O Correio da Lapa capturou imagens que as próprias mulheres com as quais este blogue-jornal se relaciona via Twitter botaram no microblog das 140 batidas. Ou seja, as 41 fotos abaixo foram escolhidas pelas próprias.
Num relance, tem-se uma visão antropológica de uma forma de se apresentar. A maioria dessas mulheres é do Brasil e tem alto grau de instrução, não fora isso não estariam aqui nesses bordejos de informação e vaidade que é o Correio da Lapa.
Grato pela presenças de todas, torcendo para que outras botem logo uma fotinha naquele quadradinho do Twitter, quadradinho que é uma forma um tanto desprezada de comunicação nesse universo do minimalismo digital.
As fotos a seguir foram clonadas todas no mesmo padrão, as diferenças de qualidade e tamanho são intrínsecas a elas, quase nada havendo de edição neste ato de exibi-las. Até a ordem abaixo seguiu rigorosamente uma fila indiana, mecânica, de copia-e-cola, sem qualquer valoração espacial/especial. (Por Alfredo Herkenhoff)
O Correio da Lapa capturou imagens que as próprias mulheres com as quais este blogue-jornal se relaciona via Twitter botaram no microblog das 140 batidas. Ou seja, as 41 fotos abaixo foram escolhidas pelas próprias.
Num relance, tem-se uma visão antropológica de uma forma de se apresentar. A maioria dessas mulheres é do Brasil e tem alto grau de instrução, não fora isso não estariam aqui nesses bordejos de informação e vaidade que é o Correio da Lapa.
Grato pela presenças de todas, torcendo para que outras botem logo uma fotinha naquele quadradinho do Twitter, quadradinho que é uma forma um tanto desprezada de comunicação nesse universo do minimalismo digital.
As fotos a seguir foram clonadas todas no mesmo padrão, as diferenças de qualidade e tamanho são intrínsecas a elas, quase nada havendo de edição neste ato de exibi-las. Até a ordem abaixo seguiu rigorosamente uma fila indiana, mecânica, de copia-e-cola, sem qualquer valoração espacial/especial. (Por Alfredo Herkenhoff)
Ministro Marco Aurélio lamenta arquivamento da denúncia contra Palocci Segundo magistrado, MP foi munucioso ao apresentar indícios da quebra de sigilo
Um dos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar pela abertura da ação criminal contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), Marco Aurélio Mello lamentou hoje que a denúncia do Ministério Público por quebra de sigilo não tenha sido admitida pelo Supremo. Alegando falta de provas, o relator Gilmar Mendes votou pelo arquivamento da denúncia contra o ex-ministro, e foi acompanhado pelos colegas Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Marco Aurélio Melo discorda do argumento:
— Poucas vezes me deparei com uma denúncia tão minuciosa. Houve um trabalho de garimpagem antes, e o Ministério Público, na peça apresentada, foi minucioso. Ele procurou revelar em bom português a existência dos indícios, inclusive com dados fáticos, como encontros e horários, mas não convenceu a maioria.
Segundo Marco Aurélio, o processo ainda estava em uma fase embrionária, quando não se poderia concluir-se pela culpa ou responsabilidade de qualquer um dos acusados.
— Tínhamos apenas que indagar se o crime estava revelado, e evidentemente houve o crime porque se quebrou o sigilo e se divulgou na imprensa — considera.
Livre das denúncias de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, quando era ministro, Palocci poderá concorrer ao governo de São Paulo ou até à presidência em 2010.
Quanto aos outros dois denunciados, a maioria votou pela abertura de ação penal contra o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, que responderá na Justiça de 1ª Instância e poderá ter o processo suspenso, caso concorde em cumprir a prestação de serviços à comunidade, conforme proposta do MPF. Já no caso do jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, houve um empate que levou ao arquivamento do processo.
Ministro Marco Aurélio lamenta arquivamento da denúncia contra Palocci Segundo magistrado, MP foi munucioso ao apresentar indícios da quebra de sigilo
Um dos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar pela abertura da ação criminal contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), Marco Aurélio Mello lamentou hoje que a denúncia do Ministério Público por quebra de sigilo não tenha sido admitida pelo Supremo. Alegando falta de provas, o relator Gilmar Mendes votou pelo arquivamento da denúncia contra o ex-ministro, e foi acompanhado pelos colegas Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Marco Aurélio Melo discorda do argumento:
— Poucas vezes me deparei com uma denúncia tão minuciosa. Houve um trabalho de garimpagem antes, e o Ministério Público, na peça apresentada, foi minucioso. Ele procurou revelar em bom português a existência dos indícios, inclusive com dados fáticos, como encontros e horários, mas não convenceu a maioria.
> Ouça a entrevista do ministro Marco Aurélio à Rádio Gaúcha
Segundo Marco Aurélio, o processo ainda estava em uma fase embrionária, quando não se poderia concluir-se pela culpa ou responsabilidade de qualquer um dos acusados.
— Tínhamos apenas que indagar se o crime estava revelado, e evidentemente houve o crime porque se quebrou o sigilo e se divulgou na imprensa — considera.
Livre das denúncias de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, quando era ministro, Palocci poderá concorrer ao governo de São Paulo ou até à presidência em 2010.
Quanto aos outros dois denunciados, a maioria votou pela abertura de ação penal contra o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, que responderá na Justiça de 1ª Instância e poderá ter o processo suspenso, caso concorde em cumprir a prestação de serviços à comunidade, conforme proposta do MPF. Já no caso do jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, houve um empate que levou ao arquivamento do processo. FONTE- JORNAL ZERO HORA
Il Maestro Paolo Conte, o maestro, professor, mestre, regente, pai, está dentro da alma e dentro dela vai ficar pra sempre...
Imperdível...
Alfredo pensa e não dispensa: Seis meses na fronteira da loucura, seis meses no hospício, coisa do repórter José Leal, anos 50 e 60, E logo depois, o Tim Lopes, que seria morto covardemente quando fazia uma dessa chamada "reportagem vivida", já lá atrás dava mostras da própria índole, e ainda no Jornal do Brasil, escreveu uma matéria que era mais ou menos intitulada assim: Mangueira vista de dentro.
