segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lula Casa Grande e Senzala Bunker Globo 2016

Coluna do Buraco da Mídia *

Atenção para o conteúdo editorial: o texto a seguir contém Edir Macedo, crise de ibope, programa de reality A Fazenda como exibição pornô, Getúlio Vargas, Dom Pedro II, Obama, kit da falsa virgindade himenêutica, Carlos Gardel e hum milhão de viúvas iraquianas

Lula chorou copiosamente, mas, naquele momento da emoção da vitória olímpica do Brasil na Dinamarca, Rio de Janeiro 2016, a Rede Globo já havia interrompido a transmissão e passava mais um interminável episódio não-emocionante do Programa Videoshow.

A Globo, escrava da própria grande grade, repetiu o erro jornalístico ocorrido na transmissão do funeral-tributo de Michael Jackson. Quando apareceu a menina Paris Prince, filha de MJ, para quem ela dizia palavras de amor aos prantos, dizia que amava o pai e ia sentir a sua falta para sempre, a TV Globo já passava um "Vale a pena ver de novo", mais um capítulo de uma novela sem ela, a notícia. A Globo não mostrou ao vivo o momento mais importante do funeral em Los Angeles. Não mostrou na hora a menina que jamais tinha sido filmada, que só havia sido avistada em uma ou duas fotos de paparazzi sortudos.

O que dizer? Azar? Não. O Excesso de padrão faz mal à Globo. O problema ocorre por exemplo no pós-Fantástico. Os programetes de humor bobo depois da revista eletrônica não têm emplacado nos últimos anos. Talvez o novo Dona Norma desminta este comentário e exiba índices de audiência , também pudera, depois de toda aquela publicidade maciça ao longo dos últimos dias. Norma? Ma acabamos de ver a Norminha Dira Paes no Caminho da Lapa? Normal? Mas o filme acabou de estrear! Santo Deus de Todos os Erros da Falta de Graça! É mais um programa chato que passa...

O programa pela propaganda tinha cara de deja vu. Já vi tentarem de tudo com Regina Casé, com aquela dupla Perissé e a outra, com outros craques como Fernando Guimarães, Débora e Fernanda estelares etc.

O problema é o padrão, é a audiência forte, a publicidade assegurada, o ibope mínimo, os roteiristas premiados no oitavo decanato, e sempre tudo é primeiro ou segundo lugar... Tudo dando a impressão de que a Globo não erra. Mas os canais abertos vizinhos estão de plantão. A TV do bispo e a do Pânico na TV estão por ali ciscando.

Às vezes, melhorar a qualidade da audiência exige piorar a programação, exige baixar o nível em nome do "share" com gente espectadora cansada ou preguiçosa, expectorando uma quase indigência, querendo receber tudo facinho, mastigadinho, vulgarzinho.

Enquanto a Globo insistia em ecologia, o programa de reality A Fazenda, da Rede Recorde da Igreja Universal, liberava a bunda geral de pretensas celebridades. A vocação calipígia de Macedo está patente no patamar da propaganda, o altar das maldades diabólicas. E vem aí, agora mesmo ainda neste 2009, mais um campeão de saliência: A Fazendinha II. Vem mais bunda no ar.

Sente-se o cheio de carniça, ou de esmola, ou da boa-fé e do bodum. O povo gosta, e a Record do bispo coletor ou templário mostra que é um templo de exibição bundiática.

Lula engasgou, não conseguia falar, escondia o rosto no lenço. Será que o lenço estava limpo? Lula deixou escapar algo que nem se sabe se repercutiu na grande midia. Numa coletiva em Copenhague pouco antes daquela formal do Comitê Olímpico Internacional, o presidente do Brasil afirmou que, em 2016, ele já não estaria na chefia do governo. Ou seja, Lula, por ato falho, ato ou fato que muitos julgam freudianamente não existir, passou claramente a informação de que, em princípio, não pretende concorrer na eleição de 2014 para um terceiro mandato. Será verdade?

Não sabemos de mais nada. Ciro Gomes, o coronel moderno do Ceará, o homem do bom gosto, tem a global Patrícia Pilar, tem apê bacana no Leblon, pois o homem que jurou que não sairia candidato a governador de São Paulo, e sim à sucessão Lula, parece que agora transferiu o domicílio eleitoral, na última hora, para a capital paulista. Letra morta. Até em silêncio Ciro Gomes hoje atordoa. Desistimos de vez. Começamos a cogitar de sufragar a Jaguatirica do Acre.

A Rede Globo, dias atrás, ao anunciar com orgulho os nomes de seus jornalistas premiados no concurso do site Comunique-se, omitiu a lista de outros coleguinhas igualmente contemplados, apenas porque eram de outras emissoras? Será isso verdade? Horrível este padrão global que mistura jactância com presunção e medo do ibope alheio.

Tendo o diretor de marketing de dinheiro Edir Macedo comprado os direitos exclusivos, para TV aberta, da transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, resta à Rede Globo uma questão premente em função da escolha do Rio para 2016. O que fará a Globo? São dois os caminhos; um já divulgado, inclusive aqui neste valoroso Correio da Lapa do Salve-se Quem Puder: seria embarcar toda a equipe esportiva, de Galvão Bueno a Glenda Bodybodisky no canal 39, que é TV de assinatura. Esta emissora comprou os direitos de transmissão de Londres 2012 e pertence às Organizações Globo. Daqui a dois anos, os sinais do Canal 39, SportTV, estarão mais abertos do que os braços do Cristo no Corcovado. A Globo fará propaganda maciça na sua TV aberta para que todo mundo veja de graça o canal 39.

O outro caminho passa por Lula ou por Dilma Rousseff, ou por José Serra. Seria dar uma chave de galão na Record via canais políticos da estratosfera do Planalto Central. Mandar Macedo dividir a cota e compartilhar a transmissão com a Vênus Platinada. Se ele estrilar, entra a chamada Razão de Estado.

Lula, segundo vozes numa tertúlia recente no Rio de Janeiro, seria uma invenção do bruxo do SNI, o general Golbery do Couto e Silva. O falecido Rasputin do Planalto ao tempo dos presidentes Geisel e Figueiredo revelou a trama numa entrevista histórica com Glauber Rocha, em 1973, acho, e foi pelo cineasta epitetado como "gênio da raça". O baixinho Golbery dizia que o sistema ia abrir, que o Estado ia dar dinheiro para o pessoal do cinema, um cala-a-boca maravilhoso, e que as massas ficariam sossegadas e felizes, sem sonhos de abraçar um comunismo já então decadente no mundo da Europa Oriental.

E não deu outra. Só que 20 anos depois. Lula é o cinema brasileiro com dinheiro feliz da Globo Filmes. Lula é a gastança; é a TV Brasil com menos audiência ainda do que a extinta TVE. Lula é a Petrobras, o Pan-Americano, e agora é o Rio de Janeiro 2016. Lula deu "cala-a-boca" para o pessoal do PT, deu para outros artistas, deu de nomear gente de menor importãncia para o Supremo, até nisso imitando Fernando Henrique Cardoso; Lula que manteve firme o compromisso de canalizar o máximo possível a verba publicitária para a Rede Razão de Estado, e ainda deixou os bancos faturarem à vontade nos últimos sete anos...

Felicidade maior não existe. Só falta botar Manuel Zelaya no trono da descarga de Hugo Chávez..

As esquerdas nunca estiveram mais felizes brincando de cultura. A TV, sem Proer, ganhou um sibilino e perfumoso Pró-Ar... A ajuda financeira é matematicamente grandiosa, é o dólar barato, a divida externa dizimada, é a conta subjetivamente perfeita enquanto exatidão política.

A Globo dá aulas de higiene, de tolerância sexual, de sustentabilidade, de bons modos etc e tal. Bacana, mas as cracolândias proliferam em diversos bairros da maioria das cidades médias e grandes do Brasil. Juventude mais perdida do que a filha de Cartola que cavou o abismo com os próprios pés. E como cantava bem essa música o choroso pai mangueirense!

A população brasileira, pelos índices de audiência que "comete", ou "protagoniza", está viciada na droga da TV, vê tudo sem ser parte de nada, talvez apenas seja a parte cinzenta - nada relacionado a cérebro - do mundo colorido da grande midia. A TV está revigorando um novo estilo antropológico de Casa Grande e Senzala. O povão consome as partes gordurosas da dieta das celebridades sem tutano. Consome as declarações óbvias, os sorrisos abobalhados, as fotos inexpressivas. O povão não se enxerga no porão da sala. Não tem voz. Intoxicou-se com o pastiche, com o folhetim em que os canais de TV repetem sempre uma roda boba: 20 personagens, de quatro ou oito famílias, todos fadados a se encontrarem ao longo de oito ou nove meses, numa sucessão de pequenas tramas de emoção barata.

