroglio internacional e forçado a entrar literalmente em guerra contra o governo de Honduras. Existem pelo menos sete possibilidade remotas de o Brasil enviar tropas para esta guerra, integrando uma força-tarefa internacional com o aval do Conselho de Segurança da ONU.

Vejamos algumas dessas sete perspectivas, a primeira delas a inviolabilidade do território nacional e, nesse sentido, o espaço da Embaixada de Brasília em Tegucigalpa é um pedaço do Brasil soberano no exterior, é parte do território brasileiro, segundo normas partilhadas pelos 201 governos do mundo há séculos e seculorum.

Vejamos notícia da agência inglesa Reuters de agora há pouco, postada no site do Estadão, antes de outras considerações sobre os riscos de o Brasil travar uma guerra particular:

Soldados hondurenhos cercam o prédio da embaixada após retirar os manifestantes do local

Militares hondurenhos cercaram na manhã desta terça-feira, 22, a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya buscou abrigo ao voltar ao país. A polícia e o Exército desalojaram milhares de manifestantes que permaneciam na frente do prédio. Segundo o site do jornal hondurenho La Prensa, houve confronto entre os manifestantes e as forças oficiais. Estas utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os partidários de Zelaya, que segundo o diário se refugiaram em lojas próximas.


Zelaya afirmou em entrevista à CNN em espanhol que a Embaixada do Brasil tem sido alvo de ataques das autoridades do regime de facto. "Estão atacando a embaixada brasileira, com sons estridentes para enlouquecer quem está aqui, a embaixada está sendo atacada com bombas", afirmou Zelaya em declarações a rede de tevê venezuelana Telesur. "Dispersaram a balas uma manifestação pacífica", acrescentou. "Estamos rodeados de francoatiradoras".


Este e-mail da Reuters dá a entender que, guardadas as devidas proporções de exageros à parte, o governo do presidente Roberto Micheletti, sem nenhum apoio internacional, não se deu conta de que não enfrenta apenas o fazendeiro de chapelão a bordo da missão brasileira e seus seguidores, mas um cerco da mídia de diversos países e que inclui os presidentes Lula, Barack Obama e Hugo Chávez.

Retirar pessoas pró-Zelaya diante da embaixada, tudo bem; toque de recolher, tudo bem, mas mandar fumaça de lacrimogêneo para dentro, fazer barulho de forma ensurdecedora, se for verdade o que disse Zelaya, aí as coisas começam a se complicar para o governo Micheletti.

Todo mundo quer que este governo Micheletti apenas apeie do poder, que se cerque de algumas garantias para evitar punições exageradas. Mas errar na velocidade e na sequência como está fazendo... Dá calafrios. Ou cai em questão de horas, ou ameaça causar um pequeno banho de sangue, entre conflitos esparsos entre segmentos distintos da sociedade desigual de Honduras.

O erro número 1 na crise do "golpe legalista" foi um crime óbvio: não compreender que, quando Zelaya tentava um plebiscito golpista, a Tegucigalpa Jurídica precisava era de um Gilmar Mendes no Supremo local, precisava de um Supremo midiático, mas na América Latina os magistrados superiores costumam ser indiferentes a jornalistas e jornalismo.

Se Zelaya cometeu crimes, violou a Constituição, perderia mesmo o cargo por decisões soberanas do Supremo hondurenho e do Congresso local, do qual Micheletti era o presidente, era o José Sarney de lá, mas a destituição jamais poderia ter se dado daquela forma: de madrugada, com soldados encapuzados retirando o homem de dentro da própria casa, de pijama, e jogando-o na vizinha Costa Rica. Que tivesse sido preso e que o Estado de Direito de Direita arcasse com o ônus da decisão política e jurídica. Mas ao jogá-lo à cova dos leões famintos e seguidores de Hugo Chávez, com apoio extraordinário de Barack Obama, no seu primeiro teste para mostrar que as normas para o quintal de Washington seriam outras, Tegucigalpa e seus novos mandantes assinaram a sentença de morte para o novo governo com união de comandantes militares, magistrados do Supremo Inferior e da cúpula oportunista do Congresso de Sempre.

Agora, na manhã de uma terça-feira com toque de recolher, esse governo envia soldados com máscaras, usando gás e sons estridentes, para espantar os 2 ou 4 mil que ousaram afrontar a proibição de sair às ruas por ali.

Se por um desse desmandos de Sarajevo alguém invade a embaixada, mesmo que seja partidário de Zelaya para tentar botar fogo no circo do regime do Supremo Local Semimorto, Brasília não poderá ficar inerme diante de uma sinuca de bico que armou para si.

Lula neste caso teria de pedir reunião de emergência na ONU sobre a violação de seu território nacional.

Obama, que ainda tem uma conta de George Bush a pagar com Lula, pelas tropas brasileiras enviadas a outro quintal, Porto Príncipe, Haiti, não negaria apoio. E uma força tarefa em questão de poucas horas pode levar Zelaya e os seus neobolivarianos de volta ao topo do poder politico.

Como reagiriam os vizinhos? Salva de palmas, apoio total das esquerdas latinas, um passeio, uma viagem quase turística. Tegucigalpa cairia no susto e faria uma grande festa. Ah, mas essa terra vai cumpir seu ideal, ainda vai virar um imenso Portugal.

A 80 quilômetros da Tegucigalpa, há uma fortaleza americana, tropas americanas, pista de pouso americana. Honduras é velha parceira de Washington, que nunca cuidou de resolver a questão da pobreza na América Central. Esta pobreza está ainda engatinhando, mas promete dar trabalho, se não for resolvida de verdade com inclusão social e bons serviços e empregos.

Sete é número de mentiroso, e não há tempo para discorrer detalhadamente sobre cada uma das outras seis possibilidades de o Brasil ir à guerra contra Honduras.

Não há tempo também para discorrer sobre as possibilidades porque o governo Micheletti ameaça desabar antes do término deste artigo que, no fundo, é mais sobre o Brasil do que sobre Zelaya.

Vejamos, com a chegada da primavera, as flores de que Lula mais gosta e pelas quais pode ir à guerra contra Honduras:

Entrar no conflito fortaleceria a campanha presidencial da ministra sucessora Dilma Rousseff.

O envolvimento da embaixada como palco do retorno de Zelaya bota definitivamente o Brasil na linha de chegada para ocupar de forma permanente uma cadeira num novo e remodelado Conselho de Segurança da ONU.

O conservador presidente Nikolas Sarkozy, de uma França com política externa quase sempre independente de Washington, apesar de ter sido libertada na Segunda Guerra pelas tropas americanas, permite pensar que o Palácio do Eliseu e o Palácio do Planalto trabalhariam juntos para, com tal excursão em Tegucigalpa, numa força-tarefa internacional, o Brasil exibir tropas também francesas. E com isso se fortaleceriam os laços já recém-desenhados para a mega-aquisição de armas da Dassault e outras fabricantes gaulesas, na verdade laços de uma mega parceria militar e comercial.

Uma guerra do Brasil contra Honduras em Honduras reduziria drasticamente o papel d Hugo Chávez com líder da América do Sul.