Sérgio Sampaio cantando por inspiração do suicida Torquato Neto, que lhe revelou as agruras de uma internação. E assim nascia a música que Luiz Melodia também gravou: fui internado ontem na cabine cento e três, no hospital do Engenho de Dentro, só comigo tinham dez. Estou maluco da ideia, guiando carro na contra mão, saí do palco fui pra plateia, sai da sala e fui pro porão.
Seresteiro, que faz um sexteto, cantou inúmeros bimestres, cantará mais ouvindo Los Hermanos.
Estou doido pra ficar maluco; pra ser doido é preciso ter muito juízo. O Correio da Lapa pede passagem contra muitos juízos e juízes.
Saudades do poeta Luiz F. Papi, missa de Sétimo Dia Nesta Data Querida: Dizia o mestre e amigo: sabe que bebe, por que faz mal? O poeta Papi brincava: fumar faz mal ao bolso. Com esta frase curta e absurdamente verdadeira, desmontava, com a arimética do imprevisto, a informação maciçamente divulgada dos malefícios da nicotina.
Uma pétala é uma pétala é uma pétala é um petardo.
Crateras nas pedras portuguesas na calçada entre a Biblioteca Nacional e a esquina da Presidente Wilson. Em plena Avenida Rio Branco, além da escuridão à noite, o caos do calçamento roto, como tem sido rota a falação de choque de ordem, que atinge muito mais os mais fracos, os ambulantes, camelôs e botequins.
Quem não guenta vai embora, O O Ô! Alegria toda hora, meu Amor Vamos brindar, tintim Vamos curtir, tintim Carnaval é esta beleza Carnaval é isso aí
(Primeira parte de um samba)
Hoje cerca da metade do conteúdo dos grandes jornais é produzida por assessoria de imprensa, serviços de comunicação do governo, de instituições em empresas, além de celebridades e partidos políticos, quando não dos próprios políticos mais poderosos. Está difícil outra leitura senão uma bem seletiva.
Os grande jornais estão viciados em tomar dinheiro do governo federal e do Sistema S. A internet está derrubando a tiragem da maioria dos grandes jornais do Brasil, com poucas exceções como o Zero Hora de Porto Alegre.
Mas quem está preocupado com tiragem? Isso é segredo de Estado que IVC nenhum vai revelar na integridade do fenômeno.
Huffington Post, um jornal exclusivamente digital, bombando na internet, e o Correio da Lapa é leitor assíduo deste veiculo norte-americano que mescla notícias com prazer e outras surpresas. Todo dia as dez melhores fotografias clicadas no mundo inteiro, apenas um exemplo. Claro, tudo objetivamente subjetivo. O Huffington tem conteúdo próprio, e é também um exímio clonador, clona e registra que a notícia está saindo ali e acolá. O que faz o Google com seu motor RSS se não clonar tudo, em tempo real, sem nem empregar quase ninguém?
Noticiar a notícia, com comentários próprios, é um jornalismo tão avassalador que fica ridículo pretender conter via medidas judicias. Não à toa o Supremo está liberando propaganda nas eleições de 2010 na internet. Se proibisse, pagaria mico. Cada leitor é eleitor e jornalista. Elias Maluco, assim que sair da cadeia, será um repórter tuiteiro.
Seis meses ralando 10, 12 e até 15 horas por dia, lendo e escrevendo, relendo e re-escrevendo, num processo de moto contínuo, telas e livros, Paganini pagando os pecados da desafinação do meu mundo, meu mercado.
Delírios e deambulares que antes eram um plano de isolamento hoje é uma miríade de surpresas pinçadas, condensadas, expandidas e comentadas.
E este trabalho levemente pesado se dá com audição de muita música, e ora estamos mais felizes, nós e as músicas, porque o Youtube está diretamente conectado com o sistema de som maior, um possante amplificador Sony de quase mil dólares. E fica mais divertido descobrir que temos à disposição dezenas de milhões de arquivos, vídeos, músicas de todos os tempos, todo tipo, uma pandora inimaginável nem na origem da mitologia, o grande Aleph nem imaginado pelo Jorge Luis Borges. O Panóptico tão estudado por Foucault virou lunetinha.
A Internet é a revolução em curso. Nada mais ridículo do que aquela frase de Vladimir Lênin: não existe liberdade de imprensa sem liberdade de fornecimento de papel. A questão é ambiental. Os grandes jornais se perpetuam graças à internet, promovendo com seus portais de alta qualidade e dinâmica a tal leitura partilhada, leitura ritual, fenômeno que se preserva mesmo com o enfraquecimento do hábito de ler exemplar impresso na celulose do arvoredo.
Mas discutir canudo de faculdade de comunicação, exigência de diploma, associação de classe, sindicatos? Obama neles. Obama usou a internet e bombou entre os brancos de olhos azuis. Foram estes que o elegeram, não os nove por cento da minoria negra e massacrada nos Estados Unidos.
Obama é a internet pós-racial. Make a donation, donate now. Noticias e interação mesmo depois de empossado na Casa Branca. Um mailing list com dezenas de milhões de pessoas que não botam jamais que é um spam, é noticia, são novidades e fotografias, tudo quentinho em primeira mão. O Correio da Lapa é assinante do serviço gratuito do Tio Obama, antes e depois da posse.
Mas hoje, entre Pepino di Capri, Silvana Mangano, Monica Montone e outras surpresas, descubro um colega dizendo que é balela essa história de descrever o Rio de Janeiro como terra da informalidade. Na Avenida Rio Branco, ninguém usa bermuda. Ou melhor, bermuda no Centro é o uniforme do camelô.
Já em Copacabana, numa portaria de um edifício qualquer, uma mulher sai num vestido longo para uma cerimônia ou uma festa, enquanto outra entra de biquíni, a praia estava ótima e já estamos no lusco-fusco. As duas quase se esbarram. São amigas e acham tudo aquilo natural. O longo e a nudez, tudo total.
