sexta-feira, 29 de maio de 2009
Coreia do Norte, mares, montanhas e vales
A Coreia é uma península de 1 100 km de extensão. A Oeste fica Mar Amarelo (Mar Oriental) e a baía da Coreia. A leste, o Mar do Leste, ou do Japão. Ao Sul, o chamado Estreito da Coreia e o Mar da China Meridional, que os coreanos chamam Mar do Sul. O Norte, com montanhas, colinas e vales, fica o famoso Rio Yalu, que separa o país da China, região da Manchúria. O clima é temperado, chuvas fortes no verão. A capital e maior cidade da Coreia do Norte é Pyongyang, e as outras cidades importantes são Kaesong no sul, Sinuiju no noroeste, Wonsan e Hamhung no leste e Chongjin no norte.
Coreia do Norte depende totalmente da China
A Coreia do Norte tem uma economia planificada de estilo soviético. As relações com o exterior são mínimas. O país recebe ajuda alimentar da ONU. Relatos de melhoras económicas estão associadas às novas alianças estratégicas e a incrementação das transações com a China. Hoje,80% da energia e 20% dos alimentos são procedentes da China. As principais atividades são a indústria pesada e a agricultura. Contudo, após o erosão da União Soviética, e depois de más colheitas sucessivas, a economia parou de crescer. A Creia registra casos de fome mesmo.
Coreia é budista, cristã, Confúcio e confusão
Coreia, poema da cultura, ainda usa herióglifos...
A cultura contemporânea da Coreia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coreia do Norte em 1948. Os coreanos são aptos a desenvolver uma cultura única, enquanto adotam e influenciam culturas vizinhas por
3.000 anos. A população da Coreia do Norte é uma das populações mais homogêneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita
coreano, chamado Hangul, foi inventado no século XV pelo rei Sejong, o Grande para substituir o sistema de caracteres chineses, conhecidos na Coreia como Hanja, que já não estão em uso oficial no Norte. A Coreia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.
A Coreia tem uma herança budista e confucionista, com comunidades
cristãs e do Chondogyo tradicional (a "Via Celeste"). Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, era o centro de atividade cristã antes da Guerra da Coreia.
A cultura contemporânea da Coreia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coreia do Norte em 1948. Os coreanos são aptos a desenvolver uma cultura única, enquanto adotam e influenciam culturas vizinhas por
3.000 anos. A população da Coreia do Norte é uma das populações mais homogêneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita
coreano, chamado Hangul, foi inventado no século XV pelo rei Sejong, o Grande para substituir o sistema de caracteres chineses, conhecidos na Coreia como Hanja, que já não estão em uso oficial no Norte. A Coreia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.
A Coreia tem uma herança budista e confucionista, com comunidades
cristãs e do Chondogyo tradicional (a "Via Celeste"). Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, era o centro de atividade cristã antes da Guerra da Coreia.
Juíizes de Brasilia não cassam governador barriga verde
O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), soltou foguete momentos depois da absolvição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Escapou da cassação. Mesma sorte não tiveram os governadores da Paraíba e do Maranhão. Agora só há mais quatro governadores ameaçados de degola pelos magistrados transformados em poder executivo maior. Será que os juízes do Supremo e do Superior - são quase os mesmos nomes - passaram a andar nas ruas? Estão lendo jornais não vinculados?
O Correio da Lapa condena sumariamente, sem fazer juízo, sem entrar no mérito, a decisão desses juízes de sair cassando governadores como se fossem criminosos, ou passarinhos ingênuos que cometeram erros durante eleição de quase três anos atrás. A cassação de Cassio e Jackson é um escândalo mais da Justiça do que da política assistencialista dos cheques-famílias, prática geral, do ex-Anthony Garotinho ao presidente Lula.
Seis dos sete ministros votaram contra a cassação do mandato de Luiz Henrique. A exceção ficou por conta do presidente da casa, Ayres Britto. Segundo o tribunal, não houve abuso de poder político e econômico por parte do governador. A coligação Salve Santa Catarina (PP/PMN/PV/Prona), que propôs o recurso, ameaça recorrer da decisão. E aí, é o Supremo que cassa e envergonha milhões de honestos eleitores.
O Correio da Lapa condena sumariamente, sem fazer juízo, sem entrar no mérito, a decisão desses juízes de sair cassando governadores como se fossem criminosos, ou passarinhos ingênuos que cometeram erros durante eleição de quase três anos atrás. A cassação de Cassio e Jackson é um escândalo mais da Justiça do que da política assistencialista dos cheques-famílias, prática geral, do ex-Anthony Garotinho ao presidente Lula.
Seis dos sete ministros votaram contra a cassação do mandato de Luiz Henrique. A exceção ficou por conta do presidente da casa, Ayres Britto. Segundo o tribunal, não houve abuso de poder político e econômico por parte do governador. A coligação Salve Santa Catarina (PP/PMN/PV/Prona), que propôs o recurso, ameaça recorrer da decisão. E aí, é o Supremo que cassa e envergonha milhões de honestos eleitores.
Sarney, auxílio-moradia ou humanidade vilipendiada?
Sarney pede desculpa e diz que vai devolver auxílio-moradiaDeu no site da Veja:
Mesa diretora confirma erro que beneficiava 42 parlamentares desde 2002; presidente do Senado negava que tinha recebido quantia
Da Redação, com Agência Brasil
O presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) se desculpou por ter informado que não recebia um auxílio-moradia irregular de R$ 3,8 mil desde 2002 e disse que já determinou a devolução do dinheiro. O pedido aconteceu depois que a Mesa Diretora do Senado confirmou a informação nesta quinta-feira (28). Além de Sarney, outros 41 parlamentares receberam o benefício.
Revista Veja investiga o poder do clã Sarney
O pagamento do auxílio-moradia foi abolido em 2002, mas por um erro administrativo alguns parlamentares continuaram recebendo a quantia. Sarney se defendeu dizendo que não sabia que estava recebendo o auxílio em sua conta. “Eu nunca requeri isso e tinha a impressão de que não estava recebendo esse auxilio. Portanto, dei uma informação errada e peço desculpas”, disse o senador nesta quinta-feira.
Além de Sarney, a Mesa Diretora vai analisar o caso de outros dois senadores que recebiam o benefício por ocupar imóveis funcionais. São eles: Gilberto Goelner (DEM-MT) e João Pedro (PT-AM). A 2ª vice-presidente do Senado, Serys Slhessarenko (PT-MT), garantiu que os três parlamentares vão devolver os recursos aos cofres da Casa, em parcelas descontadas na folha de pagamento.
Nota deste blog-jornal CdL:
3.800 reais por mês de auxílio que não se nota nem se anota dá a bagatela de 45 mil e 600 reais por ano? E em 7 anos?
Em sete anos, deixemos os quebrados meses de 2009 pra lá, o auxílio-moradia dá, sem correção de juros superpostos, a bagatela de trezentos e quinze mil reais...
Esta mixaria não faz falta nem ao valoroso Estado do Amapá, que o nobre maranhense Sarney tão bem representa. Mas voltemos ao rés do chão da vergonha nacional: você esqueceria de ter recebido certinho mais de trezentos mil reais?
Não sabemos se é este o valor, se quanto exatamente cada senador continuou a receber o auxílio-moradia, afinal é tanta dificuldade para se conseguir uma casa própria neste Brasilzão, não é mesmo?
Então vamos confiar na palavra do honrado presidente do Senado, cargo que também significa presidente do Congresso, quando de reuniões conjuntas das duas casas, e ainda confere status na linha de sucessão emergencial do supremo mandatário do Planalto. Pela ordem, salvo engano, é o vice Alencar, o presdiente da Câmara, do Suporemo e, pimnba, do Amapá
Meu Santo Antonio, meu São Benedito
Mas será o Benedito? Quem? Aquele santo escravo negro da Sicília importando violência de máfia traficante de gente da África. Pois mesmo liberto por seu amo abastado, Benedito fez voto de pobreza e deu exemplo de libertação individual. Ele mostrou que não era nada livre diante do acúmulo de injustiça contra a humanidade vilipendiada.
Hugo Chávez e meninas das quartas-feiras do Jo
O escritor peruano Mario Vargas Llosa, primo da querida Nelida Piñon, advertiu: A Venezuela caminha para a ditadura. Quanta esperança...! Já chegou lá. O escritor peruano ficou retido por uma pequena eternidade bolivariana no Aeroporto Internacional de Caracas, quando foi avisado: tu tá lascado, aqui é igual à Coreia.
Gasta duas, quase três horas para botar no Correio da Lapa uma reflexão que não bota, e não vai botar, reflexão sobre a crise da bomba boba da sociedade pobre da coreia comunista querendo encarar a democracia problemática, porém rica, a mais rica, a americana de todos os povos unidos, ou subjugados pelo menos pior dos poderes republicanos.Hugo bota culpa no Zezinho, mas não existe espaço para críticas em Caracas, o espaço da liberdade é visto lá como algo escroto. Intelectuais amigos do escroto também são nomes que não se repetem na esperança de não ser. Amigos gostam de Hugo Chávez no sentido emblemático da afronta de todo pobre bravo que topa encarar, mas nada disso funciona, é como Papai Noel, é como a mentira que não planta repolho, prefere comprar repolho na vizinha Colômbia ou em Miami.
Escrever o que pensa não é fácil. Arruma inimigos hoje entre amigos queridos. Chávez é menos da metade da metade da metade do desprezo pela mentira social que ele representa diante da tristeza do voto ameaçado sem direito a se expressar.
Chávez, no coração das favelas de Caracas, é a incompetência de quem promete riqueza e não entrega nada, nem a própria realidade de quem não colhe tomates.
Chávez tem a cara típica de quem diz esperanças sonhadoras a colegas que ainda acreditam no seu semblante de democracia, aquele semblante que não respeita o mínimo elementar da sua própria ignorância, aquela cara de general-tenente que vai produzir riqueza irrigando mendicância.
Chávez, apesar dos mimos do querido presidente Lula, mimos diplomáticos, nada além disso, é a própria cara... Você está para a América Latina como o caos está para o caos. O escatológico para o escatológico. Você é a latrina da verdade que ninguém tinha coragem de dar a descarga da mentira. Você fala palavras bonitas e tem gente que acredita que é amor. A História tem certeza de que não são palavras de ódio. Ainda assim, não são palavras confiáveis. Afinal, já condenaste a Coreia pela bomba nuclear, ou está matutando meios para comprar um cabeção H1N1 a fim de obrigar o Brasil e a Argentina a sentirem vergonha do extremo norte do Cone Sul?A oposição, como palavra até exagerada, acredita que, na verdade do fundo do democracia Chávez é apenas um conjunto de votos, não merece punição. A oposição acredita que Chávez acredita na própria interpretação. Mas toda interpretação precisa de outras. Chávez, em sua santa estupidez, é inimputável. Chávez é uma espécie de Evo Morales com petróleo.
Ambos os corações são líderes politicamente inimputáveis... O petróleo do mundo, que é o mesmo da Venezuela, tem vários lados e preços. O carbono é um bem finito, e por ser escasso, teria de ficar mais caro e, quando fica menos caro, a culpa recai sempre sobre a politicagem, culpa do imperialismo... Em junho passado, o barril foi a 150. Em junho dese ano, vai a 55.
Ler a Newsweek ou o Correio da Lapa. Não acreditar sempre nas meninas das quartas-feiras do Jõ. Se fosse sério, elas seriam das quintas-feiras. Homens se deixam usar enquanto jornalismo feminino? As meninas do vôlei, as meninas do basquete! Ora Navratilova...
O petróleo nunca em quase 150 anos de sua massificação sustentou aumento vertiginoso de preço por muito tempo. O que é essencial é a energia, não o petróleo. O preço é acomodado pela eficiênica, pela tecnologia, pelas alternativas. Petróleo nunca aumentou de preço afora em momentos pontuais de crise engendrada por outras circunstâncias não energéticas, como guerras, revoltas de povos em meio a discriminações sociais, raciais, econômicas e culturais.
O petróleo está cada vez mais barato, e a cada sobressalto nas cotações o mercado engendra alternativas: 96% da lâmpada dentro de casa da França fica acesa com a queima de urânio, provém da energia gerada via reação atômica.
O que dizer, além de dormir? Dizer verdades? Ler a Newsweek dos especuladores israelitas... Ler a teia à toa na vida. A ideia de que a energia carbônica finita vai acabar por não ser renovável tem se prestado a enganar massa de consumidores. Mas a oferta de energia jamais viveu de fantasia...
Os experts nem discutem a realidade da burocracia brasileira, estatal e midiática: tem petróleo para mais 100 anos no mínimo, mesmo com o planeta registrando crescimento de PIB numa escala chinesa desses últimos anos. Toda vez que o mercado se enerva, a tecnologia oferece alternativas.
Jamais na história da televisão um número tão alto de jornalistas pontificou absurdos tão vulgares sobre energia e futuro.
Petróleo, energia barata para sempre era mais ou menos o título da capa da Newsweek... Lula presidente da Petrobras. Impostos.
Hugo Chávez, uma barata golpista na história. Mário Vargas, um homem de sucesso nas letras. Na política, é candidato fracassado a príncipe sociólogo do Peru. Graças a Deus não deu certo. Melhor que o peruanop-catlão delire no Aeroporto de Caracas, sabe que lá é pista para a burguesia comentar: até quando Chávez vai continuar brincando de imperador? Rei das favelas da América Latina, Rei da fanfarronice, Rei das ideologias do século morto e assassino, século 20, o mais cruel e guloso, dinossauro que se alimenta de mentiras para vomitá-las, palhaço das perdidas ilusões, século 20, você tem cara de Hugo.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Beto Monteiro, samba e MPB, show e camisinha
Beto Monteiro fez show na noite passada na Casa Céu Aberto, na Rua do Lavradio, coração da Lapa. Na foto, Beto Monteiro aparece no meio e brinca de inventar brincos de camisinha de Vênus nas orelhas amigas da boemia... O clique mais uma vez é deste Correio da Lapa, click by Alfredo Herkenhoff, com a ressalva: a imagem é um pouco antiga, mas o que é antigo hoje na Lapa de sempre ou de outrora?Sobre o show, Beto conta as impressões: "Foi ótimo cantar na noite passada. Enquanto tem um monte de gente por aí só falando de bomba nuclear na Coreia e gripe suína, cantei pra setenta pessoas mais ou menos na maior tranquilidade. O show de ontem foi mais um na minha vida, tão importante quanto o primeiro, tão simples como o mais luxuoso que quero fazer no futuro. Cantei um pouco dos sambas e boleros que compus, e componho, alguns em parceria, e cantei também alguns clássicos de Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Chico Buarque, Wilson Batista e Tom Jobim".
Quem quiser contratar Beto Monteiro, que já cantou em Sampa, Brasília, Paraíba, Minas Geais, Espírito Santo, Belém do Pará, Itália, França, Peru e Chile, entre outros rincões, é só telefonar. O artista franqueia o acesso do celular 021. 98-03.2869
Com Beto na noite passada se aprsentaram instrumentistas de primeiro time, craques como José Pité, Henry Lentino, Alexandre Maionese, Jaburu e Adriano do Baixo. Só feras.. Quem quiser ver e ouvir um pouco mais de Beto, o endereço no My Space é >
myspace.com/betomonteiro
Europa Urgente. Estupro da ultima terrorista irlandesa - Literatura? Conto?
Totalmente nua, sorridente, revirando olhos grandes e azuis, balançando o cabelo com um natural mix blond pleno de mechas, algumas já brancas pela idade balzaquiana, outras ruivas, numa sensualidade tórrida, pele alva exalando desejos de prazeres tropicais, e era ela apenas um conjunto de política de virilhas, um esplendor de formas e pelame com a marca irlandesa, a mais radical comunista católica pedindo penetração anal ao grupo de homens que a torturava, num delírio depois de derrotada a sua última célula de guerrilha das ruas pós-modernas de uma Belfast em paz no século 21.
Feita prisioneira temporã por sonhar, por lutar no afã de ressuscitar o Ira, o grupo armado, sozinha numa solitária, sessão que nem o Marquês de Sade ousara imaginar para a mais beata das freiras, ela estava também capturada por uma convicção própria: iludir as dores pedindo aos algozes gozo e que também gozassem, que fizessem de seu corpo de mulher um teatro de operações na última guerra suja da província britânica, e que a magnificência exuberante de suas carnes femininas e generosas fosse fruída como economia farta, socialismo partilhado de fato na vitória do mercado em crise financeira neoliberal global, e que a sua condição de fêmea fosse mera geografia animal para o instinto macho, achando-se ela pronta para receber todos os obuses do tráfico e drillers da exploração off shore já inútil no Mar do Norte. E que embutissem nela os erros eróticos dos vencedores em suas ambições desmedidas de não apenas derrotar ou vencer, mas subjugar física e mentalmente a ousadia de sonhar com uma velha liberdade cristã, sonhar com aqueles preceitos de amor e caridade para unir toda a humanidade independente dos ritos das religiões rivais.
Nesta sua última luta para se salvar não como mulher, não salvação individual, mas como salvação da própria fé, na undécima hora da execução iminente, a mix blond ruiva mais bonita e terrorista acima do Canal da Mancha tentou um inédito recrudescimento de instintos de fornicação procriativa, qual macaca traindo o chefe do grupo, buscando o sêmen de todos da ninhada policial quase ao mesmo tempo.
Nesta busca da última tacada na caçapa da memória do desdém, a última prisioneira-membro do Exército Republicano Irlandês sonhou, ao primeiro penetrar dos cinco homens na fila, que ao primeiro orgasmo os outros quatro aguardando morreriam, e o prédio em que estavam todos desabaria, porque ela, abençoada na doação final, explodiria como uma supergranada, uma bomba em que fora recém-transformado o seu ventre por desígnios de Cristo.
O desprezo de si própria assumido por ela pela oferta de estupro anal em série se transformaria numa redenção do suicídio, longe dela qualquer sentimento de eutanásia ou defesa de sacrifício político como o velho martírio religioso. Era apenas uma tática de guerra, porque apesar da extrema solidão, a última guerrilheira da Irlanda não se achava só e sonhava que a vitória estava mais próxima dos corações do que as notícias mentirosas estavam da razão ou dos olhos dos leitores de Belfast.
Nada saiu no jornal.