Evo Morales na Bolívia e o bispo papão Lugo, o Guloso, pensariam duas vezes antes de mexer com o gás e com a eletricidade de Itaipu. O Brasil tem estrada Mamoré na história, tem a guerra que Dom Pedro II fez com apoio de Uruguai e Argentina, além dos escravos soldados do Rio de Janeiro e da Bahia, naquele conflito que dizimou a poulação masculina guarani.

E a sétima e última perspectiva de guerra seria prosaica: a politica em Brasília anda muito parada. A internet anda muito triste depois que a navegação afundou com a goleada imposta pelo time de José Sarney contra os que quiseram destroná-lo no Senado. Um conflito agora internacional botaria lenha na fogueira das vaidades, geraria novas emoções, agora tão fora do lugar na internet. E talvez uma guerra até ajudasse a aquecer a economia, para felicidade do ministro Guido Mantega, da Fazenda, e ainda venderia jornais impressos, estes que estão desaparecendo... Você anda pelo Centro da Cidade ao cair da tarde e não vê ninguém com um exemplar na mão, afora alguns porteiros e camelôs a caminho da Central do Brasil com tablóides fraquinhos, de leitura ligeira, como os simpáticos Meia Hora e Expressinho da Informação.

Ah, estão voltando as flores... E com elas, as guerras...

Correio da Lapa
Por Alfredo Herkenhoff

Nelson Piquet: Jr absolvição não livra game over

Rogério Simões, da BBC, escreveu nesta segunda-feira o que o Correio da Lapa concluiu logo depois que o repórter da Rede Globo Reginaldo Leme noticiou, em primeira mão, o acidente fraudulento com a Renault de Nelsinho Piquet: o fim de uma carreira. Eis o trecho do site da BBC confirmando o bom senso de uma análise imediata sobre a morte de Nelsinho para a Fórmula 1, o game over precoce de um jovem piloto:

(...) Mas e Nelsinho? Que futuro poderá ter o filho do tricampeão Piquet? O ex-piloto e analista da BBC Martin Brundle criticou duramente a imunidade dada ao brasileiro. Para ele, um piloto que aceitou provocar um acidente a mando do chefe da equipe não merece continuar rodando por circuitos mundo afora. Brundle disse inclusive que, na sua opinião, Nelsinho não encontrará nenhuma equipe que o aceite, sua carreira teria chegado ao fim. Outros podem discordar, e pode ser que alguma equipe, impressionado com a honestidade com que Piquet Jr. lidou com o caso após decidir denunciá-lo, venha a permitir que ele reinicie sua carreira. Certamente é com isso que Nelsinho sonha, considerando seu desejo de "começar a carreira do zero", exposto em seu comunicado oficial. Mas a verdade é que o nome Piquet, antes associado a conquistas brilhantes de um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, ficou marcado por um dos maiores escândalos já vistos no esporte. Isso nem mesmo uma improvável volta triunfante de Nelsinho às pistas deve mudar.

Editorial: Honduras & Zelaya Now

Sacada da Embaixada do Brasil, palanque da vitória do retorno de Zelaya ao poder em Honduras

O presidente deposto de Honduras,
Manuel Zelaya, ao voltar clandestinamente para o seu país e ganhar refúgio na Embaixada do Brasil, desestabilizou o governo do presidente de fato, deputado Roberto Micheletti, que corre o risco de desmoronar em poucas horas, se não conseguir deter as crescentes multidões nas ruas da capital Tegucigalpa.

Micheletti, que não tem reconhecimento de nenhum governo, pediu ao Brasil que entregue Zelaya para que seja processado. O presidente foi deposto por decisão do Supremo Tribunal hondurenho e substituído pelo ex-aliado Micheletti. Sua deposição e expulsão de forma humilhante, de pijama, foi explicada pelos que aplicaram o "golpe constitucional" como uma forma de evitar uma crise política maior como a que se vê agora, com o Brasil no olho do furacão. Se a presença de Zelaya era temida três meses atrás, quando tinha apenas 30% de popularidade, o que imaginar agora com todo o cerco midiático a favor de sua pessoa?

Zelaya, em sua primeira declaração na embaixada, transmitida com espalhafato por um canal de TV local, usou tom conciliador. A aparição na TV mostra que sua influência está se expandindo rapidamente.

Horas depois da primeira declaração na mídia, Zelaya foi à sacada da embaixada e acenou para a multidão. Usou tom já revolucionário, com o bordão, pátria, restituição ou morte. Milhares de pessoas diante da missão diplomática transformada em palanque da restituição ao poder.

O governo do Brasil negou que tenha participado da volta de Zelaya. Apenas o recebeu como o presidente de Honduras. Mas o fato de o governo Lula permitir que Zelaya use a embaixada como território para uma campanha aberta ao retorno à presidência, o fato de o dirigente deposto ter chegado com uma dezena de assessores e seguranças, o histórico de cinismo do governo Lula em dar explicações a fatos nebulosos, o fato de Zelaya ter chegado vindo da Nicarágua dos amigos sandinistas do PT, enfim, tudo isso leva a crer que houve uma participação mais ativa do Brasil nessa nova fase da crise.

A volta de Zelaya transforma Lula no principal fiador de uma situação política imprevisível, de alto risco, não se descartando a hipótese de um banho de sangue.

A chefe da diplomacia de Barack Obama, Hillary Clinton, já fez advertências nesse sentido nesta segunda-feira histórica para o ano de 2009.

Micheletti fechou os aeroportos do pais, anunciou toque de recolher e estendeu a medida restritiva que terminaria na manhã desta terça-feira para todo o dia. Greves foram anunciadas, protestos marcados para esta terça. Luz foi cortada na região da embaixada.

E Zelaya segue aumentando o tom. E Hugo Chávez falando grosso e ao vivo no mesmo tom, pedindo volta pacifica, mas sem esquecer o bordão: pátria ou morte.

Lula em Manhattan falando bem de Zelaya. O presidente deposto, que estava com a cartilha golpista de Chávez na mão, meses atrás, agora, de líder solitário passa a herói com o apoio dos Três Poderes: Obama, Chávez e Lula.

E o tom é cada vez mais exigente.
Zelaya já fez saber na noite de segunda-feira que não mais aceita o Acordo de San José para superar a crise. A proposta do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, era a volta de Zelaya ao poder até a realização das eleições de 29 de novembro, sem chance de se apresentar como candidato. Não existe reeleição e era justo isso que Zelaya tentava quando foi deposto. Seu mandato vai até janeiro.

No tom crescente, Zelaya parece desmentir a tese de que a sua presença favorece o diálogo, como afirmou o chanceler brasileiro Celso Amorim.

Se no primeiro dia ele pôde fazer várias declarações e gravações na sacada da embaixada, qual será o diálogo senão o duelo de multidões?

Zelaya volta ao poder para cumprir X dias exatos de seu mandato? Ou seis meses, quase sete, se se contar o tempo em que já esteve deposto? O que poderia fazer Zelaya nesse pequeno espaço de tempo? Praticamente tudo: promover festas para os presidentes Lula, Daniel Ortega, da Nicarágua, Chávez e Obama.

Quanto confusão!