Cada lugar do Rio de Janeiro tem seus códigos rígidos. O Rio não é nenhuma exceção. A violência carioca que tanto se exibe na mídia tem estatística semelhante a de outras metrópoles brasileiras, mas aqui dá ibope. E se fosse tão ruim morar no Rio de Janeiro, não haveria tanta gente, milhões vivendo na maior felicidade, apesar da falta de grana.
A mesma coisa vale para o casamento. Se fosse tão ruim, não haveria tanto divórcio.
Mas hoje é festa, Champagne! A Papi, sete dias, seis meses, e o soneto do poeta com um tintim no ritmo de Dom Pérignon na casa que está bombando em Botafogo, a Ovelha Negra, na Rua Bambina! (Texto de Alfredo Herkenhoff)
Borbulha ou bolha sangrada na maceração da uva do espumante sobrenada em toneis e lembra chuvas de pergaminhadas gotas buriladas no cristal de um colar de contas soltas no orvalho celestial a sublimar-se no casco de garrafas tamponadas com rolha e arame... E vê-las no cândido culto a Baco lava almas sideradas E o resto é beber estrelas
Infarto agudo do miocárdio Stent Dores no Peito Primeiros Socorros Dicas Transplante Vida Normal Sexo e Saudades
Tudo aqui abaixo é real:
From: L.T. Peixoto Subject: Notícias
Prezados amigos
Sofri sim um infarto, pelo menos de acordo com o registro no prontuário médico. Na tarde do sábado, 25 de julho, senti dores fortes no peito e fui correndo para o hospital. Lá o médico, entre outras providências, logo me recomendou o cateterismo, que fiz, e no mesmo ato, constatada a necessidade, fiz também angioplastia em uma das três coronárias, que estava com 99% de obstrução.
Foi colocado o "stent", uma prótese de aço que, introduzida na região afetada da artéria, expande-a, desobstruindo a passagem do sangue. Trata-se de procedimento que desde 20 anos atrás substitui em muitos casos a ponte de safena ou de mamária, sendo muito menos agressivo. A parte mais complicada é a punção feita para introdução do cateter, na região da virilha, pois o procedimento é realizado com o uso de anticoagulantes, e há um grande risco de hemorragia no local. Para evitar o risco, o paciente fica 16 horas seguida deitado de costas, praticamente imóvel, sem poder tomar remédio contra a dor ou para dormir. Esta, no meu caso, foi a parte mais dolorosa, pois você começa sentir dor nas costas e tem que agüentar.
Mas quando saí da UTI e fiz o ecocardiograma, ficou constatado que o coração não ficou nem um pouco necrosado, de modo que, a menos do grande susto, hoje estou bem melhor do que antes. Já recomecei com as caminhadas, por enquanto 30 minutos por dia, e iniciei uma dieta alimentar.
Durante 90 dias tomarei um remédio para facilitar a formação de um tecido epitelial envolvendo o stent (processo ao final do qual o stent não é mais visto como um corpo estranho pelo organismo), e após isso todo o susto será passado.
Vou logo dando um conselho. Se começar a sentir dores no peito, principalmente se ela aumentar quando estiver de pé, corra para o médico. E trate de evitar ficar de pé, pois a dor vem e com ela a falta de oxigênio no coração, o que pode significar lesão do órgão.
No hospital espere a maca ou cadeira de rodas, em vez de se deslocar a pé. Dona Maria, durante o trajeto para o hospital, não me deixou parar de tossir. Não há comprovação de que isso funcione, mas parece que alguns médicos, na dúvida, recomendam. É isso aí. A qualquer hora devo ir a ver vocês, e então nos encontraremos. Um abraço LTPeixoto
Resposta de um amigo em nome da turma do botequim
Meu caro L.T.
Estamos torcendo firme para que você fique muito bem e muito melhor após o grande susto. Fico contente que tenhas parado de fumar, conforme me falou pelo telefone. Torcemos por você e venha logo que possível nos ver. Um grande abraço de todos amigos de nosso grupo.
Francisco E.
Resposta - carta aberta - de outro amigo da turma e que é médico:
Meu caro amigo O Físico Poeta Infartou. Já está bem! Aqui eu falo com autoridade, pois meu mestrado e doutorado são em fisiologia cardiovascular. O infarto agudo do miocárdio, desde a implantação desta técnica de stent, deixou de um bicho de 7 cabeças. Quanto o paciente é prontamente atendido, e os stents são implantados. è como se fosse uma troca de pneus velhos: trocou, zera a quilometragem. Disto você não morre mais não.
Você e eu até podemos até morrer de amargura do Governo Lula, mas não deixemos nossos corações ser abalados por esta tragédia que se abateu sobre o Brasil. Trocou os pneus agora vida nova. Já pensou se você tivesse um infarto do pênis? Agradeça ao criador que o órgão agravado tem muita peça de reposição.
Já existe transplante de pênis também. Mas você já pensou ficar penetrando nas pobres vaginas com o órgão de um defunto. Já pensou em você ficar gozando com o pau do outro? Já pensou você brochar com o pau do outro? A quem atribuir o fracasso?
A poetista Juliana Hollanda, que também gostaque a chamem de Jupy e de Juju, e um pastel quente que parece delicioso numa noite do movimento anárquico Ratos Di Versos... Aliás, daqui a pouco tem mais tertúlia dos Ratos e de outras tribos pelos quatro cantos do Rio de Janeiro (Foto by Alfredo Herkenhoff).
serrande abbassate pioggia sulle insegne delle notti andate ...devo pensarci su... pensarci su... ma dipenderà... dipenderà... ...quale storia tu vuoi che io racconti?... ...ah!... non so dir di no, no, no... no... no...
...e ricomincerà... come da un rendez-vous... parlando piano tra noi due...
Scendo giù a prendermi un caffè... ...scusami un attimo... passa una mano qui, così, sopra i miei lividi... ...ma come piove bene su gl' impermeabili... ...e non sull'anima.