Uma pena que tanta gente talentosa se sacrifique por tanto tempo. Quanto desperdício de potencial apenas para entreter uma sociedade que vive às turras com uma guerra civil endêmica e sem causa, tipo 40 mil ou 50 mil assassinatos a tiros por ano no Brasil, num universo de 190 milhões de almas submetidas a lavagem digital.

E nos EUA, num padrão um pouco acima de cultura de instantes midiáticos, os homicídios não chegam nem a dez mil por ano, apesar de uma população na casa de 300 milhões de almas com direito de andar livremente armada até os dentes.

No Brasil, a violência está na super-estrutura da informação. Quase tudo é release, puxa-saquismo, celebridade, abafa o caso, chiqueirinho vip, cara-crachá, tudo pobre na Cultura Do A Favor Total. Se não entrar elogiando, não tem direito nem de sonhar em sair por aí.

No Egito, advogados leitores do Corão se mobilizaram para proibir o kit chinês de Virgindade Artificial. Noticia é desta segunda-feira. O que era antes possível só com uma operação plástica no interior dos grandes lábios, agora é facilidade, é um hímen falso made in Shangai. Já no também muçulmano Iraque, cada vez sempre mais fratricida, com tiros entre xiitas, sunitas e curdos, três tristes tigres tribais, saltou aos olhos deste voyeur cultural, também nesta segunda-feira, uma notícia ou dado horripilante: Bagdá informou: existem no país do outrora ditador Saddam Hussein nada mais, nada menos do que hum milhão de viúvas.

Menos infeliz foi Carlos Gardel, que deixou, ninguém parece saber ao certo, apenas cinco ou oito viúvas nesta Terra. Mas todas já fizeram a passagem. Resta saber como rolou a partilha no Céu.

No meu até agora vai tudo bem, não bate Sol. Alles blau! Cada um no seu buraco.

Outro dia, ao me dirigir mais uma vez para a Biblioteca Nacional, pesquisa de velhos jornais, me deparei com uma trupe de teatro com uma bela câmera na mão de um deles. Filmavam a voz das ruas, a poesia etc e tal. Me convidaram no ato e no ato aceitei. O Rio tinha ganhado o direito olímpico de 2016 duas horas antes. Então exclamei com empáfia e orgulho para a lente a um palmo do nariz: tudo se resume a buraco. Vejam vocês esses buracos horríveis aqui nas pedras portuguesas diante da escadaria da Biblioteca Nacional. Aqui está o choque da ordem, o choque da desordem, o choque do buraco. Agora vamos construir mais buracos, fundações para as edificações esportivas, a nova hotelaria. Agora é que vai começar a gastança para valer. Vão roubar muito, mas pelo menos vão roubar no Rio de Janeiro, não mais só em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. E continuei num delírio: o Brasil hoje se divide em felicidade de um lado e mais felicidade ainda do outro. Lula derrubou o Rei Juan Carlo, derrotou Obama, disse que convenceu o amigo americano pelo menos a viajar a Copenhague, que o negão de Chicago nem queria aparecer, já informado pela CIA de que a derrota era certa. A cartolada já tinha sido arrematada a bon marché. Lula se disse amigo de todos, menos do Ratoyama, o japonês, e brincou: ainda não sou amigo dele porque tem um problema no Japão: com premier japonês você diz bom dia a um e ao dizer boa tarde já é outro. A instabilidade do regime parlamentarista da Itália já foi pior do que a do Japão. A estabilidade de Lula não tem precedentes, só é comparável a de Getúlio Vargas e Dom Pedro II. Um saiu com tiro no coração depois de uns 18 anos. Já o outro velhinho barbudo, depois de quase meio século segurando o bastão, foi empurrado sem gentileza convés acima do navio Jaceguai, enquanto reclamava, aporrinhado, porque os golpistas não aceitavam que ele, Sua Alteza Imperial Deposta, aguardasse o resto da turma descer de Petrópolis. Pedro Alcântara deixou uma última frase racista ao ser quase empurrado: Não sou negro fujão. E embacaram-no no mar encrespado como um Manoel Zelaya jogado de pijama num terreno baldio da Pobre Costa Rica Vizinha.


Casa Grande e Senzala. Gente famosa aos borbotões, o povão comendo joelho de porco, a porca torcendo o rabo. E eu no bunker, só aceitando celebridade que faz a diferença, não porque escapou do esgoto, não porque aparece na TV hoje apenas para desaparecer amanhã, mas só celebridades que primam pelas invenções mais raras.


Um sobrinha de Luiz F. Papi descobriu, em Nova York, por acaso, a homenagem que fiz ao amigo poeta neste nosso blogue-maluco Correio da Lapa. E assim a família toda ficou sabendo, e assim parentes do escritor e jornalista me enviaram quatro mensagens emocionadas de agradecimento.

Em retribuição, transcrevo um poema de Papi, de seu último livro intitulado "Orbestiário", aliás nome que errei ao mencionar antes apenas o temo Bestiário. Mas eis o soneto 19:

E deu-se que o boi bebeu
o rio e de lambuja
comeu a piranha cuja
fama desapareceu
antes de secar o leito
por onde água passava
cascateante e rolava
o redondo seixo afeito
ao provérbio impopular
sobre a pedra que de tanto
rolar perdeu o seu dia
de viver a fantasia
aguada no desencanto
do ex-rio sem seu par.


Isso sim é poesia da máxima qualidade, e cai com uma luva no bunker mental que a televisão arredondou como um espanto.

* - Por Alfredo Herkenhoff

Repercussão de ação na Justiça contra blog

Por Filipe Coutinho *

Quando há um suposto dano moral em texto jornalístico publicado na internet, onde o processo deve ser aberto? No estado de quem ofendeu ou de quem se sentiu ofendido? As diferentes decisões da Justiça brasileira levaram o Supremo Tribunal Federal a reconhecer, nesta sexta-feira (2/10), a Repercussão Geral da questão. Em breve, os ministros analisarão esse impasse típico da era virtual.

No Plenário Virtual do Supremo, os ministros decidiram que o caso tem Repercussão Geral. Assim, o STF vai resolver de vez esse nó e a decisão será referência para todo o Judiciário. O ministro Cezar Peluso foi voto vencido. Clique aqui para ler o Recurso Extraordinário 601.220.

Para chegar ao Supremo, foram necessários dois anos de peregrinação do advogado Miguel Nagib na Justiça paulista. Nagib, além de advogar em Brasília, mantém um blog e foi acusado de causar dano à imagem de um dos criticados em seu site, numa ação ajuizada em Ribeirão Preto (SP). Para o advogado, os custos de se locomover para São Paulo e o tempo gasto entre idas e vindas representam um grave embaraço à liberdade de imprensa.

No Recurso Extraordinário 601.220, o advogado sustenta que os processos devem ser abertos no foro do domicílio do réu. “O direito de abrir ação continuaria garantido, mas não causaria dificuldade do acusado se defender”, explica. Miguel Nagib se vale do artigo 220 da Constituição. Diz o texto: "Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”.

Com esse argumento, o advogado pede ao Supremo que afaste, para os casos da internet, o artigo 100 do Código de Processo Civil, que prevê que o foro competente para o julgamento de ação de reparação de dano é o foro do domicílio da pessoa que sofreu o dano.

Para comprovar sua tese, Nagib dá um exemplo hipotético, mas possível de acontecer. “Imagine que um texto publicado na internet supostamente ofenda os advogados e que cada advogado de uma comarca diferente entre com um processo. O acusado vai ter condições e tempo de conseguir se defender em 27 lugares diferentes ao mesmo tempo?”, diz.

Ao contrário da tese apresentada pelo autor do recurso, os tribunais brasileiros têm entendido que a ação deve correr no estado do ofendido, segundo os advogados Taís Gasparian e Renato Opice Blum. Para Taís, que é advogada da Folha de S. Paulo, a ação deveria tramitar no domicílio do réu. Ela recordou do caso da enxurrada de ações contra a jornalista Elvira Lobato e a Folha. Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, em todo o país, entraram com 56 ações contra o jornal e a jornalista.

No texto, a repórter relatou que a Universal construiu um conglomerado empresarial e que uma das empresas da Igreja, a Unimetro, está ligada à Cableinvest, registrada no paraíso fiscal da ilha de Jersey, no canal da Mancha. “O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais”, informou.

Segundo Taís Gasparian, a defesa do réu nessas condições fica complicada. “Em uma semana, a Elvira tinha 12 audiências marcadas. Não foi possível comparecer em todas, já que em alguns locais demorava dois ou três dias para chegar”, conta a advogada.

Renato Opice Blum, especialista em Direito da Internet, pensa diferente. Segundo ele, além de a jurisprudência dizer que o domicílio é o da vítima, o artigo 100 do CPC prevê que o foro competente é aquele onde a pessoa tomou conhecimento da ofensa. Logo, o estado do autor da ação. Ele observa, entretanto, que existe uma regra alternativa no código em que está prevista a competência do estado do réu quando é difícil identificar onde aconteceu o dano.