Cada vez mais isolados e perdendo a mídia em Tegucigalpa, Micheletti, os comandantes militares e os ministros do Supremo podem começar a preparar as malas, ou as metralhadoras.

Nesses quase 90 dias de exílio itinerante, o milionário fazendeiro Manuel Zelaya fez curso intensivo de revolução bolivariana. Participou de megas concentrações, como a de 4 de julho em Caracas, com um mar vermelho de simpatizantes de Chávez. Todo mundo gritando palavras como revolução, pátria ou morte.

Estas três palavras costumam andar bem juntinhas, especialmente a última.

Falta um magistrado como Gilmar Mendes em Honduras para dar veredito peremptório. O de lá já deve ter se escondido em baixo da cama.

O presidente de fato Micheletti foi quase patético ao dizer - está no Youtube - que a presença de Zelaya não muda a situação do país. Esqueceu de dizer a palavra certa. Não é não muda. A presença sim revoluciona Honduras, um dos países mais pobres do Continente.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) exigiu de Honduras que garanta a integridade física do presidente Zelaya. O fato de ele aparecer na sacada da embaixada é sinal de que Mel, como é chamado o Manuel Zelaya, não teme a morte. Confia nos braços do povo, mas um atirador de elite... O Brasil devia tomar mais cuidado com os seus afilhados mais intempestivos.

A crise em Honduras é assunto na ONU em ritmo de Assembleia Geral. É manchete mundial. O timing para Zelaya voltar foi bem pensado.

Micheletti praticamente exigiu que as ruas de Honduras fiquem vazias e silenciosas nesta terça-feira, mas talvez seja tarde demais, e já na quarta pode ser dia de festa ou sangue.

Embaixadores de Zelaya reconhecidos em nações vizinhas trabalham para ampliar o leque de apoio ao retorno do presidente o tempo todo. A resistência ao governo de Micheletti cresce, enquanto Supremo e Alto Comando Militar parecem cair em si a cada minuto. Os será que os donos do poder vão querer ainda se fortalecer a cada instante, tendo como última arma o medo de uma guerra civil?

Plebiscito, a origem da crise, tem sido a ferramenta revolucionária de Hugo Chávez e Evo Morales na Bolívia. A moda se espalha numa América Latina cada vez mais viciada em passados que não deram certo. Aumenta-se o salário mínimo na sexta-feira, ou o bolsa-família, ou o cheque-cidadão, ou o ticket-leite, e convoca-se um plebiscito para domingo. E vamos ficando no poder.

Zelaya, voltando à presidência, abre caminho para se perpetuar por alguns bons anos de revolução bolivariana.

Mas afinal que revolução é esta?

A volta de Zelaya à presidência será uma vitória coletiva de Obama, Lula e Chávez. Depois, será só mais uma vitória do fantasma de Simon Bolívar, o líder mítico que não gostava de escravos, judeus e nem brasileiros, estes por serem muito europeizados, segundo se diz por aí em textos pouco confiáveis espalhados pela internet. Mas, no mundo latino de Chávez, tudo o que se diz de Bolívar, contra, é mentira. Bolívar queria um continente só nosso, rico e justiceiro, com censura à imprensa como em Caracas.

O fato é que ninguém sabe direito o que é a tal revolução bolivariana. Somente Hugo Chávez detém a verdade, esta fantasia que viceja nas injustiças de sociedades marcadas pelas desigualdades, com pobreza farta e velhos sonhos de uma democracia cada vez mais distante.

Correio da Lapa
Por Alfredo Herkenhoff

Brasil incendiário em Honduras. E agora, Zelaya?

Brasil é bombeiro e incendiário em Honduras *


NOVA YORK - A crise de Honduras se arrastava e parecia mais fácil fingir que era um vulcão adormecido. A encrenca esquentou e o Brasil mergulhou de vez no vulcão ao conceder abrigo ao presidente deposto Manuel Zelaya na sua embaixada em Tegucigalpa. Neste vulcão, o governo Lula é bombeiro ou incendiário? Um pouco dos dois. Afinal existem ingredientes ambivalentes nesta crise hemisférica.

É duro tratar Zelaya como um herói da resistência e um teste de solidariedade democrática nas Américas. Deposto há quase três meses, ele era um candidato a caudilho, que encampou a agenda chavista, botando lenha na fogueira ao ensaiar mudanças nas regras do jogo para assim estender a permanência no poder. O presidente golpista Roberto Micheletti é um daqueles oligarcas latino-americanos posando de paladino da democracia quando convém.

Em Washington, o presidente Obama quis fazer bonito mostrando que agora os EUA tratam seu quintal de forma diferente e simplesmente não abençoam ou conspiram com qualquer aventureiro antiesquerdista (ou antichavista). No entanto, constrange fechar posição quando nas fileiras da indignação está Chávez, o histriônico. Os americanos se refugiaram em uma posição ambígua, que acaba sendo percebida na América Latina como cumplicidade com os golpistas de Tegucigalpa.

Então, sobrou para a diplomacia brasileira, que cada vez menos se constrange para estender os seus tentáculos. No caso latino-americano é mais do que razoável este ativismo brasileiro. É esfera de influência do país. Mas, o que Brasil realmente ganha nesta? Tudo bem que seja inviável lavar as mãos e simplesmente tratar a crise hondurenha como um problema interno. Muito tarde para esta atitude. No entanto, com esta decisão de dar abrigo a Zelaya, o Brasil assumiu uma responsabilidade muito mais delicada, para o bem ou para o mal. E se houver um banho de sangue nos choques entre os dois lados? Admito ser cômodo apenas advertir e voltar a fingir que o vulcão está adormecido.

O ideal é que Zelaya reassuma e caia fora rapidamente. Existe a aposta arriscada e explosiva do governo brasileiro de que esta novo fato (a volta do presidente deposto) rompa o marasmo diplomático. Uma das coisas mais sensatas já ditas pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim foi que ninguém sabe exatamente o que vai acontecer em Honduras. Todo mundo meteu a mão no vulcão. A crise é nossa.

Por Caio Blinder no site
http://ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Video: Zelaya in Honduras. Povo cerca Embaixada do Brasil

Hubble & Hubbles

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Panama Animal

Mental Inferno

Mysterious ... lake creature

Mistery ... Alien ... Like ... Creature

Strange


Colombia Commandos


Panama Animal is Kaka


Panama Animal is Tom Brady


Creature Found is the Universal Yanomami



Madame Butterfly Nebula


Brazilian Arara Nebula


Pretty Alien


Samba Girl, Miss Quasar



Nasa Zoo



Saint Gollum


Creature is God Channel

Creature is Youtube


Unidentified Animal is Fake
Journalism

Scientists from Central America?

No & Not Yet & Never Forever

Abortion & Fetuses like Strange News

Sloth

Strange as You

Exotic

Me
The End
Extinction

By Alfredo Herkenhoff

O royalty é nosso. O marco regulatório, também não


Vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, denunciam erros históricos e injustiças em torno do pré-sal

O vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, participou do Fórum Pré-Sal – Riscos e Oportunidades, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro do Rio. Além de reiterar que o governo fluminense está atento à discussão do marco regulatório das novas reservas, Pezão lembrou que o Rio de Janeiro, que abriga as usinas nucleares brasileiras, não recebe qualquer tipo de compensação pelo impacto ambiental para a região.