"Appunti di viaggio", 1982
C'è stato un attimo che tu mi sei sembrata niente, è stato quando la tua mano mi ha lasciato solo e inesistente, hai volteggiato e sei tornata qui, l'orchestra è andata avanti e, poi, nessuno ha visto niente
E abbiam ripreso a masticare questa vecchia rumba, ci siam sorrisi e salutati e siam rimasti in pista, e ci è sembrata sempre grande questa nostra danza mezza dolce e mezza armara e siam rimasti in gara.
Dancing...
I ballerini che lo fanno un po' per professione, un po' per vera vocazione han passo di ossessione e sanno bene che l'azzardo è lieve come il leopardo e san che tutte le figure han mille sfumature. Se nel mio passo hai avvertito un'inquietudine e un grande inchino, ero vicino a una città lontana tutta di madreperla, argento, vento, ferro, fuoco e non trovavo qui nessuno per parlarne un poco.
Dancing...
Si, sono sempre più distratto e anche più solo e finto e l'inquietudine e gli inchini fan di me un orango che si muove con la grazia di chi non è convinto che la rumba sia soltanto un'allegria del tango.
Só com a eliminação do rubro-negro pelo Fluminense, ontem à noite no Maracanã, mais umas 10 mil camisas do Mengão devem ser compradas hoje. Caraca, uma vez Caraca, Caraca até Morrer...
O maior contrato de patrocínio esportivo do futebol brasileiro já mostra resultados surpreendentes: a Olympikus, marca esportiva oficial do Flamengo, vendeu em pouco mais de dois meses 500.000 camisas do clube. A Olympikus é a maior marca esportiva do país, com aproximadamente 15 mil pontos de venda e distribuição nacional. Com este potencial, a marca já havia comercializado mais de 200 mil camisas em sistema de pré-venda um mês antes do lançamento oficial do contrato, em 1º de julho deste ano.
“O patamar de meio milhão de peças em apenas dois meses só mostra a grandeza do Flamengo e o potencial represado da nossa marca”, afirmou Delair Dumbroski, presidente em exercício do time rubro-negro.
O relacionamento entre a Olympikus e o Flamengo foi acompanhado por um pacote de inovações e grandes investimentos, à altura do clube com a maior torcida do mundo. A Olympikus resgatou tradições do clube no design de camisas, lançou produtos casuais baseados em pesquisas junto aos torcedores e ao mercado e criou novos canais de comunicação com a torcida.
E ainda há muitas inovações a caminho. O Flamengo deve ganhar em breve uma megaloja com 1.300 m² para toda linha de produtos oficiais e licenciados e a Olympikus vai participar também na construção do Museu da Gávea, um sonho antigo, que vai dar aos torcedores um museu com estrutura de grandes clubes estrangeiros e vai dar ao Rio de Janeiro mais um cartão postal. “Desenvolvemos um grande projeto de relacionamento para unir a maior marca do país e a maior torcida de futebol do mundo. Para nós é um grande orgulho e um grande prazer fazer parte desta história”, definiu Tullio Formicola Filho, diretor de Marketing Esportivo do Grupo Vulcabras/azaleia, responsável pelo relacionamento entre a Olympikus e o Flamengo.
A seguir este Ce-dê-éle(CdL, Correio da Lapa) posta três textos produzidos e exibidos pelos sites cariocas Pentimento e Tribuneiro, a cargo respectivamente de Marcelo Moutinho e Carlos Andreazza, com duras críticas aos modos como o Carnaval no Rio de Janeiro é gerenciado, numa parceria entre a Liesa, o braço do jogo do bicho na indústria do turismo, e a prefeitura do Rio de Janeiro. Esta engenharia foi consolidada na administração Cesar Maia.
Em 2009, mal chegado ao Palácio da Cidade, o prefeito Eduardo Paes nada pôde fazer de muito concreto ou novidadeiro com relação à maior festa do Rio de Janeiro. Mas, agora, Carnaval de 2010 batendo à porta, o novo prefeito, no primeiro ano de seu mandato, e em tese tem mais sete pela frente, está com a faca e o queijo na mão, tendo apoio do governador Sérgio Cabral que, por sua vez, tem um aliado no bolso, o presidente Lula. Portanto, nunca antes um Carnaval carioca esteve tão vinculado, numa sintonia fina, com todos os poderes: Presidência da República, Executivos Estadual e Municipal e Jogo-do-Bicho/Liesa.
Qualquer injustiça ou coisa que der errado, no Império do Rei Momo em 2010, não será por culpa do folião. Sem entrar no mérito das duras críticas contidas nos próximos três takes clonados, ressalte-se que quem os produziu não aceitou a degola, na Sapucaí de 2009, da gloriosa escola de samba Império Serrano de tanta beleza e tradição, mas que atravessa uma quadra de dificuldades: falta de grana e desprezo da turma da contravenção que controla tudo, dos ingressos ao esquema vergonhoso de notas com décimos.
Apuração suspeita na Sapucaí com notas de "décimos de décimos"
A propósito, nota com décimos é uma fórmula ridiculamente tosca de iludir gente simples com números. Porque uma escola que leva nota 9,2 num quesito está, na verdade, sendo eliminada, levando de fato uma nota 2, ou seja, o 9,2 equivale a oito pontos de diferença com relação à nota 10 da outra agremiação que foi programada para ser vitoriosa.
O sistema de décimos é uma forma, ou fórmula, de iludir; ninguém tem dúvida disso, mas ninguém consegue mudar. Fosse sistema de notas inteiras, de 1 a 10, um julgador não teria coragem de sair dando nota 1 e nota 2 para a Serrinha, União da Ilha ou Mangueira. Com este sistema, se três ou quatro jurados, mal intencionados ou numa articulação, derem notinhas simpáticas para algumas grandes coirmãs, tipo nota 9,3, ou nota 8,8, pronto, estão eliminando aquela escola.