O advogado Omar Kaminski observa que, mais do que nunca, as lides envolvendo a internet passaram a fazer parte do cotidiano e de realidade jurídica. Segundo ele, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu sobre o tema por mais de uma vez, no sentido da aplicação do artigo 100, V, a do CPC, estabelecendo que lugar do fato é a localidade em que moram e trabalham as pessoas prejudicadas, pois é na comunidade onde vivem que o dano terá maior repercussão para o autor da ação e suas famílias. Ainda que a ré seja pessoa jurídica com sede em outra localidade. “Parece-me razoável e lúcido tal entendimento, inclusive no sentido de favorecer os prejudicados na propositura da ação, que assim terão menores ônus”, concluiu.

Caso concreto
No caso a ser analisado pelo Supremo, Nagib é processado por publicar em seu site um artigo escrito por outra pessoa. O advogado mantém o site Escola Sem Partido, dedicado a combater as escolas que ensinam conteúdo com fins político-ideológicos. Em 2007, foi publicado por uma leitora um artigo sobre supostos desvios ideológicos de livros da escola COC, em Ribeirão Preto (SP). Ao colégio, foi dado espaço para rebater as críticas e o COC exerceu o direito de resposta. Mesmo assim, entrou com processo por danos morais em Ribeirão Preto, a 750 quilômetros de distância de Brasília, onde Nagib trabalha.

Na Justiça paulista, o mérito do caso ainda não foi analisado. Em relação à discussão sobre onde o processo deve ser aberto, Nagib perdeu e por isso entrou com recurso no Supremo. No RE, o advogado cita como exemplo do “embaraço à liberdade de imprensa” o ocorrido com um outro blogueiro, simpatizante da causa.

Segundo Nagib, um colega do Rio Grande do Sul resolveu tirar de seu site a mesma crítica feita ao COC, temendo ter de gastar dinheiro com um processo em São Paulo. “Esse é um caso concreto de ofensa à liberdade de imprensa. A pessoa teve de deixar de se manifestar com receio de perder tempo e dinheiro por causa da abertura de um processo no estado de quem entrou com a ação”, diz Nagib.

* - Texto avistado no site:
http://www.conjur.com.br/2009-out-02/stf-reconhece-repercussao-geral-casos-foro-acao-blogs

Internautas de países infelizes não entram no CdL

O Correio da Lapa registrou nos últimos 30 dias quase 7 mil acessos. Os 25 países mais assíduos neste espaço-estapafúrdia são os mais importantes na ótica da exigência de qualidade editorial com busca de alto nível de espantos. Eis as nações mais livres e curiosas na nossa visão brejeira, e ao fim os países que desconhecem o CdL e que coincidentemente estão entre as nações mais infelizes ou menos livres ou as duas coisas, que ambas quase sempre andam juntas...:


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Turkey
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23.
Greece
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24.
Peru
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25.
Israel
14


Observação: Este Correio da Lapa, no último mês, não registrou nenhuma visita procedente de países como Cuba, Honduras, Líbia, China, Indonésia, Bulgária, Paquistão, Afeganistão, Iraque, Irã, Uganda, Sudão, Coreia do Norte, Somália, Nicarágua e mais uns outros.... Será mera coincidência?


Naked Lunch 1959-2009 Drug and Art Almoço Nu

William Burroughs, inventor do cut up



William Seward Burroughs II (5 de fevereiro de 1914 – 2 de agosto de 1997) foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.

A sua obra mais conhecida é Almoço Nu (Naked Lunch) seguida de Junkie. Grande parte de sua obra, de atmosfera fantástica e grotesca, tem caráter autobiográfico. Apesar de fazer parte da chamada geração beat, seus livros têm pouco em comum com o restante desses autores, já que a linguagem utilizada provém de fluxos de consciência durante o uso de alucinógenos. Homossexual depois da morte acidental da esposa causada por um disparo com arma de fogo. Foi um dos pioneiros da literatura experimental, tanto no universo léxico escatológico, urbano, comum e absurdo como no consumo de drogas para produção subjetiva de textos.

English Lesson

On Saturday, October 10, 3:30pm - 8:30pm, the Departments of Humanities and Sciences and BFA Visual and Critical Studies at New York's School of Visual Arts will host a program of films, readings and performances in celebration of the 50th anniversary of the publication of William S. Burroughs' controversial novel Naked Lunch. The event is part of a three-day tribute in collaboration with Columbia University and New York University. Films will include the East Coast premiere of Words of Advice: William S. Burroughs on the Road directed by Lars Movin and Steen Rasmussen, The Beat Hotel directed by Alan Govenar, Japanese Sandman directed by Ed Buhl, and Nova Express directed by Andre Perkowski. The program will feature performances by poets Anne Waldman. Eric Andersen, and Michael McClure. Music producer Hal Willner and special guests will perform scenes from Naked Lunch. Organized and hosted by SVA faculty member and beat scholar Re gina Weinreich (author of Kerouac's Spontaneous Poetics; editor of Kerouac's Book of Haikus, and co-producer/director of Paul Bowles: The Complete Outsider), this event will take place at the SVA Theatre, 333 West 23rd Street (between 8th and 9th Avenue).

Revisão, ainda que tardia

A revisão é a questão mais polêmica de toda a produção do livro. Quanto mais apegado ao seu texto, menos é possível editá-lo. É preciso algum desprendimento para aceitar os erros que por ventura tenham ocorrido, mesmo que inadvertidamente, e corrigi-los.

Um texto não nasce pronto. Ele precisa de inúmeras revisões, seja pelo autor, pelo revisor, pelo editor, até chegar às mãos do diagramador, que dará forma ao que foi tão longamente escrutinado. O designer de um livro raramente o lê - por isso é preciso reler as provas. Ocorrem saltos, trocas, inversões de texto, que quem prepara a paginação não enxerga: para ele tudo é imagem; palavra, nenhuma. "Como é possível não ter visto isso?", perguntam os que veem o livro pronto com um erro crasso qualquer. É possível. Ninguém vê, porque lê o que está na sua cabeça, não o que está digitado.

Eu recomendo sempre aos meus autores: "Leiam com os olhos frescos da manhã". Nada de ler tarde da noite, ou cansado, estressado, fatigado, exausto. Leiam como se não tivessem outro compromisso no dia, sem pressa, sem pressão, sem ansiedade alguma, senão só lerão o que querem ler e não o que está escrito. Circula pela internet a brincadeira de que conseguimos ler as palavras com todas as letras fora do lugar, desde que mantenhamos a primeira e a última sílaba intactas. Pois bem, quem revisa não lê o meio da palavra, só as pontas. Se falta um R ou um S, vai continuar faltando.

No livro "Um lugar azul", de Sérgio Medeiros, o autor mesmo se espantou com um erro que passou debaixo de todos os narizes: no lugar de "Onde" estava escrito "Ontem", porque a palavra seguinte era "tem" e isso fez com que ele digitasse "Ontem tem" em vez de "Onde tem", que ele só viu na prova impressa.
A edição do texto inclui sugestões, alterações, cortes, substituições de palavras que o editor enxerga como solução para trechos confusos. Uma coisa é pensar o que se quer dizer, outra é escrever o que quer ser dito. Nem sempre esse exercício está completo para o autor. É preciso ser muito bom em português para não errar a pontuação, a conjugação verbal, o uso da crase, a ortografia, o verbo haver e as preposições. Esses são os erros mais comuns.

Fora quando não escrevem de ouvido, ou seja, usam palavras que se aproximam eufonicamente daquela que deveriam utilizar. O editor precisa afinar o texto, para que sejam usadas as palavras certas, e não algum falso substituto. Vocabulário é uma das falhas mais comuns para os jovens escritores: leem pouco, escrevem mal. Muitas vezes têm grandes ideias para seus livros, mas, na hora de escrever, falta tudo, até concatenação de frases. Acho que as aulas de redação caíram em desuso nos últimos tempos. Tudo que sei de texto aprendi na escola: como é que estes novatos não sabem escrever? Aliás, agradeço as aulas de português - continuo até hoje a praticar tudo que estudei em classe. Se não fosse por isso, e toda a leitura que fiz antes, durante e depois, eu não teria conhecimento para consertar o texto dos outros.

Uma revisão pode durar meses, ou mais de um ano. "Carta para Ana Camerinda" precisou de 22 leituras durante 5 meses, minhas e do autor até ficar pronto. Não passou erro algum. O livro acabou sendo adotado por um colégio para leitura em classe. Não só leram os alunos, mas como os pais dos alunos e o autor foi chamado para dar uma palestra no colégio. Sucesso total. Nosso trabalho foi recompensado.