Ao aplaudir a participação do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, no evento, Pezão ressaltou a necessidade de se discutir com tempo todo esse processo, já que será responsável pela política energética do país para as próximas décadas. Ele frisou que todas as coisas que foram feitas sem uma ampla discussão com a população e com os órgãos envolvidos, como a transferência da capital para Brasília e a fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro resultaram em graves problemas.

- Não podemos deixar que o pré-sal traga para o Rio de Janeiro mais prejuízos, como aconteceu na mudança da capital para Brasília e com a fusão. É necessário discutir bem essas ações, pois elas irão nortear a vida dos fluminenses e brasileiros nas próximas décadas. Temos de lembrar ainda que o Rio de Janeiro não recebe royalties do setor nuclear, o que precisa entrar em discussão também – frisou Pezão.

Hartung foi incisivo na defesa dos estados produtores de petróleo e alertou que a discussão sobre o pré-sal está sendo direcionada para uma confrontação falsa entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo contra os outros estados da federação. O governador capixaba disse que os três estados do Sudeste nunca contestaram a construção de portos e refinarias em outros estados, acreditando que o desenvolvimento deve ser integrado.

- Estão tentando criar um falso confronto entre os produtores de petróleo e o restante do país. O que estamos discutindo não é a necessidade de se criar mecanismos para uma melhor distribuição de recursos, mas a concentração deles na mão do governo federal, numa idéia de que a União sabe investir melhor que estados e municípios, quando sabemos que isso não é verdade. Temos de discutir com tranqüilidade o pré-sal e criar um projeto que possa pensar no país do futuro – afirmou Paulo Hartung.

Os participantes do Fórum alertaram para as mudanças de pensamento do país com a possibilidade da exploração desse grande campo petrolífero. O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, disse que o país seguia uma política de desenvolvimento de um combustível verde, de base renovável, e, de repente, está definindo seu futuro em um combustível fóssil, que vem sendo substituído em todo o mundo por alternativas menos poluentes.

- Vamos estar atentos para que os estados produtores tenham respeitadas as garantias previstas na Constituição brasileira, mas também queremos ouvir alternativas para o investimento dos recursos oriundos dessa exploração. Quando o mundo apresenta uma nova tendência energética, temos de usar o pré-sal como combustível para a pesquisa de energia alternativa e limpa, uma diretriz que vem sendo definida em todos os países desenvolvidos – disse o deputado Bernardo Ariston, presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados ao completar as palavras do presidente da Firjan.

José Carlos de Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), e Eloy Fernandez y Fernandez, diretor geral da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), falaram em nome das empresas, garantindo que é necessário se definir modelos de exploração e a estrutura da nova empresa criada para administrar as reservas do pré-sal: a Petrosal. Ambos temem que a mudança de regras acabe por desestimular os investimentos estrangeiros no segmento, fazendo com que a Petrobras acabe por arcar com um peso acima de sua capacidade.

- Existem diversas oportunidades para os investidores estrangeiros, mas temo que as novas regras afastem as empresas. Temos de mostrar que o campo do pré-sal é grande e que oferece oportunidade a empresas de todos os tamanhos – alertou de Luca.

Participaram ainda da abertura do evento o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), José Luiz Alqueres; o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, Edmilson Valentim; o senador Francisco Dornelles; parlamentares fluminenses e capixabas; e empresários da área de petróleo.


Mario Teixeira
Assessoria de Comunicação da Secretaria de Obras

Renault suspensa por 2 anos, mas ganha sursis

Nelsinho Piquet e Fernando Alonso
foram absolvidos

Federação Internacional de Automiblismo se reúne em Paris e anuncia punições: O demitido chefe da Renault, Flavio Briatore, foi banido da Fórmula 1 por forjar o acidente com o carro de Nelsinho Piquet para favorecer o piloto Fernando Alonso na prova em Cingapura em 2008. A Renault foi suspensa por dois anos, mas com direito a sursis, isto é, punição condicional, só se efetivando se a equipe fizer outra bobagem. Briatore não pode mais se envolver com a categoria, ou seja, não poderá mais ser nem empresário de pilotos da F-1. O chefe de engenharia da Renault, Pat Symonds, foi suspenso por cinco anos. A Renault admitiu que conspirou com Nelsinho Piquet para causar o acidente, infringindo o Código Esportivo Internacional e o Regulamento da Fórmula 1.

Paris besides Renault & Briatore: Poetry



Global Paris, je t'aime toujours

C'est une fête, for all men and maries
So delightfull, charming umbrella
Au détour de la Tour
I love France, Francis Albert, Ella
Porter and Gates, who is who?
Winter, spring, summer or fall
Yesterday, tomorrou and now
The City of Light, painters, writers
Van Gogh, Modigliani, Picasso
Fitzgerald, Miller, Heminguay,
Hello! Chopin! A smile from Tokio,
Marvelous mambo from Honolulu!
It doesn't matter who are you
No stress, no pain, it doesn't matter
whether you come from Spain
Morocco, Holland, Berlim, Jerusalem
Carrara, Italy, lapislazuli
Dixie bands, tropical lands,
Rio de Janeiro, South Atlantic blue
There is samba, bossa nova, tango,
I am from Paris, I am from you
Lets dance, sing and say
As I belong to Notre Dame
in the most peaceful day
You are my heart, paradise, pleasure
Lets's dance, in the global way
May be we come from the future
strong hands, warms, sex pistols,
Strong mechanism, hot poetry
Lips singing, I wanna make love
I am quite sure it will be possible
Even if we were just the new debries
Because... It's Paris, is just Paris
And we all love Paris


Paris pour soi même

Bonjour, Baudelaire, bon vin, Zinedine Zidane, Bonjour Paris
Proust, Ravel, Napoleón, Verlaine, Molière, Debussy
Dépardieu, Maurice Dassault, Yves Montand, Rodin, Platini
Maupassant, Pierre Cardin, Clair de Lune, Monet, Manet
Marie-Antoinette, Marseillaise, Lacan, Alan Delon, Rabelais
Pierre e Maria Curie, Sartre, Simone de Beauvoir, Flaubert
Jeanne Moreau, A bout de souffle, Belmondo, Truffaut, Godard,
Charles de Gaulle, C'est la vie, Catherine Deneuve, Délacroix
Aznavour, Coco Chanel, Duchamp, Coup de foudre, Balzac
Ça va, Voltaire, Édith Piaff, Anais Nin, Jean Gabin, Foucault
Cézanne, Matisse, Brigite Bardot, Rimbaud, Isabelle Adjani
Je vous aime e j'aime tous les autres parce que nous sommes Paris!
nous aimons Paris, nous faisons l'amour à Paris