O sistema de décimos é uma forma enganosa de dar a impessão de que 9,2 é algo perto de nota 10, ou uma notinha fraca mas longe do zero. Pscolgia de ladrãozinho. Nota 9,2 é na verdade nota 2, pertinho do zero, é o massacre. É coisa de Senado Federal, uma aritmética medonha e sem ética. E assim, três ou quatro jurados, num rodízio, num disfarce, podem facilmente ser responsabilizados pelo resultado de sempre: só ganham o primeiro lugar as escolas ricas e abençoadas ou ungidas naquele ano pelos podres poderes da Liesa.
Pelo visto, Eduardo Paes vai repetir Cesar Maia dando uma de Pôncio Pilatos.
Uma última observação: este blogue-jornal CdL posta sem endossar o que posta. Aqui é tudo reflexo de outras reflexões. Vamos ler e refletir os próximos textos logo abaixo (Por Alfredo Herkenhoff):
Escrito em 25 de agosto de 2009 - Site/blog Pentimento, de Marcelo Moutinho, escritor e jornalista apaixonado pela Império Serano
É fundamental a leitura da análise que o Carlos Andreazza publicou hoje, no site Tribuneiros, sobre o Edital de Licitação da Prefeitura para "selecionar" o responsável pela organização do carnaval dos próximos quatro anos. Sob o disfarce de realizar a tão ansiada moralização, o documento expõe de forma patética a postura covarde de Eduardo Paes ante os bandidos da Liesa.
Paes, que havia prometido enfiar a mão nessa cumbuca, deixa cair a máscara (vê-se, hoje, retrospectivamente, que aquela campanha eleitoral suja era sintomática). E mais uma vez, assim como vem acontecendo desde o governo César Maia (de triste lembrança), o poder público se coloca de joelhos, reafirmando a falta de coragem (o cagaço mesmo) e a disposição em se manter conivente com a contravenção e o crime. Choque de ordem? Isso é pra camelô. Com gente grande, não se mexe. Falta coragem. Falta vergonha na cara.
Em seu texto, Andreazza desvela, um a um, os tópicos do edital da carochinha. E adianta o que todos nós já sabemos: o vencedor está escolhido de véspera, e será a própria Liesa.
Nasceu num 21 de abril, no distante 1930. Foi Miss Italia em 1947 e se casou com o diretor Dino De Laurentis em 1949, vivendo com ele até morrer em 16 de dezembro de 1989. A atriz Silvana Mangano trabalhou em filmes como Teorema, Black Eyes, Dune, For Love One Dies, The Decameron, Oedipus Rex, Barabbas, A Branded Woman, The Tempest, Ulysses, Bitter Rice e The Last Judgment.
Monica Montone, veramente italiana
E assim se passaram seis meses
Uma italiana, quando é bonita, ja é, é bonita de+, totalmente de+, e numa terra de Monica Vitti, Claudia Cardinale e Sofia Loren, não se pode brincar com a beleza.
Outro dia, li no twitter de Monica Montone, poetisa, atriz e cantora que tem um excelente site, que esta jovem foi elogiada por Afonso Romano de Sant'Anna, meu bom professor na PUC-Rio, assim, meio como quem não diz nada, que nome dela parecia de artista italiana. Affonso, casado com uma italiana, também bela e bela escritora, Marina Coslassanti, sabia muito bem o que estava dizendo. Em homenagem às italianas do Mundo e especialmente a esta bela escritora e bailariana paulista-carioca Montone, da turma do Claufe Rodrigues, este Correio da Lapa, comemorando hoje seis meses de existência em tempo real, day by day, sem faltar jamais com pelo menos uma Senhora Surpresa a cada edição, saúda a quinta-feira gorda no Rio de Janeiro prenhe de saraus e lançamentos literários, um belo hoje, um eterno hoje... E elege Monica Montone como a Mais Linda Fina Flor Deste Dia. Parabéns pelo site, Monica... Confiram no> http://www.finaflormonicamontone.com
La Montone no click de Patriccia Landim
Tu sei bella, bella di piu, bella come io non ho mais visto nessun'altra, solo al cinema, ma allora sei insieme a loro, ad elle che cantano, ballano e fanno la gente sorridere e piangere, ma se piangi, io piango con te... perche sono parte di questi minuti... Ah! La Canzone... Cittá delle donne, Cidade dos Sonhos... Il Corriere della Lapa é oggi, e ogni giorno, lo stesso punto misterioso: un amore, cosi subito, forza del destino, ciò che fà muovere il sole e tutte le stelle... Grazie mille, bel giorno, e tão bom estar à toa na vida querendo dar aula de italiano para a própria memória, dileta discípula, forse sorella, da emoção... E falando nisso, nada melhor do que ouvir Paolo Conte, qualquer canção, para compreender o que se diz hoje na Itália: Azzurro, il pomeriggio é troppo azzuro e lungo...