Todo livro que não seja revisado à exaustão não passa na prova de fogo da prova impressa. "Ah, como que continua tendo erro?" Resposta: o olho não foi feito para ler na tela de um computador, foi feito para ler o papel deitado. Por isso, vemos "melhor" a prova em papel do que na tela. Lamentável descoberta, já que estamos partindo para a digitalização e quase aposentando os livros impressos.

"Os que estão aí", de Leonardo Vieira de Almeida, publicado em 2002, foi o primeiro livro de contos da editora e fizemos isso com louvor: chamei um revisor (Paulo Mauad, o melhor que conheço) e dividi o livro em duas partes, metade para ele, metade para mim, e depois trocamos: ele encontrou erros que eu não vi, e eu encontrei erros que ele deixou passar. Só assim arrematamos todos. Mas esta última revisão foi feita depois que o autor já havia aprovado a revisão anterior, mas eu, não conformada, resolvi olhar tudo de novo, e encontrei mais trocentos errinhos. Leonardo disse: "Você faz revisão com bisturi". Elogio aceito e guardado.

Quem pretende escrever deve conhecer profundamente o português, além do assunto que escreve, para não cometer deslizes; se o editor não conhecer o assunto tão bem ou melhor que o autor, vai errar junto. E isso, sim, é imperdoável.
Por Thereza Christina Rocque da Motta
Rio de Janeiro, 4 de outubro

sábado, 3 de outubro de 2009

Obras no Alemão, o PAC ficando real



Dilma grita no peito: I Love Rio


Rio de Janeiro, 2016: a ministra Dilma Rousseff não foi à Dinamarca, nem a Porto Alegre, nem a BH e nem a Brasília: apostou no Rio e ganhou. Comemora! À sua esquerda, de amarelo, o vice-governador Pezão. Que Venham as Olimpídadas Cariocas...


Estão virando realidade as obras do PAC no Alemão, no meio da comemoração no Copacabana Palace, pela conquista das Olimpíadas de 2016.

Crédito das fotos: Fernanda Almeida

Jovem atleta do Flamengo despontando no tênis

Wilson Leite , atleta que treina no Flamengo, passa a integrar ranking da Associação dos Tenistas Profissionais, a ATP.

Com 17 anos, Wilson Leite , atleta que treina no Flamengo, conquistou seu primeiro ponto pela Associação dos Tenistas Profissionais, a ATP.

Wilson Leite o único atleta juvenil do Rio de Janeiro a integrar o quadro de ranqueados da ATP.


Boa Sorte, e haja dedicação!

Olimpíada 2016 no Rio e Flamengo

Encaminho por solicitação do presidente Marcio Braga, que agradece ao Presidente Lula mais uma vitória para o esporte brasileiro.
Marilene Dabus - Assessoria de Imprensa do Flamengo:


O C.R.Flamengo e a Nação Rubro-Negra se congratulam com os cariocas pela vitória conquistada para sediar a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro.

A Olimpíada é nossa

O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016. A vitória brasileira é a vitória de todo o continente. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu uma cidade da América do Sul para abrigar o maior evento esportivo do mundo.
O anúncio foi feito na última sexta-feira pelo presidente do COI, Jacques Rogge, em Copenhague, na Dinamarca.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de estado, além do governador e do prefeito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, respectivamente, defenderam a candidatura brasileira. “Depois que a gente passa por muita coisa, pensa que não vai mais ficar emocionado. Mas hoje foi um dia sagrado para mim. Se eu morresse agora, já teria valido a pena viver”, afirmou o presidente, que se empenhou pessoalmente para que o país alcançasse o êxito.


Na reta final da disputa, o Rio concorreu com Madri (Espanha). Chicago (Estados Unidos) e Tóquio (Japão) foram as primeiras cidades eliminadas. “Estamos entre as demais maiores economias do mundo”, afirmou o presidente.

A escolha do Rio é também o reconhecimento do inquestionável momento do país, em que prevalece a estabilidade democrática, política e econômica.

Desenvolvimento - A realização dos Jogos representa um legado de desenvolvimento para a cidade e para o Brasil, com a transformação social, esportiva e econômica no Rio e a consequente geração de impactos positivos em todo o país.

As obras de infraestrutura essenciais ao sucesso do evento já constam de planos de ação para o Rio e o Brasil. Estudos indicam que os jogos vão impactar R$ 90 bilhões na economia brasileira. Os investimentos podem criar, a partir deste ano até 2016, mais de 120 mil empregos diretos e indiretos ao ano e cerca de 130 mil, entre 2017 e 2027, ao ano. E 97% da aplicação dos recursos para os jogos vão retornar aos cofres públicos por meio da arrecadação de impostos.



Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 903 - Brasília, 2 de Outubro de 2009

Micheletti à Veja: Zelaya é um boneco de Chávez

Deu na revista Veja:

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, tem 65 anos de idade, 29 de Congresso e o sangue quente que se costuma atribuir aos descendentes de italianos.

No início da entrevista que concedeu à editora Thaís Oyama, elogiou o presidente Lula, o "encantador povo brasileiro" e reiterou que, ao contrário do que havia sugerido, não mais ordenará nenhuma medida contra a Embaixada do Brasil, mesmo depois de terça-feira, quando se esgota o prazo dado por seu governo para que o país defina o status do "hóspede" Manuel Zelaya.

Ao longo da conversa, porém, Micheletti foi dando vazão à contundência, até deixar clara a sua opinião sobre a quem cabe a culpa pela situação em que se meteu Honduras: o presidente venezuelano Hugo Chávez e, também, o governo brasileiro.

A maneira como Manuel Zelaya foi expelido do país – tirado de casa, de pijamas e no meio da madrugada – não foi um erro, já que ajudou a reforçar a ideia de que ele foi vítima de um golpe?

Sim, foi um erro. Mas temos de considerar que as pessoas que foram cumprir essa tarefa estavam com medo – Zelaya tem seguidores e poderia haver um enfrentamento. Eu não tenho responsabilidade por essa decisão. Só fui informado do procedimento à tarde. Mas o que me contaram é que fizeram isso por temor de que ocorresse um conflito.

Mas quem deu a ordem?

A Suprema Corte de Justiça. E o procedimento foi legal.

Incluindo a retirada dele do país? Por que não o prenderam?

Eles (os militares encarregados da tarefa) deveriam tê-lo levado aos tribunais, mas decidiram tirá-lo do país para evitar um derramamento de sangue. Por isso, decidiram levá-lo à Costa Rica. Não haveria uma prisão segura para ele aqui.

O senhor conhece Zelaya muito bem. Como o descreveria?

É uma pessoa que toma decisões impulsivas. Na dificuldade, tem serenidade para aguentar tudo, mas depois planeja a vingança. É um homem que não se deixa decifrar: a palavra dele não dura meia hora. Zelaya nunca cumpriu com sua palavra.

Ele foi eleito pelo mesmo partido que o senhor, o Partido Liberal, mas, no cargo, adotou práticas e discurso de esquerda. Por quê?

Porque se cercou de comunistas de boteco, gente que não faz mais do que falar e falar. Eles o rodearam e o foram convencendo de que dessa forma iria perpetuar-se no poder. Isso nos motivou a que nos preparássemos para defender o país desse comunismo versão século XXI – uma invenção de um louco da América do Sul.

O senhor se refere a Hugo Chávez?

Sim, Zelaya é um boneco de Chávez, que o insuflou com ideias de grandeza, que o fez acreditar que era uma espécie de Bolívar (Simon Bolívar, líder revolucionário venezuelano) ou Francisco Morazán (militar e herói hondurenho). E que também lhe deu dinheiro.

Acredita que Chávez financia Zelaya?

Infelizmente não com o dinheiro dele, mas com o dinheiro do povo da Venezuela.

Qual é o plano de Hugo Chávez para a América Latina?

Fazer um novo império: o império de Hugo Chávez. O homem está vertendo o dinheiro de seu povo em todos os lugares, a fim de comprar apoio, consciências. É um ególatra, um megalomaníaco. Vêm dele todas as dificuldades que estamos passando agora.

O senhor acredita na existência de uma relação dele com o narcotráfico?

Nos últimos oito meses do governo de Zelaya, aqui neste país pousaram dezoito aviões clandestinos com registro venezuelano – todos trazendo drogas ou dólares (Honduras é uma das principais pontes do tráfico de drogas da América Latina para os Estados Unidos). Alguns desses aviões já foram encontrados queimados – os tripulantes retiram a droga das aeronaves e depois ateiam fogo a elas para não deixar pistas. Outros, nós conseguimos capturar. Já nestes três meses em que estamos aqui, apareceram somente dois desses aviões – um nós capturamos e o outro encontramos já queimado (a assessora o corrige, lembrando que recentemente a polícia localizou mais um avião venezuelano queimado). Ah, sim, foram três. Você vê: com a volta de Zelaya, os aviões já começaram a aparecer de novo.

O assessor para assuntos internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, declarou que "o governo golpista de Honduras é feito de mentirosos". O senhor o conhece?