Paris de Castilla y León

Mi querida Paris
Se yo estoy in Buenos Ayres o Madrid
Caracas o Bogotá
Siento tu falta
Tu me enseñaste a amar
Mas tengo ganas de morir
Matar o lhorar
Se mi amor non está cerca
Como ahora non está
Porque mi amor se embarcò
hacia a Paris sin decirme
Quiera Dios que non pense
en vivir para siempre alli
Nososostros nos conocimos en Paris
Nuestra luna de miel se pasó en Paris
Tengo inversiones en Paris
Mas non me lo perdonaré jamas
se mi amor me abandona
se mi amor se apasiona por esta ciudad hermosa
se enloquece por las luces fascinantes en las calles
se no vuelve a mis brazos
Yo no sé que hacer se me olvida
Pienso que cambio también por Paris


Noi a Parigi

Noi siamo fratelli nel meglio e peggio della vita
Una grande tradizione buona, una piccola bandita
Abbiamo esperienza imperiale
Roma dei Cesari, che roba antica!
Parigi napoleonica, eccezionale!
Ma ciò che ci insegna la Città della Luce
é che l' arte e l'amore
sono i beni che hanno valore
Siamo vecini e saremo sempre latini
Abbiamo avuto tiranni
ma no vi ritorneranno mai
perchè Parigi é una festa
é la cura per tutti i guai
la vera festa della libertà
A Parigi ci voglio sempre andar
A Parigi sono felice
Siamo tutti felici e buona gente
perche solamente Parigi ci fà
capire il regalo del presente

Deutschland Paris

Paris ist eine Partei
eine zwei drei
Ich wünsche guten Wein
eine zwei drei
einen speziellen Wein
Weil ich bin Pariser
Paris ist Liebelied
folglich singe ich wieder
ich wünsche eine Glas Wein
Ich singe noch einmal
Paris hat Karneval
Paris ist über meinem Kopf
über meiner Seele
Paris ist ein Liebehurrikan
ein romantisches Volcan
eine zwei drei
Paris ist eine Partei
ich kann nicht sagen
Der Dieb hat mein Wagen gestohlen,
aber ich bin nicht traurig
weil ich in Paris bin
Ich bin glücklich
weil ich in Paris bin
eine zwei drei
Paris ist eine Partei


Paris Brasileira

Paris é uma festa
o melhor da cultura brasileira
É o coração da Europa
A mais linda canção que toca
Uma conversa romântica
Justiça e Liberdade
Esplanada dos inventores
Nossos artistas, nossos cantores
Cidade de todos amores
Chique, tem até carnaval
Mas Paris quer distância de quem lhe faz mal
Paris adora o Rio de Janeiro
Paris adora os cariocas
Mas prefere Paris
E é natural que Paris prefira Paris


Todos os seis poemas eternamente inacabados by Alfredo Herkenhoff

Ciro de Patrícia Pillar do Brasil no Ceará

A escolha de Ciro
Por Kamila Fernandes *

20 de setembro foi o prazo dado pelo deputado Ciro Gomes (PSB) para decidir se irá mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo ou se o manterá aqui no Ceará. O prazo, pela legislação eleitoral, é um pouco maior, até 3 de outubro, mas ele não pode passar disso. Se ficar, Ciro restringe suas opções à única que vinha cogitando até recentemente, a disputa pela Presidência da República (ele já bradou que se recusa a voltar ao Congresso Nacional). Se for, fica livre para se candidatar ao que quiser, se livrando dos limites impostos pela Justiça Eleitoral por causa do parentesco com Cid Gomes, seu irmão governador, e mantendo vivas as especulações sobre sua candidatura ao Governo de São Paulo, mas sem deixar de lado a disputa à Presidência & ainda que isso possa custar um certo ressentimento de seu fiel eleitor cearense.


DESVANTAGEM LOGO NO COMEÇO
Pois bem, se Ciro confirmar sua candidatura ao Planalto, bem como a neo-verde Marina Silva, o que se pode esperar da disputa contra as gigantescas composições de Dilma Rousseff (PT) e José Serra ou Aécio Neves (PSDB)? Mesmo ao olhar mais otimista, se ambos entrarem, já começarão em desvantagem, por ter menos tempo na propaganda eleitoral gratuita do que seus concorrentes, por não contar com alianças de peso. Essa ausência, por sua vez, pode significar menos recursos para a confecção da campanha (será que, mais uma vez, Ciro vai chamar o cunhado para fazer sua propaganda?). Por fim, talvez a maior dificuldade: não será fácil conseguir palanques nos Estados. Pelo tamanho do Brasil, é difícil demais, mesmo com ampla propagação midiática, se manter presente o tempo todo nas diversas localidades, o que demanda palanques fortes que repercutam o máximo possível o slogan do presidenciável e suas ideias.


SEM ESPAÇO PARA CAMPANHA CASEIRA
Ah, pode argumentar o leitor, mas temos diversos exemplos, inclusive na política cearense, de candidatos sem apoio, sem dinheiro, e que conseguiram êxito. O feito mais recente é o da prefeita Luzianne Lins (PT) em 2004. Afinal, a vontade do povo é soberana e pode superar tais desvantagens. Ok. Mas temos aqui uma enorme diferença: de um modo geral, podemos falar de candidaturas menores que tiveram êxito em municípios ou, no máximo, estados, onde é bem mais fácil fazer uma campanha caseira, de pé na rua, de porta-em-porta. Numa eleição presidencial, isso não tem acontecido. Pelo contrário, a estrutura partidária acabou se tornando, ao longo dos últimos anos, uma diferença gritante, o que pode ser evidenciado pela franca hegemonia de dois grandes partidos apenas, o PT e o PSDB.

Evidente que Ciro tem uma chance: se Dilma não emplacar logo no começo da disputa, ele pode começar a concentrar apoios de petistas insatisfeitos ou com medo de que o tucano vença ainda no primeiro turno. Ele também pode atrair, no meio do caminho, outros aliados, como parte do PMDB. Mas entre tantos "ses", há um trajeto árduo e um adversário bem conhecido a ser vencido: a "boca" de Ciro, que o tem traído sempre nos momentos mais inadequados. Vamos ver se ele aprendeu a lição.


FALANDO EM CANDIDATOS A PRESIDENTE
O presidente Lula fez um longo discurso na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na noite de quarta-feira, em que tratou inclusive sobre sua sucessão. Um dos trechos ganhou grande destaque no Jornal da Globo: "Se" tiver quatro ou cinco candidatos, são todos do espectro de esquerda. Uns podem não ser mais tão à esquerda quanto eram, mas não tem problema. A história e a origem dão credibilidade para o presente das pessoas``. Houve risos em seguida, pois, claramente, Lula falava de Serra. Agora, qual o intuito de Lula ao elogiar todos os candidatos que se opõem a Dilma, tratando bem até o tucanato? Minha impressão é de que ele busca se posicionar como um analista, não mais o candidato de antes, se diferenciando de Dilma e buscando evitar, assim, ataques da campanha contra si mesmo e seu governo. Uma tática inteligente para quem vislumbra o retorno em 2014.


POLÍTICA CEARENSE NA DÉCADA DE 1980
Aos que gostam de análises sobre a política cearense: amanhã, 22 de setembro de2009, haverá o lançamento do livro Ceará na Década de 1980: Atores Políticos e Processos Sociais, organizado pela professora Rejane Vasconcelos Accioly Carvalho, coordenadora do Laboratório de Estudos de Política, Eleições e Mídia (Lepem) da Universidade Federal do Ceará (UFC). O livro traz artigos inéditos com análises da política cearense nesse importante momento da história, quando surgiram nomes como o de Tasso Jereissati, o próprio Ciro Gomes e a primeira prefeita do PT em capitais do País, Maria Luiza Fontenele. O lançamento será às 10 horas no auditório Luiz Gonzaga, no campus do Benfica, e contará com um debate com os autores.