Papo com Alfredo Herkenhoff sobre livro e Jornal do Brasil
O livro Jornal do Brasil – Memórias de um secretário – Pautas e Fontes, de Alfredo Herkenhoff, foi lançado para coincidir com a data da última edição impressa do diário centenário, que desde setembro existe apenas em versão digital na internet. O livro, de 430 páginas, impresso na Zit Editora em parceria com a Talento & Expressão, empresa de comunicação e marketing do jornalista Fábio Lau. No lançamento para colegas da profissão, como aconteceu na Lapa, Rio de Janeiro, o exemplar foi comprado a R$ 40. Nas livrarias, o preço oscila entre RS 60 e R$ 70. Que história é essa de livro instantâneo? O livro é uma imitação de um jornal, desde a sua capa, quem tem o famoso L dos classificados que durante décadas marcou a primeira página do JB, também chamado Jornal da Condessa. Mas em vez de notícias recentes, Pautas e Fontes relata tempos de uma história centenária. O livro foi editado como um jornal: correria contra o relógio, tensões, troca de fotografias na última hora, risco e busca de qualidade de modo a servir também de pretexto para uma confraternização. Com quem trabalhou? Embora livro instantâneo, dois terços contemplam produção minha, solitária, em duas fases: meados dos anos 90 e entre 2004 e 2006. E a partir do anúncio do JB de adeus às bancas, em julho, esses guardados ressurgiram como uma oportunidade - muito por instigação de Fábio Lau. Nessa reta final, trabalhei direto com este colega no fechamento e na conceituação da edição, cortando e depurando textos antigos. E nas últimas três ou quatro semanas, trabalhamos direto no contato direto e ainda no telefone e no email para reunir depoimentos e selecionar manifestações de colegas sobre o fim do JB impresso em diversos meios, blogs, jornais, revistas, redes sociais. Como você dividiu os capítulos? Não dividi, não há propriamente capítulos. Há reflexões e noticias, algumas recentíssimas, outras do século 19. São cerca de 180 tópicos, reproduções, depoimentos antigos diversos. Exemplos: uma entrevista com a primeira condessa, a Regina Araújo Pereira Carneiro, a emoções recentes, como as de Wilson Figueiredo, ex-braço direito de Dr. Nascimento Brito (dono do JB), manifestando esperança de que a instituição sobreviva nessa fase 100% digital. O livro contém de reproduções de análises, como a de Alberto Dines estimando que o JB morreu sem epitáfio, a linhas chorosas, declarações de amor e saudades de dezenas de colegas. Mas também conto casos de barrigas (erros) e furos de reportagem. Casos acontecidos no JB e noutros jornais. O livro não trata o JB com vanglória, nem conta a sua história cronologicamente. São flashes, momentos pessoais, sofrimentos e rejúbilos, momentos históricos, edições extras, crises, greves, decadência. Este conjunto é permeado ainda de várias passagens de puro didatismo, livro para estudantes, assessores de comunicação e leitores em geral. Como um mosaico de uma redação, o livro faz homenagens especiais a grande nomes super premiados que passaram pelo JB, como os saudosos Oldemário Touguinhó, José Gonçalves Fontes e Araújo Neto, além de homenagens especiais aos fotógrafos vivos Evandro Teixeira e Nilton Claudino. E na última hora, pintou uma homenagem comovente a Tim Lopes: um texto que seu filho Bruno escreveu, lembrando da infância com o pai, escreveu agora em 21 de agosto. Fechamos o livro dia 22 e entregamos na segunda-feira no dia 23 de agosto.à Zit Gráfica e Editora, que prestou serviço apenas de impressão. Por que decidiu fazer o livro? Há quanto tempo vem trabalhando nele? Como já respondi, comecei há décadas e vi a oportunidade de concluir em semanas como um pretexto para reunir jornalistas que hoje atuam nos grandes meios de comunicação do Brasil. Eu já tinha experiência de livro instantâneo: Livro do Jobi (badalado bar, no Rio), que propiciou uma grande celebração da urbanidade no Leblon e levou aquele antigo boteco a se tornar um bistrô de luxo com preços proibitivos a muitos coleguinhas. O aspecto instantâneo de um livro é fórmula pouco explorada no Brasil e embute riscos e benefícios: uma publicação a jato é garantia de pequenas falhas, como as de digitação, com revisão apenas parcial sem tempo para pegar tantos descuidos, algumas falhas terríveis como datas e nomes, outras são mero exagero, mas, em contrapartida, edição instantânea é garantia de intensidade, emoção com legitimidade, livro que nasce com um marketing da comemoração em torno de uma data especial, ou de um acontecimento, bom ou ruim, mas que desperta grande interesse, seja histórico, seja social. Entre as inúmeras histórias de bastidores do JB, quais você destacaria no livro? O instante em que Pelé, de terno a gravata, abraça o repórter Oldemário Touguinhó totalmente nu, num quarto de hotel em Caracas. Rolou testemunha. O dia em que um executivo do jornal telefonou de um iate em Angra dizendo que o corpo de Ulisses Guimarães tinha sido encontrado e que o JB devia noticiar no segundo clichê na edição de domingo. O secretário Roberto Pimentel Ferreira se negou a inserir versão sem comprovação e foi aplaudido no dia seguinte. Mas na agência JB, uma repórter inexperiente (foca) acatou o furo do patrão e perdeu o emprego horas depois. Produzi, a partir de titititi de meus chefes, um diálogo que imaginei possível entre o gestor do JB e sua mais famosa colunista. Ele se surpreendendo com o pedido de demissão quando se preparava para dizer a ela que o salário seria cortado à metade. Entre os depoimentos que você colheu, quais destacaria? Há depoimentos pequenos e impactantes como o do jornalista e escritor João Máximo (autor da biografia de Noel Rosa), lembrando de um almoço com o correspondente Araújo Neto, em Roma, e dizendo que não consegue falar da morte do JB com bom humor. Há um texto denso de Nilo Dante (recordista em chefiar grandes jornais no país), que estuda a circulação dos principais diários desde meados dos anos 90, com queda generalizada. Este texto propicia reflexões sobre o futuro da mídia e do jornalismo digital a caminho da predominância nas próximas décadas. Quantos anos você trabalhou no JB? Em que período? Vinte anos em dois períodos. De 1981 a 1987. Fui redator internacional, secretário noturno, ou gráfico, copydesk da 1ª pagina etc. E de 1991 a 2005, secretário, chefe de reportagem, redator momentâneo em editorias de política, economia e esportes, em situações como Copa, eleições e pacotes anti-hiperinflação. Fui colunista do Caderno B em 2003 e depois por dois anos operei fora da redação, no marketing, editando cadernos especiais dos últimos grandes seminários promovidos pelo JB. Como avalia o fim da venda do JB em bancas? Num certo sentido, algo previsível, tiragem em queda livre.... 