Não o conheço, mas quero dizer a Marco Aurélio Garcia que tenho 29 anos como congressista e ninguém nunca, nunca disse de Roberto Micheletti que era corrupto ou mentiroso. Nunca! Diga a ele que jamais minto e que posso afirmar no momento que quiser que é ele quem está mentindo, porque aceitou que havíamos queimado a embaixada e lançado gases, que estávamos envenenando as pessoas e instalando aparelhos israelenses lá para enlouquecê-las. Colocou o estado de Israel no meio disso tudo! Outro senhor, esse falastrão do Hugo Chávez, disse que Israel tinha sido o único país que nos havia reconhecido. Não é verdade. Nenhum país do mundo nos reconheceu, mas nos manteremos firmes, com fé em Deus que tudo vai sair bem.

E o que o senhor tem a dizer sobre o segundo adjetivo: "golpista"?

Eu sou presidente do Congresso Nacional e, por isso, obedecendo à Constituição de Honduras, fui nomeado presidente da República por seis meses, na ausência desse senhor que cometeu delitos contra o país, incluindo traição à pátria, além de atos de corrupção que deixam pasmo qualquer um. A mim me cabem seis meses de governo, durante os quais preciso garantir que as eleições aconteçam. Essas eleições não foram programadas pelo meu governo. Estão programadas desde 2008. E o que eu vou fazer é entregar o poder no dia 27 de janeiro de 2010 ao candidato vitorioso, porque assim ordenam que eu faça a lei eleitoral e a Constituição da República. Não pode ser um golpista nem um ditador um homem que assumiu a Presidência obedecendo à Constituição do seu país e que vai embora para casa no dia 27 de janeiro porque assim o determina a lei.

Como funciona hoje o poder em Honduras? Diz-se que as Forças Armadas mandam em tudo e que o senhor obedece.

Isso é mais uma mentira do seu amigo, o senhor Garcia!

Não, não foi ele que disse isso.

Ah, bom, mas quero que diga a ele: este país é constituído por três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, e os três somos civis. No Executivo manda Roberto Micheletti – e seus ministros. No Legislativo manda o senhor advogado José Alfredo Saavedra, que é o presidente do Congresso. Na Suprema Corte de Justiça, mandam Jorge Avilés e seus catorze magistrados. São os três poderes do estado, fora o Supremo Tribunal Eleitoral, que também é uma entidade independente dos poderes do estado. Aqui, as Forças Armadas só cumprem com sua obrigação constitucional.

Fechar TV, rádio, decretar estado de exceção são coisas que remetem à velha e infeliz tradição de golpismo. Por que o senhor achou necessário tomar essas medidas?

Quer saber por quê? Porque o Brasil, por meio de seu presidente, permitiu que Zelaya convocasse à insurreição e à violência da varanda da sua embaixada. Porque o senhor Lula da Silva não teve a cortesia de chamar esse senhor e dizer a ele: "Pare de fazer isso porque você está prejudicando a população hondurenha". Essa é a resposta. Depois, a lei me ordena que proteja a vida dos cidadãos hondurenhos. A determinação que tomei foi para evitar derramamento de sangue.

O Exército lançou algum tipo de gás dentro da embaixada brasileira?

Essa é uma acusação patética, mais um teatro de Zelaya. Mandamos peritos, médicos para lá, não houve nada. Nada.

Mas um funcionário brasileiro disse ter sentido cheiro de gás.

O que me informaram foi que a embaixada tem três banheiros e estava naquela altura com 160 ou 180 pessoas. Estava com os dutos totalmente cheios, e esses dutos produzem gases. Uns dizem que foi isso. Dizem outros que o que houve foi uma falsidade completa. Por que os vizinhos não sentiram nada? Os jornalistas perguntaram aos vizinhos do lado direito, aos do lado esquerdo e aos da frente da embaixada e ninguém sentiu nada.

O senhor parece bem-disposto para alguém que está à frente de uma crise que já dura três meses.

Sabe por quê? Porque Deus está comigo sempre. Não sou católico de passar na igreja todos os dias, mas rezo sempre e carrego o meu rosário quando vou enfrentar situações difíceis – peço a Deus que me ajude a enfrentar as coisas, porque ele sabe que o meu coração é limpo. Encaro a Presidência interina como uma missão que me foi confiada pelo meu país. Eu era muito feliz como presidente do Congresso.

Olympic Rio de Janeiro 2016


Desenho do buscador Google nesta data querida

Concurso público para o Senado

Queridos amigos

Neste novo ano tome uma decisão e resolvi mudar e comunico a todos vocês: Lamento me afastar de vocês, mas estou indo embora, e agora é pra valer! Aprendi, a duras penas, a aproveitar as oportunidades que aparecem e essa eu não posso desperdiçar, pois como todos sabem, tenho muitos compromissos e preciso priorizar minha estabilidade financeira, para o meu próprio bem e em prol do bem estar da minha família. Assim,estou escrevendo para me despedir, pois estou de mudança para Brasília.

Espero ainda conseguir marcar um encontro para tomarmos um Chopp e selar minha despedida. A razão da mudança é que passei em um concurso público para Diretoria do Senado e vou assumir o cargo de DIRETORA DE FAX COM ENFASE EM E-MAIL. Não vou revelar o vultoso salário que vou receber, mas posso adiantar que é infinitamente maior do que o de
vocês, sem falar nos benefícios como plano de saúde, plano odontológico, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio vestimenta, auxílio academia de ginástica, auxílio lipoaspiração e pasmem: até auxílio calcinha (para as mulheres) e auxílio cueca (para os homens)! (foi a parte que eu mais gostei).

Como sou uma pessoa muito bacana e gosto muito dos meus amigos, vou dar uma dica: caso tenham interesse em concorrer no próximo concurso, estou encaminhando a prova que fiz para que vocês possam estudar e ir se preparando. Assim que tiver um novo concurso, eu os avisarei. Segue a prova:

CONCURSO PÚBLICO INTERNO DO SENADO

As questões foram elaboradas a pedido do digníssimo atual Imortal Presidente do SENADO (meu tio) para provar que não existe essa história de nepotismo e favorecimento pessoal, e que é preciso estudar muito para ter seu cargo garantido após passar por um concurso consistente em um processo seletivo muito rígido.

> QUESTÕES:
>
> 1) Um grande presidente brasileiro foi Castelo _________
> ( ) Roxo
> ( ) Preto
> ( ) Branco
> ( ) Rosa choque
> ( ) Amarelo
>
> 2) Um líder chinês muito conhecido chamava-se Mao-Tsé......
> ( ) Tang
> ( ) Teng
> ( ) Ting
> ( ) Tong
> ( ) Tung
>
> 3) A principal avenida de Belo Horizonte chama-se Afonso..
> ( ) Pêlo
> ( ) Pentêlho
> ( ) Penugem
> ( ) Pena
> ( ) Cabelo
>
> 4) O maior rio do Brasil chama-se Ama____
> ( ) boates
> ( ) zonas
> ( ) cabarés
> ( ) relinho
> ( ) puteiro
>
> 5) Quem descobriu a rota marítima para as Índias foi.....
> ( ) Volta Redonda
> ( ) Fluminense
> ( ) Flamengo
> ( ) Botafogo
> ( ) Vasco da Gama
>
> 6) A América foi descoberta por Cristóvão Co_____
> ( ) maminha
> ( ) picanha
> ( ) alcatra
> ( ) lombo
> ( ) carne de sol
>
> 7) Grande Bandeirante foi Borba _______
> ( ) Lebre
> ( ) Zebra
> ( ) Gato
> ( ) Veado
> ( ) Vaca
>
> 8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do Brasil
> foi Pero Vaz de ______
> ( ) Anda
> ( ) Pára
> ( ) Corre
> ( ) Dispara
> ( ) Caminha
>
> 9) Um famoso ministro de Portugal foi o Marques de ____
> ( ) Galinheiro
> ( ) Puteiro
> ( ) Curral
> ( ) Pombal
> ( ) Chiqueiro
>
> 10) D. Pedro I popularizou-se quando __________
> ( ) eliminou a concorrência
> ( ) decretou sua falência
> ( ) saturou a Paciência
> ( ) proclamou a independência
> ( ) liberou a flatulência
>
> 11) Pedro Álvares Cabral _____________
> ( ) inventou o fuzil
> ( ) engoliu o cantil
> ( ) descobriu o Brasil
> ( ) foi pra puta que pariu
> ( ) tropeçou, mas não caiu
>
> 12) Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel______
> ( ) aumentou a tanajura
> ( ) botou água na fervura
> ( ) engoliu a dentadura
> ( ) segurou a coisa dura
> ( ) aboliu a escravatura
>
> 13) Um grande ator brasileiro é Francisco Cu______
> ( ) sujo
> ( ) de ferro
> ( ) oco
> ( ) largo
> ( ) apertado
>
> 14) O autor de Menino do Engenho foi José Lins do ____
> ( ) Fiofó
> ( ) Cu
> ( ) Rêgo
> ( ) Furico
> ( ) Forevis
>
> 15) O mártir da independência foi Tira___________
> ( ) gosto
> ( ) cabaço
> ( ) que está doendo
> ( ) dentes
> ( ) e põe de novo
>
> 16) D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga, gritou:___
> ( ) Hortência volte!
> ( ) Eu dou por esporte!
> ( ) Como dói, prefiro a morte!
> ( ) Independência ou morte!
> ( ) Maria, endureceu! Que sorte!
>
> OBS: SEI QUE É DIFICIL, MAS ESTUDEM!!!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

2016, Rio Loves You, Olympic Games

Enfim faço 60 anos neste 3 de outubro de 2009.