Fim
Esta crônica pornotática foi perpetrada como um conto vertiginoso, um instantâneo, 15 minutos no amanhecer de uma quinta-feira no Rio de Janeiro, por Alfredo Herkenhoff
Feita prisioneira temporã por sonhar, por lutar no afã de ressuscitar o Ira, o grupo armado, sozinha numa solitária, sessão que nem o Marquês de Sade ousara imaginar para a mais beata das freiras, ela estava também capturada por uma convicção própria: iludir as dores pedindo aos algozes gozo e que também gozassem, que fizessem de seu corpo de mulher um teatro de operações na última guerra suja da província britânica, e que a magnificência exuberante de suas carnes femininas e generosas fosse fruída como economia farta, socialismo partilhado de fato na vitória do mercado em crise financeira neoliberal global, e que a sua condição de fêmea fosse mera geografia animal para o instinto macho, achando-se ela pronta para receber todos os obuses do tráfico e drillers da exploração off shore já inútil no Mar do Norte. E que embutissem nela os erros eróticos dos vencedores em suas ambições desmedidas de não apenas derrotar ou vencer, mas subjugar física e mentalmente a ousadia de sonhar com uma velha liberdade cristã, sonhar com aqueles preceitos de amor e caridade para unir toda a humanidade independente dos ritos das religiões rivais.
Nesta sua última luta para se salvar não como mulher, não salvação individual, mas como salvação da própria fé, na undécima hora da execução iminente, a mix blond ruiva mais bonita e terrorista acima do Canal da Mancha tentou um inédito recrudescimento de instintos de fornicação procriativa, qual macaca traindo o chefe do grupo, buscando o sêmen de todos da ninhada policial quase ao mesmo tempo.
Nesta busca da última tacada na caçapa da memória do desdém, a última prisioneira-membro do Exército Republicano Irlandês sonhou, ao primeiro penetrar dos cinco homens na fila, que ao primeiro orgasmo os outros quatro aguardando morreriam, e o prédio em que estavam todos desabaria, porque ela, abençoada na doação final, explodiria como uma supergranada, uma bomba em que fora recém-transformado o seu ventre por desígnios de Cristo.
O desprezo de si própria assumido por ela pela oferta de estupro anal em série se transformaria numa redenção do suicídio, longe dela qualquer sentimento de eutanásia ou defesa de sacrifício político como o velho martírio religioso. Era apenas uma tática de guerra, porque apesar da extrema solidão, a última guerrilheira da Irlanda não se achava só e sonhava que a vitória estava mais próxima dos corações do que as notícias mentirosas estavam da razão ou dos olhos dos leitores de Belfast.
Nada saiu no jornal.

Fim
Esta crônica pornotática foi perpetrada como um conto vertiginoso, um instantâneo, 15 minutos no amanhecer de uma quinta-feira no Rio de Janeiro, por Alfredo Herkenhoff
Direitos Humanos mais massacrados na crise mundial
Deu no Jornal de Negócios, de Portugal, com lusofonia, Sotaque News e tudo mais, incluindo a crescente resistência dos gajos da Terrinha à reforma grafológica da lusofonia:
Diz Amnistia Internacional
Problemas económicos impulsionam crise nos direitos humanos
Os problemas económicos globais estão a contribuir para o alastrar de uma crise nos direitos humanos, alerta a Amnistia Internacional no relatório anual de 2009: O Estado dos Direitos Humanos.