15 mil ao dia nos últimos meses, encalhe e falta de investimento em bons profissionais da reportagem. Vejo o caso com tristeza. Nos últimos anos, a saída de grandes nomes do JB, como Joaquim Ferreira dos Santos, Verissimo, Xexeo, Zuenir, Ancelmo e outros foi se dando passo a passo com um clima de morte anunciada no redação então apelidada de Titanic. Lembro que Carlos Drummond de Andrade dizia que não há nada mais triste ou melancólico do que a morte de um grande jornal. Ele se referia ao Correio da Manhã, que fechou em 1974 e onde trabalhou por quase 20 anos. Em seguida, o poeta trabalharia uma boa temporada no JB. Mas, a sentimento serve para qualquer grande jornal. Qual a importância do JB para o jornalismo brasileiro? O JB viveu seus anos dourados a partir de meados da década de 50 até meados dos anos 80. Uma de suas grandes marcas aconteceu no período ditatorial quando, a partir do AI5, em 1968, soube marcar posição pela redemocratização. A Maurina Dunshee de Abranches, segunda mulher do conde Ernesto Pereira Carneiro, promoveu uma revolução plástica no matutino a partir de 1956, abrigando os principais escritores e artistas do país em suas páginas. Na sua opinião, o fim do JB nas bancas é um caso isolado ou uma tendência do jornalismo do futuro? De junho de 2009 para cá, três jornais diários deixaram de ir às bancas: Tribuna da Imprensa, Gazeta Mercantil e JB. Não será isso uma tendência? O que mais, Alfredo? Conto casos de passagem envolvendo donos de jornais e chefes de redação. Mas nenhum deles denigre a honra de ninguém. O livro não é um ajuste de contas, não é nenhum Tribunal de Nuremberg da mídia carioca . O livro acima de tudo humaniza o trabalho em jornal. E sua presença na PUC nesta segunda-feira, 13 de setembro de 2010? Se deve a convite de professores com quem trabalhei no JB. Tenho um amor pelo Jornal do Brasil semelhante ao amor que tenho pela PUC, onde me formei em 1976. A propósito, eu queria pedir desculpas por ter permitido que uma frase saísse publicada na orelha deste Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes. Está dito: a leitura deste livro vale mais do que um semestre em faculdade de Comunicação. Mas não é verdade. O exagero foi apenas uma ferramenta agressiva de marketing para destacar aspectos didáticos do livro. Em respeito a milhares de estudantes e professores, mil perdões, são falhas assim que tornam um livro instantâneo um ‘mal necessário’. Mas espero sim que o livro ajude universitários a pensar no rumo profissional que estão prestes a dar em suas vidas. Por isso estamos iniciando na PUC um ciclo de debates acadêmicos sobre mídia impressa, passado e futuro, havendo já quase dez encontros pré-agendados em outras faculdades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas e São Paulo. Talvez desses encontros surja alguma novidade editorial.
Jornalista, escritor e agitador cultural, autor do livro "Jornal do Brasil - Memórias de um Secretário - Pautas e Fontes", que aborda o fim do ciclo impresso do antigo colosso da imprensa. A propósito, o livro, com 430 páginas e fotos, pode ser adquirido por aqui: basta mandar email para alfredoherkenhoff@gmail.com
No início da noite de 13 de junho no Rio
Protesto pacífico, sim, como até agora é este que está rolando neste momento na Avenida Rio Branco. Agora se uma turminha punk-louca resolve quebrar nao pode, como também não pode essa posição generalizadora, horrorosa, do Arnaldo Harbor e... Geraldo Arkmin. É tanto descalabro que a sociedade está precisando sim um pouco de rua, chega de noticia só sobre tragédia em porta de hosSalvarpitais públicos e em escolas reduzidas a frangalhos... Professore mal pagos e políticos sorridentes. Os protestos de São Paulo, Rio, Ancara e de outros menos renomados não são o que parecem. Na Turquia era por umas árvores, um parque, contra um shopping, e hoje pedem a queda do primeiro-ministro com nome de remédio. No Rio de Janeiro, não é por 20 centavos de aumento no ônibus. Em São Paulo, não é exatamente pelas motivações cariocas... O que querem, apenas ter voz? Não sei bem, mas é uma forma de autodescoberta. No Brasil são protestos contra tanta mesmice, tanta politicagem e politiqueiros e empresários mancomunados nas licitações fraudulentas... O Judiciário Jurássico.... O protesto é um pouco contra o Alckmin, que chamou todo mundo de vândalos, O protesto é contra a Folha de Sampa, com editorial hoje que é cara do Geraldo. O protesto é para ser pacífico, mas as emoções degringolam, autoridades se valem de meia dúzia de mais exaltados para reprimir em nome de verdades constitucionais como o ir e vir. O protesto exerce o direito de ir, tem que ser organizado. Quantos direitos sonegados nesses que se arvoram a defensores da ordem? Quanta corrupção? Quanto vexame! O Engenhão exibindo a múmia não dos nossos engenhos, engenhosos engenheiros mancomunados que sequer sabem calcular uma bobagem, mas o vexame é o novo Estádio do Pan-Americano exibindo a Justiça mais que cega, mumificada, encastelada em datas vênias, ninguém vai preso, só jovens... O protesto é contra os absurdos constitucionais: saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Educação é um direito de todos e um dever do Estado. Quanta mentira... Rola aí nesse FB aqui o depoimento de um jovem que se descobriu manifestante na Paulista assim de repente, do nada, mero instinto: Ei-lo: ... depoimento de um jovem que estava lá: "Depois de um dia de trabalho normal lá vou indo para casa quando vejo um grupo de pessoas