O violonista Cláudio Jorge, à direita, abraçado com o finado amigo Luiz Carlos da Vila, vai comemorar o aniversário no aconchego da família. Eis a celebração verbal, um balanço, uma presença entre futuro e saudades, que o músico enviou ao nosso Correio da Lapa:

Não são aqueles anos intermediários entre a juventude e o início do fim, tipo quarenta ou cinqüenta.

São sessenta anos, meus camaradas.

Ao contrário do que eu mesmo poderia imaginar, não vou lançar CD comemorativo, não vou fazer show comemorativo de idade e não sei quantos de carreira, nem vou fazer nenhuma roda de samba. Também não vou receber os amigos no Bar Getúlio, como pensei em algum momento.

Minha comemoração dos sessenta vai ser em família, fora do Rio, na calma. Vai ser desse jeito porque ao longo destes anos todos desenvolvi uma arte que aprendi com meu pai que foi a de fazer amizades e comemorá-las, frequentemente. Entre tantas que cultivei em todo esse tempo, além de minha mãe, duas não estão mais por aqui – Paulinho Albuquerque e Luiz Carlos da Vila. Um festão de sessenta anos sem eles, é choro meu na certa.


Além disso, eu teria que estar com uma grana que anda meio fugida de mim, para não deixar amigo nenhum sem ser convidado, com boca livre, porque esse negócio de cada um levar a sua bebida não é negócio de pobre, não é negócio de malandro. Malandro e pobre convidam e dão banquete.


Agora, isso não quer dizer que daqui até o dia 3 de outubro de 2010 não estarei comemorando minha matura idade todas as vezes que encontrar meus camaradas pra tomar umas, é claro.

Comemorações à parte, o que mais está me mobilizando neste momento são as reflexões, o balanço de vida, essas coisas que tenho certeza não vão me levar a conclusão nenhuma, mas elas tem insistido neste último ano em ir junto comigo para o travesseiro.

O que eu fiz esse tempo todo da minha vida? É a pergunta mais presente e a resposta é “quase nada”. Essa sensação de que sessenta anos não combinam com minha relação tempo-espaço é uma loucura. É como se eu estivesse esse tempo todo esperando começar o segundo tempo e ele tá começando agora. Mas isso também é uma loucura, porque aos quarenta e cinco do primeiro tempo eu já me sinto querendo começar a dizer, hum! tô cansado. Enfim, fazer sessenta anos é mesmo uma loucura.

Minha vida até aqui foi um primeiro tempo relativamente fácil, jogando naquela posição tipo Gerson, centrando pra li, lançando pra lá, fazendo este trabalho de meio campo que eu sempre gostei de fazer. Nunca tive vocação pra goleiro nem pra ponta de lança. Nessa pelada acho que consegui realizar talvez cinqüenta por cento do que eu ambicionei algum dia. Confesso que a perspectiva de um segundo tempo, e se tudo correr bem, com prorrogação e disputa de pênaltis, está me deixando, na boa, morrendo de medo.

Primeiro porque se a idade lhe dá um pouco mais de calma em relação ao entendimento dos outros, ou das contradições da humanidade e do sistema em que vivemos, te dá também uma autoridade, vinda não sei de onde, que lhe permite virar para qualquer “autoridade”, em qualquer assunto e solenemente soltar um “foda-se” na cara dele, sem o menor constrangimento.

Segundo porque já começo a perceber os olhares, as palavras, as mensagens do tipo vai pra casa coroa botar o pijama e deixa o mundo para os jovens. Senti muito isso agora quando recebi os boletos bancários do meu plano de saúde. Ele triplicou de preço por causa dos sessenta anos. Que dizer, o meu plano de saúde, no fundo, tá querendo que eu morra.
Fico comparando minha juventude com a de agora, do meu filho, e vejo, que neste aspecto, meu amigo Hugo Sukman tem razão: o Brasil melhorou.

Agora que já posso usar essa expressão, no meu tempo, quando eu e meu parceiro Ivan Wrigg fazíamos uma música, no dia seguinte a gente ia lá no DOPS, na Praça Mauá, levar pra censura liberá-la, pra gente cantar pelas esquinas ou nas festinhas dos amigos.
No meu tempo, não tinha negro beijando branca na novela, nem estrela principal tipo Thaís Araújo.

No meu tempo uma pessoa de sessenta anos era um velho mesmo, não tinha como disfarçar, como nós hoje que temos a cara de pau de usarmos as mesmas roupas e cabelos dos jovens, quando ainda os temos. Hoje freqüentamos as mesmas academias de ginástica e ainda nos livramos do pavor de perder o direito de praticar o melhor esporte da humanidade, graças a umas pílulas coloridas que os caras inventaram por aí.

Mas qual é o meu tempo? O tempo que passou? E esse que vem agora pela frente, é de quem? Não é meu também? Então tá tudo errado. Enquanto estivermos vivos é o nosso tempo. Então o mundo vai ter que me aturar. Não sou elefante, não saberei a hora de tirar o time. Os meus sonhos não realizados continuarão a ser meus sonhos. Talvez o meu caminho mude muito daqui pra frente, por conta de uma curva que estou tentando fazer no navio que é minha vida, mas nunca amigo meu me verá na praça jogando xadrez. Mas provável é me encontrar de taco em riste numa sinuca qualquer da cidade tentando dar uma surra no Yamandu (rsrs).

Este é o sentimento que estou e dou de presente nestes sessenta anos a todos aqueles que curtiram a vida comigo até aqui. Um beijo especial pra minha mulher que faz aniversário na mesma data que eu.

A propósito, aprendi na novela “Com a minha nas Índias” que na Índia o cara faz sessenta anos e comemora um renascimento. Legal né? Mas a mulher dele tem que comemorar também como se ela fizesse sessenta junto. Minha mulher já falou que tá fora dessa.
Um beijo pra Mauro Diniz, Rodrigo Campelo e Sérgio Carvalho que fazem junto com a gente também.

Pra terminar, velhinho é puta que o pariu. Beijos.

Claudio Jorge

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Enem cancelado, suspenso, adiado por fraude


O ministro Fernando Haddad anunciou na madrugada desta quinta-feira, 1º de outubro de 2009, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi adiado. A prova seria realizada no fim de semana para 4,1 milhões de inscritos em centenas de cidades. Haddad foi informado pela reportagem do Estado de S. Paulo de um possível vazamento das questões da prova.
Veja neste Correio da Lapa, correndo o mouse logo abaixo, as várias matérias sobre o caso, mais um escândalo nacional.

Cantadas do pedreiro que batia laje

FH Vieira enviou de Vitória o seguinte email para este Correio da Lapa:

Francisco Roberto Ramos sent:

As 20 melhores cantadas de pedreiros

1. Ocê é o ovo que faltava na minha marmita.
2. Eu bebia o mar se ocê fosse o sal.
3. Não sabia que fror nascia no asfaltu.
4. Tô fazenu uma campanha de doação de órgãos! Quer o meu?
5. Nossa, ocê é tão linda que não caga, lança bombom! Ocê num peida, solta prefumi! Ocê num arrota, evapora xero di banquete!
6. Ohhh... essa muié e mais um saco de bolacha, eu passo um mês...
7. Ocê é sempre assim, ou tá fantasiada de gostosa?
8. Ocê é a areia do meu cimentu.
9. Ahhh se eu pudesse e meu dinheiro desse!
10. Suspende as frita.... o filé já chegou!
11. Ocê num usa calcinha, ocê usa porta-jóia.
12. Aê cremosa... Vou te passar no pão e te comer todinha!!
13. O que que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa??
14. Ocê num é pescoço mais mexeu com a minha cabeça!
15. Sexo mata!!! Quer morrer feliz?
16. Vamu pru meu barraco fazê as coisa que eu ja falei pra todo mundo que nois faiz?
17. Ocê é a lua de um luau.... Quando te vejo só digo - uau uau!
18. Nossa, quanta carne.... e eu lá em casa comendo ovo!
19. Essa sua brusa ia ficá ótima toda amassada no chão do meu barraco amanhã de manhã!
20. Se ocê fosse um sanduíche teu nome ia ser X-Princesa...