* - Do site do jornal cearense O Povo

Dan Brown & Record

Novo Dan Brown bate recorde

Em apenas um dia, um milhão de exemplares vendidos nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido - com poucas horas de vida, The Lost Symbol, primeiro livro do americano Dan Brown desde 2003, tornou-se o romance para adultos e em capa dura que mais vendeu naqueles países em um único dia. "É um fato histórico", comentou Sonny Mehta, presidente da editora Doubleday, filial da Random House e responsável pela edição do novo best-seller do autor de O Código Da Vinci.

O Estado de S. Paulo - 18/09/2009 - Por Ubiratan Brasil

Não é porque é bestseller **

Isso prova, por números, quanto as pessoas gostam de ler, e leem avidamente aquilo por que nutrem interesse. Não é porque Dan Brown é bestseller que ele é lido: ele se tornou bestseller porque tocou uma corda raramente tangida na alma humana - a sua identidade. Ao procurar "O símbolo perdido" (como se chamará no Brasil), procuram a si mesmos. Todo e qualquer livro só interessa se nele o leitor puder se ver, se encontrar, se perscrutar, se descobrir.

Ontem ouvi uma das frases mais curiosas sobre esse tema: "O que aprendemos nos livros, não aprendemos no cotidiano". E quem disse isso é uma pessoa que normalmente não lê, mas leria, se soubesse, se tivesse certeza que esse tempo seria usado para nutrir o seu conhecimento com coisas que não aprenderia de outra forma.

O que me devolve ao tema do que aprendemos lendo os clássicos: não precisaríamos de livros de autoajuda se as pessoas soubessem o que encontrariam lendo romances, contos e poesia de autores renomados, ou mesmo de novos autores, mas se tivessem certeza que ao ler um texto de ficção, estariam encontrando uma forma de resolver o seu problema. O que dificulta essa procura é o modo de trabalhar como bula: tudo tem que ter receita. "Para isto, use aquilo". Se lêssemos ao acaso, descobriríamos também naturalmente o que estamos buscando, ou até, descobriríamos algo que não sabíamos que estávamos procurando.

Ao ler "Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres" de Clarice Lispector, descobri, aos 15 anos, que havia uma mulher em mim que queria nascer, como Lóri das águas do mar para poder encontrar o seu Ulisses. "Estar pronta" era um conceito que eu não conhecia, mas que aprendi ali, com Clarice, que para ser mulher era preciso preparar-se.

Qualquer livro pode ser um bestseller, desde que toque a alma humana.

** Por Thereza Christina Rocque da Motta
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2009

China dobra reserva em ouro e segue comprando

A China corre para o ouro

O mercado de ouro está movimentado e os acontecimentos que acompanham a expressiva subida de preços dos metais preciosos (a prata também está se valorizando rapidamente), principalmente na China, dão ao rali atual um status ainda mais imponente. O que exatamente os governantes da potência asiática esperam alcançar, a longo prazo, com as medidas que iniciaram, é difícil antever. Além da sinalização de possíveis mudanças ou intempéries nos mercados financeiros mais adiante, conforme a coluna vem mostrando, esta ascensão rápida está se tornando ainda mais intrigante por conta de notícias relacionadas a ela. O governo de Hong Kong anunciou, por exemplo, que está repatriando toda a sua reserva do metal, que se encontrava depositada no Reino Unido, para armazená-la nos recém construídos cofres nas cercanias do aeroporto. Paralelamente, o que se escuta é que a China, nos últimos meses, duplicou a sua reserva do metal, para 1.054 toneladas, e a principal emissora estatal de televisão chinesa está fazendo campanha para a população comprar ouro.
Fonte: Jornal do Commércio - Rio de Janeiro

domingo, 20 de setembro de 2009

Raul Mourão faz recall do Lula de Pelúcia

Desova de Arquivo

Alguém me perguntou se está autorizado a divulgar parcial ou integralmente o material destes e-mails. O conselho superior da minha central de e-mails deliberou o seguinte: caiu na rede é peixe (domínio público) sem obrigatoriedade de referência ao original, até porque muitas vezes é impossível saber a fonte primária.
Por FH (Fernando Luiz Herkenhoff Vieira)

Correio da Lapa em ação



Raul Mourão joga nas 11

do Plano B da Tela Esculpivel


Fenomenologia do Atos Inaugurais:



Fernando é médico com doutorado em cardiologia em São Paulo e Milão, comunista católico até a medula da descrença, dirigente do PPS, o velho Partidão (PCB), e aliado do tucano meio ipanemenese Luiz Paulo Vellozo Lucas, que foi duas vezes prefeito da cidade de Vitória e está a caminho de se defrontar nas urnas com Ricardo Ferraço - vice do governador capixaba Paulo Hartung - pelo direito de mandar no Palácio Anchieta, sede do Executivo do Espírito Santo, um belo edifício colonial na Praça João Clímaco, onde vivia o saudoso advogado e poeta parnasiano Tio Lins (Augusto Emílio Estellita Linas).


Todo esse prolegômeno é para dizer, como foi dito antes aqui neste mesmo Correio da Lapa, que Fernando Vieira (FH), a secretária carioca da Cultura municipal, Jandira Feghali, e o mártir do idealismo radical universal, Che Guevara, os três, sem gradação entre eles, são, entre outros devotos dos sonhos revolucionários, médicos, mas ainda assim não gostam de pacientes, destestam doentes, não têm paciência com as doenças. Os três são retratos de uma trajetória da fantasia: querer dar alta para todo mundo, para Todo O Mundo, querer a felicidade geral da Nação e do Povo da Floresta.

Viva a África! Pastinha já foi. Angola veio.


Pois bem, feitas essas explicações desnecessárias para os mais informados nos circuitos das artes interdisciplinares, eis a imagem que FH enviou ao Correio da Lapa, provavelmente sem intimidade estética com o autor da série Ursinhos de Pelúcia, que inclui o trabalho Lula de Pelúcia. A propósito, o autor da obra é Raul Mourão, que bombou nos mercados e junto à crítica especializada. Vamos, porém, ficar apenas na graçola que rola em torno do brinquedo de Mourão, Lula de Pelúcia agora como um spam feliz na sociedade digital cada vez mais politizada:



Devolução de Brinquedo Fabricado no Brasil

O fabricante do brinquedo 'Lula de Pelúcia' está fazendo um recall para troca ou devolução do dinheiro devido a uma série de falhas de fabricação listadas abaixo:

1) Falta um dedo
2) Tem a fala presa
3) É mentiroso
4) Só diz 'Eu não sabia'
5) Não pára em casa! Só quer viajar para o exterior
6) Só anda com encrenqueiros ('Evo de Coca' e 'Chavez de Petróleo')
7) Não existe na versão movido a pilha, só na movido a álcool.
8) Pode ser adquirido facilmente com utilização de Cartão Corporativo
9) A boneca que faz par é muda e custa uma fortuna de manutenção.
As trocas poderão ser efetuadas em outubro de 2010!