sentadas no chão escrevendo em alguns cartazes e uma multidão na paulista e curioso pergunto "o que está rolando agora na paulista?" "é o terceiro ato dos protestos contra o aumento da taxa de ônibus e metro", me responde um deles. Fiquei parado por alguns segundos, achei interessante, logo, acabei me enturmando com o grupo, que acabei acompanhando no protesto. E foi assim, por curiosidade, que acabei presenciando um dia que eu nunca vou esquecer na minha vida. Vocês já devem ter lido na mídia sobre esses protestos que estão rolando na paulista, e provavelmente o que você leu lá não é verdade. Pois é, quem diria, a mídia manipulando os fatos para vender jornais, QUEM PODERIA IMAGINAR?? (sic). O protesto começou lá paras 18h00 e a galera foi seguindo da paulista até a consolação, era uma multidão de cidadãos de bem, povo honesto lutando pelos seus direitos, pacíficos. A polícia estava lá, presente, e na maioria do tempo sem causar muitos problemas, fazendo apenas o seu trabalho e de forma alguma tentando impedir o protesto. A chuva começou, e ficou MUITO FORTE. Acho que eu nunca me molhei tanto assim na vida, nem quando eu tomava banho. Mas isso não impediu aquelas pessoas de continuaram a gritarem o que já estava entalado em suas gargantas "VEM VEM PRA RUA CONTRA O AUMENTO" "SE A TARIFA NÃO BAIXAR, SÃO PAULO VAI PARAR!!!" "O MOTORISTA, O COBRADOR, ME DIZ AÍ SE SEU SALÁRIO AUMENTOU". E assim continuávamos, passamos por um túnel, fomos até a liberdade e depois um pouco para lá da praça da sé. E aí apareceu uns babacas destruindo um ônibus. Um grupo de no máximo 3 pessoas, que com certeza absoluta não tinha o apoio de ninguém do protesto. Foram vaiados, todos ali descordavam de tais atos de vandalismo. Eu cheguei em um deles e perguntei o motivo daquilo tudo e se achando na razão responderam "a gente é que paga p*rra". Acredite, ele realmente achava que estava ajudando. Estava perdido. Estava puto. Queria mudanças. Mas infelizmente não sabia como expressar. É vandalismo. É errado. E ninguém ali concordava. Sério, ninguém. O grupo saio correndo, quando percebeu a merda que fez. Uma pena mesmo é que vai sair na mídia que o protesto inteiro é vândalo por causa de uma cagada que dois ou três fazem. É triste, mas fazendo isso se vende mais jornal. Bom, mas continuamos pacificamente o protesto, as atitudes de alguns imbecis não tiraram nossa vontade de expressa PACIFICAMENTE nossa (já estou me incluindo) revolta contra o aumento da tarifa. Paramos em algum lugar que não sei exatamente onde fica, depois da sé, e ficamos sentados no chão por alguns momentos, até que a polícia, por algum motivo que não sei identificar, começou a reagir. Não sei se aconteceu alguma briga ou coisa do tipo, não vou julgar antes de ter conhecimento real do que houve. Soltaram bombas de gás de pimenta, a galera saiu correndo. Foi frustante, é uma sensação horrível, pensei que iria desmaiar naquele momento, os olhos ardendo, a garganta também. Não recomendo a ninguém. E naquele momento a manifestação perdeu a força. Alguns continuaram, e muitos foram embora (assim como eu). Sai dali pensando no que escrever. Queria contar a verdade. Queria contar o que aconteceu. O que a mídia não fala. O protesto FOI PACÍFICO SIM. As pessoas que estavam ali eram cidadãos de bem. Pessoas que são prejudicadas de verdade com esse aumento e TEM SIM O DIREITO DE PROTESTAR. Fico feliz de ter ido. De ver que minha geração não é uma geração que aceita tudo calado. Que vai para as ruas. Luta pelos seus direitos. E assim, vamos construindo um novo Brasil. Um Brasil em que o jovem tem voz e a usa. Escrevi pra caralho, mas não poderia deixar de contar o que vi."
Missa de 7º Dia em memória de Sérgio Bandarra Silveira, conhecido como Gaúcho Fotógrafo, foi realizada dia 22 de março na Igreja de Sto Antônio dos Pobres, na Rua Dos Inválidos (Na foto, Aldyr Blanc abraça Gaúcho. Click by Alfredo Herkenhoff)
boêmios da Lapa. lapa do boqueirão. lapa do desterro. lapa do folião. lapa das bocas. lapa dos becos. lapa de vacas. lapa das magras. lapa de vidro. lapa de caco. lapa de baco. lapa do barraco. lapa que eu berro. lapa é boi voador. lapa do aterro. lapa do calor. lapa da carmelita. lapa de boquita. lapa do semente. lapa fenda de pedra. lapa de carne quente. lapa da pedra lascada. lapa de palinhas. lapa de lapadas. lapa exposta em postas. lapa exposta em postais. lapa exposta em lapas. lapa de toda gente. lapa de florisbela. lapa de chapéu, costume, lapela. lapa sebastiana. boêmios do capela. guarda napo da lapa. pelas lapas da vida. traga uma lapada em cada naco de lapa. cada lapa de coxa. na lapa em pêlo. eu lapo tulipa tu lapas noturno ele lapa memória nós lapamos um grito vós lapais um suspiro eles lapinham um cabrito. todos lapianos da gema. lapeiros inteligentes. pelas lapas da vida. pela via única da lapa antiga. no mapa da lapa. mario largo da lapa de malandros e otários e de ateus e crentes, de indiferentes à toa. lapa da coisa boa. bê é bom beber melhor caninha nos arcos da lapa. conheci mariazinha
Publicações de setembro de 2009 neste Correio da Lapa
Da esq p/ dir: Evandro Lima, grande harmonia no violão; Kelson Montagna, letrista e quatro vezes campão, em parceira com Beto Monteiro nos sambas do Bloco das Carmelitas; Claudinho Guimarães, banjo e voz, parceiro de Meriti e outros e emplacando sucessos com Zeca: A Gira Girou. Beto, de branco, deixou o chapéu sobre a mesa - Foto Correio da Lapa
Pão de Açúcar no além-teto do Iate Clube
Esta é uma das 2 mil imagens quase todas clicadas no segundo semestre de 2004, todas mostrando o Pão de Açúcar a partir do Bairro de Botafogo - Veja outras do rochedo espalhadas por este Correio da Lapa
Pão de Açúcar pós-jardim
Perca um tempinho evitando distrações e observe as cores e as flores - Foto de Alfredo Herkenhoff
COLEÇÃO PÃO DE AÇÚCAR
Cajueiro na Praia de Botafogo, foto tirada quase ao meio-dia - By Alfredo Herkenhoff
MAIS PÃO DE AÇÚCAR PRA SEMPRE
Pedras na Praia de Botafogo, uma obra - By Alfredo Herkenhoff
COLEÇÃO PÃO AÇUCAR ETERNO
Vista da janela da Livraria Siciliano no Botafogo Praia Shopping - By Alfredo Herkenhoff