China, 60 Anos de Comunismo: Monumental

Mulheres das Forças Armadas participam do desfile militar. Foto: Reuters


A China celebrou na manhã desta quinta-feira, 1, os 60 anos da Revolução Comunista com a demonstração de seu novo poderio militar, em um show midiático concebido para impressionar tanto o público doméstico quanto internacional. A parada teve a participação de 5.000 soldados, 540 tanques e 150 aviões de combate. Dezenas de mísseis terrestres, marítimos e aéreos foram exibidos sobre os veículos. Das armas apresentadas, 90% eram exibidas em público pela primeira vez.


Transmitido por inúmeras câmeras de TV em uma manhã ensolarada, o espetáculo começou com a entrada triunfal do presidente Hu Jintao em carro aberto na avenida em frente à praça Tiananmen e a Cidade Proibida. Em um dos inúmeros simbolismos que marcaram a festa, Hu vestia o mesmo modelo de terno chinês celebrizado por Sun Yat-sen, o herói da revolução republicana de 1911, e por Mao Tsé-tung.



A cerimônia da bandeira na Praça da Paz Celestial nesta quinta-feira, trechos do desfile, os fogos, os dirigentes, legendas em inglês...

A entrada de Hu foi mostrada nos imensos telões digitais montados para o evento e recebida por um "oh!" da plateia de convidados que ocupavam as arquibancadas. Hu passou em revista as tropas perfiladas na avenida, enquanto os 80 mil estudantes que ocupavam Tiananmen desenhavam no chão dois enormes caracteres que significavam "longa vida à China", que só podiam ser vistos na TV, a partir das inúmeras câmeras aéreas distribuídas na praça ou das colocadas em helicópteros.


Depois de passar as tropas em revista, o presidente da China discursou do mesmo portão de entrada da Cidade Proibida de onde Mao anunciou a fundação da República Popular da China há 60 anos. Hu Jintao prometeu buscar o estreitamento dos laços do país com Taiwan.


O desfile militar foi realizado apenas no trecho da avenida próximo da praça Tiananmen, onde estavam as autoridades do governo chinês, os convidados e os jornalistas. A população de Pequim foi orientada a ver o evento pela televisão, "do conforto de seus lares".


Abaixo de Hu estava o retrato de Mao que desde os anos 70 marca a entrada da Cidade Proibida. Em frente a ele, no centro da praça, havia um retrato de Sun Yat-sen. Nas pinturas, ambos usam o mesmo modelo de terno ostentado por Hu ontem. O presidente lembrou a Revolução de 1949 e afirmou que a "China socialista hoje marcha em direção à modernização e abraço o mundo e o futuro".



A estética do realismo socialista deu o tom do desfile civil que ocorreu depois da parada militar. Estátuas de operários e camponeses com olhar confiante eram levadas sobre caminhões, enquanto os 100 mil participantes do show apresentavam suas coreografias. Um enorme retrato de Mao Tsé-tung abria o desfile, seguido de imagens dos líderes que o sucederam no comando da China - Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao. Desde o amanhecer, os soldados que participaram da parada ensaiavam os movimentos sincronizados para os quais se prepararam nos últimos quatro meses.



Paradas militares de tons patrióticos costumam ser realizados para plateias entusiasmadas, mas a obsessão do governo chinês com a segurança transformou o aniversário dos 60 anos em uma festa sem povo. O evento foi visto ao vivo por cerca de 30 mil convidados, entre autoridades chinesas e estrangeiras, jornalistas e representantes de moradores da região da praça Tiananmen.

Festa no ano passado para o Exército Vermelho, o maior e o mais disciplinado do planeta

Parecer é contra entrada da Chávez no Mercosul

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) encaminhou à Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) parecer contrário à entrada da Venezuela no Mercosul. Tasso aponta como principal motivo ao veto o desrespeito daquele país à chamada "Cláusula Democrática" que obriga os integrantes do grupo a observarem preceitos básicos da democracia, sobretudo na América Latina, e a condenar os procedimentos de deterioração de regimes políticos em favor de governos ditatoriais.

O senador afirma no parecer que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem procurado aumentar sua influência regional com o concurso da renda do petróleo. "Porém, não como fator de união e integração, mas como elemento de discórdia", lembra. Cita como exemplos, a participação de Chávez na crise de Honduras, na crise do Brasil com a Bolívia e a sua interferência nos assuntos da Colômbia com as Farc.

O senador anexou a seu parecer um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) que aponta uma série de violações de iniciativa do presidente venezuelano às regras básicas esperadas de países democráticos. O documento da OEA aponta casos de perseguição à órgãos da mídia opositores do governo, a falta de independência do Poder Judiciário e a adoção de "regras abusivas" para cercear as atividades de políticos adversários. "É uma verdadeira lei de censura para intimidar a todos", constata o relator.

Sobre a interferência de Chávez na crise de Honduras, lembra ter ele próprio sugerido ao presidente deposto daquele país, Manuel Zelaya, que procurasse a embaixada brasileira, onde está abrigado. "Se foi isso o que realmente ocorreu, Chávez é responsável por dificuldades e embaraços ao governo brasileiro", critica.

A CRE começa a examinar o parecer na quinta-feira, mas como haverá pedidos de vista, sua votação ficará para a próxima semana. O texto tramita no Senado desde dezembro do ano passado, quando foi aprovado por 265 dos 513 deputados, quase todos eles aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer do senador Tasso Jereissati lembra que o comportamento do governo da Venezuela gera tantas dúvidas que, conforme foi noticiado pela imprensa, o governo do Paraguai, membro do Mercosul, retirou do Congresso daquele país o projeto semelhante ao que está no Senado, para evitar a sua rejeição.

Texto de Rosa Costa, de Brasília - Agência Estado

Camisa do Flamengo: já sai Olympikus, entra ALE

A Gávea informa:

Contrato de patrocínio tem início nesta quinta (1/10) e vai até 31 de dezembro. Contrato com distribuidora de combustíveis é de R$ 3,5 milhões por três meses de compromisso.

Quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil em número de postos, a empresa ALE estampa a partir desta quinta-feira, 1º de outubro, sua marca nos uniformes dos jogadores dos times de futebol do Flamengo. O investimento é de R$ 3,5 milhões e o contrato tem vigência de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2009. Além de ocupar a parte de frente e das costas no uniforme, no lugar onde estava a marca Olympikus (Tube), a empresa de combustíveis terá direito a placas de propaganda em estádios e no campo de treinamento do Flamengo na Gávea.

Validado pelo Conselho Deliberativo do Clube no dia 25 de agosto, o acordo foi anunciado oficialmente no dia 27 de agosto, data da assinatura do contrato. Na ocasião, o presidente da empresa, Marcelo Alecrim, disse que a empresa estava em entendimentos para estabelecer um contrato mais duradouro. "Estamos levando muito a sério para que esse contrato não fique só em três meses. Chegamos para ficar. Nosso objetivo é crescer junto com o Flamengo", anunciou.

Segundo o presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, as negociações estão em andamento e envolvem a possibilidade de utilizar postos de gasolina da ALE para comercializar produtos oficiais do clube. "Se a gente conseguir identificar 500 postos, por exemplo, que tenham lojas de conveniência e onde possam ser instalados quiosques do Flamengo, serão mais 500 pontos de venda. Enfim, todo mundo teria a ganhar. Espero que a gente tenha sucesso e, em 2010, consiga desenvolver uma campanha muito mais bonita", afirmou Dumbrosck em entrevista coletiva à equipe do site oficial do clube.

De acordo com Delair Dumbrosck, a Olympikus deu uma tacada mestre ao expor sua marca por três meses no ponto mais nobre da camisa do clube. "Para o clube foi positivo, num momento que estava sem patrocinador. A Olympikus foi - e continua sendo como fornecedor - um grande parceiro", elogiou. Segundo ele, a fabricante de material esportivo está colhendo os frutos por acreditar no potencial do Flamengo. "Em três meses, a Olympikus vendeu 660 mil camisas e admitiu 1.082 funcionários. Esperamos que o mesmo sucesso aconteça com a ALE".

No anúncio do patrocínio no final de agosto,a camisa com a aplicação da marca da ALE foi exibida pelo zagueiro Álvaro, contratação que ao lado do volante Maldonado simbolizam um momento de recuperação do time no campeonato brasileiro.

A nova camisa na pele do jogador Álvaro

A ALE conta com uma rede de cerca de 1.700 postos em 22 estados brasileiros, critério que faz dela a quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil. A companhia fechou 2008 com faturamento da ordem de R$ 6,2 bilhões e deve chegar a R$ 7,7 bilhões neste ano.

O Departamento de Marketing criou um hotsite para prestar mais informações sobre o patrocínio, que será ativado com uma série de ações promocionais de marketing. Confira em http://mkt.flamengo.com.br/ale/ .

