Eike Batista
Verdades e mentiras sobre O X da Questão (1/12)
Hoje é sábado, 21 de janeiro de 2012. Falta um mês e meio para sair a nova edição da revista Forbes com a lista dos maiores bilionários da Terra. A publicação costuma sair na segunda semana de março. O Brasil e o mundo com alguma curiosidade para ver em que lugar do ranking dos dez mais estará o guerreiro nacional Eike Batista.
Antes de sair a nova edição da Forbes, veremos no Carnaval Carioca em fevereiro a sempre jovial Luma de Oliveira homenageada na Escola de Samba Estácio de Sá. As más línguas diriam, dirão, já disseram, sim, Luma entrou nesse enredo da Estácio também em função do apoio financeiro que podia dar e deu à escola o seu ex-marido, o Eike pai de suas crianças. Mas, não, Luma é um show de amor ao carnaval e ao Rio de Janeiro independente da grana da família. Homenagem mais que merecida: “(...) Meu samba me diz que a inspiração é você: Luma, eu vim aqui só pra te ver (...)”
No Rio, todo mundo curte a polêmica sobre o mistério do enriquecimento de Eike Batista. Mesmo sem ler o livro autobiográfico que o empresário escreveu com a ajuda luxuosa do jornalista Roberto D’Ávila, as pessoas, em toda parte, nos táxis, nas praias e nos botecos, discutem a irrupção do fenômeno. Especula-se sobre a fortuna, mas ninguém o faz de forma capaz de esclarecer certas dúvidas. Nem o livro O X da Questão esclarece como uma fortuna acima dos 30 bilhões de dólares pode ser acumulada, segundo a Forbes, entre 2007, quando o empresário tinha menos de 1 bilhão, e 2011. Aliás, em 2007, Eike Batista sequer aparecia na lista dos bilionários do mundo.
Muitos homens enriqueceram juntando tostão por tostão. Outros deram saltos. Grosso modo, alguns começaram literalmente vendendo bugigangas nas ruas das cidades mundo afora. Outros, construindo estradas e pontes para governos corruptos, com sub e super faturamentos. Outros, construindo cidades, como Brasília, para onde eram levados sacos de cimento a bordo de aviões. Outros enriqueceram com aterros, como o do Flamengo e da Praia de Copacabana. Não importa quem, nem quando, homens enriquecem construindo usinas ou redes de supermercados. Enriquecem, sempre há os que têm vocação para enriquecer. (continua)