Os problemas económicos globais estão a contribuir para o alastrar de uma crise nos direitos humanos, alerta a Amnistia Internacional no relatório anual de 2009: O Estado dos Direitos Humanos.
“A recessão económica agravou os abusos, dispersou a atenção sobre eles e criou novos problemas”, disse a secretária geral da AI, Irene Khan, num comunicado citado pela CNN.
“Em nome da segurança, os direitos humanos foram pisados. Agora, em nome da recuperação económica estão a ser relegados para o banco de trás”.
A responsável diz que há “milhões de pessoas a sofrer de insegurança, injustiça e indignidade”.
“A crise é sobre falta de comida, emprego, água limpa, terra e casas, e também sobre deprivação e discriminação, crescimento desigual, xenofobia e racismo, violência e repressão em todo o mundo”.
A Amnistia enumerou os principais focos de problemas, destacando a subida dos preços alimentares e o consequente aumento da fome e doenças.
Endereço da fonte alimentadora deste Correio da Lapa>
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=370238
Falta tudo: emprego, água limpa, casa. Sobra tudo: discriminação, crescimento desigual, xenofobia, racismo, violência e repressão..
Diz Amnistia Internacional
Problemas económicos impulsionam crise nos direitos humanos
Os problemas económicos globais estão a contribuir para o alastrar de uma crise nos direitos humanos, alerta a Amnistia Internacional no relatório anual de 2009: O Estado dos Direitos Humanos.

Os problemas económicos globais estão a contribuir para o alastrar de uma crise nos direitos humanos, alerta a Amnistia Internacional no relatório anual de 2009: O Estado dos Direitos Humanos.
“A recessão económica agravou os abusos, dispersou a atenção sobre eles e criou novos problemas”, disse a secretária geral da AI, Irene Khan, num comunicado citado pela CNN.
“Em nome da segurança, os direitos humanos foram pisados. Agora, em nome da recuperação económica estão a ser relegados para o banco de trás”.
A responsável diz que há “milhões de pessoas a sofrer de insegurança, injustiça e indignidade”.
“A crise é sobre falta de comida, emprego, água limpa, terra e casas, e também sobre deprivação e discriminação, crescimento desigual, xenofobia e racismo, violência e repressão em todo o mundo”.
A Amnistia enumerou os principais focos de problemas, destacando a subida dos preços alimentares e o consequente aumento da fome e doenças.
Endereço da fonte alimentadora deste Correio da Lapa>
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=370238
Susan Boyle unt Maísa Silva - Pega Geral

Separadas ao Nascer?
Sim, à esquerda, a nossa Shirley Temple, a menina “prodígio” Maísa Silva, que foi proibida pela Justiça de contracenar com Silvio Santos; à direita, a excepcional cantora antimodelo Susan Boyle, escocesa que surgiu para o Mundo semanas atrás num concurso de calouro em Londres e bombou no Youtube.
Sim, à esquerda, a nossa Shirley Temple, a menina “prodígio” Maísa Silva, que foi proibida pela Justiça de contracenar com Silvio Santos; à direita, a excepcional cantora antimodelo Susan Boyle, escocesa que surgiu para o Mundo semanas atrás num concurso de calouro em Londres e bombou no Youtube.
Nota do CdL - O achado deste Pega Geral da genética atemporal tem como fonte a Coluna do Zé Simão da Folha, o lídimo emblema das nossas macaquices na mídia. E o Correio da Lapa, o que é, senão a média da mídia? Agradecimentos deste blog-jornal ao coleguinha cinéfilo J. C. Silva, dono deste pedaço e que, hoje, ganha aqui um parabéns de público Tk you, Mister J. C Silva and Mister Zé Simão (By Alfredo)
Pega Geral – Por J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapaquarta-feira, 27 de maio de 2009
CPI? A pizza não é a Petrobras. Coluna do Alfredo (1/11)
Hoje consome hoje, viva o consumo
Sobre o que rola em 27 de maio de 2009 - 1ª parte - 1/11
By Alfredo Herkenhoff
CPI da CPI
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, avisou: a base aliada do governo Lula ia querer mesmo os dois cargos principais da CPI da Petrobras (relatoria e presidência). Na semana passada, o Correio da Lapa avistou esta má intenção em reportagem do excelente jornal gaúcho Zero Hora e, imediatamente, reverberou a possibilidade no rolo noticioso, este nosso pergaminho digital.
No domingo, na Band TV, o senador do PTB Fernando Collor, já confirmado na CPI, disse, durante candente defesa do presidente Lula, que a tradição da Casa devia ser mantida na comissão. Governo, com oito nomes entre os 11 da CPI, devia escolher se pegava a presidência ou a relatoria. Querendo os dois cargos, a pizza fica pronta mais depressa. A Pizza não é a Petrobras. A pizza somos nós. A oposição eleitoreira vai de ACemizinho e mais dois... Não vão encontrar nada na mais querida empresa brasileira. A estatal não pode parar por causa de papagaios de pirata querendo antecipar a campanha eleitoral em seis meses. Mas vamos ter de consumir muita papagaiada.
Viva o consumo de qualidade, de excelência. A seguir, uma série de fatos cotidianos abordados sob a ótica de consumir é tudo, ideologia anticonsumo, nada... Tipo:
Cachorrinho pequinês extinto ou ameaçado de extinção?
Coreia do Alto separada da Coreia do Baixo pelo Muro Invisível de Pequim
Tom Jobim consumia amor e questionava: existe mar de esquerda e de direita?
O alto poder aquisitivo da economia cor de rosa gasta em nome de uma obsessão: mamãe
E muito mais...
Continua pergaminho abaixo, desenrole-o...
Sobre o que rola em 27 de maio de 2009 - 1ª parte - 1/11
By Alfredo Herkenhoff
CPI da CPI
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, avisou: a base aliada do governo Lula ia querer mesmo os dois cargos principais da CPI da Petrobras (relatoria e presidência). Na semana passada, o Correio da Lapa avistou esta má intenção em reportagem do excelente jornal gaúcho Zero Hora e, imediatamente, reverberou a possibilidade no rolo noticioso, este nosso pergaminho digital.
No domingo, na Band TV, o senador do PTB Fernando Collor, já confirmado na CPI, disse, durante candente defesa do presidente Lula, que a tradição da Casa devia ser mantida na comissão. Governo, com oito nomes entre os 11 da CPI, devia escolher se pegava a presidência ou a relatoria. Querendo os dois cargos, a pizza fica pronta mais depressa. A Pizza não é a Petrobras. A pizza somos nós. A oposição eleitoreira vai de ACemizinho e mais dois... Não vão encontrar nada na mais querida empresa brasileira. A estatal não pode parar por causa de papagaios de pirata querendo antecipar a campanha eleitoral em seis meses. Mas vamos ter de consumir muita papagaiada.Viva o consumo de qualidade, de excelência. A seguir, uma série de fatos cotidianos abordados sob a ótica de consumir é tudo, ideologia anticonsumo, nada... Tipo:
Cachorrinho pequinês extinto ou ameaçado de extinção?
Coreia do Alto separada da Coreia do Baixo pelo Muro Invisível de Pequim
Tom Jobim consumia amor e questionava: existe mar de esquerda e de direita?
O alto poder aquisitivo da economia cor de rosa gasta em nome de uma obsessão: mamãe
E muito mais...
Continua pergaminho abaixo, desenrole-o...
Nuclear Asia - Coreia. O Muro Invisível de Pequim
Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (2/11)
Neguinho solta a bomba A e ainda fica tirando onda. A Coreia de Cima disse que se a Coreia de Baixo ficar de gentilzinha com Barack Obama, participando eventualmente de uma força-tarefa naval, com barcos rastreando o litoral comunista, que preste atenção: a capital Pyongyang foi bem clara ao advertir Seul: isto equivalerá a uma declaração de guerra. Os coreanos de cima não querem consumir paz com os coreanos de baixo. Em cima eles reativaram hoje a fábrica de plutônio - e eles já posseum o combustível de urânio adulterado para produzir uns 10 ou 12 artefatos tamanho Hiroshima. Eles adoram a Bomba Boba, cultuam a pobreza arrogante.
Já no Sul, existem boas escolas, boas universidades, mercado pujante, dinâmica e medo. Ah! O Paralelo desmilitrizado, qual é o numero dele mesmo? 49? Ou 51? Sim, aquela faixa de ninguém, terra onde se ergue o Muro Invisível de Pequim. Se cortarem o arame farpado, retirarem as minas terretres sob a neve no inverno, assistir-se-á a uma enxurrada de saudades. São parentes separados pelo ódio ao mercado, ao consumo, pelo ódio à emoção, pelo ódio às diferenças, tudo o que o Sul aprendeu a gostar, trabalhando, vendendo, vivendo, consumindo, chorando e sentindo muita saudade do Nordeste deles, um território árido, um comunismo sem direito nem a caminhão pau-de-arara, apenas comunismo com mísseis de curto alcance, arma que só serve para eventualmente matar irmãos coreanos e irritar um Japão guarnecido pelos Estados Unidos.
O Muro Invisível de Pequim impede abraços. Ninguém do Sul quer morar no Norte. Mas pressente-se um estouro da boiada vermelha, como na antiga República Democrática Alemã, a RDA comunista, que não tinha nem banana nem Coca Cola. Tinha só ideologia e o famigerado Muro Concreto de Moscou separando saudades em Berlim, o coração da ópera bufa europeia.
Neguinho solta a bomba A e ainda fica tirando onda. A Coreia de Cima disse que se a Coreia de Baixo ficar de gentilzinha com Barack Obama, participando eventualmente de uma força-tarefa naval, com barcos rastreando o litoral comunista, que preste atenção: a capital Pyongyang foi bem clara ao advertir Seul: isto equivalerá a uma declaração de guerra. Os coreanos de cima não querem consumir paz com os coreanos de baixo. Em cima eles reativaram hoje a fábrica de plutônio - e eles já posseum o combustível de urânio adulterado para produzir uns 10 ou 12 artefatos tamanho Hiroshima. Eles adoram a Bomba Boba, cultuam a pobreza arrogante.
Já no Sul, existem boas escolas, boas universidades, mercado pujante, dinâmica e medo. Ah! O Paralelo desmilitrizado, qual é o numero dele mesmo? 49? Ou 51? Sim, aquela faixa de ninguém, terra onde se ergue o Muro Invisível de Pequim. Se cortarem o arame farpado, retirarem as minas terretres sob a neve no inverno, assistir-se-á a uma enxurrada de saudades. São parentes separados pelo ódio ao mercado, ao consumo, pelo ódio à emoção, pelo ódio às diferenças, tudo o que o Sul aprendeu a gostar, trabalhando, vendendo, vivendo, consumindo, chorando e sentindo muita saudade do Nordeste deles, um território árido, um comunismo sem direito nem a caminhão pau-de-arara, apenas comunismo com mísseis de curto alcance, arma que só serve para eventualmente matar irmãos coreanos e irritar um Japão guarnecido pelos Estados Unidos.O Muro Invisível de Pequim impede abraços. Ninguém do Sul quer morar no Norte. Mas pressente-se um estouro da boiada vermelha, como na antiga República Democrática Alemã, a RDA comunista, que não tinha nem banana nem Coca Cola. Tinha só ideologia e o famigerado Muro Concreto de Moscou separando saudades em Berlim, o coração da ópera bufa europeia.
Tom Jobim amoroso consumia amor

Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (3/11)
Declaração puxa declaração. Tom Jobim indagou uma vez a alguns amigos de esquerda: vocês vão me desculpar, mas existe mar de esquerda? Existe mar de direita?. É... O litoral da Coreia do Norte não é comunista. O que existe lá é um maremoto mental na cabeça mitocondricamente ideológica dos dinossauros atômicos garantidos por Pequim. A novidade neste nada de novo sob o sol é a degradação ambiental. Mas aquela conversa de não existir mar comunista remete a esses caráteres especiais como o Maestro Brasileiro de Almeida, como o mineiro Otto Lara, ou o capixaba Rubem Braga numa característica comum: personalidades maravilhosas que sem esforço são admiradas por todo o espectro ideológico. Comunistas, guerrilheiros, artistas e generais na democracia ou ditadura gostavam e gostam e gostarão sempre de tipos sensíveis como esses três saudosos brasileiros.
Consumo de radicais livres na Coreia do Norte tem apoio dos vizinhos do Norte
Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (4/11)
A China condena os testes com bomba nuclear da Coreia do Norte, mas não paralisa o comércio deste país, banca o baixo consumo dos radicais livres da penúltima ditadura marxista que agora ameaça entrar em guerra com os irmãos de baixo. Ditaduras muçulmanas e as tribais na África quase não contam.....
A China condena os testes com bomba nuclear da Coreia do Norte, mas não paralisa o comércio deste país, banca o baixo consumo dos radicais livres da penúltima ditadura marxista que agora ameaça entrar em guerra com os irmãos de baixo. Ditaduras muçulmanas e as tribais na África quase não contam.....
Pequinês não se consome e some.Extinção do cão
Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (5/11)
Falando em Pequim, o cachorro pequinês não está mais ameaçado de extinção em Copacabana. Está oficialmente extinto por constatação jornalística do Correio da Lapa. A raça, que era um must, que era moda nos anos 60 na Princesinha do Mar, hoje, sumiu.
Não tem mais pequinês fazendo cocozinho nas pedras portuguesas das calçadas. Hoje o pit bull está proibido de procriar na Inglaterra. E no Brasil os jovens lutadores que passeiam com pit cães ao lado de suas bicicletas já estão envelhecendo, desmentindo a máxima roqueira de juventude eterna, for ever young. Em compensação, haja poodle... Caraca! Como tem poodle no calçadão! Pelo menos os donos desses cãezinhos não deixam a titica no chão, levam kit “des-resfeição” e limpam o lugar. Viva o século 21!
Falando em Pequim, o cachorro pequinês não está mais ameaçado de extinção em Copacabana. Está oficialmente extinto por constatação jornalística do Correio da Lapa. A raça, que era um must, que era moda nos anos 60 na Princesinha do Mar, hoje, sumiu.
Não tem mais pequinês fazendo cocozinho nas pedras portuguesas das calçadas. Hoje o pit bull está proibido de procriar na Inglaterra. E no Brasil os jovens lutadores que passeiam com pit cães ao lado de suas bicicletas já estão envelhecendo, desmentindo a máxima roqueira de juventude eterna, for ever young. Em compensação, haja poodle... Caraca! Como tem poodle no calçadão! Pelo menos os donos desses cãezinhos não deixam a titica no chão, levam kit “des-resfeição” e limpam o lugar. Viva o século 21!
Oração que busca ser consumida pelo perdão

Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (6/11)
Ave maria profilática das horas, perdoe os que pecam e pensam que obterão perdão logo depois, perdoe os que não largam o vício porque gostam do prazer do cigarro Hollywood Vermelho e LM Azul e não acreditam que a doença inevitável os pegará logo depois, perdoe os que crêem, mas são desobedientes, perdoem os que a amam, mas vira-mexe rezam uma oração feia, perdoe-me por pedir perdão.
O quase extinto PC chinês deu lugar ao mercado

Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (7/11)
O Partido Comunista chinês, ameaçado de extinção, produz crescimento econômico admirável porque financia o consumo de centenas de milhões de olhinhos fechados, financia até a pobreza dos norte-coreanos.
A propósito de mercado chinês, os bilhões reais que o governo Lula injetou na economia diante da crise financeira internacional, as centenas de bilhões de dólares de tantos governos no exterior, os trilhões de dólares do Tesouro americano, malas abertas pelas mãos de Barack Obama socorrendo o sistema financeiro e industrial em crise, tudo isso, ou quase 100%, é dinheiro de imposto. O mundo vive de consumir.
Correio da Lapa com fome de tudo não se conforma com nada
Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (8/11)
O Correio da Lapa, sem ideologia, afora a de defender a liberdade, incluindo a do mercado, constata e reverbera: Quem não consome, some. Consumo no Brasil é simples assim: metade está no mercado, vendendo e comprando, isto é, é a força de trabalho produzindo e consumindo.
E a outra metade é sustentada pelos impostos, é gente que consome graças à ideologia governista mundial: cobrar impostos e financiar os mais incompetentes, os mais barulhentos, os mais oportunistas, os velhinhos, os adoentados e que tais. Exceções de segmentos de servidores, professores de ensino fundamental e muitos outros etc. não contam. Professores de crianças nas escolas públicas ganham tão pouco... Ah coitados!
O Correio da Lapa, sem ideologia, afora a de defender a liberdade, incluindo a do mercado, constata e reverbera: Quem não consome, some. Consumo no Brasil é simples assim: metade está no mercado, vendendo e comprando, isto é, é a força de trabalho produzindo e consumindo.
E a outra metade é sustentada pelos impostos, é gente que consome graças à ideologia governista mundial: cobrar impostos e financiar os mais incompetentes, os mais barulhentos, os mais oportunistas, os velhinhos, os adoentados e que tais. Exceções de segmentos de servidores, professores de ensino fundamental e muitos outros etc. não contam. Professores de crianças nas escolas públicas ganham tão pouco... Ah coitados!
Petrobras compra; Carlos Minc vende. Consumir sexo é sexo

Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (9/11)
A Petrobras, por exemplo, é, além de máquina de petróleo, além de competição no mercado de tecnologia e perfuração, um monopólio brasileiro de comercialização. Não importa em que lado do mercado de consumo você está. Se recebe algum do governo, se tem emprego público, sinecura, bico, nomeação, aposentadoria, fundo de pensão... Tudo bem, compre e venda. As duas atividades são fundamentais para a Petrobras. A novidade neste nada de novo sob o sol é a degradação ambiental a galope. Upa Upa Carlos Minc! A preservação se torna componente relevante do custo da produção. Consumir é preciso, navegar no Pré-Sal não é preciso agora por enquanto. Consumir eu preciso, viver eu preciso. Vamos respeitar o meio ambiente ao abastecer o tanque. Vamos ler o Correio da Lapa. Até os dias se consomem. O dia de hoje consumiu o de ontem. Eu sou o consumo de meu pai consumindo a minha mãe e vice-versa. Consumação da carne, acasalamento é consumo de procriação ou consumo de prazer.
Influenza H1N1 deu no saco. A moda é descobrir qual cadeia é pior
Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (1o/11)
Relatório da Organização Mundial de Saúde informa: 48 países registraram 13.398 casos da gripe A, a suína. Nas últimas 24 horas, mais dois países entram no rol da epidemia: Cingapura e Bahrein, um caso cada. Os EUA são o país com maior número de infecções: 6.764 casos e dez mortes. O México tem 4.541 casos e 83 óbitos. Mais duas mortes no Canadá, que tem 921 casos, e duas na Costa Rica, com apenas 33 ocorrências.

No Brasil os números são tão pequenos que a influenza N1H1 está quase saindo de moda. Vamos consumir outras enfermidades, notadamente corrupção e burocracia.
Novo concurso está no ar? Quais as cadeias mais desumanas do Brasil? Em quais Estados os presos são mantidos nas condições mais vexatórias? Maranhão? Espírito Santo? Rio Grande do Sul? Minas Gerais ou Rio de Janeiro? Difícil saber. Presos só consomem celular no Brasil. O resto é muvuca em em cima do outro, sexo anal sem proteção e visitas íntimas com constrangimento de parentes.
Na Noruega as autoridades levam cadeia a sério, consomem o brocardo jurídico: retirem-me tudo, menos a liberdade. No inverno, por exemplo, presos na Noruega têm calefação, água quente televisão, comida boa e sobremesa, geladeirinha. No verão quente, tem ventilador. Mas lá os presos não dão ordens criminosas para fora das celas.
No Brasil, negam tudo, oferecem todos os sofrimentos físicos, manuelinos, ibéricos, mas as autoridades não tiram o principal, a liberdade de comunicação, e assim bandidos continuam cometendo crimes e coordenando quadrilhas via uso de celulares.
Relatório da Organização Mundial de Saúde informa: 48 países registraram 13.398 casos da gripe A, a suína. Nas últimas 24 horas, mais dois países entram no rol da epidemia: Cingapura e Bahrein, um caso cada. Os EUA são o país com maior número de infecções: 6.764 casos e dez mortes. O México tem 4.541 casos e 83 óbitos. Mais duas mortes no Canadá, que tem 921 casos, e duas na Costa Rica, com apenas 33 ocorrências.

No Brasil os números são tão pequenos que a influenza N1H1 está quase saindo de moda. Vamos consumir outras enfermidades, notadamente corrupção e burocracia.
Novo concurso está no ar? Quais as cadeias mais desumanas do Brasil? Em quais Estados os presos são mantidos nas condições mais vexatórias? Maranhão? Espírito Santo? Rio Grande do Sul? Minas Gerais ou Rio de Janeiro? Difícil saber. Presos só consomem celular no Brasil. O resto é muvuca em em cima do outro, sexo anal sem proteção e visitas íntimas com constrangimento de parentes.Na Noruega as autoridades levam cadeia a sério, consomem o brocardo jurídico: retirem-me tudo, menos a liberdade. No inverno, por exemplo, presos na Noruega têm calefação, água quente televisão, comida boa e sobremesa, geladeirinha. No verão quente, tem ventilador. Mas lá os presos não dão ordens criminosas para fora das celas.