Correio da Lapa Comentando a Notícia:

Quem aguenta pagar 150 reais por uma camisa oficial e descobrir, três meses depois, que ela já está velha? A Olympikus não vendeu 650 mil camisas como afirma, ela distribuiu esse total ao comércio. No varejo, parece que a venda alcança menos de 100 mil. Mas será que o pobre do torcedor não vai ficar cabreiro com esse troca-troca de logomarca a cada três meses? Não há tanto dinheiro assim no bolso da calça para sustentar tanta diversificação no Manto Sagrado.

Ou então o Mengão está dando uma tacada de mestre: um uniforme oficial por estação do ano. Manto Sagrado de Inverno, Manto Sagrado Primavera, Manto Sagrado a Rigor, Manto Sagrado Moda Praia, Manto Sagrado Pret-à-Porter, Manto Sagrado Haute Couture e por aí vai...
Eu quero mais é gol, Mengão!

Por Alfredo Herkenhoff Descamisado

PCdoB ataca Jabor, Miriam Leitão, Ana Maria Braga e Mainardi

Correio da Lapa a internautas: o artigo abaixo, avistado no jornal Correio do Brasil, é um exemplo de livre manifestação de ideologias e raivas corporativas... O que dá pra rir, dá pra chorar...

Mainardi pedirá a cabeça de Jabor?

Por Altamiro Borges - de São Paulo
(jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB - Partido Comunista do Brasil - e autor do livro Sindicalismo, Resistência e Alternativas)

Jabor recebeu Serra numa festança

Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: "Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas.

A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas". Luís Frias, presidente do Grupo Folha, também participou da festança, "que ferveu na pista até o sol raiar".

No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: "Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira (o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro), é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão" - a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.

Artista global com Kassab

Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: "O marido de Ana Maria Braga (estrela da TV Globo e do finado movimento golpista "Cansei') é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM/SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de 'coordenação' na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização" da prefeitura paulistana.

Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de "Ana Ameba Brega". Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: "Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo... A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha (ex-marido da apresentadora da TV Globo) e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada".

Cadê o "tribunal macartista" de Mainardi?

Deixando de lado as baixarias dos " famosos", o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu "tribunal macartista mainardiano", no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa.

"A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista", explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.

Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. "Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja", atacou.

O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma "cota de nomeações pessoais no serviço público". Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.

Perguntar não ofende: será que Mainardi, "difamador travestido de jornalista", fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas. Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão?

Criticará a "cota de nomeações pessoais no serviço público" da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à "ortodoxa" Miriam Porcão - ou melhor, Leitão? Ou todos juntos - Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi - fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?
Fim

Editorial aos milhões de jovens do Enem roubado

Somos jovens e usados, somos tratados injustamente

No post a seguir deste Correio da Lapa (SÓ CORRER O MOUSE PARA BAIXO), está a reportagem do jornal o Estado de S. Paulo sobre o vazamento das questões do Enem e a decisão do governo de adiar a prova que seria realizada neste domingo, 4 de outubro de 2009.

EDITORIAL

Exame Nacional de Ensino Médio, Enem, vira
Constatação Nauseabunda de Exabundância de Safadeza

A prova vazou.... E quem tentou extorquir dinheiro do Estadão - e até ameaçou cobrar mais alto fazendo a mesma extorsão junto a uma emissora de TV - queria apenas dinheiro em troca de um furo de reportagem? Ou queria causar um constrangimento no MEC? Haverá política nessa parada? Foi um vazamento eivado de interesses pessoais? Raivas, perseguições e outros sentimentos estranhos? Ou foi apenas mais um caso de roubalheira nacional?

Parabéns para a repórter do Estadão por pegar de memória - não confie na sua, anote tude - a questão do exame do Enem vazado, mesmo sem ter tomado posse do papel com a prova do crime. Santa memória, jornalismo diplomado, vitória do profissionalismo, da competência, da ética.

A fiscalização falha é uma desmoralização do Ministério da Educação. As explicações do governo federal não satisfazem. Alguém precisa pagar com cadeia. Outros perderão cargos ou ficarão desmoralizados enquanto gestores. Cadeia para o ladrão? Ou demissão em massa no setor? Qual o melhor remédio?

O que fazer? Nada, aos estudantes cabe estudar mais, esperar a nova data do exame suspenso e aproveitar as próximas horas para relaxar, torcer para o Rio de Janeiro virar sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Pior teria sido se a prova do Enem já tivesse sido realizada. E como ficam os prejuízos de quem viajou para a cidade onde seria realizado o exame? Quem banca essa conta criminosa?

O governo diz que todo o processo de impressão foi rigidamente controlado para evitar vazamento e que até houve filmagem deste processo de confecção da prova adiada por vazamento e por questão de justiça.

Será que alguém vai em cana?

O vazoduto tão comum na história da corrupção republicana chegou ao Enem pela primeira vez; antes se circunscrevia a vestibulares e, principalmente, concursos de juiz, aqueles em que a parentada dos meritíssimos sempre chegava lá antes do tempo justo.

No Mundo a Justiça procura ser cega; no Brasil se faz um esforço para que seja amolada. (Por Alfredo Herkenhoff)

Enem: Prova adiada: 4 Milhões de Inscritos Punidos pelo Vazamento das Questões do Exame


Jornal Estadão de S. Paulo prova que houve vazamento da prova e baba geral o concurso que seria realizado neste domingo em quase 200 cidades do Brasil



Mais um escândalo, mais um péssimo exemplo às vésperas de o Brasil, o Rio de Janeiro, ganhar ou perder para Chicago a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016



Prova do Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame

Homem tentou vender cópia para a reportagem do 'Estado' em SP; MEC confirmou que questões eram originais

Renata Cafardo e Sergio Pompeu

O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar na madrugada de hoje a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1h, por telefone.

Ontem à tarde, o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.

O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.

No exame que o Estado teve acesso, a prova de linguagens e códigos, que seria aplicada no domingo, tinha na questão número 1 uma tira da personagem de história em quadrinhos Mafalda. Na folha seguinte, o exame reproduzia uma bandeira do Brasil com a área verde parcialmente suprimida, simbolizando o desmatamento. A imagem lembra uma campanha publicitária famosa da organização não governamental SOS Mata Atlântica. Embaixo dela, a prova tinha a seguinte frase: "Estão tirando o verde de nossa terra." Em outro trecho do exame, também no alto, à esquerda, os examinadores usaram no enunciado o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, aquele que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá". As questões da bandeira e do poema foram confirmadas pelo MEC como originais.

Outro trecho literário usado no Enem tinha o verso de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho". Mais adiante, a prova reproduzia um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, de Martin Scorsese. Outro personagem usado no Enem era o gato Garfield. O programa de mensagens instantâneas MSN é mencionado em uma das questões.

O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas. "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material "de Brasília, de gente do Inep, do MEC". Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política." Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos em cartório cópias das provas."

Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro", disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV.

2016: Rio de Janeiro & Chicago: Olympic Duel

OLIMPÍADAS 2016

O Mundo está de olho na Dinamarca, onde será anunciada nesta sexta-feira a cidade vencedora. Madri e Tóquio são cartas fora do baralho...


Michelle Obama e Oprah lutam por Chicago em Copenhague
O Rio de Janeiro é favorito, mas raramente
os favoritos levam nessas votações de cartolas



Lula, Pelé, Cielo e Cia

Cidade Maravilhosa

Arquitetura de Deus

Les Jeux sont Faits

Il fault les Jouer


Chicago, the Merveilleuse Merde

O Rio de Janeiro é Infinitamente Mais Bonito


Oh My Marvellous Rio
between mountains, sea and sky
Since I was a little baby
I wonder how can you be so nice

(song and l.yrics by Alfredo Herkenhoff)

Austrália, professora, como estudar lá?



A Faculdade de Artes Visuais da Universidade de Sydney está recebendo inscrições até 30 de outubro. Nível? Graduação. Condições? Factíveis. Idioma? Universal. Mais informação no
http://www.usyd.edu.au/sca

Gioconda, Jaqueline Carvalho, a professora



CuriOsItY
















CU

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SI

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Jaqueline, Semana 22, Domingo Vermelho



Que saudade da professorinha
Educação de Outubro

Rita Camata assina ficha do PSDB

Com a presença da bancada federal do PSDB do Congresso, a agremiação tucana deu as boas vindas à deputada federal Rita Camata em evento na tarde desta quarta-feira (30/09/2009) em Brasília. Flores foram dadas à capixaba Rita Camata pela deputada Thelma de Oliveira (PSDB/MT) representando o PSDB-Mulher. O ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Velloso Lucas (foto) abonou a ficha de filiação de Rita Camata na sala da liderança do PSDB na Câmara Federal, e agora o partido prepara outra festa para segunda-feira (5/10), em Vitória, para a mais nova tucana, com a presença de lideranças nacionais.