Praia de paulista é de fibra e vai de quatro rodas

A sua piscina está cheia de fatos *


A piscina em São Paulo tem nome: Expresso da Alegria. Ela viaja em quatro rodas, desce pela Via Anchieta ou estaciona em qualquer ponto dos 128 quilómetro diários de engarrafamento. A piscina está cheia de cacos vazios, vasilha da sede vegetal nunca sacidada no trânsito dos comentarios ruidosos. Já ouviram dizer: "aquele carro é uma banheira"? Os carros grandes, em especial os americanos antigos, Landau, Cadillac, Bentley, Buick...? Pois é, esta banheira voadora que aterrissou neste Correio da Lapa em mais um domingo colorido pelo sol do Rio de Janeiro. Não deprecie o paulistano, ele não tem praia, mas improvisa... É incrível o poder de adaptação, a inventividade do brasileiro. O acabamento da fibra por dentro... A vontade de curtir o rock inédito chamado Ô Água!



Correio da Lapa, com assistência do jornalista J. C. Silva, da coluna pop Separados ao Nascer...

Lula de olho em Carla Bruni

Fotogrosseria roda como spam na internet. A primeira-dama Marisa está bem na fita, mas, por causa da política, tantas ambições, fizeram essa maldade de dar a mulher do presidente do Brasil o trono da rejeição. Tudo falso, o olhar de Lula para a primeira-dama Carla Bruni do Sátiro Sarkozy. Tudo falso, o trio, a ideia, o quarteto, os caças, os velhos submarinos...

Arquitetura: reforma carioca na Rua da Passagem

Fotografia de Ed Sartori antes e depois de uma pequena reforma no sobrado que fica ali no início da Rua da Passagem, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

sábado, 19 de setembro de 2009

Escândalo Dr. Toffoli, que Lula nomeia para o STF


Dr. José Antonio Dias Toffoli foi contratado - via influência de amigos poderosos - pelo governo do Amapá para prestar serviços de assessoria jurídica. Salário: 35 mil reais por mês (trinta e cinco mil reais). Toffoli ganhou num ano 450 mil reais de um paupérrimo Estado do Norte brasileiro. Vai ter que devolver tudinho!. Mas … Devolverá?

Será que o caso vai parar no Supremo Tribunal Federal (STF)? Juiz que condenou Toffoli, dez dias atrás, afirmou que este advogado estava “consciente de que lesava o erário público".

Será que Toffoli terá o nome confirmado pelo Senado para integrar o STF?


Deu no Aurélio
Apadrinhar

V. t. d.
1. Ser padrinho de.
2. Proteger, favorecer, defender: 2
3. Patrocinar; sustentar: 2
4. Turfe Fazer correr (um cavalo manso) junto a outro, ger. potro indomado, nos exercícios, para amansá-lo.
V. p.
5. Pôr-se sob proteção de.
6. Abonar-se; autorizar

Aviso à praça de internautas: mega editorial sobre o caso logo a seguir...

Editorial: Caso Toffoli, um novo escândalo

Da esquerda para a direita, Gilmar Mendes e Toffoli, irmanados pela biografia medíocre, no sentido de pífia para o cargo que seus amigos FH e Lula houveram por bem entender que os dois advogados merecessem. Pobre Supremo, tão poderoso, e tão desprezsado ou apenas temido pela massa humana que paga impostos terríveis e não recebe serviços dignos




Quando Macapá, terra postiça do senador José Sarney, contrata um jovem advogado então com apenas 32 anos de idade (contrato é do ano 2002) para ganhar 35 mil reais por mês, não estará debochando de um Brasil cheio de injustiças, hospitais caindo aos pedaços e sem equipamentos?

Claro que não foi Macapá nem Amapá que contratou Toffoli. Foi um então governador João Capiberibe, ex-guerrilheiro, amigo de toda a esquerda histórica, de Lula a Miguel Arraes, de Carlos Marighella e José Dirceu. Mas isso: heroísmo dos tempos de chumbo, dá direito a humilhar toda uma categoria profissional, a de advogados? Dá direito a pisar na ética do serviço público mediante maracutaias licitatórias?



Editorial


Príncipe Lula e

Indignação Popular *



Foi condenado por um juiz o jovem advogado José Antonio Dias Toffoli, um expert em Justiça eleitoral e recém-indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal no lugar do recém-falecido Carlos Alberto Direito de Menezes.

De imediato, ganhar a nomeação para a corte mais alta representou um presente de grego para Toffoli, que foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 2003 e 2005, na gestão do então ministro José Dirceu (foto abaixo, ambos juntos).

Assessor parlamentar da liderança do PT na Câmara dos Deputados de 1995 a 2000, Toffoli explode agora na mídia não mais como um simples bacharel defensor do ex-ministro José Dirceu ao tempo das agruras do Mensalão, mas como um nome caído de pára-quedas na ribalta de mais uma tragicomédia.

Advogado do PT nas campanhas de 1998, 2002 e 2006, Toffoli foi praticamente comparado a um bandido, a um espertalhão, senão a um ladrão, segundo palavras do juiz da 2º Vara Cível no Amapá, Mário Cesar Kaskelis. A decisão do juiz foi proferida no último 8 de setembro.

Quando, dias depois de um sentença condenatória, Lula nomeia o jovem Toffoli para o Supremo, ignominiosamente está agindo, do ponto de vista dos olhos da multidão na mídia, de modo semelhante ao senador José Sarney ou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lula age à revelia do que a opinião pública considera relevante.

Toffoli será sabatinado pelo Senado. Provavelmente ou será aprovado ou teremos mais uma oportunidade para ver, numa brigalhada geral, como funciona a escandalosa Câmara Alta num Brasil cada vez mais esquizofrênico. Sim, país dividido porque o estamento político não se dá conta de que, com a internet, a própria grande mídia não se deixa mais sujeitar, totalmente, por pressões de verbas publicitárias. A internet de milhões de jornalistas e comentaristas pauta os grandes portais.

Perigos no entorno. Ao Norte, censura no jornalismo na Venezuela. Ao Sul, na Casa Rosada, a Cristina Kirchner ousa o que nem Evita nem Rosita ousaram: dobrar ou tentar calar o grupo Clarin.

Mas foi por aí, via internet, que o candidato negro Barack Obama conseguiu ser eleito pelos brancos de olhos azuis para a Presidência dos EUA. Por aqui, candidatos antes sem chance sonham com o pulo do gato: cair no gosto da massa de eleitores internautas e formadores de opinião de outras massas de eleitores longe do universo digital.

Ao ignorar tudo isso, esquecer que perdeu três eleições presidenciais antes de ganhar duas, Lula ameaça sua favorita para a sucessão, a ministra petista Dilma Rousseff.

Na foto dentro da foto, Dilma, Toffoli e Lula. Parece um santinho eleitoral? Um cartão postal? Uma cédula falsa para jogar dentro daquelas velhas urnas eleitorais que não existem mais nesses tempos de votação eletrônica? Ou parece uma célula familiar?