No Brasil, negam tudo, oferecem todos os sofrimentos físicos, manuelinos, ibéricos, mas as autoridades não tiram o principal, a liberdade de comunicação, e assim bandidos continuam cometendo crimes e coordenando quadrilhas via uso de celulares.
O poder cor de rosa e o estilo hétero. Mães no meio

Coluna do Alfredo sobre o que rola em 27 de maio de 2009 (11/11)
Quem não gosta de consumir contrários costuma consumir só a mãe, falar muito de mãe, dar muitos presentes para a mãe, mimos, afagos, atenção, sustentação material etc. A homossexualidade, por exemplo, dá bandeira nesta obsessão. Mãe, mãe, mãezinha, minha mãe é tudo. Já os héteros se preocupam também com outras coisas. Mãe é uma parada apenas, é apenas um outro tipo de olimpíada. E vem à mente a velhinha Dona Olímpia de Ouro Preto, meu Deus! Trem puxa trem, Beth Natureza, Mulher da Natureza! Viva Milton Nascimento! Viva a Estrada Real! Viva Toninho Horta! Viva Juiz de Fora! Murilo Mendes, estou dentro. Alô Minas Gerais querida. Alô mamãe!. Axé Mãe Menininha do Gantois!
fim - Contato: alfredoherkenhoff@gmail.com
Sabrina escultura: beleza da Sato e da gata do conto
Poetando alto
Uma saudade que me mata
Praia, Rio de Janeiro
Areia cheia de gata
Na Faixa de Gaza
Tem boa mocreia
Na favela da Coreia
Tem buraco da Lacraia
Tem modelo samambaia
Pânico penico
Youtube na TV
Tudo'é de quem faz
Tudo'é de quem vê
É de quem também
Não vê bem nem o que fez
É crise com pirata
No Chifre do Suez
É Sabrina, são vocês
Nada-a-haver a minha gata
Com aquela bela Japa
É nome da felina
Num conto, já lhe digo
Escrevi há muitos anos
Prum filho amigo
Já mostro pra galera
O conto da Sabrina
Se o Correio é da Lapa
Tem notícia e purpurina
Mas antes tem também
Sabrina Sato em Ipanema
Posto 9 é o ponto
Quase nua, eu não invento
Nada a haver esta gata
Com o dito conto
Mas a Japa 100 por cento
Tem tudo a ver com o dito cujo
Não me furto ao que sou
Miserável condição
Solitário o coração
Qual marujo sete mares
Sete rugas, sete lares
Corsário do barulho
Uns pileques, uns cantares
Vem mexer com o meu orgulho
Olho de vidro de olho
Na gata Sarada que nada
Que nada, que nada, que nada
Como nada bem
E de longe a gata vem
Num momento em que eu estava
Só à beira-mar
E só poetava
Pouca a luz do sol
Nuvens brancas espalhadas
A pele está molhada
A onda, a água azul
Estou vendo que vendendo
Pânico e porrada
TV é tudo e nada
Estou vendo que de perto
A gata é mais sarada
E nada e como nada!
Faz a gente dar risada
Consome poesia
Consome a delícia
Delícia que não some
Poesia tão presente
Na orla iluminada
Sabrina boa gente
É um sorriso na moçada
By Alfredo Herkenhoff - fim
A seguir, neste Correio da Lapa, o conto da gata Sabrina, intitulado Aposta no Escuro. Arraste o mouse, segure a onda... For yous eyes, only!
Uma saudade que me mata
Praia, Rio de Janeiro
Areia cheia de gata
Na Faixa de Gaza
Tem boa mocreia
Na favela da Coreia
Tem buraco da Lacraia
Tem modelo samambaia
Pânico penico
Youtube na TV
Tudo'é de quem faz
Tudo'é de quem vê
É de quem também
Não vê bem nem o que fez
É crise com pirata
No Chifre do Suez
É Sabrina, são vocês
Nada-a-haver a minha gata
Com aquela bela Japa
É nome da felina
Num conto, já lhe digo
Escrevi há muitos anos
Prum filho amigo
Já mostro pra galera
O conto da Sabrina
Se o Correio é da Lapa
Tem notícia e purpurina
Mas antes tem também
Sabrina Sato em Ipanema
Posto 9 é o ponto
Quase nua, eu não invento
Nada a haver esta gata
Com o dito conto
Mas a Japa 100 por cento
Tem tudo a ver com o dito cujo
Não me furto ao que souMiserável condição
Solitário o coração
Qual marujo sete mares
Sete rugas, sete lares
Corsário do barulho
Uns pileques, uns cantares
Vem mexer com o meu orgulho
Olho de vidro de olho
Na gata Sarada que nada
Que nada, que nada, que nada
Como nada bem
E de longe a gata vem
Num momento em que eu estava
Só à beira-mar
E só poetava
Pouca a luz do sol
Nuvens brancas espalhadas
A pele está molhada
A onda, a água azul
Estou vendo que vendendo
Pânico e porrada
TV é tudo e nada
Estou vendo que de perto
A gata é mais sarada
E nada e como nada!
Faz a gente dar risada
Consome poesia
Consome a delícia
Delícia que não some
Poesia tão presente
Na orla iluminada
Sabrina boa gente
É um sorriso na moçada

By Alfredo Herkenhoff - fim
A seguir, neste Correio da Lapa, o conto da gata Sabrina, intitulado Aposta no Escuro. Arraste o mouse, segure a onda... For yous eyes, only!
Sabrina Gata, o conto Aposta no escuro - literatura

Aposta no escuro *
O medo aumentou. Já faltariam quatro para chegar a Dona Morte. Pensou no filme Sétimo Selo e poderia adiar o inadiável jogando uma partida de xadrez com a regra clássica de 40 movimentos em duas horas, o que lhe daria talvez mais quatro horas.
Faltariam agora três minutos para desencarnar. Sentiu-se quase um ateu e sofreu um pouco mais por não ter certeza de que continuaria por aí, alma penada ou na pele de outrem. Ganhou um pouco de alento ao lembrar do mesmo terror que se abatera sobre Nelson Cavaquinho. Este sambista, sonhando que morreria às três da madrugada, atrasou o relógio quando eram 2h55. Não, não era hora de gracejo. O compositor, apesar de haver jogado com a hora de cada um, não era mais exemplo vivo a ser seguido.
Num segundo, repassou toda a sua vida, um tanto inútil, de artista frustrado, pintor não reconhecido, sem mercado, de umas poucas exposições coletivas e menor número ainda de individuais. Como ser feliz quando falta tão pouco para se escafeder desta para a melhor? E se fosse para a pior? Nunca entendera a assertiva bombástica da fama futura por 15 minutos e nem este tempo desfrutaria mais. Insistiu no pensamento de que ia morrer dentro do prazo exíguo. E não tinha sequer um interlocutor para duvidar do porvir imediato.
Pensou em atrasar o relógio, como Nelson, para partilhar do mesmo medo e da mesma solução. Pensou em não ser nada original e se repetir, gloriosamente medíocre, mas vivo no dia seguinte, vivo no vazio providencial da sobrevivência. Pensou que era sina e que confirmaria a aposta que estava fazendo com o próprio destino. Pensou que, tresloucadamente, abriria a gaveta do armário, apanharia o revólver que pertencera ao seu pai e dispararia contra a própria cabeça, anestesiando a mente cansada de apostar sem nada levar da arte que criava. E ganharia, levando nada desta vida a não ser a própria certeza do fim no tempo marcado. Mas nem isso seria original.
Faltariam dois minutos, mas não estava cronometrando com exatidão. A ameaça era de cunho cármico, cósmico, anímico, diabólico ou de qualquer outra ordem pouco mensurável. A morte estava chegando sem forma, sem diálogo, sem sedução. Faltando segundos para o desfecho, o pensamento começou a se suceder num turbilhão.
Pôs o olho no relógio digital sobre a escrivaninha, ao lado de dois livros: Instantes Estelares, de Zweig, e o Assassinato Como Uma Das Belas Artes, de Thomas de Quincey. Dirigiu-se para o armário, compelido talvez pelas razões mais ancestrais, a caminho da gaveta onde jazia, mortífero, o revólver do pai, revólver a chamar o filho a lhe fazer companhia sob a mesma lápide. Apanhou a arma e, diante do espelho, viu o próprio rosto e o quase-disparo que sentia que ia efetuar. Efetuou, espalhando sangue.
Acertou o relógio e a gata Sabrina que dormia sob o abajur. Assustado, e vendo que acabara de perder a aposta, deu um grito de dor pelo mal que fizera à querida Sabrina. Pensou em socorrê-la, mas era inútil que o tiro acertara-lhe a cabeça. Uma hora depois, sem alarde, levou o corpo da gata ao mausoléu da família. Colocou Sabrina ao lado do túmulo do pai, que fora provedor do cemitério, um terreno nobre doado por antepassados à prefeitura. Nunca mais quis saber de pânico. Na vida e na morte, Sabrina, que ele esqueceu por cinco minutos, transformou-se em fonte a lhe transmitir serenidade pelo resto dos dias.
* - O texto inédito até então integra o livro Conto para fugir de Balas Perdidas, de Alfredo Herkenhoff
Lula fala em presidir Petrobras... Será que ele lê o Correio da Lapa?
Lula num papo reservado com Chávez a respeito de um impasse em torno de investimentos, petróleo, grana, sociedade. Aqui neste blog-jornal a notícia já vem com comentários de todo tipo, dos mais objetivos aos maios jocosos... Participe desta apreensão da realidade.
O Correio da Lapa conta com vocês, eleitos e eleitores... Hoje, 27 de maio, é data especial para este nosso blogue-jornal...
A conversa particular de Lula vaza e ele diz a Hugo Chávez algo que o Correio da Lapa publicou dias atrás: se Dilma for eleita, Lula quer e será o próximo presidente da Petrobras.

As palavras de Lula com Chávez, com José Gabrielli, presidente da Petrobras, testemunhando - - devia ser conversa off the records sobre um impasse nas negociações de parceria em torno de uma refinaria em Pernambuco...
Lula: "Lamentável não sermos capazes de fazer um acordo. Confesso que estou frustrado. A culpa é dos dois governos. Se eu conseguir eleger a Dilma, eu já disse para o Gabrielli, eu vou ser o presidente da Petrobras, e você, Gabrielli, vai ser meu assessor, e o acordo vai sair".O Correio da Lapa conta com vocês, eleitos e eleitores... Hoje, 27 de maio, é data especial para este nosso blogue-jornal...
A conversa particular de Lula vaza e ele diz a Hugo Chávez algo que o Correio da Lapa publicou dias atrás: se Dilma for eleita, Lula quer e será o próximo presidente da Petrobras.
As palavras de Lula com Chávez, com José Gabrielli, presidente da Petrobras, testemunhando - - devia ser conversa off the records sobre um impasse nas negociações de parceria em torno de uma refinaria em Pernambuco...
O diálogo infrutífero do presidente Lula com o colega Hugo Chávez aconteceu quando ambos negociavam detalhes para um entendimento sobre a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, durante uma reunião num hotel em Salvador, Bahiam na terça-feira, 26 de maio.
A conversa devia ser mesmo reservada? O sistema de tradução simultânea fez vazar o papo da negociação. Será que foi falha técnica do sistema ou jogada política ordenada a quem controlava o sistema de tradução simultânea... Ué... Lula não entende espanhol? Chávez não habla o portunhol? Como dois jovens latino-americanos... Esses presidentes deviam mesmo é estudar inglês.
Chávez ficou irritado com a falta de acordo. Ele quer entrar com 40% dos recursos para a construção da refinaria. Até agora só o Brasil botou grana na obra. E este projeto já está dando confusão com a CPI, faz parte do pacote investigável ou eleitoreiro. Mas Chávez faz exigências a Lula. Aliás, é o que mais Chávez faz. Exige e estatiza. No Brasil, porém, Cha´vez, a regra é clara, quem negocia internamente é a Petrobras. Na Venezuela, como na Coreia do Norte, e no Iraque não existe oposição nem Congresso atuante. Quem negocia é o comando supremo.
Lula, repetindo o que há uns bons dias foi literalmente publicado aqui neste Correio da Lapa, comenta então o seu futuro falando para Chávez que, no próximo governo, o acordo sairá se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, for a sucessora. Neste caso, arrematou Lula, qual leitor assíduo deste blog-jornal CdL: ele ocupará o cargo de presidente da Petrobras. Gabrielli passaria a assessorar Lula.
Chávez, então, também fala sobre o seu futuro é duvidoso (este chefe venezuelano certamente não lê o Correio da Lapa nem nunca ouviu canções de Cazuza): E eu vou fazer o quê, Lula? Eu não quero fazer nada. Diô no quiero nada, mi amigo...
Nota do Correio da Lapa aos seus infiéis leitores e fiéis eleitores de quem quem quiser:
Este blog-jornal, nascido em 27 de fevereiro de 2009, completa hoje três meses de existência. Em 27 de abril, este Correio da Lapa adicionou internamente o mecanismo Google Analytics, que rastreia acessos, quantifica-os, mostra procedência, tempo de permanência, páginas preferidas etc. Em poucas palavras, o Analytcs mostrou que, nos últimos 30 dias, o Correio da Lapa teve cerca de 8 mil leituras com cerca de 5.100 visitantes absolutos. Ou noutro resumo, este endereço tem recebido de 100 a 300 visitantes por dia em média, tendo tido neste mês pique máximo de 880 visitas num dia e esquecimento máximosde apenas 77 visitas noutro dia, um daqueles dias em que ninguém queria ver o que nem eu mesmo sei se queria também... Ou então era um daqueles dias em que devia estar levando alguma coisa ótima na Rede globo ou nas ruas do Mundo...
Alfredo Herkenhoff - editor
Simonal, homem linchado pela turma do Pasquim
O Correio da Lapa recebeu do excelente site Rio que Mora no Mar, de Elizabeth Mattos Dias, o seguinte material emocionado sobre o cantor Wilson Simonal:
É importante falar e dar nomes aos bois.
O filme Ninguém Sabe O Duro que Dei, que entrou no circuito semana passada traz à cena Wilson Simonal, esse carismático carioca do subúrbio de Água Santa - que teria completado 70 anos esse ano - encantou os da minha geração, com seu jeito personalíssimo, e , infelizmente, por motivos obscuros foi destruído pela midia que o fez. Quem não viu o filme deve ver! Importante e bem feito registro cinematográfico. Fonte: http://rioquemoranomar.blogspot.com/

Elizabeth Mattos Dias acrescenta: "iIgualmente importante e bem escrita, a crônica que reproduzo abaixo" :
Ninguém sabe o duro que dei
Por Reinaldo Azevedo
É importante falar e dar nomes aos bois.
O filme Ninguém Sabe O Duro que Dei, que entrou no circuito semana passada traz à cena Wilson Simonal, esse carismático carioca do subúrbio de Água Santa - que teria completado 70 anos esse ano - encantou os da minha geração, com seu jeito personalíssimo, e , infelizmente, por motivos obscuros foi destruído pela midia que o fez. Quem não viu o filme deve ver! Importante e bem feito registro cinematográfico. Fonte: http://rioquemoranomar.blogspot.com/

Elizabeth Mattos Dias acrescenta: "iIgualmente importante e bem escrita, a crônica que reproduzo abaixo" :
Ninguém sabe o duro que dei
Por Reinaldo Azevedo
"Imperdível, caros leitores, por uma coleção de motivos, o filme Ninguém Sabe O Duro que Dei, dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, que relata a ascensão e queda — e que queda! —do cantor Wilson Simonal. Há muito mais ali do que o simples relato da trajetória de um ídolo brasileiro, de raro talento, que caiu em desgraça.
O que se vê na tela é a exposição detalhada de como uma máquina de difamação ideológica pode destruir uma carreira, apagar uma história, eliminar um pedaço da memória cultural do país. E não posso deixar de pôr isto aqui, já no primeiro parágrafo: a fita traz depoimentos dos cartunistas Ziraldo e Jaguar, que eram do jornal O Pasquim, que ajudou a destruir Simonal.
Levem suas crianças (acima de 10 anos), como fiz, para ver também esses dois
senhores.
É um bom pretexto para que digam: “O papai (ou mamãe) promete jamais falartanta asneira mesmo que visitado por aquele velhinho alemão...” Se algumas pessoas são para nós um norte moral, essa dupla é o sul.
Já chego lá. Negro, filho de uma empregada doméstica, saído literalmente da pobreza, Simonal se tornou um dos mais populares cantores brasileiros.Até aí, vá lá, a estupidez também pode render aplauso.
Acontece que ele era bom. Muito bom. Um dueto com Sarah Vaughan ou sua habilidade em reger um coro de 30 mil vozes no Maracanãzinho dão algumas pistas do seu talento. Fragmentos de entrevistas e shows, habilmente costurados no documentário, revelam um homem inteligente, chegado aocinismo e à auto-ironia.
E, vê-se ao longo do filme, não era do tipo chegado ao coitadismo, ao vitimismo, ao pobrismo, a mascarar deficiências técnicas com sua origem humilde, essa coisa tão asquerosa e corriqueira hoje em dia. Ao contrário: tinha plena consciência deseu gigantesco talento e ganhou a fama de arrogante — de “preto arrogante”. E vocês sabem o quanto isso podia e ainda pode ser indesculpável.
Cantor excepcional, criativo, capaz de transitar na fronteira devários estilos, Simonal era uma das possibilidades do pop brasileiro,abortado por um conjunto de infaustos acontecimentos: da ditadura dos militares à ditadura dos “profundos”, que tomou conta da música. Outro, de estilo diferente, mas não menos marginalizado, era Tim Maia— leiam Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, que, diga-se, ilumina aquele período, neste documentário, com a lucidez habitual. Simonal não tinha grandes “mensagens” a passar, sabem? E sua música dispensava manual de instrução e guia para entendimento de metáforas.
Mas Simonal fez, sim, uma grande besteira. Em 1971, desconfiado de que seu contador, Raphael Viviani, que fala no filme, andava metendo a mão na sua grana, contratou dois seguranças, um deles ligado ao famigerado Dops, para "resolver" a questão. O homem foi raptado, torturado e obrigado a assinar uma confissão. A mulher de Viviani chamou a polícia. Simonal se complicou. Para tentar se safar, afirmou que tinha “contatos com os homens” — sim, os homens do regime...Era o seu fim.
Passou a ser tratado como dedo-duro e delator doscolegas — embora, como lembra Chico Anysio, não haja uma só pessoa que possa dizer ter sido prejudicada por Simonal — além de Viviani, éclaro. A imprensa o tratava como agente dos órgãos de segurança,assim, como um aposto comum, desses que servem para identificar pessoas: “Simonal, ligado ao Dops...”
Ele passou a ser a pessoa mais demonizada no Pasquim, de Ziraldo e Jaguar (o sul moral do Brasil; jávolto ao caso). Num dos quadrinhos, aparece, acreditem, dando um tirona cabeça!!! Não, Simonal nunca foi agente do DOPS. Acontece que as esquerdas já se incomodavam com os seus hits muito pouco engajados. Foi ele quem transformou num sucesso estupendo País Tropical, de Jorge Benjor. Aquele trecho da música cantado só com as primeiras sílabas daspalavras foi uma “bossa” sua: “Mó, num pa tro pi/ abençoá por De/ queboni por naturê/ mas que belê...” “Patropi” virou substantivo, àsvezes adjetivo. Aquela parte da crítica que acreditava que boa músicatinha de falar das nossas mazelas e, eventualmente, acenar com a “revôsociali dos oprimi” já estava na sua cola.
Era considerado ufanista e instrumento da ditadura. Em 1970, havia acompanhado a Seleção Brasileira na Copa do México. Simonal, em suma, era o alienado do“patropi”. O episódio truculento de 1971 — pelo qual ele tinha, de fato, deprestar contas, e ninguém está a dizer o contrário — era a fagulha quefaltava num barril de vários preconceitos combinados: o “pretoarrogante”, que chegou a se declarar “de direita” e que era tido como o cantor “do regime”, passou a ser considerado, também um dedo-duro.
Os shows desapareceram. Artistas que antes faziam questão de dividir opalco com ele passaram a rejeitá-lo.
O Pasquim o esmagava impiedosamente, difamando-o entre artistas e intelectuais. A grande imprensa não ficava atrás. Foi banido das televisões. Estabeleceu-se uma espécie de stalinismo midiático: Simonal foi apagado da história brasileira. O homem que fizera o dueto com Sarah Vaughan — é visível o encantamento da diva — era um proscrito.
Depois de demonizado,decretou-se o silêncio.
Seu nome foi apagado. Em 2000, morreu em razãodo agravamento de uma cirrose
hepática.Ninguém Sabe o Duro que Dei, título do filme, é verso de um dos seus
sucessos. Justamente uma música que ironizava o fato de que muitoscriticavam ou
invejavam a sua boa vida e a sua riqueza. E ele, então,respondia: “Ninguém sabe
o duro que dei”. Pois é... O que é espantoso,mas muito próprio da indústria da
difamação, é que não havia prova,evidência ou indício da ligação de Simonal com
a “repressão”. Inútil!
O filme é equilibrado. Não há qualquer esforço para desculpar Simonal pela bobagem. O depoimento do contador é bastante longo, e não há amenor intenção de desacreditá-lo. Faço essa observação para deixarclaro que Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal não maquiam avida do artista, corrigindo com a simpatia o que há nela de condenável. Mas não há como não se deixar capturar pelo óbvio talento de Simonal. Talvez pudéssemos sair do cinema um tanto divididos: “Pô,também quem mandou fazer aquela tolice?”
Mas Zirado e Jaguar nos tiram dessa sinuca.
VELHOS NA ALMA
Ziraldo comandava O Pasquim. E isso quer dizer que comandava, também,a difamação contra Simonal.
Os diretores estão de parabéns por terem deixado o homem falar à vontade. Quando ele fala, o mundo se ilumina porque nos damos conta de quem ele é. O cara reconhece que parte do ódio que havia contra o artista decorria do fato de ele ser, vamos dizer, um preto bem-sucedido. Mais: admite que aqueles eram tempos em que um lado era o bem, e o outro, o mal.
E Simonal estava do lado errado...
Ziraldo sabe, hoje em dia, que o cantor jamais fez parte dos órgãos derepressão. Se, à época, ainda podia alegar alguma ignorância, hoje nãopode mais. Tem clareza de que o cantor caiu vítima da máquina dedifamação ideológica não por aquilo que fez, mas por aquilo que nãofez. Pensam que há nele alguma sombra de arrependimento ou, vá lá, dereconhecimento ao menos das injustiças cometidas? NADA!!!
O cartunista recorre a uma imagem canalha, asquerosa, nojenta mesmo,para se referir ao caso. Segundo diz, os confrontos ideológicos eramcomo lutas de capoeira, com pernadas para todos os lados. E alguns tinham a má sorte de estar na frente.
Entenderam? Ziraldo e as esquerdas davam as pernadas, e o pobre Simonal tomou a sua. Para este senhor, isso é parte do jogo.
Jaguar, que continua a investir na personagem do bêbado profissional,vejam lá por quê, não fica atrás em grandeza moral. Faz um relato debochado da tragédia de sua vítima e diz: “Ele morreu de cirrose; poderia ter sido eu”. E cai na gargalhada. Ah, sim: ao falar sobrenegros de sucesso, cita o nome de Pelé e diz: “Se bem que Pelé é branco...” Entenderam?
Para Jaguar, um negro só é negro se exibir sinais explícitos de sofrimento e for engajado. A propósito: o depoimento de Pelé é um dos grandes momentos do filme.
A dupla do Pasquim, mesmo sabendo que Simonal era inocente, não o anistia, não. Nem a anistia moral eles lhe concedem.
É que os dois não sabem o que é isso. Só conhecem o perdão traduzido em reais A Comissão de Anistia mandou pagar R$ 1.000.253,24 ao milionário Ziraldo e R$ 1.027.383,29 ao nem tão rico Jaguar(confessadamente, ele “bebeu” todo o dinheiro que o jornal lhe rendeu).
Mais: ganharam também o direito a uma pensão mensal permanente de R$ 4.375,88. Por quê? Ora, porque eles foram considerados “perseguidos pelo regime militar” por conta de sua atuação no Pasquim, aquele que desenhou Simonal dando um tiro na cabeça...
Sensatas e até comoventes são as palavras dos cantores e compositores Simoninha e Max de Castro, filhos de Simonal. Tentam entender a personagem na lógica dos confrontos de um período e dizem ser necessário resgatar sua obra, sem qualquer viés de confronto.
O ódio de que Simonal foi vítima (ainda presente nas falas irresponsáveis deZiraldo e Jaguar) não turvou o pensamento dos filhos, a cujos shows o pai chegou a ir. Mas os via escondido, sem mostrar a cara. Não queria,como conta sua segunda mulher, “prejudicar os meninos”.
Não deixem de ver o filme. Vale como divertimento e também como advertência: a máquina de difamação, que dá pernada a três por quatro(e dane-se quem está na frente), continua ativa. E agora está no poder.
PS: O filme merece uma atenção bem maior do que a que vem recebendo. De certo modo, a maldição continua. Como NÃO diria Chico Buarque, as esquerdas inventaram o pecado, mas se esqueceram de inventar o perdão."
Fonte: http://rioquemoranomar.blogspot.com/
O que se vê na tela é a exposição detalhada de como uma máquina de difamação ideológica pode destruir uma carreira, apagar uma história, eliminar um pedaço da memória cultural do país. E não posso deixar de pôr isto aqui, já no primeiro parágrafo: a fita traz depoimentos dos cartunistas Ziraldo e Jaguar, que eram do jornal O Pasquim, que ajudou a destruir Simonal.
Levem suas crianças (acima de 10 anos), como fiz, para ver também esses dois
senhores.
É um bom pretexto para que digam: “O papai (ou mamãe) promete jamais falartanta asneira mesmo que visitado por aquele velhinho alemão...” Se algumas pessoas são para nós um norte moral, essa dupla é o sul.
Já chego lá. Negro, filho de uma empregada doméstica, saído literalmente da pobreza, Simonal se tornou um dos mais populares cantores brasileiros.Até aí, vá lá, a estupidez também pode render aplauso.
Acontece que ele era bom. Muito bom. Um dueto com Sarah Vaughan ou sua habilidade em reger um coro de 30 mil vozes no Maracanãzinho dão algumas pistas do seu talento. Fragmentos de entrevistas e shows, habilmente costurados no documentário, revelam um homem inteligente, chegado aocinismo e à auto-ironia.