Daqui a pouco surgirão bordões de simpatizantes de Lula com mensagens do tipo: Lula 2014. Vamos dar um descanso para o presidente, que ele merece e vai voltar melhor em 2014.

A popularidade de Lula não alcança os quadros atuais do PT. E ele age como se ignorasse ou desprezasse esse dado, como se fosse vencer numa atropelada na reta final da disputa. A pule é alta.

Mas voltemos ao mais novo escândalo: será que o Dr. Toffoli, condenado numa Vara Cível de Fazenda, está tecnicamente com a ficha suja? Claro, enquanto não transitar em julgado, o caso é conjunto de possíveis dúvidas, e o advogado, presumidamente, inocente.

Sem condenação concluída, um nome sob suspeita ou acusação, ou com condenação provisória, pode pleitar cargos mais altos. Mas será que Dr. Toffoli é mesmo detentor de méritos para figurar na galeria dos principais magistrados da História do Brasil?

Se houvesse intenção pessoal nesse artigo lavrado num rodamoinho de indignações, dir-se-ia que Dr. Toffoli não passa de um rábula, um jovem diplomado, nasceu em 1967 (novembro, ou 42 incompletos), não tem pós-graduação nenhuma, originário do interior do Estado de São Paulo, mas que, caído nas graças do PT, andava ancorado no cargo de chefe da Agu, Advocacia Geral da União. Dir-se-ia que o caso do Dr. Toffoli é semelhante ao do ministro do Supremo Gilmar Mendes, apenas este tendo chegado à função máxima da magistratura graças à amizade com o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Dr. Gilmar Mendes também era chefe da Agu. Lula imita Fernando Henrique nas coisas boas, como estabilidade macro na economia, mas também nas lambanças das nomeações execráveis. Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo em 2002, nasceu no interior do Brasil em 1955, tinha portanto também 42 anos incompletos.

O escândalo de apadrinhamento é também palindrômico e cabuloso.

Claro que há bons feitos no próprio currículo de Dr. Toffoli, episódios interessantes e tal, defesas de causas complexas etc. Tem seus mérito, mas chega lá pelos caminhos mais reprováveis.

Do mesmo modo, é voz corrente, popular, que Dr. Gilmar Mendes como o velho caçula do Supremo não preenche os requisitos para figurar na galeria dos maiores magistrados da História do Brasil. Parecem ambos, Gilmar e Toffoli, capitães de mato da exorbitância de seus amigos nomeadores. Ganharam e ganham, ambos os advogados, todo dia, o cajado da suprema arrogância de interpretar a Constituição como se fosse um manual político distante das ruas do Brasil. Toffoli aqui aparece geminado com Gilmar Mendes porque não negou de público a indicação. Ou seja, endossou a avaliação de Lula e seus amigos José Dirceu e poucos outros. Toffoli já faz companhia a Gilmar Mendes, Toffoli já recebeu, de público, esta semana, elogios de José Sarney.

Dr. Toffoli foi contratado - via influência de amigos poderosos - pelo governo do Amapá para prestar serviços de assessoria jurídica. Salário: 35 mil reais por mês (trinta e cinco mil reais). Toffoli ganhou num ano 450 mil reais de um paupérrimo Estado do Norte brasileiro.

Será que a União não poderia ter emprestado bons servidores formados em Direito para ajudar a administração do governador em Macapá? Será que o Executivo amapaense não teria advogados capazes e dispostos a fazer o mesmo por uma quantia mensal razoável?


Pois bem, tudo seria mais um caso de apadrinhamento se não fosse uma ação popular. E nesta ação, o juiz Mário Cesar Kaskelis, da 2ª Vara Cível e Fazenda Pública do Amapá, condenou Toffoli e outro advogado, de nome Luiz Maximiliano Leal Telesca Mota, a ressarcir os cofres do Estado os 450 mil corrigidos, o que dá 700 mil reais. O juiz, na decisão de 8 de setembro, menciona expressões como "quantia exorbitante" paga aos dois e um caso cheio de mentiras, ou literalmente, “eivado de nulidades".

Sobre os dois advogados condenados, o magistrado Kaskelis usou uma expressão terrível: afirmou que ambos estavam "conscientes de que lesavam o erário público".

A chance de Dr Kaskelis vir a integrar o Supremo é nula, é uma especulação eivada de nulidade prática aqui neste Correio da Lapa.

O presidente Lula, tal qual o antecessor Fernando Henrique, nomeia advogados amigos em detrimento da folha corrida de serviços excelentes prestados ao Brasil por outros advogados.

É por uma dessas que a imagem do Supremo fica tão fragilizada quanto a imagem do Senado. O Supremo anda na boca do povo das ruas... Bocca della Verità.

Supremo Amor Universal diante da Bocca della Verità, o monumento romano de pedra. Diz a lenda, na qual ninguém acredita, que, em dizendo mentira, com a mão na botija mandibular, esta se fecha, morde. Nunca mordeu ninguém. Clark Gable e Katherine Hepburn que o digam, mas ainda assim, o amor verdadeiro prevalece como vcrdade acima das ideologias dentro ou fora dos podres poderes políticos. A mentira, mesmo com o beija-mão, com o lambe-lambe de Brasília, não pravalecerá.


Os autos da ação popular informam que o ex-governador do Amapá João Capiberibe contratou o escritório Toffoli & Telesca Advogados Associados para um serviço de apoio à Procuradoria do Amapá. O juiz Kaskelis entendeu que o processo de licitação para o serviço está "eivado de nulidade". Segundo Mário Cezar Kaskelis, só houve de fato o envolvimento no processo licitatório do presidente da comissão licitatória, Jorge Anaíce, e do então procurador-geral do Estado, João Batista Silva Plácido.

O governo de João Capirebe queria dois advogados com experiência profissional de dois anos no mínimo. Dr. Kaskelis concluiu que a contratação foi imoral, ainda que Toffoli e Telesca venham a alegar que estavam dentro da legalidade segundo uma lei tal, de número 8.666/93, sobre prestação de serviços técnicos.

Extremamente grave e talvez por isso o Dr, Kaskelis venha a ser punido no âmbito da mobilidade forense: o magistrado insinuou com todas as letras que "o então governador do Estado possivelmente contou com a cumplicidade de João Batista Silva Plácido, Procurador Geral do Estado do Amapá, favorecendo os advogados José Antonio Dias Toffoli, Luiz Maximiliano Leal Telesca Mota e outros, de forma sistemática e contínua” (...).

Além de Toffoli e Dr. Telesca Mota, o juiz condenou o ex-governador, o ex-procurador e o escritório dos dois advogados a devolver os valores pagos devidamente corrigidos. Segundo o juiz, a condenação de Toffoli e Telesca se fez necessária porque os dois "foram os beneficiários diretos e receberam os valores do contrato".

Gravíssimo: o magistrado escreveu na decisão que os dois estavam "conscientes de que lesavam o erário público" e que não houve "boa-fé" por parte do escritório em que estão associados, já que ambos, “pela própria natureza dos serviços que prestam, em conluio com agentes administrativos, desempenharam conduta sabidamente contrária à lei".

* - Por Alfredo Herkenhoff