E, vê-se ao longo do filme, não era do tipo chegado ao coitadismo, ao vitimismo, ao pobrismo, a mascarar deficiências técnicas com sua origem humilde, essa coisa tão asquerosa e corriqueira hoje em dia. Ao contrário: tinha plena consciência deseu gigantesco talento e ganhou a fama de arrogante — de “preto arrogante”. E vocês sabem o quanto isso podia e ainda pode ser indesculpável.
Cantor excepcional, criativo, capaz de transitar na fronteira devários estilos, Simonal era uma das possibilidades do pop brasileiro,abortado por um conjunto de infaustos acontecimentos: da ditadura dos militares à ditadura dos “profundos”, que tomou conta da música. Outro, de estilo diferente, mas não menos marginalizado, era Tim Maia— leiam Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, que, diga-se, ilumina aquele período, neste documentário, com a lucidez habitual. Simonal não tinha grandes “mensagens” a passar, sabem? E sua música dispensava manual de instrução e guia para entendimento de metáforas.
Mas Simonal fez, sim, uma grande besteira. Em 1971, desconfiado de que seu contador, Raphael Viviani, que fala no filme, andava metendo a mão na sua grana, contratou dois seguranças, um deles ligado ao famigerado Dops, para "resolver" a questão. O homem foi raptado, torturado e obrigado a assinar uma confissão. A mulher de Viviani chamou a polícia. Simonal se complicou. Para tentar se safar, afirmou que tinha “contatos com os homens” — sim, os homens do regime...Era o seu fim.
Passou a ser tratado como dedo-duro e delator doscolegas — embora, como lembra Chico Anysio, não haja uma só pessoa que possa dizer ter sido prejudicada por Simonal — além de Viviani, éclaro. A imprensa o tratava como agente dos órgãos de segurança,assim, como um aposto comum, desses que servem para identificar pessoas: “Simonal, ligado ao Dops...”
Ele passou a ser a pessoa mais demonizada no Pasquim, de Ziraldo e Jaguar (o sul moral do Brasil; jávolto ao caso). Num dos quadrinhos, aparece, acreditem, dando um tirona cabeça!!! Não, Simonal nunca foi agente do DOPS. Acontece que as esquerdas já se incomodavam com os seus hits muito pouco engajados. Foi ele quem transformou num sucesso estupendo País Tropical, de Jorge Benjor. Aquele trecho da música cantado só com as primeiras sílabas daspalavras foi uma “bossa” sua: “Mó, num pa tro pi/ abençoá por De/ queboni por naturê/ mas que belê...” “Patropi” virou substantivo, àsvezes adjetivo. Aquela parte da crítica que acreditava que boa músicatinha de falar das nossas mazelas e, eventualmente, acenar com a “revôsociali dos oprimi” já estava na sua cola.
Era considerado ufanista e instrumento da ditadura. Em 1970, havia acompanhado a Seleção Brasileira na Copa do México. Simonal, em suma, era o alienado do“patropi”. O episódio truculento de 1971 — pelo qual ele tinha, de fato, deprestar contas, e ninguém está a dizer o contrário — era a fagulha quefaltava num barril de vários preconceitos combinados: o “pretoarrogante”, que chegou a se declarar “de direita” e que era tido como o cantor “do regime”, passou a ser considerado, também um dedo-duro.
Os shows desapareceram. Artistas que antes faziam questão de dividir opalco com ele passaram a rejeitá-lo.
O Pasquim o esmagava impiedosamente, difamando-o entre artistas e intelectuais. A grande imprensa não ficava atrás. Foi banido das televisões. Estabeleceu-se uma espécie de stalinismo midiático: Simonal foi apagado da história brasileira. O homem que fizera o dueto com Sarah Vaughan — é visível o encantamento da diva — era um proscrito.
Depois de demonizado,decretou-se o silêncio.
Seu nome foi apagado. Em 2000, morreu em razãodo agravamento de uma cirrose
hepática.Ninguém Sabe o Duro que Dei, título do filme, é verso de um dos seus
sucessos. Justamente uma música que ironizava o fato de que muitoscriticavam ou
invejavam a sua boa vida e a sua riqueza. E ele, então,respondia: “Ninguém sabe
o duro que dei”. Pois é... O que é espantoso,mas muito próprio da indústria da
difamação, é que não havia prova,evidência ou indício da ligação de Simonal com
a “repressão”. Inútil!
O filme é equilibrado. Não há qualquer esforço para desculpar Simonal pela bobagem. O depoimento do contador é bastante longo, e não há amenor intenção de desacreditá-lo. Faço essa observação para deixarclaro que Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal não maquiam avida do artista, corrigindo com a simpatia o que há nela de condenável. Mas não há como não se deixar capturar pelo óbvio talento de Simonal. Talvez pudéssemos sair do cinema um tanto divididos: “Pô,também quem mandou fazer aquela tolice?”
Mas Zirado e Jaguar nos tiram dessa sinuca.
VELHOS NA ALMA
Ziraldo comandava O Pasquim. E isso quer dizer que comandava, também,a difamação contra Simonal.
Os diretores estão de parabéns por terem deixado o homem falar à vontade. Quando ele fala, o mundo se ilumina porque nos damos conta de quem ele é. O cara reconhece que parte do ódio que havia contra o artista decorria do fato de ele ser, vamos dizer, um preto bem-sucedido. Mais: admite que aqueles eram tempos em que um lado era o bem, e o outro, o mal.
E Simonal estava do lado errado...
Ziraldo sabe, hoje em dia, que o cantor jamais fez parte dos órgãos derepressão. Se, à época, ainda podia alegar alguma ignorância, hoje nãopode mais. Tem clareza de que o cantor caiu vítima da máquina dedifamação ideológica não por aquilo que fez, mas por aquilo que nãofez. Pensam que há nele alguma sombra de arrependimento ou, vá lá, dereconhecimento ao menos das injustiças cometidas? NADA!!!
O cartunista recorre a uma imagem canalha, asquerosa, nojenta mesmo,para se referir ao caso. Segundo diz, os confrontos ideológicos eramcomo lutas de capoeira, com pernadas para todos os lados. E alguns tinham a má sorte de estar na frente.
Entenderam? Ziraldo e as esquerdas davam as pernadas, e o pobre Simonal tomou a sua. Para este senhor, isso é parte do jogo.
Jaguar, que continua a investir na personagem do bêbado profissional,vejam lá por quê, não fica atrás em grandeza moral. Faz um relato debochado da tragédia de sua vítima e diz: “Ele morreu de cirrose; poderia ter sido eu”. E cai na gargalhada. Ah, sim: ao falar sobrenegros de sucesso, cita o nome de Pelé e diz: “Se bem que Pelé é branco...” Entenderam?
Para Jaguar, um negro só é negro se exibir sinais explícitos de sofrimento e for engajado. A propósito: o depoimento de Pelé é um dos grandes momentos do filme.
A dupla do Pasquim, mesmo sabendo que Simonal era inocente, não o anistia, não. Nem a anistia moral eles lhe concedem.
É que os dois não sabem o que é isso. Só conhecem o perdão traduzido em reais A Comissão de Anistia mandou pagar R$ 1.000.253,24 ao milionário Ziraldo e R$ 1.027.383,29 ao nem tão rico Jaguar(confessadamente, ele “bebeu” todo o dinheiro que o jornal lhe rendeu).
Mais: ganharam também o direito a uma pensão mensal permanente de R$ 4.375,88. Por quê? Ora, porque eles foram considerados “perseguidos pelo regime militar” por conta de sua atuação no Pasquim, aquele que desenhou Simonal dando um tiro na cabeça...
Sensatas e até comoventes são as palavras dos cantores e compositores Simoninha e Max de Castro, filhos de Simonal. Tentam entender a personagem na lógica dos confrontos de um período e dizem ser necessário resgatar sua obra, sem qualquer viés de confronto.
O ódio de que Simonal foi vítima (ainda presente nas falas irresponsáveis deZiraldo e Jaguar) não turvou o pensamento dos filhos, a cujos shows o pai chegou a ir. Mas os via escondido, sem mostrar a cara. Não queria,como conta sua segunda mulher, “prejudicar os meninos”.
Não deixem de ver o filme. Vale como divertimento e também como advertência: a máquina de difamação, que dá pernada a três por quatro(e dane-se quem está na frente), continua ativa. E agora está no poder.
PS: O filme merece uma atenção bem maior do que a que vem recebendo. De certo modo, a maldição continua. Como NÃO diria Chico Buarque, as esquerdas inventaram o pecado, mas se esqueceram de inventar o perdão."
Fonte: http://rioquemoranomar.blogspot.com/
Midia crisis: triste fim do jornal Gazeta Mercantil
Um email assinado por Luiz Fernando Levy chegou aos editores da Gazeta Mercantil. Responde ao comunicado divulgado pela CBM do empresário Nelson Tanure. Nega que tenham sido descumpridos "quaisquer princípios contratuais ou negociais". Conclui, sem responder diretamente sobre a decisão da CBM de devolver a marca Gazeta Mercantil, que espera chegar "a uma soluçao satisfatória, característica que a rescisao unilateral não tem". Veja abaixo a imagem do comunicado enviado por Levy, obtido pelo site Blue Bus junto a uma fonte no jornal.
Desculpas pela qualidade da reprodução abaixo... A dificuldade de leitura só é menor do que a chance de sobrevivência do veículo outrora tão radioso...
Desculpas pela qualidade da reprodução abaixo... A dificuldade de leitura só é menor do que a chance de sobrevivência do veículo outrora tão radioso...
Lula critica Chávez de leve sobre nacionalização
Lula: Estatização de Hugo Chávez não preocupa. Presidente do Brasil recebe visita do fanático bolivariano e dá um recado sobre patinar em erros ideológicos do século 20...
Depois de ouvir explicações sobre a nacionalização de empresas na Venezuela e promessas de que o mesmo não seria feito com as brasileiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que "não tem a menor preocupação" de que seu colega Hugo Chávez estatize empreendimentos brasileiros. Lula voltou a defender um Estado forte, mas negou que estivesse defendendo a estatização de Chávez. "Não, eu não defendo, eu nem falei a palavra nacionalização. Eu disse que não é possível no século 21 repetir os mesmos erros ideológicos do discurso do século 20. Ficar discutindo quem tem mais competência, se é o Estado ou a iniciativa privada, não dá", desabafou o presidente. No encontro de ontem, em Salvador (BA), 12 acordos foram assinados. Em seu discurso, Lula criticou a demora da conclusão de negócios e protocolos entre Brasil e Venezuela, lembrando que cada vez que toma uma decisão, sempre "esbarra na máquina.
Fonte: Jornal do Commercio.
Depois de ouvir explicações sobre a nacionalização de empresas na Venezuela e promessas de que o mesmo não seria feito com as brasileiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que "não tem a menor preocupação" de que seu colega Hugo Chávez estatize empreendimentos brasileiros. Lula voltou a defender um Estado forte, mas negou que estivesse defendendo a estatização de Chávez. "Não, eu não defendo, eu nem falei a palavra nacionalização. Eu disse que não é possível no século 21 repetir os mesmos erros ideológicos do discurso do século 20. Ficar discutindo quem tem mais competência, se é o Estado ou a iniciativa privada, não dá", desabafou o presidente. No encontro de ontem, em Salvador (BA), 12 acordos foram assinados. Em seu discurso, Lula criticou a demora da conclusão de negócios e protocolos entre Brasil e Venezuela, lembrando que cada vez que toma uma decisão, sempre "esbarra na máquina.
Fonte: Jornal do Commercio.
Violões neste sábado 30 de maio no Rio de Janeiro
O show de Hélio Ribeiro e Duda Anízio começa às 21h. Entrada a dez pratas. O Casarão de Austregésilo de Athayde fica na Rua Cosme Velho, 599, perto da Estação do Trenzinho para o Corcovado. Maiores informações com >
Fotos Muhamar Khadafi Wanderley Cardoso. Pega Geral

Pega Geral – Separados ao Nascer?
Sim, meu bom Alah... Sim, meu bom cantor de Docinho de Coco. À esquerda, o líder líbio Muhamar Khadafi. E claro, o "bom rapaz" Wanderley Cardoso. Aliás, o cantor e o dirigente têm mais um ponto em comum: são abstêmios. Wanderley virou evangélico. São ou não são iguaizinhos?
Pega Geral – Por J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapa
Sim, meu bom Alah... Sim, meu bom cantor de Docinho de Coco. À esquerda, o líder líbio Muhamar Khadafi. E claro, o "bom rapaz" Wanderley Cardoso. Aliás, o cantor e o dirigente têm mais um ponto em comum: são abstêmios. Wanderley virou evangélico. São ou não são iguaizinhos?
Pega Geral – Por J. C. Silva
Especial para o Correio da Lapa
Poetas del Mundo, agitação carioca
Chega um amável convite do Movimento Poetas Del Mundo Pela Paz, que reina absoluto no sonho de toda a cidade do Rio de Janeiro sob a regência do Consul dos Poetas Del Mundo, João Carlos Luz. Ele e São Beto estarão na Rádio Estrada 55 participando de uma entrevista com Ricardo Loureiro às 13h desta sexta-feira. Para mais detalhes ou para ver e ouvir ao vivo, anote esses endereços:
www.maremanguinhos.fiocruz.br
ou> http://www.maremanguinhos.fiocruz.br/html/aovivo.php .
www.maremanguinhos.fiocruz.br
ou> http://www.maremanguinhos.fiocruz.br/html/aovivo.php .
Dorina sob direção de Mauro Diniz e Tulio Feliciano
Dorina faz show de lançamento do CD Samba de Fé.
Ela é carioca criada em rodas de samba de fundo de quintal do subúrbio de Irajá. Ela se firmou no cenário musical anos atrás como revelação do evento Fábrica do Samba. Samba de Fé é disco de garra, captado ao vivo em show no Trapiche Gamboa (RJ) com direção musical de Mauro Diniz e roteiro conduzido por Túlio Feliciano.
Ingressos para o Centro Municipal de Referência da Música Carioca? 6ª Feira, 29 de Maio, e sábado, a partir das 19h. A bilheteria abre sempre 2 horas antes do show. Ingresso antecipado somente para grupos acima de pessoas. Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Esquina com Rua Garibaldi. Não aceitam cartões. Tel 3238-3880. Dez pratas.
Ela é carioca criada em rodas de samba de fundo de quintal do subúrbio de Irajá. Ela se firmou no cenário musical anos atrás como revelação do evento Fábrica do Samba. Samba de Fé é disco de garra, captado ao vivo em show no Trapiche Gamboa (RJ) com direção musical de Mauro Diniz e roteiro conduzido por Túlio Feliciano.
Ingressos para o Centro Municipal de Referência da Música Carioca? 6ª Feira, 29 de Maio, e sábado, a partir das 19h. A bilheteria abre sempre 2 horas antes do show. Ingresso antecipado somente para grupos acima de pessoas. Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Esquina com Rua Garibaldi. Não aceitam cartões. Tel 3238-3880. Dez pratas.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Protógenes já é réu. Daniel Dantas ganha mais um round
O juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de SP, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz por violação de sigilo funcional e fraude processual na Operação Satiagraha, que investigou e investiga as atividades do banqueiro baiano Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.
Além do delegado, o escrivão Amadeu Ranieri também responderá a processo, que envolve grampo ilegal e gente da Abin, o serviço de inteligência do Poder Eecutivo.
Baita confusão!
Além do delegado, o escrivão Amadeu Ranieri também responderá a processo, que envolve grampo ilegal e gente da Abin, o serviço de inteligência do Poder Eecutivo.
Baita confusão!
Korea + 2 míssiles against Obama Asia & Peace
A Coreia do Norte lançou mais dois mísseis balísticos de curto alcance (130km) nesta terça-feira, 26 de maio de 2009, numa clara afronta às reações internacionais que, 24 horas antes, condenaram o teste nuclear de segunda-feira, quando a ditadura de Pyongyang detonou uma bomba atômica, enterrada a 10 km de profundidade, com potência equivalente ao artefato lançado sobre Hiroshima no fim da Guerra Mundial.
Os testes com os dois misseis ocorreram na Região Leste da Coreia, que lançou aviso para embarcações estrangeiras evitarem o mar perto da costa.
O presidente Barack Obama conversou com diversos líderes, notadamente o sul-coreano Lee Myung-bak e o primeiro ministro japonês Taro Aso. Na pauta, um meio de impedir que os testes nucleares continuem num dos últimos países comunistas do mundo.
Os misseis de curto alcance representam uma ameaça específica ao Japão e à Coreia do Sul. A China, embora parceira da vizinha Coreia comunista, condenou, tal como os demais integrantes do Conselho de Segurança da ONU, a experiência com a bomba atômica e três mísseis na segunda-feira.
Comentário raivoso
O que a Coreia está procurando com essa política tardia de proliferação de armas nucleares? Democratizar o Clube dos Dez Países Detentores de Bomba Atômica? Será que a Coreia usa as tensões internacionais para resolver questões internas? Ou será que o governo ditatorial de Pyongyang apenas procura sarna pra se coçar? Ao causar apreensão nos vizinhos sul-coreanos e japoneses, a Coreia do Alto pode estar querendo unificar ou unir corações apreensivos no plano interno. Se Pyongyang diz que o país sofre ameaças do Mundo, o povo se une e reeelege mais uma governo comunista que, quando não tem votos, muda o resultado, mata o adversário político, reeduca o eleitor-operário e manda Barack Obama à merda. O problema é saber até onde vai a tubulação dessa provocação. Se Obama resolve dar uma descarga... Casserrole!
Os testes com os dois misseis ocorreram na Região Leste da Coreia, que lançou aviso para embarcações estrangeiras evitarem o mar perto da costa.
O presidente Barack Obama conversou com diversos líderes, notadamente o sul-coreano Lee Myung-bak e o primeiro ministro japonês Taro Aso. Na pauta, um meio de impedir que os testes nucleares continuem num dos últimos países comunistas do mundo.
Os misseis de curto alcance representam uma ameaça específica ao Japão e à Coreia do Sul. A China, embora parceira da vizinha Coreia comunista, condenou, tal como os demais integrantes do Conselho de Segurança da ONU, a experiência com a bomba atômica e três mísseis na segunda-feira.
Comentário raivoso
O que a Coreia está procurando com essa política tardia de proliferação de armas nucleares? Democratizar o Clube dos Dez Países Detentores de Bomba Atômica? Será que a Coreia usa as tensões internacionais para resolver questões internas? Ou será que o governo ditatorial de Pyongyang apenas procura sarna pra se coçar? Ao causar apreensão nos vizinhos sul-coreanos e japoneses, a Coreia do Alto pode estar querendo unificar ou unir corações apreensivos no plano interno. Se Pyongyang diz que o país sofre ameaças do Mundo, o povo se une e reeelege mais uma governo comunista que, quando não tem votos, muda o resultado, mata o adversário político, reeduca o eleitor-operário e manda Barack Obama à merda. O problema é saber até onde vai a tubulação dessa provocação. Se Obama resolve dar uma descarga... Casserrole!
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